Rebeca Andrade faz história e leva ouro para o Brasil no salto dos Jogos Olímpicos

Foi a primeira vez que uma brasileira subiu duas vezes ao pódio em uma única edição de Olimpíadas. A ginasta brasileira Rebeca Andrade já havia se tornado a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica artística após ter conquistado a prata no individual geral A ginasta Rebeca Andrade conquistou mais um feito histórico nas Olimpíadas de Tóquio, ao ganhar a medalha de ouro no salto neste domingo (1). Foi a primeira vez que uma brasileira subiu duas vezes ao pódio em uma única edição de Olimpíadas. Ela já havia se tornado a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica artística após ter conquistado a prata no individual geral. Rebeca se tornou a primeira mulher do Brasil com duas medalhas numa só edição dos Jogos Olímpicos e ainda pode ir a três pódios. A ginasta disputa a final do solo com o Baile de Favela nesta segunda-feira, às 5h57 (de Brasília). MARAVILHOSA!!!!!!#OlimpiadasNoSporTV pic.twitter.com/DLpudZetuQ — sportv (@sportv) August 1, 2021
Baile de Favela: Rebeca Andrade é prata em Tóquio

Rebeca Andrade, de 22 anos, iniciou a carreira no projeto social Iniciação Esportiva, da Prefeitura de Guarulhos, na Grande São Paulo O funk que embalou Rebeca Andrade em sua apresentação de solo na Ginástica Olímpica em Tóquio agora vai ganhar o mundo. A ginasta levou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Japão na manhã desta quinta-feira (29). Em uma performance surpreendente, a ginasta brasileira apelidada de ‘Daianinha de Guarulhos’ – em referência à ex-campeã mundial da modalidade, Daiane dos Santos – brilhou na competição individual, encerrada na manhã desta quinta-feira (29), horário de Brasília. Rebeca Andrade, de 22 anos, iniciou a carreira no projeto social Iniciação Esportiva, da Prefeitura de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ela começou a treinar aos 4 anos incentivada pela mãe, Rosa Rodrigues, que levou a menina à ginástica artística pelas travessuras e saltos que já praticava em casa. Baile na Favela Na apresentação em equipe, Rebeca foi embalada no solo pelo funk “Baile de Favela”, de MC João, música que ganhou as redes sociais após a apresentação da ginasta no domingo (25). A performance com a música foi repetida nesta quinta-feira (29) na apresentação solo, que foi acompanhada por palmas da pequena plateia que acompanhou a competição. Pra quem perdeu, o momento em que Tóquio virou um grande BAILE DE FAVELA! Quem não se arrepiar, já tá morto por dentro. QUE ESPETÁCULO, Rebeca Andrade ???? https://t.co/GibpyUZIv5 — Dibradoras (@dibradoras) July 25, 2021 Salto da Rebeca Andrade em câmera lenta ????????????????❤️ #ginasticaartistica pic.twitter.com/Q4UAX4raxF — #Renaissanceworldtour ???? (@eu_denissilva) July 25, 2021
Maior estrela da ginástica nos Jogos Olímpicos, Simone Biles desiste para focar em sua saúde mental

Simone Biles (Foto: Reuters/Mike Blake) “Apoiamos de todo o coração a decisão de Simone e aplaudimos sua bravura em priorizar seu bem-estar”, divulgou a delegação estadunidense Maior estrela da ginástica nos Jogos Olímpicos, Simone Biles está fora da disputa das finais do individual geral. O anúncio foi feito pelo perfil da Federação Americana de Ginástica, que afirmou “apoiar a decisão” da atleta. Anteriormente, ela declarou que preocupações com sua “saúde mental” a levaram a abandonar a final por equipes na Olimpíada de Tóquio nesta terça-feira. “Após avaliação médica adicional, Simone Biles foi retirada da final individual geral dos Jogos Olímpicos de Tóquio com o objetivo de focar em sua saúde mental. Simone continuará a ser avaliada diariamente para determinar se participará ou não das finais de eventos individuais da próxima semana. Jade Carey, que teve a nona pontuação mais alta nas qualificações, participará em seu lugar no individual geral. Apoiamos de todo o coração a decisão de Simone e aplaudimos sua bravura em priorizar seu bem-estar. Sua coragem mostra, mais uma vez, porque ela é um exemplo para tantos”, informou a delegação estadunidense em nota oficial.
Brasil conquista primeiro ouro nas Olimpíadas de Tóquio

O potiguar Ítalo Ferreira faz história no surfe e Brasil leva 1º ouro nas Olimpíadas Na madrugada desta terça-feira (27), o surfista Ítalo Ferreira fez história no surfe conquistou a medalha de ouro ao desbancar o japonês Kanoa Igarashi na final. O filho de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, também é o dono da primeira medalha de ouro do país na atual edição dos Jogos, informa o UOL. Com um minuto e meio de prova, o brasileiro tentou uma manobra que acabou com a prancha sendo rachado ao meio, precisando ser trocada. Insatisfeito com a segunda, escolhida para a troca, ele fez uso de uma terceira. Enquanto se preparava, ouvia orientações do treinador.
Justiça anula eleição de Rogério Caboclo na CBF e nomeia interventores

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu pela nulidade da Assembleia Geral da CBF que mudou a forma de votação para a presidência de entidade nesta segunda-feira (26). Com isso, a eleição de Rogério Caboclo para a presidência está anulada. Ele foi eleito em abril de 2018. A CBF já recorreu da decisão. Segundo a sentença do juiz Mario Cunha Olinto Filho, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, foram nomeados para comandar a entidade por 30 dias. Os dirigentes precisam aceitar a nomeação, o que ainda não aconteceu. Em nota conjunta, eles disseram que analisarão o caso. “Os presidentes da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, e do Clube de Regatas do Flamengo, Rodolfo Landim, informam que analisarão em conjunto com federações, clubes e advogados a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que os nomeiam interventores da Confederação Brasileira de Futebol. Tão logo tomem uma decisão, os presidentes da FPF e do Flamengo se manifestarão publicamente”, diz o comunicado. Com informações do Globo Esporte.
Jogos de Tóquio 2021: Primeira medalha do Brasil vem no skate de Kelvin Hoefler

O skatista brasileiro Kelvin Hoefler celebra a conquista da medalha de prata na modalidade street nos Jogos de Tóquio (Martin BERNETTI/AFP) Modalidade é estreante nesta edição olímpica, junto com surfe, escalada, caratê e beisebol. Na modalidade street, o paulista ficou atrás do japonês Yuto Horigomi que ficou com o ouro O skatista brasileiro Kelvin Hoefler celebra a conquista da medalha de prata na modalidade street nos Jogos de Tóquio Na estreia do esporte nas Olimpíadas, o paulista somou 36,15 pontos na final, ficando atrás do japonês Yuto Horigomi, que chegou aos 37,18, ganhando o ouro. Já a medalha de bronze foi para o americano Jagger Eaton, com 35,35. O skate é um dos cinco esportes que estreiam nessa edição dos Jogos Olímpicos, ao lado do surfe, escalada, caratê e beisebol. Duas modalidades estão no programa: “street”, que consiste em fazer manobras numa pista com elementos do mobiliário urbano encontrados nas ruas, como corrimões, lombadas, rampas ou escadas, por exemplo. Já no “park” as manobras são realizadas em “bowls”, grandes bacias de concreto que podem ter até três metros de profundidade. Responsável pela estreia do Brasil no quadro de medalhas em Tóquio, Kelvin disse que estava perto do ouro e exaltou o feito logo na estreia do skate no programa olímpico. “Eu acredito que, para o skate do Brasil, isso é uma grande conquista. É gratificante estar aqui. Acredito que vai ter muito mais medalhas e abrimos as portas para muita gente”, declarou. Na segunda-feira, será a vez das mulheres. E o Brasil será representado por Pamela Rosa, Letícia Bufoni e Rayssa Leal. Kelvin acredita que poderia ter buscado o ouro se as condições estivessem um pouco favoráveis. “Se não fosse o vento daria para ter ficado com o ouro. Isso foi um empecilho para mim naquele momento”, disse o brasileiro, que dedicou seu pódio a duas mulheres, sua esposa Ana Paula Negrão e a skatista Pamela Rosa, que estava no local e festejou muito. “Liguei para minha mulher e choramos juntos. Essa medalha é para o skate do Brasil”, continuou. Hexacampeão mundial, Hoefler vive em Los Angeles, na Califórnia, mas cresceu no litoral paulista. Ele é de Vicente de Carvalho, na periferia do Guarujá (SP), e começou a praticar a modalidade aos 9 anos na cozinha da casa dele. “Eu cresci tendo muita dificuldade. Agora acho que estou em um sonho. É muito bom ver a galera incentivando e torcendo pela gente. Aqui não tinha pública, mas sempre que dava pegava o celular e via as pessoas dando apoio nas redes sociais”, afirmou. A estreia do skate no programa olímpico evidenciou o que se imaginava desse esporte que sempre foi sinônimo também de estilo de vida. Atletas festejando manobras ousadas de rivais, apoio moral no erros e festa na pista de street construída especialmente para competição. Na disputa, os atletas representaram o que tem de melhor no espírito olímpico. “A gente é amizade. Eu queria ver o Nyjah (Huston, seu adversário) acertar, queria ver o Angelo Caro acertando. É uma grande família”, revelou Kelvin, citando o skatista dos Estados Unidos, Nyjah Houston e que era favorito mas ficou fora do pódio, e o representante do Peru, de quem é amigo. “O Kelvin é um irmão, um grande atleta e grande pessoa”, elogiou Caro. Ele reforçou a importância da entrada da modalidade no programa olímpico. “Pulamos muitas pedras que apareceram no caminho e agora a Olimpíada está abrindo muitas portas. Nosso esporte precisa crescer mais e nossa presença aqui é importante. Seremos exemplos para as crianças”, disse. Já Nyjah concordou com seu adversário e falou mais sobre esse espírito olímpico dos skatistas. “Se a gente vê alguém fazendo uma manobra incrível, vibramos. Isso faz parte do nosso esporte. Acho que a entrada do skate no programa olímpico trouxe uma grande competição e um alto astral para o evento. É incrível estarmos aqui e finalmente ter a chance de estar no grande palco. Eu disputo competições profissionais há 15 anos e, embora eu tenha tido muitas vitórias e muitos grandes momentos, nunca estive em um palco tão grande”. Anos atrás, alguns competidores da modalidade condenaram a inserção da modalidade no programa olímpico sob o argumento de que ela perderia sua essência. Mas não foi isso que ocorreu, pelo contrário. Os esportistas viram os contratos melhorarem, empresas que não do esporte passaram a investir também e todos os melhores do mundo se esforçaram para conseguir vaga nessa estreia. “As pessoas precisam aprender que há muito mais no skate do que apenas competir. É todo um estilo de vida. Para mim, é muito mais do que um esporte. Acho que tecnicamente agora você pode chamar isso de esporte porque estamos na Olimpíada, mas, para mim, também é um estilo de vida. É sobre ir lá fora, se divertir e viver livre”, continua Nyjah.
Câmara aprova projeto do clube-empresa e Cruzeiro deverá ser o primeiro a aderir

Deputados aprovam projeto do clube-empresa, e texto vai à sanção do presidente Bolsonaro Foram 429 votos a favor e 7 contrários; Projeto de Lei interessa a Cruzeiro e América Várias equipes brasileiras estão de olho na aprovação do projeto, entre elas o Cruzeiro e o América A Câmara dos Deputados aprovou, no início da noite desta quarta-feira, o Projeto de Lei 5.516/2019, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) que estipula regras que permitem a transformação de clubes de futebol em empresas com a participação da iniciativa privada nos moldes da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Agora, o texto segue para a sanção do presidente da República Jair Bolsonaro. Foram 429 votos a favor e apenas sete contrários. Com a criação da SAF, os clubes poderão contar com pessoas físicas, jurídicas e fundos de investimentos para participar da gestão, levantando recursos por meio da emissão de ações na Bolsa de Valores (B3), debêntures, títulos ou valor mobiliário. Tudo será regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Várias equipes brasileiras estão de olho na aprovação do projeto, entre elas o Cruzeiro. O clube celeste já divulgou um edital de convocação para uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, que votará a proposta de transformação da Raposa em clube-empresa. A data da assembleia está marcada para o dia 2 de agosto, de 18h30 às 20h30, no Parque Esportivo do Barro Preto. No modelo proposto, o Cruzeiro será detentor de 100% do capital social, enquanto o eventual investidor controlará até 49% deste capital social. Em entrevista recente, o presidente Sérgio Santos Rodrigues já declarou que só aguarda o ‘ok’ do governo para iniciar a implantação da SAF na Raposa. “A meta do Cruzeiro é ser o primeiro clube-empresa nos modelos da Lei 5516/2019, projeto de lei que tramita no Senado, e tenho certeza que a grande vantagem vai ser a captação de recursos mais segura no mercado”, afirmou o mandatário celeste à TV Senado em maio deste ano. O mandatário celeste explicou como será o modelo pretendido pelo Cruzeiro e ressaltou que a gestão do futebol será separada do clube social. “Vamos ter dois CNPJs. Permanece o clube, inclusive com outros esportes – o Cruzeiro tem o vôlei muito forte que vai continuar associado ao clube –, e a S.A. do Futebol vai tratar só de futebol”, frisou. O América é outro clube mineiro no mesmo caminho que aguarda a aprovação do projeto. Em um processo um pouco mais avançado em relação ao Cruzeiro, o Coelho trouxe de volta o ex-presidente Marcus Salum para ser o coordenador de futebol clube-empresa.
Depois de chorar em campo, Neymar é fotografado gargalhando ao lado de Messi

Imagem foi classificada como “a foto da final” pelo jornal Olé. “Eles podem perder e sofrer, mas em um piscar de olhos, o carnaval e a alegria nascem”, diz jornalista argentino, sem saber que essa capacidade está cada vez mais distante do “DNA” brasileiro O pranto de Neymar no gramado do Maracanã na noite deste sábado (10) após perder a final da Copa América para a Argentina durou pouco. Entre os “hermanos” do país vizinho o que viralizou foi uma foto do principal jogador brasileiro gargalhando ao lado de Leonel Messi no vestiário, após a entrega do troféu. Henrique Rodrigues: O choro de Neymar foi mais fake que a invoice da Covaxin No tuite do jornal esportivo Olé – que classificou o jogo como o Maracanazo Argentino, em alusão à derrota da seleção brasileira para o Uruguai na Copa de 1950 – mais de 32 mil pessoas haviam curtido e outras 3,4 mil compartilhado a imagem até o início deste domingo (11). ???? Esta foto es post partido Teoría: para Neymar es más fuerte la alegría de ver a su amigo campeón que la tristeza de no poder ganado él el título ???????????????????? pic.twitter.com/TzdvHiWRtT — Diario Olé (@DiarioOle) July 11, 2021 É certo que a Copa América teve um significado diferente na Argentina, que se livrou de seu projeto de Jair Bolsonaro – o direitista Maurício Macri – para retomar o progressismo e um viver sem ranços e ódio com Alberto Fernandez. No periódico esportivo, o jornalista Maxi Friggieri classificou a imagem de Neymar no vestiário argentino com Messi como “a foto da final”, que mostra o camisa 10 brasileiro “feliz” por seu amigo. “É verdade, o DNA brasileiro tem uma idiossincrasia muito diferente do argentino. Eles podem perder e sofrer, mas em um piscar de olhos, o carnaval e a alegria nascem. São assim. Nem todos, é sabido. Mas na maioria deles. É invejável. O que outros jogadores argentinos fariam se perdessem a final? Sentar e rir com Ney? E não se trata de criticar o que cada um sente, mas de valorizar que os 10 do Brasil, os melhores deles, deixem de lado a sua tristeza para rir junto com os nossos 10. Obrigado Ney. E, claro, obrigado Leo”, escreve o jornalista argentino, sem saber que essa capacidade de se alegrar em momentos adversos está cada vez mais distante do comportamento brasileiro. Obrigado, Argentina, por nos ensinar que por aqui também poderemos ter um novo dia, sem o ódio e a hipocrisia propagados pela extrema-direita golpista.
O choro de Neymar foi mais fake que a invoice da Covaxin – Por Henrique Rodrigues

Tudo virou um grande engodo, um teatro patriótico falso e ridículo para endossar os delírios do pilantra que tomou o Brasil de refém – O bolsonarismo, como eficiente desgraça que representa, conseguiu tirar do brasileiro até o hábito de torcer e assistir à seleção. A tarefa agora é privativa das hostes idiotizadas que urram suas saudações fascizantes em homenagem ao maior canalha já parido nessa Terra de Vera Cruz. Leia também Argentina bate o Brasil, conquista a Copa América e acaba com jejum de títulos Casagrande chuta a canela de Neymar: ‘Ele não fica bravo com 500 mil mortes? Os jogadores também não colaboram na tarefa de se desvincularem do regime político da morte. Neymar, ao contrário, gosta mesmo é de mostrar seu alinhamento com o quadrúpede genocida. Tudo que a onda de boçalidade e transe coletivo toca vira merda. Tenho medo da feijoada tornar-se símbolo dessa milícia imunda, porque aí teremos que dar adeus à sagrada tradição dos sábados e substitui-la por alguma outra iguaria mais desconhecida. Vejam só como são as coisas. Passei boa parte da minha vida andando de moto por todo o Brasil e somo mais de 23 mil quilômetros só de sertão. Dia desses me peguei olhando feio para a companheira de aço. Percebi que era involuntário. O princípio de asco repentino e incontrolável já é um resultado das motocadas da morte que o facínora promove, emulando um de seus padrinhos ideológicos, o tirano italiano Benito Mussolini. Até a bandeira da pátria na qual nascemos, nosso pendão nacional, provoca-nos agora calafrios. Ver esses sem-vergonhas enrolados nela é de virar o bucho. Ontem, na final da Copa América entre Brasil e Argentina, no Maracanã, tivemos um exemplo prático de como essa lógica trágica e triste, mas real, funciona. Audiência quase zero. A imensa maioria dos brasileiros sequer assistiu ao embate, numa competição continental que foi marcada mesmo pelas contaminações de Covid-19, em número muito maior que o de gols. A transmissão foi feita pelo SBT, um canal de tevê decadente, cafona e tosco em todos os aspectos, cujo dono, um senhor quase centenário que apoiou a Ditadura Militar, resolveu servir de porta-voz às loucuras do símio do Planalto. E eis que nesse cenário sem graça e insípido surge uma final entre os dois grandes rivais das Américas. As nações de Pelé e Maradona, que juntas somam sete títulos de Copa do Mundo. Só que isso não é o suficiente para trazer emoção, senso de unidade ou para fazer emanar uma energia em prol do Brasil. Não no país em que seu líder autoritário e de contornos psicopáticos sequestrou símbolos nacionais populares para servir aos seus propósitos assassinos. O choro de Neymar ao final da partida, milimetricamente projetado e calculado para servir ao regime como imagem do patriota sofredor, foi o ponto máximo dessa encenação patética. Ajoelhou-se com as mãos em oração, aos prantos, do jeito que o fundamentalismo evangélico bolsonarista ama. Chorinho forçado, sem lágrimas, escondendo a cara na barra da camisa, como um criança manipuladora tentando comover os pais para ganhar um brinquedo. Aquele choro de Neymar ontem foi mais fake que a invoice da Covaxin apresentada pelo Onyx Lorenzoni. Mas o bolsonarismo é isso. É esse incessante espalhar de safadezas, essa distribuição gratuita do ranço. Um dia vai passar. Até esse dia chegar, sigamos assim: eles lá e a gente aqui. Henrique Rodrigues é jornalista e professor de Literatura Brasileira
Argentina bate o Brasil, conquista a Copa América e acaba com jejum de títulos

O jogador Messi comemora título após partida entre Argentina e Brasil, válido pela final da Copa América 2021 (Dhavid Normando/Estadão Conteúdo) Com a vitória por 1 a 0, neste sábado, no Maracanã, a seleção argentina voltou a ganhar um título depois de 28 anos e coroa Lionel Messi O jogador Messi comemora título após partida entre Argentina e Brasil, válido pela final da Copa América 2021 Acabou! Acabou a Copa América que a seleção brasileira não queria disputar no país em meio à pandemia de Covid-19. Acabou também o jejum de títulos da Argentina. Com a vitória por 1 a 0, neste sábado, no Maracanã, a seleção argentina voltou a ganhar um título depois de 28 anos e coroa Lionel Messi, o seu grande astro. Desde a Copa América de 1993, quando bateu o México, a seleção argentina não levantava uma taça. Depois daquele triunfo no Equador, gerações de jogadores talentosos chegaram perto da glória, mas sempre fracassaram. A Argentina vivia até esse sábado o seu maior jejum de títulos da história. Nunca o país ficou tanto tempo sem conquistas. Entre as seleções campeãs do mundo, seu período sem taças só era menor do que o da Inglaterra, que não vence uma competição desde a Copa de 1966 e hoje decide a Eurocopa em casa com a Itália. O jogo deste sábado no Maracanã também encerra uma série de derrotas para o Brasil em partidas decisivas, como as Copas Américas de 1995, 1999, 2004, 2007 e 2019, além da Copa das Confederações de 2005. Já a seleção de Tite amarga uma derrota diante do seu maior rival em uma partida em que praticamente nada deu certo. A começar pelo lateral-esquerdo Renan Lodi, que saiu do jogo como vilão da derrota ao cometer um erro feio no lance que decidiu o título. Como em um jogo de xadrez, as duas equipes começaram a partida cautelosas, estudando cada movimento do adversário. Até por isso, os primeiros 15 minutos foram pouco intensos, com exceção das faltas dos argentinos para segurar as investidas do Brasil. Neste cenário, qualquer vacilo poderia ser fatal. E foi. Aos 21 minutos, Renan Lodi falhou ao não conseguir interceptar o lançamento de De Paul para Di María. Com extrema qualidade e tranquilidade, o atacante argentino sobrou sozinho de frente para Ederson e só deu um “tapa” na bola para encobrir o goleiro. Um golaço. Se nas demais partidas da Copa América a conexão entre Lucas Paquetá e Neymar funcionou bem e foi fundamental para que o Brasil chegasse à decisão, neste sábado a dupla teve muita dificuldade para encaixar as jogadas. O craque do Paris Saint-Germain era sempre vigiado de perto por dois marcadores mesmo quando estava sem a bola, enquanto Paquetá ficou preso entre as linhas de defesa da Argentina. Everton Cebolinha e Richarlison também pouco produziram ao longo de todo o primeiro tempo. No intervalo, Tite sacou o volante Fred para a entrada do atacante Roberto Firmino. O Brasil ficou mais leve, passou a pressionar a saída de bola argentina e até chegou a balançar a rede aos sete minutos com Richarlison – o atacante, no entanto, estava impedido no momento em que recebeu o passe de Paquetá e a arbitragem anulou o gol. Mesmo com mais posse de bola, o maior problema do Brasil estava na armação das jogadas. Faltava, por exemplo, lances em profundidade com os laterais para abrir espaços no meio. Neymar, por muitas vezes, exagerava na individualidade e facilitava o trabalho dos zagueiros argentinos. Tite, então, resolveu partir com tudo para cima da Argentina. Colocou em campo Vinicius Junior e Gabigol e o Brasil passou a jogar com cinco atacantes. Somente Casemiro ficava na marcação à frente da defesa. Mas as alterações não surtiram o efeito desejado pelo treinador brasileiro. Para segurar a vantagem, a Argentina deixou o jogo truncado, tenso. Os jogadores valorizavam cada falta ou bola para fora para ganhar tempo. Deu certo. O jogo se arrastou assim até o apito final e a Argentina, enfim, acabou com o seu mais longo jejum de títulos. Lágrimas de crocodilo Neymar chora em campo após vice do Brasil para a Argentina no Maracanã O atacante Neymar foi às lágrimas depois da derrota do Brasil por 1 a 0 para a seleção da Argentina, neste sábado, no Maracanã. Depois que não conseguiu ajudar o Brasil a virar o placar na decisão da Copa América, Neymar chorou – e muito – no gramado do Maracanã. FICHA TÉCNICA BRASIL 0 X 1 ARGENTINA GOL – Di María, aos 21 minutos do primeiro tempo. ÁRBITRO – Esteban Ostojich (URU). CARTÕES AMARELOS – Fred, Paredes, Lo Celso, De Paul, Renan Lodi, L. Paquetá, Otamendi, Marquinhos e Montiel. BRASIL – Ederson; Danilo, Marquinhos, T. Silva e Renan Lodi (Emerson); Casemiro, Fred (Firmino) e L. Paquetá (Gabigol); Everton (Vinicius Jr.), Neymar e Richarlison. Técnico: Tite. ARGENTINA – E. Martínez; Montiel, Romero (Pezzella), Otamendi e Acuña; Paredes (G. Rodríguez), Lo Celso (Tagliafico), Di María (Palacios), De Paul e Messi; Lautaro Martínez (N. González). Técnico: L. Scaloni. Agência Estado