Casagrande chuta a canela de Neymar: ‘Ele não fica bravo com 500 mil mortes?

Uma postagem de Neymar nas redes sociais, na qual ele se diz bravo com brasileiros torcerem para a Argentina na final da Copa América, não agradou o comentarista e ex-jogador da seleção brasileira Walter Casagrande, do Grupo Globo. Ele questionou o “patriotismo” e se o camisa 10 não fica bravo com os verdadeiros problemas do Brasil. “Torcer para a seleção brasileira é uma agulha no palheiro no contexto do universo de patriota. Ficar bravo com quem dizer que vai torcer para a Argentina e não ficar bravo com mais de 500 mil mortes no país, que o governo não comprou vacina, dos escândalos da ‘rachadinha’, de CPI e de excessivas ações da polícia em morros do Rio de Janeiro?”, questionou Casagrande durante o programa “Seleção SporTV” desta sexta-feira (9). “Eu nunca vi o Neymar falar que o governo tem que comprar vacina, que as pessoas têm que vacinar, que não podem escolher a vacina, usar máscara e para fazermos isolamento social. Eu nunca vi o Neymar ficar bravo com os problemas de verdade dos brasileiros”, afirmou o comentarista. “O Neymar se sente brasileiro só quando o problema é torcer para a Argentina? Ele acha que ser brasileiro é isso?”, completou.

Isso a Globo não mostra: Brasil vai disputar com Argentina a final da Copa América

A TV Globo não tem o direito de transmissão para a final entre Brasil e Argentina, no sábado (10/7), às 21h, no Maracanã, Rio de Janeiro, pela Copa América 2021. O homem do baú, o empresário Silvio Santos, dono do SBT, é quem possui esse privilégio. Aliás, futebol é coisa tão séria que não deveria ter reservas na transmissão pela televisão ou pela internet. Assim como a vacina na pandemia, que não deveria ter patente ou propriedade intelectual, porque é direito humano fundamental. Dito isso, após a Argentina passar pela Colômbia na semifinal, que após empate de 1 a 1 no tempo regulamentar, o time liderado por Messi venceu por 3 a 2 nos pênaltis. “O Brasil com o Neymar vai ser muito difícil. Conhecemos o potencial deles, o que o Ney faz individualmente …”, disse Messi após a vitória sobre os colombianos. A Argentina chega a final contra o Brasil com 19 jogos de invencibilidade. A última derrota da equipe de Lionel Messi foi diante da Seleção Brasileira na semifinal da Copa América de 2019. A seleção argentina também é a última equipe a ter vencido o Brasil, em novembro de 2019, quando Messi fez o único gol do amistoso disputado na Arábia Saudita. O presidente Jair Bolsonaro, que bancou a realização da Copa América 2021 no Brasil, mesmo na pandemia, terá a oportunidade de fazer no sábado uma propaganda adicional do ‘regime genocida’ para a América Latina e o Mundo. Onde assistir ao vivo a Brasil x Argentina, pela semifinal da Copa América? Brasil e Argentina decidem a Copa América neste sábado (10/7), no Maracanã, às 21h (horário de Brasília). Você poderá acompanhar o duelo ao vivo pelo SBT e pela ESPN Brasil. Via Blog do Esmael

Copa América já tem 140 casos de Covid-19 confirmados, segundo Conmebol

 Trabalhadores terceirizados e operários são maioria entre infectados na competição A Conmebol divulgou uma atualização no número de casos confirmados de Covid-19 na Copa América nesta segunda-feira (21). Segundo dados da confederação, já são 140 infectados. Segundo a entidade, “a maioria dos afetados são trabalhadores, membros de delegações e pessoal terceirizado”. Essa informação, que reforça a precarização desses trabalhadores, foi tratada como uma boa notícia pela entidade. “Apenas 140 testes foram positivos, um número que representa 0,9% do total. […] Em comparação com o relatório anterior, a incidência do coronavírus diminuiu, o que é um sinal claro de que as medidas preventivas e os protocolos de saúde estão funcionando conforme o esperado”, diz a nota. A entidade afirma que “os protocolos sanitários implementados pela CONMEBOL provaram ser altamente eficazes em torneios internacionais disputados na América do Sul”.

Conmebol confirma 65 casos de coronavírus na Copa América

Número de doentes vem aumentando a cada dia na competição Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (17), a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) confirmou que já foram constatados 65 casos de Covid-19 em pessoas envolvidas com a Copa América, que está sendo disputada no Brasil desde o último domingo (13). Conforme a entidade, 19 infectados fazem parte das delegações das seleções, como jogadores e comissão técnica, e 46 correspondem a funcionários que atuam na própria Conmebol, nos estádios e na arbitragem. Até o momento, já teriam sido feito 6.548 testes da doença, dos quais 98,81% deram resultado negativo. “A Conmebol se compromete com a estrita aplicação do Protocolo de Recomendações Médicas para treinamentos, viagens e competições durante a pandemia, respeitando as medidas sanitárias nele estipuladas. A Conmebol também mantém um canal permanente de comunicação com as Autoridades Sanitárias da República Federativa do Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS)”, disse. “Lembrando que a Conmebol é a única Confederação que segue firme com seu Plano de Vacinação contra Covid-19 para as pessoas que compõem a família do futebol. Ratificando nossa prioridade e compromisso com o cuidado com a saúde de nossos atletas e com todo o ambiente futebolístico, desejo a minha despedida”, escreve Dr. Osvaldo Pangrazio Presidente da Comissão Médica Diretor da Unidade Antidopagem.

Infectados com Covid, jogadores venezuelanos pegaram cepa de origem do Brasil

Variantes foram identificadas após sequenciamento genético realizado nas amostras coletadas dos atletas Os jogadores e integrantes da delegação da Venezuela detectados com o coronavírus estão infectados com a variante P1, que é a de origem no Brasil, identificada inicialmente na Amazônia, de acordo com o sequenciamento genético realizado nas amostras. A reportagem é da CNN Brasil. “Relatório do sequenciamento das amostras positivas enviadas pelo Sabin provenientes tanto da equipe da Venezuela, quanto de membros organizadores do torneio – o que inclui o membro da Conmebol e outras 7 amostras de terceirizados. Totalizando assim 20 amostras enviadas, das quais 14 estavam em condições para sequenciamento. Todas as 14 amostras sequenciadas deram positivas para a cepa P1”, informa um resumo da nota técnica, ao qual a CNN teve acesso. Segundo a reportagem, a íntegra da nota técnica, elaborada pelo governo do Distrito Federal, será encaminhada ao médico da delegação da Venezuela. Apesar da variante ser a do Brasil, as autoridades do governo local afirmam que a infecção não ocorreu no país. A delegação, que esteve antes na Colômbia, teria chegado já doente ao Brasil, apesar de não apresentar sintomas. “Não houve tempo para que eles fossem infectados no Brasil”, afirmou o secretário de Saúde de Brasília, Osnei Okumoto, à CNN.

Quatro ministros do STF votam contra ação que tenta impedir Copa América no Brasil

Voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio Mello, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski Eduardo Simões, Reuters – Quatro dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestaram contra a ação que busca impedir a realização da Copa América no Brasil por causa da pandemia de Covid-19 em julgamento no plenário virtual da corte. A relatora da ação, ministra Cármen Lúcia, justificou a recusa da ação pela “carência de atendimento aos pressupostos processuais”, como a ausência de indicação do ato do Poder Executivo a ser revogado na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Ela disse, no entanto, que a recusa da ação “não exime os agentes públicos competentes de adotarem decisões e providências sanitárias, de segurança pública e outras que dêem cumprimento aos protocolos adotados no plano nacional, estadual e local e ainda daqueles que venham a ser necessários para que se completem todas as medidas para prevenir, dificultar e tratar os riscos e sequelas de transmissão, contaminação e cuidado pela Covid-19”. A relatora foi acompanhada pelos ministros Marco Aurélio Mello, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. Lewandowski, que é relator de uma outra ADPF que também questiona a realização da Copa América, determinou em seu voto nesta segunda ação que os governos federal, do Distrito Federal, dos Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás, além das prefeituras das outras cidades que sediarão jogos –Rio de Janeiro, Cuiabá e Goiânia– apresentem em até 24 horas antes do início do torneio, marcado para domingo, planos para realizar a competição de forma segura e para impedir o avanço da Covid-19. Os demais ministros têm até o final desta quinta-feira para se manifestarem sobre a ação no plenário virtual da corte. Em uma terceira ação, esta um mandado de segurança, que questiona a Copa América no Brasil e também é relatada por Cármen Lúcia, a ministra rejeitou a ação que buscava impedir a adoção de atos legais ou administrativos que permitissem a realização do torneio e foi acompanhada por Marco Aurélio e Lewandowski. Fachin, por sua vez, divergiu da relatora, não para votar contra a realização da Copa América –por entender não “haver razões suficientes para, em juízo de deliberação, concluir pela interrupção de todo e qualquer preparativo que viabilize a realização do referido torneio”–, mas para determinar a adoção de “medidas de mitigação de risco”. Entre elas, Fachin cita a divulgação de informações confiáveis sobre a situação da pandemia no Brasil, planos de emergência com autoridades sanitárias e de segurança, protocolo de notificação rápida de casos de Covid-19 relacionados ao torneio, protocolos a serem adotados em caso de surtos da doença, entre outras.

Presidente da CBF, acusado de assédio, patrocina o bolsonarista Milton Neves

Rogério Caboclo, Presidente da CBF, e ainda presidente da República, Jair Bolsonaro. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF) O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Langanke Caboclo, formalmente acusado nesta sexta-feira (04) de assédio moral e sexual por uma funcionária da organização, conforme publicou o portal ge.globo, possui participação em doze empresas, entre elas distribuidoras de produtos alimentícios. Ao todo, pelo menos 49 pessoas são sócias do cartola em empresas de atuações bastante distintas, da advocacia ao esporte. Alguns CNPJs estão diretamente ligados ao futebol, como os da própria CBF e o Copa América 2019 – Comitê Organizador Brasileiro Eireli, criado para promover o evento. Dois anos depois, em plena pandemia e diante da recusa da Colômbia e da Argentina, a Copa América deve ocorrer novamente no Brasil, sob as bênçãos do presidente Jair Bolsonaro. Somado, o capital social das corporações que estão em nome do dirigente chega a R$ 1.249.065,00. Na lista há um escritório de advocacia e três distribuidoras (um setor anterior ao atacadista na cadeia de vendas), cujas sociedades ele divide com familiares: Caboclo Distribuidor Ltda, Cromma Logística Empresarial e Rommac Distribuidora de Produtos Alimentícios, esta com sede em vários municípios. Com 50 anos de história, a Caboclo é distribuidora exclusiva da Mondelez Brasil, detentora das marcas Lacta, Sonho de Valsa, Bis, Oreo, Trident e Trakinas, entre outras, nos segmentos de comércio. Atua na capital paulista, em bares, padarias, lanchonetes, restaurantes, bombonieres, hotéis, motéis e supermercados de pequeno, médio e grande porte. A Rommac cobre todos os ambientes de varejo e tem clientes de peso, caso da multinacional Cargill (com suas marcas de azeite, por exemplo), da Jacobs Douwe Egberts e da Toscado. Fundada em 2016, também está presente na Grande São Paulo, além do litoral paulista, do Vale do Ribeira e do Vale do Paraíba. PATROCINADO PELA ROMMAC, MILTON NEVES DIZ QUE DENÚNCIA NÃO É CONDENAÇÃO A Rommac Distribuidora é uma das patrocinadoras do programa “Domingo Esportivo“, apresentado pelo jornalista bolsonarista Milton Neves. Ele comanda a atração ao lado de Guilherme Cimatti e Ricardo Garcia. Conhecido como rei do merchandising no esporte, prática da qual se orgulha, Neves possui um quadro, o “Empório do Miltão”, no qual apresenta produtos de seus parceiros comerciais. O apresentador apoia publicamente o governo Bolsonaro e é amigo pessoal do secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Fabio Wajngarten. Em post de 2019 no blog Bela Jogada, ele disse que votou no presidente duas vezes e votaria mais 500 ou em qualquer outro, “desde que o candidato da vermeiada de mãos e olhos gigantescos fosse derrotado e desaparecido”. Ao justificar o convite para estrelar a campanha publicitária a favor da Reforma da Previdência, a qual chamou de excelente, afirmou, citando ao final a distribuidora de Caboclo, a Rommac: — Seria apenas mais uma de minhas milhares de campanhas que faço desde 1982 de bancos, cinco marcas de cervejas, cada uma a seu tempo, palestras, eventos corporativos de multinacionais, móveis, chuveiros, fios e cabos, água mineral, ar condicionado, sapato, celular, atacados, supermercados, restaurantes top, Thinner da Natrielli, Distribuidora de Produtos, EMS, Bradesco, Febraban, Cartão Corinthians, Sicredi, Alimentos Aurora, Magnus, Cepam da Village, Rommac e mais uns 30 clientes regionais também de mercado imobiliário. Nesta sexta-feira, ao comentar em seu blog sobre o caso envolvendo o presidente da CBF, o apresentador se apressou em dizer que “denúncia não é condenação” e que “precisamos esperar que os fatos sejam esclarecidos”. Segundo ele, muitos “antenados jornalistas” já indicam a “morte política” do dirigente. “Mas, olha, eu já vi muito presidente da CBF cair por desvios dos mais variados tipos”, completou. “Agora, por assédio, se de fato acontecer, será a primeira vez! Infelizmente, tenho a sensação de que a poltrona do mandatário da entidade máxima de nosso futebol esteja amaldiçoada”. FUNCIONÁRIA RELATOU SUCESSIVOS COMPORTAMENTOS ABUSIVOS Conforme apuração dos repórteres Gabriela Moreira e Martín Fernandez, a denúncia contra Caboclo foi protocolada no início da tarde de sexta-feira na Comissão de Ética da CBF e na Diretoria de Governança e Conformidade. Os abusos teriam ocorrido contra uma funcionária, que detalhou episódios vividos por ela desde abril do ano passado. No documento, a mulher afirma ter provas de todos os fatos e pede que o dirigente seja investigado e punido com o afastamento da organização e, também, pela Justiça Estadual. Entre os fatos narrados estão constrangimentos sofridos em viagens e reuniões com o presidente e na presença de diretores da CBF, homens. Na denúncia, a vítima detalha o dia em que o dirigente, após sucessivos comportamentos abusivos, perguntou se a funcionária se “masturbava”. Em um dos episódios de extrema gravidade, de acordo com o relato, ele tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”. Procurado, o cartola não se pronunciou sobre a denúncia. PATRIMÔNIO CRESCEU QUANDO ADVOGADO VIROU CARTOLA Reportagem de 2015 da Folha mostrou que o dirigente, formado em Direito e Administração de Empresas, viu seu patrimônio em carros e imóveis se multiplicar desde que começou a trabalhar como cartola de federações de futebol. Em 2001, quando ele assumiu seu primeiro cargo na Federação Paulista de Futebol (FPF), tinha em torno de R$ 570 mil em bens. Após 17 anos, já acumulava R$ 8,6 milhões, cerca de quinze vezes a quantia original. O aumento dos bens aconteceu principalmente a partir de 2012, quando Caboclo entrou no Comitê Organizador Local da Copa de 2014, financiado com recursos da Fifa. Na época, ele argumentou, por meio da assessoria da CBF, que o crescimento era condizente com a sua renda no período. Via De olho nos ruralistas

Funcionária da CBF apresenta denúncia de assédio sexual e moral contra Rogério Caboclo

Documento protocolado na entidade detalha comportamentos abusivos. Segundo texto, Caboclo tentou forçar funcionária a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela” Por Gabriela Moreira e Martín Fernandez — Globo Esporte O presidente da CBF, Rogério Caboclo, foi formalmente acusado de assédio moral e sexual por uma funcionária da entidade. A denúncia foi protocolada no início da tarde desta sexta-feira na Comissão de Ética da CBF e a Diretoria de Governança e Conformidade. Os abusos teriam ocorrido contra uma funcionária, autora da denúncia, que detalhou episódios vividos por ela desde abril do ano passado. No documento, ela afirma ter provas de todos os fatos narrados e pede que o dirigente seja investigado e punido com o afastamento da entidade e, também, pela Justiça Estadual. Gabriela Moreira e Martín Fernandez comentam denúncia de assédio sexual de funcionária da CBF contra Rogério Caboclo Entre os fatos narrados pela funcionária estão constrangimentos sofridos por ela em viagens e reuniões com o presidente e na presença de diretores da CBF. Na denúncia, a funcionária detalha o dia em que o dirigente, após sucessivos comportamentos abusivos, perguntou se ela se “masturbava”. Entre outros episódios de extrema gravidade, segundo a funcionária, Caboclo tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”. Procurado pela reportagem, Rogério Caboclo respondeu através de seus advogados. – A defesa de Rogério Caboclo responde que ele nunca cometeu nenhum tipo de assédio. E vai provar isso na investigação da Comissão de Ética da CBF. Rogério Caboclo é acusado de assédio sexual por funcionária da CBF — Foto: Reprodução/Rede Amazônica A funcionária afirma ainda que ela teve sua vida pessoal exposta diante de outros funcionários, com narrativas falsas criadas pelo presidente acerca de supostos relacionamentos que teria tido no âmbito da CBF. Parte destes episódios, de acordo com a manifestação da funcionária, aconteceu em reuniões que tinham a presença de todos os diretores da entidade. A denúncia diz ainda que os abusos eram de conhecimento de outros diretores. – Tenho passado por um momento muito difícil nos últimos dias. Inclusive com tratamento médico. De fato, hoje apresentei uma denúncia ao Comitê de Ética do Futebol Brasileiro e à Diretoria de Governança e Conformidade, para que medidas administrativas sejam tomadas – disse ao ge a funcionária, que não terá seu nome revelado por proteção à vítima. Segundo afirma a funcionária na denúncia, durante todo o período em que os abusos ocorreram, o presidente estava sob efeito de álcool. No documento, ela relata pedidos de Caboclo para que ela escondesse bebidas em lugares previamente combinados, para que o dirigente pudesse beber ao longo do expediente. O documento foi enviado por e-mail ao presidente da Comissão de Ética e ao diretor André Megale, responsável pela Governança e Conformidade. Esta diretoria faz parte da estrutura da CBF, enquanto a Comissão de Ética é um órgão que deve ser independente da entidade. Crise na entidade Embora a denúncia tenha sido oficializada nesta sexta, o assunto já era de conhecimento de todos os diretores e vice-presidentes da CBF há pelo menos um mês e meio, quando a funcionária, que faz parte do time de cerimonialistas da entidade, relatou para colegas e superiores que vinha sendo assediada pelo presidente. No dia 12 de maio, a ESPN e o ge publicaram que Caboclo enfrentava uma crise interna que podia encerrar seu mandato. Entretanto, nada foi feito em relação ao tema, uma vez que o relato não havia sido formalizado. A reportagem apurou que no mesmo dia em que informou sobre o caso, a funcionária também mostrou a pessoas próximas algumas das provas que tinha, mas preferiu não formalizar a queixa. No mesmo dia em que relatou os abusos, a cerimonialista pediu afastamento de suas atividades por motivos de saúde. Considerada de perfil discreto e reservado, a funcionária está na CBF desde 2012. Foi contratada para trabalhar na recepção e, posteriormente, promovida para o setor de cerimonial. Tida como extremamente profissional, ela é querida entre colegas, presidentes de federação e parceiros da entidade que circulam com frequência pelo prédio. Desde que se licenciou, ela tem ficado reclusa e se limitado a falar com seus advogados e familiares. Antes da convocação do dia 14 de maio, Caboclo chegou a reunir a comissão técnica de Tite para dar sua versão dos fatos. Mas o clima de desconfiança entre o presidente e a comissão permanece. Jogadores e Tite se reuniram com Caboclo na quarta-feira — Foto: Lucas Figueiredo/CBF Nesta semana, o dirigente conversou com os jogadores da Seleção sobre a decisão de mudança da sede da Copa América para o Brasil. Atletas mais experientes do elenco externaram a insatisfação por terem descoberto pela imprensa e pelas redes sociais que o Brasil sediará o torneio. Eles também questionaram sobre a possibilidade de a competição não ser realizada. – Temos uma opinião muito clara e fomos lealmente, numa sequência cronológica, eu e Juninho, externando ao presidente a nossa opinião. Depois, pedimos aos atletas para focarem apenas no jogo contra o Equador. Na sequência, solicitaram uma conversa direta ao presidente. Foi uma conversa muito clara, direta. A partir daí, a posição dos atletas também ficou clara. Temos uma posição, mas não vamos externar isso agora. Temos uma prioridade agora de jogar bem e ganhar o jogo contra o Equador. Depois desses dois jogos, vou externar a minha posição – disse Tite em coletiva na quinta-feira. A Seleção enfrenta o Equador, nesta sexta, às 21h30, em Porto Alegre, pelas eliminatórias para a Copa. Na terça, os comandados de Tite vão encarar o Paraguai, em Assunção. Veja as punições previstas pelo Código de Ética e Conduta da CBF: Art. 21 As violações a este Código pelas pessoas a ele submetidas ou as infrações de quaisquer outras regras e regulamentos da CBF, das Federações, das Ligas e dos Clubes são passíveis de punição, cumulativas ou não, das seguintes sanções: I) Advertência, reservada ou pública; II) Multa, de até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais); III) Prestação de trabalho comunitário; IV) Demissão por justa causa; V) Suspensão, por até 10

Copa América – Conmebol anuncia Brasil como nova sede, após o não da Argentina

 Pesou a favor do Brasil a expertise da organização da última Copa América, em 2019 (Conmebol/Divulgação) Entidade diz que recebeu sinal verde do governo Bolsonaro e promete realizar o ‘evento esportivo mais seguro do mundo’ Após anunciar a suspensão da Copa América de 2021, que seria sediada na Argentina, a Conmebol escolheu o Brasil como nova sede da competição. A entidade decidiu tirar a competição do país vizinho devido ao agravamento da pandemia. Pesou a favor do Brasil a expertise da organização da última Copa América, em 2019 (vencida pela Seleção Brasileira). Além disso, outro argumento utilizado foi o fato do país ter mais estádios em boas condições para os jogos das equipes nacionais sul-americanas. A Conmebol fez consulta ao governo federal, que deu sinal verde para o torneio. A entidade agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro e à CBF por “abrir as portas desse país” para o “evento esportivo mais seguro do mundo”, apesar doa altos números de casos e de mortes por Covid-19. O presidente da Conmebol, o paraguaio Alejandro Domínguez, revelou que o governo do País deu garantias para a organização do evento. “O presidente (Rogério) Caboclo conversou com o presidente Jair Bolsonaro, que apoiou a iniciativa de imediato, com o aval dos Ministérios da Casa Civil, da Saúde, das Relações Exteriores e da Secretaria Nacional do Esporte”, afirmou Alejandro Domínguez. ¡Brasil recibirá a la CONMEBOL @CopaAmerica 2021! El mejor fútbol del mundo llevará alegría y pasión a millones de sudamericanos. La CONMEBOL agradece al Presidente @jairbolsonaro y su equipo, así como a la Confederación Brasileña de Fútbol @CBF_Futebol, — CONMEBOL.com (@CONMEBOL) May 31, 2021 O dirigente da Conmebol foi além: “O governo brasileiro demonstrou agilidade e capacidade de decisão em um momento fundamental para o futebol sul-americano”, acrescentando que “o Brasil vive um momento de estabilidade”. “O Brasil tem comprovada infraestrutura e experiência acumulada recentemente para organização a competição”, enfatizou Domínguez, lembrando da Copa do Mundo de 2014, dos Jogos Olímpicos de 2016 e também da final da Libertadores, em janeiro. Agora, os dirigentes definem quais estádios serão sede dos jogos Neo Química Arena, Allianz Parque, Maracanã, Beira-Rio, Mineirão e Mané Garrincha estão contados. A ideia e evitar muito deslocamento com as delegações. Brasília deve ser sede de abertura, assim como Arena Pernambuco e Arena das Dunas, em Natal, podem receber jogos. A final seria no Maracanã. A Arena da Amazônia deve ser descartada pela distância. Mudanças de última hora No domingo, a Conmebol decidiu que a competição não seria mais disputada na Argentina, devido ao aumento no número de casos de Covid-19 para as quais o governo local exigia o cumprimento de um protocolo sanitário muito rígido. Há 10 dias, também decidiu cancelar a realização do evento na Colômbia por conta dos distúrbios políticos que levaram a protestos violentos nas últimas semanas, nos quais morreram dezenas de pessoas, e pelo crescimento da pandemia no país. Esta seria a primeira edição deste campeonato a ser realizada em dois países simultaneamente. Em um primeiro momento, o Brasil não era uma opção, por causa da disputa simultânea do Campeonato Brasileiro. Chile, Estados Unidos e até Israel surgiam como alternativas para ‘salvar’ a competição, que via pagar US$ 4 milhões (R$ 20,8 milhões) e mais US$ 10 milhões (R$ 52,2 milhões) para o selecionado campeão. Suspensão A CONMEBOL informa que, em atenção às circunstâncias presentes, resolveu suspender a organização da Copa América na Argentina. A CONMEBOL analisa a oferta de outros países que mostraram interesse em abrigar o torneio continental. Em breve serão anunciadas novidades nesse sentido. — Copa América ???????? (@copaamerica_POR) May 31, 2021 “A Conmebol informa que, em atenção às circunstâncias presentes, resolveu suspender a organização da Copa América na Argentina. A Conmebol analisa a oferta de outros países que mostraram interesse em abrigar o torneio continental”, escreveu o órgão em sua conta do Twitter. Depois da intensificação da pandemia da Covid-19 na Argentina, a Conmebol preferiu suspender o evento esportivo. O começo da Copa América 2021 estava marcado para o dia 13 de junho, com um jogo entre Argentina e Chile. O chefe de gabinete do governo argentino, Santiago Cafiero, explicou nesta segunda-feira que “com tantos casos não poderíamos realizar um evento com estas características”. “A Argentina tinha um compromisso e tentamos sempre sustentá-lo, mas a realidade epidemiológica nos impediu”, disse Cafiero em entrevista coletiva. A Argentina, que tem 45 milhões de habitantes, vive o pior momento da pandemia, com registro de 41.080 infecções na última quinta-feira, atingindo mais de 3,7 milhões de casos positivos e 77 mil mortes desde o surgimento do coronavírus. A taxa de mortalidade é de quase 500 por dia. “Trabalhamos com as autoridades da Conmebol em diferentes possibilidades e cenários. Mas tudo sempre esteve sujeito a algo que ultrapassa a organização do torneio e que tem a ver com o aumento de casos, com a forma como a segunda onda de infecções continua a atingir” destacou Cafiero. Uma pesquisa de opinião pública divulgada na sexta-feira passada revelou que 70% dos argentinos rejeitam a realização da Copa América no país em meio à onda de infecções. Descontentamento A alarmante situação epidemiológica na América Latina também chamou a atenção dos jogadores, que se posicionaram contra o torneio pelo alto índice de infecções. Luis Suárez e Édinson Cavani, os atacantes da seleção uruguaia que estão concentardos com a equipe em Montevidéu, no sábado expressaram que não eram a favor da realização da competição na Argentina. “Estamos em uma situação difícil mundialmente, mas mais ainda na América do Sul nos últimos meses, e a Argentina é um dos países mais complicados. Por isso nos chama a atenção que a Copa América seja realizada em meio a este cenário, mas quando for confirmada devemos participar dela da melhor maneira possível e não pensar na pandemia “, disse Suárez. Já Cavani destacou que “os jogadores não têm voz nem voto, não temos peso em certas coisas”. “Hoje somos nós que temos que ir e colocar a cara para tentar dar alegria às pessoas que estão trancadas em

Funcionária da Nike acusa Neymar de assédio sexual; denúncia teria motivado fim de contrato

Jogador ainda tinha mais oito anos de contrato com a empresa. Pai do atacante diz que Nike faz chantagem e armação Uma funcionária da Nike acusa o Neymar de assédio sexual, ocorrido em 2016. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, publicada nesta quinta-feira (27), o jogador teria tentado forçá-la a fazer sexo oral em um quarto de hotel de Nova York. Ela estava no local a trabalho e fazia a logística para o atacante e a sua comitiva. A funcionária chegou a registrar uma reclamação para a empresa em 2018, relatando o caso para o chefe de recursos humanos e conselho geral. Ainda segundo o jornal norte-americano, a Nike contratou advogados para conduzir uma investigação. A denúncia teria sido o motivo do rompimento do contrato da marca com o jogador do Paris Saint-Germain, em agosto do ano passado. Na época, a empresa não justificou o motivo do rompimento, mas a parceria ainda tinha mais oito anos de duração. “A Nike encerrou seu relacionamento com o atleta porque ele se recusou a cooperar na investigação, após alegações de irregularidades apresentadas por um funcionário”, disse Hilary Krane, conselheiro geral da Nike, em entrevista ao jornal. Neymar nega a acusação. “Neymar Jr. se defenderá vigorosamente contra esses ataques infundados caso alguma reclamação seja apresentada, o que não aconteceu até agora”, disse a assessoria do atleta, que justificou o fim do contrato com a Nike por motivos comerciais. O pai do jogador também se posicionou contra a denúncia. “Como pode sair uma notícia dessa? Concorda comigo? Fomos surpreendidos por algo que aconteceu em 2016, que ninguém lembrava mais desse fato. É muito estranho tudo isso agora. O Neymar nem conhece essa moça, claro que isso partiu da Nike depois da nossa saída”, disse o pai do atleta, em entrevista à Folha de S.Paulo. “Muito estranho, todos saem da Nike e são acusados assim. Muito estranho, isso aconteceu com o Cristiano Ronaldo, com o cara lá do basquete que morreu, o Kobe [Bryant], eles passam a ser denegridos, como o Neymar está sendo acusado falsamente agora. Se a Nike quer chantagem, armação, vamos para cima da Nike então”, completou. Caso Najila Não é a primeira vez que Neymar é acusado de assédio sexual. Em junho de 2019, a modelo Najila Trindade acusou o jogador de estupro em um hotel de Paris. Ele, no entanto, alega que o encontro foi consensual. As autoridades brasileiras retiraram a acusação, alegando falta de provas.