Diamantina Natalina: Um Natal da Mineiridade, Magia e Fé

Entre os dias 06 e 21 de dezembro de 2024, a cidade de Diamantina, em Minas Gerais, será o palco de um dos eventos mais vibrantes da temporada natalina: o projeto “Santa Fé – Diamantina Natalina”, uma realização da Prefeitura de Diamantina e do Governo de Minas Gerais, com o patrocínio da Cemig. A magia do Natal promete transformar a cidade em um espetáculo de luzes, música, teatro e mineiridade, convidando moradores e turistas a vivenciarem momentos especiais e inesquecíveis. A abertura do evento é um convite a todos para se conectarem com a rica cultura da cidade permeada entre a fé, musicalidade, a mineiridade e ainda as tradições do Natal. Um cortejo instrumental marca a chegada do Papai Noel para uma das experiências mais aguardadas, a Casa do Papai Noel, que será montada no Largo Dom João, entre os dias 08 e 15 de dezembro, se destacando como um espaço para as crianças estarem com o bom velhinho para fotos e se divertirem com contação de histórias. Durante a comemoração, as praças e ruas de Diamantina estão adornadas com muitas luzes de Natal, criando uma atmosfera mágica e acolhedora onde o público irá se encantar com uma programação gratuita para todas as idades. Na cidade conhecida pela musicalidade e receptividade, não poderia faltar a tradicional Vesperata da Rua da Quitanda, que será realizada no dia 14 de dezembro em edição especial adaptada a “Natalrata Concert”, com a participação de grupos locais, artistas convidados e a presença simbólica de Juscelino Kubitschek em homenagem ao ex-presidente diamantinense representante nacional do progresso e fundador da Cemig, reforçando a conexão da cidade com sua história e suas raízes. As atrações não param por aí, apresentações musicais, cortejo musical, concertos nas igrejas e teatros, com espetáculos natalinos e folclóricos irão contagiar a todos celebrando o espírito natalino. Além disso, o “Cinema na Praça” proporcionará exibições de filmes clássicos de Natal, criando um ambiente ao ar livre perfeito para momentos de confraternização.Melhores ofertas em auscultadores O projeto concretizado por meio da JH Eventos, especialista em projetos culturais, partiu de um trabalho conjunto do Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ricardo Luiz Santos e da gestora cultural da empresa, Huemara Neves. O secretário, compartilhou sua alegria com o início do projeto: “Diamantina é uma cidade singular, repleta de encantos e tradições que nos conectam às nossas raízes. Durante esta festividade, teremos a oportunidade de vivenciar o calor humano dos mineiros, suas histórias fascinantes e a musicalidade que ecoa em cada canto desta terra. A tradição do Natal em Diamantina é marcada pelo amor, pela união e pela esperança. Aqui, cada luz acesa nas praças representa um desejo realizado; cada canção entoada pelas bandas é uma celebração da nossa cultura rica. Convidamos todos vocês a se juntarem a nós nesta jornada mágica. Venham sentir a energia contagiante da nossa gente! Porque sim, Diamantina está na moda – não apenas por sua beleza natural, mas pela sua capacidade infinita de encantar!” A Cemig é a maior incentivadora de cultura em Minas Gerais e uma das maiores do país. Ao longo de sua história, a empresa reforça o seu compromisso em apoiar as expressões artísticas existentes no estado, de maneira a abraçar a cultura do estado em toda a sua diversidade. Além de fortalecer e potencializar as diferentes formas de produção artística, a Cemig se apresenta, também, como uma das grandes responsáveis por atuar na preservação do patrimônio material e imaterial, da memória e da identidade do povo mineiro. Acompanhe a programação gratuita e eventos com acessibilidade em libras pelo instagram @diamantina_natalina.
Cemig leiloa usinas por R$ 52 milhões sem autorização legislativa

Nesta quinta-feira (5/12), a Cemig realizou o leilão de um lote único composto por três usinas hidrelétricas e uma pequena central hidrelétrica (PCH), arrematado pela empresa Âmbar Energia por R$ 52 milhões. O valor representa um ágio de 78,79% em relação ao preço mínimo definido no edital, que era de R$ 29,085 milhões. O lote leiloado inclui as usinas Martins, Sinceridade, Marmelos e a PCH Machado Mineiro, com capacidade total de 14,8 MW. A realização do leilão, no entanto, ocorre em um contexto controverso. Tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei enviado pelo governador Romeu Zema que busca autorização para a privatização da Cemig. O projeto, amplamente debatido e com forte oposição, não foi aprovado e tem grande chance de ser rejeitado pelos parlamentares. Essa situação gera questionamentos sobre a legalidade do leilão, que, segundo críticos, atropela a competência do Poder Legislativo mineiro. Apesar da ausência de autorização legislativa, a direção da Cemig celebrou o resultado do leilão. O presidente da companhia, Reynaldo Passanezi Filho, destacou que os recursos obtidos serão aplicados no maior programa de investimentos da história da estatal. “Desde 2020, a Cemig já desinvestiu ou deixou de investir mais de R$ 12 bilhões, e esses valores estão sendo direcionados para financiar R$ 49 bilhões em melhorias até 2028. O objetivo é elevar a qualidade dos serviços prestados aos mineiros e mineiras”, afirmou Passanezi. Marcos Soligo, vice-presidente de Geração e Transmissão e de Participações da Cemig, elogiou o planejamento do edital, apontando o envolvimento de cerca de 50 profissionais na elaboração do certame. “Esse esforço coletivo garantiu o sucesso do leilão, refletido no ágio obtido e na confiança do mercado nos ativos da Cemig”, declarou. No início de 2023, a empresa concluiu a alienação de 15 PCHs, alinhada ao seu Planejamento Estratégico, que prioriza a otimização de ativos e a alocação eficiente de recursos. A Cemig tem focado seus esforços em áreas como distribuição, transmissão e geração de alta capacidade, setores onde acredita ter maior expertise. A realização do leilão sem aprovação legislativa reacendeu o debate sobre a autonomia do Poder Executivo para tomar decisões que envolvem a privatização de bens públicos em Minas Gerais. Deputados estaduais, contrários à privatização da Cemig, afirmam que o leilão desrespeita o papel da ALMG como guardiã dos interesses do estado e da população. O projeto enviado pelo governador Zema, que pede autorização para a venda da Cemig, tem enfrentado resistência significativa na Assembleia, com muitos parlamentares alegando que a privatização poderia comprometer o controle público sobre a energia elétrica, um serviço essencial para os mineiros. A falta de aprovação legislativa coloca em xeque a legitimidade do leilão e levanta dúvidas sobre a condução do processo pelo governo estadual. A direção da Cemig argumenta que os recursos arrecadados com o desinvestimento em ativos, como as usinas leiloadas, estão sendo direcionados para projetos de expansão da infraestrutura elétrica no estado. Segundo Passanezi, até o final de 2023, a companhia entregará mais de 30 subestações e construirá mil quilômetros de linhas de distribuição. A previsão é que, até 2027, sejam implantadas 200 novas subestações, aumentando em 50% a capacidade de transformação do sistema elétrico. Entretanto, a continuidade desses investimentos depende do desenrolar da relação entre o Executivo e o Legislativo. A falta de consenso sobre a privatização da Cemig e a realização do leilão sem aprovação formal podem gerar desdobramentos jurídicos e políticos que impactarão diretamente os planos futuros da companhia e do governo
Montes Claros realizará o I Fórum Municipal de Enfrentamento à LGBTfobia

A Prefeitura de Montes Claros, por meio das secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde, Educação, e Planejamento e Gestão, promoverá na próxima segunda-feira, 9, Dia Municipal de Consciencialização sobre as Políticas Públicas Municipais, o Fórum “Violência, Exclusão e Preconceito em Face da População LGBTQIAP+”. Aberto ao público, o evento acontecerá na Câmara Municipal de Montes Claros, a partir das 7h30. “Lamentavelmente, ainda existe muito preconceito em relação à diversidade de gênero, o que leva, em muitas das vezes, à marginalização e à rejeição desses indivíduos. E este Fórum será importantíssimo para enfrentarmos esse desafio e construirmos uma sociedade mais inclusiva e respeitosa”, comentou a secretária municipal de Planejamento e Gestão, Celeste Leite Fróes. “Celebramos as conquistas que já alcançamos, mas também reconhecemos os desafios que ainda temos pela frente”, disse o presidente do Movimento LGBT dos Gerais, José Cândido de Souza Filho. Programação: 07h30 às 8h30 – Credenciamento e coffee break. 8h30 às 9h – Abertura: Procurador Geral do Município e Vice-Prefeito eleito, Doutor Otávio Batista Rocha Machado; Vice-Prefeito e Prefeito eleito de Montes Claros, Professor Guilherme Augusto Guimarães Oliveira; e Prefeito de Montes Claros, Doutor Humberto Guimarães Souto. 9h às 9h30 – Palestra: Letramento de Gênero e Orientação Sexual, Doutor Rafael Baioni do Nascimento – Professor do Departamento de Educação da Unimontes. 9h30 às 9h40 – Palestra: Violência Trans no Brasil, Letícia Imperatriz – Coordenadora do Projeto Transidentidade no Norte de Minas Gerais. 9h40 às 9h50– Palestra: Evasão Escolar/Permanência do Público LGBTQIAP+ no Ambiente Escolar, Lucas Pereira – Presidente da Associação Arco-íris do Amor – MG. 9h50 às 10h – Palestra: Abordagem das Ações do Movimento LGBTQIAP+ (MGG) em Parceria com o Município de Montes Claros, William Martins – Assistente Social do MGG. 10h às 10h30 – Palestra: Jurisprudência e Direito LGBTQIAP+, Doutor Clodovaldo Santos Júnior- Presidente da Comissão da OAB Diversidade. 10h30 às 10h50 – Palestra: Acolhimento Familiar, William Martins- Assistente Social do MGG.
Biden assina perdão a seu filho Hunter em duas acusações criminais

Alegação do chefe da Casa Branca é que as acusações tinham motivação política -Trump diz que perdão ao filho de Biden é “um abuso e um erro judiciário” Sputnik – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse num comunicado divulgado pela Casa Branca que assinou um perdão ao seu filho Hunter por duas acusações criminais, alegando que tinham motivação política. “Hoje, assinei um perdão para meu filho Hunter ”, disse Biden. O presidente lembrou que, no início de seu governo, havia prometido não interferir nas decisões do Departamento de Justiça e manteve sua palavra mesmo ao ver como seu filho “foi processado de forma seletiva e injusta”. No entanto, observou ele, “nenhuma pessoa razoável olhando para os fatos dos casos de Hunter pode chegar a qualquer conclusão além de que Hunter foi escolhido apenas porque é meu filho, e isso está errado”. “Ao tentar quebrar Hunter, eles tentaram me quebrar, e não há razão para acreditar que isso vai parar aqui. Já basta.” Ele também afirmou que Hunter estava “cinco anos e meio sóbrio” e explicou que assinou o perdão porque “não adiantava mais adiar”. Biden supostamente se reuniu com empresas que deram contratos milionários a seu filho Hunter O presidente Joe Biden e outros funcionários da Casa Branca afirmaram repetidamente que não perdoariam o seu filho antes de deixar o cargo. Em setembro passado, Hunter Biden decidiu confessar-se culpado num caso de evasão fiscal para evitar ir a um novo julgamento, segundo as autoridades judiciais do país norte-americano. O filho do presidente dos Estados Unidos confessou-se culpado em 5 de setembro de acusações fiscais federais, horas antes do início da seleção do júri no caso em que é acusado de não pagar pelo menos 1,4 milhões de dólares em impostos Trump diz que perdão ao filho de Biden é “um abuso e um erro judiciário” O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu o perdão a Hunter Biden, filho de Joe Biden, como “um abuso e um erro judiciário”. Já o atual presidente dos EUA afirma que o perdão se deveu ao fato de seu filho ser perseguido por motivos políticos e não judiciais. “O perdão concedido por Joe a Hunter inclui os reféns J-6, presos durante anos? É um abuso e um erro judiciário ”, escreveu Trump na sua conta na rede Truth Social. O republicano, que regressará à Casa Branca em janeiro próximo, costuma chamar de “reféns J-6” as pessoas detidas pelos tumultos ocorridos durante o assalto ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021 , quando centenas de simpatizantes republicanos invadiram o edifício do Congresso dos Estados Unidos para expressar seu desacordo com a vitória de Biden.
BOTAFOGO CAMPEÃO! Glorioso conquista seu primeiro título da Libertadores

O time foi campeão da Copa Libertadores de 2024, neste sábado (30), ao derrotar o Atlético-MG por 3 a 1, mesmo com um jogador expulso aos 30 segundos de jogo. Com o título, o Botafogo disputará duas competições da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Com um jogador a menos, o Botafogo venceu o Atlético-MG por 3 a 1 na final da Libertadores e conquistou o título inédito neste sábado, 30, no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. O volante Gregore foi expulso com menos de um minuto de jogo. Logo no primeiro lance da partida, o botafoguense acertou o rosto de Fausto Vera com a sola da chuteira. Ele deixou o campo sem protestos e não foi necessário o auxílio do VAR para decretar a expulsão. Com um a menos, o time do Botafogo se postou na defesa, mas manteve o equilíbrio no ataque. A expulsão não impediu com que Luiz Henrique abrisse o placar após o rebote do chute de Marlon Freitas pela esquerda. Aos 42 minutos, Alex Telles marcou o segundo do Botafogo. Após revisão no VAR, o juiz marcou pênalti do goleiro Éverson em Luiz Henrique. Aos 2 minutos do segundo tempo, o Galo diminuiu a vantagem. Hulk cobrou escanteio aberto pela esquerda e Eduardo Vargas marcou de cabeça. Nos acréscimos, Júnior Santos fez o terceiro e foi decretada a festa, com invasão antes do apito final e cerveja atirada na imprensa. A tarde em Buenos Aires era do Botafogo e de seus torcedores, que tiraram da garganta um grito entalado por quase três décadas. A estrela solitária do Glorioso enfim voltou a brilhar. Os mais de 20 mil botafoguenses cantaram Vou Festejar, de Beth Carvalho, para celebrar. O calvário acabou, começou a festa. O Glorioso era o único clube grande do Rio de Janeiro que ainda não havia vencido a competição. O campeão sul-americano vai disputar em Doha, no Catar, o Mundial de Clubes, agora chamado de Copa Intercontinental. A estreia é contra o Pachuca, do México, em 11 de dezembro, três dias depois do fim do Brasileirão. O título também garantiu o time carioca no Super Mundial, novo torneio organizado pela Fifa nos Estados Unidos com a presença dos mais poderosos clubes do mundo, como Real Madrid e Bayern de Munique, além de Palmeiras, Flamengo e Fluminense, os outros representantes brasileiros. FICHA TÉCNICA ATLÉTICO-MG 1 X 3 BOTAFOGO ATLÉTICO-MG – Éverson; Lyanco (Mariano), Battaglia e Junior Alonso; Gustavo Scarpa (Vargas), Alan Franco, Fausto Vera (Bernard) e Guilherme Arana; Hulk, Deyverson (Alan Kardec) e Paulinho. Técnico: Gabriel Milito. BOTAFOGO – John; Vitinho, Barboza, Bastos e Alex Telles (Marçal); Gregore, Marlon Freitas e Thiago Almada (Júnior Santos); Luiz Henrique (Matheus Martins), Savarino (Danilo Barbosa) e Igor Jesus (Allan). Técnico: Artur Jorge. GOLS – Luiz Henrique, aos 34, e Alex Telles, aos 42 minutos do segundo tempo. Vargas, a um, e Júnior Santos, aos 51 do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Lyanco, Battaglia, Fausto Vera, Alex Telles, Thiago Almada, Igor Jesus, Hulk, Vitinho. CARTÃO VERMELHO – Gregore. ÁRBITRO – Facundo Tello (Argentina). PÚBLICO E RENDA – Não divulgados. LOCAL – Mâs Monumental, em Buenos Aires, na Argentina.
Economia apresentou saldo positivo de contratações em outubro em Montes Claros

Na tarde desta quarta-feira, 27, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Em outubro, as empresas instaladas em Montes Claros contrataram 4.520 trabalhadores e demitiram 4.112, o que resultou em um saldo de 408 novos postos de trabalho. O saldo de outubro dá continuidade ao período positivo na geração de empregos também identificado em fevereiro (saldo de 139 vagas), março (153), abril (398), maio (826), junho (671), julho (176), agosto (352) e setembro (386). No acumulado de 2024, já são 3.491 novos postos de trabalho, o que corresponde a uma média geral superior a 344 novos posto por mês. Os setores da economia que mais contrataram, em outubro, foram Serviços (2.386) e Comércio (1.016). Ainda é pertinente destacar que todos os setores da economia identificados e pesquisados pelo CAGED tiveram saldos positivos: Serviços (225), Construção (105), Indústria (35), Agropecuária (23) e Comércio (20). Texto: Attilio Faggi – Foto: Fábio Marçal Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Haddad anuncia diretrizes para cortes e isenção maior do imposto de renda

Oficialmente, o governo resumiu o pacote a “medidas de contenção de despesas” para “tornar o gasto público mais eficiente”. Na prática, porém, os retrocessos estão encaminhados. Num aguardado pronunciamento em cadeia de rádio e TV, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, na noite desta quarta-feira (27), cortes e ajustes que devem levar a uma economia de R$ 70 bilhões no orçamento da União em 2025 e 2026. Genérica e recheada de eufemismos, a fala de Haddad não detalhou as propostas e deu ênfase às diretrizes do pacote. “Precisamos cuidar ainda mais da nossa casa. É por isso que estamos adotando as medidas necessárias para proteger a nossa economia”, declarou Haddad, que não citou o arcabouço fiscal – pretexto maior para o anúncio. Oficialmente, o governo resumiu o pacote a “medidas de contenção de despesas” para “tornar o gasto público mais eficiente”. O lema do pronunciamento foi nessa direção: “Brasil Mais Forte – Governo Eficiente e País Justo”. Na prática, porém, os retrocessos estão encaminhados. Haverá, por exemplo, um cerco à política de valorização do salário mínimo. A regra atual prevê que o reajuste anual do mínimo levará em conta a inflação do período e o crescimento oficial do Produto Interno Bruto (PIB) nos dois anos anteriores. Mas, segundo Haddad, qualquer aumento nos próximos anos deverá obedecer à “nova regra fiscal”. A crer no noticiário da grande mídia, a equipe econômica quer impor um teto de 2,5% ao reajuste. Uma entrevista coletiva prevista para a manhã desta quinta-feira (28) detalhará as metas que Haddad preferiu evitar no pronunciamento. Restrições O abono salarial (PIS/Pasep) e o BPC (Benefício de Prestação Continuada) tampouco serão poupados. Sem citar números, o ministro admitiu que o governo restringirá o acesso a esses direitos. No caso do abono – que hoje beneficia quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.824) –, a previsão é limitar apenas a quem recebe um mínimo (R$ 1.412). Além disso, a carência passará de 30 para 90 dias. A medida, portanto, prejudica os trabalhadores mais pobres. Já para o BPC, hoje estipulado em um salário mínimo, o governo pretende reforçar o chamado “pente-fino” – uma fiscalização mais rigorosa com o objetivo de identificar e coibir irregularidades. O Bolsa Família também será esquadrinhado – mas, para Haddad, é preciso prioritariamente “aperfeiçoar mecanismos de controle” contra fraudes e distorções no BPC, que terá controle mensal. A parte mais nebulosa do acordo fiscal envolve as medidas voltadas aos servidores públicos e aos militares. A promessa do governo é revisar rendimentos conforme o “teto constitucional”, atacando privilégios, como as bizarras aposentadorias nas Forças Armadas e os supersalários no serviço público. No entanto, falta clareza sobre o que será feito. IR Em contrapartida, haverá uma revisão na tabela do Imposto de Renda (IR): trabalhadores que ganham até R$ 5 mil se tornam isentos – o que deve beneficiar 36 milhões de contribuintes, conforme a Unafisco (Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil). Hoje, a faixa de isenção é de R$ R2.259,20 para quem ganha. A fim de promover a “correção da injustiça tributária” e compensar a perda, a proposta é elevar o IR de quem ganha, mensalmente, mais do que R$ 50 mil. Haddad sinalizou que “corrigir excessos” virou o mantra. Pode ser uma parte louvável do pacote. Mas o conjunto das propostas frustra os apoiadores do governo Lula. Ampliar a isenção do imposto de renda era um compromisso de campanha na eleição presidencial de 2022. O programa de governo, porém, não previa nada sobre um ajuste fiscal ao gosto do mercado financeiro. A noite é de revés para os trabalhadores e o campo progressista
Fogo destrói 10 vezes mais a floresta amazônica do que o desmatamento

A diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar, disse na COP29 que o impacto das mudanças climáticas mostra que as secas severas podem gerar esse cenário de incêndios Dados da rede Mapbiomas divulgados na Conferência do Clima da ONU (COP29), em Baku (Azerbaijão), revelam que as queimadas destruíram dez vezes mais áreas de florestas na Amazônia do que o desmatamento, entre janeiro e outubro deste ano. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesses dez meses foram 6,7 milhões de hectares de floresta que queimaram na região, contra 650 mil hectares desmatados. Ao todo, 73% do fogo no país em outubro foi na região amazônica. Além disso, 64% de tudo que foi queimado ocorreu em áreas de vegetação nativa, as florestas representaram 45%. No mesmo período do ano passado, os incêndios devastaram 717 mil hectares, ou seja, houve um aumento de 7,5 vezes em apenas um ano. A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, disse à DW que a floresta pode até se recuperar, mas o processo é muito longo. “O impacto das mudanças climáticas mostra que as secas severas podem gerar esse cenário de incêndios, que tomou uma proporção alarmante”, observou. Para ela, os dados praticamente anulam os esforços pela redução do desmatamento. Na COP29, a pesquisadora revelou os dados do Monitor do Fogo e fez um apelo para que os incêndios entrem no cálculo da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada), ou no compromisso dos países em reduzir a emissão de gases poluentes firmado no Acordo de Paris. “São 31% a mais de emissões que não são contabilizadas”, calculou Ane. Queimadas Em nota, o Instituto diz que o ano de 2024 tem sido marcado por uma intensificação das queimadas e dos incêndios nos biomas brasileiros, com destaque para a Amazônia. “O uso do fogo, seja de forma acidental ou intencional, continua sendo um dos principais fatores de degradação ambiental, contribuindo para a perda de biodiversidade, emissão de gases do efeito estufa, transformação da paisagem natural, além de diminuir a qualidade do ar devido à geração de fumaça”, diz o Ipam. Na região, por exemplo, o desmatamento e a expansão agropecuária, principalmente o uso do fogo no manejo de pastagens, impulsionam um ciclo de queimadas, resultando em amplos impactos econômicos e desafiando a implementação de práticas mais sustentáveis
Movimentos populares e parlamentares discutem privatização da Cemig e da Copasa

Audiência pública na Assembleia Legislativa discutiu o futuro das concessionárias estaduais de água e de energia Uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu, na última sexta-feira (22), a resistência contra a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A reunião aconteceu poucos dias após o governo Zema (Novo) protocolar dois projetos de lei (PL) para entregar a gestão das empresas para a iniciativa privada. O encontro foi convocado pelo deputado Leleco Pimentel (PT), contou com a presença da deputada Beatriz Cerqueira (PT) e do secretário nacional de participação social do governo federal Renato Simões, além de representantes de movimentos populares e sindicais. Durante a audiência, Wagner Xavier, assessor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua MG), afirmou que a privatização da Copasa pode criar uma crise humanitária no Estado. Falta de investimentos Para o sindicalista, a falta de investimentos na concessionária é estratégica, pois, com a precarização do serviço, o governo Zema busca ganhar o apoio da população para a venda da estatal. Wagner afirma ainda que a Copasa tem recursos suficientes para a resolução dos problemas de saneamento em Minas, contando com cerca de R$ 800 milhões em caixa e mais de R$ 1,5 bilhão em bancos de investimentos. A estratégia se repete quando se fala da concessionária de energia do Estado. Emerson Andrade Leite, coordenador-geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro/MG), denunciou durante a audiência que a Cemig lida com condições precárias, com falta de material e de mão de obra, além de trabalhadores terceirizados exercendo suas funções sem equipamentos básicos. Plebiscito Popular Entre fevereiro e maio deste ano, mais de 500 organizações populares e sindicais organizaram um plebiscito contra a privatização das empresas estatais de Minas Gerais, que contou com mais de 300 mil votos da população de mais de 100 cidades do estado. Entre os que participaram, cerca de 95% defendem que as empresas continuem públicas. Na audiência, Sabrina Moreira, do Levante Popular da Juventude, declarou que “se for preciso, vamos atrás de cada uma dessas 300 mil pessoas para mobilizar contra a privatização”, fazendo menção ao plebiscito. Leleco Pimentel reforçou dizendo que serão “300 mil nas ruas contra a privatização”.
Israel anuncia acordo de cessar-fogo com o Hezbollah no Líbano

Um cessar-fogo entre Israel e o movimento Hezbollah entrou em vigor nesta quarta-feira (27), depois que ambos os lados aceitaram um acordo mediado pelos EUA e pela França. Reuters – O exército do Líbano, encarregado de ajudar a garantir que o cessar-fogo seja mantido, disse em um comunicado na quarta-feira que estava se preparando para se deslocar para o sul do país. Os militares também pediram que os moradores das vilas fronteiriças adiassem o retorno para casa até que o exército israelense, que travou guerra contra o Hezbollah em diversas ocasiões e avançou cerca de seis quilômetros (4 milhas) em território libanês, se retirasse. O acordo promete pôr fim a um conflito na fronteira entre Israel e Líbano que matou milhares de pessoas desde que foi desencadeado pela guerra de Gaza no ano passado. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden disse que seu governo também estava pressionando por um cessar-fogo em Gaza e que era possível que Arábia Saudita e Israel normalizassem as relações. Rajadas de tiros puderam ser ouvidas na capital do Líbano, Beirute, depois que o cessar-fogo entrou em vigor às 0200 GMT. Não ficou imediatamente claro se o tiroteio foi comemorativo, já que tiros também foram usados para alertar moradores que podem ter perdido os avisos de evacuação emitidos pelo exército israelense. Fluxos de carros transportando pessoas deslocadas do sul do Líbano por ataques israelenses nos últimos meses começaram a retornar para a área após o cessar-fogo, de acordo com testemunhas da Reuters. Outras famílias podiam ser vistas retornando aos subúrbios bombardeados do sul de Beirute, carregando bandeiras do Hezbollah. Biden falou na Casa Branca na terça-feira, logo após o gabinete de segurança de Israel aprovar o acordo em uma votação de 10 a 1. Ele disse que havia falado com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, e que a luta terminaria às 4 da manhã, horário local (0200 GMT). “Isso foi projetado para ser uma cessação permanente das hostilidades”, disse Biden. Israel retirará gradualmente suas forças ao longo de 60 dias, enquanto o exército do Líbano assume o controle do território próximo à sua fronteira com Israel para garantir que o Hezbollah não reconstrua sua infraestrutura ali, disse Biden. “Civis de ambos os lados em breve poderão retornar com segurança às suas comunidades”, disse ele. Irã saúda cessar-fogo O Hezbollah não comentou formalmente sobre o cessar-fogo, mas o alto funcionário Hassan Fadlallah disse à Al Jadeed TV do Líbano que, embora apoiasse a extensão da autoridade do Estado libanês, o grupo sairia mais forte da guerra. “Milhares se juntarão à resistência… Desarmar a resistência foi uma proposta israelense que fracassou”, disse Fadlallah, que também é membro do parlamento do Líbano. O Irã, que apoia o Hezbollah, o Hamas e os rebeldes Houthis que atacaram Israel a partir do Iêmen, disse que acolheu o cessar-fogo. O presidente francês Emmanuel Macron disse na plataforma de mídia social X que o acordo foi “o ápice de esforços empreendidos por muitos meses com as autoridades israelenses e libanesas, em estreita colaboração com os Estados Unidos”. O primeiro-ministro libanês, Mikati, emitiu uma declaração dando boas-vindas ao acordo. O Ministro das Relações Exteriores, Abdallah Bou Habib, disse que o exército libanês teria pelo menos 5.000 soldados posicionadas no sul do Líbano enquanto as tropas israelenses se retiravam. Netanyahu disse que estava pronto para implementar um cessar-fogo, mas responderia com firmeza a qualquer ação do Hezbollah que pudesse ser considerada uma violação do acordo. . Ele disse que o cessar-fogo permitiria que Israel se concentrasse na ameaça do Irã, daria ao exército uma oportunidade de descansar e repor suprimentos e isolaria o Hamas. Um alto funcionário dos EUA, informando repórteres sob condição de anonimato, disse que os EUA e a França se juntariam a um mecanismo com a força de manutenção da paz da UNIFIL que trabalharia com o exército do Líbano para impedir potenciais violações do cessar-fogo. As forças de combate dos EUA não seriam mobilizadas, disse o funcionário. Nas horas que antecederam o cessar-fogo, as hostilidades aumentaram enquanto Israel intensificava sua campanha de ataques aéreos em Beirute e outras partes do Líbano, com autoridades de saúde relatando pelo menos 18 mortos.