Discurso golpista de Bolsonaro foi a causa do 8 de janeiro, segundo a PF

Difusão de “forma rápida e repetitiva” de narrativas golpistas manteve o desejo de grupos extremistas de consumação do golpe Por André Richter, repórter da Agência Brasil – A Polícia Federal (PF) concluiu que a disseminação de narrativas golpistas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro propiciou o recente atentado com um homem-bomba no Supremo Tribunal Federal (STF) e os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A conclusão está no relatório no qual a PF indiciou Bolsonaro e mais 36 acusados por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O sigilo foi derrubado nesta terça-feira (26) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do chamado inquérito do golpe. Na avaliação dos investigadores responsáveis pela conclusão do inquérito, a difusão de “forma rápida e repetitiva” de narrativas golpistas manteve o desejo de grupos extremistas de consumação do golpe que teria sido planejado pelo ex-presidente e seus aliados, mas não foi aplicado pela falta de adesão do Exército e da Aeronáutica. “Esse método de ataques sistemáticos aos valores mais caros do Estado democrático de direito criou o ambiente propício para o florescimento de um radicalismo que, conforme exposto, culminou nos atos do dia 8 de janeiro de 2023, mas que ainda se encontra em estado de latência em parcela da sociedade, exemplificado no atentado bomba ocorrido na data de 13 de novembro de 2024 na cidade de Brasília”, diz a PF. Além do atentado do dia 13 deste mês e os atos de 8 de janeiro, a PF citou a tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, ocorrida em Brasília, no dia 12 de dezembro de 2022; e a tentativa de explosão de um caminhão-tanque no aeroporto de Brasília no dia 24 de dezembro daquele ano. Bolsonaro como líder do golpe No relatório, os investigadores afirmam ainda que Jair Bolsonaro atuou de “forma direta e efetiva” nos atos executórios para tentar um golpe de Estado em 2022. “Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de estado e da abolição do estado democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”, diz o relatório. Segundo a PF, Bolsonaro tinha conhecimento do chamado Punhal Verde e Amarelo, plano elaborado pelos indiciados com o objetivo de sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Conforme a PF, o almirante Almir Garnier, então comandante da Marinha, anuiu com a articulação golpista, colocando as tropas à disposição do então presidente Jair Bolsonaro. O plano de golpe de Estado não foi consumado por falta de apoio dos comandantes do Exército e da Aeronáutica. “Lula não sobe a rampa” Um documento manuscrito apreendido pela Polícia Federal (PF) na sede do Partido Liberal (PL) propõe ações para interromper o processo de transição de governo, “mobilização de juristas e formadores de opinião”. O documento encerra com o texto “Lula não sobe a rampa”. Segundo a PF, em uma clara alusão ao impedimento de que o vencedor das eleições de 2022 assumisse o cargo da presidência. O material foi apreendido na mesa do assessor do general Walter Braga Netto, coronel Peregrino, faz um esboço de ações planejadas para a denominada “Operação 142”. O nome dado ao documento faz alusão ao artigo 142 da Constituição Federal que trata das Forças Armadas e que, segundo a PF, era uma possibilidade aventada pelos investigados como meio de implementar uma ruptura institucional após a derrota eleitoral de Bolsonaro. Após a retirada do sigilo, o inquérito do golpe foi enviado para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Com o envio do relatório, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão denunciados ao Supremo pelos crimes imputados pelos investigadores da PF.
Botafogo supera o Palmeiras fora de casa e fica muito perto do título do Brasileirão

Alvinegro pode ser campeão já na próxima rodada, depois da vitória por 3 a 1 no Allianz Park Agência Brasil – O Botafogo mostrou força para derrotar o Palmeiras por 3 a 1, na noite desta terça-feira (26) no Allianz Parque, em São Paulo, para reassumir a liderança da Série A do Campeonato Brasileiro de 2024. A Rádio Nacional transmitiu a partida decisiva ao vivo. ABSOLUTO EM CAMPO! 🔥💪🏾 BOTAFOGO SE IMPÕE FORA DE CASA E VENCE O PALMEIRAS POR 3 A 1! GREGORE, SAVARINO E ADRYELSON MARCARAM PARA O FOGÃO! AQUI É O GLORIOSO! SEGUIMOS! ⭐🚀 #VAMOSBOTAFOGO pic.twitter.com/pbXE1aUlzm — Botafogo F.R. (@Botafogo) November 27, 2024 Com o triunfo fora de casa o Alvinegro de General Severiano chegou aos 73 pontos, três de vantagem sobre o Verdão. Jogando em casa, o Palmeiras dominou os primeiros minutos do primeiro tempo, pressionando bastante o Botafogo, que defendia as investidas do adversário. A primeira veio logo aos seis minutos, quando Raphael Veiga levantou a bola na área adversária em cobrança de escanteio e o zagueiro Gustavo Gómez subiu muito para finalizar com muito perigo de cabeça. Dois minutos depois quem chegou com perigo foi Raphael Veiga, que bateu da entrada da área para defesa de John. Aos 10 minutos o torcedor Alvinegro ficou preocupado, quando o zagueiro angolano Bastos deixou o gramado sentindo a coxa direita e acabou sendo substituído. Mas a preocupação deu lugar a alegria aos 18 minutos, quando, após cobrança de escanteio ensaiada, Gregore recebeu a bola dentro da área palmeirense e bateu colocado para superar o goleiro Weverton. Que chapada, meu pitbull! GOLAÇO pra abrir o placar no Allianz! #VamosBOTAFOGO 📸 Vítor Silva/ BFR pic.twitter.com/YtFAH8whsc — Botafogo F.R. (@Botafogo) November 27, 2024 Aos 22 minutos o Verdão teve a sua melhor oportunidade na primeira etapa, quando Marcos Rocha colocou a bola na área em cobrança de lateral, Gustavo Gómez escorou e Rony chegou batendo de primeira para acetar a trave adversária. Aos 49 minutos o Palmeiras teve a sua última grande oportunidade da primeira etapa, em cobrança de falta de Raphael Veiga que passou muito perto do ângulo defendido por John. Intervalo de jogo: Palmeiras 0 x 1 Botafogo. Gregore marcou para o Glorioso. #VamosBOTAFOGO 📸 Vítor Silva/ BFR pic.twitter.com/fjI9SnUoib — Botafogo F.R. (@Botafogo) November 27, 2024 A etapa final começou com o time comandado pelo técnico português Abel Ferreira criando duas boas oportunidades de marcar em sequência, com Rony aos 7 minutos e Flaco López, que entrou no intervalo, aos 9 minutos. O time de Artur Jorge conseguiu responder aos 21 minutos, com finalização colocada de Marlon Freitas que acabou indo para fora. Dois minutos depois o Palmeiras ficou com um homem a menos, após o juiz, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), expulsar o lateral Marcos Rocha, que acertou o rosto de Igor Jesus. A vantagem numérica animou de vez o Botafogo, que conseguiu ampliar para 2 a 0 aos 27 minutos. O goleiro John acertou lançamento longo para Igor Jesus, que desviou de cabeça para Savarino, que, com extrema liberdade, teve apenas o trabalho de bater na saída do goleiro adversário. Diante de um adversário claramente fragilizado, o time de General Severiano ainda conseguiu marcar o terceiro aos 43 minutos, quando Savarino cobrou escanteio e o zagueiro Adryelson subiu demais para marcar de cabeça. Cinco minutos depois o Verdão conseguiu descontar com um belo chute de Richard Ríos, mas a vitória final foi mesmo do Fogão
Segundo a PF, Bolsonaro tinha ‘plena consciência’ e atuou para o golpe de Estado

Relatório final da investigação da Polícia Federal foi liberado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF Em seu relatório final da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país em 2022, a Polícia Federal (PF) afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tinha “plena consciência” do plano para a ruptura democrática e que atuou para que a medida fosse adotada. “Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República, Jair Messias Bolsonaro planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um Golpe de Estado e da Abolição do Estado Democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”, afirma a PF em seu relatório, que foi liberado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (26). Durante a investigação, os agentes federais escutaram os depoimentos dos ex-comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, que afirmaram que Bolsonaro convocou reuniões no Palácio do Planalto, após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas, em novembro de 2022. O intuito dos encontros seria organizar um plano para a implementação de um golpe de Estado no país, para a manutenção de Bolsonaro no poder. De acordo com os ex-comandantes, o ex-presidente apresentou um documento que detalhava as hipóteses em que a ruptura democrática seria provocada. “Em outra reunião no Palácio da Alvorada, em data em que não se recorda, o então presidente Jair Bolsonaro apresentou uma versão do documento com a decretação do estado de defesa e a criação da comissão de regularidade eleitoral para ‘apurar a conformidade e legalidade do processo eleitoral’”, disse o ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes. Em seu depoimento, do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, afirmou que Bolsonaro teria sido alertado por ele que, caso continuasse com a tentativa de golpe de Estado, teria que ser preso. “Em uma das reuniões dos comandantes das Forças com o então presidente após o segundo turno das eleições, depois de o presidente da República, Jair Bolsonaro, aventar a hipótese de atentar contra o regime democrático, por meio de institutos previstos na Constituição Garantia da Lei e da Ordem (GLO), ou estado de defesa, ou estado de sítio, o então comandante do Exército, general Freire Gomes, afirmou que caso tentasse tal ato teria que prender o presidente da República”, afirmou Baptista.
Moraes retira sigilo sobre relatório da Polícia Federal e envia inquérito do golpe à PGR

Procuradoria decidirá se apresenta ou não a denúncia contra os indiciados ao Poder Judiciário O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, derrubou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) acerca da tentativa de golpe de Estado no fim do governo de Jair Bolsonaro (PL). Na mesma ação, o ministro enviou o inquérito sobre o assunto à Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai avaliar o material e decidir se apresenta ou não a denúncia contra os indiciados ao Poder Judiciário. Se a promotoria decidir pela denúncia, o processo será encaminhado para julgamento no STF. Além de Bolsonaro, a PF indiciou o general da reserva do Exército Walter Braga Netto, que chefiava a Casa Civil na época da tentativa do golpe; o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); e Valdemar Costa Neto, presidente do PL; e mais 32 nomes. Veja a lista completa. De acordo com a PF, a tentativa de golpe teria sido tramada em 2022, para evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República após sua vitória contra Bolsonaro nas urnas em novembro daquele ano. Entre as ações do grupo, a polícia identificou um plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, cujo objetivo seria a execução dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos, Lula e Geraldo Alckmin (PSB), respectivamente, em 15 de dezembro de 2022. Além de ambos, a prisão e a execução do ministro Alexandre de Moraes vinham sendo planejados, caso o golpe fosse exitoso. O plano dos investigados “detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um ‘Gabinete Institucional de Gestão de Crise’, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações”
Supremo Tribunal Federal afasta juízes acusados de vender sentenças

Ordens foram dadas em operação deflagrada nesta terça (26) para investigar juízes, advogados, lobistas, empresários assessores de magistrados A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Sisamnes para cumprir mandados em investigação sobre suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Os alvos são juízes, advogados, lobistas, empresários, assessores e chefes de gabinete de magistrados. Policiais federais estiveram nas casas dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, em Cuiabá, a capital de Mato Grosso. Eles estão entre os investigados e foram afastados dos cargos. Agentes foram às ruas nas primeiras horas do dia para cumprir um mandado de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal. As ordens foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além de ordenar prisão e de buscas, o STF mandou afastar juízes e servidores públicos. Também autorizou sequestro, arresto e indisponibilidade de bens e valores dos investigados. Os investigados pediam dinheiro para beneficiar partes em processos judiciais, por meio de decisões favoráveis aos seus interesses, segundo a PF. Também são investigadas negociações relacionadas ao vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais, ainda de acordo com a PF. O grupo deverá responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. O nome da operação faz referência a um episódio da mitologia persa, durante o reinado de Cambises II da Pérsia, que narra a história do juiz Sisamnes. Ele teria aceitado um suborno para proferir uma sentença injusta.
TRAMA GOLPISTA – Bolsonaro entra em pânico e chora com medo de ser preso

O ex-presidente não se conteve e foi às lágrimas durante encontro com admiradores O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou uma série de vídeos nos últimos dias em que mostra uma imagem de alguém que pouco se importa por ter sido indiciado, ao lado de 36 pessoas, pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. No entanto, Bolsonaro desabou ao escutar o seu ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, tocar acordeão e cantar uma música em sua homenagem. Com medo de ser preso, o ex-presidente desaba e vai às lágrimas. Em lágrimas, Bolsonaro declara: “Passa um filme na cabeça da gente… o que foram as eleições, o milagre da vida, montar o ministério, contar com amigos e deixar um legado que é reconhecido em qualquer lugar do nosso Brasil… até fora do Brasil também.” Confira o momento no vídeo abaixo: – Retornando a Brasília.– Obrigado meu Nordeste.– 25/novembro.– Gilson Machado.– Jair Bolsonaro. pic.twitter.com/W9XRoTRVE2 — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) November 25, 2024 Bolsonaro faz ataque inacreditável contra Moraes Na última quinta-feira (21), o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 36 pessoas foram indiciados pela Polícia Federal (PF) por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Caso seja condenado nos três crimes, Bolsonaro pode ficar inelegível até 2060. Dessa maneira, desde que foi indiciado, Jair Bolsonaro, seus filhos e aqueles que faziam parte de seu petit comité durante o seu governo colocaram em curso a estratégia de transformar a investigação da Polícia Federal em um mero capricho político do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O objetivo é óbvio: construir o discurso de que Alexandre de Moraes usa a estrutura do STF para perseguir o ex-presidente, como se ele não tivesse cometido crime nenhum… algo que não se sustenta, visto que o ex-mandatário está inelegível até 2023 por ter usado a estrutura governamental para desqualificar o processo eleitoral de 2022. Com esse quadro, Jair Bolsonaro voltou a atacar com virulência o ministro Alexandre de Moraes e, neste domingo (24), usou as redes sociais para fazer um ataque inacreditável, mas que também beira o ridículo, contra o magistrado da Suprema Corte. Na lente política de Bolsonaro, Alexandre de Moraes trava uma “guerra” contra ele e seus filhos, e é isso o que ele dá a entender com uma publicação em seu perfil no X, que reproduzimos abaixo. Agora, o alvo de Moraes é o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o filho “02” do ex-presidente. pic.twitter.com/3WYEQMg14p — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) November 24, 2024 Em um vídeo que circula pelos canais bolsonaristas, Bolsonaro aparece fora de si e afirma que a PF é “a polícia criativa” do ministro. 🚨URGENTE – Bolsonaro diz que não acredita nessa historinha de golpe e que Moraes fica inventando narrativa! “Iam sequestrar Lula, Moraes e Alckmin para depois envenenar. Olha, vai plantar batata para onde você bem entender, pelo amor de Deus” pic.twitter.com/T9NaBBvoBE — SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) November 24, 2024 Bolsonaro rompe silêncio e fala sobre plano para matar Moraes Vídeo que circula pelos canais bolsonaristas nas redes sociais mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro em um salão de cabeleireiro conversando com uma pessoa que não aparece, apenas filma o momento e faz algumas perguntas para o líder da extrema direita brasileira sobre a prisão dos militares envolvidos no plano para matar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em tom de deboche, Bolsonaro responde que tudo o que veio à tona com o relatório da Polícia Federal “é uma história absurda”. “É uma história absurda essa coisa de golpe… vai dar golpe com general da reserva e quatro oficiais superiores, pelo amor de Deus! Quem estava coordenando isso? Cadê a tropa? Cadê as Forças Armadas? Pelo amor de Deus, não fique colocando chifre em cabeça de cavalo”, inicia Jair Bolsonaro. Em seguida, o ex-presidente defende os militares que foram presos. “Esses que estão sendo presos injustamente agora de forma preventiva. Não encontra um só respaldo na lei que faz a preventiva pra prender esses quatro oficiais”, disse. Por fim, Bolsonaro afirma que a tentativa de sequestro de Alexandre de Moraes é uma invenção da Polícia Federal e tira sarro do fato de um dos agentes não ter encontrado um táxi e abortado a missão. “Golpe agora não se dá mais com tanque, se dá com táxi e parece que o sequestro não saiu porque não tinha táxi na hora, pelo amor de Deus. É uma piada essa PF criativa do Alexandre de Moraes”, conclui Bolsonaro. Confira a declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro no vídeo abaixo: Finalmente Bolsonaro fala do Golpe do Golpe‼️🤦🤣 pic.twitter.com/qZvI8gZvOd — @Didi News (@DIDIREDPILL) November 23, 2024 Flávio Bolsonaro publica texto bizarro sobre o pai e passa vergonha O desespero tomou conta da família Bolsonaro, e a prova disso é o texto patético que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste domingo (24) sobre o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi indiciado pela Polícia Federal (PF), juntamente com mais 36 pessoas, por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. No texto, em que Flávio Bolsonaro copia a estrutura discursiva utilizada por Donald Trump na disputa presidencial deste ano nos EUA, na qual venceu a democrata Kamala Harris, o senador vitimiza o seu pai e o coloca como um grande perseguido do sistema, que teria feito muitas coisas pelo Brasil, enquanto o presidente Lula seria a sua antítese, ou seja, aquele que nada fez e faz pelo povo brasileiro. “Você não precisa gostar do Bolsonaro ou concordar com tudo o que ele diz. Ele não é perfeito, e ninguém vai transformar o país da noite para o dia. Mas pare por um momento e reflita: quem está do outro lado? O que esse lado já fez pelo Brasil? Quem são os aliados que o cercam?”, inicia Flávio Bolsonaro. Em seguida, Flávio
Yamandú Orsi – Esquerda vence no Uruguai, apontam bocas de urna

De acordo com as primeiras projeções de boca de urna, Yamandú Orsi, o candidato de esquerda da Frente Ampla, do ex-presidente José Mujica, venceu a eleição e é o novo presidente do Uruguai. Ele derrotou Álvaro Delgado, da coalizão de centro-direita. De acordo com as projeções de boca de urna, Orsi teve 49% dos votos, e Delgado, 46,6%, segundo o Canal 10, com base nos dados da Equipos Consultores. Já o Canal 12, que utiliza a pesquisa Cifra, aponta Orsi com 49,7% dos votos, contra 45,8% de Delgado. Yamandú Orsi tomará posse como novo presidente do Uruguai no dia 1º de março. Ele sucederá Luis Lacalle Pou. No Uruguai, a reeleição não é permitida. 🇺🇾 URGENTE: Yamandú Orsi, candidato do ex-presidente Pepe Mujica, vence o segundo turno da eleição e vai governar o Uruguai pelos próximos cinco anos. A esquerda retorna ao poder no país vizinho após o governo de Lacalle Pou.pic.twitter.com/Ov0EPUaMEX — Eixo Político (@eixopolitico) November 24, 2024 A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, parabenizou Yamandú Orsi pela vitória. “A irmã República Oriental do Uruguai tem um novo presidente: Yamandú Orsi. Muita alegria e parabéns ao novo presidente, à sua companheira de chapa Carolina Cosse e, claro, à Frente Ampla, força política que regressa ao Governo”, declarou. Cristina Kirchner também parabenizou o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica. “E também um grande abraço ao Pepe Mujica e à Lúcia, não só exemplos de militância nacional, popular e democrática, mas também de perseverança e resiliência. Força, Pepe, estamos muito felizes, você mereceu essa vitória”, concluiu. La hermana República Oriental del Uruguay tiene nuevo presidente: Yamandú Orsi. Enorme alegría y todas las felicitaciones al flamante presidente, a su compañera de fórmula Carolina Cosse y por supuesto al Frente Amplio, la fuerza política que vuelve al Gobierno. Y también un… — Cristina Kirchner (@CFKArgentina) November 25, 2024 O candidato da centro-direita Álvaro Delgado reconheceu a derrota e desejou boa sorte para o novo presidente do Uruguai. “É o discurso mais difícil da minha vida. É preciso respeitar a decisão soberana. Quero mandar um grande abraço a Yamandú Orsi e à Frente Ampla”, expressou. Álvaro Delgado le habla a los militantes en la sede del Partido Nacional: "Es el discurso más difícil en mi vida. Uno tiene que respetar la decisión soberana. Quiero mandar un fuerte abrazo para Yamandú Orsi y al Frente Amplio", expresó.#EleccionesXLaTele pic.twitter.com/lLaRZLASfz — Telemundo (@TelemundoUY) November 25, 2024 Yamandú Orsi e Carolina Cosse saem do NH Columbia para saudar dirigentes da Frente Ampla e toda a militância após a vitória nas eleições. Yamandú Orsi y Carolina Cosse salen del NH Columbia a saludar a dirigentes del Frente Amplio y a toda la militancia tras el triunfo en las elecciones.#EleccionesXLaTele pic.twitter.com/GrGGanekEA — Telemundo (@TelemundoUY) November 25, 2024 Em seu discurso de vitória, Yamandú Orsi afirmou que será o presidente “do diálogo e do crescimento nacional”. 🎙️"No hay futuro si le ponemos un muro a las ideas", agregó Orsi. 🎙️"Voy a ser el presidente que convoque una y otra vez al diálogo nacional". 🎙️"Seré el presidente del crecimiento nacional y del país que avance".#EleccionesXLaTele pic.twitter.com/WfQFtrSzJn — Telemundo (@TelemundoUY) November 25, 2024 O presidente Lula também saudou a vitória de Yamandú Orsi e afirmou que a vitória da Frente Ampla “é uma vitória de toda a América Latina e do Caribe”. “Quero congratular o povo uruguaio pela realização de eleições democráticas e pacíficas e, em especial, o presidente eleito Yamandú Orsi, a Frente Ampla e meu amigo Pepe Mujica pela vitória no pleito de hoje. Essa é uma vitória de toda a América Latina e do Caribe. Brasil e Uruguai seguirão trabalhando juntos no Mercosul e em outros fóruns pelo desenvolvimento justo e sustentável, pela paz e em prol da integração regional”, declarou o presidente Lula Quero congratular o povo uruguaio pela realização de eleições democráticas e pacíficas e, em especial, o presidente eleito @OrsiYamandu, a Frente Ampla e meu amigo Pepe Mujica pela vitória no pleito de hoje. Essa é uma vitória de toda a América Latina e do Caribe. Brasil e… — Lula (@LulaOficial) November 25, 2024
MENINO DE MONSCLARO – Por Ucho Ribeiro*

As lembranças da infância sopram-me redemoinhos empoeirados, tufos em rodopios, bailantes pelas ruas de terra de Montes Claros. Densas cirandas de ventos que eu pulava dentro, de um pé só, ressabiado, a procura do Saci Pererê e de suas estripulias. Eram ventos soprantes de araras, papagaios e pipas. Alísios que alçavam minha sureca – arara sem rabiola, vermelhamarela, losangular, saliente e atrevida. Raia que coroava o azul morno dos céus. Os ventos chegavam sorrateiros, sem avisar, soprando devagarzinho, brisazinhas. Com o decorrer dos dias, iam engrossando, tomando corpo, e brotavam os redemoinhos. A meninada não tinha consciência cronológica dos ritos da natureza, agia instintivamente. Ventou, então estava na hora de soltar pipa. A primeira semana de agosto era gasta no gosto de manufaturar araras e manivelas, de providenciar, no escondido, o pó de vidro e a cola de madeira para o perigoso cerol, de arranjar as taliscas de bambu no Pequi de Joani, de descolar uns trocados para comprar os papéis de seda coloridos e os carretéis de linha 40 na lojinha do Seu Tamiro, na Travessa Cônego Marcos. O sonho da criançada era montar uma arara biteluda, multicolorida, rabuda ou sureca, e ter uma manivela de 16 cruzetas nas mãos para recolher ligeiro e esticadinha a linha. A chegada dos ventos levava-nos aos finais das ruas, aos mangueiros, aonde não havia postes de luz, nem fios inimigos, ladrões dos artefatos da alegria. Ventanias que embicavam pelas ruas soprando catopés e embaralhando suas fitas de cores vivas. Poeira e brancura. Puras. Nós, meninos, só queríamos olhar para os céus e ver nossas araras nas maiores alturas, sublimes, como um gavião reinante à caça de uma presa. Ficávamos de butuca a procura de outra pipa, içada por meninos de outros bairros. Os territórios e domínios da garotada eram demarcados pelos limites das ruas, mas o céu não era de ninguém. Lá em cima, no campo de batalha, valia tudo. Se víssemos uma arara empinada, o desafio era certo. A conquista era resgatá-la com classe. A manha era dar fortes toques na linha, fazendo a pipa mergulhar lateralmente, em velocidade, até alcançar e laçar em 360° a outra linha descuidada. Uma vez fisgada, enlaçada, recolhíamos com ligeireza a presa na manivela e ficávamos no aguardo do envergonhado dono a procura da arara derrotada. O orgulho espirrava de satisfação. Aqui pra nós, passados tantos anos, confesso: perdi a maioria das batalhas. Pretéritos os ventos de agosto, a poeira, os catopês, os roxos e os amarelos dos ipês, setembro surgia quente e trazia chuvas esporádicas. O pó sumia, a terra dura amolecia, os riscos das fincas e as biloias apareciam por todas as ruas e terrenos da cidade. A meninada descalça, sem nem bem saber, esquecia as pipas, e furava o chão macio com o dedão. Estava na hora de desentocar as bolinhas de gude. Dum dia por outro, não havia uma esquina que não tinha um bolo de meninos no “Gute please, todos”. Era assim mesmo, com essa mistura de inglês e português, que se iniciava uma partida de bolinha. Daí, um o garoto berrava: “bololô na minha, quero tudo e não dou nada”. Mais ditadorial, impossível. Quem gritasse primeiro, além de não poder ser alvejado, mesmo “estando no jeito”, tinha direito a todas regalias, mandingas e favorecimentos, tais como: mão quieta, mãos nos peitos, rondas, etc. Cada um tinha sua bolinha sorteira (da sorte), o bolofofo (bolinha grande da cor de café com leite), a esfera minúscula e as olhos de gato, gataiadas, de matar de inveja. A despedida das águas era o tempo de sairmos à cata de tanajuras. A meninada toda, com garrafas debaixo do braço, espalhava-se pelas ruas colhendo as formigonas bundudas para trocar por picolés com o sorveteiro Toni Pinguim. O nordestino adorava comê-las fritas como pipoca, mas tínhamos a leve desconfiança de que usava a nata das bundas como ingrediente de seus tão procurados picolés cremosos. O maior desejo da garotada era possuir um carrinho de rolimã. Andávamos a cidade inteira pelas oficinas mecânicas em busca de rolamentos, a coisa mais difícil e cara do mundo. Precisávamos de quatro: dois mais robustos para o eixo de trás, que ficava sob o banco, e outros dois, que até podiam ser menores, para o eixo da frente, comandado pelos pés do piloto. Quem não tinha carrinho se oferecia para ser o motor braçal: a cada cinco voltas empurrando o bólido pelo circuito dos passeios, com seu dono a bordo, tinha direito a uma volta de brinde. Os motores-meninos mais fortes proporcionavam maior velocidade e eram disputados e, até, presenteados com voltas extras. As competições eram rotineiras. A vontade de ganhar e a falta de freios causavam sucessivos acidentes. Todos os garotos mostravam as palmas das mãos escalavradas, os joelhos e os cotovelos arranhados e, por vezes, a testa rachada. À tardinha, no banho, era um chororô só. As mães esfregavam sem dó as perebas dos pilotos para retirar a sujeira impregnada nos ferimentos e, em seguida, passavam mertiolate. Como aquilo ardia! Além do esmeril causado pelos carrinhos de rolamento, sempre surgia um ou outro menino com gesso no braço ou na perna, dente quebrado ou cabeça lascada, devido às estripulias. O nosso cabaspará, chamado em Belo Horizonte de bentealtas, era jogado no passeio dos Melo Franco. Havia lá uma tampa de ferro da Companhia de Água e Esgoto que servia como um dos apoios para o jogo. As duplas se formavam e aguardavam a vez, definida no par ou ímpar. Horas se passavam naquele divertido vaivém, na tentativa de derrubar a casinha piramidal feita com três pauzinhos de madeira pregados num quadradinho de couro. Nada era mais prazeroso do que aparar no ar uma bola defendida ou arremessada e gritar: “Vitória!”. Quase sempre, quando chegava a vez da minha dupla jogar, alguém gritava grosso da esquina: – Ô Uuucho! Era um gaiato imitando a voz do meu avô Pacifico me chamando pra casa. Um truque para que outra dupla tomasse meu lugar na brincadeira. Sabia que era um
Kátia Abreu pede para brasileiros não comprarem mais carne no Carrefour

Ex-ministra da Agricultura pede por boicote após rede francesa sancionar carnes do Mercosul A ex-senadora e ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu (Progressistas-TO) pediu pelo boicote à rede de supermercados Carrefour no Brasil. O Carrefour, gigante do varejo, anunciou que deixará de comprar carnes do Mercosul, decisão comunicada pelo presidente Alexandre Bompard a um sindicato de agricultores franceses, que demandam mais protecionismo em meio à debates políticos e econômicos internos francees. A França importa cerca de 99 mil toneladas anuais de carne do Mercosul, responsável por 80% da carne importada pela UE e é o principal entrave para o acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e a comunidade europeia. A decisão da rede serve para agradar o mercado interno francês. Kátia Abreu, representante do setor agrícola de grande importância no contexto politico nacional, defendeu um boicote à rede francesa de supermercados. “Carrefour deixará de comprar carne do Brasil para atender a birrinha dos incompetentes produtores francês contra o acordo da Europa e Mercosul. Proponho que as famílias do Brasil boicotem compras no Carrefour mostrando união do nosso país”, afirmou Kátia O que diz o Carrefour Em nota enviada à Fórum, a empresa francesa afirmou “a medida anunciada ontem, 20/11, se aplica apenas às lojas na França. Em nenhum momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise”, completa. “Todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, continuam a operar sem qualquer alteração e podem continuar adquirindo carne do Mercosul. Nos outros países, onde há o modelo de franquia, também não há mudanças”, continua a empresa
Bolsonaro e os 40 golpistas: PF finaliza lista de indiciados

Heleno e Braga Netto podem ser presos – Relatório do inquérito sobre golpe, com lista que já tem mais de 40 membros da organização criminosa, será entregue a Moraes e a Paulo Gonet. Forças Armadas estão de sobreaviso e operação relâmpago da PF não é descartada Após a prisão da facção que planejou o assassinato de Lula, Geraldo Alckmin (PSB) e Alexandre de Moraes, a Polícia Federal (PF) finaliza na manhã desta quinta-feira (21) a lista, que já conta com mais de 40 nomes, dos membros da Organização Criminosa de Jair Bolsonaro (PL) que serão indiciados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e Golpe de Estado. A lista constará em um longo relatório que será entregue pelos investigadores ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet. A Fórum apurou que, diante dos fatos divulgados com o levantamento do sigilo sobre o pedido feito ao STF para a prisão da facção homicida da OrCrim de Bolsonaro, os investigadores cogitam pedir as prisões preventivas dos generais Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e de Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa do ex-presidente em 2022. Para que isso ocorra, uma operação relâmpago pode ser desencadeada nas próximas horas. Heleno, que seria o chefe da transição, e Braga Netto, que atuaria como coordenador do “gabinete de crise” até a instauração da Ditadura bolsonarista, são considerados peças-chaves na arquitetura do golpe. O receio é que, com as provas contundentes, os dois militares tentem fugir do país – ou, ainda, influenciar de alguma forma a atual cúpula das Forças Armadas. Segundo fontes ouvidas pela Fórum, os investigadores estariam em contato com o comando das Forças Armadas já que a lista de indiciados vai incluir militares de alta patente. Entre os nomes certos que serão indiciados estão o general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, ex-comandante do Exército e ex-ministro da Defesa, e o almirante Almir Garnier, que comandou a Marinha e teria colocado as tropas à disposição do golpe. Os investigadores da PF também cortarão na própria carne. Agentes da corporação, especialmente os que atuaram sob o comando de Alexandre Ramagem na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), estão na lista de indiciados. O rol ainda inclui Anderson Torres, ex-ministro da Defesa, e Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Confira a relação completa dos indiciados: Ailton Gonçalves Moraes Barros Alexandre Castilho Bitencourt Da Silva Alexandre Rodrigues Ramagem Almir Garnier Santos Amauri Feres Saad Anderson Gustavo Torres Anderson Lima De Moura Angelo Martins Denicoli Augusto Heleno Ribeiro Pereira Bernardo Romao Correa Netto Carlos Cesar Moretzsohn Rocha Carlos Giovani Delevati Pasini Cleverson Ney Magalhães Estevam Cals Theophilo Gaspar De Oliveira Fabrício Moreira De Bastos Filipe Garcia Martins Fernando Cerimedo Giancarlo Gomes Rodrigues Guilherme Marques De Almeida Hélio Ferreira Lima Jair Messias Bolsonaro José Eduardo De Oliveira E Silva Laercio Vergilio Marcelo Bormevet Marcelo Costa Câmara Mario Fernandes Mauro Cesar Barbosa Cid Nilton Diniz Rodrigues Paulo Renato De Oliveira Figueiredo Filho Paulo Sérgio Nogueira De Oliveira Rafael Martins De Oliveira Ronald Ferreira De Araujo Junior Sergio Ricardo Cavaliere De Medeiros Tércio Arnaud Tomaz Valdemar Costa Neto Walter Souza Braga Netto Wladimir Matos Soares A previsão é que o documento seja entregue até o final da tarde desta quinta-feira ou, no máximo, na manhã desta sexta-feira (22)