Unimontes retoma aulas presenciais nesta segunda (14)

O Comitê Gestor, instituído por colegiado pelo Conselho Universitário da Unimontes para cuidar das questões relacionadas à COVID-19, orienta a comunidade acadêmica sobre o protocolo sanitário para o retorno das aulas presenciais. O início do semestre letivo será a partir desta segunda-feira, dia 14 de março, para os cursos de graduação, pós e técnicos. A Universidade seguirá as medidas estabelecidas em protocolo sanitário da Secretaria de Estado de Saúde e que vem sendo aplicado pela Secretaria de Estado de Educação.

Unimontes lança oficialmente o prêmio “Mulheres em Destaque na Ciência”

Em ato simbólico, bolsistas do CNPq são homenageadas em nome de todas as cientistas da instituição; portaria institui comissão para a comenda “Sim, pesquisa também é coisa de mulher, que precisa ser reconhecida e valorizada”. Dentro deste espírito, a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) lançou nesta terça-feira (8 de março), o Prêmio “Mulheres em Destaque na Ciência”. O evento, realizado no Salão dos Conselhos, marcou parte das comemorações pelo Dia Internacional da Mulher no âmbito da instituição. Na oportunidade, também foram prestadas homenagens a um grupo de pesquisadoras da Unimontes, e, ainda, assinada a portaria que a institui a comissão organizadora do “Prêmio Mulheres em Destaque na Ciência”. Ao presidir a solenidade, ao lado da vice-reitora, professora Ilva Ruas de Abreu, o reitor Antonio Alvimar Souza destacou a relevância da homenagem e do reconhecimento ao papel das mulheres. “Esta homenagem é muito significativa. É uma homenagem de respeito e reconhecimento às mulheres, que estão presentes na ciência e nas universidades. É um reconhecimento a todas as mulheres que ocupam posições de destaque e representatividade na sociedade, mas, também, àquelas que levam uma vida simples e são muito importantes em nossa convivência”, afirmou o reitor. O professor Antonio Alvimar Souza enalteceu a importância da data. “Somente quem não se debruçou sobre os livros de História é que não se sensibiliza com esta data. Temos uma sociedade que ainda precisa fazer muito pelas mulheres. Nada melhor do que começar isso por uma instituição de educação superior. A Universidade tem uma importância muito significativa no reconhecimento ao papel da mulher”, enfatizou. O reitor da Unimontes destacou que as mulheres são detentoras de muitos sentimentos e princípios, que engrandecem a vida. “Elas nos ensinam força, coragem e determinação”, concluiu o professor. DIFERENCIAL Por sua vez, a vice-reitora Ilva Ruas de Abreu chamou atenção para a luta pela igualdade e pelos direitos do sexo feminino. Destacou a importância do lançamento do Prêmio “Mulheres em Destaque na Ciência” pela Unimontes como um diferencial. “Ao instituir este prêmio, acreditamos que as questões de gênero na ciência devem ser superadas. A presença e a valorização das mulheres na pesquisa são fundamentais no momento político atual. As mulheres são mais da metade das cientistas brasileiras, mas elas ainda estão à margem dos espaços de poder no campo associativo e de gestão da ciência”, observou vice-reitora. “A data 8 de março sempre foi um dia de luta. E nós,mulheres, professoras e pesquisadoras nas universidades, estamos juntas nas diversas batalhas, por mais valorização da ciência, mais cursos de pós-graduação e bolsas de iniciação científica, que são fundamentais para a formação de novas gerações de cientistas no Brasil”, destacou a professora Ilva Ruas. A vice-reitora lembrou que “a igualdade de gênero em qualquer setor econômico e, particularmente, na ciência, passa necessariamente por um jeito diferente de educar nossa sociedade – não só elas, mas também eles. Ciência é coisa de mulher sim. Nós, mulheres, professoras, cientistas, mães, educadoras, precisamos mostrar esses valores, demonstrar que, movidas pela coragem e pela perseverança, as mulheres conseguiram romper um universo rigidamente masculino”, destacou. Pró-reitora da Pesquisa da Unimontes, a professora Clarice Diniz Alvarenga Corsato apresentou a proposta do Prêmio “Mulheres em Destaque na Ciência”. enfatizando os objetivos da iniciativa em valorizar o trabalho de investigação científica e tecnológica. O evento contou também com a participação do pró-reitor adjunto de Pesquisa, professor Rafael Soares Duarte de Moura. Foi apresentada a comissão de criação do prêmio, formada por seis docentes da Unimontes, representando cada uma das áreas de conhecimento: Adelica Aparecida Xavier (Ciências Agrárias), Mariléia Chaves Andrade (Ciências da Saúde), Patrícia Takaki Neves (Exatas), Bárbara Figueiredo Souto (Ciências Humanas), Wagner de Paulo Santiago (Ciências Sociais Aplicadas) e Dario Alves de Oliveira (Biológicas). Eles serão os responsáveis pela elaboração dos editais e pela definição dos critérios de avaliação da premiação. HOMENAGEM ÀS PESQUISADORAS Durante o evento comemorativo ao Dia Internacional da Mulher na Unimontes, foram prestadas homenagens às professoras pesquisadoras da Universidade, representadas pelas bolsistas de produtividade do Conselho Nacional do Desenvolvimento e Tecnológico (CNPq). As homenageadas foram as professoras pesquisadoras Yule Roberta Ferreira Nunes e Maria Olívia Mercadante Simões, ambas do Departamento de Ciências Biológicas; Andréa Eleutério de Barros Lima Martins e Desirée Sant`Ana Haikal, do Departamento de Odontologia; Marise Fagundes Silveira, Departamento de Ciências Exatas; e Cláudia de Jesus Maia, do Departamento de História. PALESTRA Na oportunidade, foi proferida a palestra virtual “As Mulheres na ciência: desafios e perspectivas por meio de uma trajetória de sucesso”, pela pesquisadora Dra. Vanessa Simões Dias de Castro, brasileira que integra a equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), com sede na Áustria. Ela é uma das referências mundiais no desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos tratamentos fitossanitários (com fins quarentenários) a partir da irradiação, frio e calor junto aos Laboratórios da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da própria IAEA. Ascom/Unimontes

Trabalhadores da educação paralisam atividades e realizam ato político

 A assembleia irá decidir se a categoria entra ou não em greve a partir de 9 de março – Foto: Reprodução SindUTE MG  Profissionais da educação da rede estadual de Minas Gerais continuam em luta pelo pagamento do piso salarial do magistério. Na próxima terça-feira (8), o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE/MG) convoca uma assembleia estadual presencial que acontece às 14h no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Depois da assembleia, a categoria realiza um ato político pela cidade. Neste mesmo dia, os professores estarão com os trabalhos paralisados. A assembleia irá decidir se a categoria entra ou não em greve a partir de 9 de março. “O governo do estado conhece a nossa reivindicação e sabe que existem duas legislações que precisam ser cumpridas: a Lei 21.710 e a Constituição do estado de Minas Gerais”, argumentou a professora Denise Romano, coordenadora geral do SindUTE/MG, em vídeo gravado no dia 3 de março, na Cidade Administrativa. Em 2022, o Piso Salarial Profissional Nacional foi reajustado em 33,24%, chegando ao valor de R$ 3.845,63. Atualmente, o vencimento básico de uma professora em Minas Gerais é de R$ 1.982,54.  

Professores da Unimontes preparam greve para 8 de Março, Dia da Mulher

Categoria protesta contra a negativa do governo em cumprir acordo judicial  * Por Waldo Ferreira – Os professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) devem entrar em greve a partir do dia 8 próximo, quando realizarão assembleia para oficializar a medida. Por enquanto estão no chamado “estado de greve”. O epicentro da insatisfação dos docentes está no não cumprimento do acordo firmado com o governo do Estado – e legitimado na Justiça -, que pôs fim a uma longa paralisação, ocorrida em 2016. Basicamente, o acordo prevê a implementação do novo plano de carreira, as incorporações das gratificações (GDI e GDPE) ao salário-base e o pagamento dos adicionais de Dedicação Exclusiva (DE). Vice-presidente da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Wesley Helker Felício Silva disse que a mobilização demonstra o grau de insatisfação dos professores, vítimas da precariedade do salário, desvalorizado em 43,2%. Segundo ele, o prejuízo vem sendo acumulado desde 2012, quando houve o último reajuste salarial para a categoria. No dia 11 de fevereiro Adunimontes e Aduemg (Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais) se reuniram com a secretária de Planejamento e Gestão, Luísa Cardoso Barreto, e com gestores das duas universidades, na tentativa, sem êxito, de viabilizar as incorporações – um dos pleitos do acordo judicial. Ano passado a Adunimontes já havia se reunido com a Reitoria, buscando uma interlocução da universidade com o governador Romeu Zema (NOVO). A iniciativa também se mostrou infrutífera. “Hoje, acreditamos que a mobilização é a principal forma de o governo dialogar com a categoria”, acredita Wesley Silva. A presidente da Adunimontes, Penha Brandim, disse que, além da negativa do governo, a categoria ainda foi surpreendida, via Instagram, com a informação de uma reunião entre a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e Reitoria da Unimontes, sem a participação da entidade. “Isso nos causou estranheza e indignação, pois na reunião do dia 2 de fevereiro ficou acordada uma nova discussão após a realização de uma auditoria na folha da Unimontes, a fim de comprovarmos a possibilidade de pagamento imediato das 45 DE`s aprovadas em 2016 e que estão travadas na Seplag”, informou Penha. A entidade pediu novo encontro com a Seplag, mas ainda não obteve resposta. Paralelamente, aguarda a votação do projeto de lei 3283/21, apresentado na Assembleia Legislativa por um grupo de deputados sensível a causa dos professores, e requerimento de urgência, que pretende autorizar as incorporações das gratificações. “Esperamos que nossos deputados estejam ao lado dos professores e não contra eles”, diz Penha Bradim. Segundo ela, a decisão pela greve ocorre pelo descumprimento da decisão judicial a favor dos docentes da Unimontes e pela “absurda intenção de conceder 10% de reajuste linear a todos os servidores, atrelado à adesão ao nefasto Regime de Recuperação Fiscal, que congelará salários e benefícios por 9 anos, entre outras restrições, além de entregar a administração do estado a um Conselho Gestor”. * Jornalista

Professores da UFMG aprovam greve para março e reivindicam reajuste salarial

A pouco mais de um mês para o retorno das aulas presenciais, os professores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) decidiram entrar em estado de greve a partir do dia 9 de março. Representados pelo APUBH UFMG+ (Sindicato dos Professores da UFMG), os docentes reivindicam um reajuste salarial. A decisão foi tomada após um debate em assembleia geral realizada no último dia 17, que também reuniu professores e servidores de outras instituições federais brasileiras. Com o apoio do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a classe pede um reajuste de 19,99%, referente à inflação acumulada durante os três anos de governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, a presidente do APUBH, Maria Rosaria Barbato, informou que enviará ao Andes um pedido para que o sindicato participe como observador das discussões e decisões sobre a greve nacional. Além disso, a professora pede que a luta também inclua os docentes aposentados. “Para os que ainda gozam de paridade e integralidade, a proposta do governo federal de reajuste salarial para os servidores públicos é de reajustar benefícios como o auxílio-alimentação, auxílio-transporte, em lugar do salário. Essa proposta de reajuste não comtempla os aposentados, daí a necessidade de se encampar luta pela paridade, integralidade para que o reajuste incida sobre os salários e não sobre os benefícios”, disse. Greve em ano eleitoral A decisão foi tomada com o apoio de uma assessoria jurídica. Segundo o advogado Joelson Dias, por se tratar de um ano eleitoral, a greve não pode se estender para além de abril – prazo limite para que um projeto possa ser encaminhado ao Congresso Nacional para discussão e aprovação. “A legislação eleitoral impõe seis meses antes da eleição, portanto, o mês de abril é o horizonte como prazo para que se possa encaminhar, no caso específico dos professores das instituições de ensino superior federais, qualquer projeto de lei dispondo sobre a reposição salarial”, disse “Qualquer outra medida, qualquer outra vantagem salarial, qualquer outro tipo de reajuste, qualquer outro tipo de recomposição que vá além da recomposição das perdas inflacionárias já não poderia mais ser enviado, pois já não poderia mais tramitar a partir do dia 02 de abril”, acrescentou ele.

Vocação regional: 85% dos aprovados pelo SiSU Unimontes, são do Norte, Noroeste e Vales

Pré-matrículas online começam nesta quarta-feira, 23 de fevereiro; Medicina foi o curso mais concorrido  A vocação regional que a Universidade Estadual de Montes Claros possui, especialmente em sua área de abrangência no território mineiro, ficou evidente com a divulgação da lista de aprovados na instituição pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). O resultado oficial foi divulgado nesta terça-feira (22/2), pelo Ministério da Educação (MEC). Dos 641 aprovados na Unimontes, 550 são residentes em municípios das regiões Norte e Noroeste de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, onde a instituição já atua. Isso representa 85,8% do total de classificados dentro do limite de vagas. No geral, a Unimontes recebeu inscrições de 13 estados via SiSU, das cinco regiões do País. A relação dos aprovados pode ser consultada pelo site https://sisu.mec.gov.br/#/selecionados. O primeiro lugar geral é do candidato Gustavo Rocha Ramos, de 20 anos, aprovado em Medicina pela ampla concorrência (sistema universal). Ele alcançou 814,91 pontos. Outra informação importante e que revela o caráter inclusivo do ensino superior, do total 641 aprovados, 303 são de inscritos pelo sistema de reserva de vagas. Thaís Amanda Damasceno Silva, aprovada para o curso de Medicina na categoria de pessoas com deficiência, obteve o primeiro lugar geral entre os cotistas, com 788,46 pontos. Medicina foi o curso mais concorrido no âmbito do SiSU/Unimontes, com 2.355 inscritos para as 28 vagas, o que representa 84 candidatos/vaga. Ainda entre os mais disputados estão Enfermagem (50 candidatos/vaga), Odontologia (42), Direito/Noturno (41), Direito Matutino (33) e Administração/Matutino (23). PRÉ-MATRÍCULAS A pré-matrícula dos candidatos aprovados começa nesta quarta-feira (23/2), com o prazo se estendendo até o dia 8 de março. O mesmo período será observado para envio por parte dos candidatos aprovados pelo sistema de reserva de vagas para a documentação do Programa Socioeconômico. Os documentos para pré-matrícula serão enviados por e-mail para matricula@unimontes.br, digitalizados em PDF, com a seguinte identificação: SISU 1/2022 – 1ª CHAMADA – “NOME DO CANDIDATO”. Devem ser digitalizados os documentos originais: histórico escolar do ensino médio ou declaração provisória de conclusão do Ensino Médio; certificado de reservista, comprovantes da última eleição, Carteira de Identidade, CPF, certidão de nascimento ou casamento, comprovante de residência e foto 3×4 (recente). Entre esta terça-feira (22/2) e o próximo dia oito de março, os inscritos na Unimontes pelo SiSU deverão manifestar o interesse em participar da lista de espera. Ascom/Unimontes

Inep exclui dados do Enem, e especialistas acusam “destruição” de indicadores

Especialistas alertam para uso descabido da Lei Geral de Proteção de Dados – Marcello Casal / Agência Brasil Dados da edição de 2020 foram disponibilizados sem escola e município, e detalhes de provas anteriores foram apagados O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) omitiu informações sobre a escola e o município dos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 ao divulgar os dados detalhados sobre o exame. A denúncia foi feita inicialmente pelo laboratório de dados Lagom Data na manhã dessa segunda-feira (21). Em reação, pesquisadores, gestores da educação pública e especialistas em transparência criticaram a medida adotada pelo órgão do governo federal. Toda a área de microdados do @inep_oficial foi para o espaço, sob o pretexto de cumprimento da LGPD. Os microdados do Censo Escolar 2021 estão num zip de 23MB (contra 1,9 GB dos microdados do Censo Escolar 2020). — Lagom Data (@DataLagom) February 21, 2022 Em nota, o Inep afirmou que o conteúdo foi reestruturado para “suprimir a possibilidade de identificação de pessoas”, supostamente atendendo aos dispositivos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e da Lei de Acesso à Informação (LAI). Com base nesse argumento, o governo federal tirou do ar, ainda, os microdados de edições anteriores do exame e do censo da educação básica, com o argumento de adequá-los a um novo modelo de divulgação. O Inep é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), “cuja missão é promover estudos, pesquisas e avaliações sobre o Sistema Educacional Brasileiro”. Uso equivocado da LGPD A diretora do Open Knowledge Brasil, Fernanda Campagnucci, apontou um uso equivocado da LGPD pelo Inep. Em publicação no Twitter, ela disse que os dados não permitiam a identificação de pessoas. Portanto, segunda ela, não descumpriam a proteção de dados pessoais prevista em lei. “Mais um órgão que diz estar cumprindo a LGPD à revelia da própria LGPD – que prevê anonimização, como sempre estiveram os microdados da educação, além da transparência de dados de interesse público. Espero que a CGU passe a arbitrar esse tipo de retrocesso, como deveria”, escreveu. ????Mais um órgão que diz estar cumprindo a LGPD à revelia da própria LGPD – que prevê anonimização, como sempre estiveram os microdados da educação, além da transparência de dados de interesse público. Espero que a @CGUonline passe a arbitrar esse tipo de retrocesso, como deveria https://t.co/8rWwAIPhDP — Fernanda Campagnucci (@fecampa) February 21, 2022 Destruição de indicadores A jornalista de dados Mariana Hallal, do jornal O Estado de S. Paulo, acusou o Inep de “destruir” os dados que baseiam os principais indicadores da educação brasileira. Em publicação no Twitter, citou a diferença entre o tamanho dos arquivos antes e depois da decisão governamental. “O Inep simplesmente DESTRUIU os microdados dos principais indicadores da educação. Transformou 13 arquivos .csv (17gb) do Censo da Educação Básica em um único .csv com 300 colunas (péssimo) e 164mb. Não satisfeito, tirou todos os arquivos de anos anteriores do site”, escreveu. O @inep_oficial simplesmente DESTRUIU os microdados dos principais indicadores da educação. Transformou 13 arquivos .csv (17gb) do Censo da Educação Básica em um único .csv com 300 colunas (péssimo) e 164mb. Não satisfeito, tirou todos os arquivos de anos anteriores do site — Mariana Hallal (@marihallal) February 21, 2022 Políticas baseadas no negacionismo O dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, disse, também no Twitter, que a supressão dos dados fará com que as políticas públicas de educação sejam baseadas no “negacionismo bolsonarista”. “Hoje a transparência na área da educação sofreu o mais grave golpe. O Inep deu fim aos microdados da educação brasileira. O impacto? A pesquisa quantitativa está inviabilizada. E a tomada de decisão educacional será baseada no negacionismo bolsonarista. Não na Ciência”, afirmou. #DENÚNCIA Hoje a transparência na área da educação sofreu o mais grave golpe. O INEP deu fim aos microdados da educação brasileira. O impacto? A pesquisa quantitativa está inviabilizada. E a tomada de decisão educacional será baseada no negacionismo bolsonarista. Não na Ciência. — Daniel Cara – Educação e Ciência (@DanielCara) February 21, 2022 Atitude criminosa O ex-secretário municipal e estadual de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, disse em sua conta no Twitter que considera a decisão do governo federal “criminosa”. “Os microdados da educação – que servem a pesquisadores e a formuladores de políticas públicas – foram retirados do site do INEP, Instituto responsável pelas estatísticas educacionais brasileiras. O Estado – em todos os níveis – vai se tornando mais opaco. Isso é criminoso”, escreveu. Os microdados da educação – que servem a pesquisadores e a formuladores de políticas públicas – foram retirados do site do INEP, Instituto responsável pelas estatísticas educacionais brasileiras. O Estado – em todos os níveis – vai se tornando mais opaco. Isso é criminoso. https://t.co/am0wPE60CB — Alexandre Schneider (@alexandres01) February 21, 2022 Brasil de Fato  

Estudantes do IFNMG apoiam passaporte vacinal e o defendem contra negacionismo

Apoiadores, estudantes, e ex-estudantes compartilharam mensagens de solidariedade ao Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, campus Araçuaí – Foto: IFNMG/Divulgação Polêmica começou após aluna divulgar vídeo na porta do instituto por ser impedida de entrar sem comprovar vacinação A hashtag #apoioaoifnmg foi um dos assuntos mais comentados pelos usuários do Twitter em Minas Gerais na manhã desta sexta-feira (18). Estudantes, ex-estudantes e apoiadores compartilharam mensagens de solidariedade ao Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, campus Araçuaí, após uma série de ataques de personalidades e grupos anti-vacinas. A questão começou quando, em 15 de fevereiro, uma aluna do instituto compartilhou nas redes um vídeo denunciando estar sendo impedida de entrar para a aula. Chorando, a adolescente afirmou que não tinha acesso ao banheiro e ao bebedouro do lado de fora da escola. Em vídeo publicado pela deputada bolsonarista Carla Zambelli, a aluna é buscada pela mãe após o ocorrido, que também denuncia a situação. O fato foi extensamente compartilhado por perfis ligados à extrema direita e usado como exemplo de falta de liberdade à não vacinação. Passaporte vacinal é legal O IFNMG se pronunciou relatando que a proibição da entrada de não vacinados foi debatida e aprovada pelo Conselho Superior do Instituto. A resolução nº 217 determina que, a partir de 15 de fevereiro, só pode ingressar no IFNMG quem apresentar comprovante da vacinação contra covid-19 ou teste negativo realizado nas últimas 72 horas. Aceita-se também atestado médico justificando a contraindicação à vacina. No site do IFNMG uma notícia de 7 de fevereiro anunciava a nova norma. No Instagram do campus, o aviso foi postado em 12 de fevereiro. O instituto destacou, ainda, que a resolução não é inconstitucional, como muito foi apontado. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal entendeu que as instituições de ensino têm autoridade para exercer sua autonomia e podem exigir a comprovação de vacina, com apoio na Lei 13.979 de 2020. Para o IFNMG, os direitos à vida e à saúde, contemplados nos artigos 5º e 6º da Constituição, devem prevalecer em relação à liberdade de consciência e de convicção filosófica individual. Dessa forma, o instituto justifica que, ao exigir a comprovação vacinal, está cumprindo seu dever de zelar pela saúde de servidores, estudantes, colaboradores e visitantes. Apoio ao IFNMG Estudantes do instituto rebatem os ataques negacionistas e usaram a sexta-feira para enviar mensagens de apoio à instituição. “Somos a favor da vida e da ciência. Portanto, apoiamos a comprovação de vacinação no IFNMG”, diz uma aluna em vídeo compartilhado no Twitter. Vacinas salvam vidas!???? #vivaosus #IFNMG pic.twitter.com/ns4YAwPNTJ — Diana (@dicasmix) February 17, 2022 O deputado federal Patrus Ananias (PT) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) também se pronunciaram, além de ex-alunos e alunos da instituição. Chega de negacionismo, vacinas salvam vidas! Eu estou com o IFNMG-Araçuaí! #apoioaoifnmg #vacinasim — Patrus Ananias (@Patrus_Ananias) February 17, 2022 Lamentáveis os ataques que o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) vem recebendo por exigir passaporte vacinal de estudantes. O negacionismo contribuiu para as + de 600 mil mortes por Covid-19 e segue ameaçando a superação da pandemia! #VacinaSim #apoioaoifnmg — União Brasileira dos Estudantes Secundaristas ✏️ (@ubesoficial) February 17, 2022 Eu sou da CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EXTENSÃO!!!IFNMG-Araçuaí nós nos orgulhamos em fazer parte de uma instituição que valoriza a nossa segurança em primeiro lugar e que não dá espaço para retrocesso e negacionismo!!! #apoioaoifnmg #vacinasim #ifnmg — Laurinha???? (@expreshogowarts) February 17, 2022 Ninguém é obrigado a vacinar, é só comprovar que não causa risco ao restante dos alunos. #apoioaoifnmg https://t.co/Fw9UClZjQM — Bonney (@perdidazza) February 17, 2022 O @IFNMGAracuai avisou com antecedência!! Não vacinou e não fez o teste, não entra no IFNMG, simples. #apoioaoIfnmg pic.twitter.com/pS1ujwUBiZ — Victor Hugo (@Vitim_Do_Arroch) February 17, 2022 Brasil de Fato

Unimontes adota regime de teletrabalho na área administrativa

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) publicou a resolução conjunta (10.501/2022) com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), que implementa o regime de teletrabalho no âmbito administrativo da instituição, abrangendo o campus-sede e as demais unidades. A medida segue as diretrizes do Decreto 48.275, assinado pelo governador do Estado em 24 de setembro de 2021, que regulamenta a política de teletrabalho na administração pública no Estado de Minas Gerais. Por meio desta Resolução, a adoção do teletrabalho foi autorizada na Unimontes a partir deste mês. De acordo com o documento, competirá às chefias imediatas selecionar os servidores técnico-administrativos para a execução das atividades não presenciais, que deverão seguir os critérios definidos na mesma regulamentação, além de cumprir as metas estabelecidas. COMITÊ Também foi instituído um comitê gestor interno para o ”acompanhamento das entregas, do cumprimento de metas e avaliação global dos resultados da implementação regime de teletrabalho na Universidade”. O comitê é integrado por representantes da Diretoria de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH) e de outros quatro setores da universidade. SOBRE – Conforme o Decreto Estadual 48.275, a política de teletrabalho foi adotada na área administrativa do Estado, com objetivos como: “contribuir para o aumento da produtividade e da qualidade do serviço público”; “promover a cultura orientada para resultados, com foco na eficiência e na efetividade dos serviços prestados à sociedade”, “incentivar a adoção de métodos de racionalização do trabalho e alocação de recursos”, e “estimular a utilização de tecnologias de informação e comunicação”. Visa ainda “estimular a inovação e a melhoria contínua do ambiente organizacional”, “aumentar a qualidade de vida do servidor”, “manter e atrair novos talentos”, “contribuir para a motivação e o comprometimento dos servidores com os objetivos organizacionais”, além de “contribuir para a redução de custos operacionais decorrentes do trabalho presencial, mediante a utilização de tecnologias de informação e de comunicação”. Assinada pela secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto, e pelo reitor da Unimontes, professor Antonio Alvimar Souza, a resolução conjunta estabelece que o regime de teletrabalho na instituição será executado até dia 25 de setembro de 2022, “podendo ser prorrogado, observando a conveniência e oportunidade da administração e a fundamentação em critérios técnicos”. “INTEGRAL OU PARCIAL” De acordo com a regulamentação, o trabalho não presencial nos setores administrativos poderá ser implantado de forma integral ou parcial. Independente da quantidade de colaboradores no sistema de teletrabalho, cada unidade administrativa da Universidade deverá contar com o mínimo de um servidor em exercício – sendo possibilitado o rodízio para o cumprimento desse mínimo. Além da Diretoria de Desenvolvimento de Recursos Humanos, o Comitê Gestor Interno responsável pelo acompanhamento das metas do teletrabalho na Universidade é integrado pelos representantes da Assessoria de Gestão Estratégica e Inovação; Unidade Seccional de Controle Interno ou Procuradoria, Centro de Educação Profissional e Tecnológica (CEPT) e Gerência de Pessoal do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF). Fonte: Unimontes

PGR denuncia ministro da Educação, Milton Ribeiro, por crime de homofobia

Obscurantista Milton Ribeiro foi denunciado ao STF depois dizer que “homossexuais vêm de famílias desajustadas” A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (31/1), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, pelo crime de homofobia. A denúncia ocorre do âmbito de uma investigação sobre uma entrevista do ministro ao jornal O Estado de S.Paulo, em setembro de 2020. Na ocasião, Ribeiro disse que adolescentes “optam” pelo “homossexualismo” por fazerem parte do que chamou de “famílias desajustadas”.