Palmeiras é tricampeão da Copa Libertadores da América

Com a vitória, o Palmeiras se sagrou tricampeão da Libertadores após vencer em 1999 e em 2020 O Palmeiras foi o grande vencedor da Copa Libertadores da América neste sábado (27), em disputa realizada no estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O time marcou 2×1 contra o Flamengo. A vitória do Verdão chegou com gol de Deyverson, fora do tempo regulamentar, aos quatro minutos do primeiro tempo da prorrogação. O primeiro gol do Palmeiras foi de Raphael Veiga, aos cinco minutos do primeiro tempo. O Flamengo buscou o empate aos 26 minutos do segundo tempo com gol de Gabriel Barbosa, o Gabigol, que aproveitou o passe de Arrascaeta e sacudiu a rede. Mesmo com mais precisão de passe e melhor aproveitamento dentro de campo, o rubro negro não conseguiu levantar a taça. Com a vitória por 2×1, o Palmeiras se sagrou tricampeão da Libertadores, após vencer em 1999 e em 2020.
Conmebol proíbe Globo de entrar em estádio da final da Libertadores

A punição é consequência da exibição “pirata” de uma coletiva de imprensa de Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Metrópoles – A Conmebol vetou a entrada de qualquer profissional da Globo no Estádio Centenário, no Uruguai, palco da final da Copa Libertadores, que será disputada no próximo sábado (27/11). A medida é consequência da exibição “pirata” de uma coletiva de imprensa do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras. A exibição foi feita no programa Troca de Passes, da SporTV, após a classificação do Palmeiras para a final graças a um empate com o Atlético Mineiro, no dia 28 de setembro. Por causa disso, a emissora não teve nenhuma credencial aprovada para as decisões da Sul-Americana e da Libertadores. De acordo com informações do Notícias da TV, a Conmebol tomou a medida porque, por contrato, é proibida a exibição de coletivas ao vivo de seus torneios por empresas que não têm os direitos de transmissão dos jogos. Ainda de acordo com o Notícias da TV, o veto teria causado um grande mal-estar à emissora.
Pela primeira vez em 107 anos, Palmeiras elege mulher para presidir o clube

Candidata única, dona da Crefisa, Leila Pereira, presidirá o Palmeiras até 2024 Leila Pereira, de 57 anos, foi eleita neste sábado a presidente do Palmeiras para os próximos três anos. Conselheira e patrocinadora do clube, ela recebeu 1897 dos 2141 votos na assembleia de sócios. É a primeira mulher a assumir o comando do Palmeiras desde 1914, quando foi fundado. Dona da Crefisa e da Faculdade das Américas, era candidata única e terá os seguintes duas mulheres vices: Maria Tereza Ambrósio Bellangero e Neive Conceição Bulla de Andrade. As duas outras vice-presidências serão ocupadas Tarso Luiz Furtado Gouveia e Paulo Roberto Buosi. O Palmeiras é o terceiro colocado no Campeonato Brasileiro e disputará a final das Libertadores com o Flamengo no dia 27 de novembro, em Montevidéu. Leila tomará posse em 15 de dezembro. Nascida em Cambuci (Rio de Janeiro), Leila Pereira é formada em jornalismo e direito e assumiu o comando da Crefisa em 2008, passando a trabalhar ao lado do marido, José Roberto Lamacchia.
Athletico-PR supera Bragantino e conquista Copa Sul-Americana

O time do Paraná é o primeiro do Brasil a conquistar a Sul-Americana por duas vezes, nesta oportunidade em campanha com 11 vitórias e duas derrotas Agência Brasil – O Athletico-PR conquistou a Copa Sul-Americana após derrotar o Bragantino por 1 a 0 na final, na tarde deste sábado (20) no estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Este é o segundo título do Furacão na história da competição, o primeiro foi alcançado em 2018, quando superou o Junior Barranquilla (Colômbia). O time do Paraná é o primeiro do Brasil a conquistar a Sul-Americana por duas vezes, nesta oportunidade em campanha com 11 vitórias e duas derrotas. O Bragantino começou mandando na partida, mantendo a posse de bola e criando dificuldades para o Athletico-PR sair jogando. Com isso, a equipe paulista criou as melhores oportunidades primeiro, ambas com Cuello. Porém, quando chegou, o Furacão foi mais eficiente. Aos 28 minutos Terans avançou pela direita e bateu forte para defesa parcial de Cleiton. A bola subiu e Nikão pegou de voleio para fazer um belo gol. O Massa Bruta ainda tentou o empate antes do intervalo, mas Santos defendeu boa finalização de cabeça de Ytalo. Com isso o jogo foi para o intervalo com a vantagem do Furacão. A dinâmica na etapa final mudou muito pouco, com o Bragantino tendo mais posse de bola, mas encontrando muitas dificuldades diante de um Athletico-PR que soube negar espaços na defesa para sair apenas em contra-ataques rápidos. Com isso, o Furacão segurou a vantagem de 1 a 0 e garantiu a conquista do título da Copa Sul-Americana. Copa do Brasil A equipe paranaense ainda tem a oportunidade de levantar mais um troféu na atual temporada, pois disputa a final da Copa do Brasil contra o Atlético-MG, a partir do dia 12 de dezembro.
Copa de 2022 – Tite quer Bolsonaro distante da Seleção Brasileira com ou sem hexa

Tite decide que a Seleção não se encontrará com Bolsonaro, independente do resultado da Copa 2022 O técnico Tite, da Seleção Brasileira, decidiu de maneira inegociável que não haverá encontros da equipe com o presidente Jair Bolsonaro antes e depois da Copa do Mundo do Catar em 2022, independente do resultado obtido. O motivo é evitar suposto uso político de conquista do possível hexacampeonato do Brasil. No ano que vem, as eleições estão marcadas para o mês de outubro, enquanto a Copa termina em dezembro. De qualquer forma, Bolsonaro estará em exercício até o final do ano, no mínimo. Momento é desfavorável Na visão de Tite, o país está muito dividido politicamente, o que pode ficar ainda mais evidente em um ano eleitoral como 2022. Em 2018, também época de eleição presidencial, o treinador da Seleção havia manifestado que o time não se encontraria com Michel Temer, o representante do Brasil no período. No passado, em todos os títulos mundiais, a Seleção Brasileira se encontrou com os líderes do país, tanto no período democrático, quanto no ditatorial. Em 1958 com Juscelino Kubitschek; em 1962 com João Goulart; em 1970 com Emílio Médici; em 1994 com Itamar Franco; e em 2002 com Fernando Henrique Cardoso. Repercussão A opção de Tite dividiu opiniões nas redes sociais. Alguns disseram que Tite não precisa pensar na questão, já que o Brasil não ganhará a Copa. Já outros foram a favor do posicionamento do técnico – teve até quem lembrou da polêmica recente envolvendo o filho do gaúcho, que curtiu publicações preconceituosas do jogador de vôlei Maurício Souza. “Se chegar nas quartas, vai longe”, defendeu um torcedor. “Tite mostrando que os seus neurônios estão funcionando”, disse outra usuária. Veja parte da repercussão abaixo: https://twitter.com/marliene_viana/status/1458770574008856579?ref_src=twsrc%5Etfw&utm_source=bhaz.com.br&utm_medium=link E o filho é um gado. Vai entender… — Futuro Melhor do Mundo (@andrecavalc) November 11, 2021 Po tite tambem ta sonhando alto dms, 0 ânimo pra o brasil nessa copa se chegar nas quartas vai longe ainda Po tite tambem ta sonhando alto dms, 0 ânimo pra o brasil nessa copa se chegar nas quartas vai longe ainda — CassioLucas (@cassiolucaas) November 11, 2021 Nos últimos 20 anos nenhum treinador brasileiro tirou foto com qualquer presidente! E o tite não tem pq se preocupar! Ja que a seleção não vai ganhar a Copa e com isso passaremos a 24 anos sem nenhum treinador brasileiro tirar foto com o presidente! — Vinicius (@viniciusmasca12) November 11, 2021 https://twitter.com/alvesvini4/status/1458757109210914818?ref_src=twsrc%5Etfw&utm_source=bhaz.com.br&utm_medium=link Sob o comando da Seleção Brasileira, Tite tem 49 vitórias, 12 empates e 5 derrotas, com cerca de 80% de aproveitamento. Já venceu o Clássico das Américas 2018 e a Copa América 2019.
Pelé posta foto com Vavá para defender garoto hostilizado por torcedores do Santos

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, se solidarizou com Bruninho, garoto de 9 anos hostilizado pela torcida do Santos por pedir a camisa do goleiro Jailson, do Palmeiras. Pelé publicou uma foto ao lado de Vavá, do alviverde, e afirmou: “Você não precisa pedir desculpas por ser apaixonado por futebol. Eu também tinha meu ídolo no Palmeiras, viu?”. Bruninho, você não precisa pedir desculpas por ser apaixonado por futebol. O nosso esporte é lindo, mas seria melhor se todos torcedores tivessem o seu coração. Como pode ver na foto, eu também tinha meu ídolo no Palmeiras, viu? Seja sempre feliz! pic.twitter.com/1iXPNyNA3k — Pelé (@Pele) November 9, 2021 No último domingo (7), o garoto pediu uma camisa de Jailson após a derrota do Santos por 2 a 0 na Vila Belmiro. Foi hostilizado por torcedores e teve de publicar um vídeo pedindo desculpas aos santistas. “Desculpa se alguém se ofendeu por que eu peguei a camisa do Jailson, é que eu gosto muito dele. E também gosto do Weverton, que é da seleção brasileira. Eu não sou palmeirense. É que eu gosto muito do Jailson”, alegou a criança. Bruninho, uma criança santista, pede desculpa para quem se ofendeu por ele ter pedido (e ganhado) a camisa do Jailson, do Palmeiras. Sim, uma criança pede desculpa para adultos ofendidos. pic.twitter.com/ERx6q0Ekw8 — Lucas Musetti Perazolli (@lucas_musetti) November 9, 2021 Bruninho não é apenas torcedor do Santos. É atleta das categorias de base do clube. O Santos emitiu nota repudiando o comportamento da torcida. “O Clube não compactua com qualquer tipo de violência e se solidariza com a criança, que é um dos mais novos Meninos da Vila, conhecido pelo elenco, por sempre estar apoiando o time no portão do CT Rei Pelé”. Weverton, goleiro do Palmeiras, também se solidarizou com o garoto. Nas redes sociais, o titular do time o agradeceu por sua admiração e enviou uma camisa da seleção ele. “Quero agradecer o carinho que você tem por mim. Independente de ser santista, você tem direito de gostar de quem você quiser”, afirmou. Jailson também falou com o garoto. Ele fez contato com a família de Bruno e ligou para Bruninho. À noite, publicou print da védeochamada e afirmou: “Que sorriso lindo. Deus abençoe você sempre”.
“Quando denunciamos o racismo, sofremos retaliações”, declara o goleiro Aranha

Ao lado de Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, o ex-goleiro de Santos, Palmeiras e Ponte Preta debateu o racismo no futebol brasileiro no programa “Um Tom de resistência” e desabafou: “Já sofri racismo de todas as formas possíveis”. Por Ricardo Nêggo Tom – Protagonista de um dos casos mais emblemáticos envolvendo o racismo no futebol brasileiro, Mário Lúcio Duarte Costa, mais conhecido como “Aranha”, acabou abandonando os gramados de maneira precoce. Principalmente por se tratar de um goleiro, posição em que a carreira costuma ser um pouco mais longeva. O hoje escritor e ativista relata um pouco dos bastidores daquele episódio. “Eu não recebi críticas por ter denunciado o que sofri. Mas recebi alguns ‘conselhos’ que me foram dados com base no pouco conhecimento que os atletas e o cidadão brasileiro, de um modo geral, têm sobre esse tema. E a história mostra que quando denunciamos o racismo, sofremos retaliações, e, de alguma forma, somos prejudicados, silenciados e até apagados da história. Então, os meus companheiros tinham esse receio e procuraram não se envolver e não se posicionarem publicamente. Preferiram me dar apoio só nos bastidores”, declarou em entrevista ao programa “Um Tom de resistência”, na TV 247. Aranha revela que já enfrentou diversas formas de racismo em sua carreira como jogador de futebol. “Já sofri racismo de todas as formas possíveis. Eu já fui alvo de muitas coisas pesadas, mas eu não posso falar aqui, porque não tenho como prová-las. Foram injúrias, cusparadas e até agressão física”. Também entrevistado no programa, Marcelo Carvalho explica que “a ideia da criação do Observatório nasce em 2014, logo após aqueles casos de racismo envolvendo o Márcio Chagas, o Tinga e o Arouca. Era o início de 2014, o ano em que o Brasil iria sediar uma Copa do Mundo e aqueles casos mexeram muito com a nossa estrutura social, porque o Brasil sempre se vendeu como o país da democracia racial, e, naquele momento, não sabia o que fazer com aqueles casos. Então, eu fui pesquisar a quantidade de casos de racismo que já haviam ocorridos no futebol brasileiro e os seus desdobramentos. E eu não encontrei essa informação. Por isso, eu resolvi criar o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, com a ideia de criar um banco de dados com esses casos e acompanhar os desdobramentos deles”. Carvalho ressalta a importância do trabalho do Observatório, para que os atletas se sintam acolhidos em suas denúncias e acreditem que medidas serão tomadas para a punição dos infratores. Ele diz que “muitos jogadores acabam não denunciando os casos, porque acham que não vai dar em nada, porque, no Brasil, a única pessoa que sofre é quem denuncia o racismo sofrido. Então, precisamos ter cada vez mais esses dados, para podermos dizer, com certeza, que o futebol brasileiro tem problemas com o racismo. E, de fato, os incidentes são muitos. Hoje, através dos relatórios do Observatório, podemos assegurar que o racismo está muito presente dentro do futebol brasileiro. E os casos que mais me revoltam, são aqueles que acontecem nas categorias de base, porque são as crianças que não sabem se defender. E nessas situações, boa parte dos casos são de agressores pais de atletas brancos, xingando atletas negros. Sem falar nos casos de abuso sexual que ocorrem nessas categorias. É preciso ter muita atenção com a base também”. Questionado sobre a falta de conscientização racial e social da maioria dos atletas de futebol, mesmo tendo vindo das camadas mais pobres e periféricas da sociedade, Aranha citou uma frase da ativista norte-americana Harriet Tubman, que diz “Libertei mil escravos. Poderia ter libertado outros mil se eles soubessem que eram escravos”, para explicar esse processo. “Esse debate sempre foi colocado debaixo do tapete. O racismo sempre foi negado no Brasil, sob o folclore da democracia racial. Por isso, muito negros aqui se tornaram pessoas imunes, de certa forma. Como diz aquele antigo ditado: a ignorância é uma benção. As pessoas que não estão atentas a essas questões não sofrem, porque elas não enxergam. Eu ouvi um discurso de um jogador do Flamengo, dizendo que ele nunca tinha sofrido racismo. Eu fiquei pensando: ‘bom, pode até ser, mas eu acredito que não’. Eu perguntaria para ele: ‘por que o futebol foi a única chance que ele teve para mudar de vida?’ Se foi a única, é porque o racismo já agiu na vida dele desde o seu nascimento. Então, não adianta ter vivenciado certas experiências, se você não abriu os olhos e conseguiu enxergar o que aconteceu ao seu redor.” Via Brasil 247
Maurício X Casagrande: não há reabilitação para mau-caratismo. Por Nathalí Macedo

A escritora e colunista Nathalí Macedo escreve sobre a crítica do comentairsta Casagrande, da Globo, sobre o jogador de vôlei homofóibico Maurício Souza. Ele atacou os quadrinhos do Superman bissexual e vai para cima de minorias LGBT nas redes sociais. Maurício versus Casagrande Desempregado, o jogador de vôlei Maurício Souza – mais famoso pelas merdas homofóbicas que posta do que pelo talento pro esporte – não desiste de se autodeclarar homofóbico sem que ninguém precise perguntar. Depois de ser dispensado do Minas pelas posturas preconceituosas nas redes sociais, o jogador publicou uma imagem em que o Superman beija a Mulher-Maravilha para reivindicar, mais uma vez, a heterossexualidade do herói. Aparentemente, pra ele, isso é tudo que importa: tudo bem ficar desempregado, desde que o c* do super-man esteja a salvo. Esse é o nível de esquizofrenia dessa gente: levar preconceitos como bandeiras mesmo que isso implique em prejuízos consideráveis, como a própria carreira, e depois agir como um mártir se sacrificando que vai até o fim pelas próprias convicções (quando acabar, a maluca sou eu). E já que, como disse Suassuna, “gente besta e pau seco é coisa que não acaba no mundo”, a tag #SomosTodosMauricioSouza esteve nos trending topics ontem. Tanta bandeira por aí precisando ser levantada e milhares de pessoas sobem uma tag em defesa de um cara que, além de homofóbico, tem um gosto horrível pra memes (tá explicado como Bolsonaro chegou à presidência). No “Seleção SporTV”, o comentarista Carlos Casagrande disse o que todas as pessoas sensatas (que não defendem criminoso na internet e chama isso de liberdade de expressão) gostariam de dizer: “É crime. É covardia. E é mau-caratismo. Principalmente e especificamente o Maurício Souza. E eu estou falando com propriedade, porque ele foi mau-caráter comigo. Então, para mim, ele é mau-caráter” E isso foi só o começo. Casagrande lembrou do episódio em que Jair Bolsonaro (apoiado por Maurício Souza, vale lembrar) acusou-o de satanista. “Dei uma entrevista para a revista Playboy, falei que ele era mentiroso. Obviamente que ele nem falou nada, porque é mentiroso mesmo” Tempos depois, Maurício Souza, seguidor de Jair Bolsonaro (como não poderia deixar de ser) editou um trecho de entrevista e postou como uma “prova” das acusações de Jair – seria a famigerada “fake News dos infernos?” “Casagrande Satanista” combina bastante, aliás, com outras fake News pra lá de criativas como marxismo cultural e kit gay, por exemplo. Same energy, como diriam os jovens. Sem reação diante das críticas do comentarista e ex-atacante, o bolsominion jogou baixo: usou a luta de Casagrande contra as drogas para ataca-lo. Porque não basta ser homofóbico: é preciso reunir outros preconceitos no pacote. Não tem jeito: é como se compõe a persona bolsonarista, é o jeitinho bolsominion de ser. “Não julgueis para não ser julgado, a mesma medida que julgar alguém, você também será julgado. Chama todo mundo de homofóbico e Nazista somente por discordar do pensamento da pessoa. Aí quando chamam ele de viciado, cheirador, se faz de vítima e diz “isso era uma doença”, mas adora julgar as pessoas”, escreveu o volante em seus stories do Instagram. Começar com um versículo bíblico, seguir para uma acusação e por fim, na intenção de se fazer de vítima, acusar o outro de se fazer de vítima: Maurício Souza desnudou toda a retórica bolsonarista em um só story. Mais didático, impossível. E o pior é que a premissa principal dessa afirmação não poderia ser mais a cara (de pau) do bolsonarismo: homofobia (um crime) é comparável a dependência química (uma doença) (???) Só que não. Existe reabilitação pra dependência química – alô, alô, Fábio Assunção ayahuasqueiro – mas pra falta de caráter, meus amigos, não há clínica que dê jeito. E, ainda que homofobia fosse uma doença, a reabilitação seria dificílima, se não impossível diante da recusa do homofóbico em ajudar a si próprio. Quando o dependente químico se vê desempregado, cancelado e humilhado, em geral ele se trata. Já o homofóbico não se emenda nunca: depois da demissão, ele vai pra casa postar beijo hétero e passar mais um pouquinho de vergonha. DCM
Atleta de Minas Gerais vence campeonato nacional de breaking pela segunda vez consecutiva

O breaking surgiu em meados da década de 70 nos guetos de Nova Iorque e logo se espalhou pelo mundo – Fábio Piva/Reprodução Apesar da pouca idade, além dos dois títulos, Itsa também traz na bagagem anos de experiência e dedicação Amélia Gomes Cria do Barreiro, região de Belo Horizonte, Itsa pratica breaking desde os 11 anos de idade. Hoje com 22, conquistou pela segunda vez consecutiva o Campeonato Nacional de Breaking, realizado no dia 3 de outubro. Ao longo destes onze anos de carreira, integrou o grupo o Corpo, o Cirque du Soleil e agora em novembro desembarca na Polônia para representar o Brasil na Final Mundial da competição de dança. Esporte é nova modalidade olímpica e Brasil ocupa lugar de destaque O breaking surgiu em meados da década de 70 nos guetos de Nova Iorque e logo se espalhou pelo mundo. A dança é contemporânea de outras manifestações culturais urbanas como o hip hop e o rap e a partir de 2024 passa a integrar o quadro de esportes das Olimpíadas. O Brasil ocupa lugar de destaque na disputa internacional e nossos atletas, assim como aconteceu com o skate em 2021, são espelho para o mundo. Para falar sobre a dança, o prêmio recém conquistado e contar sobre as dádivas e desafios da profissão, o Brasil de Fato conversou com Itsa. Na entrevista, Itsa, que se identifica como pessoa não binária, afirma que além da arte, também leva para os palcos do breaking reflexões sobre a sociedade e o papel que a cultura ocupa em nossas vidas. Brasil de Fato – Com apenas 22 anos, você já tem dois prêmios nacionais de breaking, um currículo extenso e 11 anos de carreira. Conta pra gente como começou a sua relação com o breaking? Eu comecei a dançar com 11 anos, depois que meu primo que já dançava se mudou para o lado da minha casa. Ele tinha um tablado de MDF e ele sempre colocava no quintal e ficava dançando. Um dia eu decidi pular o muro e pedir para ele me ensinar. E foi aí que tudo começou. Ele me levou ao Centro Cultural Lindeia Regina e também para um programa chamado Escola Aberta. Desde então comecei a dançar e nunca mais parei. No Centro Cultural foi onde eu comecei a participar de batalhas de dança e outras competições de breaking. E aí não parei mais. Participei de projetos sociais como o Valores de Minas e do projeto social do Corpo Cidadão. Com 17 anos eu entrei para uma companhia de dança de Belo Horizonte onde fiquei nove meses, depois eu dei aula em uma escola integrada durante um ano. Foi quando eu fiz a minha audição para participar do Cirque du Soleil. Além da arte, Itsa também leva para os palcos do breaking reflexões sobre a sociedade Então comecei a trabalhar com Soleil em 2018 e fiquei este ano todo viajando e me apresentando em vários shows por todo o mundo. Aí, por um acaso, em 2019 (e eu gosto muito de acaso) eu estava no intervalo de shows do Cirque. Era uma coisa muito rara de acontecer, a gente voltar para casa nos intervalos das turnês, e aí eu voltei e tinha a eliminatória regional do Red Bull aqui em Belo Horizonte. Participei da regional e ganhei. Eu tive um outro intervalo bem na final nacional do Red Bull, que foi em São Paulo. Foi muito por acaso mesmo, porque isso era muito raro. E aí participei da final nacional. Eu tinha acabado de me recuperar de uma lesão e dancei com meu pé enfaixado. Acho importante falar isso, porque só foi possível dançar porque tive um acompanhamento psicológico e de fisioterapia do Cirque, depois de ter me machucado em um show. Esse suporte acabou me ajudando para eu me preparar para a final e ganhei a final nacional em 2019. Eu já sofri discriminação, muita discriminação. É triste. E foi uma surpresa e tanto representar o Brasil na final mundial na Índia. Foi uma experiência muito enriquecedora. No início de 2020 eu voltei a fazer minhas turnês com o Cirque de Soleil e veio a pandemia. Eu que viajava muito, não ficava uma semana em casa, fiquei um ano inteiro em casa de novo. Foi uma sensação e tanto. E ainda teve toda dificuldade financeira porque o setor artístico ficou completamente quebrado. Então foi muito difícil mesmo. Graças a Deus eu tenho pai, mãe e irmãs que me ajudaram, que me acolheram. Desde o início da pandemia o setor cultural tem sido um dos que mais sofreu com a crise econômica que se agravou. Somado a isso, a negligência do governo em prestar apoio ao setor, com a extrema demora para sancionar a Lei Aldir Blanc. Como você vê isso? É uma vergonha, porque o nosso país é tão enriquecido culturalmente. É muito difícil para a gente ficar assistindo isso, sem poder agir de uma forma ou de outra. Parece que o sistema está trabalhando para que eu não consiga me sustentar e sobreviver. E eu tenho que ficar correndo para um trabalho ali outro aqui, e hora que eu vejo corta verba daqui, corta verba dali. Olha o trabalho que foi a burocracia que foi para a gente conseguir levar a Aldir Blanc. Olha a espera que teve que acontecer. Eu vejo tantos amigos, tantas pessoas passarem pelo mesmo. É muito dolorido para a gente. Eu sou uma pessoa muito paciente, mas quando baixa essa revolta, essa indignação no meu coração, aí eu tenho que ser artista mesmo. Aí a gente tem que usar muita dessa ferramenta, para transformar isso em alguma coisa boa porque senão isso vai me corroendo. Isso vai me sucumbir. Dediquei o troféu aos meus avós que perdi para a covid Mas ainda assim a gente não pode deixar de falar, não pode deixar de falar que está errado. Está errado cortar a verba da cultura. Errado. Olha o tanto de esforço e de tempo que a cultura gastou
Chuva forte arranca telhado de ginásio e cancela jogo de vôlei do América pela Superliga

Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves, em Montes Claros, teve parte do telhado arrancado com a chuva forte Toda a parte elétrica do local também foi danificada; partida que seria neste sábado será remarcada Um temporal que atingiu a cidade de Montes Claros, no Norte de Minas, nesta sexta-feira, causou estragos na região. O ginásio Poliesportivo Tancredo Neves teve a estrutura do telhado arrancada e toda a parte elétrica danificada. Por conta disso, o jogo de abertura da Superliga Masculina de Vôlei entre Montes Claros América e Brasília, que seria disputado neste sábado (23), às 17h, teve que ser cancelado. “A situação do ginásio, neste momento, oferece risco à população que mora no entorno do local, apresentando iminência de telhas se soltarem e atingirem os moradores, principalmente alunos da escola municipal vizinha ao ginásio”, informou o Montes Claros América em nota. Outras estruturas comerciais e residenciais de Montes Claros também foram afetadas pela forte chuva que caiu na cidade. O América aguarda o posicionamento do município quanto aos reparos necessários na estrutura. Será marcada uma nova data para o confronto. Confira as imagens dos estragos no ginásio Poliesportivo Tancredo Neves (crédito: Divulgação/Montes Claros América) pic.twitter.com/XU4Z8j3S5u — Itatiaia (@itatiaia) October 23, 2021