Wagner de Paulo Santiago é o novo reitor da Unimontes

Ele se reuniu com o governador para discutir os rumos da Universidade Estadual de Montes Claros, que comandará até dezembro de 2026 (Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG) O governador Romeu Zema formalizou a posse, nesta quinta-feira (12/1), do novo reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) , Wagner de Paulo Santiago, e o vice-reitor, Dalton Caldeira Rocha, na tarde desta quinta-feira (12/1), na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Wagner de Paulo Santiago foi escolhido por Zema dentro da lista tríplice enviada pelo Conselho Universitário, a partir de votação da comunidade acadêmica, para ficar à frente da reitoria da Unimontes até dezembro de 2026. Ele foi o segundo mais votado, com 34,18%. Já Dalton Caldeira Rocha obteve 31,11% dos votos para o cargo de vice. “A Unimontes é um agente de desenvolvimento social e econômico, e precisamos estar atentos à realidade, com o ensino passando por mudanças e melhorias”, disse o governador durante o encontro. O reitor apresentou seu planejamento e lembrou a dimensão da atuação da Unimontes, que abrange 342 municípios das regiões do Norte, Noroeste e Central do estado, além do Vale do Jequitinhonha, englobando cerca de 40% do território mineiro. “Queremos fazer uma gestão de excelência que traga bons resultados para o povo mineiro, desde o ensino, extensão, pesquisa, prestação de serviço, pelo nosso hospital universitário, por exemplo, dando retorno para a nossa sociedade”, enfatizou Wagner de Paulo Santiago, estabelecendo alguns objetivos. “Vivemos um momento de mudanças, queremos ampliar o número de alunos, reduzir a evasão, oferecer novos cursos e verificar as necessidades do mercado de trabalho, para podermos atender a nossa sociedade”. Em 2022, a universidade chegou aos seus 60 anos de existência com franca expansão das atividades de ensino, pesquisa, pós-graduação e extensão. A prestação de serviços é incrementada, especialmente, na área de saúde, por intermédio do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF). Como atendimento gratuito, bancado exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o HUCF também se destacou como referência regional no atendimento aos pacientes contaminados pelo coronavírus, salvando vidas durante a pandemia de covid-19. Reitor Wagner de Paulo Santiago é vinculado ao Departamento de Ciências Contábeis, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), e é docente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico e Estratégia Empresarial (PPGDEE), com a linha de Pesquisa: Estratégia e Finanças Empresariais. O novo reitor tem mais de 30 anos de atividade profissional, e 27 anos dedicados à Unimontes, da qual é egresso. Além de docente, ele já exerceu diversas funções na universidade, como chefe do departamento de Ciências Contábeis, coordenador do curso de Ciências Contábeis, auditor-geral, presidente da Comissão Técnica do Vestibular e pró-reitor de Planejamento, Gestão e Finanças. Santiago já foi secretário municipal de Planejamento e Gestão de Montes Claros, e provedor-adjunto do Hospital Aroldo Tourinho, também no município do Norte de Minas. Além disso, já trabalhou como contador e auditor em diversas empresas privadas, e tem experiência nas áreas de contabilidade e administração pública. Ele possui graduação e especialização em Ciências Contábeis pela Unimontes, e tem mestrado e doutorado em gestão pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Vice O vice-reitor, Dalton Caldeira Rocha, é graduado em Direito pela Unimontes e possui mestrado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É docente na Unimontes desde 1993, com atuação no departamento de Direito Público Adjetivo. É membro do Conselho Diretor da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montes Claros (Acimoc). Foi presidente da 11ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Montes Claros e diretor acadêmico do Centro Universitário FIPMoc (Faculdades Integradas Pitágoras). Universidade A Unimontes oferece atualmente 61 cursos de graduação e 21 cursos próprios de mestrado e doutorados, com mais de 13 mil alunos e cerca de 2.900 funcionários, entre professores, servidores técnico-administrativos efetivos e terceirizados nos seus 11 campi. Fundada em 1962, a instituição também tem reforçado a modalidade de ensino à distância, por meio do Centro de Educação a Distância (Cead), abrangendo 27 municípios. Fonte: Secom/MG
Deputados pedem a Lula que exonere reitor de MG que apoiou atos golpistas

Políticos intensificam pressão sobre Janir Alves Soares, dirigente da UFVJM que festejou a tomada do Congresso Nacional por parte de radicais; STF foi acionado – Postagens de Janir Alves Soares ((foto: Reprodução/UFVJM) irritaram deputados e integrantes da comunidade da UFVJM Um grupo de 24 deputados federais e estaduais eleitos por Minas Gerais pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a exoneração de Janir Alves Soares, reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). O documento, enviado nesta quarta-feira (11/1) ao Palácio do Planalto, é assinado por parlamentares de PT, PCdoB, PV e Psol. Soares publicou, nas redes sociais, conteúdos em apoio aos golpistas que invadiram prédios dos Três Poderes da República, em Brasília (DF), no domingo (8/1). O movimento dos parlamentares aumenta a pressão pela saída do professor do comando da UFVJM. A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) chegou a acionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo o afastamento imediato do reitor. Paralelamente, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (MG), e seu sucessor no posto, Zeca Dirceu (PR), solicitaram ao ministro da Educação, Camilo Santana, o afastamento de Soares do comando da universidade. Em outra via, representantes da comunidade acadêmica da universidade também externaram descontentamento com o caso. O documento enviado a Lula traz uma série de prints de publicações de teor político feitas por Soares. No dossiê, há ataques do professor ministros do STF e ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “A repercussão gerada pelas manifestações do Sr. Janir não realizam qualquer distinção do seu nome ao cargo que ocupa, sendo veiculada de forma a ressaltar a manifestação enquanto reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Logo, envolveu diretamente a imagem da instituição de ensino federal e a relevância de seu cargo, bem como, revela a sua utlização para fins de maior alcance da mensagem antidemocrática que pretendeu dar publicidade”, protesta o grupo de parlamentares (Leia, no fim deste texto, o nome de todos os deputados que assinam a carta). O Ministério da Educação (MEC) tem em mãos as denúncias que pesam sobre Soares. Uma apuração para averiguar a conduta do docente é preparada. O caso foi encaminhado à corregedoria da pasta. Instantes após a invasão terminada em quebra-quebra começar, Soares afirmou, em um vídeo publicado no Instagram, que a tomada do Congresso ocorreu de “maneira pacífica”. A tese, porém, foi contrariada por vídeos e fotos que mostram o prejuízo causado pelos radicais à sede do Legislativo. Os atos de vandalismo são atribuídos por ele a “infiltrados”, ainda que não haja provas a respeito. As forças de segurança do Distrito Federal, aliás, expediram mais de 1,2 autos de prisão e apreensão. O grupo que tomou, também, a sede do STF e o Palácio do Planalto defende o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contesta, sem provas, a vitória de Lula, reconhecida por observadores eleitorais nacionais e internacionais. Para sustentar o pedido de afastamento do dirigente, os parlamentares recorrem ao estatuto da UFVJM. Segundo eles, o comportamento de Soares “não é condizente com a liturgia e as atribuições do cargo de reitor”. “O pedido de “intervenção federal” do Sr. Janir Alves Soares contra o resultado das eleições estimula, sobremaneira, mais ataques ao regime democrá:co do nosso país e atenta contra a ordem pública, como um todo”, lê-se em trecho da carta endereçada a Lula. Na segunda-feira (9), Soares enviou um e-mail ao EM e se defendeu das críticas. Ele disse externar suas posições políticas como cidadão – e não como responsável por comandar a UFVJM. “Na qualidade de cidadão livre e perante o estado democrático e de direito, apoio a pauta de um grupo de cidadãos, pais de família, pessoas que trabalham, produzem, pagam impostos, que são ordeiras e defendem a vida e a liberdade com responsabilidade. Essas pessoas são definidas como Patriotas. Estamos indignados com a omissão do Congresso Nacional e com o ativismo político do Judiciário perante as eleições de outubro de 2022. Muitas dessas pessoas estiveram, por aproximadamente 68 dias, manifestando em frente a diversos quartéis deste país, pedindo justiça, esclarecimentos, ordem”, afirmou ele. Na semana passada, o grupo que pediu a Lula a exoneração do reitor acionou o presidente reivindicando a revogação do processo de privatização do metrô de Belo Horizonte. Comunidade acadêmica também pressiona O apoio de Soares aos atos golpistas o fez ser afastado do Fórum das Instituições de Ensino Superior (Foripes). Hoje, diretores de unidades da UFVJM, que têm instalações em Diamantina, Teófilo Otoni, Janaúba e Unaí, divulgaram carta reprovando as falas do reitor. Segundo os docentes, é preciso que haja “absoluto repúdio” aos atos antidemocráticos. “Conclamamos a comunidade acadêmica à defesa irrestrita do resultado das urnas, que representa a vontade do povo, do Estado Democrático de Direito e da nossa universidade”, lê-se em parte do ofício. O documento é assinado por representantes das 11 unidades da UFVJM. Nomeado reitor-interventor da UFVJM por Bolsonaro, Soares ocupa o cargo desde agosto de 2019. A escolha dele gerou críticas, porque, da lista trípilice enviada ao governo federal, o professor foi o menos votado pela comunidade acadêmica. Havia a expectativa pela posse de Gilciano Saraiva Nogueira, o primeiro colocado na relação de opções ofertadas à União. A crítica ao comportamento de Soares pauta, também, o requerimento enviado por Reginaldo Lopes e Zeca Dirceu ao ministro Camilo Santana. “O reitor e aqueles que ele apoia vivem num mundo paralelo, numa psicose coletiva, em que negam o reconhecimento da validade do processo eleitoral e de seu resultado, buscam a ruptura institucional a partir da defesa de um regime autoritário na condução do país, semeiam ódio e violência, vendo inimigos e comunistas em todos os cantos, numa vã esperança de que alguma divindade de outro mundo possa modificar a vontade soberana da sociedade brasileira”, ironiza a dupla. Na segunda, quando os pedidos de afastamento começaram a eclodir, o reitor disse ter “consciência” dos direitos que a Constituição Federal garante aos cidadãos. “Toda acusação deve obedecer o devido processo legal. Digo isso se, de fato, ainda estivermos no
GÊNERO – ‘Boa tarde a todes’: governo Lula adota linguagem neutra

Governo Lula (PT) faz aceno de respeito à população LGBTQIA+ com uso da linguagem neutra | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 03/07/2022 Além da saudação tradicional a homens e mulheres, o governo Lula passou a adotar o pronome neutro ‘todes’ em eventos e cerimônias oficiais. “Boa tarde a todos, a todas e todes”, disse o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao abrir o discurso de posse nessa terça-feira (3/1), em gesto que se repetiu em outros atos na semana passada. O uso de uma expressão que não abarca nem o gênero masculino nem feminino busca atingir pessoas trans e não-binárias – além de retirar a predominância do gênero masculino da língua portuguesa Um exemplo comumente usado é como se referir a um ambiente composto por nove mulheres e um homem: usa-se “todos” e não “todas”. O uso de “todes” buscaria aglomerar todos os gêneros, de forma neutra – algo que comum em outros idiomas, mas não previsto na gramática normativa do português. O fenômeno também acontece no setor privado. A Braskem lançou em 2018 um guia de “comunicação inclusiva” para melhorar o relacionamento entre funcionários no ambiente de trabalho. Para falar com pessoas de gêneros não-binários, o guia recomenda o uso dos artigos “x/ile/dile”, em vez de “a/ela/dela” ou “o/ele/dele”. O material também orienta os funcionários a evitarem expressões como “homossexualismo” (o sufixo “ismo” indica doença) e “opção sexual” e a utilizarem, por outro lado, os termos “homossexualidade” e “orientação sexual”. Ainda assim, há apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que criticam o uso da linguagem. “Não preciso nem dizer que se o governo federal adotar o uso do pronome neutro em cerimônias oficiais, eles vão alimentar cada vez mais o bolsonarismo, né?”, questionou um influenciador petista com mais de 200 mil seguidores no Twitter. “Nada contra, mas temos 1001 problemas pra resolver nos próximos 4 anos, e um deles é evitar dar narrativa pra essa gente.” Bolsonaristas Ao longo de 2020, deputados apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro adotaram uma postura contrária à linguagem neutra. Eles investem, no Legislativo, na promoção de leis que proíbam o seu uso. O projeto de lei 5198/20, de autoria do deputado Junio Amaral (PL-MG), “proíbe instituições de ensino e bancas examinadoras de concursos públicos de utilizarem o gênero neutro para se referir a pessoas que não se identificam com os gêneros masculino e feminino, como a população LGBTI”. O texto da ementa argumenta que a “nova forma de flexão de gênero e número” atua “em contrariedade às regras gramaticais consolidadas”. A proposta não avançou na Câmara dos Deputados. Tramitaram em todos os Estados do País, com exceção de Roraima, Piauí e Tocantins, projetos de lei que buscam proibir o uso da linguagem neutra. Propostas também avançaram em diversas Câmaras Municipais pelo Brasil. Por Estadão Conteúdo
Wagner Santiago é o novo reitor da Unimontes

O Governador Romeu Zema nomeou o professor Wagner de Paulo Santiago, para exercer o cargo de Reitor daU niversidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, com mandato de quatro anos. A nomeação foi publicada no Diário Oficial de Minas Geraid deste sábado (31). Concorreram ao cargo de reitor da Unimontes os professores Antônio Alvimar Souza (ex reitor), Geélison Ferreira da Silva e Wagner de Paulo Santiago. Os candidatos a vice-reitor foram os professores Danilo Fernando Macedo Narciso, Dalton Caldeira Rocha e Helena Amália Papa (atual Pró-Reitora de Ensino). Em 2014, o professor Wagner Santiago. Em 2014, foi o vencedor da eleição na Unimontes, mas foi preterido pelo então governador Alberto Pinto Coelho, que nomeou o segundo colocado da lista tríplice.
Lia Santos na final do concurso Cartaz da Paz do Lions Club Internacional

Um mundo mais colorido é o que deseja a estudante de 12 anos da Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro, de Montes Claros, Lia Santos de Gitirana, que concorreu à etapa internacional do Concurso Cartaz da Paz do Lions Club Internacional, após ser finalista nas fases, regional, estadual e nacional, onde concorreu com alunos de instituições públicas e privadas de Minas e do Brasil. Liderar com compaixão foi o tema da competição neste ano em que a Lia foi finalista e deseja subir no pódio mais alto para trazer a vitória para o Brasil. Se vencedora, a aluna poderá ir aos Estados Unidos para receber a premiação de U$$ 5 mil e uma viagem à Convenção Internacional com acompanhante. A divulgação do vencedor está prevista para ocorrer em 1º de fevereiro de 2023. O que permitiu essa conquista à estudante foi seu projeto de desenho criado com orientações da professora de arte, Ana Paula Peito Murta, que também apoiou mais 12 alunos da escola, selecionados para competir internamente. Lia conta que fez um cartaz bem criativo, começou a desenhar a ideia que pensou dentro do carro. Ela destaca seu sentimento pela arte como uma forma de quebrar preconceitos para valorizar a condição humana do vivenciar. “A arte representa a diversidade entre diferentes raças e etnias não só no Brasil, mas em diversos países. O mundo está muito cinza, robotizado, falta interatividade e amor na relação humana para compreender e respeitar as diferenças, extinguir o preconceito e o racismo, ainda tão presentes na nossa sociedade”, afirma Lia Gitirana, que participou do Concurso pelo Lions Clube Montes Claros Sertanejo. Ana Paula Peito Murta, professora de arte da estudante, explica que os rascunhos do projeto mostraram que a adolescente tinha muita sensibilidade e habilidade para expressar na arte o tema proposto no concurso que a levou a conquistar essa importante vitória tão cedo na vida. “Ela é uma menina extremamente criativa, pois em sala de aula sempre propõe uma atividade a mais do que apresentamos aos alunos. Tem um olhar sensível para enxergar além do conteúdo, na percepção artística. É uma estudante nota 10, falta palavras para explicar como uma menina tão nova tem tanta sabedoria sobre diversidade, sobre passar para o papel contextos de temas tão complexo como o papel de um líder”, destacou a professora. O desenho que garantiu a Lia chegar à etapa internacional mostra uma líder com um coração na mão, recebendo a luz da paz, compartilhando essa luz com seus liderados de diferentes etnias, portadores de deficiência, negros, albinos, obesos, magro, alto, baixo, mãe solo, entre outros, representando que é possível liderar de forma igualitária, inclusiva. “A arte está comigo desde a infância, sempre tive dons artísticos. Minha mãe é a maior incentivadora, me apoia em tudo. É maravilhoso chegar nessa etapa. Eu amo a arte e estou muito feliz por representar o Brasil”, expressou a estudante. Edição 2021 – A estudante da rede estadual de ensino também participou do concurso do Lions intitulado de “Estamos todos conectados”, no ano passado, quando venceu a etapa regional, sendo premiada com um troféu e certificação da competição, coordenada pelo Lions Clube Montes Claros Sertanejo, que representa a instituição internacional na cidade. Sobre o Lions – Lions Clubs International é uma organização mundial de clubes de serviço, fundada nos Estados Unidos em 1917. Trabalha com objetivo de promover o entendimento entre as pessoas em uma escala internacional, atender às causas humanitárias e promover trabalhos voltados para as comunidades locais. Desde 1998 que a instituição realiza o concurso anual do Cartaz da Paz para incentivar os jovens a expressarem suas perspectivas sobre a paz. Via jornal Gazeta
Eleições paritárias na Unimontes – Natural. Mas, imoral! Por Marcelo Valmor

As últimas eleições na Unimontes conheceram tudo aquilo que o governo varguista (1930-1945) herdou da Primeira República (1889-1930) e enterrou: a negociata, a violação de urnas(Salinas), as pressões sobre servidores (HU). Ainda assim, o professor Wagner Santiago conseguiu uma votação expressiva, vencendo entre aqueles que estão na ponta da faca, entre aqueles que, de fato, sentem na pele os problemas da instituição: os alunos. Por que Wagner e Dalton, então, não ficaram em primeiro lugar? Porque as eleições são paritárias, ou seja, o voto dos professores representaria 70%, enquanto servidor e aluno responderiam pelos 30% restantes. Nesse universo de pressões e aliciamentos, quem tem o poder da caneta larga na frente. Natural. Mas, imoral! Entretanto, e ao contrário das eleições coordenadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde a maioria de votos apontaria para o vencedor, o resultado das eleições na Unimontes serviriam para compor uma lista tríplice a ser encaminhada para que o governador escolha um dos três nomes. As eleições na Unimontes, por isso, servem como uma consulta à comunidade. Foi assim, por exemplo, que o inexpressivo João Canela foi convertido em reitor anos atrás, em que pese o fato de Wagner Santiago ter sido o vencedor das eleições naquele momento. Foi assim também com PC Almeida, eterno ocupante de cargos sempre em segundo lugar, até que o ex-governador Aécio Neves, preocupado à época com as eleições nacionais, intimá-lo a ter representatividade eleitoral, sob pena de o abandonar no meio do caminho. Wagner Santiago ficou em segundo lugar nas últimas eleições, mas numericamente liderou o processo, é doutor em gestão pública, com experiência em vários cargos dentro da Universidade, além de ter sido secretário municipal de planejamento e gestão. É de longe o nome, juntamente com Dalton Caldeira, para modernizar a Unimontes, garantindo à instituição fôlego para, no mínimo, os próximos 50 anos. A demora na escolha do novo reitor da Unimontes, por isso mesmo, só alimenta o sonho da maioria da comunidade universitária, da população de Montes Claros e do norte de Minas de que finalmente a instituição se modernizará. * Jornalista e professor
Escolas da Rede Municipal de Montes Claros são destaque no Ideb

O índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Governo Federal ligada ao Ministério da Educação que avalia aspectos importantes para a qualidade da educação, como o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações. Criado em 2007, o Ideb é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O índice, que varia entre 1 e 10, é importante ferramenta de acompanhamento das metas de qualidade para a educação básica. A meta para a edição 2022 do estudo, que utiliza dados do ano anterior, é alcançar a média 6, valor que corresponde, segundo o Inep, a um sistema educacional de qualidade, comparável ao de países desenvolvidos. Entre as escolas públicas de Ensino Fundamental (1º a 5º ano) de Montes Claros, a Escola Municipal Professora Sônia Quadros, localizada no bairro Todos os Santos, apareceu na segunda posição na cidade, com nota 7,6. Outras instituições da Rede Municipal de Montes Claros apareceram no top 10 das melhores escolas públicas: a E. M. Geraldo Pereira de Souza, no Santa Lúcia II, com nota 6,9; a E. M. Dominguinhos Pereira, no Vila Greice, com nota 6,9; a E. M. Dr. Mário Tourinho, no bairro de Lourdes, com 6,9; e a Ruy Lage, com 6,8, Planalto II. No que se refere aos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), as escolas municipais de Montes Claros estão muito perto do índice ousado preconizado pelo Inep. A Escola Municipal Zizinha Ribeiro (nota 6,0), localizada no bairro Santo Amaro, destaca-se por ter conseguido auferir desempenho equivalente ao de instituições de ensino dos países desenvolvidos; a E. M. Geraldo Pereira de Souza (5,9), no Regina Peres; Dominguinhos Pereira (5,9), Santo Inácio; Mestra Fininha (5,7), localizada no Conjunto Ciro dos Anjos; Rozenda Zane Moraes (5,6), no Planalto; Jair de Oliveira (5,5), Eldorado; e Caio Lafetá (5,5), localizada na comunidade rural de Ermidinha, se destacaram, ocupando as primeiras colocações do ranking das instituições públicas, e estão em estágio acelerado de evolução, com desempenho escolar consistente e controle rigoroso da evasão dos alunos.
Camilo Santana irá comandar o Ministério da Educação do governo Lula

O novo ministro da Educação será o senador eleito e ex-governador do Ceará, Camilo Santana. “O senador eleito Camilo Santana (PT) decidiu aceitar o convite feito na segunda-feira pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para comandar o Ministério da Educação (MEC). Os dois devem se reunir em breve. A escolha por Santana, que demonstrou nos bastidores interesse em chefiar o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), foi uma solução encontrada por Lula após pressão do PT para ficar à frente do ministério”, aponta reportagem do Valor. “Inicialmente, o nome cogitado pelo presidente eleito e defendido por Santana era o da governadora do Ceará, Izolda Cela (sem partido). A indicação dela encontrou forte resistência dentro do PT por não ser originalmente da legenda. E também sofreu bombardeio de entidades do setor. A bancada petista chegou a se mobilizar para tentar emplacar o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes. Com o novo arranjo, contudo, Izolda Cela deve ser a secretária-executiva da pasta”, acrescenta a reportagem.
Alckmin diz que R$ 12 bi da PEC da Transição irão para a Educação

Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que seu maior compromisso será com a educação O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta quinta-feira (15) que o novo governo prevê R$ 12 bilhões da PEC da Transição para “melhorar o orçamento da Educação”. “Na PEC que está sendo discutida, tem R$ 12 bilhões para melhorar o orçamento da educação. Isso é muito importante. Presidente Lula vai priorizar e ampliar as escolas em tempo integral”, falou no evento Pacto pela Aprendizagem. Na terça-feira (13), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que seu maior compromisso será com a educação. “A palavra é ‘cuidar’, não ‘governar’. Se em 2003 [eu] tinha um único compromisso: ao final as pessoas estivessem comendo três refeições ao dia eu teria feito a obra da minha vida, agora tenho outro compromisso, no dia da minha posse quero assumir compromisso com a educação básica no país. Escola de tempo integral e qualidade, faremos todo o possível, teremos menos violência e vítimas da rua, as crianças estarão protegidas dentro da escola aprendendo alguma coisa”, disse Lula. Aprovada no Senado na semana passada, a PEC da Transição prevê o aumento no teto de gastos de R$ 168 bilhões por dois anos para pagar as parcelas de R$ 600 do Bolsa Família, com adicional de R$ 150 por criança abaixo de seis anos. A proposta aguarda para ser votada na Câmara, mas ainda não conseguiu pela falta de votos necessários para aprovar o texto. Por se tratar de uma PEC, é necessário o apoio de 308 dos 513 deputados, em uma votação de dois turnos. Segundo aliados do relator, as contas feitas até o momento mostram que o texto que saiu do Senado tem apenas 200 votos. Se o texto for alterado, retornará ao Senado para mais uma análise. Caso seja mantido, vai à promulgação.
Concerto Centenário Darcy Ribeiro – Montes Claros homenageia filho ilustre

Antropólogo, historiador, sociólogo, escritor, senador e ministro da Educação. Essa é uma parte do currículo de Darcy Ribeiro, um dos mais notáveis filhos de Montes Claros e que, em 2022, completaria 100 anos (ele faleceu em 1997, aos 74 anos). Alvo de homenagens realizadas em todo o país por ocasião de seu aniversário de nascimento, chegou a vez de Darcy ser celebrado também em sua cidade natal, que tanto influenciou sua vida e pensamento. A homenagem será nesta sexta, 9 de dezembro, a partir das 20 horas, na Praça da Matriz, centro histórico de Montes Claros. A Orquestra Sinfônica de Montes Claros fará um concerto celebrando a vida de Darcy, com mais de 40 músicos e regência de Maria Lúcia Avelar. O evento será gratuito e contará ainda com circuito gastronômico com comidas regionais e um telão de led que vai apresentar fotos e frases ilustrando o pensamento do intelectual. Para Júnia Rebello, diretora de Projetos e Eventos da Secretaria Municipal de Cultura e organizadora do concerto, a homenagem é, mais do que importante, necessária. “Darcy foi uma figura nacional, que trouxe coisas inovadoras ao pensamento brasileiro”, conclui. UM POUCO DA HISTÓRIA DE DARCY 1947-1956 – Trabalha com índios do Pantanal, do Brasil Central e da Amazônia, com Rondon, no Serviço de Proteção ao Índio. 1950 – Publica o livro “Religião e mitologia kadiwéu”. 1953 – Participa da fundação do Museu do Índio, Rio de Janeiro. 1955-1956 – Atua como professor de etnologia da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro. 1957 – Publica os livros “Arte plumária dos índios kaapor” e “Uirá sai à procura de Deus” (obra de ficção baseada na vida indígena). 1959 – É encarregado pelo presidente Juscelino Kubitschek de planejar a Universidade de Brasília. 1961 – Exerce o cargo de primeiro Reitor da Universidade de Brasília. 1962-1963 – Atua como Ministro da Educação do Gabinete parlamentarista presidido por Hermes Lima (presidente da República: Jânio Quadros) 1963-1964 – Atua como Chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, com João Goulart. 1964 – É exilado no Uruguai e participa da reforma e da fundação de várias universidades. 1967 – Publica o livro “La universidad necesaria”. 1968 – Regressa ao Brasil. Publica os livros “O processo civilizatório” e “La Universidad Latinoamericana”. 1969 – Publica o livro “As américas e a civilização”. É preso e absolvido. Apesar disso, deve deixar o país. Novo exílio. Publica o livro “Os brasileiros: 1. Teoria do Brasil”. 1970 – Publica o livro “Configurações histórico-culturais dos povos americanos”. 1971 – Exilado no Chile, atua como professor da Universidad de Chile. Assessora o presidente Salvador Allende. Publica o livro “Os dilemas da América Latina”. 1972 – Exilado no Peru, assessora o presidente Velasco Alvarado. Publica, sob a forma de livro, “Université des sciences humaines d’Alger”. 1974 – Constata em Paris um câncer de pulmão. Obtém licença do governo militar para vir ao Brasil, a fim de fazer a cirurgia. Publica o livro “La universidad peruana”. 1976 – Publica o livro “Maíra” (ficção baseada na pesquisa antropológica, em convívio com os índios). Retorna do exílio. Fixa residência no Rio de Janeiro. 1979 – Anistiado, torna-se professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais. 1981 – Publica o livro “O mulo”. 1982 – Publica o livro “Utopia selvagem” (também obra de ficção baseada na pesquisa antropológica). 1983-1986 – Atua como Vice-governador, Secretário de Cultura e coordenador do Projeto Especial de Educação (que abrangia os Cieps). 1986 – Publica “O livro dos Cieps”. É reintegrado como Pesquisador Sênior do CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. 1991 – Assume como Senador e fica na função até 1997 1997. 1991-1992 – Secretário Extraordinário de Projetos Especiais do Estado do Rio de Janeiro: novamente os Cieps. 1992 – Envolve-se com o Projeto de Lei de Diretrizes e Bases – LDB (nº 67/92). É eleito para a Cadeira nº 11 da Academia Brasileira de Letras, que tem como Patrono Fagundes Varela. 1993 – É recebido na Academia Brasileira de Letras por Cândido Mendes 1994 – Funda a Universidade Estadual do Norte Fluminense. 1995 – Relata no Senado o Projeto da LDB. Publica o livro “O povo brasileiro”. 1996 – Envolve-se com os projetos da Universidade Aberta do Brasil e da Escola Normal Superior e com a organização da Fundação Darcy Ribeiro. 1997 – Morre em Brasília, no dia 17 de fevereiro. Seu corpo foi sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro