CBF libera a presença da torcida visitante em jogos, com comprovante de vacinação

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou uma atualização do Protocolo de Recomendações para Retorno do Público aos Estádios, cuja principal novidade é a permissão da presença de torcedores visitantes em estádios que já recebem público. Segundo o documento divulgado no final da noite da última segunda (12), a presença dos torcedores visitantes seguirá o mesmo protocolo dos apoiadores da equipe da casa, com a comprovação da vacinação completa para o novo coronavírus (covid-19) e a realização de teste antígeno não reagente. Esta atualização do protocolo também libera a presença de mascotes das equipes nas partidas e trata da dinâmica da entrada das equipes nos estádios

Globo perde exclusividade de direitos digitais na transmissão da Copa do Mundo de 2022

Fifa tem oferecido pacotes de jogos da competição por streaming diretamente às plataformas digitais no Brasil. Youtube, Facebook e TikTok, por exemplo, já foram procurados e estudam a viabilidade do negócio Após batalha judicial contra a Fifa para reduzir o valor das parcelas de seu acordo de TV para a transmissão da Copa do Mundo de 2022, a Globo não será mais a emissora exclusiva a transmitir, pela internet, o torneio mundial de futebol no Qatar. Com o posicionamento da Globo de renunciar os direitos de transmissão, a Fifa tem oferecido pacotes de jogos da competição por streaming diretamente às plataformas digitais no Brasil. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Youtube, Facebook e TikTok, por exemplo, já foram procurados e estudam a viabilidade do negócio. A emissora irá manter a transmissão dos jogos nos canais de TV aberta e no canal esportivo, mas nas plataformas digitais como GloboPlay e nos portais não será possível. Ainda de acordo com a reportagem, o pacote, avaliado em R$ 43 milhões (no câmbio atual), permite ao patrocinador explorar publicidade nos estádios durante os 64 confrontos do Mundial.

Goleiro Fábio publica carta anunciando paralisação dos treinos no Cruzeiro

Capitão destaca salários atrasados para jogadores e funcionários do clube. Segundo o comunicado, há pagamentos de 2020 em aberto O goleiro e capitão do Cruzeiro, Fábio, publicou uma carta em seu Instagram pessoal, nesta quarta-feira (13/10), afirmando que jogadores e outros funcionários do clube farão uma paralisação, em protesto aos salários atrasados na Raposa. De acordo com o atleta, há pendências referentes a 2020. Conforme aponta o comunicado assinado pelos jogadores profissionais da equipe mineira, o texto foi escrito com o objetivo de assegurar os direitos dos trabalhadores que atuam no Cruzeiro. A atual conjuntura, segundo a carta, é insustentável. A publicação indica que a inadimplência nos pagamentos chega a acumular seis meses de atraso em 2021. O Cruzeiro vive uma crise sem precedentes em sua história. Endividado após a gestão de Wagner Pires de Sá e Itair Machado, enfrenta problemas semanais na esfera jurídica e ainda batalha para se livrar das proibições impostas pela Fifa por calotes em contratações do passado.

Sem vacina, Bolsonaro é impedido de assistir jogo do Santos na Vila Belmiro

Presidente da República, que ainda não tomou sequer uma dose de imunizante contra a COVID-19, disparou contra o ‘passaporte’, medida adotada em SP O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que ainda não tomou a vacina contra a COVID-19, tinha a intenção de assistir ao jogo de futebol entre Santos e Grêmio, neste domingo (10/10), pela Série A do Campeonato Brasileiro. A ausência do comprovante de imunização, no entanto, fez os planos naufragarem. O chefe do Executivo cumpre agenda no litoral paulista, estado onde, para entrar em estádios, é preciso atestar o recebimento das injeções contra a doença. Sem poder comparecer à Vila Belmiro, em Santos, Bolsonaro protestou. “Por que cartão, passaporte, da vacina? Eu queria ver o jogo do Santos agora. Me falaram que tem que estar vacinado. Por que isso?”, criticou. O “passaporte” vacinal é norma fixada pelo governador João Doria (PSDB) para liberar o retorno da torcida às arquibancadas. Às pessoas que receberam duas doses, basta apresentar o comprovante. Cidadãos contemplados com apenas uma injeção precisam levar, ainda, teste negativo da doença. “Eu tenho mais anticorpos do que quem tomou a vacina”, disse Bolsonaro, em tom irônico. Por ora, os estádios paulistas podem receber até 30% da capacidade total. A gestão estadual pretende autorizar a abertura de todos os setores das arenas no próximo mês. “Por que cartão, passaporte da vacina? Eu queria ver o jogo do Santos agora me falaram que tem que estar vacinado. Por que isso? Eu tenho mais anticorpos do que quem tomou a vacina”, protestou aos seus eleitores. O documento está sendo exigido em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro para acesso a eventos de grande porte, como estádios. O Santos negou ter sido procurado pela equipe do chefe de governo. Em nota, o clube afirmou: “O Santos FC não foi procurado pela equipe do presidente. O Clube segue os protocolos da CBF, que, por sua vez, segue as normas sanitárias da Anvisa”. Passando o feriado no litoral paulista, presidente @jairbolsonaro diz que foi impedido de assistir jogo do @SantosFC por não estar vacinado. “Por que isso?”, questionou em tom de indignação. pic.twitter.com/VcJ9t5qGTU — Metrópoles (@Metropoles) October 10, 2021 BH: vereador bolsonarista barrado no Cristo Há duas semanas, outro bolsonarista, Nikolas Ferreira (PRTB), vereador de Belo Horizonte, também debochou da necessidade de comprovar a imunização. Ele queria visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, mas acabou barrado. Sem atestar a imunização, exigida pela prefeitura fluminense para entrada em locais de uso coletivo, Nikolas não pôde visitar o ponto turístico . Na Câmara dos Deputados, Junio Amaral (PSL), outro mineiro alinhado às ideias de Bolsonaro, tenta emplacar projeto que inviabiliza o passaporte da vacina. O pesselista apresentou a ideia à Mesa Diretora do Parlamento. A ideia é multar quem “tratar de forma desigual pessoas vacinadas e não vacinadas”.

Galvão Bueno chama Neymar de idiota no final da partido do Brasil x Colômbia

​Irmã de Neymar rebate Galvão Bueno: “Idiota. Será ele ou você?” Durante a transmissão da partida entre Colômbia e Brasil, o narrador Galvão Bueno se tornou um dos principais assuntos das redes sociais neste domingo (10). Bueno deixou o microfone ligado onde vazou ele chamando Neymar de “idiota”. O jornalista Eric Faria explicava o que ocorreu no final da partida e Galvão comentou por cima, mas sem saber que o áudio estava aberto. “Todos os jogadores estão se cumprimentando no campo a exceção é o Neymar que assim que o árbitro acabou o jogo ele foi embora para o vestiário ele não ficou para esse protocolo de fair play”, explicou o repórter. Neste momento, é possível escutar a voz do narrador. “Idiota”, disparou. A seleção brasileira enfrentou a Colômbia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo e empatou em zero a zero. A equipe do técnico Tite segue líder da competição e está muito próxima de ir para o mundial de 2022. O próximo jogo ocorrerá na quinta-feira (14). Irmã de Neymar rebate Galvão Bueno: “Idiota. Será ele ou você?”; veja vídeo   Rafaella Santos publicou um vídeo e saiu em defesa do irmão, Neymar Jr. “Aí, um certo senhor que eu já tinha falado no meu story passado, durante a transmissão chamou meu irmão de idiota. Será ele ou você?”, indaga Rafaella, com olhar de desdém. Galvão Bueno e o salário Galvão Bueno teve redução salarial na TV Globo. O principal narrador esportivo do país recebia R$ 5 milhões mensalmente. Agora, com o corte, tem um salário de R$ 800 mil. A redução é de 80%. O locutor está insatisfeito com a tesourada, segundo a coluna de Leo Dias no Metrópoles. Neste ano, completou 40 anos de emissora. Já narrou 10 copas do mundo, entre eles o tetra do Brasil, em 1994, e o penta, em 2022. Eternizou vitórias de Ayrton Senna, na F1, e de Popó, no boxe.

Patrocinador do Atlético Mineiro, Rubens Menin é dono ​​​​de quatro offshores em paraísos fiscais

Pandora Papers revelam offshores de sócios da Prevent Senior, MRV e outros empresários – 25 sócios ou donos de 20 das maiores empresas do Brasil têm offshores em paraísos fiscais Esta reportagem faz parte do Pandora Papers, projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) que reúne mais de 600 repórteres de 151 veículos em 117 países e territórios. O Pandora Papers investigou milhões de documentos de paraísos fiscais em todo o mundo. No Brasil, participaram da apuração Agência Pública, revista piauí, Poder360 e Metrópoles. Esta reportagem foi produzida por Guilherme Amado e Lucas Marchesini. Os acionistas de 20 das 500 empresas que mais empregam no Brasil têm offshores em paraísos fiscais. Ao todo, 25 acionistas ou donos de companhias como Prevent Senior, MRV Engenharia, Grendene e Riachuelo, entre outras, inauguraram esses negócios com objetivos que foram desde a compra de imóveis e iates até a economia de impostos e a proteção de suas fortunas contra crises políticas e econômicas do Brasil. Uma colaboração jornalística organizada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), do qual o Metrópoles faz parte, investigou, nos últimos meses, milhares dessas offshores, abertas principalmente nas Ilhas Virgens Britânicas, e cujos documentos foram entregues ao ICIJ por uma fonte anônima há cerca de um ano. O resultado dessa investigação deu origem à série de reportagens Pandora Papers, que começa a ser publicada a partir deste domingo (3/10) por veículos como Washington Post, Le Monde, El País, The Guardian e BBC, entre outros. No Brasil, além do Metrópoles, também participaram da investigação o site Agência Pública, a revista Piauí e o site Poder 360. Offshores são empresas em paraísos fiscais e constituem populares instrumentos entre as pessoas mais ricas do mundo. Elas são criadas por motivos que vão desde economizar no pagamento de impostos — um drible fiscal eufemisticamente chamado de eficiência tributária — até a proteção de ativos contra o risco político ou confiscos, como o que ocorreu no Brasil em 1990. Por estarem localizadas em países com pouca transparência e fiscalização, as offshores também são usadas por quem quer ocultar patrimônio ou por corruptos ou integrantes de organizações criminosas que desejam esconder dinheiro sujo. No Brasil, é permitido ter offshores, desde que declaradas à Receita Federal e, quando seus ativos ultrapassam US$ 1 milhão, ao Banco Central. O ICIJ entende que revelar a existência de offshores de ricos e poderosos, mesmo quando não há crime envolvendo a sua criação, é prestar um serviço de interesse público, porque esse é um mecanismo de economizar impostos e proteger patrimônio exclusivo da elite econômica mundial. Em outras palavras, a maioria da população não tem dinheiro nem meios para abrir uma offshore. Os brasileiros estão em destaque dentro desse clube exclusivo. Com 1.897 nomes, o país é o quinto com a maior quantidade de pessoas citadas na base do Pandora Papers, que conta com pelo menos 27,1 mil offshores. Constam, nesse grupo, os donos das maiores empresas do Brasil, como os irmãos Andrea, Eduardo e Fernando Parrillo, donos do plano de saúde Prevent Senior; o dono do grupo Guararapes (Riachuelo) e quase candidato à Presidência da República em 2018, Flávio Rocha; os donos da Grendene, Pedro e Alexandre Grendene; o patriarca da família Menin, Rubens Menin, e seus filhos, donos da MRV, do Banco Inter e da CNN Brasil, entre outras empresas; e o dono da Rede D’Or, Paulo Junqueira Moll. Todos eles afirmaram ter declarado às autoridades brasileiras que são proprietários de offshores. Para chegar aos nomes, o Metrópoles solicitou ao Ministério da Economia a lista das 500 empresas brasileiras com a maior quantidade de funcionários. Depois, uma pesquisa desses CNPJs nas informações societárias públicas da Receita Federal elencou quem são os donos, diretores e conselheiros dessas empresas. Por fim, um último cruzamento identificou quais desses nomes tinham offshores com documentos no acervo do Pandora Papers. As empresas dos brasileiros citados no Pandora Papers foram abertas por razões diversas, desde a compra de um barco e imóveis até a diversificação de portfólios de investimentos em contas em países como a Suíça e os Estados Unidos. Também houve quem abrisse a offshore para usar o cartão de débito de uma conta no exterior. Todos os 70 executivos e empresários foram contatados, seja por meio da assessoria de imprensa, seja por outros canais, para que informassem se declararam à Receita Federal e ao Banco Central a abertura da offshore e explicassem a razão de terem criado as empresas. Veja a seguir os detalhes sobre os casos envolvendo os dez primeiros nomes desta lista e na sequência a relação completa, dos 70 executivos. Irmãos Parrillo (Prevent Senior) A Prevent Senior, plano de saúde que tem rede própria de hospitais, entrou no foco da CPI da Pandemia devido a supostos estudos realizados pela empresa para, sem a autorização dos pacientes, avaliar a efetividade da cloroquina e de outros medicamentos contra a Covid-19. Os irmãos que controlam a Prevent Senior — Andrea, Eduardo e Fernando Fagundes Parrillo — figuram no banco de dados do Pandora Papers como detentores de quatro offshores: a Shiny Developments Limited, a Luna Management Limited, a Hummingbyrd Ventures Limited e a Grande Developments Limited. Juntas, totalizam quase US$ 9 milhões em ativos. Reprodução/Facebook – Os irmãos Andrea, Eduardo e Fernando Fagundes Parrillo – os últimos na foto –, donos da Prevent Senior, são detentores de quatro offshores Em todos os casos, o dono da empresa é uma offshore localizada em São Cristóvão e Nevis, país que é um movimentado paraíso fiscal no Caribe, e que não informa quem são os donos de suas offshores. Os irmãos aparecem sempre como beneficiários, ou seja, as pessoas que efetivamente controlam a companhia. A manobra é comum, e muitas vezes seu objetivo é deixar mais opaca a propriedade de offshores. Beneficiários de offshores costumam alegar que não são donos, já que não detêm nominalmente as ações da empresa. A Shiny e a Luna são ligadas a Andrea. Em formulário de atualização dos dados da companhia de 2018, a empresária informou que a Shiny foi criada para manter portfólio de investimentos e conta-corrente, ambos no

Pela segunda vez consecutiva final da Libertadores será um clássico brasileiro

A 62ª edição da Copa Libertadores da América terá uma decisão brasileira, entre Palmeiras e Flamengo Após eliminarem Atlético Mineiro e Barcelona de Guayaquil, respectivamente, Palmeiras e Flamengo farão a grande final do dia 27 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Essa será a 4ª vez na história em que duas equipes do Brasil decidem a maior competição de futebol da América do Sul. Curiosamente, é a segunda vez em que isso ocorre de maneira consecutiva. A primeira vez foi em 2005, quando São Paulo e Athletico Paranaense se enfrentaram em dois jogos. Quem levou a melhor foi o Tricolor. Após um empate em 1 a 1 no jogo de ida, os paulistas golearam por 4 a 0 e ficaram com a taça. No ano seguinte, o time do Morumbi chegou mais uma vez na decisão. O adversário dessa vez foi o Internacional, que acabou se sagrando campeão ao ganhar a primeira partida por 2 a 1 e empatar no Beira-Rio em 2 a 2. A última vez que brasileiros se encontraram na decisão foi no ano passado. Em jogo único, Palmeiras e Santos disputaram o título até o último minuto, quando Breno Lopes marcou o gol que decretou a vitória alviverde por 1 a 0, no Maracanã. Mais do que times brasileiros, no entanto, a final da Libertadores 2021 reunirá os seus dois últimos campeões. Um tira-teima digno do tamanho da competição e do que fizeram Palmeiras e Flamengo nos últimos anos, no país e no continente. FINAIS BRASILEIRAS NA LIBERTADORES 2005 – São Paulo x Athletico-PR – São Paulo campeão 2006 – São Paulo x Internacional – Internacional campeão 2020 – Palmeiras x Santos – Palmeiras campeão 2021 – Palmeiras x Flamengo – ?

Comissão de Ética considera assédio e aumenta punição a Caboclo na CBF

A Comissão de Ética do Futebol Brasileiro decidiu aumentar a punição aplicada a Rogério Caboclo de 15 para 21 meses de afastamento da presidência da CBF e de qualquer atividade relacionada ao futebol. O órgão reviu sua posição após aceitar os embargos de declaração apresentados pela defesa da funcionária da CBF que denunciou o dirigente por assédio moral e sexual. A decisão foi publicada hoje (20). As partes foram notificadas. Antes, Caboclo ficaria fora da CBF até setembro de 2022 por causa desse processo. Com a ampliação da decisão, a pena total de 21 meses significa um afastamento até março de 2023, um mês antes do fim do mandato para o qual Caboclo foi eleito em 2018 e tomou posse em 2019. Na decisão inicial, aplicada em agosto, a Câmara de Julgamento da Comissão de Ética tinha considerado que Caboclo teve “conduta inapropriada”. O relator do caso, Amilar Fernandes Alves, chegou a escrever que era “impossível afirmar que houve assédio sexual”. Clique aqui para ler a matéria de Igor Siqueira na integra em “UOL”

Anvisa interrompe Brasil x Argentina, argentinos desistem e jogo é suspenso

Quatro jogadores mentiram quando chegaram ao país e serão deportados O clássico entre Brasil e Argentina, válido pela nona rodada das Eliminatórias, ficou marcado por um episódio incomum que gerou confusão e suspendeu a partida. Aos cinco minutos do primeiros tempo, agentes da Anvisa e da Polícia Federal entraram em campo na Neo Química Arena, em São Paulo, para parar o jogo em razão da presença de quatro atletas argentinos (três deles titulares) que não cumpriram as regras sanitárias em território brasileiro e, por isso, não poderiam jogar. Agora, o árbitro e o comissário do jogo enviarão um relatório ao Comitê Disciplinar da Fifa, que determinará as etapas a serem seguidas para a definição do confronto. A operação da Polícia Federal e da Anvisa seria realizada no vestiário, mas a delegação argentina se trancou no local e afirmou que iria embora caso alguém entrasse no local. O jogo começou e, aos cinco minutos, a partida foi paralisada no estádio do Corinthians. Naquele momento, agentes Anvisa e da Polícia Federal conversaram com o delegado da partida para paralisar o duelo. Depois disso teve um início uma confusão na beira do gramado. Até Messi e Neymar tentaram intervir, mas o clássico foi paralisado. Todos os jogadores da Argentina desceram ao vestiário, assim como os reservas do Brasil. Os titulares brasileiros permaneceram no gramado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia emitido uma oficial antes da partida para alertar que quatro jogadores da seleção argentina descumpriram regras sanitárias para entrar no Brasil. De acordo com o comunicado, Emiliano Martinez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero, deveriam ter sido colocados em quarentena e mandados de volta ao país de origem, pois mentiram na hora de desembarcar em território brasileiro. Três deles foram escalados entre os titulares pelo técnico Lionel Scaloni e Buendia ficou entre os suplentes. A Argentina enfrentou a Venezuela na última quarta-feira (1º), na casa dos adversários, e desembarcou em Guarulhos na sexta-feira (3), para enfrentar o Brasil neste domingo (5), na Neo Química Arena. No aeroporto, os jogadores foram questionados se tiveram passagem por Reino Unido, África do Sul, Irlanda do Norte e Índia nos últimos 14 dias. Desde junho, passageiros que visitaram esses países no período de duas semanas são impedidos de entrar no Brasil, como precaução contra a disseminação da variante delta do coronavírus. A resposta dos atletas foi negativa, mas os quatro atuaram em partidas do Campeonato Inglês entre os dias 28 e 29 de agosto. Martinez e Buendía jogam pelo Aston Villa, enquanto Lo Celso e Romero integram o elenco do Tottenham. Por isso, a entrada deles no país foi considerada ilegal, e a Anvisa notificou a Polícia Federal orientando medidas que impeçam a circulação dos argentinos. Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, deu entrevista e foi taxativo ao comentar o episódio. “São quatro jogadores. Eles, ao chegarem em território nacional, apresentam a declaração de saúde do viajante. Neste documento não falava que eles passaram por um dos três países que estão restritos, justamente para a contenção da pandemia. Mas depois foi constatado que eles passaram pelo Reino Unido”, disse. “Chegamos nesse ponto porque tudo aquilo que a Anvisa orientou, desde o primeiro momento, não foi cumprido. Eles tiveram orientação para permanecer isolados para aguardar a deportação. Mas não foi cumprido. Eles se deslocam até o estádio, entram em campo, há uma sequência de descumprimentos”, completou Barra Torres. A reportagem apurou que a Polícia Federal acompanhou a Anvisa até o hotel onde estava a seleção argentina, em São Paulo A delegação já havia deixado o local. Os policiais federais e a agência foram, então, para o estádio do Corinthians. No local, os jogadores foram notificados por infração sanitária, como está previsto em lei. A questão está sendo acompanhada pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Justiça. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que apoia as recomendações da Anvisa em relação aos jogadores argentinos. “O Ministério da Saúde informa que apoia e reconhece as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autoridade em saúde responsável pelas ações de vigilância sanitária do país.” Brasil x Argentina vira caso de CPI nas vésperas da manifestação pró-golpe Nas vésperas da manifestação pró-golpe, no 7 de setembro, a suspensão do jogo entre Brasil e Argentina virou caso da CPI da Covid no Senado. A comissão de investigação quer investigar a não realização da partida entre Brasil e Argentina neste domingo (5), na Neo Química Arena, em São Paulo. A CPI buscará saber da CBF qual autoridade do governo Jair Bolsonaro teria dado autorização para que o jogo acontecesse com a escalação dos quatro jogadores argentinos que, por determinação da Anvisa, deveriam estar cumprindo quarentena. “Estamos fazendo um requerimento para a CBF para que ela informe qual autoridade do governo brasileiro autorizou eventual acordo para burlar as regras sanitárias sobre a entrada de estrangeiros em território nacional”, antecipou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão de inquérito. “Sob pena, se a CBF não responder ou prestar essas informações, de convocar os próprios representantes da CBF. Não queremos. Por isso, queremos que a CBF informe qual foi a autoridade brasileira que deu autorização para burlar as regras sanitárias.” Agentes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) invadiram o gramado e interromperam a partida depois de seis minutos. Eles apontaram seguidas infrações sanitárias e descumprimento de determinações por parte da AFA (Associação do Futebol Argentino). A repercussão na imprensa mundial foi imediata, sobretudo na argentina. O Olé, por exemplo, classificou como um dos “maiores papelões do futebol mundial” e disse que a interrupção da partida foi “absurda”. O americano The New York Times registrou que o episódio em São Paulo foi “caótico”. “Um grupo de autoridades brasileiras de saúde pública entrou em campo minutos após o início do confronto e ordenou que os jogadores argentinos saíssem do campo com dirigentes de ambos os lados, uma pequena multidão permitida dentro do estádio e uma audiência televisiva global lutando para compreender exatamente o que estava acontecendo”, disse o maior

Brasil fecha Paralimpíadas em sétimo lugar com 72 medalhas e recorde de ouros

Com 22 medalhas de ouro, Brasil faz sua melhor campanha nas Paralimpíadas. Assista à festa de encerramento A medalha de prata de Alex da Silva na maratona T46, na noite deste sábado no Brasil (4), manhã de domingo no Japão, foi a 72ª e última conquista do país na Paralimpíada de Tóquio. É o recorde em uma só edição dos Jogos, igualando o número da última edição, no Rio 2016. Foram 22 medalhas de ouro, 20 de prata e 30 de bronze. O Brasil quebrou o recorde de medalhas de ouro que era de 21 em Londres 2012. Com as conquistas, o país ficou em sétimo lugar na classificação geral. A posição no quadro de medalhas pode até ser igual à de Londres 2012, sétimo lugar, e o número total de pódios empata com a Rio 2016, com 72. Mas além do ouro a mais, saltam aos olhos a renovação da delegação e a diversidade de modalidades medalhadas, além da consistência entre os maiores: o país ficou no top 10 pela quarta edição seguida dos Jogos, e dessa vez com 14 modalidades subindo ao pódio. E alcançou seu centésimo ouro em Paralimpíadas, chegando a 109 no fim. A medalha de número 72 foi na classe T46 para deficientes físicos da prova mais exaustiva e desgastante do Atletismo, a Maratona, graças à prata de Alex Douglas Pires da Silva, gaúcho de Sapiranga, de 31 anos de idade. Aos oito, num exame trivial de Educação Física na sua escola primária, Alex descobriu que o seu braço esquerdo era mais curto que o direito. Sua família buscou orientação e lhe recomendaram uma cirurgia na articulação do ombro. Haveria riscos, porém. E ele se adaptou à situação e até se tornou paratleta. Num grupo de 12 corredores, apenas se livrou do pelotão do meio por volta de 3/4 dos 42km195 oficiais. Não conseguiu passar o chinês Li Chaoyan, 2h25’50”. Todavia, com o tempo de 2h27”00, definiu um novo recorde sul-americano na sua classe. Veja: Pra não perder a conta!! PRATA???? para Alex Pires da Silva na maratona T46!#BRA       ???? 22???? 20???? 30Total: 72#Paralympics        #BrasilParaTokyo pic.twitter.com/Z2Zm3ywXjD — Os Olímpicos (@osolimpicos) September 5, 2021 A lista de medalhas do Brasil por esporte é a seguinte: ATLETISMO * 28 (8 de ouro, 9 de prata e 11 de bronze) Mulheres: 9 Homens: 19 NATAÇÃO * 23 (8-5-10) Mulheres = 8 Homens = 12 Equipes mistas = 3 CANOAGEM * 3 (1-2-0) Homens = 3 TAEKWONDO * 3 (1-1-1) Mulheres = 2 Homens = 1 JUDÔ * 3 (1-0-2) Mulheres = 3 TÊNIS DE MESA * 3 (0-1-2) Mulheres = 3 BOCHA * 2 (0-0-2) Homens = 2 FUTEBOL DE CINCO * 1 (1-0-0) Homens = 1 GOALBALL * 1 (1-0-0) Homens = 1 LEVANTAMENTO DE PESOS * 1 (1-0-0) Mulheres = 1 ESGRIMA * 1 (0-1-0) Homens = 1 HIPISMO * 1 (0-1-0) Homens = 1 REMO * 1 (0-0-1) Homens = 1 VÔLEI SENTADO * 1 (0-0-1) Mulheres = 1 Assista ao vídeo de encerramento dos Jogos: