Cruzeiro poderá ser punido por cantos homofóbicos da torcida

A punição prevista para casos de homofobia por parte de torcedores nos estádios vai de multa até a perda de pontos na competição Torcedores do Cruzeiro entoaram um canto homofóbico durante a vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio neste domingo (8), no Independência, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recomendou, em agosto de 2019, que a comissão de arbitragem e delegados de todas as partidas relatem na súmula e nos documentos oficiais os casos de homofobia e transfobia que aconteçam nos estádios. Porém, segundo o Globo Esporte, o árbitro Flavio Rodrigues de Souza (Fifa) não registrou o canto homofóbico e xenófobo da torcida do Cruzeiro na partida deste domingo, no Independência. Antes mesmo do jogo acabar, o perfil oficial do Cruzeiro no Twitter criticou o ocorrido e pediu mais uma vez que qualquer canto nesse sentido nunca mais esteja em seus jogos. Temos a torcida mais incrível e NÃO PRECISAMOS DE CANTOS HOMOFÓBICOS para demonstrar isso. O Cruzeiro reitera o pedido para que qualquer canto nesse sentido nunca mais esteja em nossos ou quaisquer outros jogos. Combinado assim? — Cruzeiro ???? (@Cruzeiro) May 8, 2022 Nesta segunda-feira (9), o Grêmio enviou à Procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) uma Notícia de Infração, espécie de denúncia, cobrando punição pelos cânticos homofóbicos proferidos por torcedores do Cruzeiro durante a partida entre os dois clubes, neste domingo, pela Série B do Campeonato Brasileiro. “O clube gaúcho espera que atitudes como esta não se repitam nos estádios brasileiros e que os responsáveis sejam responsabilizados”, destaca trecho do comunicado divulgado pelo Grêmio em suas redes sociais. O Grêmio comunica que enviou Notícia de Infração Disciplinar à Procuradoria de Justiça Desportiva do STJD em função dos cânticos homofóbicos proferidos por parte da torcida do Cruzeiro, domingo. Aguardamos a devida punição aos atos para que casos como este não mais se repitam. — Grêmio FBPA (@Gremio) May 9, 2022
RACISMO – Pouca punição para uma vergonha mundial

Atos discriminatórios se multiplicam no futebol, mas número de condenações ainda é baixo no Brasil; dados oficiais mascaram a realidade Aos preconceituosos, a punição. Nas quatro divisões do futebol nacional, na Copa do Brasil e em campeonatos estaduais, os atos de discriminação crescem assustadoramente. Os registros são frequentes, mas nem todos os casos recebem a devida pena. O Super.FC teve acesso a um levantamento exclusivo do Superior Tribunal de Justiça Desportva (STJD) e detalhou os dados para medir quantas e quais infrações deste tipo foram julgadas e punidas pela corte maior do futebol brasileiro. Entre 2014 e 2021, o STJD julgou 28 casos e condenou 21 agentes, em situações que incluem, em sua maioria, discriminação racial, mas também relacionadas ao machismo e à LGBTFobia (veja os dados abaixo). Os casos reais, no entanto, são bem mais. O Observatório da Discriminação Racial no Futebol, projeto que pesquisa o tema, levantou, por meio de relatos da imprensa, 449 casos de discriminação no Brasil entre 2014 e 2020. “Temos uma dificuldade muito grande de trazer os casos para julgamento, até os próprios árbitros. A gente precisa que os fatos sejam registrados mais vezes na súmula, para que a procuradoria provoque o tribunal mais vezes”, ressalta a auditora do STJD, Adriane Hassen. Além da súmula, a procuradoria do STJD pode agir com base em imagens da transmissão de TV ou mesmo pelas chamadas notícias de infração, quando um cidadão apresenta uma denúncia ao órgão. Dificuldade.Para o diretor do Observatório, Marcelo Carvalho, embora a discriminação esteja prevista até no Código de Conduta da Fifa, falta uma melhor orientação. “Quais árbitros sabem identificar um ato de racismo quando ele não é feito pela palavra de ‘macaco’ ou um gestual? A mesma coisa para a homofobia. Esses casos noticiados são os casos nítidos. E quando eles acontecem no campo de futebol, os árbitros não colocam esses casos em súmula? É por isso que vamos ter um número tão melhor de casos julgados”, pondera. O que diz a lei O artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD)prevê punições para quem praticar atos discriminatórios, que varia de suspensão de cinco a dez partidas, além de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil, quando praticado por jogadores, membros de comissão técnica e dirigentes, que também podem ser suspensos. Quando a infração é praticada por um grande número de pessoas, como a torcida, o clube pode ser punido com a perda de três pontos ou eliminação de uma competição. Só ação em cadeia é capaz de reduzir atos Para que os atos de discriminação sejam, de fato, punidos, é necessário uma atuação em cadeia de todo o sistema desportivo. Se um atleta, membro de comissão técnica, dirigente ou uma torcida têm uma atitude racista, homofóbica, machista ou xenofóbica, o árbitro, autoridade máxima de uma partida, precisa saber identificá-la para que o caso seja levado adiante. Posteriormente, a situação tem que chegar à procuradoria dos tribunais. A partir de então, é necessário um conhecimento técnico dos julgadores, algo que ainda estão aprendendo a lidar aos poucos com esse tipo de situação. Novo caminho Auditora do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Adriene Hassen explica um mal entendido que atrapalhava na investigação dos casos. “Quanto mais se estuda sobre racismo, LGBTFobia, machismo, mais se aprende. Antes, essas discriminações eram todas incluídas e entendidas como desrespeito (artigo 258 do CBJD) ou ofensa à honra (artigo 243-F). Aí, elas não iam para esse levantamento que é do 243-G. Ainda hoje a gente vê muitas vezes a procuradoria denunciando errado, e os auditores condenando errado também. Mas em escala bem menor”, avalia a auditora do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Adriene Hassen. No início deste ano, o Instituto Brasileiro de Direito Desportivo (IBDD) criou um grupo de trabalho para fazer uma revisão do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Para Adriene Hassen, que faz parte da comissão, há pontos a se aprimorar. “Precisamos trabalhar melhor a redação, que é bem ruim, pouco inclusiva, pouco técnica”, diz Muitos casos longe dos holofotes O levantamento do Super.FC mostra que boa parte dos casos aconteceram em divisões inferiores, longe dos holofotes da mídia. Dez dos 28 casos julgados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, aconteceram nas Séries C e D, competições que têm menos apelo entre os torcedores. Segundo os últimos dados do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, os casos de racismo representam duas a cada três ações julgadas. O levantamento feito no Brasil e no exterior não se limita ao futebol e também trata de machismo, LGBTFobia e xenofobia. Sem torcida nas praças esportivas durante a pandemia, os casos raciais tiveram uma queda de 53%, passando de 67 em 2019 para 31, em 2020. Imagens garantiram uma decisão inédita Goleiro Aranha foi chamado de Macaco por torcida do Grêmio, e clube foi eliminado da Copa do Brasil Em 2014, o agora ex-goleiro Aranha defendia o Santos. Em uma partida da Copa do Brasil, contra o Grêmio, em Porto Alegre, o atleta tornou-se centro de uma decisão até então inédita na história do futebol brasileiro. A cena é conhecida. O camisa 1, por diversas vezes, foi chamado de “macaco” por torcedores que estavam no estádio. A cada reposição de bola, ouvia sons da arquibancada que remetiam ao primata. As imagens de TV foram determinantes para a exemplar punição do Grêmio, time que foi eliminado da competição e também recebeu uma multa de R$ 50 mil. O árbitro do jogo, Wilton Pereira Sampaio, acabou recebendo uma suspensão de 90 dias e uma multa no valor de R$ 800, porque inicialmente não havia relatado na súmula as ofensas contra o goleiro, que chegou a alertá-lo durante a partida. “Entendo que pelo fato de os árbitros não serem profissionais reconhecidos no papel, eles também se sintam desprotegidos em muitos momentos”, declarou o ex-goleiro, hoje colunista e também ativista, em entrevista exclusiva ao Super.FC. “Além de receberem (os árbitros) uma carga emocional muito grande por uma atuação perfeita, acredito que em muitos casos a omissão seja a maneira
Com Bolsonaro há uma autorização para o racismo, diz Roger Machado

Segundo o treinador do Grêmio, “os indivíduos [racistas] que estavam escondidos [porque a sociedade os reprimia] se sentem autorizados a se manifestar” – O técnico do Grêmio, Roger Machado, 47 anos, um dos poucos treinadores negros no comando de um clube do futebol brasileiro, afirmou que o discurso de Jair Bolsonaro (PL) dá autorização para o racismo. Com passagens por Palmeiras, Fluminense e Atlético-MG, Roger, disse ter recebido insultos direcionados à sua esposa e às suas filhas, nessa quarta-feira (27), na vitória gremista sobre o Operário-PR. A entrevista foi concedida ao jornal Folha de S.Paulo. Leia também Futebol com elogios, sem comemorações Ao comentar se Bolsonaro tem alguma responsabilidade pelo racismo no Brasil, o treinador afirmou que “indivíduos [racistas] que estavam escondidos [porque a sociedade os reprimia] se sentem autorizados a se manifestar segundo as posturas e pontos de vista do líder da nação, [porque estes] são convergentes”. “Temos que resistir, porque sua intenção é que retrocedamos, e isso não podemos permitir”, disse. Leia também Roger Machado dá aula sobre racismo “Nos meus primeiros trabalhos como treinador, muitas vezes, quando era demitido, questionavam a minha capacidade de gerir grupos, sendo que essa era uma das grandes capacidades que eu sempre tive como jogador, como liderança, como capitão”, acrescentou.
PF não localiza Robinho e pedido de prisão do jogador segue parado

O jogador e seu amigo Ricardo Falco, foram condenados a nove anos de prisão por estupro ocorrido em Milão, em 2013 Metrópoles – Robinho e seu amigo Ricardo Falco, ainda não receberam o pedido de prisão da Polícia Federal. Condenados a nove anos de prisão por crime de estupro em grupo ocorrido em Milão, em 2013, a dupla não foi localizada. As informações são do Uol. Em nota, a assessoria da Polícia Federal informou que “por se tratar de nacional brasileiro, não poderá ser extraditado, tendo em vista a extradição de nacionais ser vedada por nossa Constituição, e nos termos do Artigo VI do Tratado de Extradição firmado entre Brasil e Itália”. A dupla foi condenada em 19 de janeiro pela Corte de Cassação, a terceira instância da justiça italiana. Vinte dias depois, o Ministério Público de Milão emitiu pedido de prisão internacional para espera de extradição. Dois meses após o envio ao Brasil do mandado de prisão, nenhuma comunicação foi enviada à Itália até o momento. Leia a íntegra no Metrópoles.
Pelé volta a ser internado para seguir tratamento de tumor

Rei do Futebol apresenta condições clínicas boas e estáveis Agência Brasil – O hospital Albert Einstein anunciou nesta terça-feira (19) que o ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, foi internado na última segunda (18) para dar sequência ao tratamento do tumor de cólon. Segundo a nota divulgada pela instituição de saúde, o Rei do Futebol apresenta “condições clínicas boas e estáveis, e a alta hospitalar deve acontecer nos próximos dias”. Em fevereiro deste ano Pelé esteve internado no mesmo hospital Albert Einstein para realizar uma bateria de exames de rotina. Naquela oportunidade, ele tratou um quadro de infecção urinária. Em setembro de 2021, o Rei do Futebol foi submetido a uma cirurgia para retirada do tumor no cólon. Na ocasião, ele ficou quase um mês internado, ficando parte do período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Esporte Radical – Slackline virou atração da juventude em Montes Claros

Slackline é um esporte radical relativamente recente. A base do esporte está em se equilibrar em uma fita de nylon estreita e muito flexível, que deve ter suas extremidades fixadas em árvores, postes e rochas. É uma ótima atividade para treinar equilíbrio, postura e concentração. MOC É O LUGAR… do slackline Texto: Attilio Faggi – Fotos: Divulgação Alguns esportes, como a corrida de rua, por exemplo, podem parecer pouco dispendiosos, em uma análise inicial. Mas, quando você para para analisar, já gastou com tênis específicos para corrida, camisetas e shorts de tecidos tecnológicos, boné, óculos de sol, relógio GPS… Já com o slackline, é diferente. A modalidade consiste em atravessar uma linha de um ponto ao outro, ou manter-se estático por um período determinado de tempo sobre uma fita flexível que pode estar amarrada, por exemplo, entre duas árvores. Davi Mendes é autônomo e pretende ingressar no serviço público através de concurso. O jovem de 20 anos é morador do bairro São José e treina, utilizando uma fita azul, na Praça Flamarion Wanderley, bem em frente à antiga sede do Jornal de Notícias, um tradicional periódico montes-clarense. Ele conta que descobriu o slackline através de um amigo e se interessou pelas características do esporte, que exige muito equilíbrio e concentração para a execução das manobras, além de resistência e consciência corporal. O jovem procura treinar duas vezes por semana, e cada treino dura entre 1h30 e duas horas. Amigo de Davi, Iago Marcos talvez já tenha prestado um serviço a você, leitor, pois é entregador e, nesses tempos de pandemia, as pessoas permaneceram por mais tempo em suas residências, optando muitas vezes pelo delivery. O jovem de 22 anos passa 8 horas por dia em cima de sua motocicleta, mas alega que não sente dores após um dia de trabalho. Assim como Davi, ele treina há cerca de 2 anos, entre idas e vindas; Iago explica que a atividade exige muito esforço físico mas que, com o tempo, o aprimoramento da capacidade de executar as manobras vai tornando o esporte mais prazeroso. Além do slackline, Iago também gosta de pegar a bicicleta e pedalar até uma cachoeira com os amigos. As cachoeiras Três Irmãs e do Alfeirão são alguns locais que já visitou. Já o técnico em refrigeração João Emanuel Maciel, 19, mora no bairro Monte Carmelo e acaba de começar a praticar o slackline. Influenciado pelos amigos que o convidaram “a dar um rolê de slackline”, João já mostra que tem jeito para a coisa. Davi conta que existem campeonatos da modalidade em outras cidades, mas que, em Montes Claros, ainda não aconteceu nenhum, pelo menos que ele saiba. O autônomo explica que a execução das manobras recebe uma pontuação nas competições, mas que não sabe o nome das sequências de movimentos. Davi ainda acrescenta que o importante para ele é praticar uma atividade física e compartilhar momentos de lazer com os amigos.
ONGs de prateleira: gestão Bolsonaro volta a ter repasses suspeitos a ONG de atletas

– Craques no campo, “enrolados” na política: ONGs de ex-jogadores se envolvem com governo Bolsonaro – Daniel Alves, Emerson Sheik e Léo Moura… Esses nomes não são da escalação de um time de futebol brasileiro, mas integram a lista de jogadores que se envolveram em casos suspeitos de repasses do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) a ONGs que teoricamente pertencem a jogadores de futebol. Nesta terça-feira (5), o jornal Folha de S.Paulo mostra que o Executivo autorizou o repasse de R$ 6,2 milhões a duas organizações até então inativas e recém-assumidas pelo ex-jogador Emerson Sheik e pelo lateral-direito Daniel Alves, até hoje jogador da Seleção Brasileira e do Barcelona. As entidades dos atletas tiveram projetos aprovados no ano passado para realização de cursos de esportes, mesmo sem experiência prévia. De acordo com a reportagem, a assinatura dos convênios só foi possível porque os atletas driblaram exigências legais usando as chamadas “ONGs de prateleira”. O recurso repassado às organizações tem origem em emendas parlamentares solicitadas por deputados da base do governo. Nos dois casos, a verba já foi empenhada (reservada no Orçamento). O pagamento, contudo, ainda não foi realizado. Do Corinthians à política? Ídolo do Corinthians, o agora comentarista esportivo Emerson Sheik assumiu, em dezembro de 2019, o Instituto Qualivida, fundado há 26 anos, mas que nunca realizou projetos sociais voltados aos esportes. Logo em seguida, o ex-jogador alterou o estatuto, os membros e o nome da entidade. O Instituto Emerson Sheik, novo nome da ONG, apresentou em julho do ano passado seu primeiro projeto ao governo federal. Em dezembro, foi assinado o convênio para a instalação de três núcleos esportivos em Mangaratiba (RJ) e Queimados (RJ) por R$ 2,7 milhões. Sheik tem longa relação com integrantes da família Bolsonaro, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-esposa do presidente Jair Bolsonaro, Rogéria. Na virada do ano, passou o revéillon ao lado do secretário-adjunto de Esportes do governo federal, André Barbosa Alves. A verba na ONG de Sheik foi alocada a partir de uma emenda parlamentar a pedido do deputado Hélio Lopes (PL -RJ). DNA de campeão O Instituto DNA, de Daniel Alves, firmou contrato de R$ 3,5 milhões em dezembro com a secretaria nacional de Esporte para instalar núcleos de basquete 3×3 na Bahia, Pernambuco e Distrito Federal. A entidade chamava-se Instituto Liderança até maio do ano passado e tinha como responsável Leandro Costa de Almeida, ex-treinador de basquete. A ONG estava inativa havia cinco anos. Antes de assumir a organização, Daniel Alves já havia fundado seu próprio instituto com seu nome em março de 2021. Segundo o diretor técnico da ONG, Rodrigo Valentim, verificou-se depois da fundação desta entidade a necessidade de existência de três anos para firmar convênios com o governo federal. Com a “adequação”, a verba federal foi obtida por meio de emenda do relator do Orçamento, a pedido da deputada Celina Leão (PP-DF). A deputada emprega em seu gabinete Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro. ONGs de “prateleira” Membros do Ministério Público e deputados ouvidos pela Folha afirmam que “ONGs de prateleiras” têm sido usadas para escapar da regra que estabelece a necessidade de as entidades da sociedade civil existirem há pelo menos três anos para firmar acordos com o governo federal. Outro lado O jornal procurou todos os envolvidos na denúncia. Emerson Sheik acusou recebimento do pedido de esclarecimentos da Folha, mas não respondeu às perguntas no prazo estabelecido. A ONG de Daniel Alves defendeu o financiamento e justificou o “drible” com a “ONG de prateleira” dizendo que o arranjo amplificou o apoio a crianças. O Ministério da Cidadania afirmou, em nota, que “não há ilegalidade na celebração das parcerias”. “As duas entidades apresentaram atestado de capacidade técnica e possuem histórico de projetos realizados na área do esporte”, diz a pasta, que se recusou a responder qual o “histórico de projetos realizados”. Caso Léo Moura Em agosto de 2021, a Folha de S.Paulo mostrou que o Instituto Léo Moura, ONG do ex-jogador de mesmo nome do Flamengo e do Grêmio, também foi envolvido em caso similar. O ex-atleta foi responsável por firmar convênios de pelo menos R$ 34,8 milhões com o governo em 2021. O feito também foi possível graças a Bolsonaro e congressistas aliados. O valor foi o maior repasse previsto para uma única entidade em ações federais ligadas ao esporte no ano das Olimpíadas. Além disso, o valor se aproxima de todo o pagamento de bolsa a atletas feito em 2020 (R$ 44 milhões) e cerca de 25% dos R$ 145,2 milhões previstos para apoiar os mesmos competidores neste ano. Brasil de Fato
Grupo do Brasil na Copa do Mundo terá Suíça, Sérvia e Camarões

Sorteio dos grupos para a Copa do Mundo do Catar (Foto: REUTERS/Pawel Kopczynski) (Reuters) – O Brasil enfrentará Sérvia, Suíça e Camarões pelo Grupo G da Copa do Mundo do Catar, após definição realizada por sorteio nesta sexta-feira em Doha, no Catar. Sérvia e Suíça também foram adversários do Brasil na primeira fase do Mundial de 2018, na Rússia, enquanto Camarões dividiu a chave com a seleção brasileira no Mundial de 2014. O Brasil fará sua estreia contra a Sérvia no dia 24 de novembro, enfrentará a Suíça no dia 28 e depois encerrará a participação na primeira fase contra Camarões em 2 de dezembro. O sorteio também definiu que a partida de abertura do Mundial será entre o anifitrião Catar e o Equador, no dia 21 de novembro.
Seleção goleia Chile por 4 a 0 no último jogo no Brasil antes da Copa

Neymar, Vinícius Jr., Coutinho e Richarlison marcam no Maracanã Diante de 69.368 torcedores, o Brasil derrotou o Chile por 4 a 0 pela 17ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, na noite desta quinta-feira (24) no estádio do Maracanã. A partida foi a última da seleção diante de sua torcida, isto porque os jogos preparatórios para o Mundial serão realizados fora do país. DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO! ???? Seleção se despede do Brasil antes da Copa com goleada sobre o Chile no @Maracana! E vai rolar a festa! ???????? 4-0 ???????? | #BRAxCHI pic.twitter.com/bWChX5uNH7 — CBF Futebol (@CBF_Futebol) March 25, 2022 Com este triunfo, a equipe comandada pelo técnico Tite manteve uma escrita importante, a de não sofrer derrotas como mandante em jogos das Eliminatórias (em 62 jogos em casa pela competição, o Brasil venceu 50 e empatou 12). Além disso, com os três pontos a seleção chegou ao total de 42, com sete de vantagem sobre a segunda colocada Argentina, que enfrenta a Venezuela na sexta (25). Vitória importante Apesar do placar elástico, o Brasil não teve uma atuação brilhante, mas a vitória foi importante para aumentar a confiança da equipe na reta final de preparação para o Mundial do Catar. Empurrado pela torcida presente no Maracanã, a seleção começou acelerada. Assim, a primeira oportunidade do Brasil surgiu com menos de um minuto de bola rolando, quando Antony recebeu na direita, avançou em velocidade e finalizou para defesa do goleiro Bravo. A partir daí o Brasil passou a controlar as ações, ocupando o campo do Chile e apostando nas triangulações entre os homens de frente, como aos 18 minutos, quando Neymar achou Vinícius Júnior na esquerda, que avançou e devolveu para o camisa 10, que acabou vacilando na hora de finalizar. As imagens dos primeiros 45 no @Maracana! ???????????????? #BRAxCHI ???? Lucas Figueiredo/CBF pic.twitter.com/IEwU4iNlOy — CBF Futebol (@CBF_Futebol) March 25, 2022 Aos 22 minutos a seleção chegou novamente com perigo, mas desta vez em cabeçada do zagueiro Thiago Silva após cruzamento de Neymar. Já o Chile criava pouco, em especial em lances de contra-ataque. Porém, foi apenas nos 10 minutos finais da etapa inicial que a equipe de Tite mostrou mais objetividade nas jogadas. Após boas finalizações de Antony (aos 35 minutos), Neymar (aos 36) e Guilherme Arana (aos 38), o camisa 10 da seleção foi derrubado dentro da área pelo lateral Isla. E, aos 43 minutos, Neymar foi para a cobrança da penalidade e deslocou o goleiro Bravo para abrir o marcador. Dois minutos depois a seleção ampliou, quando Antony abriu na esquerda para Vinícius Júnior, que, com a perna direita, tocou na frente para bater de esquerda, cruzado, para marcar. O primeiro saiu. ???????????? ???? Lucas Figueiredo/CBF pic.twitter.com/hJZGFWsM7A — CBF Futebol (@CBF_Futebol) March 25, 2022 O segundo tempo começou com um susto, quando o meio-campista Vidal descontou para o Chile após boa jogada de Montecinos. Porém, o gol acabou anulado quando o juiz assinalou impedimento na jogada com auxílio do VAR (árbitro de vídeo). A partir daí o Brasil cresceu na partida e chegou ao terceiro em novo pênalti. Desta vez o responsável pela cobrança, aos 26 minutos, foi o meio-campista Philippe Coutinho, que entrou no decorrer da etapa final no lugar de Lucas Paquetá. Diante de um adversário entregue, a seleção brasileira chegou ao quarto aos 45 minutos. Bruno Guimarães lançou Richarlison na direita, que cortou para o meio e bateu cruzado de esquerda para dar números finais ao confronto. ✨ Obrigado, Maraca! ????????????????????????????????, ????????????????????????! ???????? ???? Lucas Figueiredo/CBF pic.twitter.com/fMmEPnYlNt — CBF Futebol (@CBF_Futebol) March 25, 2022 Próximo compromisso O Brasil volta a entrar em campo na próxima terça-feira (29), quando visita a Bolívia em La Paz pela última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Via Agência Brasil
Qual será o destino do Cruzeiro após grave crise envolvendo Ronaldo e conselheiros?

Ronaldo divulgou uma carta aberta à torcida cruzeirense, explicando os motivos do seu desentendimento com o Conselho Deliberativo do clube. Nos últimos dias, veio à tona uma crise que envolve o empresário Ronaldo Fenômeno e a concretização da compra do clube Cruzeiro. O jornalista Rodrigo Mattos, em sua coluna no portal UOL, explica detalhes deste imbróglio. “Em dezembro, Ronaldo e Cruzeiro anunciaram o acordo inicial para compra de 90% da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do clube, o negócio tem que ser confirmado até abril. Nesta semana, Ronaldo pediu mudanças nos termos iniciais com a inclusão dos Centros de Treinamentos. Como reação, conselheiros cruzeirenses revelaram que o investimento de R$ 350 milhões de Ronaldo, na realidade, seria gerado pela própria SAF. Houve troca de acusações entre as partes. Desse imbróglio surgem as questões: 1) Como serão os termos finais do acordo de compra da SAF do Cruzeiro por Ronaldo? 2) Há ameaça que a negociação não se concretize? Quais seriam as consequências? 3) Em caso de confirmação do negócio, como seria a gestão da SAF? Como fica a dívida?”, questions. “Ao contrário do que afirmou a nota inicial sobre o acordo, não há uma garantia de que Ronaldo vai aportar R$ 400 milhões de capital próprio no Cruzeiro. Pelos termos do acordo, o ex-jogador só tem a obrigação de investir de fato R$ 50 milhões do seu dinheiro. Além disso, é exigido que o jogador gere R$ 350 milhões em receitas incrementais em cinco anos. O que é isso? A gestão de Ronaldo na SAF tem que gerar esse extra a mais em relação à receita média do clube nos últimos cinco anos, que foi em torno de R$ 225 milhões por ano. Ou seja, a SAF tem que ter renda R$ 70 milhões anual superior a esse valor, isto é, em torno de R$ 300 milhões no total. Se não conseguir essa meta, aí, sim, Ronaldo precisa injetar capital próprio para complementar. Em resumo, os termos reais do acordo não condizem com o que foi anunciado pela XP em dezembro. E Ronaldo nunca corrigiu essa informação pública de seu parceiro.”, explica. De acordo com o jornalista, “a cúpula do Conselho Deliberativo do Cruzeiro não se opôs à proposta de Ronaldo de incluir os dois CTs no acordo em troca de assumir a dívida tributária. Também não se opôs à intenção do ex-jogador de entrar com um pedido de Recuperação Judicial da SAF do clube. Ou seja, a tendência é que essas duas mudanças sejam incorporadas ao acordo final. Mas, em sua carta, os conselheiros pediram “reequilíbrio de todas as questões envolvidas no negócio”. Seu principal questionamento é relacionado ao investimento prometido na SAF do Cruzeiro. A questão é se os conselheiros terão força e poderão impor mudanças nesses termos, e se Ronaldo vai aceitar modificações nessa área Mas, em sua carta, os conselheiros pediram “reequilíbrio de todas as questões envolvidas no negócio”. Seu principal questionamento é relacionado ao investimento prometido na SAF do Cruzeiro. A questão é se os conselheiros terão força e poderão impor mudanças nesses termos, e se Ronaldo vai aceitar modificações nessa área.”. “Não há sinalização nem de Ronaldo, nem dos conselheiros de intenção de romper o negócio. Pelo cenário atual, a tendência é que a venda seja confirmada até o meio de abril, possivelmente com um acordo. Caso o quadro mude e ocorra um rompimento, o Cruzeiro teria de devolver o dinheiro já investido por Ronaldo como se fosse um empréstimo —são R$ 23 milhões. Além disso, teria de buscar um outro investidor, em um cenário em que já houve outros interessados. Os direitos dos jogadores já foram transferidos à SAF, então, o futebol seguiria gerido pela empresa”, acrescenta. O jornalista também esclarece que “o pagamento das obrigações anteriores à constituição do Cruzeiro-SAF é de responsabilidade do Cruzeiro-Associação, pela Lei da SAF. É preciso destinar 20% da receita da SAF para o clube para quitação da dívida. Teoricamente, isso abrange todos os débitos, mas há uma discussão sobre o passivo tributário. Agora, Ronaldo quer assumi-lo: são R$ 150 milhões já parcelados. Caso Ronaldo confirme a Recuperação Judicial ou Extrajudicial por meio da SAF, terá de submeter as condições de pagamento aos credores. A vantagem é que haverá descontos maiores, e a SAF não precisará destinar necessariamente 20% da receita. Além disso, há maior segurança jurídica na recuperação. No total, o clube tem quase R$ 1 bilhão de dívida. O risco é que, se os credores não aceitarem acordo, pode ser decretada a falência da SAF do Cruzeiro, o que seria o primeiro caso no futebol do Brasil. Neste cenário, é bem provável que Ronaldo consiga bater a meta de receitas, em torno de R$ 300 milhões. Antes da crise, em 2017 e 2018, o Cruzeiro tinha receita na casa de R$ 340 milhões.”