Maduro assume novo mandato e reafirma poder popular contra o imperialismo

Em meio a pressões internacionais e desafios internos, o presidente prometeu paz, prosperidade e resistência popular para os próximos seis anos O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi empossado nesta sexta-feira (10) para um novo mandato de seis anos, após vencer as eleições presidenciais de julho de 2024 com 51,2% dos votos, conforme declarado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A cerimônia ocorreu na Assembleia Nacional, em Caracas, com a presença de delegações de 125 países e organizações internacionais, em um evento que reafirmou a continuidade do projeto bolivariano iniciado por Hugo Chávez. Maduro prestou juramento sobre uma cópia da Constituição Bolivariana, assinada por Chávez, e recebeu a faixa presidencial junto com o colar que simboliza as chaves do sarcófago contendo os restos mortais de Simón Bolívar. Após a formalidade, o presidente assinou o ato que oficializa sua posse e deu início ao discurso que marcou a celebração da resistência venezuelana frente às pressões internacionais e desafios internos. Discurso de resistência e soberania Em seu pronunciamento, Maduro exaltou a histórica resistência do povo venezuelano contra o colonialismo e o imperialismo, reiterando o compromisso de seu governo com a independência nacional. “O poder que tenho emana do povo, não de governos estrangeiros”, declarou o presidente, numa clara crítica às sanções impostas por países como os Estados Unidos e às tentativas de desestabilização promovidas pela oposição de extrema direita. Maduro também reforçou a legalidade de seu mandato. “A Constituição da Venezuela, que garante o Estado Nacional Democrático de Direito e Justiça, foi escrita pelo povo, aprovada pelo povo, defendida pelo povo”, disse. Ele destacou que a Venezuela realizará três eleições em 2025, incluindo a escolha de novos representantes da Assembleia Nacional, como parte de um compromisso com a democracia e a soberania do país. Em uma fala contundente, o presidente denunciou o apoio da direita internacional às tentativas de interferência na Venezuela, mencionando o presidente argentino Javier Milei como “encabeçador de uma conspiração mundial” contra a soberania do país. “Eles não puderam impor um presidente e jamais poderão”, afirmou Maduro. Presença internacional e apoio popular A posse de Nicolás Maduro contou com a presença de representantes de 125 países e organizações internacionais, além de mais de dois mil delegados que participaram do Grande Festival Mundial Antifascista, realizado paralelamente à cerimônia. Movimentos populares também se mobilizaram em Caracas, com caravanas que lotaram as ruas da capital para expressar apoio ao presidente. Durante a cerimônia, Maduro fez questão de saudar camponeses, pescadores, grupos feministas e organizações comunitárias, reafirmando o compromisso do governo com os setores populares. “Essa posse pertence ao povo”, declarou o presidente, destacando que a participação popular é a base do projeto bolivariano. A celebração também foi marcada pela música e pela cultura, com uma intensa agenda de atividades que envolveram debates políticos e manifestações artísticas. Maduro ressaltou que as mobilizações populares representam a vitalidade da democracia venezuelana e a resistência às tentativas de desestabilização promovidas pela oposição e seus aliados internacionais. “Sete Transformações” e o futuro do país Maduro aproveitou a cerimônia de posse para anunciar o lançamento de um processo de reforma constitucional, que busca atualizar a Carta Magna da Venezuela, promulgada há 25 anos. O presidente destacou que a reforma será realizada com ampla participação popular, reafirmando o caráter democrático de seu governo. O presidente também apresentou o plano das “Sete Transformações”, que será o eixo de seu novo mandato. O programa inclui a construção de um novo modelo econômico produtivo, a promoção da ciência e tecnologia, a consolidação da defesa nacional e o combate ao aquecimento global, além de iniciativas para fortalecer o poder popular e ampliar as relações internacionais da Venezuela. Maduro reiterou que a implementação das “Sete Transformações” será feita com base no “Plano da Pátria”, que é fruto de uma construção coletiva. Ele destacou que o plano visa garantir o bem-estar social e enfrentar os desafios impostos pelas sanções internacionais. Críticas ao papel da mídia internacional Durante seu discurso, Maduro também criticou a disseminação de notícias falsas sobre a Venezuela por parte da mídia internacional, que, segundo ele, tenta desviar a atenção dos avanços do país. “Existe um universo comunicacional de duplicidade: de um lado, os laboratórios cognitivos que criam fake news; de outro, a Venezuela real, que celebra sua soberania”, afirmou o presidente. Ele também condenou as campanhas de desinformação promovidas pela oposição, acusando-a de manipular a opinião pública para justificar a violência e a instabilidade no país. Maduro reafirmou que o governo continuará a trabalhar para consolidar a paz e a estabilidade na Venezuela. “Farei cumprir todas as obrigações da Constituição e das leis da República. Este novo período presidencial será o período de paz, prosperidade, igualdade e nova democracia”, disse. Desafios e promessas A posse de Nicolás Maduro ocorre em um momento de grande pressão internacional, marcado pelas 930 sanções impostas contra o país por potências estrangeiras. Apesar disso, o presidente prometeu um novo período de “paz, prosperidade, igualdade e nova democracia”, comprometendo-se a aprofundar o legado bolivariano e fortalecer a independência nacional. Com uma base popular consolidada e apoio internacional significativo, Maduro inicia mais um mandato como um dos principais bastiões da Revolução Bolivariana na América Latina, enfrentando os desafios internos e externos com a promessa de construir um futuro mais justo e soberano para a Venezuela

Fake News alimentam a ideia de que o PIX será taxado

Receita Federal desmente fake news da extrema direita e explica o reforço no processo de fiscalização financeira para a modernização dos meios de pagamento A extrema direita inundou as redes sociais com uma nova fake news na tentativa de prejudicar o governo federal. A bola da vez da desinformação tenta emplacar que os pagamentos via PIX seriam taxados: uma grande mentira. Os divulgadores dessa notícia falsa têm se aproveitado que a Receita Federal ampliou a fiscalização sobre transações financeiras neste início de ano para divulgar a fake news. O Ministério da Fazenda prontamente se manifestou ao apontar as mentiras e esclarecer a verdade, que é o reforço no processo de fiscalização financeira para acompanhar a modernização dos meios de pagamento. Nas suas redes, a Fazenda destaca: “ALERTA FAKE NEWS. Não, a Receita Federal NÃO vai cobrar impostos sobre o PIX! O que está acontecendo é uma atualização do sistema de acompanhamento financeiro para incluir novos meios de pagamento, como o PIX.” Em nota, a Receita esclarece: “falso que o Governo Federal tenha criado tributos sobre o uso do Pix. A edição da IN RFB nº 2219/2024 não implicou qualquer aumento de tributação, tratando-se de medida que visa a um melhor gerenciamento de riscos pela administração tributária, a partir da qual será possível oferecer melhores serviços à sociedade, em absoluto respeito às normas legais dos sigilos bancário e fiscal.” Mudanças A partir de 1º de janeiro a Receita Federal atualizou seu sistema, o e-Financeira, para acompanhar novos meios de pagamento e melhorar o gerenciamento de riscos, em um processo classificado como: “modernização da fiscalização financeira”. Dessa maneira, a Receita visa acompanhar a evolução tecnológica que criou novas modalidades de transferência de valores, dentre elas o PIX. A partir de agora movimentações financeiras de pessoas física por PIX, TED, cartão, saque ou depósito de dinheiro, inclusive entre contas do mesmo titular, que somadas ultrapassarem R$ 5 mil por mês serão informadas para a Receita pelas instituições financeiras. A regra também vale para pessoas jurídicas, mas o valor para que sejam prestadas as informações é de R$15 mil. Estas informações já eram prestadas pelos bancos tradicionais. Agora, além dos novos limites, operadoras de cartão, bancos digitais e operadoras de carteiras virtuais também deverão informar os dados. É destacado pela Receita que as informações prestadas seguirão respeito absoluto às normas legais dos sigilos bancário e fiscal: “Tal medida, respeita os contornos legais, inexistindo qualquer elemento que permita identificar a origem ou a natureza dos gastos efetuados

Barulho exagerado é crime: STJ decide que poluição sonora não precisa de perícia

STJ reforça que o crime de poluição sonora prescinde de prova pericial, bastando o descumprimento das normas de emissão sonora para sua caracterização.   A poluição sonora é um dos problemas ambientais mais recorrentes em áreas urbanas, afetando diretamente a qualidade de vida da população. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou recentemente que o crime de poluição sonora é de perigo abstrato, ou seja, não exige a comprovação de danos concretos à saúde humana por meio de perícia técnica para sua configuração. Essa decisão, proferida pela 5ª Turma do STJ, deu provimento ao recurso especial do Ministério Público de Minas Gerais, mantendo a imputação contra o proprietário de um bar acusado de ultrapassar os limites de emissão sonora previstos em normas regulamentadoras. O que diz a lei? O crime de poluição sonora está previsto no artigo 54 da Lei 9.605/1998, a Lei dos Crimes Ambientais, que dispõe: “Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora.” A norma estabelece que a simples emissão de poluentes sonoros acima dos níveis permitidos já é suficiente para caracterizar o crime. Não é necessário provar que a saúde humana foi efetivamente prejudicada; o potencial para causar danos é o suficiente para configurar a infração. O contexto do caso O caso julgado pelo STJ teve origem em Minas Gerais, onde o proprietário de um bar foi acusado de poluição sonora por manter níveis de ruído acima do permitido pela legislação local. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) havia desclassificado a conduta, alegando que seria necessária uma perícia médica para comprovar que os barulhos causaram riscos concretos à saúde humana. No entanto, ao analisar o recurso, o STJ reafirmou que o crime é formal e de perigo abstrato. De acordo com o ministro relator Joel Ilan Paciornik, a jurisprudência do tribunal é clara: não é preciso apresentar provas periciais para demonstrar a capacidade do ruído de causar danos. O simples desrespeito às normas de emissão sonora já caracteriza o delito. O crime de perigo abstrato O entendimento do STJ segue a lógica do direito ambiental e penal, que privilegia a prevenção ao dano. No caso da poluição sonora, a lei presume que níveis excessivos de ruído têm o potencial de causar malefícios à saúde humana, dispensando a necessidade de comprovação individualizada. Especialistas apontam que a tipificação como crime de perigo abstrato é essencial para garantir a proteção da coletividade. “O ruído excessivo, além de ser uma perturbação, pode gerar efeitos graves, como estresse, insônia e até danos auditivos. Não se trata apenas de incomodar; é uma questão de saúde pública”, explica Edgar Bull, especialista em segurança e saúde no trabalho. A importância da decisão do STJ A decisão do STJ tem implicações importantes para a gestão ambiental e urbana. Ela fortalece o papel das normas regulamentadoras e das fiscalizações, uma vez que o foco está no cumprimento dos limites estabelecidos para emissões sonoras. “Se fosse exigida uma perícia em todos os casos, muitos crimes ambientais passariam impunes, dada a dificuldade de comprovar danos concretos a cada indivíduo afetado”, destaca Edgar. “A legislação ambiental não pode esperar que o dano se concretize; ela deve ser preventiva.” Implicações para estabelecimentos comerciais Com a reafirmação de que o crime de poluição sonora é formal, estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes, precisam redobrar a atenção ao controle de ruídos. Isso inclui: Monitorar os níveis sonoros regularmente; Investir em isolamento acústico; Adotar horários rigorosos para eventos e apresentações ao vivo; Seguir as regulamentações locais sobre emissão sonora. O descumprimento dessas normas pode levar a sanções administrativas, como multas e suspensão de atividades, além de implicações criminais, como no caso analisado pelo STJ. A decisão da 5ª Turma do STJ reafirma o caráter preventivo e coletivo da legislação ambiental no Brasil. Ao dispensar a necessidade de perícia para configurar o crime de poluição sonora, o tribunal fortalece o combate a essa forma de poluição, garantindo que a saúde pública seja protegida sem burocracias desnecessárias. “A poluição sonora não é um problema menor; ela afeta comunidades inteiras e pode ter impactos profundos na saúde mental e física. O entendimento do STJ é um passo para responsabilizar aqueles que desrespeitam as regras e proteger o direito ao silêncio e ao bem-estar de todos”, conclui Edgar Bull. Edgar Bull – Engenheiro e Perito Judicial Especialista em Segurança do Trabalho Edgar Bull é Engenheiro Civil formado pela USP, pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho e Higiene Ocupacional e bacharel em Direito. Com uma trajetória sólida e ampla experiência em perícias judiciais, ele atua como perito nos Tribunais Regionais do Trabalho da 2ª e 15ª regiões, além de ser membro ativo da Comissão de Perícias da OAB e professor de pós-graduação do SENAC. Responsável técnico pela EST da METRA  (Medicina e Assessoria em Segurança do Trabalho), Edgar é referência em segurança do trabalho e avaliação de riscos, com um olhar especializado para a proteção dos trabalhadores e a conformidade legal das empresas.

Microempreendedores apostam em crescimento em 2025

O mercado de beleza e saúde em Montes Claros e região está em plena expansão, impulsionado pelo crescimento dos microempreendedores que apostam na inovação, qualidade e personalização para atrair novos clientes em 2025. Marcas de renome como Cosmobeauty e Lovemed, acreditam neste movimento da economia do Brasil, e apostam em atendimento de qualidade, soluções modernas e diferenciadas para os profissionais do setor da beleza e saúde. O microempresário Fernando Madureira, espera que o ano de 2025 seja ainda melhor para os negócios do que foi em 2024 e 2023. “Ano passado fizemos investimentos na Cosmobeauty, abrimos a Lovemed, distribuidora exclusiva da Ibramed – maior marca de equipamentos de fisioterapia e estética da América do Sul. Estamos confiantes que este ano será ainda melhor para os negócios”, ponderou Madureira. (*) Pesquisa Sebrae/FGV A Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Sebrae realizou uma pesquisa e divulgou em dezembro do ano passado, que aponta que seis em cada dez microempreendedores individuais (MEIs) em todo o Brasil acreditam que 2025 será ainda melhor que 2024. (*) A pesquisa da FGV e Sebrae, aponta que 37% dos microempreendedores individuais seguem confiantes no crescimento do mercado. Fernando Freire Madureira, representante da Cosmobeauty em Montes Claros e região, além de proprietário da Lovemed, acredita no crescimento do segmento para este ano. “Estamos vivendo uma transformação no mercado, com uma busca crescente por produtos que atendem às necessidades específicas de profissionais e consumidores. Nosso compromisso é oferecer soluções que combinam qualidade, tecnologia e um excelente custo-benefício, fortalecendo o mercado regional e apoiando os microempreendedores em sua trajetória de sucesso”, afirma Madureira. Já para 26%, o ano passado foi igual a 2023 e para 30% dos entrevistados o ano foi pior. Em se tratando de setores da economia, os microempreendedores mais otimistas estão concentrados na indústria, com 41%, seguido por serviços com 37% e pelo comércio com 35%. Outro aspecto identificado na pesquisa Sebrae/FGV confirma que 68% dos microempreendedores entrevistados pretendem adotar novas estratégias em 2025 para estimular as vendas, tais como: investir em propaganda; aumentar a variedade de produtos e serviços; investir em cursos e treinamentos; reduzir preços ou oferecer descontos; e ainda aumentar os prazos de vendas ou oferecer parcelamentos. Cosmobeauty e Lovemed A Cosmobeauty, conhecida nacionalmente por sua linha de produtos inovadores para beleza e cuidados estéticos, e a Lovemed, distribuidora exclusiva da Ibramed, é especializada em acessórios, materiais, máquinas e espetáculos para profissionais da saúde. Ambas as empresas desempenham um papel crucial na capacitação e possuem itens de alta performance para os empreendedores locais e da região. Para 2025, a expectativa é que o setor cresça ainda mais, acompanhando as tendências globais e a demanda por serviços e produtos personalizados. “Investir em qualidade e inovação é o caminho para conquistar espaço em um mercado tão competitivo. Estamos felizes em contribuir para o fortalecimento da economia local e oferecer oportunidades de crescimento para os profissionais da região”, conclui Madureira. O cenário do setor de beleza reflete uma mudança significativa no perfil do consumidor, cada vez mais exigente e atento às novidades e cuidados com a saúde. Com essa evolução, os microempreendedores encontraram terreno fértil para desenvolver seus negócios e consolidar sua presença no mercado. Por jornalista Wesley Gonçalves, com informações do site: https://novapetropolis.cdls.org.br/seis-em-cada-dez-meis-preveem-crescer-em-2025-aponta-sebrae/

Artistas de Montes Claros se unem pela preservação da memória da cidade

Vinte e dois artistas montes-clarenses estarão gravando o videoclipe da canção “Ai de ti, Montes Claros”, nesta sexta-feira, dia 10, a partir das 15 horas, no Auditório do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez. A nova mídia, patrocinada por cidadãos e empresas cidadãs, dará mais visibilidade à canção, que será compartilhada no Youtube e nas redes sociais, e se espraiará mundo afora, levando o “grito de socorro dos nossos corações”, como destacado na letra de Itamaury Teles, com música de Jorge Takahashi e arranjo do maestro Saulo Leony. Essa música, que já vem sendo tocada pelas emissoras de rádio, é um tributo à cidade de Montes Claros, expressando a dor e a indignação pela perda da sua memória e identidade. O projeto foi abraçado por 22 artistas, representando parte significativa do universo cultural da cidade, por entenderem ser importante e necessário preservar o que ainda resta da memória, já que impossível recuperar os bens destruídos. São eles: Jorge Takahashi, Deborah Rosa, Tico Lopes, Ângela Evans, Marcelo Godoy, Pedro Boi, Carlos Soyer, João Carlos Barbosa, Saulo Leony, Josecé Santos, Itamaury Teles, André Águia, Valmir Oliveira, Maristela Cardoso, Marcílio Maia, Roberto Mont’Sá, Árlem Azevedo, Bob Marcílio, Cid Monteiro, Paula Santiago, Sholmes Souto e Eduardo Maciel. Cinco artistas participaram das gravações por meio virtual, por morarem noutras cidades (Nápole, na Itália, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Santa Bárbara). Para Deborah Rosa, “estamos nesse projeto lindamente audacioso, onde música com literatura de requinte e singular é quase uma utopia dos dias atuais. A honra de participar de iniciativas profundas, com propósitos reais, legítimas da verdadeira cultura, me deixam emocionada. Aquela obra que resgata respeito, moral, referências reais da vida que edificou e calçou o caminho para os dias atuais. É um presente único que a vida e a música me concedem. Aos idealizadores do projeto (Itamaury e Takahashi) nosso honroso agradecimento, em nos perpetuar também nessa história. Ai de ti Montes Claros se não fossem teus menestreis.” Marcílio Maia também se expressou, ao final da sua participação na gravação: “Parabéns ao Takahashi e ao Itamaury pelo empenho a este belo e importante projeto cultural que influenciará na história de Montes Claros de uma forma muito forte e crítica em relação ao nosso patrimônio arquitetônico. Um povo sem história é um povo sem memória. E destruindo a nossa identidade arquitetônica, perdemos a nossa fiel balança da riqueza e memória da cidade. E não podemos aceitar isto de maneira alguma. Divulgar esta canção é um recado a sociedade que os artistas estão atentos e preparados para defender nossa cultura.” O cantor Eduardo Maciel parabenizou os compositores pela iniciativa ímpar: “Além de mostrar comprometimento com a preservação da cidade, essa ideia mobilizou e reuniu fisicamente e virtualmente artistas e gente ligada à música de Montes Claros, o que engrandece mais ainda a cultura de nossa cidade. Belo presente para a cidade e promovam bastante a canção.” O cantor Juvenal Cruz (Junot) assim se expressou ao ouvir, em Belo Horizonte,a canção “Ai de ti, Montes Claros”: “É uma pérola. Uma obra prima que ressoará para sempre em nossa região. Fiquei encantado com a força das palavras de Itamaury, emolduradas pela melodia do Takahashi. Parabéns por mais esta obra prima entregue ao povo das Gerais. Um lamento que ecoará eternamente em nosso coração.” O cantor e contrabaixista Yuri Popoff, após ouvir a canção em São Paulo, encaminhou texto parabenizando os compositores, cantores e toda a produção do projeto. E concluiu com um Viva, Montes Claros

Venda de 15 usinas da Cemig foi anulada pela justiça de Minas Gerais

A Justiça de Minas Gerais mandou anular o edital de venda de 12 pequenas centrais hidrelétricas e três centrais geradoras hidrelétricas da Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT), subsidiária da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), e da Horizontes Energia, também subsidiária. A decisão leva em consideração uma ação civil pública ajuizada na 2ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte, que contesta a realização do leilão, que foi feito em 2023, sem um referendo popular prévio. O juiz que assina a decisão, Fabiano Afonso, acatou a alegação de que a venda contrariou a Constituição estadual, que determina que desestatizações de estatais devem ser aprovadas por referendo popular. A defesa da empresa alegou que a venda dos ativos era um “ato de gestão empresarial de desinvestimento, comum em qualquer sociedade de economia mista”, e que não haveria “alienação das empresas, das pessoas jurídicas, nem tampouco transferência do controle acionário”. O leilão abordado na decisão é de 2023, que teve como vencedora a empresa Mang Participações e Agropecuária Ltda, com um lance de R$ 100,5 milhões pelo lote único do certame. As informações são do portal MegaWhat, especializado no mercado de energia. Atualmente, as privatizações da Cemig e da Copasa são prioridades do Governo de Romeu Zema em 2025. A intenção é aprovar a privatização no primeiro semestre deste ano, e levá-las a leilão no segundo semestre. Para agilizar o processo, o governo estadual defende a retirada de um referendo. A oposição é contra e diz que empresas estratégicas não devem ser privatizadas.

Humberto Souto  tem melhora e será transferido para Brasília nesta sexta-feira

Ex-prefeito, que também é ex-presidente do TCU, sofreu AVC a nove dias do fim do seu segundo mandato em Montes Claros Por Luiz Ribeiro -Estado de Minas O ex-prefeito de Montes Claros, Humberto Souto (sem partido), de 90 anos, internado na Santa Casa da cidade desde 22 de dezembro, quando sofreu um acidente vascular cerebral (ACV), a nove dias de concluir o seu segundo mandato à frente da prefeitura, será transferido para o Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, na tarde desta sexta-feira (10/1). O político apresenta um quadro de melhora, respirando sem a ajuda de aparelho. “Ele se encontra consciente, fora do respirador. Ou seja, respirando espontaneamente há três dias, sem sinais de infecção, com sinais vitais todos preservados”, informou em entrevista na manhã desta quinta-feira (9/1), o médico intensivista Silvio Leonardo Soares Silveira, da equipe que cuida do paciente na Santa Casa de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Conforme divulgou o Estado de Minas, a transferência do ex-prefeito para Brasilia deveria ser feita nesta quinta-feira. Na entrevista, o médico Silvio Leonardo disse que a transferência estava na dependência de abertura de vaga no hospital na capital federal. Por outro lado, a reportagem apurou que o deslocamento do politico foi programada para a tarde desta sexta-feira, por transporte aéreo médico. A transferência foi decidida pela família do ex-prefeito, visando a reabilitação neurológica do paciente. Foi considerado também que Brasília tem hospital com especialidade para esse tipo de tratamento de vitimas de AVC. Além disso, três filhos de Souto moram em Brasília. EVOLUÇÃO Com mais de 60 anos de vida pública, Humberto Souto exerceu sete mandatos de deputado federal e foi ministro e presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele elegeu o seu sucessor na prefeitura, Guilherme Guimarães (União Brasil). Por causa do estado de saúde do ex-gestor municipal, a tradicional festa popular de réveillon de Montes Claros, que seria realizada na Lagoa do Interlagos, na noite de 31 de dezembro, foi cancelada. Na transmissão de cargo para Guilherme Guimarães, em 1º de janeiro, Humberto Souto foi representado pelo presidente da Câmara Municipal, Junior Martins (PP). O médico Silvio Leonardo Silveira disse que após 18 dias de internação por causa do AVC, Humberto Souto apresenta uma evolução do quadro, manifestando estar consciente. “Ele abre os olhos e movimenta bem do lado direito. Obedece todos os comandos que são feitos, movimentando o lado direito”, detalhou. Silvio Silveira salientou que a transferência para o hospital em Brasília visa o tratamento com a intensificação da fisioterapia voltada para a reabilitação neurológica do paciente em um hospital com especialidade na área. Por sua vez o médico cardiologista hemodinamicista Daniel Silva Ramos, que também integra a equipe da Santa Casa de Montes Claros, afirmou que a remoção do ex-prefeito para Brasília será feita em um avião de um plano de saúde, dotado de todos os equipamentos de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), incluindo respirador e desfibrilador. A aeronave especial também dispõem de todos os medicamentos a serem usados diante de alguma intercorrência no ar

Internado há quase uma semana, Fuad volta a ser intubado nesta quinta-feira

Durante o período, ele se licenciou do cargo de prefeito, agora ocupado interinamente pelo vice, Álvaro Damião (União Brasil) O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), foi novamente intubado nesta quinta-feira (9 de janeiro) após ter registrado melhora no quadro de pneumonia nos últimos dias. Fuad está internado há seis dias no Hospital Mater Dei e havia sido extubado no último domingo (5 de janeiro). Conforme apurou O TEMPO, o chefe do Executivo teria passado a noite e a manhã bem, mas teve complicações perto do horário do almoço. “O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, segue internado na UTI – Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Mater Dei. Foi reintubado hoje após instabilidade respiratória. Está com programação de traqueostomia percutânea amanhã para melhor cuidado respiratório”, diz o documento assinado pelos médicos Enaldo Melo de Lima e Anselmo Dornas Moura. Hospitalizado na última sexta-feira (3 de janeiro), Fuad precisou ser sedado durante os primeiros dias na unidade médica, enquanto respirava com a ajuda de aparelhos. Durante o período, ele se licenciou do cargo de prefeito, agora ocupado interinamente pelo vice, Álvaro Damião (União Brasil). Esta é a quarta vez que o prefeito precisa ser internado desde que foi reeleito, em outubro do ano passado. Nas ocasiões anteriores, o prefeito – que tomou posse virtualmente para cumprir o segundo mandato na última quarta-feira (1°) – havia sido hospitalizado para tratar quadros de neuropatia periférica, pneumonia e sinusite, diarreia e sangramento intestinal. Nessa quarta-feira (8 de janeiro), o hospital havia informado que atualizações sobre o estado de saúde de Fuad não serão mais comunicadas à imprensa. Os boletins médicos, anteriormente divulgados diariamente, só serão enviados em caso de “alterações que precisem ser comunicadas”. Conforme justificativa do hospital, a medida dará mais privacidade à família de Fuad. O pedido partiu da família dele, segundo apurou O TEMPO. A última atualização divulgada pelo hospital informava que Fuad havia apresentado “evolução clínica” com “melhora nos parâmetros infecciosos”. O documento ainda afirmava que o prefeito estava “lúcido e orientado” e que os antibióticos administrados para o tratamento foram ajustados após exames

Mujica revela que câncer se espalhou para o fígado e diz que ‘está morrendo’

“O guerreiro tem direito ao seu descanso”, disse o ex-presidente uruguaio O ex-presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, revelou, em entrevista ao jornal “Búsqueda” que seu câncer se espalhou para o fígado e descartou a realização de novos tratamentos. Mujica foi diagnosticado com câncer de esôfago em maio de 2024 e passou por um procedimento cirúrgico no final do ano, o que não o impediu de participar da campanha presidencial de Yamandú Orsi, que foi eleito. As informações são do jornal O Globo. “O câncer no esôfago está colonizando meu fígado. Não consigo pará-lo. Por quê? Porque sou um idoso e porque tenho duas doenças crônicas. “Não posso fazer nenhum tratamento bioquímico nem cirurgia porque meu corpo não aguenta. Estou morrendo. O que peço é que me deixem em paz. Que não me peçam mais entrevistas nem nada. Meu ciclo já terminou. Sinceramente, estou morrendo. E o guerreiro tem direito ao seu descanso”, afirmou. O ex-presidente uruguaio também se manifestou sobre o futuro do seu legado político e sobre a vitória de Yamandú Orsi nas últimas eleições. Mujica, líder do Movimento de Participação Popular (MPP), se disse “orgulhoso” do resultado e afirmou que isso lhe permite partir “tranquilo e agradecido”. No entanto, o político se mostrou incomodado com as especulações que surgiram sobre seu possível papel no governo de Orsi, que tomará posse em 1º de março. “No dia seguinte à vitória nas eleições, ele veio me ver pela manhã. Nunca mais falei com ele”, relatou sobre sua relação com o presidente eleito. “Não tenho ideia, não pretendo saber de nada nem quero ver nada, porque o pior que existe é montar um governo”, completou. Mujica também fez um apelo ao respeito democrático, enfatizando o valor da convivência com divergências ideológicas. “É fácil ter respeito por aqueles que pensam de forma parecida com a nossa, mas é preciso aprender que o fundamento da democracia é o respeito por quem pensa diferente. A primeira categoria são meus compatriotas, e deles me despeço. Dou um abraço a todos”, disse. “Não há nada como a democracia. Quando jovem, eu não pensava assim, é verdade. Me enganei. Mas hoje luto por isso. Não é a sociedade perfeita, é a melhor possível”, completou Pepe.

Moraes diz que golpismo ‘não está vencido’ no país e cobra regulação das redes

2 anos do 8 de janeiro – Durante evento no STF em alusão ao marco de dois anos após os ataques antidemocráticos, o ministro defendeu a importância de debater papel dos militares na política e condenou ‘bravatas’ de donos de big tech ‘irresponsáveis’. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (8) que o sentimento golpista no país ainda não está vencido. A fala ocorreu durante cerimônia na Corte em alusão ao marco de dois anos após os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. “Todos nós achávamos que o golpismo, esse novo populismo digital extremista, tinha se dado por vencido. E nós erramos. Porque não estava vencido, e não está vencido. Não estava vencido e no 8 de janeiro isso foi demonstrado”, afirmou Moraes. Na fala, o ministro frisou que, antes das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília, as instituições assistiram a um chamado “cronograma golpista” de forma apática. Ele lembrou os bloqueios em rodovias, falou em “corpo mole” da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os acampamentos em frente aos quartéis militares. E o resultado foram os ataques antidemocráticos. “Não houve uma manifestação livre, não houve uma manifestação democrática. Houve uma tentativa de golpe, uma tentativa de golpe filmada pelos próprios golpistas. O sentimento de impunidade e a loucura total das redes sociais fez com que os próprios criminosos se filmassem praticando os crimes e postassem convocando novos criminosos a aderirem à tentativa de golpe”, prosseguiu. O ministro lembrou então a reação das instituições democráticas do país. “O Brasil demonstrou que a Constituição Federal traz os mecanismos suficientes e necessários para combater golpistas e criminosos”, e fez um balanço das ações judiciais sobre o tema. Em dois anos de investigações, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou 371 incitadores ou executores dos atos golpistas. São homens e mulheres que participaram da invasão e destruição das sedes dos Três Poderes em Brasília, que provocaram um prejuízo de mais de R$ 26 milhões. As penas variam de três a 17 anos de prisão – sendo que 70 condenados já cumprem penas de forma definitiva, ou seja, não podem mais recorrer. Militares na política Em discurso durante o evento, o ministro Gilmar Mendes defendeu a necessidade de “reformas institucionais que se voltem a impedir a repetição do descalabro”. “Devemos debater com coragem qual é o papel dos militares em nosso arranjo político”, declarou. O decano defendeu a necessidade de se aplicar uma espécie de quarentena para a participação de militares nas eleições, que poderia ser aplicada a partir de uma causa de inelegibilidade. Moraes concordou com o colega, ressaltando a necessidade de se equacionar a participação de militares na política. Regulação das redes Moraes também defendeu que e as redes sociais somente continuarão a operar no Brasil se respeitarem as leis vigentes no país, independentemente de “bravatas de dirigentes irresponsáveis”. “Aqui no Brasil, a nossa Justiça Eleitoral e o nosso STF, ambos já demonstraram que aqui é uma terra que tem lei. As redes sociais não são terra sem lei. No Brasil, só continuarão a operar se respeitarem a legislação brasileira. Independentemente de bravatas de dirigentes irresponsáveis das big techs”. A responsabilização das redes é tema de um julgamento no STF, iniciado em 2024. Até agora, os relatores apresentaram propostas para responsabilizar as redes por conteúdos postados por terceiros, mesmo quando não houver uma decisão judicial sobre os conteúdos.momm