JOGOS OLÍMPICOS DE TÓQUIO – Brasil bate Espanha e ganha o bi olímpico

Em jogo tenso em Yokohama, Malcom sai do banco de reservas para marcar gol salvador e garantir a medalha de ouro nos Jogos de Tóquio O palco da final olímpica já era sagrado para a Seleção Brasileira. Afinal, em 2002, o Estádio Internacional de Yokohama foi o cenário do título mundial contra a Alemanha. E, sob as bênçãos dos pentacampeões, o Brasil voltou a comemorar um título no local quase 20 anos depois. Na manhã deste sábado (noite no Japão), a equipe olímpica derrotou a Espanha por 2 a 1, em partida definida na prorrogação, e conquistou o bicampeonato em Jogos Olímpicos. O ouro da Olimpíada de Tóquio foi o segundo seguido, cinco anos após a vitória nos pênaltis diante dos alemães, no Rio de Janeiro. O Brasil abriu o placar nos acréscimos do primeiro tempo, com Matheus Cunha. Mais cedo, Richarlison havia perdido um pênalti. Na volta para a etapa complementar, a Espanha melhorou e logo buscou o empate com Oyarzabal. O gol do ouro saiu no segundo tempo da prorrogação, em contra-ataque magistral definido com perfeição por Malcom. Antes do Brasil, só quatro seleções haviam conquistado dois ouros seguidos no futebol masculino: Grã-Bretanha (1908 e 1912), Uruguai (1924 e 1928), Hungria (1964 e 1968) e Argentina (2004 e 2008). A modalidade passou a integrar o programa olímpico na segunda edição do evento na Era Moderna (em Paris, 1900) e nunca teve um tricampeão. A Seleção Brasileira se credencia a buscar o feito inédito nos Jogos de 2024, que serão disputados novamente na capital francesa. Ganhar dois ouros consecutivos é raro para o Brasil em qualquer modalidade. O país conseguiu a sequência dourada apenas quatro vezes. A primeira foi com o lendário Adhemar Ferreira da Silva, campeão no salto triplo nos Jogos de Helsinque (1952) e Melbourne (1956). Depois, foi preciso mais de meio século para um novo bicampeonato. Em Pequim (2008) e Londres (2012), a Seleção Brasileira Feminina de Vôlei levou o título contra os Estados Unidos. Em Tóquio, tentará o terceiro ouro olímpico justamente contra o mesmo adversário, no domingo, a partir de 1h30. A dupla da vela formada por Kahena Kunze e Martine Grael também conquistou o ouro em duas edições consecutivas de Jogos Olímpicos: no Rio de Janeiro (2016) e em Tóquio (2020, disputada em 2021). Agora, a dobradinha se completa também com o futebol masculino, que tanto demorou a ganhar o primeiro título, mas já emendou dois. Maiores campeões O Brasil é o país com mais medalhas olímpicas no futebol masculino (sete), duas a mais que Hungria, União Soviética e Iugoslávia. Em Paris, o país tentará igualar os maiores campeões. 3 ouros: Hungria e Grã-Bretanha 2 ouros: Argentina, União Soviética, Uruguai e Brasil 1 ouro: Iugoslávia, Espanha, Polônia, Alemanha Oriental, Nigéria, Checoslováquia, França, Itália, Suécia, Bélgica, México, Canadá e Camarões A volta do 9 O silêncio até amedrontador no suntuoso Estádio Internacional de Yokohama deu espaço para os gritos de incentivo tão logo a bola rolou, às 8h30. A arena é a casa do Yokohama Marinos, segundo maior campeão da J-League, com quatro títulos – a metade do poderoso Kashima Antlers -, e tem capacidade para 72 mil torcedores. São quatro mil a mais que o Estádio Olímpico de Tóquio, palco escolhido para as cerimônias de abertura e encerramento. Nas arquibancadas quase totalmente vazias do gigante erguido em meio aos prédios da segunda maior cidade japonesa, brasileiros credenciados para os Jogos Olímpicos pelo COB e pela CBF faziam as vezes de torcedores, ausentes por conta da pandemia de COVID-19. Ao longo da partida, o clima se estendeu para os jornalistas que ocupavam as tribunas ao lado. Os espanhóis, então, responderam em incentivo à talentosa geração olímpica. Mas o ambiente das arquibancadas foi o que de mais quente se viu até os 15 minutos, quando Diego Carlos evitou um gol adversário ao cortar em cima da linha. A partida continuou morna e parecia se encaminhar para um 0 a 0 bastante estudado ao fim do primeiro tempo. Mas aí brilhou a estrela de Matheus Cunha. Recuperado de uma contratura muscular na coxa esquerda, o camisa 9 brasileiro sofreu um pênalti do goleiro Unai Simon (marcado com o auxílio do VAR), aos 33′. Artilheiro dos Jogos Olímpicos, Richarlison foi para a bola e isolou. O principal jogador ofensivo do Brasil não fez uma boa partida, perdeu chances e ainda recebeu cartão amarelo. Não se pode dizer o mesmo de Matheus Cunha. O atacante do Hertha Berlim, da Alemanha, completou com grande qualidade o passe de Daniel Alves. No meio de três, resolveu a jogada e ficou com espaço para finalizar de dentro da área. Belo gol que abriu o placar aos 46′. Queda de desempenho “O Brasil não parece o mesmo do primeiro tempo”. A análise de uma repórter espanhola que transmitia a partida para uma emissora de rádio foi a prévia do que viria aos 15 minutos do segundo tempo. A Espanha passou a ter a bola por mais tempo e, com uma jogada que saiu da direita e terminou do outro lado, empatou o jogo numa bela finalização de Mikel Oyarzabal. O lance lembrou muito um dos pontos fortes da Seleção Espanhola principal durante a Eurocopa, concluída dias antes do início da Olimpíada. Foi comum ver o time do técnico Luis Enrique explorar as costas dos laterais rivais e abusar das inversões de jogo. E a equipe olímpica tem vários atletas que estiveram na Euro. Daí em diante, o jogo ganhou em tensão. Nas arquibancadas, apenas os jornalistas japoneses – que se espantavam com os dribles dos jogadores dos dois times – passaram a ser ouvidos. Mesmo com o cenário adverso que se apresentou na partida, o técnico André Jardine não fez atlerações. Aos 39′, a Espanha acertou o travessão em cruzamento que encontrou a direção da baliza; só quatro minutos depois, outra bola explodiu no poste em chute de Bryan Gil. Antes, o Brasil já tinha parado na trave após finalização de Richarlison cara a cara com Unai Simon, que conseguiu o

Olimpíada de Tóquio 2021: Com prata no skate, Brasil iguala recorde de medalhas em Olimpíadas; veja medalhistas

O Brasil igualou em Tóquio 2021 o seu melhor desempenho em Olimpíadas — com 19 medalhas garantidas. E a contagem pode aumentar ainda mais nos próximos dias, com mais finais que o país ainda disputará até domingo, quando serão encerrados os Jogos Olímpicos de Tóquio. Na madrugada de quinta-feira (5/8), o Brasil conquistou sua 16ª medalha nos Jogos, com a prata de Pedro Barros no skate park. Além das medalhas já entregues aos atletas, o Brasil já garantiu pelo menos outras três em competições que ainda estão em andamento: ouro ou prata no futebol masculino; ouro ou prata no boxe feminino até 66kg (com Beatriz Ferreira); e ouro ou prata no boxe masculino até 75kg (com Hebert Conceição). Com isso o Brasil está neste momento igualando o desempenho que tinha tido no Rio de Janeiro, em 2016, quando também havia conquistado 19 medalhas — até então o melhor da história do país. No entanto, se esse desempenho fosse colocado em um quadro de medalhas, o Brasil de Tóquio 2021 ainda estaria atrás do time da Rio 2016 — até agora o Brasil ainda tem três medalhas de ouro a menos. Na Rio 2016, no entanto, o Brasil teve uma delegação muito maior — já que esportes coletivos do país-sede estavam automaticamente classificados para os Jogos, e havia regras que favoreciam a participação de atletas da casa. O Brasil teve menos atletas no Japão, mas ainda assim, a delegação atual é a maior já enviada ao exterior: 301 atletas. Em Londres 2012, 257 brasileiros haviam participado. Na Rio 2016, 465 brasileiros competiram. Antes de Tóquio 2021, os cinco melhores desempenhos do Brasil em Olimpíadas por número de medalhas haviam sido: 1. Rio 2016: 19 medalhas — 7 ouros, 6 pratas, 6 bronzes 2. Pequim 2008: 17 medalhas — 3 ouros, 4 pratas, 10 bronzes 3. Londres 2012: 17 medalhas — 3 ouros, 5 pratas, 9 bronzes 4. Atlanta 1996: 15 medalhas — 3 ouros, 3 pratas, 9 bronzes 5. Sydney 2000: nenhum ouro, 6 pratas, 6 bronzes Se a tabela for organizada a partir de ouros conquistados, o Brasil de Tóquio 2021 ainda estaria atrás das equipes brasileiras de Rio 2016 e Atenas 2004, com quatro ouros. Os melhores desempenhos dos campeões olímpicos do país (tirando os atuais Jogos, ainda em andamento) foram: 1. Rio 2016: 7 ouros 2. Atenas 2004: 5 ouros 3. Pequim 2008, Londres 2012, Atlanta 1996: 3 ouros 6. Moscou 1980, Barcelona 1992: 2 ouros 8. Seul 1988, Los Angeles 1984, 1920 Antuérpia, 1952 Helsinque, 1956 Melbourne: 1 ouro Até agora em Tóquio, o Brasil já recebeu 16 medalhas. Confira a lista de todos os medalhistas do Brasil em Tóquio até 5 de agosto: Quatro ouros: 1. Ítalo Ferreira – Surfe masculino 2. Rebeca Andrade – Ginástica artística: salto 3. Martine Grael e Kahena Kunze — Vela 49er FX 4. Ana Marcela Cunha — Maratona aquática Quatro pratas: 5. Rebeca Andrade — Individual geral 6. Kelvin Hoefler — Skate street 7. Rayssa Leal — Skate street 8. Pedro Barros — Skate park Oito bronzes: 9. Alison dos Santos (Piu) — 400m com barreira 10. Thiago Braz — Salto com vara 11. Abner Teixeira — Boxe até 91kg 12. Daniel Cargnin — Judô até 66kg 13. Mayra Aguiar — Judô até 78kg 14. Bruno Fratus — Natação 50m livre 15. Fernando Scheffer — Natação 200m livre 16. Luisa Stefani e Laura Pigossi — Tênis (dupla) Medalhas garantidas: – Ouro ou prata no futebol masculino – Ouro ou prata no boxe feminino até 66kg, com Beatriz Ferreira – Ouro ou prata no boxe masculino até 75kg, com Hebert Conceição

Brasil bate o México nos pênaltis e vai buscar o bi olímpico em Tóquio

Goleiro Santos foi o nome da classificação brasileira para a final em Tóquio No duelo entre os últimos campeões olímpicos, melhor para os brasileiros, que vão encarar na final o vencedor de Japão x Espanha, que se enfrentam na outra semi O Brasil vai em busca de sua segunda medalha de ouro olímpica consecutiva. Na manhã desta terça-feira (horário de Brasília), jogando no estádio do Kashima, a Seleção Brasileira venceu o México, nos pênaltis (4 a 1), pela semifinal dos Jogos de Tóquio, depois do empate por 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação. Nas penalidades, destaque para o goleiro brasileiro Santos, que fez uma importante defesa. Daniel Alves abriu as cobranças, marcando o primeiro gol do Brasil. O veterano goleiro mexicano Ochoa chegou a acertar o canto, tocou na bola, mas não segurou. O arqueiro brasileiro, por sua vez, pegou a cobrança de Aguirre, deixando a Seleção à frente. Na sequência, Martinelli converteu a dele, e Vásquez acertou a trave direita de Santos. Bruno Guimarães bateu muito bem e fez o terceiro da Seleção. Rodríguez marcou o primeiro para os mexicanos. Reinier também cumpriu seu papel, balançou a rede e garantiu o Brasil na decisão dos Jogos de Tóquio. Sábado (7), às 8h30 (de Brasília), no Estádio Internacional de Yokohama, a Seleção vai disputar a final contra o ganhador de Japão x Espanha, que se enfrentam na outra semifinal da Olimpíada. O duelo em Kashima foi a revanche da final de Londres’2012, que terminou com vitória dos mexicanos por 2 a 1, deixando o Brasil com a prata. Defendendo a medalha de ouro conquistada na Rio’2016, em um Maracanã lotado, o Brasil chegou à semifinal invicto. Teve o desfalque importante do atacante Matheus Cunha, vetado por causa de uma contratura na coxa esquerda. Já os mexicanos entraram em campo como donos do melhor ataque dos Jogos de Tóquio, com 14 gols marcados. Poucas chances de gol A Seleção Brasileira não fez uma boa partida. Chegou a fiinalizar duas vezes com perigo no primeiro tempo – aos 13min, com o atleticano Guilherme Arana (que chutou em cima de Ochoa), e aos 22, com Daniel Alves, em cobrança de falta. Aos 27, teve um pênalti marcado pelo árbitro, de Esquivel em Douglas Luiz, anulado pelo VAR. O México assustou em dois contra-ataques: aos 41, Romo bateu de primeira, obrigando Santos a grande defesa, e aos 45 Diego Carlos evitou o gol de Antuna. O panorama se repetiu no segundo tempo, com o Brasil controlando a posse e os mexicanos investindo em contra-ataques e bolas paradas. Mas foram poucas as chances de gol. A melhor foi brasileira, com Richarlison cabeceando a bola na trave após cruzamento de Daniel Alves. A prorrogação não teve muita emoção, que ficou toda reservada para os pênaltis.

Rebeca Andrade faz história e leva ouro para o Brasil no salto dos Jogos Olímpicos

Foi a primeira vez que uma brasileira subiu duas vezes ao pódio em uma única edição de Olimpíadas. A ginasta brasileira Rebeca Andrade já havia se tornado a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica artística após ter conquistado a prata no individual geral A ginasta Rebeca Andrade conquistou mais um feito histórico nas Olimpíadas de Tóquio, ao ganhar a medalha de ouro no salto neste domingo (1). Foi a primeira vez que uma brasileira subiu duas vezes ao pódio em uma única edição de Olimpíadas. Ela já havia se tornado a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica artística após ter conquistado a prata no individual geral. Rebeca se tornou a primeira mulher do Brasil com duas medalhas numa só edição dos Jogos Olímpicos e ainda pode ir a três pódios. A ginasta disputa a final do solo com o Baile de Favela nesta segunda-feira, às 5h57 (de Brasília). MARAVILHOSA!!!!!!#OlimpiadasNoSporTV pic.twitter.com/DLpudZetuQ — sportv (@sportv) August 1, 2021

Baile de Favela: Rebeca Andrade é prata em Tóquio

Rebeca Andrade, de 22 anos, iniciou a carreira no projeto social Iniciação Esportiva, da Prefeitura de Guarulhos, na Grande São Paulo O funk que embalou Rebeca Andrade em sua apresentação de solo na Ginástica Olímpica em Tóquio agora vai ganhar o mundo. A ginasta levou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Japão na manhã desta quinta-feira (29). Em uma performance surpreendente, a ginasta brasileira apelidada de ‘Daianinha de Guarulhos’ – em referência à ex-campeã mundial da modalidade, Daiane dos Santos – brilhou na competição individual, encerrada na manhã desta quinta-feira (29), horário de Brasília. Rebeca Andrade, de 22 anos, iniciou a carreira no projeto social Iniciação Esportiva, da Prefeitura de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ela começou a treinar aos 4 anos incentivada pela mãe, Rosa Rodrigues, que levou a menina à ginástica artística pelas travessuras e saltos que já praticava em casa. Baile na Favela Na apresentação em equipe, Rebeca foi embalada no solo pelo funk “Baile de Favela”, de MC João, música que ganhou as redes sociais após a apresentação da ginasta no domingo (25). A performance com a música foi repetida nesta quinta-feira (29) na apresentação solo, que foi acompanhada por palmas da pequena plateia que acompanhou a competição. Pra quem perdeu, o momento em que Tóquio virou um grande BAILE DE FAVELA! Quem não se arrepiar, já tá morto por dentro. QUE ESPETÁCULO, Rebeca Andrade ???? https://t.co/GibpyUZIv5 — Dibradoras (@dibradoras) July 25, 2021 Salto da Rebeca Andrade em câmera lenta ????????????????❤️ #ginasticaartistica pic.twitter.com/Q4UAX4raxF — #Renaissanceworldtour ???? (@eu_denissilva) July 25, 2021  

Maior estrela da ginástica nos Jogos Olímpicos, Simone Biles desiste para focar em sua saúde mental

Simone Biles (Foto: Reuters/Mike Blake) “Apoiamos de todo o coração a decisão de Simone e aplaudimos sua bravura em priorizar seu bem-estar”, divulgou a delegação estadunidense Maior estrela da ginástica nos Jogos Olímpicos, Simone Biles está fora da disputa das finais do individual geral. O anúncio foi feito pelo perfil da Federação Americana de Ginástica, que afirmou “apoiar a decisão” da atleta. Anteriormente, ela declarou que preocupações com sua “saúde mental” a levaram a abandonar a final por equipes na Olimpíada de Tóquio nesta terça-feira.   “Após avaliação médica adicional, Simone Biles foi retirada da final individual geral dos Jogos Olímpicos de Tóquio com o objetivo de focar em sua saúde mental. Simone continuará a ser avaliada diariamente para determinar se participará ou não das finais de eventos individuais da próxima semana. Jade Carey, que teve a nona pontuação mais alta nas qualificações, participará em seu lugar no individual geral. Apoiamos de todo o coração a decisão de Simone e aplaudimos sua bravura em priorizar seu bem-estar. Sua coragem mostra, mais uma vez, porque ela é um exemplo para tantos”, informou a delegação estadunidense em nota oficial.

Brasil conquista primeiro ouro nas Olimpíadas de Tóquio

O potiguar Ítalo Ferreira faz história no surfe e Brasil leva 1º ouro nas Olimpíadas Na madrugada desta terça-feira (27), o surfista Ítalo Ferreira fez história no surfe conquistou a medalha de ouro ao desbancar o japonês Kanoa Igarashi na final. O filho de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, também é o dono da primeira medalha de ouro do país na atual edição dos Jogos, informa o UOL. Com um minuto e meio de prova, o brasileiro tentou uma manobra que acabou com a prancha sendo rachado ao meio, precisando ser trocada. Insatisfeito com a segunda, escolhida para a troca, ele fez uso de uma terceira. Enquanto se preparava, ouvia orientações do treinador.

Justiça anula eleição de Rogério Caboclo na CBF e nomeia interventores

​ A Justiça do Rio de Janeiro decidiu pela nulidade da Assembleia Geral da CBF que mudou a forma de votação para a presidência de entidade nesta segunda-feira (26). Com isso, a eleição de Rogério Caboclo para a presidência está anulada. Ele foi eleito em abril de 2018. A CBF já recorreu da decisão. Segundo a sentença do juiz Mario Cunha Olinto Filho, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, foram nomeados para comandar a entidade por 30 dias. Os dirigentes precisam aceitar a nomeação, o que ainda não aconteceu. Em nota conjunta, eles disseram que analisarão o caso. “Os presidentes da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, e do Clube de Regatas do Flamengo, Rodolfo Landim, informam que analisarão em conjunto com federações, clubes e advogados a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que os nomeiam interventores da Confederação Brasileira de Futebol. Tão logo tomem uma decisão, os presidentes da FPF e do Flamengo se manifestarão publicamente”, diz o comunicado. Com informações do Globo Esporte.

Jogos de Tóquio 2021: Primeira medalha do Brasil vem no skate de Kelvin Hoefler

O skatista brasileiro Kelvin Hoefler celebra a conquista da medalha de prata na modalidade street nos Jogos de Tóquio (Martin BERNETTI/AFP) Modalidade é estreante nesta edição olímpica, junto com surfe, escalada, caratê e beisebol. Na modalidade street, o paulista ficou atrás do japonês Yuto Horigomi que ficou com o ouro O skatista brasileiro Kelvin Hoefler celebra a conquista da medalha de prata na modalidade street nos Jogos de Tóquio Na estreia do esporte nas Olimpíadas, o paulista somou 36,15 pontos na final, ficando atrás do japonês Yuto Horigomi, que chegou aos 37,18, ganhando o ouro. Já a medalha de bronze foi para o americano Jagger Eaton, com 35,35. O skate é um dos cinco esportes que estreiam nessa edição dos Jogos Olímpicos, ao lado do surfe, escalada, caratê e beisebol. Duas modalidades estão no programa: “street”, que consiste em fazer manobras numa pista com elementos do mobiliário urbano encontrados nas ruas, como corrimões, lombadas, rampas ou escadas, por exemplo. Já no “park” as manobras são realizadas em “bowls”, grandes bacias de concreto que podem ter até três metros de profundidade. Responsável pela estreia do Brasil no quadro de medalhas em Tóquio, Kelvin disse que estava perto do ouro e exaltou o feito logo na estreia do skate no programa olímpico. “Eu acredito que, para o skate do Brasil, isso é uma grande conquista. É gratificante estar aqui. Acredito que vai ter muito mais medalhas e abrimos as portas para muita gente”, declarou. Na segunda-feira, será a vez das mulheres. E o Brasil será representado por Pamela Rosa, Letícia Bufoni e Rayssa Leal. Kelvin acredita que poderia ter buscado o ouro se as condições estivessem um pouco favoráveis. “Se não fosse o vento daria para ter ficado com o ouro. Isso foi um empecilho para mim naquele momento”, disse o brasileiro, que dedicou seu pódio a duas mulheres, sua esposa Ana Paula Negrão e a skatista Pamela Rosa, que estava no local e festejou muito. “Liguei para minha mulher e choramos juntos. Essa medalha é para o skate do Brasil”, continuou. Hexacampeão mundial, Hoefler vive em Los Angeles, na Califórnia, mas cresceu no litoral paulista. Ele é de Vicente de Carvalho, na periferia do Guarujá (SP), e começou a praticar a modalidade aos 9 anos na cozinha da casa dele. “Eu cresci tendo muita dificuldade. Agora acho que estou em um sonho. É muito bom ver a galera incentivando e torcendo pela gente. Aqui não tinha pública, mas sempre que dava pegava o celular e via as pessoas dando apoio nas redes sociais”, afirmou. A estreia do skate no programa olímpico evidenciou o que se imaginava desse esporte que sempre foi sinônimo também de estilo de vida. Atletas festejando manobras ousadas de rivais, apoio moral no erros e festa na pista de street construída especialmente para competição. Na disputa, os atletas representaram o que tem de melhor no espírito olímpico. “A gente é amizade. Eu queria ver o Nyjah (Huston, seu adversário) acertar, queria ver o Angelo Caro acertando. É uma grande família”, revelou Kelvin, citando o skatista dos Estados Unidos, Nyjah Houston e que era favorito mas ficou fora do pódio, e o representante do Peru, de quem é amigo. “O Kelvin é um irmão, um grande atleta e grande pessoa”, elogiou Caro. Ele reforçou a importância da entrada da modalidade no programa olímpico. “Pulamos muitas pedras que apareceram no caminho e agora a Olimpíada está abrindo muitas portas. Nosso esporte precisa crescer mais e nossa presença aqui é importante. Seremos exemplos para as crianças”, disse. Já Nyjah concordou com seu adversário e falou mais sobre esse espírito olímpico dos skatistas. “Se a gente vê alguém fazendo uma manobra incrível, vibramos. Isso faz parte do nosso esporte. Acho que a entrada do skate no programa olímpico trouxe uma grande competição e um alto astral para o evento. É incrível estarmos aqui e finalmente ter a chance de estar no grande palco. Eu disputo competições profissionais há 15 anos e, embora eu tenha tido muitas vitórias e muitos grandes momentos, nunca estive em um palco tão grande”. Anos atrás, alguns competidores da modalidade condenaram a inserção da modalidade no programa olímpico sob o argumento de que ela perderia sua essência. Mas não foi isso que ocorreu, pelo contrário. Os esportistas viram os contratos melhorarem, empresas que não do esporte passaram a investir também e todos os melhores do mundo se esforçaram para conseguir vaga nessa estreia. “As pessoas precisam aprender que há muito mais no skate do que apenas competir. É todo um estilo de vida. Para mim, é muito mais do que um esporte. Acho que tecnicamente agora você pode chamar isso de esporte porque estamos na Olimpíada, mas, para mim, também é um estilo de vida. É sobre ir lá fora, se divertir e viver livre”, continua Nyjah.

Câmara aprova projeto do clube-empresa e Cruzeiro deverá ser o primeiro a aderir

Deputados aprovam projeto do clube-empresa, e texto vai à sanção do presidente Bolsonaro Foram 429 votos a favor e 7 contrários; Projeto de Lei interessa a Cruzeiro e América Várias equipes brasileiras estão de olho na aprovação do projeto, entre elas o Cruzeiro e o América A Câmara dos Deputados aprovou, no início da noite desta quarta-feira, o Projeto de Lei 5.516/2019, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) que estipula regras que permitem a transformação de clubes de futebol em empresas com a participação da iniciativa privada nos moldes da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Agora, o texto segue para a sanção do presidente da República Jair Bolsonaro. Foram 429 votos a favor e apenas sete contrários. Com a criação da SAF, os clubes poderão contar com pessoas físicas, jurídicas e fundos de investimentos para participar da gestão, levantando recursos por meio da emissão de ações na Bolsa de Valores (B3), debêntures, títulos ou valor mobiliário. Tudo será regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Várias equipes brasileiras estão de olho na aprovação do projeto, entre elas o Cruzeiro. O clube celeste já divulgou um edital de convocação para uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, que votará a proposta de transformação da Raposa em clube-empresa. A data da assembleia está marcada para o dia 2 de agosto, de 18h30 às 20h30, no Parque Esportivo do Barro Preto. No modelo proposto, o Cruzeiro será detentor de 100% do capital social, enquanto o eventual investidor controlará até 49% deste capital social. Em entrevista recente, o presidente Sérgio Santos Rodrigues já declarou que só aguarda o ‘ok’ do governo para iniciar a implantação da SAF na Raposa. “A meta do Cruzeiro é ser o primeiro clube-empresa nos modelos da Lei 5516/2019, projeto de lei que tramita no Senado, e tenho certeza que a grande vantagem vai ser a captação de recursos mais segura no mercado”, afirmou o mandatário celeste à TV Senado em maio deste ano. O mandatário celeste explicou como será o modelo pretendido pelo Cruzeiro e ressaltou que a gestão do futebol será separada do clube social. “Vamos ter dois CNPJs. Permanece o clube, inclusive com outros esportes – o Cruzeiro tem o vôlei muito forte que vai continuar associado ao clube –, e a S.A. do Futebol vai tratar só de futebol”, frisou. O América é outro clube mineiro no mesmo caminho que aguarda a aprovação do projeto. Em um processo um pouco mais avançado em relação ao Cruzeiro, o Coelho trouxe de volta o ex-presidente Marcus Salum para ser o coordenador de futebol clube-empresa.