NO MÊS DA MULHER – ‘Enfia na lomba’: técnico do Cruzeiro feminino é preso por desacatar mulher

Marcelo Frigério, o Tchelo, se envolveu em confusão com fiscal da Prefeitura de Juatuba (foto: Rodolfo Rodrigues/Cruzeiro) Confusão aconteceu depois que fiscalização contra a COVID-19 da Prefeitura de Juatuba, na Grande BH, impediu aglomeração causada por treino da equipe Um treino do time feminino do Cruzeiro acabou em confusão em Juatuba, na Grande BH. O técnico da equipe, Marcelo Frigério, conhecido como Tchelo, foi detido por desacato contra uma mulher que fazia a fiscalização das medidas contra a COVID-19 na cidade. O caso aconteceu nessa sexta (12/3), mas só veio à tona neste domingo (14/3). Conforme boletim de ocorrência que a reportagem teve acesso, Tchelo se desentendeu com uma fiscal da prefeitura no Estádio Municipal Antônio Moreira Duarte, o Curumim. A mulher tentava impedir a aglomeração de pessoas no local, causada pelas atletas do Cruzeiro, segundo o documento gerado pela Polícia Militar. Muitas das jogadoras estavam sem máscara, de acordo com a PM. Em meio à fiscalização, Tchelo disse à PM que um auxiliar o contou que a fiscal havia sido mal educada com as jogadoras. “Sai, sai sai”, teria dito a mulher. Após o bate-boca, a PM foi acionada. Em determinado momento, Tchelo disse, conforme o BO, para a fiscal: “Pega essa sua caneta e enfia na sua lomba”. Depois dos dizeres, o técnico do Cruzeiro se dirigiu à fiscal e se envolveu em um empurra-empurra com outros dois agentes da prefeitura local. “Nesse momento, quatro homens seguraram-no impedindo-o de agredi-la”, informa o boletim de ocorrência da PM. Diante do ocorrido, os militares prenderam o técnico do Cruzeiro pela acusação de desacato. Ele foi conduzido à 1ª Delegacia da Polícia Civil em Juatuba. Na delegacia, Marcelo Frigério assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal em Mateus Leme, também na Grande BH. Fonte: Superesportes
Corte italiana confirma sentença de nove anos de prisão para o atacante Robinho

Robinho teve condenação por violência sexual confirmada A Corte de Apelação de Milão, na Itália, confirmou nesta terça-feira (9) a sentença de nove anos de prisão para o atacante Robinho e seu amigo Ricardo Falco pelo crime de violência sexual contra uma mulher albanesa, em 2013, época em que o jogador defendia o Milan. Em dezembro de 2020, a sentença já havia sido proferida pelo tribunal de segunda instância da Justiça italiana, mas o texto com a condenação foi publicado somente nesta terça, véspera do vencimento do prazo legal. As juízas Francesca Vitale, Paola Di Lorenzo e Chiara Nobili destacaram na sentença “particular desprezo [de Robinho] em relação à vítima, que foi brutalmente humilhada”, além da tentativa de “enganar as investigações oferecendo aos investigadores uma versão dos fatos falsa e previamente combinada.” Após a publicação do texto, a defesa do brasileiro tem 45 dias para recorrer à Corte de Cassação, terceira e última instância à qual ele poderá apelar na Itália. Somente depois de uma condenação definitiva a dupla poderá ser considerada culpada e obrigada a cumprir a pena de nove anos de prisão, além do pagamento de multa de 60 mil euros (R$ 368 mil). A Corte de Apelação, quando confirma uma sentença da primeira instância, pode pedir o cumprimento de medidas preventivas, como prisão ou prisão domiciliar para determinados tipos de delitos, como casos de violência sexual de grupo. A condenação de Robinho na primeira instância da Justiça italiana, ocorrida em 2017, voltou à tona em outubro de 2020, depois que o Santos fechou contrato com o jogador até fevereiro de 2021. O acordo foi suspenso depois da divulgação do conteúdo de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça italiana, incluídas como provas no processo. Em uma das falas mais explícitas, o atacante diz: “Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu”. Depois de críticas de torcedores e pressão de empresas patrocinadoras, o clube disse que suspenderia o contrato para que o jogador pudesse se concentrar em sua defesa. Desde então, ele está afastado do futebol. No seu depoimento à Justiça, a vítima afirmou que não tinha condições de falar ou de ficar em pé naquela noite e apontou Robinho como um dos envolvidos na violência.
Palmeiras chega ao quarto título da Copa do Brasil – Cruzeiro continua sendo o maior vencedor

Não foi a sorte que levou o Palmeiras a fazer uma temporada histórica em 2020. O título da Copa do Brasil, confirmado no último domingo, fez o Verdão encerrar o seu ano esportivo com três conquistas expressivas, algo que não ocorria no clube desde 1993, e também deixou o seu torcedor em estado de alegria. É verdade que o projeto palmeirense começou de um jeito e precisou buscar uma nova rota no meio do caminho. Mas a ideia de dar espaço aos garotos formados pela base se manteve presente do início ao fim e fez a diferença. O início com Vanderlei Luxemburgo foi importante por dar respaldo aos garotos e iniciar um trabalho sem as mesmas contratações dos anos anteriores. Deu resultado com o Paulistão. A evolução técnica da equipe, porém, veio somente após a chegada de Abel Ferreira, com a transição comandada por Andrey Lopes. Foi nessa nova busca de “identidade” que o Palmeiras embalou para as grandes conquistas. O time liderado pela comissão técnica portuguesa teve ótimos jogos, mostrou evolução técnica, recuperou confiança de jogadores, mas sofreu com a sequência física e emocional. Além de todas as dificuldades provocadas pela Covid-19, o Verdão viu seu time com vários garotos entrar em uma rotina de jogos importantes. Não teve plasticidade em alguns momentos, ou o que alguns definem como bonito em termos táticos mais modernos, mas manteve a rotina de competição e de disputas por títulos. Abel Ferreira em Palmeiras x Grêmio — Foto: Marco Galvão É difícil questionar um estilo de jogo “mais agradável” quando a eficiência mostra o que foi feito. O Verdão de 2020 disputou todos os 79 jogos possíveis de seu calendário. Fracassou, sim, no Mundial de Clubes da Fifa, mas venceu o Campeonato Paulista, a Libertadores, a Copa do Brasil e só não brigou no Brasileirão porque não teve fôlego para enfrentar a maratona. O Palmeiras pode ser cobrado para melhorar sua administração financeira, para diminuir sua dívida, ter mais transparência em alguns assuntos de seu dia a dia na sede social. No futebol, deve ser – como foi – questionado pelo seu desempenho ruim no Mundial de Clubes. Mas nada disso diminui o feito alcançado por Abel Ferreira e seus jogadores. Um time que venceu três títulos importantes e disputou todos os jogos possíveis de seu calendário em 2020 merece ser elogiado. A temporada que acabou teve um Palmeiras histórico contra o River Plate na Argentina, um time que venceu com sobra adversários de qualidade como o Atlético-MG, goleou com facilidade o Corinthians e não deu chances para rivais como Santos e Grêmio nas decisões da Libertadores e Copa do Brasil. Um 2020 que vai ficar para a história do Palmeiras. E 2021 já começou… O Palmeiras chegou neste domingo ao quarto título na história da Copa do Brasil. Antes da edição de 2020, o Verdão já havia vencido a competição em 1998, 2012 e 2015. A taça obtida na partida no Allianz Parque, contra o Grêmio, faz o Palmeiras deixar o arquirrival Corinthians e o Flamengo para trás e ser agora isoladamente o terceiro maior vencedor da competição nacional. Só dois times ainda levam vantagem no número de títulos. O Cruzeiro venceu a competição seis vezes, enquanto o Grêmio soma cinco taças. Copa do Brasil: com título do Palmeiras, Cruzeiro segue como maior campeão Sexto título do Cruzeiro foi conquistado em 2018, sobre o Corinthians (Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro) O Cruzeiro segue liderando o ranking dos maiores campeões da Copa do Brasil. Neste domingo, o Palmeiras bateu o Grêmio por 2 a 0 no Allianz Parque, em São Paulo, e levantou seu quarto troféu da competição mata-mata. Veja abaixo a lista de campeões: Cruzeiro: 6 (1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018) Grêmio: 5 (1989, 1994, 1997, 2001 e 2016) Palmeiras: 4 (1998, 2012, 2015 e 2020) Corinthians: 3 (1995, 2002 e 2009) Flamengo: 3 (1990, 2006 e 2013) Atlético-MG: 1 (2014) Criciúma: 1 (1991) Fluminense: 1 (2007) Inter: 1 (1992) Juventude: 1 (1999) Paulista: 1 (2005) Santo André: 1 (2004) Santos: 1 (2010) Sport: 1 (2008) Vasco: 1 (2011) Athletico: 1 (2019) *ECN, com Globo Esportes e Super Esportes
Atlético ignora a hashtag ‘#CucaNão’ e apresentará o treinador na próxima segunda-feira

Cuca, Eduardo, Fernando e Henrique foram acusados de terem cometido estupro contra a menor, de 13 anos, Sandra Pfaffli. Depois de não conseguir fechar com Renato Gaúcho, o Atlético mineiro foi para o plano B e já está praticamente certo com Cuca, campeão da Libertadores pela equipe alvinegra em 2013. Depois de uma reunião na terça-feira (2), ficou acordado que a apresentação será na segunda (8). A informação é de Roberto Abras, repórter da rádio Super 91,7 FM. Cuca ainda não “bateu o martelo” por problemas com a mãe, que está internada em Curitiba por complicações da Covid-19 e também porque ainda tem questões a serem resolvidas com o Santos, seu ex-clube. Desde que teve o nome especulado, alguns torcedores do Atlético são contrários a contratação do treinador. Usando a hashtag ‘#CucaNão’ nas redes sociais, parte da torcida relembra a acusação de estupro que Cuca recebeu nos anos 80, quando ainda era jogador do Grêmio. Em uma excursão do clube à Europa, em 1987, Cuca, o goleiro Eduardo Hamester, o atacante Fernando Castoldi e o zagueiro Henrique foram acusados de terem tido relação sexual com uma menina de 13 anos, na Suíça. Depois de quase um mês detidos no país, os jogadores foram liberados após uma intervenção diplomática do governo do Brasil. Dois anos depois, Cuca, Eduardo e Henrique foram condenados por atentado ao pudor com uso de violência. Fernando foi absolvido da acusação de atentado ao pudor e condenado por estar envolvido no ato de violência. Cuca nunca cumpriu sua pena e o crime prescreveu. O treinador se posicionou pela primeira vez sobre o assunto em entrevista à jornalista e colunista do UOL Esporte, Marília Ruiz. “Hoje o mundo está diferente (do que era) há anos muitos atrás, com leis diferentes. Tem uma coisa que me incomoda muito. Há 34 anos, houve um episódio comigo e essas coisas são vistas como se tivesse ocorrido hoje, como se eu fosse condenado e culpado. Para resumir: eu não tenho culpa de nada, não levantei um dedo indevidamente ou inadequadamente para alguma mulher”, afirmou Cuca. O treinador gravou um vídeo, ao lado da esposa e das filhas, e disse: “Eu vivo numa casa que 90% é mulher. E nem por isso sou machista. Sempre me adapto e tento fazer o melhor possível. É algo que me incomoda bastante. A gente vai em alguns lugares e tem ‘Cuca não’ por causa disso ou daquilo. Eu não devo nada a ninguém, sou sou um cara do mal, não fiz nada de errado. Eu não fui julgado e culpado por alguma coisa. Fui julgado à revelia, porque não estava mais no Grêmio nesse julgamento, junto com os outros rapazes”, explicou o treinador.
Jornal vaza salário de atletas do Chelsea; veja quem é o mais bem pago

Clube londrino abriu o cofres para se reforçar com jovens promessas do futebol alemão, mas que ainda estão devendo O jornal inglês The Sun vazou os salários da equipe principal do Chelsea em sua edição desta terça (23/2). Entre os altos salários da equipe, o destaque fica para Kai Havertz, reforço desta última temporada. O alemão chegou a Stamford Bridge no meio da pandemia, por um valor de 71 milhões de libras (aproximadamente R$ 550 milhões). Com apenas um gol marcado na temporada, o meia ganha 310 mil libras (R$ 2,3 milhões) por mês e impressionantes 16,2 milhões de libras por temporada (cerca de R$ 125,2 milhões). Futebol Chelsea anuncia demissão do ídolo Frank Lampard: “Mudança necessária” Em segundo lugar, está Timo Werner. O atacante alemão marcou cinco gols em 21 partidas até o momento. Ele recebe mensalmente 270 mil libras (R$ 2 milhões) e 14 milhões de libras por temporada. Em seguida, aparecem Ben Chilwell (190 mil libras, R$ 1,4 milhão), Christian Pulisic (158 mil libras, R$ 1,2 milhão), Kepa Arrizabalaga (150 mil libras, R$ 1,1 milhão), Azpilicueta (145 mil libras, R$ 1,1 milhão) e N’Golo Kante (144 mil libras, R$ 1,1 milhão), de acordo com o site Spotrac e o The Sun.
Clube-empresa ‘é mau negócio’, mas projeto ganha força no Senado

Especialistas que o projeto da SAF foi pelos donos dos interesses econômicos e políticos, sem a participação da sociedade PL do senador Rodrigo Pacheco, eleito à presidência da Casa, mantém problemas estruturais do futebol brasileiro, na avaliação de especialistas A transformação dos clubes de futebol em sociedade anônima, por meio do clube-empresa, deve ganhar força no Congresso Nacional, após a eleição de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à presidência do Senado. Autor do Projeto de Lei (PL) 5516/2019, o parlamentar promete mais investimentos privados, gestões modernas e crescimento do esporte no Brasil. O teor do PL, entretanto, é questionada por especialistas em gestão esportiva. O PL de Rodrigo Pacheco propõe a criação de uma nova estrutura societária para o futebol, a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que envolve um conjunto de regras específicas para o mercado do futebol. O texto, instruído pelos advogados José Francisco Manssur e Rodrigo Monteiro de Castro, tem como base os modelos de negócio da Espanha e Portugal – ambos criticados pelos especialistas ouvidos pela Rede Brasil Atual. O jornalista e pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Irlan Simões, também organizador do livro Clube empresa: abordagens críticas globais às sociedades anônimas no futebol (Corner, 2020), afirma que o projeto pode colocar os clubes nas mãos de grupos privados “inescrupulosos”. O consultor esportivo Amir Somoggi, diretor da Sports Value, explica que o projeto do SAF não combate os principais problemas do futebol brasileiro, como a sonegação e endividamento dos clubes. “O projeto não garante o fortalecimento do futebol. Não tem nada ali que garanta que o futebol brasileiro saia do atoleiro e tenha boas gestões. Não é uma canetada de um deputado que vai mudar 30 anos de sonegação fiscal e má administração, transformando em gestões modernas e numa economia pujante”, afirmou. Sociedade Anônima do Futebol O Projeto de Lei de Pacheco propõe a criação de uma estrutura societária específica para o futebol, diferente do que a legislação brasileira já prevê atualmente. Como por exemplo, as empresas de sociedade anônima, limitada ou sem fins lucrativos. A ideia da SAF é criar mecanismos e travas de segurança específicas para o futebol profissional. A ideia é que a SAF, diferentemente da uma sociedade anônima comum, crie debêntures específicas, ou seja, títulos de dívida que o clube-empresa poderia emitir no mercado financeiro para captar investimentos com juros mais baixos. O projeto prevê que os clubes poderão se converter em SAFs, ou criar uma SAF como subsidiária, com os ativos relacionados ao futebol. A sociedade do clube-empresa terá o capital dividido em ações e a responsabilidade dos acionistas será limitada às ações adquiridas. O PL abre a possibilidade de pessoas físicas, empresas e fundos de investimentos controlarem os times. O PL ainda propõe um regime tributário facultativo, de natureza transitória, denominado “Re-Fut”, com o recolhimento único de 5% da receita mensal, apurada pelo regime de caixa. Essa porcentagem quitaria três tributos de uma só vez: o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Atualmente, as demais empresas são obrigadas a recolher 25% sobre o lucro referente ao Imposto de Renda e 9% sobre a CSLL, além de 3% sobre as receitas para a Cofins. “Tática” Amir Somoggi aponta problemas na essência do PL 5516. Na avaliação dele, como a proposta enfatiza que os fundos de investimentos podem comprar clubes, isso mostra o espírito real por trás dele. “A lei precisa de uma base de sustentação que vai além de só pensar no dono do clube, mas como o time pode fazer parte disso sem perder o controle da entidade”, disse o especialista. O consultor esportivo também lamenta a proposta de tributação do PL, que considera uma benesse às entidades. “Os clubes devem bilhões para o fisco e ainda querem dar essa tributação. Os grandes clubes faturam R$ 1 bilhão ao ano. Qual empresa que possui esse faturamento e paga apenas 5% de imposto? Na Alemanha, o imposto é de 30% para os clubes”, compara. Clube-empresa tem profissionalismo? O principal argumento de Rodrigo Pacheco é que o SAF melhoraria a gestão dos clubes, ampliaria o valor de mercado dos torneios nacionais e aumentaria as receitas dos clubes. Segundo Irlan Simões, na prática, o Projeto de Lei possui um “excesso de mentiras”. De acordo com ele, o PL se orienta pela mesma lógica neoliberal que tenta privatizar serviços públicos, com o argumento de “melhorar a eficiência de serviços”. “Não é verdade que os clubes que viram empresas são mais bem geridos e ficam mais ricos. Os times europeus são mais ricos porque a economia de lá é melhor. No Brasil, tivemos clubes que viraram empresas e caíram nas mãos de grupos privados inescrupulosos, trazendo problemas para esses clubes. Bahia, Vitória e Figueirense são exemplos. Você vai ter o Cuiabá, agora, como um exemplo positivo, mas será um dos tantos clubes que aparecem e morrem, em pouco tempo”, afirmou. Bola fora Citado por Irlan, o Esporte Clube Vitória foi o primeiro clube brasileiro a adotar o modelo de sociedade anônima e vender a maioria das ações para um grupo de investimentos estrangeiro, o argentino Exxel Group, no começo dos anos 2000. Em 2004, com a crise cambial da Argentina, o grupo escolheu deixar de investir o prometido no clube baiano. Naquele mesmo ano, o Vitória caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro. No ano seguinte foi rebaixado para a Série C e a diretoria da instituição precisou negociar o pagamento parcelado da recompra das ações. O pesquisador acrescenta que, quando o clube se transforma em empresa, ele fica suscetível ao que ocorre com todo tipo de empresa: a falência. “Na Itália foi o que aconteceu, times fecharam as portas. Alguém refundou com cores e emblema parecidos e voltaram. Na Espanha, não aconteceu isso porque os clubes têm uma força política enorme. O que ocorreria no Brasil?“, alerta. Somoggi afirma também que o projeto da SAF foi “escrito pelo capital, pelos donos dos interesses
Bayern vence Tigres, conquista o Mundial e fatura o sexto título na temporada

Jogadores do Bayern de Munique comemoram o título do Mundial de Clubes (Karim JAAFAR/AFP) Time de Munique jogou o suficiente para fazer 1 a 0 e garantir mais um caneco no ano O Bayern de Munique conseguiu mais uma façanha histórica, o seu sexto título em um ano. Nesta quinta-feira (11), não foi brilhante, mas deixou clara a superioridade ao conquistar o título do Mundial de Clubes com a vitória sobre o Tigres por 1 a 0, no duelo disputado no Estádio Education City, em Al Rayyan, no Catar. O Bayern, com essa conquista, igualou o Barcelona de 2009, tendo vencido todas as competições disputadas em um ano – levando em consideração que o Mundial é relativo a 2020. Também havia faturado a Liga dos Campeões, o Campeonato Alemão, a Copa da Alemanha e as Supercopas da Europa e da Alemanha. Por isso, o Bayern vinha tratando o Mundial no Catar como a “cereja do bolo”. E repetiu a conquista do Mundial de 2013, sobre o Raja Casablanca. Antes, sem a chancela da Fifa, faturou o Mundial Interclubes em 1976, diante do Cruzeiro, e em 2001, sobre o Boca Juniors. Dessa vez, havia passado pelo Al Ahly, do Egito, nas semifinais, por 2 a 0. E foi soberano diante do Tigres, mesmo com o placar magro, tanto que não correu qualquer risco na defesa. Além disso, ainda que sem grande volume de jogo, poderia ter conquistado um triunfo mais dilatado, mesmo tendo algumas baixas e descansado alguns destaques, como Lewandowski, em boa parte do segundo tempo. Já o Tigres pode comemorar o feito de ter sido o primeiro clube da Concacaf a se classificar para a final do Mundial de Clubes. Mas depois de passar por Ulsan Hyundai (2 a 1) e Palmeiras (1 a 0), não conseguiu resistir ao gigante alemão, embora tenha exibido organização. Finalizou três vezes, sendo só uma na direção do gol, contra as 19 tentativas do adversário. O jogo O Bayern foi a campo tendo dois desfalques de peso: Boateng, que foi liberado após a morte de uma ex-namorada, e Müller, que testou positivo para o coronavírus, e uma novidade tática, a presença de Alaba no meio-campo. Mas mesmo com essas baixas, o primeiro tempo da decisão foi como esperado: de controle do time alemão. Até não foi fácil. O Bayern dominou a posse de bola, ocupou o campo de ataque, mas sem encontrar muitos espaços. Ainda assim, criou as principais oportunidades do primeiro tempo e chegou até a marcar, aos 17 minutos, em um chute de longe de Kimmich. Só que Lewandowski, mesmo sem tocá-la, tentou acertar a bola. E como estava impedido, a arbitragem optou por anular o gol. Além disso, Sané acertou o travessão aos 33, após uma cobrança rápida de escanteio. Foi, porém, quase só isso, porque o Tigres conseguia se defender bem. Mas o time pouco apareceu no campo de ataque, transformando Neuer em um mero espectador. Esse ritmo se manteve na etapa final. O Bayern, superior, mas sem empolgar, chegou com perigo em disparo de Gnabry, aos 5 minutos. E marcou aos 13. Após levantamento de Kimmich, Lewandowski disputou pelo alto com o goleiro Guzmán. A bola sobrou para Pavard, livre, para bater ao gol. O gol, porém, só foi confirmado após consulta ao VAR, pois a arbitragem percebeu que Lewandowski não estava impedido, mas não que a bola tocou no seu braço. Só aí o Tigres ameaçou sair ao ataque, mas mal conseguia finalizar. Com o jogo sob controle do Bayern, Hansi Flick decidiu até dar descanso a algumas das suas principais peças, trocando todo o setor ofensivo. Tolisso ainda acertou a trave do time mexicano em disparo que Guzmán não conseguiu defender, quase levando um frango. Era quase só nesses vacilos que a partida esquentava. Outra aconteceu quando Salcedo cortou mal um lançamento, enganando Guzmán, que conseguiu evitar o gol. O argentino também parou disparos de Choupo-Moting e Douglas Costa num mesmo lance. Nada impedisse a conquista do Bayern, campeão de tudo. FICHA TÉCNICA: BAYERN DE MUNIQUE 1 x 0 TIGRES BAYERN DE MUNIQUE – Neuer; Pavard, Süle, Lucas Hernández e Davies; Kimmich, Alaba, Coman (Douglas Costa), Sané (Musiala) e Gnabry (Tolisso); Lewandowski (Choupo-Moting). Técnico: Hansi Flick. TIGRES – Guzmán; Luis Rodríguez (Julian Quiñones), Salcedo, Reyes e Dueñas; Rafael Carioca, Pizarro, Luis Quiñones e Aquino; Gignac e Carlos González. Técnico: Ricardo Ferretti. GOL – Pavard, aos 13 minutos do segundo tempo. ÁRBITRO – Esteban Ostojich (Fifa/Uruguai). CARTÕES AMARELOS – Dueñas, Luis Rodríguez e Rafael Carioca. LOCAL – Estádio Education City, em Al Rayyan (Catar). Agência Estado
Palmeiras é derrotado pelo Tigres e perde chance de disputar título mundial

Faz arminha que ganha O sonho do título mundial do Palmeiras teve de ser adiado. Neste domingo, na estreia da equipe comandada por Abel Ferreira na competição, o Tigres, em um dia inspirado, foi quem tomou as rédeas do jogo contra os atuais campeões da Libertadores no estádio Cidade da Educação, em Doha, no Catar, saindo de campo com a vitória por 1 a 0, gol do francês Gignac, de pênalti. Com o resultado, o Palmeiras desperdiçou a oportunidade de disputar o título mundial após 21 anos. Em 1999, o Verdão foi derrotado pelo Manchester United, por 1 a 0, no Japão. Agora, o time de Abel Ferreira terá de se contentar com a disputa de terceiro lugar do Mundial e aguarda o perdedor do duelo entre Bayern de Munique e Al-Ahly, do Egito, para saber quem será seu adversário. O Tigres, por sua vez, disputará a grande decisão logo em sua primeira participação no Mundial de Clubes da Fifa. Mais uma vez brilhou a estrela do francês Gignac, que já havia sido o responsável pela vitória da equipe em sua estreia na competição, contra o Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul, por 2 a 1, marcando os dois gols. O fracasso do Palmeiras não deve ser encarado como um fato isolado, “coisas do futebol”, como dizem. É, sim, o retrato da decadência do futebol brasileiro, que não conquista um título internacional importante há alguns anos, talvez com exceção do Flamengo, campeão da Libertadores em 2019, mas que sucumbiu ao Liverpool no Mundial. O último título de um clube brasileiro nesta competição foi do Corinthians, no longínquo 2012. Já a seleção brasileira, se formos falar em Copa do Mundo, não é campeã desde 2002, o que ratifica a ideia de que deixamos, há alguns anos, de ser “o país do futebol”. A relação que o torcedor tinha com a seleção não existe mais. Há algumas explicações para este fenômeno. Os clubes brasileiros, mal administrados, não conseguem manter as principais revelações e vendem os jogadores jovens, rapidamente, às primeiras propostas do futebol do exterior. Com isso, o torcedor perdeu o vínculo com sua seleção. Além disso, o fato de os principais jogadores brasileiros atuarem no futebol internacional, fragiliza os clubes, o que se reflete na falta de conquistas. Agravante No caso do Palmeiras, há um agravante, que talvez tenha contribuído para a derrota deste domingo: um dia antes de enfrentar o Tigres, dois jogadores do time conversaram, pelo celular, com Jair Bolsonaro, que se diz palmeirense. Felipe Melo, antigo apoiador do presidente, foi um dos jogadores. O outro foi Breno Lopes, autor do gol contra o Santos, que deu o título da Libertadores ao Palmeiras. No mesmo dia, Bolsonaro foi às redes sociais e postou: “Na próxima quinta-feira seremos bi mundiais”, se referindo ao dia da final. Que o palmeirense me perdoe, mas é bem provável que o pé frio do presidente tenha influenciado o resultado do jogo
Sorteio da Libertadores favorece times brasileiros ‘7 e 8’ na disputa da fase 2

Caminho da Libertadores 2021 começa a ser traçado (AFP) A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) fez, nessa sexta-feira (5), em sua sede em Assunção, no Paraguai, o sorteio para a fase preliminar da Copa Libertadores. Os times brasileiros que ficarem com a sétima e oitava vagas terão adversários sem tradição na principal competição sul-americana na fase 2. Em compensação, poderão encarar com rivais conhecidos na fase 3, que antecede a disputa por grupos. O ‘Brasil 7’ vai enfrentar entre os dias 2 e 11 de março o Ayacucho, do Peru, enquanto o ‘Brasil 8’ terá pela frente o Deportivo Lara, da Venezuela. Já na fase 3, entre 16 de março e 8 de abril, os times nacionais poderão ter de superar adversários como o Independiente del Valle, campeão da Sul-Americana de 2019, ou o San Lorenzo, da Argentina, vencedor da Libertadores 2014. Corinthians, Red Bull Bragantino, Athletico-PR, Santos, Ceará e Atlético-GO são times com chances de conquistarem essas duas vagas do futebol brasileiro na próxima Libertadores. Veja como ficou o sorteio: Fase 1 da Libertadores: Uruguai 4 x Universidad Católica (EQU) – E1 César Vallejo (PER) x Caracas (VEN) – E2 Royal Pari (BOL) x Guaraní (PAR) – E2 Fase 2: E1 x Libertad (PAR) – C1 Brasil 7 x Ayacucho (PER) – C2 Uruguai 3 x Bolívar (BOL) – C3 Chile 3 x San Lorenzo (ARG) – C4 Brasil 8 x Deportivo Lara (VEN) – C5 E2 x Junior Barranquilla (COL) – C6 Chile 4 x Independiente del Valle (EQU) – C7 E3 x Atletico Nacional (COL) – C8 Fase 3: C1 x C8 C2 x C7 C3 x C6 C4 x C5 Agência Estado
Após derrota contra o Sport, Botafogo é rebaixado para a Série B

O alvinegro ainda tem quatro jogos a serem jogados, Grêmio, Goiás, São Paulo e Ceará. Matematicamente falando, não há mais chances de escapar do rebaixamento Com a derrota para o Sport, por 1 a 0, em casa, o Botafogo está matematicamente rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Pela terceira vez. As duas outras foram nas temporadas de 2002 e 2014. O rebaixamento ocorre após grandes erros da diretoria do clube, causando revolta entre os torcedores. Com diversos técnicos ao longo do campeonato, o time, que revelou craques como Garrincha, Didi, Nilton Santos e Heleno de Freitas (entre tantos outros), o clube não conseguiu achar seu estilo de jogo. A aposta nos últimos jogos, contra o Sport e o Palmeiras (1×1), foi na base do clube, que está revelando jogadores promissores, como Matheus Nascimento, 16 anos, e Rafael Navarro, de 19 anos – dois jogadores que se entregaram nos jogos e, de longe, foram os melhores em campo. O alvinegro ainda tem quatro jogos a serem jogados, Grêmio, Goiás, São Paulo e Ceará. Matematicamente falando, não há mais chances de escapar do rebaixamento. Até agora foram apenas 4 vitórias; 12 empates e 14 derrotas (a maioria sob o comando de Eduardo Barroca).