Bolsonaro acaba com bolsas de mestrado e doutorado

O governo de Jair Bolsonaro desferiu nesta quarta-feira, 8, um novo golpe contra as universidades. O governo suspendeu de maneira generalizada bolsas de mestrado e doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Segundo informações da Folha de S. Paulo, as bolsas pertenciam a alunos que apresentaram seus trabalhos recentemente e seriam destinadas a estudantes aprovados em processos seletivos concluídos ou em andamento. Segundo relatos de coordenadores de programas, financiamentos que estavam temporariamente sem uso foram retirados do sistema do órgão de fomento ligado ao Ministério da Educação. O ataque à pós-graduação atinge não apenas a área de Ciências Humanas. No Instituto de Biociências da USP, 38 bolsas foram cortadas —17 de mestrado, 19 de doutorado e duas de pós-doutorado. Elas custeariam estudos nas áreas de botânica, ecologia, fisiologia, genética e zoologia. O pró-reitor de Pós-Graduação da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, enviou comunicado a seus colegas de universidade compartilhando a sua preocupação com a medida da Capes. “No dia de hoje, as bolsas que constavam como disponíveis para novas implementações foram zeradas nos sistemas”, escreveu.

Escolas militares federais não sofrerão com corte de verbas de Bolsonaro

Instituições têm orçamento anual de R$ 12,5 milhões e desempenho igual ao de escolas públicas com alunos de mesma renda Os 13 colégios militares federais do país não sofrerão com o corte de verbas anunciado no último dia 30 pelo Ministério da Educação, que deve atingir – entre Ensino Básico e Superior – R$ 7,3 bilhões. O modelo de colégios militares é elogiado frequentemente pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), e vem crescendo no país. Em 2018, o número de unidades chegou a 120, com a criação de 27 novas escolas em relação a 2015. Em cerimônia de aniversário do Colégio Militar do Rio de Janeiro, uma das unidades federais, na segunda-feira (6), Bolsonaro reforçou a promessa de criar uma escola do tipo em cada capital do país. Na ocasião, alunos, pais e professores do Colégio Pedro II, do Colégio de Aplicação da UFRJ, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e da Fundação Osório protestaram do lado de fora da instituição contra o corte de verbas anunciado pelo MEC. Ao contrário da maioria de seus colegas, barrados na entrada da instituição, a estudante de direito e ex-aluna do colégio Maria de Sá Ferreira, 24 anos, conseguiu participar da festa e fazer uma cobrança ao presidente: “vergonha ser inimigo da educação pública”. Os colégios militares brasileiros, geridos pelo Exército, contam com orçamento anual de R$ 12,5 milhões, e costumam ocupar boas posições nos índices de pontuação de vestibulares. Essas instituições, no entanto, adotam cotas para familiares de militares e seleção prévia de estudantes, o que provoca elitização no corpo estudantil e as difere dos demais colégios federais e da maioria dos colégios públicos brasileiros. Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, colégios públicos regulares com alunos de rendas semelhante, tem desempenho igual ou melhor que o dos colégios militares, ligados ao Exército ou às Polícias Militares estaduais. Entre as escolas com estudantes de nível de renda médio (classificação usada pelo MEC), Institutos Federais (IFs) tiveram pontuação média de 552, enquanto as escolas geridas pela PM na mesma faixa de renda pontuaram 522. Entre as escolas de nível “muito alto”, a diferença entre IFs e escolas militares é de 14 pontos de vantagem para as últimas. Na pontuação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), os IFs pontuaram mais do que as escolas militares da PM e do Exército em todas as categorias. Edição: Rodrigo Chagas – Brasil de Fato

Estudantes do Rio protestam em visita de Bolsonaro contra cortes na educação

 – Cortes que começariam como retaliação a universidades específicas atingem todas as esferas do ensino público. Estudantes começam a reação: “Não vai ter corte, vai ter luta” – Estudantes de instituições federais de ensino realizam protesto contra a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL), nesta segunda-feira (6) no Rio de Janeiro. A manifestação ocorre em frente ao Colégio Militar do Rio (CMRJ), no bairro do Maracanã, zona norte da cidade. O presidente visita o local para lançar um selo e uma medalha que comemora os 130 anos do CMRJ. O protesto contra os cortes na educação foi inicialmente convocado por estudantes do Colégio Pedro II, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Maracanã, do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), e deve contar com a adesão de integrantes de outras instituições universitárias. “A população e a juventude brasileira acabam de sofrer um golpe fatal à democracia”, dizem os estudantes, em manifesto, contra o bloqueio de verbas de proporções “estratosféricas” anunciadas pelo governo Bolsonaro. “Não vai ter corte, vai ter luta”, “Uh, sai do chão quem defende a educação”, gritavam centenas de estudantes na porta do CMRJ. Além dos alunos, pais e professores também protestam. Durante a manhã, a hashtag #EuDefendoOCPII, referente ao Colégio Pedro II, era uma das mais comentadas do Twitter. “Se o Bolsonaro é inimigo da educação, então é nosso inimigo. Se a ordem deles é para nos matar, é para cortar o dinheiro da educação, é para cortar os nossos sonhos, a nossa ordem é lutar. A nossa ordem é resistir, é não sair da rua”, pronunciavam os estudantes em forma de jogral. Eles dizem que não desistirão das mobilizações até que os cortes sejam revogados e até que os investimentos não sejam mais vistos como gastos. Eles protestam contra os anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, que na semana passada anunciou bloqueio de 30% dos recursos de universidades que praticam “balburdia”, segundo ele, tendo as de Brasília (UnB), da Bahia (UFBA) e Fluminense (UFF) como primeiros alvos. Acusado de perseguir ideologicamente essas instituições, o governo então universalizou o corte para todas as universidades, com a justificativa de que os recursos seriam revertidos para a educação básica, mas os cortes atingiram todos os níveis. No Pedro II, por exemplo, os diretores informam que os cortes somam R$ 18,57 milhões, alcançando 36,37% do seu orçamento de custeio. Na UFRJ, a “obstrução orçamentária” atinge R$ 114 milhões, correspondente a 41% das verbas destinadas à manutenção da instituição. Prévia da pesquisa que vem sendo realizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) aponta que mais da metade dos alunos das instituições federais são de baixa renda, e pertencem a famílias que ganham menos do que um salário mínimo per capita por mês. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Brasil encontra-se nas últimas posições em termos de investimentos por aluno no ensino superior, dentre 39 países pesquisados. Ainda assim, o sistema de ensino superior registrou crescimento nas últimas décadas – como observa em artigo na RBA o economista Marcio Pochmann. Em 2000, a participação relativa do Brasil no total de estudantes universitários no planeta era de 2,7%, saltando para 4,4%, em 2014, segundo a Unesco. Nesse período também houve significativa descentralização territorial do ensino superior. No ano de 2014, por exemplo, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro respondiam juntos por 36,6% dos mestres e 49,5% dos doutores formados no país, ao passo que em 1996 detinham 58,8% da formação de mestres e 83,4% de doutores da nação. As universidades públicas respondem por 95% da pesquisa do país e 24,7% do total dos alunos matriculados. Também realizaram, somente 2018, 17,4 milhões de exames e 6,8 milhões de consultas médicas acompanhadas por 339 mil internações de pacientes e a realização de 232 mil cirurgias e 1.398 transplantes em todo o país. Via RBA

Com Bolsonaro, o fantasma do golpe de 64 volta a assombrar

Ascensão do atual presidente e filme que quer rediscutir a ditadura reacendem o interesse sobre o período mais sinistro da história brasileira – Por Waldo Ferreira A queda de braço entre correntes de esquerda e de extrema-direita na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em torno do filme “1964: O Brasil entre Armas e Livros”, é mais um sinal de que 55 anos depois de instalada e 34 anos após seu fim a ditadura ainda tem feridas abertas. Contribui para isso a criação da Comissão Nacional da Verdade, em 2012, a produção de vários filmes e documentários a respeito e mais recentemente a ascensão do atual presidente da República Jair Bolsonaro, militar da reserva que nega o golpe e celebra a ditadura de que foi vítima o país. Sua determinação para que os quartéis comemorassem o golpe, dia 31 de março, contribuiu ainda mais para que o assunto voltasse a ser debatido. “1964: O Brasil entre Armas e Livros” pretende rediscutir conceitos de golpe, ditadura e repressão. Considerado direitista, causou indignação na Unimontes e sua exibição foi impedida, dia 11 de abril. A tentativa foi avaliada como provocação de grupos minoritários de direita na universidade, pois no mesmo dia foi mostrado o documentário “Que Bom te Ver Viva”, de Lúcia Murat. Antes, a Unimontes já realizara o ciclo “Encontros com a História”, que exibiu no dia 5 de abril o documentário “O Dia que Durou 21 Anos”, do cineasta Camilo Galli Tavares. Houve um debate com o público sobre o filme, mediado pelo professor doutor Laurindo Mékie Pereira. No dia 24 foi realizada a mesa redonda “Para não esquecer: Memórias da Ditadura no Brasil”, com a participação da professora Maria Jacy Ribeiro, do Instituto Histórico Geográfico de Montes Claros, e do professor Guilherme Costa Pimentel, egresso do mestrado em História da Unimontes e autor de um estudo sobre pessoas de Montes Claros ligadas ao comunismo e que foram reprimidas durante o regime militar. Um dia antes, um debate sobre o golpe militar e a conjuntura política atual colocou mais lenha na fogueira. A advogada e estudante do 4° Período de Ciências Sociais, Iole Barbosa Oliva, se infiltrou entre o público presente no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), majoritariamente de esquerda, contestou o golpe e fez campanha solitária pela exibição do filme. Iole, que também não considera ter havido golpe parlamentar contra a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, bradou em tom de ameaça, ao final do debate, que a produção será exibida “custe o que custar”. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) reiterou que não permitirá que isso ocorra. Na parte do debate reservada às perguntas ela sustentou, de forma equivocada, que não houve golpe porque “não houve o emprego de força” e o cargo de presidente “estava vago”, pela suposta ausência do presidente João Goulart do país. Os professores Gilmar Ribeiro e Laurindo Mékie rebateram, esclarecendo que o poder foi tomado à força, com o emprego de tanques nas ruas ainda na véspera do dia 31 de março, à revelia do presidente, que é o comandante supremo das Forças Armadas e se encontrava em Porto Alegre e não fora do país, como se inventou, para justificar sua deposição. FALTA PERCEPÇÃO DA REALIDADE – “Achar ditadura algo bom é um direito. Mas dizer que não houve golpe é desconhecer a história”, devolveu Mékie, que é pós-doutor em História pela Universidade Nova de Lisboa. “A discussão se houve ou não golpe em 64 não faz sentido na Academia. No boteco ainda vai”, ironizou Gilmar Ribeiro, doutor em Educação, História e Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Ele explicou que o golpe foi um movimento civil militar, depois transformado em um governo ditatorial, com fechamento do Congresso e perseguição aos contrários. Ribeiro considera que o país vive uma perigosa crise de legitimidade, lembrando que é justamente nela que a democracia se sustenta. “Uma coisa é ganhar, outra é governar”, resumiu, referindo-se à falta de perspectiva e projeto no atual governo. Waldo Ferreira é jornalista e editor do ECN

Bolsonaro, o imbecil, ataca faculdades de filosofia e sociologia

 – Para especialista, presidente culpa a educação pela incompetência financeira do governo –  O presidente Bolsonaro anunciou que o ministro da Educação estuda “descentralizar o investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas)” e priorizar áreas como veterinária, engenharia e medicina. Afinal, pensar para quê, não é mesmo? O anúncio foi feito pelo Twitter do presidente (será que foi o Carluxo?). A justificativa é focar em áreas que “gerem retorno imediato ao contribuinte”. O presidente Jair Bolsonaro iniciou a sexta-feira 26 alarmando a sociedade. Algo que já tem se tornado frequente na gestão do capitão. O foco? A educação, área que tem sido palco de preocupantes investidas governamentais. Em um tweet publicado no início da manhã, o presidente anunciou que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, estuda descentralizar investimentos em faculdades de Filosofia e Sociologia. Jair M. Bolsonaro ✔@jairbolsonaro O Ministro da Educação @abrahamWeinT estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina. 63,1 mil 06:52 – 26 de abr de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads O objetivo seria focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como veterinária, engenharia e medicina. “A função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família, que melhore a sociedade em sua volta”, apontou o presidente em um segundo tweet. Jair M. Bolsonaro ✔@jairbolsonaro  · 26 de abr de 2019 O Ministro da Educação @abrahamWeinT estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina. Jair M. Bolsonaro ✔@jairbolsonaro A função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família, que melhore a sociedade em sua volta. 42,3 mil 06:53 – 26 de abr de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, crava que o argumento utilizado pelo presidente é falso. “Não é o curso universitário que gera recurso econômico. O que gera retorno econômico, a partir da formação, é o crescimento econômico. Ou seja, não basta que a pessoa tenha um diploma universitário, é necessário que o mercado de trabalho tenha uma vaga para contratar essa pessoa”, analisa. Esta semana, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, mostraram que o País teve o pior mês de março desde 2017, em relação a empregos com carteira assinada. O saldo negativo foi de 43.196 empregos a menos. Segundo Cara, a questão central é que o Brasil volte a crescer, o que, em sua análise, não deve ocorrer com as diretrizes do atual governo. “As políticas de austeridade econômica empreendidas desde o governo de Michel Temer e em curso no governo Bolsonaro não vão nos tirar desse cenário”, atesta, afirmando que o País continua em um quadro de depressão econômica. “Bolsonaro quer responsabilizar a educação pela incompetência econômica de seu governo”, critica. Ainda assim, o especialista reforça que não é momento para pânico, sobretudo acerca da ideia do fim dos cursos de Filosofia e Sociologia vigentes nas universidades públicas e privadas. “As universidades, especialmente as públicas, são administradas a partir do princípio constitucional da autonomia universitária, ou seja, quem decide o que vai ser lecionado são as próprias universidades. O ministro Weintraub está querendo aparecer, não tem nenhuma consistência no que foi afirmado”, contesta. Outra questão que o especialista explica é que, para existir, as universidades obrigatoriamente precisam ter o conjunto das áreas do conhecimento. Isso se aplica também às universidades privadas que recebem apoio do Fies ou Prouni. Em sua análise, os cursos não estão ameaçados de fechamento. “Pode até ser que o governo proíba o investimento, evitando os empréstimos do Fies ou negando a renúncia fiscal para esses cursos no caso do Prouni, mas é difícil que as universidades aceitem esse tipo de interferência”, atesta. Daniel Cara@DanielCara Bolsonaro não entende de Educação. Tampouco compreende a Economia. Ele quer tirar recursos das Ciências Humanas para investir em cursos que “dão retorno econômico”. 1) Ignora a Autonomia Universitária; 2) Desconhece que emprego é fruto de crescimento econômico, não de formação. 151 09:54 – 26 de abr de 2019 · Sao Paulo, Brazil Informações e privacidade no Twitter Ads Filosofia e Sociologia nas redes A polêmica declaração do presidente fez com que o tema Filosofia e Sociologia virasse um dos assuntos mais comentados do Twitter nesta sexta-feira. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) reagiu à declaração e disse que “vai manter o respeito aos cursos de Filosofia e Sociologia”. Flávio Dino ✔@FlavioDino No âmbito estadual, sempre manterei o respeito aos cursos de filosofia e sociologia. Sem ideias e pensamento crítico nenhuma sociedade se desenvolve de verdade. E não haverá o bem viver que tanto buscamos como direito de todos 9.680 08:10 – 26 de abr de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads Marcelo Freixo ✔@MarceloFreixo O ataque aos cursos de Filosofia e Sociologia é a cruzada de um presidente fanático contra o pensamento. É um projeto de mediocridade para o país. 23,8 mil 10:47 – 26 de abr de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads Túlio Gadêlha@tuliogadelha Tirar recursos de faculdades de filosofia e sociologia mostra o real projeto deste governo: de emburrecimento do país. Os cursos de humanas são fundamentais para a construção de ideias e pensamento críticos em qualquer sociedade. Um povo que não pensa não luta por seus direitos. 18,2 mil 10:59 – 26 de abr de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads Helder Salomão ✔@heldersalomao Bolsonaro retira recursos das faculdades de Filosofia e Sociologia. “Seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de

23 de Abril – Dia Mundial do Livro – Vamos abrir um livro pra comemorar

Saiba como baixar gratuitamente mais de 100 mil obras na internet Nesta terça-feira (23) é comemorado o Dia Mundial do Livro, porque foi neste dia de abril que o escritor espanhol Miguel de Cervantes, autor do best seller Dom Quixote, teve o seu falecimento registrado no ano de 1616. No Brasil, o Portal Domínio Público conta com um acervo de mais de 123 mil obras que podem ser baixadas gratuitamente. Quando um livro cai em domínio público, significa que ele não está sujeito a mais nenhum tipo de propriedade ou direito autoral e isso permite que ele possa ser utilizado em trabalhos em sala de aula, por exemplo, ou disponibilizado legalmente na internet. Na biblioteca virtual do governo brasileiro, é possível ainda visualizar quais obras são mais acessadas pelos internautas. Confira abaixo: 1. A Divina Comédia, de Dante Alighieri 2. Angola e as novas tecnologias de informação, de Victor Nataniel Narciso 3. Poemas de Fernando Pessoa 4. A borboleta azul, de Lenira Almeida Heck 5. Dom Casmurro, de Machado de Assis 6. Romeu e Julieta, de William Shakespeare 7. A Metamorfose, Franz Kafka 8. Mensagem, de Fernando Pessoa 9. A Bruxa e o Caldeirão, de José Leon Machado 10. O Eu profundo e os outros Eus., de Fernando Pessoa Para ler as obras mais acessadas ou os outros milhares de livros de domínio público disponíveis no Brasil, basta fazer o download da obra no Portal Domínio Público (clique aqui para acessar). Com Hoje em Dia

Enade 2019 será aplicado em 24 de novembro; veja cursos avaliados

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, em decreto no Diário Oficial da União desta quarta-feira 17, o regulamento do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2019. A portaria – acessível neste link – informa que a prova será aplicada nacionalmente no dia 24 de novembro de 2019, com início às 13h30 (horário de Brasília). O exame avalia anualmente a qualidade de cursos de ensino superior, com convocação de alunos iniciantes e concluintes nas carreiras selecionadas. O desempenho dos participantes define notas para as instituições de ensino vinculadas ao MEC. Nesta edição, 29 áreas serão analisadas, com provas específicas (23 no grau de bacharel e 6 no de tecnólogo). Para o grau de bacharel serão avaliadas graduações de: Agronomia; Arquitetura e Urbanismo; Biomedicina; Educação Física; Enfermagem; Engenharia Ambiental; Engenharia Civil; Engenharia de Alimentos; Engenharia de Computação; Engenharia de Produção; Engenharia de Controle e Automação; Engenharia Elétrica; Engenharia Florestal; Engenharia Mecânica; Engenharia Química; Farmácia; Fisioterapia; Fonoaudiologia; Medicina; Medicina Veterinária; Nutrição; Odontologia; e Zootecnia. No caso dos cursos com grau de tecnólogo, foram selecionados para o exame: Tecnologia em Agronegócio; Tecnologia em Estética e Cosmética; Tecnologia em Gestão Ambiental; Tecnologia em Gestão Hospitalar; Tecnologia em Radiologia; e Tecnologia em Segurança no Trabalho. Em 2019, o Enade avaliará alunos ingressantes nas áreas acima (que tenham iniciado os cursos em 2019 e estejam devidamente matriculados), além daqueles que irão concluir os cursos neste ano (contanto que tenham integralizado ao menos 80% da carga horária mínima até o último dia do período de retificação de inscrições – a ser definido em cronograma – ou com previsão de concluir o respectivo curso até julho de 2020). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ainda publicará edital no qual serão estabelecidos aspectos como cronograma, prazos, procedimentos técnicos e responsabilidades das instituições de ensino superior e dos estudantes, entre outras diretrizes para sua realização. Critérios para dispensa não estão especificados no decreto divulgado nesta quarta-feira. Irregularidades perante à prova podem impossibilitar a colação de grau e a emissão de diploma de estudantes. Fonte: Veja – Diego Freire

Governo desiste de MP para educação domiciliar

O governo federal mudou a estratégia para regulamentar o chamado ‘homeschooling’ no Brasil, ou seja, para que alunos possam ser educados em casa, sem necessidade de frequentar a escola. A prática é uma bandeira do governo Bolsonaro. Em vez de editar uma medida provisória (MP) sobre o tema, como havia sido anunciado em janeiro, o Executivo enviará um projeto de lei para o Congresso, que foi assinado nesta quinta-feira, 11, pelo presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia dos 100 dias de gestão. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o instrumento mudou por uma questão de segurança jurídica e proteção as crianças, já que a MP poderia perder a validade antes de ser aprovada pelo Congresso, deixando os que optaram pelo modelo sem “salvaguardas”. Apesar de afirmar que o governo acredita que o projeto será aprovado, o ministro destacou que a matéria deve enfrentar resistências por parlamentares “de esquerda”. “Vocês sabem como são complexas essas questões que envolvem o mundo da educação no Parlamento, e particularmente o obstáculo que nós teríamos lá de enfrentamento, principalmente da visão de esquerda”, disse Onyx. O ministro ressaltou ainda que, como há outros projetos de lei que tramitam no Congresso com o mesmo tema – inclusive com parecer favorável da comissão de Educação – o PL assinado por Bolsonaro pode ser apensado a eles e ter sua tramitação acelerada. “A MP tinha riscos que não seria razoável o governo correr, em proteção às crianças”, assinalou. Subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Jorge Oliveira lembrou de recente julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em que os ministros proibiram a prática, uma vez que atualmente não há regulamentação do ensino domiciliar pelo Congresso Nacional. “Entendemos, por respeito ao parlamento e ao STF, de mandar o projeto de lei, para que isso fosse feito em consenso”, observou Oliveira, lembrando ainda da questão “operacional” de se implementar o ensino domiciliar através de Medida Provisória. Fonte: Estadão

Weintraub leva quadros sem experiência em educação para principais cargos do MEC

O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, vai levar para o Ministério da Educação (MEC) pessoas sem experiência na área e que atuavam na Casa Civil e Ministério da Economia. Das sete secretarias sob seu comando, cinco tiveram novos nomes anunciados nesta quarta-feira, 10. A Secretaria de Educação Básica (SEB) passa a ser chefiada por Janio Carlos Endo Macedo. Formado em Direito e com especializações em Administração, atuou por mais de dez anos em banco e, em 2016, durante a gestão Michel Temer foi nomeado secretário executivo do, então, Ministério Trabalho. A pasta é considerada uma das mais importantes já que o presidente Jair Bolsonaro diz que tem como prioridade aumentar os investimentos e a qualidade do aprendizado na educação básica – que engloba da educação infantil ao ensino médio – do País. O cargo está vago desde o dia 26 de março, quando Tania Leme de Almeida pediu demissão – ela deixou o MEC depois de não ser consultada sobre a decisão de não se avaliar a alfabetização das crianças. O número 2 de Weintraub será Antonio Paulo Vogel de Medeiros, que irá assumir a Secretaria Executiva. Formado em Economia, Medeiros atuou como analista no Ministério da Fazenda e estava como secretário executivo adjunto da Casa Civil. O cargo atualmente é ocupado pelo tenente brigadeiro Ricardo Machado Vieira, que foi do Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa e chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. Medeiros terá como adjunto Rodrigo Toledo Cabral Cota, atual subsecretário de governança das estatatais, no Ministério da Economia. A Secretaria de Educação Superior (Sesu) será assumida por Arnaldo Barbosa de Lima Júnior. Secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda na gestão Temer, ele é formado em Comércio Exterior. A pasta é atualmente ocupada por Mauro Rabelo, único remanescente da gestão Temer que foi aproveitado por Vélez. A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) será reassumida por Silvio Cecchi, ligado ao MDB e que chegou ao MEC em 2016. Já a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) terá como chefe o economista Ariostolo Antunes Culau, que atuou nos últimos anos na Secretaria de Orçamento Federal, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. O único que deve permanecer no cargo é Carlos Nadalim. Da ala dos olavistas, ele é o secretário de Alfabetização. Já o chefe da Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação (Semes), Bernardo Goytacazes, também deve ser exonerado pelo novo ministro. Fonte: Estadão