Unimontes oferece 25 vagas para mestrado em educação

Inscrições podem ser feitas nesta segunda e terça no campus sede da Universidade; podem se inscrever graduados em qualquer curso superior. A Universidade Estadual de Montes Claros está oferecendo 25 vagas para mestrado em educação. Podem participar do processo seletivo graduados em qualquer curso superior de licenciatura ou bacharelado. As inscrições podem ser feitas nesta segunda-feira (14) e na terça (15) no campus sede da Unimontes de 13h30 às 19h. A seleção conta com análise de projeto de pesquisa, provas, avaliação de currículo e defesa de projeto. As defesas dos projetos pelos candidatos serão realizadas nos dias 2 e 3 de dezembro. Outras informações pelo telefone (38) 3229-8235.]

Presidente da Câmara de BH manda bater em professores para aprovar Escola com Mordaça

 Ao menos seis professores ficaram feridos. Um deles foi encaminhado para uma UPA O décimo primeiro dia de votação do PL 274/17, conhecido como “Projeto Escola com Mordaça”, foi marcado por violência e autoritarismo contra a população que acompanhava a votação. Ao menos seis professores foram agredidos na repressão ao protesto na galeria da Câmara Municipal de Belo Horizonte, na tarde da quarta-feira, 09. O Sind-REDE/BH e a Ames-BH convocaram diversas entidades, movimentos sociais e vereadores contrários ao projeto para o lançamento da “Frente Por uma Escola Democrática”, com o objetivo de intensificar a pressão contra a votação do PL 274. Com isso, a sessão que começou por volta das 15h, ficou lotada de estudantes e trabalhadores. Já na entrada das galerias do Plenário, foi possível perceber um forte aparato de repressão da guarda-municipal e da segurança da casa, que exigiu a identificação de todas as pessoas que adentravam à galeria. Segundo o depoimento de testemunhas, a confusão começou por volta das 16h30, após a presidente da Casa, vereadora Nely Aquilo (PRTB), ordenar o esvaziamento das galerias para impedir que a população se expressasse através de palavras de ordem, assim como aconteceu em todos os outros dias em que o projeto foi pautado. Houve tumulto, os seguranças e guardas agiram com grande violência contra os manifestantes. Manifestante foi agredido e teve a camisa rasgada Ao menos cinco pessoas ficaram feridas, entre elas quatro diretores do Sind-REDE e um professor da Rede Municipal. O caso mais grave foi o do diretor Clayton Santos, que foi asfixiado por cinco seguranças, um deles o aplicou um golpe “mata-leão” até que o professor perder os sentidos. Clayton ainda foi detido pela Guarda Municipal e encaminhado para UPA Centro-Sul, onde aguarda atendimento. O diretor Daniel Wardil também foi agredido e arrastado pelas galerias, as diretoras Claudia Lopes e Vanessa Portugal foram imobilizadas e retiradas a força do plenário. Uma denúncia já foi aberta no Ministério Público com o objetivo de acusar todos os excessos cometidos contra os professores. Apesar da confusão, a presidente da Câmara mandou seguir a votação do projeto. Com as galerias esvaziadas, Nely Aquino (PRTB) cassou o direito de palavra dos vereadores Pedro Patrus (PT), Pedro Bueno (Podemos), Bella Gonçalves (PSOL) e Cida Falabella (PSOL), impedindo a oposição de defender os requerimentos já apresentados. Segundo os assessores parlamentares, a avaliação é que Nely fechou um acordo com a autodenominada “Frente Cristã” para que a votação do projeto terminasse rapidamente, com a votação de todos os requerimentos. Tocador de vídeo Segundo o representante do Sind-REDE Daniel Wardil, desde a sua apresentação, o autodenominado projeto “Escola Sem Partido” demonstra seus traços autoritários. “A violência com os professores no dia de hoje é só uma pequena amostra do que pode vir caso o projeto seja aprovado. Nely e os vereadores da Frente Cristã querem calar os estudantes e professores e impedir o debate democrático nas Escolas, com pluralidade de ideias e democracia. Caso seja aprovado, a mordaça passará a ser a tônica das aulas, intensificando a intimidação e agressão aos professores. Por isso, não podemos aceitar esse projeto”, afirmou  

Governo ataca e universidades prometem responder com greve

Nos últimos 15 anos, Bolsonaro é o primeiro presidente a nomear reitores em desacordo com eleição das instituições Nunca houve um ataque tão intenso contra as universidades públicas federais como acontece agora. A começar pelo desrespeito à democracia, expresso na nomeação de seis reitores em desacordo com a direção eleita por professores, alunos e técnico-administrativos. Nos últimos 15 anos, Jair Bolsonaro é o primeiro presidente que age assim. Antes, o governo impôs cortes de verbas, ameaçando as aulas e a continuidade das pesquisas. Também apresentou um programa, o Future-se, de perfil privatizante, rejeitado de forma maciça, e, através do presidente e de seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, ofendeu as instituições federais, acusando-as de produzirem “balbúrdia”. “A UFRGS está funcionando hoje por causa de uma medida liminar porque não tem como pagar a energia elétrica”, descreve Berna Menezes, coordenadora da Assufrgs, a associação dos servidores técnico-administrativos. Sem dinheiro, a universidade não consegue quitar sua dívida com a CEEE. “É uma das maiores universidades do país e corre o risco de ser fechada”, preocupa-se. Menos comida no prato A mesma aflição acontece em Pelotas, onde a UFPel também está sendo sufocada. Lá, o torniquete aplicado por Bolsonaro já forçou o restaurante universitário a reduzir as porções que serve diariamente e a espaçar os horários de ônibus que ligam a cidade ao campus. Sessenta por cento dos alunos da UFPel vivem com renda de um salário mínimo e meio e são os mais afetados. “Eles dependem da alimentação do RU”, nota Barto de Farias, da coordenação da Asufpel, o sindicato dos servidores da UFPel. “Houve uma fase difícil de precarização no governo FHC, porém naquele período o estrangulamento era ‘apenas’ econômico”, distingue o reitor eleito – mas não empossado – da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Anderson Ribeiro. Repara que “no atual contexto anti-intelectual”, a ameaça vai além dos cortes com a circulação na mídia de “ideias de que as universidades não são locais de formação e produção de conhecimento, mas de balbúrdia, jogando-se a opinião da sociedade contra as instituições”. Greve geral da educação Ribeiro acredita que a postura governamental trará problemas. Observa que a universidade é “o lugar do debate, da discussão, da argumentação fundamentada” e não da imposição. Ignorar isso resultará em “instabilidade e conflitos”. E a réplica já está acontecendo na própria UFFS e em muitos campus espalhados pelo país, agitados por processos de ocupação e greve. Já se sabe que a maioria das universidades federais rejeita o programa Future-se, carro chefe de Weintraub. Já decidiram pela recusa grandes centros de estudo e pesquisa como as federais do Rio (UFRJ), São Paulo (Unifesp), Brasília (UnB) e Minas Gerais (UFMG). No Rio Grande do Sul, UFRGS, UFPel e FURG também disseram não à proposta do MEC. Outra resposta virá da greve geral da educação, que está acontecendo de norte a sul do país, nos dias 2 e 3 de outubro. “Já deliberamos a participação”, informa Vicente Ribeiro, representante dos docentes no Conselho Universitário da UFFS. Entre as universidades que anunciaram sua adesão estão a UFPR (Paraná), a UFF (Rio) e a UFES (Espírito Santo). “No RS, até a UCPel (universidade católica e privada) fez assembleia conjunta conosco e vai aderir”, assegura Farias. Em Porto Alegre, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) paralisaram suas atividades. No final da tarde de quinta-feira (3), acontecerá o ato em Defesa da Educação e da Ciência, na Esquina Democrática, na região central da capital gaúcha, a partir das 17h. Movimentos sociais e sindicais, e trabalhadores e trabalhadoras se somarão à luta dos estudantes, também na defesa do emprego e da aposentadoria. As demais instituições públicas de ensino do Estado também aderiram, completa ou parcialmente, à greve de 48h. Em Pelotas, a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul). No Sul do Estado, a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e a Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Na região central, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) paralisou alguns setores. No campus de Erechim, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) promove uma série de aulas públicas. 15 universidades públicas produzem mais de 60% da pesquisa do Brasil São todas públicas as 15 primeiras universidades brasileiras em produção de pesquisa. É o que revela levantamento da empresa norte-americana de análise Clarivate Analytics. Demonstra que o investimento na área das instituições privadas é irrisório se comparado com as gigantes da investigação científica, na sua maioria federais. As 15 universidades públicas respondem por mais de 60% do conhecimento científico produzido no Brasil. Publicado em setembro de 2019, o relatório levantou o quadro da produção nacional entre 2013 e 2018. Ponteando a lista está a Universidade de São Paulo (USP) com 58.899 pesquisas registradas. É seguida pela Universidade Estadual Paulista (22.868), Unicamp (19.317) e Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, com 17.484. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com suas 15.860 pesquisas, ocupa o quinto lugar. Fora do eixo Rio-São Paulo, é a primeira escola de ensino superior. Outra gaúcha, a UFSM, é a 15ª colocada no ranking das universidades brasileiras. Registrou 6.670 pesquisas. Realizado a pedido da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o relatório apurou as investigações registradas na base Web of Science relacionadas às ciências da saúde, biológicas, exatas, da natureza e agrícolas, além das engenharias.   Via Brasil de Fato

UFMG irá apurar denúncia de agressão dentro do campus Pampulha

Por Cinthya Oliveira – Jornal Hoje em Dia  – A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) irá apurar a denúncia de que um homem negro, de 32 anos, teria sido agredido por quatro seguranças dentro do campus Pampulha, no sábado (28). O homem fez um Boletim de Ocorrência na 3ª Delegacia de Polícia Noroeste, e a cena teria sido registrada por várias pessoas com celulares. Conforme o relato no BO, o homem chegou ao campus para fazer matrícula em um curso de inglês no Centro de Extensão (Cenex), na Faculdade de Letras (Fale). Ele foi abordado por um segurança-chefe e apresentou seus documentos. Foi liberado para entrar na universidade, mas seus passos foram acompanhados por seguranças e pelo chefe. Após o homem entrar na Faculdade de Música (o primeiro prédio após a entrada principal), houve uma segunda abordagem. Questionado por que havia mudado a direção em relação à Fale, o homem afirmou que queria beber água. Mais uma vez, foi liberado para seguir caminho, mas os seguranças teriam feito uma terceira abordagem, próximo ao Cenex, dizendo que o home estava fingindo ser aluno para assaltar estudantes. Segundo o relato, os seguranças o imobilizaram, lhe dando um golpe mata-leão, segurando seus pés e lhe dando chutes. Após um grito da vítima, várias pessoas apareceram e passaram a filmar a agressão. Depois disso, os seguranças teriam ido embora e o caso registrado em um livro próprio da Fale. O Diretório Acadêmico Carlos Drummond de Andrade, que representa os estudantes da faculdade, divulgou uma nota de repúdio por meio das redes sociais. Veja a nota  

Justiça manda Doria devolver às escolas apostilas que abordavam gênero

Segundo a decisão, o governador tem 48 horas para devolver o material em condições de uso, sob pena de multa – A Justiça de SP determinou que o governador do Estado de São Paulo tem 48 horas para devolver às escolas da rede estadual as apostilas que foram recolhidas no último dia 3, sob alegação que promoviam “apologia à ideologia de gênero”. A decisão é uma resposta à uma ação popular movida por um grupo de professores de universidades públicas do Estado de São Paulo, nesta terça-feira, em que pediam a suspensão da retirada dos materiais das escolas e sua devolução em plenas condições de utilização. Além de conceder liminar favorável aos professores, a juíza de direito Paula Fernanda de Souza Vasconcelos Navarro determinou, para além de prazo de devolução, uma multa em caso de descumprimento da ordem. A ação, que teve como autores professores da UFABC, Unifesp, UFSCar, IFSP, USP e Unicamp, partiu do entendimento que o governador violou a Constituição, a legislação educacional, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o próprio Currículo Paulista com base apenas em uma visão ideológica sobre o tema. Doria alegou que as apostilas que seriam utilizadas pelos estudantes do 8º ano do Fundamental continham “erros inaceitáveis” e que promoviam a “ideologia de gênero”, fazendo alusão a textos que abordavam a questão da sexualidade e da identidade de gênero. A Secretaria de Educação, por sua vez, alegou que o tema da identidade de gênero estaria em desacordo com a Base Nacional Comum Curricular, aprovada em 2017 pelo Ministério da Educação e também com o Novo Currículo Paulista, aprovado em agosto de 2019. Os documentos, no entanto, não descartam o tema da sexualidade e afirmam a necessidade de reconhecê-la em sua integralidade, a partir de argumentos que evidenciem as dimensões biológicas, socioculturais, afetivas e éticas, valorizando e respeitando a diversidade de manifestações e expressões da identidade humana e compreendendo o preconceito e a discriminação como uma construção social”. Para o professor da UFBAC, Fernando Cássio, um dos autores da ação, “é inaceitável que um documento curricular recém-aprovado e que preconiza o ensino de aspectos socioculturais, afetivos e éticos da sexualidade seja utilizado para justificar atos de censura. Não há justificativa”, contesta. O professor Salomão Ximenes, que também assina a ação, complementa: “O autoritarismo do ato de censura violou regras básicas de funcionamento do sistema educacional e de direito à educação. Não cabe ao Governador produzir o currículo com base em sua própria ideologia, essa é uma tarefa que a Lei atribui aos profissionais da educação, seguindo as diretrizes curriculares aprovadas nas instâncias competentes”. Os professores envolvidos na ação contaram com o apoio do Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu). A advogada Eloísa Machado, integrante do coletivo, explica: “a censura é vedada pela Constituição. O Governador não pode interferir em material didático porque gosta ou desgosta de seu conteúdo. O STF já avisou que ‘cala a boca já morreu’”. Via Carta Capital

Brasil, Pátria Deseducadora  – Por Yago Felipe Campelo de Lima

A ignorância brasileira como um projeto perverso e neoliberal de poder   A Constituição Federal brasileira de 1988, nossa Lei maior, produto da redemocratização e chamada por alguns de Constituição Cidadã, afirma em seu Capítulo III, Seção I, no Art. 205, que a Educação é direito de todos e dever do Estado. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB- 9.394/1996, que é o fio condutor do ordenamento jurídico e pedagógico nacional na área da Educação escolar reafirma em seu Título II, Art. 2°, o já dito pela Constituição Federal: que a Educação é dever do Estado. Não há nada de novo neste dizer, mas há que ser dito novamente como exigência histórica, pedagógica e política, de um tempo em que a Educação brasileira deixa de ser pensada como a mola propulsora e esperança de um país que pretendia o pleno desenvolvimento por meio desta e passa a ser o alvo de um ataque cruel, irracional, neoliberal, perverso e puramente político que juntos, articulados, imbricados, compõem as linhas mestras de governos que dizem-se legítimos, os de Michel Temer e Bolsonaro. Não existe na história humana moderna, nações que se tornaram desenvolvidas ou, minimamente civilizadas, capazes de intervir no mundo sem que da Educação não se apossassem com veemência e gerência competente. O Brasil, como um país subdesenvolvido que é por sua formação histórica de negação educacional as suas gentes, continua agora no presente caminhando para seu passado. O Estado brasileiro parece ter dificuldade de cumprir eficientemente seus deveres. Entre um deles, a sua obrigação para com a Educação pública e de qualidade. O Estado pós ditadura, continua míope, com exceção dos governos progressistas de um metalúrgico pernambucano e os de uma mulher guerreira, continua autoritário ao descumprir uma de suas funções constitucionais que é a de garantir Educação a todos e todas. Atraentes me são as palavras do filósofo português Roberto Carneiro para pensar o Brasil, ao escrever na Revista PRELAC (Projeto Regional de Educação para a América Latina e Caribe), ao dizer que “uma cidade educadora e de aprendizagem permanente preocupa-se atentamente com sua escola”, eu alargaria apenas, uma cidade por uma pátria. Uma pátria educadora preocupa-se atentamente com sua Educação, pois sem a mesma não pode haver construção, uma pátria educadora apodera-se e preocupa-se incansavelmente do ato emancipador de educar, pois este constitui seu “patrimônio moral, cultural e espiritual, sem o qual lhe será difícil reconstruir os caminhos para o progresso humano. ”O que não é o exemplo do Brasil, pátria deseducadora, que agora como projeto de poder se propõem ignorante por meio do Estado. Desde 2016, quando por meio de um golpe parlamentar contra a Democracia braisleira e o mandatado legítimo da presidenta da República, Dilma Rousseff, a Educação no Brasil, tem sido insistentemente atacada em sua tentativa de transformação, de romper com nosso apartheid social secular. Desejada pelos interesses neoliberais e em alguns momentos ultraliberais que temem o poder emancipatório e transformador do educar-educar-se, fez-se pela Educação uma disputa, como forma de domesticação e aprisionamento dos ímpetos criadores e questionadores que vínhamos efetivando nos últimos anos. Recordemos por exemplo de uma das primeiras medidas tomadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer e sua cúpula em 2016: a aprovação da PEC 241 ou 55 dependendo da Casa, sob a alegação de contenção dos gastos públicos federais para com a Educação. Ora, um governo que compreende a mola propulsora do desenvolvimento nacional como gasto, não pode estar visando o futuro que se delineia como uma pátria educadora e educada. Sob a alegação da “contenção, do teto de gastos”, retiraram o direito humano, unicamente humano de Educação de muitos brasileiros e brasileiras. Os efeitos catastróficos dessa política já se fazem sensíveis e visíveis. Ao assim fazer, o ilegítimo atendia aos patrocinadores do Golpe, da deseducação como projeto de poder de uma nação com potencialidades, que estava em trânsito para usarmos a palavra/conceito do Patrono da Educação brasileira, Paulo Freire. Neoliberais perversos com intuito de ganharem com a Educação pública reivindicam sua parcela na divisão do “bolo” que tem representado e representará a miséria de milhões de brasileiros e brasileiras que deixarão de possuir uma pátria que educa e prepara seus cidadãos e cidadãs para o pleno desenvolvimento do mundo, de suas potencialidades enquanto sujeitos e não apenas objetos históricos, coisificados em seu existir, mas sujeitos que podem ser mais. Agem como ladrões de futuros. Retiram da Educação pública camuflados de técnicos-profissionais-competentes. A Pátria, estabeleceu um “teto de gastos” para com a Educação pública enquanto milhões e bilhões eram oferecidos e arrolados em emendas parlamentares por exemplo para livrar o ilegítimo de sua queda. As Fundações empresariais que pensam a escola como empresa, os Institutos que atuam com lobby na área, elaboram todo tipo de discurso que engana e mascara para o exercício livre de suas dominações sem que tantos tenham de seus interesses, ciência e conhecimento. Se apoderam da Educação como se suas fosse-a, impondo-lhes agendas sutis e perversas de mercado, como se a Escola fosse e funcionasse como um. Agendas aprisionantes e sufocantes, que encarceram os docentes em seus fazeres pedagógicos, que adestram os alunos e alunas para as “habilidades” do mercado em detrimento de todo o resto, com as chamadas nada bobas “competências do e para o século XXI”. Agenda de quem não compreende a função social do ato emancipador de educar, libertador. Intencional. Transformador de realidades sociais. Em países subdesenvolvidos e atrasados educacionalmente como o Brasil, essas fundações e institutos fazem a festa. Se fartam. Atuam como partidos políticos e quando não, apoiam os que possam lhes favorecer vantagens. É a Educação como mercadoria, adestrada e totalmente submissa ao deus mercado em detrimento do sonho que constrói e emancipa. Eles e elas são mentirosos e mentirosas, não amam Educação como dizem por meio de uma retórica bonita, de discursos eloquentes. Gostam do que a “educação” pode lhes dar. É uma retórica frágil de “qualidade de Educação” e “Educação de qualidade” que não se sustenta na empiria, mas que se assenta nos números arranjados

UFMG anuncia que entra em setembro com orçamento em estado crítico

Universidade informa que tem articulado com parlamentos e com o MEC para manutenção do orçamento previsto para o ano, cortado pela União em 30% em maio último – A situação orçamentária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está cada vez mais complicada. A UFMG informou, na noite desta quarta-feira (4), que entra em setembro em quadro crítico. Com o orçamento atual, segundo a universidade, somente serão preservados o pagamento de bolsas estudantis implementadas pela própria instituição e os contratos de terceirizados para assegurar seu funcionamento. “Até agosto conseguimos honrar os compromissos, mas a partir de setembro a situação orçamentária ficará cada vez mais difícil, caso o MEC não libere os recursos que originalmente estavam previstos para a Universidade”, explica a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida. Para amenizar o quadro, a universidade tem articulado, com deputados e com o Ministério da Educação, para garantir, ao menos, a integridade dos valores aprovados na Lei Orçamentária Anual (LOA). Esse repasse da União sofreu corte de 30% em maio por determinação do governo Jair Bolsonaro (PSL). “O desbloqueio orçamentário é imprescindível para que a UFMG possa manter seu custeio pleno nos últimos três meses do ano”, alerta a reitora. Pela LOA, a UFMG receberia R$ 215 milhões em 2019, valor que só havia sido corrigido pela inflação na comparação com os recursos de 2018. Com o corte de maio, no entanto, a universidade perdeu R$ 64,5 milhões, ficando apenas com R$ 150,5 milhões para o exercício atual. A universidade é a segunda instituição federal de ensino mais afetada pelos cortes, atrás apenas da federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A assistência estudantil, cerca de R$ 38,3 mi, não foi atingida pelo bloqueio e continua garantida até o fim do exercício. Sinalização Em reunião realizada, em 21 de agosto na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes), o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, afirmou aos reitores que pode haver um desbloqueio de parte dos recursos a partir deste mês. Ele declarou, contudo, que o orçamento de 2020 para as universidades deve manter os patamares do orçamento de 2019. Reflexos Com objetivo de cortar os custos, a universidade tomou diversas medidas. Entre elas está o encerramento de cursos de edução à distância para gestores esportivos, promovidos pela Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO). O mesmo vale para o funcionamento da linha quatro de ônibus, que circulava pelo campus Pampulha. A linha operava como reforço, nos horários de pico, às demais. Via Estado de Minas, com Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

“CPI das universidades quer acabar com Ciência e Tecnologia”, critica deputada

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para investigar as universidades paulistas tem como objetivo atacar a atuação de professores sob a questão da “produtividade” e gerar a privatização das instituições, segundo a deputada Maria Izabel (PT-SP), conhecida como Professora Bebel, integrante da comissão. “A primeira coisa que eu acho que motivo a CPI é uma tendência que quer levar os alunos a pagar mensalidade. O foco da CPI é sempre o professor, quanto ele ganha e a produção acadêmica”, disse à Fórum a deputada, destacando que a CPI não é composta por acadêmicos especializados que possam avaliar as produções e os impactos gerados por elas na sociedade. “Mesmo que fosse, há diferentes áreas, não dá para avaliar pela produtividade”, completou. Para a deputada, que também é presidenta da Apeoesp, a CPI visa atacar a autonomia universitária. “Mexendo na autonomia universitária, os reitores vão ficar de pires na mão. Não pode! Ciência, Tecnologia e Educação tem que ter autonomia”, declarou, destacando que, apesar da Constituição Federal de 88 garantir esse preceito, a Constituição do estado de São Paulo não o subscreveu. Assim, a autonomia vale apenas como lei, podendo ser modificada com mais facilidade. “As universidades paulistas estão fazendo muito pelo Brasil”, declarou, citando que os geólogos da Unesp atuaram na descoberta do Pré-Sal. “O que a gente tem visto? Uma tentativa de acabar com Ciência e Tecnologia. Querem instituir vouchers, forçar os alunos a pagaram mensalidades. Eu estou muito preocupada”, sentenciou. A deputada acredita que a CPI vai caminhar na direção do desmonte da educação pública e acredita que a relatora Valéria Bolsonaro (PSL-SP) fará um voto “cheio de ódio”, mas crê que há como frear as iniciativas mais radicais através de maior mobilização. “A gente tem que ter mais mobilizações na comissão para atenuar, pelo menos”, finalizou. “Inaceitável é um LGBT morrer a cada 20 horas no Brasil” A deputada também comentou sobre uma decisão do governador João Doria de recolher material didático do 8º ano que, segundo ele, continha um “erro” em um texto que explicava as diferenças entre “sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual” . Doria, no Twitter, afirmou que não aceitaria “apologia à ideologia de gênero”. “Inaceitável é um LGBT morrer a cada 20 horas no Brasil. Inaceitável é a desigualdade entre homens e mulheres persistir. Inaceitável é o feminicídio, que no país tem um taxa 74% superior à média mundial. Discutir a diversidade é preparar gerações para um futuro sem ódio. A ideologia de gênero sequer existe. Você e seu ídolo Jair Bolsonaro utilizam essa expressão na tentativa de confundir a população e privá-la do direito ao conhecimento, ao debate e à vida em uma sociedade em que diversos grupos possam se relacionar de maneira respeitosa e na plenitude de seus direitos”, declarou.

Efeito Bolsonaro: MEC corta 5,6 mil bolsas de mestrado e doutorado

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira (2) que cortará 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no Brasil a partir deste mês. As bolsas eram ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes). – A crise no financiamento das pesquisas afeta também o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência. O CNPq também suspendeu a concessão de novas bolsas e os atuais bolsistas ainda correm risco de não receber a partir de setembro. A Capes e o MEC tratam o novo anúncio como um “congelamento” e afirmam que a medida não vai afetar quem atualmente já recebe o benefício. Entretanto, apesar de afirmar que as bolsas estão congeladas, a Capes admite que elas não serão mais oferecidas nos próximos 4 anos, que é o período de vigência previsto caso elas tivessem sido concedidas neste mês. De acordo com o governo, a medida vai representar uma economia de R$ 37,8 milhões em 2019. Ainda segundo a Capes, as bolsas têm vida útil de 4 anos e a economia no período pode chegar a R$ 544 milhões. “O contingenciamento será mantido até o início da vigência de novas concessões”, informou o órgão.

Vice-presidente da FGV recomenda a professores e alunos artigo de Mourão sobre a Amazônia que diz que o presidente “não mente”

O artigo levanta supostas “infâmias” criadas sobre a região da floresta, como “maus tratos a índios”, e prega a “soberania brasileira sobre a Amazônia” O vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas, Sergio Quintella, escreveu uma carta aos professores e alunos da instituição recomendando a leitura de um artigo do general Hamilton Mourão intitulado “A nossa Amazônia“. O artigo foi publicado no jornal Estado de S.Paulo, no dia 28 de agosto, e em tom ufanista prega a “soberania brasileira sobre a Amazônia”, com o argumento de que a região “sofre com uma campanha internacional movida contra o Brasil”, mas que o governo e o presidente “não mentem”. Entre a lista das supostas “infâmias” disseminadas sobre a Amazônia que o texto de Mourão cita estão “acusações de maus-tratos a indígenas, uso indevido do solo, desflorestamento descontrolado e inação governamental perante queimadas sazonais”. O general alega que “o Brasil não mente. E tampouco seu presidente, seu governo e suas instituições”. Mourão ainda propõe uma recapitulação da “história da conquista da Amazônia”, alegando que “o Brasil jamais prescindiu da cooperação das nações condôminas desse patrimônio reunidas no Pacto Amazônico”. Em determinado momento do texto, o vice-presidente também manda uma provocação ao grupo do G7, em especial a Emmanuel Macron, mencionando “a velha ambição disfarçada por filantropia de fachada” como algo presente no debate internacional sobre a Amazônia. Via Revista Fórum