Lideranças do Esporte se mobilizam contra a decisão de Bolsonaro que suspendeu o Bolsa Atleta

O governo Bolsonaro cancelou o edital do programa Bolsa Atleta para este ano de 2020. Essa decisão, inviabiliza a continuidade da carreira de milhares de esportistas de alto nível no País. O deputado Orlando Silva (PCdoB), que já foi ministro dos Esportes nos governos de Lula e Dilma, está divulgando uma abaixo assinado para reverter essa decisão. Orlando publicou um vídeo sobre o assunto em sua conta no Twitter e escreveu: “Bom dia! Esporte é vida e é também o meio de vida de milhares de atletas. O cancelamento do edital do Bolsa Atleta em 2020 é um golpe na política pública do setor. Devemos resistir. Ajude-nos a defender o Bolsa Atleta. Assine o abaixo-assinado.” Bom dia! Esporte é vida e é também o meio de vida de milhares de atletas. O cancelamento do edital do Bolsa Atleta em 2020 é um golpe na política pública do setor. Devemos resistir. Ajude-nos a defender o Bolsa Atleta. Assine o abaixo-assinado. https://t.co/CzXt2HvKSw pic.twitter.com/AfN1Sr6hOe — Orlando Silva (@orlandosilva) August 6, 2020 Leia a seguir a justificativa dessa mobilização: Abaixo-assinado contra o cancelamento do edital do Bolsa Atleta 2020 Recebemos com preocupação o anúncio feito pelo governo federal sobre o cancelamento do edital do programa Bolsa Atleta no ano de 2020, um retrocesso que significará, na prática, o não pagamento de um ano de salários para atletas de alto rendimento de diversas modalidades esportivas. O Bolsa Atleta, instituído pela lei 10.891/2004, é um dos maiores programas de patrocínio esportivo do mundo, política pública eficiente e consolidada, que se tornou referência no país e perpassa vários governos desde a sua criação, como um pilar fundamental da Política Nacional de Esporte. O cancelamento do edital do Bolsa Atleta em 2020 mostra o descompromisso do governo com o esporte e os atletas brasileiros, além de significar um duro golpe que visa o desmonte das políticas públicas do setor. Nós, abaixo-assinados, manifestamos nossa contrariedade e esperamos que o governo federal reveja a medida. Veja quem apoia essa iniciativa: Orlando Silva, deputado federal e ex-ministro do Esporte Ricardo Leyser, ex-ministro do Esporte George Hilton, ex-ministro do Esporte Aldo Rebelo, ex-ministro do Esporte Diogo Silva, atleta de Taekwondo Joanna Maranhão, atleta da natação Paulo Augusto Prado, treinador de natação Alexandre Pussieldi, jornalista esportivo Maria Clara Lobo, atleta de Nado Artístico Ana do Amaral Mesquita, fotógrafa e ex-nadadora Paula Barreto, produtora de cinema Pedro Rivera, estudioso do esporte Natália Andrade, jornalista Silvio Lancellotti, jornalista Fabiana Dara Diniz , ex-atleta Handebol Andre Brasil, natação paralímpica Marcelo Tieppo, jornalista Heitor Shimbo Carmona, geógrafo e atleta Mila Maluhy, fotografa Vera Mossa, atleta olímpica do vôlei Para participar, clique aqui.

Bolsonaro posta foto com camisa do Galo, mas se recusa a usar a do Corinthians

Presidente mostrou algumas das diversas camisas de times para seus seguidores no Facebook O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) investiu seu tempo nesta quinta-feira (16) em mostrar para seus apoiadores nas redes sociais a coleção de camisas de futebol que possui. A cada pedido que recebia, mudava a vestimenta, tirava foto e publicava na internet. O presidente vestiu as camisas de Santos, Palmeiras, Fortaleza, Athletico-PR, Atlético-MG, Goiás, Internacional, Sport e Cascavel Futebol Clube. Cobrado por torcedores do Corinthians, ele respondeu apenas “??????” e “Corinthians está dentro”, mas não postou foto com a camisa do clube. Bolsonaro afirma ser torcedor do Palmeiras, rival do time alvinegro. Nas redes sociais, torcedores do Corinthians e integrantes de organizadas do clube ligados ao movimento antifascista comemoram. Guilherme Boulos (PSOL), que é corintiano, publicou “que honra para o timão!” O presidente divulgou que seus testes para contaminação pelo novo coronavírus deram positivo, e por isso tem tido rotina de trabalho à distância. No mesmo dia em que interagiu com seguidores vestindo as camisas de futebol, teve duas reuniões por videoconferência, uma pela manhã e outra à tarde. Além disso, participou, também por videoconferência, da posse do novo ministro da Educação, Milton Ribeiro.

MP do Futebol tem artigos inconstitucionais e agrava desigualdade entre clubes

 Especialistas alertam que clubes do eixo Rio-São Paulo serão os maiores beneficiados, caso não haja união na negociação dos direitos televisivos Alguns defensores da MP argumentam que haverá mais liberdade na negociação, mas especialistas afirmam que o texto é uma ‘mudança brusca para ser feita através de decreto’, sem nenhum debate com as agremiações – A Medida Provisória (MP) 984, conhecida como MP do Futebol, editada pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 18, terá impacto negativo no futebol brasileiro. Na avaliação de especialistas, o texto que altera os direitos de transmissão, além de possuir pontos que ferem a Constituição Federal, aumentará a desigualdade entre os clubes. A medida altera o Artigo 42 da Lei Pelé, que garantia o direito de transmissão para os dois clubes em campo, repassando para o time mandante da partida. A partir disso, a exibição das partidas também se modifica. Se antes a emissora precisava ter os direitos dos dois clubes para poder transmitir os jogos, agora, será necessário ter apenas o direito do clube da casa. Enquanto alguns clubes defendem a MP sob o argumento de que haverá mais liberdade na negociação desses direitos, especialistas são contrários. Eles afirmam que o texto é uma mudança brusca para ser feita por meio de decreto, sem debate com as agremiações. A MP 984 é avaliada como um retrocesso para o futebol. O pesquisador e jornalista Emanuel Leite Junior, autor do livro Cotas de televisão do Campeonato Brasileiro: apartheid futebolístico e risco de espanholização, aponta que o texto tira o espírito de solidariedade do esporte e apenas beneficia o Flamengo – clube que debateu o decreto com o governo federal. “Ao passar o direito de transmissão para o mandante, você retira a previsão legal do espírito de solidariedade e desestimula a negociação coletiva. Além disso, a medida tem um efeito pontual, de até 120 dias, e o único que pode ser beneficiado nesse período é o Flamengo, que está brigando com a Rede Globo sobre os direitos de transmissão do Campeonato Carioca”, explicou. Desigualdade Em 2011, as negociações individuais ganharam força com o fim do Clube dos 13 – entidade que negociava os direitos de maneira centralizada. De lá pra cá, a arrecadação de Flamengo e Corinthians aumentou desproporcionalmente comparada à de outros clubes. Em 2018, as cotas televisivas de Corinthians e Flamengo foram de R$ 179,6 milhões para cada. Bahia e Sport, por exemplo, receberam R$ 40 milhões cada. Já a cota de América-MG, Ceará, Chapecoense e Vitória foi de R$ 22,3 milhões. Atualmente, a transmissão da televisão aberta está nas mãos da Rede Globo e a televisão fechada, dividida entre SporTV e a Turner, companhia americana que comprou o Esporte Interativo. Com a aprovação da MP 984, as equipes com finanças mais estruturadas e uma maior projeção nacional também terão vantagem na negociação, avalia Anderson dos Santos, pesquisador, professor e autor do livro Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol. “Aqueles que já ganham muito, ganharão muito mais. Já os que ganham menos, vão aumentar a receita, mas não será proporcional. É uma tendência aumentar a desigualdade, já que o poder de barganha é diferente”, lamentou. Emanuel acredita que as empresas pagarão mais aos clubes que trazerem mais retorno, o que beneficia os times do eixo Rio-São Paulo e torna “menos atrativo” os direitos dos clubes do Nordeste. “Se não houver um mecanismo de barganha coletiva, com uma divisão equânime entre os competidores, as empresas vão pagar mais para os maiores clubes. É a lei do mercado. Qual o mercado que o Bahia, Sport, Sampaio Correia ou CSA podem oferecer, além do local? Qual a barganha nacional que eles vão ter? Os clubes de centros de maior poder econômico vão ganhar mais, naturalmente”, criticou. Inconstitucionalidade O governo federal usou a pandemia do novo coronavírus para justificar a edição da Medida Provisória. Segundo o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, as alterações dos artigos da Lei Pelé são “urgentes”, pois realizá-las por meio de um Projeto de Lei demandaria “um lapso temporal inexistente para o enfrentamento da questão debatida”. Entretanto, a RBA teve acesso ao parecer jurídico sobre a MP do Futebol, assinado pelo professor da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Gustavo Binenbojm. Na avaliação dele, foi violado a sistemática constitucional para a edição de medidas provisórias, “caracterizando a hipótese de abuso da competência normativa pelo Chefe do Poder Executivo”. “A MP 984/2019 não preenche os requisitos constitucionais de relevância e urgência. Segundo o seu preâmbulo, a Medida Provisória foi editada em razão da “emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia da covid-19”. No entanto, não se extrai qualquer nexo de causalidade entre o contexto da pandemia e a necessidade de uma mudança abrupta no marco legal do direito de arena das atividades esportivas”, escreve o advogado. Gustavo Binenbojm acrescenta que, ao analisar que o único beneficiado da MP é o Flamengo, a alteração normativa é, em verdade, “fruto de uma articulação entre o Presidente da República e uma associação privada”, o que fere o princípio da impessoalidade. O professor de Direito lembra que há outros projetos que debatem o tema, em tramitação no Congresso Nacional. Além disso, ele argumenta que a MP impede que haja um equilíbrio nas cotas televisivas, mostrando a necessidade de um debate mais amplo sobre o tema. “Por tudo isso, a Medida Provisória nº 984/2020 pode ser tida como formalmente inconstitucional, podendo-se cogitar, ainda, de que a medida configura causa para a própria responsabilização do Presidente da República por crime de responsabilidade”, afirmou. Liberdade ou desunião? Apesar de beneficiar o Flamengo, a curto prazo, alguns clubes se mostraram favoráveis à MP 984. O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, acredita que haverá maior independência para as negociações dos direitos de transmissão. “O produto mais autônomo vai facilitar a formação de blocos e negociações coletivas”, defende. Por outro lado, os especialistas não enxergam da mesma maneira. Emanuel Junior lembra que o futebol brasileiro nunca foi unido e a lei só

Torcedores vão ao Maracanã protestar contra retorno do futebol em meio a pandemia

 – Integrantes de algumas organizadas de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo assinaram manifesto contra volta dos jogos – Depois de um período de paralisação pela pandemia de coronavírus, o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, voltou a receber um jogo de futebol. Na noite desta quinta-feira (18), jogaram Bangu e Flamengo, ainda sem público. No entanto, na porta do estádio, um grupo de torcedores de diversos clubes cariocas protestaram contra o retorno do futebol e contra os governos federal, estadual e municipal. Participaram do ato integrantes de torcidas organizadas de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. O movimento critica a retomada do futebol, “diante dos números impressionantes de infectados e mortes que estão ocorrendo e de forma crescente em nossa cidade e estado”. Um manifesto assinado pelas torcidas destaca que a paixão pelo esporte continua, “mas amamos primeiramente o respeito à vida”. Após o protesto, Crivella suspendeu as competições esportivas e adiou o Campeonato Carioca O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, publicou neste sábado (20) uma portaria que suspende todas as competições esportivas na capital até o dia 25 de junho. A medida afeta o Campeonato Carioca, que havia retornado na quinta-feira (18) e recebido muitas críticas. No decreto 47.539, publicado no Diário Oficial do Município, Crivella destaca a “necessidade de adequação de protocolos sanitários apresentados pelas Federações esportivas ao protocolo sanitário municipal” e a “necessidade de realização de inspeções prévias nos centros de treinamento para verificação do cumprimento do protocolo sanitário municipal”. A decisão do prefeito paralisa novamente o Campeonato Carioca, que retornou na última quinta-feira com o polêmico jogo entre Flamengo e Bangu. A partida foi alvo de protestos de torcedores, que criticaram a pressa na retomada do futebol “diante dos números impressionantes de infectados e mortes que estão ocorrendo e de forma crescente em nossa cidade e estado”. Participaram de ato em frente ao Maracanã integrantes de torcidas organizadas de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. O Complexo Esportivo do Maracanã abriga um hospital de campanha próximo do estádio. Enquanto Fluminense e Botafogo tentam postergar o retorno, Flamengo e Vasco recorreram até mesmo ao presidente Jair Bolsonaro para forçar a volta do estadual. Com informações do O Globo

Ato antifascista e antirracista reúne torcidas de Atlético e Cruzeiro em BH: ‘Ditadura nunca mais’

Atos antifascista e antirracista já tomam a região Central de Belo Horizonte no início da tarde deste domingo (7). Centenas de manifestantes se concentram na avenida Afonso Pena para lutar pela democracia, justiça social e pelo fim da violência contra pessoas negras. A ação reuniu até mesmo torcidas dos rivais Atlético e Cruzeiro, evidenciando que a rivalidade fica em segundo plano quando o tema é democracia. Entre gritos de ordem, uma cena comoveu os participantes. A multidão parou em um trecho da Afonso Pena, nas proximidades do Parque Municipal, para reforçar a luta contra o fascismo. “Vamos fazer 1 minuto de silêncio pela memória aos que combateram a ditadura ontem e hoje”. De arrepiar! Até mesmo as diferenças entre atleticanos e cruzeirenses ficaram em segundo plano na reivindicação, hoje em BH, por democracia, justiça social e fim da violência de representantes do Estado contra pessoas negras. "Ditadura nunca mais": pic.twitter.com/Yx4HmBxxfS — BHAZ (@portal_bhaz) June 7, 2020 Via BHAZ

Palmeirenses lançam manifesto em favor da democracia e contra a intolerância

 Os torcedores repudiam “aqueles que não tem a capacidade de entender o significado de democracia” e tentam “ressignificar” a história do clube Um grupo de mais de 500 torcedores do Palmeiras divulgou um manifesto nesta sexta-feira (5) em favor da democracia e contra a intolerância. A publicação foi feita pelo movimento Palestra Sinistro dias após uma grande manifestação ter tomado a Avenida Paulista com torcedores de diversas equipes em favor da democracia. “Repudiamos todos aqueles que negam esta história, mas que a usam, esquecendo de como nascemos e nos fortalecemos, repudiamos aqueles que não tem a capacidade de entender o significado de democracia e tenta, à força, ressignificar nossa história, repudiamos a violência, a intolerância, a mentira e não vamos nos calar”, diz trecho do documento. “Não precisamos falar quem somos para aqueles que não nos conhecem e/ou aqueles que acham que nos conhecem. Apenas somos, Palmeirenses, que bradam por justiça e democracia”, afirmam. O manifesto não menciona os atos marcados por antifascistas no próximo domingo na Avenida Paulsita, mas sinaliza apoio às manifestações que tem surpreendido os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro é torcedor do Palmeiras e já tentou usar o clube para se promover. Um grupo de apoiadores do presidente ainda se organizou sob as cores do clube para enfrentar corinthianos antifascistas. Confira: MANIFESTO DE PALMEIRENSES QUE APOIAM A DEMOCRACIA E A CIÊNCIA E QUE REPUDIAM A MENTIRA E INTOLERÂNCIA Nós Palmeirenses temos o histórico de lutas, temos a dignidade de vestir o nosso manto, então nos organizamos e de nossa organização nascemos dentro da ditadura e nela lutamos pelo nosso espaço na sociedade, pelo nosso espaço nas arquibancadas, brigamos pelo direito de ir e vir e com orgulho de vestir a nossa camisa e empunhar nossas bandeiras. As nossas bandeiras são pintadas com o suor de homens e mulheres, brancos, negros, índios, de todos os credos, de brasileiros e estrangeiros. Viemos de todos os rincões desta país, viemos de todas as quebradas e nosso grito não se calou e não vai se calar. Nossas bandeiras são tremuladas com a cor da inclusão social, são tremuladas pela força de nosso grito que pede respeito à democracia e ao direito de opinião. Nossas bandeiras são tremuladas pelo clamor de nossas gargantas que não se calam pelo direito ao trabalho, à moradia, à saúde e educação, nossas bandeiras tremulam pela razão de ter e ser um Palmeiras, gigante e de todos e todas. Brigamos contra a imposição do sistema, levamos o Verde, de nossas camisas e de nossas bandeiras, em nossas vidas, é um lema, e a nossa união nos permitiu termos dignidade. Quiseram nos acabar, ressurgimos mais fortes, estamos presentes em todos espaços, participamos de manifestações populares, sejam elas culturais ou políticas, somos parte dos excluídos, lutamos por nossas ações sociais, cantamos contra a opressão nos estádios, e nada nos fará calar. Não precisamos falar quem somos para aqueles que não nos conhecem e/ou aqueles que acham que nos conhecem. Apenas somos, Palmeirenses, que bradam por justiça e democracia. Repudiamos todos aqueles que negam esta história, mas que a usam, esquecendo de como nascemos e nos fortalecemos, repudiamos aqueles que não tem a capacidade de entender o significado de democracia e tenta, à força, ressignificar nossa história, repudiamos a violência, a intolerância, a mentira e não vamos nos calar. Somos arquibancada, somos torcedores, somos pela vida, somos pela ciência, somos sempre PALMEIRAS.

Bolsonaro é miliciano”, cantam antifascistas do Corinthians em ato na Paulista

 – Já é a segunda vez que a torcida do Corinthians organiza um protesto para fazer frente aos atos golpistas de apoiadores de Jair Bolsonaro – Entre as músicas cantadas por manifestantes antifascistas que fecharam a avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (31), está uma paródia da tradicional marchinha do Corinthians, “Doutor, eu não me engano, meu coração é corintiano”. “Doutor, eu não me engano, o Bolsonaro é miliciano”, cantavam os corintianos. ‌Assista ao vídeo obtido com exclusividade pela Fórum. Aos gritos de “democracia” e “ô, ô, ô, ditadura acabou”, manifestantes antifascistas de diversas torcidas organizadas fecharam a avenida Paulista, em São Paulo, na manhã deste domingo (31), em uma manifestação contra os atos golpistas que vêm sendo realizados por apoiadores de Jair Bolsonaro.

Torcidas antifascistas dominaram a avenida Paulista e impediram ato golpista

 – No início do mês, corintianos já haviam expulsado bolsonaristas que faziam ato contra o STF na avenida; ato deste domingo é maior e reuniu outras torcidas; assista – Aos gritos de “democracia” e “ô, ô, ô, ditadura acabou”, manifestantes antifascistas de diversas torcidas organizadas fecharam a avenida Paulista, em São Paulo, na manhã deste domingo (31), em uma manifestação contra os atos golpistas que vêm sendo realizados por apoiadores de Jair Bolsonaro. Convocado por coletivos antifascistas da torcida do Corinthians e lideranças da Gaviões da Fiel, o ato deste domingo reuniu integrantes de outras torcidas organizadas, como do Palmeiras e do Santos. “Se os partidos não vem pra rua, o Corinthians, o povo, virá”, disse um dos manifestantes no vão do Masp. Até havia a expectativa que bolsonaristas se reunissem no local novamente, mas as centenas de antifascistas presentes impediu que os apoiadores do presidente aparecessem. No início do mês, corintianos acabaram com um ato de apoiadores de Bolsonaro na avenida Paulista, inclusive com confronto físico.

Torcidas organizadas convocam ato antifascista em SP neste domingo, 30

 – Em manifesto, o movimento traz Martin Luther King: “o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons” – A mobilização de torcedores antifascistas parece estar aumentando a cada semana apesar da reação de bolsonaristas contra esses grupos. Neste domingo (30), torcidas organizadas, militantes de partidos de esquerda e movimentos sociais convocaram um ato na Av. Paulista em defesa da democracia. ” Acredito que todos estejam percebendo que uma onda meio estranha está passando pelo país e ela está tentando dominar as ruas também. Uma onda de autoritarismo, que exalta a tortura e a ditadura, expressa violência com profissionais da saúde e jornalistas, e que quer levar a nossa democracia”, diz trecho do manifesto intitulado Somos Democracia divulgado nas redes sociais. O movimento ressalta a importância de se atentar aos cuidados e recomendações das autoridades de saúde, mas aponta a necessidade de se mobilizar contra o autoritarismo. O manifesto traz a seguinte frase de Martin Luther King: “o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons” No início do mês, ganhou grande repercussão a mobilização de torcedores do Corinthians que foram até a Avenida Paulista para impedir uma ato bolsonarista. O grupo também trazia o lema “Somos Democracia”. Confira o manifesto: SOMOS DEMOCRACIA Acredito que todos estejam percebendo que uma onda meio estranha está passando pelo país e ela está tentando dominar as ruas também. Uma onda de autoritarismo, que exalta a tortura e a ditadura, expressa violência com profissionais da saúde e jornalistas, e que quer levar a nossa democracia. Martin Luther King, disse: “o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Atentos com os cuidados e recomendações das autoridades de saúde, os bons precisam se manifestar também, e por isso, Domingo (31) estaremos às 12h no MASP para fazer a nossa manifestação em defesa da democracia e da vida. OBRIGATÓRIO USO DE MÁSCARA!

Cruzeiro corta as asas de Gustavo Perrella, do helicóptero com cocaína

  – Dalai Rocha assina expulsões de Gustavo Perrella, Sérgio Nonato e outros membros do Conselho do Cruzeiro – Lista ainda tem integrantes do grupo de apoio ao ex-presidente Wagner A Comissão de Ética e Disciplina do Cruzeiro sugeriu, e José Dalai Rocha, presidente do Conselho Deliberativo, tomou decisão enérgica nesta sexta-feira. Depois de apurações e período para defesas, o mandatário confirmou, inicialmente ao Hoje em Dia, que assinou termo para expulsar um grupo de conselheiros do clube. O Superesportes apurou que Dalai decidiu colocar fim aos mandatos de 29 conselheiros. Entre eles, Gustavo Perrella, filho do ex-presidente Zezé Perrella, e Sérgio Nonato, principal aliado do ex-presidente Wagner Pires de Sá. Inicialmente, a lista tinha 31 nomes, mas dois conseguiram escapar da punição após apresentarem defesas convincentes. O motivo da decisão é que todos eles foram remunerados pela antiga administração, como pessoas físicas ou jurídicas, mesmo mantendo os mandatos como conselheiros. O Estatuto do clube proíbe essa prática em seu artigo 18. Gustavo Perrella, de acordo com Pires de Sá, foi remunerado por três meses com vencimentos de R$ 95 mil. Ele teria prestado consultoria ao Cruzeiro. Algumas fontes ouvidas pela reportagem, no entanto, entendem que, para a decisão ter validade, precisa ser assinada também pelos outros membros da Mesa Diretora do Conselho Deliberativo. Fazem parte do grupo Paulo Sifuentes, que está em rota de colisão com Dalai, e o 1º secretário Waldeyr de Paula. Sérgio Nonato, por sua vez, assinou seu primeiro contrato com o Cruzeiro em 6 de abril de 2018, com salário de R$ 60 mil por mês. Duas semanas após a assinatura, Serginho, como é conhecido, teve os vencimentos reajustados. No primeiro aditivo, ele recebeu luvas de R$ 300 mil pagas em maio de 2018 e aumento salarial para R$ 75 mil a começar no mês de junho. No fim de 2018, o então diretor-geral recebeu um novo aumento. O salário dele saltou para R$ 125 mil mensais. Com luvas e remuneração, ele embolsou R$ 875 mil naquele ano – o valor não contabiliza os bichos e premiações que o ex-dirigente recebeu por títulos conquistados pelo Cruzeiro dentro de campo. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2018/04/06/dono-de-helicoptero-apreendido-com-445-kg-de-cocaina-vira-diretor-da-cbf/ Ainda estão na lista dos expulsos integrantes do núcleo duro da Família União, principal ala de apoio do ex-presidente Wagner Pires de Sá no Conselho Deliberativo. São eles Vitório Galinari, Luiz Cláudio “Xedinho” Rocha, Hudson Barbosa de Moura, Wilmer Zaratini Mendes, entre outros. Antes do início das apurações, pelo menos dois conselheiros remunerados pelo Cruzeiro renunciaram aos mandatos e evitaram a expulsão. São eles o assessor da presidência e do Conselho Deliberativo, Rogério Nunes, e o atual diretor comercial, Renê Salviano. Ambos seguem prestando serviços ao clube, mas não fazem mais parte do órgão. A Comissão de Ética e Disciplina é formada pelos conselheiros Gustavo Gatti, Antônio Carlos Santana, Paulo Sávio Cunha Guimarães, Valter Batista Teixeira e Celso Luiz Chimbida. Em seu artigo 18, inciso IV, o Estatuto do Cruzeiro prevê que o grupo poderá excluir membros do Conselho se entender que existiu “falta de natureza grave” de algum associado. Mas como a turma não foi referendada em reunião do Conselho, só pôde sugerir ao presidente do órgão que tomasse a decisão. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2019/06/06/operacao-da-policia-federal-associa-zeze-perrela-do-helicoca-a-pablo-escobar/ Gustavo Perrella e Sérgio Nonato não foram encontrados pela reportagem para comentar a decisão do presidente em exercício do Cruzeiro, José Dalai Rocha. Via Superesportes