Cruzeiro confirma contratação de técnico Abel Braga até dezembro de 2020

Vice-presidente de futebol do clube celeste, Itair Machado transmitiu informação em entrevista coletiva nesta sexta-feira, na Toca da Raposa II – O Cruzeiro oficializou nesta sexta-feira a contratação de Abel Braga até dezembro de 2020, num vínculo firmado sem a necessidade de multa rescisória. A informação foi transmitida por Itair Machado, vice-presidente de futebol, em entrevista coletiva na Toca da Raposa II. “Eu demorei a vir dar entrevista nesse período porque estava punido pelo STJD e não podia dar entrevistas e nem frequentar o vestiário. Como vocês viram, nós trocamos o treinador, até demoramos um pouco agora, porque estávamos esperando o novo treinador mandar o contrato assinado para que pudéssemos oficializar. Só agora chegou o contrato assinado, e o treinador é o Abel Braga”. Antes do acerto com Abel, Itair confirmou contato com Luiz Felipe Scolari, que, por ter uma proposta de fora do país, não veio para a Toca da Raposa. “Tivemos uma negociação até rápida. A gente fica feliz, porque outros treinadores, como o Felipão, que tem um relacionamento muito bom com o Cruzeiro, o Cruzeiro não ganhou não de nenhum treinador. A gente tem cuidado de abrir conversa só se houver o interesse. No caso do Felipão, ele vai para fora do país neste momento e não estará no Brasil até dezembro. Não foi possível”. Em seguida, a diretoria cruzeirense concentrou suas atenções nas conversas com Abel. “A gente sempre acreditou que o Abel Braga um dia dirigira o Cruzeiro. É um treinador experiente, é o que estamos precisando no momento, um treinador que possa somar com a nossa gestão do dia a dia. Espero que possamos ter momentos felizes com ele e sair da parte de baixo da tabela”, declarou Itair. Nome de prestígio no elenco cruzeirense, pelas amizades com o meia Thiago Neves e o atacante Fred, Abel Braga foi o primeiro treinador consultado pelo clube mineiro para suceder Rogério Ceni. Ainda na quinta-feira, mostrou-se indeciso. A diretoria ainda sondou Felipão, Dorival Júnior e cogitou outros nomes, mas acabou convencendo o treinador carioca a bater o martelo nesta sexta-feira. O último trabalho de Abel Braga foi no Flamengo. Em maio, ele se demitiu ao perder apoio da direção e perceber que havia uma movimentação para a contratação do português Jorge Jesus. No clube rubro-negro, ele enfrentou muitas críticas por não ter feito o time cheio de estrelas render. No Flamengo, este ano, Abel comandou o time em 32 partidas, com 19 vitórias, oito empates e cinco derrotas, 59 gols marcados e 29 sofridos. Ele conquistou a Flórida Cup, a Taça Rio e o Campeonato Carioca. Até pedir demissão, ele havia classificado o rubro-negro às oitavas de final da Copa Libertadores e deixado a equipe na sexta posição do Campeonato Brasileiro. De acordo com a assessoria do Cruzeiro, Abel Braga chegará a Belo Horizonte neste sábado para comandar o primeiro treinamento na Toca, no período da tarde, às 15h30. Na zona de rebaixamento do Brasileiro (17º, com 19 pontos), a Raposa enfrentará o Goiás na segunda-feira, às 20h, no Serra Dourada, em Goiânia, pela 22ª rodada. Abel em Minas Nos tempos de jogador, Abel Braga foi zagueiro do Cruzeiro nos anos de 1981 e 1982. Como treinador, a única passagem de Abel Braga pelo futebol mineiro foi no primeiro semestre de 2001, à frente do Atlético. Em 24 jogos, somou 12 vitórias, oito empates e quatro derrotas. Ele foi demitido após a eliminação para o Goiás na Copa do Brasil e nem sequer chegou a disputar a final do Campeonato Mineiro contra o América, que se sagrou campeão. Via Superesportes

Atlético perde nos pênaltis para o Colón e é eliminado da Sul-Americana

 Galo dominou argentinos no tempo regulamentar, mas foi punido com gol no segundo tempo e não evitou o pior nos pênaltis diante de 45 mil torcedores Estádio cheio, jogo decisivo, necessidade de conseguir uma virada. Tudo indicava uma daquelas noites de tensão, alívio e festa para os mais de 45 mil torcedores do Atlético que foram ao Mineirão nesta chuvosa noite de quinta-feira. O início até foi promissor. O time abriu vantagem, mas foi punido no fim com um gol do Colón-ARG. A vitória por 2 a 1 levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, melhor para os argentinos, que venceram por 4 a 3 e avançaram à final da Copa Sul-Americana. Nas cobranças alternadas, Réver e Cazares foram parados pelo goleiro Burián, do Colón, grande herói da classificação dos argentinos. O time de Santa Fé garantiu presença na final única marcada para 9 de novembro, em Assunção. Esta será a primeira vez que o Colón disputará uma final continental em sua história. Já o Galo desperdiçou a chance de chegar à sua oitava decisão de um torneio internacional. A eliminação tende a aumentar muito a pressão da torcida sobre o técnico Rodrigo Santana, os jogadores e a diretoria. Isso porque, no Campeonato Brasileiro, a fase é das mais difíceis. O Galo está em queda-livre, vem de seis derrotas seguidas e está na 10ª posição, com 27 pontos. Para se aproximar do G4 e brigar por uma vaga na Copa Libertadores de 2020, a equipe precisará de uma reação consistente. O próximo compromisso pela Série A será no domingo, às 19h, contra o Ceará, no Independência, pela 22ª rodada. O jogo Melhor desde o início do jogo, o Atlético abriu o placar com um gol de Franco Di Santo, no fim do primeiro tempo. No início da etapa complementar, Chará recebeu de Cazares e concluiu com precisão um contra-ataque perfeito para abriu 2 a 0. Já nos minutos finais, ‘Pulga’ Rodríguez marcou de pênalti e igualou o confronto para os argentinos. O adversário na final será o Independiente Del Valle-EQU, que eliminou o Corinthians. A decisão, disputada em jogo único, está marcada para o dia 9 de novembro (sábado), a partir das 17h30. As equipes se enfrentam em La Nueva Olla Azulgrana, estádio do Cerro Porteño-PAR, em Assunção, capital do Paraguai. Antes da decisão da Copa Sul-Americana, o Atlético terá pela frente 11 partidas do Campeonato Brasileiro. A primeira será contra o Ceará, neste domingo, a partir das 19h, no Independência, pela 22ª rodada. Já o Colón-ARG enfrenta o Argentinos Juniors-ARG na próxima segunda-feira, às 21h10. O jogo no estádio Cemitério dos Elefantes, em Santa Fé, vale pela oitava rodada da Superliga Argentina.     Intensidade recompensada A sequência de cinco derrotas seguidas na temporada não desanimou os torcedores do Atlético, que compareceu em bom número e fez bastante barulho no Mineirão desde antes de a bola rolar. E o ambiente ficou ainda mais hostil ao Colón-ARG com as voltas do volante Jair e do meia-atacante Luan à formação titular, novidades que inflamaram a torcida. A postura agressiva do Atlético logo no começo manteve as arquibancadas acesas. Réver, Patric, Luan, Elias e Cazares finalizaram contra o gol defendido por Burián. Na metade inicial do primeiro tempo, a equipe alvinegra finalizou impressionantes 11 vezes – mais que o dobro da quantidade de todo o jogo de ida. Mas a bola insistia em não entrar. Aos poucos, o Colón-ARG esfriava o ímpeto inicial alvinegro. O time argentino, porém, tinha muitas dificuldades de manter a bola, trocar passes e construir jogadas ofensivas. Com marcação forte do início ao fim do primeiro tempo, o Atlético conseguiu voltar a ser mais incisivo por volta dos 35’. Aos 37’, Chará recebeu de Patric e desperdiçou chance incrível, praticamente sem goleiro. Apenas dois minutos depois, Di Santo aproveitou sobra e, na entrada da pequena área, finalizou firme, no alto, para explodir de alegria a torcida alvinegra: 1 a 0. Pouco depois, porém, a má notícia: Jair, que se recuperara de estiramento muscular na coxa direita, caiu no gramado com dores na região. Zé Welison o substituiu. Tensão cresce, e pênalti muda rumos do jogo O Colón-ARG até tentou esboçar uma pressão no começo do segundo tempo. Mas logo aos 5’, o Atlético ampliou o placar num contra-ataque perfeito. Luan afastou após cobrança de escanteio. Elias passou para Cazares arrancar no meio-campo. O equatoriano deu passe em profundidade para Chará, que saiu na frente do goleiro Burián e bateu cruzado, no cantinho: 2 a 0. Com a obrigação de buscar um gol para levar a decisão para os pênaltis, o Colón-ARG partiu para cima. O técnico Pablo Lavallén fez alterações, mas o time argentino tinha dificuldades de criação. Em vantagem no placar, o Atlético se dava ao luxo de cadenciar o jogo e até mesmo fazer cera em alguns momentos. O Colón-ARG equilibrou a posse de bola e levou perigo com uma finalização de letra de ‘Pulga’ Rodríguez. O Atlético se armava para contra-ataques e segurava o jogo o quanto podia. Tanto é que o goleiro Cleiton, aos 32’, foi advertido com cartão amarelo por conta da cera. Aos 34’, Elias cometeu pênalti em Morelo. Na cobrança, ‘Pulga’ Rodríguez deslocou Cleiton e diminuiu: 2 a 1. O gol diminuiu a empolgação da torcida alvinegra, que passou a pedir pressa ao time. Rodrigo Santana respondeu imediatamente: Geuvânio substituiu Elias. Mas pouco aconteceu depois disso. E o jogo foi para os pênaltis. Pênaltis: Atlético 3 x 4 Colón Cleiton defendeu a cobrança de Morelo Fábio Santos marcou para o Atlético Ortiz marcou para o Colón Vinícius marcou para o Atlético Chancalay marcou para o Colón Franco Di Santo marcou para o Atlético Olivera marcou para o Colón Burián defendeu a cobrança de Réver ‘Pulga’ Rodríguez marcou para o Colón Burián a última cobrança de Cazares ATLÉTICO (3) 2 X 1 (4) COLÓN-ARG Atlético Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Jair (Zé Welison, no intervalo) e Elias (Geuvânio, aos 39’ do 2ºT); Luan (Vinicius, aos 27’ do

Cruzeiro demite Rogério Ceni após desgaste do técnico com jogadores

 Treinador ficou apenas 46 dias no clube celeste Via – Superesportes A passagem do técnico Rogério Ceni pelo Cruzeiro durou exatos 46 dias. Contratado no dia 11 de agosto, ele deixa o comando da equipe nesta quinta-feira após desentendimento com os jogadores do elenco. Também saíram do clube os auxiliares Charles Hembert e Nelson Simões Júnior e o preparador físico Danilo Augusto da Silva. O estopim dessa relação ocorreu após o empate entre Cruzeiro e Ceará (0 a 0), nessa quarta-feira, no Castelão, em Fortaleza. No vestiário, Dedé falou sobre a importância de Thiago Neves, questionando a ausência do meia no time. O posicionamento do defensor teve o apoio de outros atletas. Na partida, TN10 foi preterido e não entrou em campo. Rogério Ceni não gostou do que ouviu e saiu do vestiário. O episódio gerou forte crise que acabou resultando na demissão do treinador. Substituto do técnico Mano Menezes, Ceni comandou o time celeste em oito partidas, com quatro derrotas, duas vitórias e dois empates. Ele começou de forma promissora, com duas vitórias e um empate. Depois, o time perdeu quatro vezes seguidas, sendo, inclusive, eliminado da Copa do Brasil com direito a goleada do Internacional por 3 a 0. Nessa quarta, a equipe interrompeu a sequência negativa com um empate com o Ceará. Apoio da torcida Um grupo de 15 torcedores recepcionou o elenco celeste no desembarque no aeroporto de Confins, nessa quinta-feira, com gritos de apoio a Rogério Ceni. O treinador fez um gesto positivo, cumprimentando os cruzeirenses e entrou no ônibus do clube. Mais tarde, ele se reuniu com a diretoria na Toca da Raposa II e foi demitido. Em Confins, os torcedores pediram a saída de Thiago Neves, um dos pivôs do rompimento de parte do grupo com o técnico. “Ei, Thiago Neves, pede para sair!”. Vários jogadores deixaram o aeroporto em carros particulares, assim como o vice de futebol Itair Machado. Itair, inclusive, foi duramente criticado pelos torcedores. Ele ouviu gritos de “safado” e “volta para o Ipatinga”.

Cruzeiro empata com Ceará e seca adversários para se manter fora do Z4

 Time celeste chegou a 19 pontos e agora torce contra CSA e Fluminense Em jogo de muitas chances para ambos os lados, Cruzeiro e Ceará empataram por 0 a 0, nesta quarta-feira, no Castelão, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado colocou o time celeste provisoriamente na 16ª posição, com 19 pontos, acima de CSA (17º) e Fluminense (18º). Os concorrentes da Raposa na luta contra o rebaixamento entram em campo nesta quinta-feira, respectivamente diante de Palmeiras, em São Paulo, e Santos, no Rio de Janeiro. A partida em Fortaleza foi bastante movimentada, sobretudo em número de finalizações. Os donos da casa chutaram 19 vezes e exigiram quatro boas defesas de Fábio, além de uma conclusão na trave. Já a equipe celeste criou 14 oportunidades. No primeiro tempo, Diogo Silva brilhou ao espalmar finalização forte de pé esquerdo do volante Éderson. No segundo, Fabinho, volante do Ceará, bloqueou de carrinho arremate rasteiro de Maurício. No Nordeste, o Cruzeiro ampliou para cinco o número de jogos sem vencer. O time havia perdido em sequência para Internacional (3 a 0, pela Copa do Brasil), Grêmio (4 a 1), Palmeiras (1 a 0) e Flamengo (2 a 1). Sob o comando do técnico Rogério Ceni, contratado para substituir Mano Menezes, são duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Depois de ‘secar’ CSA e Fluminense nesta quinta, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Goiás, pela 22ª rodada do Brasileiro. O jogo acontecerá na próxima segunda-feira, às 20h, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Por ter recebido o terceiro cartão amarelo, o atacante Fred não estará à disposição da comissão técnica. Já o Ceará, 14º colocado, com 23 pontos, virá a Belo Horizonte medir forças com o Atlético, às 19h de domingo, no Independência. O jogo Do time que perdeu para o Flamengo por 2 a 1, sábado passado, no Mineirão, Rogério Ceni mexeu em apenas duas posições: tirou o zagueiro Cacá e o armador Thiago Neves e colocou Fabrício Bruno e Marquinhos Gabriel. Com a base da partida anterior, o Cruzeiro fez bom primeiro tempo contra o Ceará e criou algumas chances para balançar a rede. Logo aos 4min, Pedro Rocha roubou bola no meio-campo, driblou três adversários e abriu na direita para Robinho. O camisa 19 tabelou com Marquinhos e bateu fraco de pé esquerdo. A bola explodiu em Fabinho e voltou em direção a Pedro Rocha, que, pressionado por Ricardinho, cabeceou por cima. Aos 11’, mais uma grande chance para o Cruzeiro. Após ótimo cruzamento de Orejuela, David ajeitou de cabeça para a entrada da pequena área, e Pedro Rocha, sozinho, isolou a bola. Já aos 21’, o camisa 32 chegou a balançar a rede com assistência de Robinho, mas o assistente de arbitragem número um, Helton Nunes, marcou impedimento corretamente. Aos 25’, o Cruzeiro sofreu uma baixa. Com dores no tornozelo esquerdo, Pedro Rocha foi substituído por Fred. Logo na sequência, aos 26’, o volante Éderson fez bonita jogada, driblou dois marcadores e soltou a bomba de canhota. Bem posicionado, Diogo Silva rebateu de mão direita. Aos 34’, mais um ataque perigoso: da entrada da área, Marquinhos Gabriel buscou o ângulo em conclusão de pé esquerdo e a bola tirou tinta da trave. Já aos 40’, Robinho arriscou do meio-campo ao perceber que Diogo Silva estava adiantado, porém errou o alvo por muito. Somente nos últimos minutos do primeiro tempo é que o Ceará assustou a Raposa. Aos 44, Fábio fechou o ângulo direito e defendeu a finalização forte de Bergson. Aos 47’, o camisa 1 teve trabalho para pegar a bola cabeceada por Thiago Galhardo. O Cruzeiro, que havia terminado a etapa inicial com mais posse de bola – 59,24% a 40,76%, segundo o Footstats -, manteve a supremacia no fundamento no segundo tempo, mas produzindo menos. Aos 12’, Orejuela cruzou da direita para a esquerda, e David, sem marcação, finalizou de canela por cima. Dominado até então, o Ceará começou a tomar conta do jogo a partir dos 15 minutos, principalmente com a entrada de Matheus Gonçalves. Aos 25’, o camisa 7 fintou Dedé duas vezes e bateu forte, para boa defesa de Fábio. Na sobra, o goleiro voltou a espalmar, em conclusão de Felippe Cardoso. Por fim, Thiago Galhardo, atrapalhado por Fabrício Bruno, mandou a bola na trave esquerda. Aos 31’, mais um lance de grande perigo para o Ceará. Dedé errou passe na saída de bola, Matheus Gonçalves recebeu de Ricardinho e, livre na grande área, mandou para fora. Aos 37’, o meia Maurício, que entrara no lugar de David, foi acionado por Orejuela e bateu rasteiro. No momento certo, Fabinho deu carrinho e evitou o que poderia ser o gol do Cruzeiro. Já aos 42’, Orejuela fez jogada individual, livrou-se da marcação e finalizou cruzado à direita, desperdiçando a oportunidade derradeira de dar à Raposa a vitória fora de casa. CEARÁ 0X0 CRUZEIRO CEARÁ Diogo Silva; Samuel Xavier, Valdo, Tiago Alves e Thiago Carleto; Fabinho, Ricardinho, Felipe Silva (Matheus Gonçalves, aos 15min do 2ºT) e Thiago Galhardo; Leandro Carvalho e Bergson (Felippe Cardoso, aos 25min do 2ºT) Técnico: Enderson Moreira CRUZEIRO Fábio; Orejuela, Dedé, Fabrício Bruno e Egídio; Henrique e Éderson; Marquinhos Gabriel, Robinho (Ezequiel, aos 12min do 2ºT) e David (Maurício, aos 29min do 2ºT); Pedro Rocha (Fred, aos 25min do 1ºT) Técnico: Rogério Ceni Cartões amarelos: Leandro Carvalho, aos 17min, Samuel Xavier, aos 44min do 2ºT (CEA); Fabrício Bruno, aos 14min do 1ºT; Rogério Ceni, aos 28min, Fábio, aos 34min, Fred, aos 37min do 2ºT (CRU) Motivo: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro Estádio: Castelão, em Fortaleza (CE) Data: quarta-feira, 25 de setembro de 2019 Árbitro: Bráulio da Silva Machado (Fifa/SC) Assistentes: Helton Nunes e Éder Alexandre (CBF/SC) VAR: Rafael Traci (CBF/SC) Assistentes do VAR: William Machado Steffen e Fabiano da Silva Ramires (CBF/SC) Público: 18.595 Renda: R$ 146.002,00

Cruzeiro perde para o Flamengo e amarga terceira derrota consecutiva no Brasileiro

Raposa levou 2 a 1 do clube carioca e continua na zona de rebaixamento da Série A O Cruzeiroerrou muito defensivamente e sofreu com os talentos de Gabigol e Arrascaeta. O resultado foi a terceira derrota seguida no Campeonato Brasileiro. Em um sábado no qual o torcedor compareceu em peso no Mineirão, a Raposa perdeu por 2 a 1 para o Flamengo, em confronto da 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. CRUZEIRO 1 X 2 FLAMENGO CRUZEIRO Fábio; Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Egídio; Henrique e Éderson (Dodô); Robinho, Thiago Neves (Ezequiel), David e Pedro Rocha (Pedro Rocha) Técnico: Rogério Ceni FLAMENGO Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão e Gerson; Vitinho (Pires da Motta), Arrascaeta (Rhodolfo), Gabriel e Bruno Henrique (Berrío) Técnico: Jorge Jesus Gols: Gabigol (6 minutosdo 1º tempo), Thiago Neves (37 minutos do 1º tempo) e Arrascaeta (21 minutos do 2º tempo) Cartões amarelos: Bruno Henrique e Rafinha (Flamengo) e Orejuela e Fred (Cruzeiro) Público: 40.333 (público total) e 34.051 (público pagante) Renda: R$ 1.059.046,00 Motivo: 20ª rodada do Campeonato Brasileiro Estádio: Mineirão Data: sábado, 21 de setembro de 2019 Horário: 17h Árbitro: Raphael Claus (SP) Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Neuza Inês Back (SP) VAR: José Cláudio Rocha Filho (SP) Assistentes do VAR: Thiago Duarte Peixoto e Fábio Rogério Baesteiro (SP)

Galo apanha dos argentinos, dentro do cemitério dos elefantes

 Atlético leva virada do Colón no fim e precisa de reviravolta no Mineirão para ir à final da Sul-Americana A primeira metade da decisão da vaga na final da Copa Sul-Americana, entre Atlético e Colón-ARG, terminou com vantagem dos argentinos. O time rubro-negro se aproveitou do recuo do Galo na reta final do segundo tempo, virou o placar e conquistou o triunfo por 2 a 1, para delírio dos torcedores que lotaram o Estádio Brigadier General Estanislao López, o “Cemitério dos Elefantes”, em Santa Fé, na Argentina. O alvinegro saiu na frente com gol estranho de Chará, mas levou o empate com Wilson Morelo, no início da etapa final, e a virada em conclusão de Luis ‘Pulga’ Rodríguez, aos 40 minutos. O jogo de volta entre Atlético e Colón será na próxima quinta (25/9), às 21h30, no Mineirão. Para chegar à decisão, o Galo necessita de vitória simples, por 1 a 0. Já os sabaleros se classificam com qualquer empate ou até mesmo derrota por um gol, desde que marquem no mínimo duas vezes (3 a 2, 4 a 3…). Em caso de triunfo atleticano por 2 a 1, a definição da vaga ocorrerá nos pênaltis. Quem avançar enfrentará na final da Sul-Americana o vencedor do duelo entre Corinthians e Independiente del Valle, do Equador. Na partida de ida, os equatorianos surpreenderam o Timão e venceram por 2 a 0, em plena Arena Corinthians, em São Paulo. Os gols foram marcados pelo atacante panamenho Gabriel Torres. Antes do reencontro, Atlético e Colón têm compromissos nos respectivos campeonatos nacionais. Na próxima segunda-feira, às 20h, o Galo visitará o Avaí, na Ressacada, em Florianópolis, pela 20ª rodada do Brasileiro. No domingo, às 15h30, o ‘Sabalero’ enfrenta o Lanús, no estádio La Fortaleza, pela sétima rodada da Superliga Argentina. O jogo O primeiro tempo foi frio assim como a temperatura em Santa Fé. Os termômetros marcaram 9° durante a etapa inicial. E o jogo foi de muito estudo e pouca ação. Apesar do apoio de seu torcedor, o Colón não conseguiu se impor. Os donos da casa tiveram a bola, mas não conseguiram quebrar a forte marcação do Galo. Zé Welison, uma das novidades da equipe de Rodrigo Santana, se destacou com um desarme e seis rebatidas. Quem também foi bem na etapa inicial foi Patric. Com o jogo dos argentinos baseado em lançamentos pelo lado esquerdo do ataque, o lateral conseguiu três desarmes e mostrou muita disposição. O Atlético jogou com as linhas bem baixas e próximas, dificultando as ações dos argentinos. Quando tinha a bola, tentava as ligações diretas, porém sem sucesso. Quando procurou tabelar com jogadores mais próximos, o Galo abriu o marcador no “Cemitério dos Elefantes”. E o gol saiu num lance bizarro. Vinícius e Elias tentaram a triangulação com Chará, mas a bola sobrou para a defesa dos donos da casa. O zagueiro Ortiz tentou dar um chutão, porém acertou Chará e a bola morreu no fundo das redes: 1 a 0 e festa dos atleticanos em Santa Fé. Estatisticamente, o lance fortuito de Chará não foi considerado como finalização. Conforme dados da Conmebol, o Atlético terminou a etapa inicial sem chutar uma vez sequer, enquanto o Colón, com o meia Federico Lértora, finalizou longe da meta de Cleiton somente nos acréscimos. Houve ainda três tentativas dos argentinos bloqueadas pelos defensores atleticanos. Apesar da derrota parcial, o Colón voltou para o segundo tempo recebendo o apoio dos torcedores. E a etapa final, em cinco minutos, teve mais finalizações do que todo o primeiro tempo. Viso acertou o travessão, de leve, em cruzamento despretensioso; ‘Pulga’ Rodríguez exigiu boa defesa de Cleiton em cobrança de falta; e Elias parou em boa defesa de Burián. O jogo seguiu em ritmo alucinante. Após cobrança de escanteio, Escobar desviou e Morelo completou para o gol: 1 a 1. O “Cemitério dos Elefantes” explodiu e o torcedor do Colón mostrou sua força. Nesse embalo, o time da casa cresceu. Foram várias finalizações, todas bloqueadas pelos defensores do Atlético. Aos poucos, o Galo conseguiu aliviar a pressão do adversário. E numa das raras oportunidades criadas, Vinícius obrigou Burián a salvar o Colón. Quando o empate parecia definitivo, o Colón conseguiu a virada. O time argentino aproveitou que o Galo recuou em campo e marcou o gol do triunfo com ‘Pulga Rodríguez’, que aproveitou cruzamento rasteiro, completou para o fundo das redes e garantiu a festa no Cemitério dos Elefantes: 2 a 1. COLÓN 2 X 1 ATLÉTICO Colón-ARG Leonardo Burián; Alex Vigo, Guillermo Ortiz, Emanuel Olivera e Gonzalo Escobar; Rodrigo Aliendro, Federico Lértora, Fernando Zuqui e Marcelo Estigarribia; Luis Rodríguez e Wilson Morelo Técnico: Pablo Lavallén Atlético Cleiton; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison; Chará, Elias, Vinicius e Cazares (Otero, aos 21/2°T); Di Santo (Alerrandro, aos 27/2°) Técnico: Rodrigo Santana Gols: Chará, aos 35/1°T (Atlético); Morelo, aos 6/2°T, Luis Rodríguez, aos 40/2ºT (Colón) Cartões amarelos: Franco Di Santo, aos 15/1°T Motivo: jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana Data: quinta-feira, 19 de setembro de 2019 Local: Estádio Brigadier General Estanislao López, ou ‘Cemitério dos Elefantes’, em Santa Fé, na Argentina Árbitro: Alexis Herrera (VEN) Assistentes: Carlos López (VEN) e Luis Murillo (VEN) VAR: Nicolas Gallo (COL)

Atlético perde para reservas do Inter no Horto e segue em ‘queda livre’ no Brasileiro

Série de erros individuais e coletivos resultou no quinto revés consecutivo na competição – A conturbada semana do Atlético – acentuada por problemas fora de campo com Cazares – terminou da pior maneira possível neste domingo. Com uma atuação repleta de erros defensivos individuais e coletivos no Independência, o time alvinegro perdeu para os reservas do Internacional por 3 a 1, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, a última do primeiro turno. William Pottker (dois) e Neilton marcaram os gols do Internacional. Substituto de Cazares no time titular do Atlético, Bruninho mostrou oportunismo no fim e descontou. Foi a quinta derrota consecutiva na competição, sequência registrada pela última vez em 2011. Com o resultado – que veio acompanhado de vaias dos torcedores que foram ao Horto -, o Atlético continua com 27 pontos, na oitava posição. O Grêmio, que enfrenta o Goiás neste domingo, pode ultrapassar a equipe alvinegra na rodada. Já o Internacional, cujos titulares nem viajaram a Belo Horizonte e foram poupados para a final da Copa do Brasil, sobe para o quarto lugar, com 33 pontos. Para terminar a rodada do G4, o time gaúcho precisa torcer contra Corinthians e São Paulo, que enfrentam Fluminense e CSA, respectivamente. No meio de semana, as equipes têm compromissos em torneios mata-mata. Na quarta-feira, às 21h30, o Internacional decide o título da Copa do Brasil contra o Athletico-PR, no Beira-Rio. O jogo de ida terminou com triunfo paranaense por 1 a 0. Na quinta, no mesmo horário, o Atlético visita o Colón-ARG na primeira partida da semifinal da Copa Sul-Americana. O duelo será no estádio Cemitério de Elefantes, em Santa Fe, na Argentina. Na 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético visita o Avaí, na Ressacada. A partida está marcada para 23 de setembro (segunda-feira), às 20h. No dia anterior, o Inter recebe a Chapecoense, às 11h, no Beira-Rio. Gol ‘espírita’ Desde o começo, o Atlético trocava mais passes e ficava com a bola por mais tempo. Faltava, porém, criatividade para construir boas oportunidades com mais frequência. Principal responsável por cumprir essa função, Cazares foi barrado pelo técnico Rodrigo Santana após se atrasar para o treinamento desse sábado e ficou no banco de reservas. Substituto do equatoriano no lado esquerdo, Bruninho era quem mais tentava. Aos 3’, o garoto de 19 anos teve a melhor oportunidade do Atlético na primeira etapa. Chará fez boa jogada pela direita e cruzou para a promessa alvinegra cabecear no contrapé de Danilo Fernandes. O goleiro colorado fez grande defesa. Mesmo sem ter a posse por tanto tempo quanto o Atlético, o Inter finalizava mais. Ao fim do primeiro tempo, foram nove contra quatro dos donos da casa. Na mais improvável delas, o gol saiu, aos 28’. Fábio Santos disputou com Nonato, e o lance sobrou para Réver. O zagueiro afastou mal, para trás. Sobrou para William Pottker, dentro da área, cabecear. A bola quicou, pegou efeito e parou no fundo das redes: 1 a 0. O gol fez com que a torcida ficasse mais impaciente com os erros e as dificuldades de concluir com precisão. A equipe alvinegra trocava passes com certa tranquilidade, mas faltavam jogadas que quebrassem as linhas do Internacional. Vantagem vira goleada Rodrigo Santana atendeu pedidos dos torcedores. Cazares e Di Santo entraram nas vagas de Ramón Martínez e Ricardo Oliveira, respectivamente. O recado do treinador era claro: o Atlético precisava virar o jogo. Mas o baque veio logo no início do segundo tempo… William Pottker roubou a bola de Bruninho, tabelou com Heitor e iniciou um contra-ataque fatal. Sobis foi lançado na direita e cruzou rasteiro para Neilton concluir de primeira, com precisão, aos 7’: 2 a 0. Foi o chamado para a torcida começar a vaiar. O ambiente não desanimou o Atlético, que, enfim, começou a pressionar e finalizar mais. Di Santo e Leonardo Silva, de dentro da área, pararam em grandes defesas de Danilo Fernandes, que se transformava no nome do jogo. Quando o Atlético parecia se aproximar do gol, outro golpe duro. William Pottker superou marcação de Réver na direita e, com pouco ângulo, bateu na saída de Cleiton. A bola passou por baixo do goleiro e, lentamente, parou no fundo das redes: 3 a 0. Foi o golpe de misericórdia. Daí em diante, o Atlético pouco criou. Sem forças – por conta do resultado e também do calor -, a quantidade de chances diminuiu. No fim, Bruninho aproveitou cruzamento no segundo pau e foi premiado com o primeiro gol dele no profissional: 3 a 1. Mas foi só. No fim, jogadores deixaram o gramado sob vaias dos torcedores que ainda não haviam deixado o Independência. ATLÉTICO 1 X 3 INTERNACIONAL Atlético Cleiton; Patric, Leonardo Silva, Réver e Fábio Santos; Ramón Martínez (Cazares, no intervalo); Chará, Elias, Vinicius (Nathan, aos 21’ do 2ºT) e Bruninho; Ricardo Oliveira (Di Santo, no intervalo) Técnico: Rodrigo Santana Internacional Danilo Fernandes; Heitor, Klaus, Emerson Santos e Zeca; Rithely, Nonato, Guilherme Parede, Neilton (José Aldo, aos 36′ do 2ºT) e William Pottker (Sarrafiore, aos 24’ do 2ºT); Rafael Sobis (Johnny, aos 29’ do 2ºT) Técnico: Odair Hellmann Gols: Bruninho, aos 42′ do 2ºT (ATL); William Pottker, aos 28’ do 1ºT e aos 18’ do 2ºT, e Neilton, aos 7’ do 2ºT (INT) Cartão amarelo: Guilherme Parede, aos 47′ do 2ºT (INT) Motivo: 19ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Independência, em Belo Horizonte Data e horário: domingo, 15 de setembro de 2019, às 11h Público: 18.966 torcedores Renda: R$ 443.583,00 Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ) Assistentes: Silbert Faria Sisquim (RJ) e Thiago Farinha (RJ) VAR: Grazianni Marciel Rocha (RJ) Fonte: Superesportes

Cruzeiro perde para o Palmeiras e volta para a Zona do Campeonato Brasileiro

Time da Toca da Raposa fecha primeiro turno no Z4 – O Cruzeiro até adotou estratégia diferente das escolhidas nas derrotas para Internacional (3 a 0, pela Copa do Brasil) e Grêmio (4 a 1, pelo Brasileiro), foi mais cauteloso e seguro defensivamente, mas voltou a ser derrotado. No reencontro com Mano Menezes, no sábado, a Raposa viu o Palmeiras marcar no fim do primeiro tempo – com Bruno Henrique – e vencer por 1 a 0 no Allianz Parque, em São Paulo. Com a derrota, o time celeste viu sua situação na tabela ficar ainda mais complicada. A equipe fica estacionada na 16ª colocação, com 15 pontos, e terminou o primeiro turno na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Cruzeiro tem outro compromisso com alto nível de dificuldade. O time celeste terá pela frente o Flamengo, maior sensação do futebol brasileiro e atual líder da Série A. O duelo está marcado para as 17h de sábado (dia 21), no Mineirão. O Palmeiras, por sua vez, mede forças com o Fortaleza, às 16h de domingo (dia 22), no Castelã Com quatro novidades – Orejuela, Rafael Santos, Éderson e Pedro Rocha – em relação ao jogo em que foi goleado pelo Grêmio por 4 a 1, no último fim de semana, o Cruzeiro iniciou a partida diante do Palmeiras mais organizado e cauteloso. O time armado por Rogério Ceni marcou em linha média, fechou espaços pelas laterais, e buscou a saída em velocidade. Aos 5’, Pedro Rocha fintou Marcos Rocha e finalizou, da entrada da área, para importante defesa de Weverton. Na sobra, David ainda teve a chance, mas desperdiçou de frente para o goleiro palmeirense. Aos 26’, da intermediária, o atacante celeste voltou a testar o arqueiro adversário, mas a bola saiu pela linha de fundo. Apesar das oportunidades, o Cruzeiro recuperou as características da ‘era Mano’, hoje no Palmeiras, privilegiou a segurança defensiva em detrimento da construção ofensiva. Tudo funcionava com alguma tranquilidade até que, aos 45’, Bruno Henrique marcou para os paulistas. Marcos Rocha cruzou pela direita, Cacá e Éderson se chocaram tentando tirar o perigo e, na sobra, o volante aproveitou. 1 a 0. Em busca do gol de empate, o Cruzeiro voltou do intervalo cedendo mais espaços ao Palmeiras, mas encontrando extrema dificuldade nas transições e na tentativa de construir as jogadas. Os donos da casa aproveitaram para assustar aos 15’ e aos 20’, com Dudu e Gustavo Scarpa, respectivamente, mas pararam nas defesas de Fábio. Rogério Ceni ainda tentou alguma reação e colocou Thiago Neves na vaga de David. O camisa 10 até buscou o jogo, mas foi pouco efetivo. Fred deu lugar a Sassá, que também praticamente não teve chances de marcar. Com a derrota, o Cruzeiro se mantém na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro e poderá terminar a rodada na zona de rebaixamento. PALMEIRAS 1X0 CRUZEIRO Palmeiras Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Victor Hugo e Diogo Barbosa; Felipe Melo e Bruno Henrique; Willian (Zé Rafael), Gustavo Scarpa (Lucas Lima) e Dudu; Luiz Adriano (Borja). Técnico: Mano Menezes Cruzeiro Fábio; Orejuela, Cacá, Leo e Rafael Santos (Egídio); Henrique e Éderson; Pedro Rocha, Marquinhos Gabriel e David (Thiago Neves); Fred (Sassá). Técnico: Rogério Ceni Gol: Bruno Henrique (aos 45’1ºT) Cartões amarelos: Marquinhos Gabriel, Rafael Santos e Éderson (Cruzeiro); Felipe Melo e Dudu (Palmeiras) Público: 35.578 Renda: R$ 2.267.761,50 Motivo: 19ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP) Data e horário: 14 de setembro de 2019 (sábado), às 19h Árbitro: Roberto Toski Marques (PR) Assistentes: Bruno Boschilia e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) VAR: Paulo Roberto Alves Junior (PR) Pior campanha nos pontos corridos Além da presença na zona de rebaixamento, o Cruzeiro fechou, com a derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, nesse sábado, o pior turno de sua história no Brasileirão de pontos corridos. Desde 2006, quando o campeonato passou a ser disputado com 20 clubes, o menor aproveitamento da Raposa havia sido em 2016, quando somou 19 pontos. Cruzeiro no fim do turno 2006 – 27 pontos, 8º lugar, 47,3% de aproveitamento 2007 – 32 pontos, 3º lugar, 56,1% de aproveitamento 2008 – 36 pontos, 2º lugar, 63,1% de aproveitamento 2009 – 22 pontos, 14º lugar, 38,3% de aproveitamento 2010 – 31 pontos, 6º lugar, 54,3% de aproveitamento 2011 – 27 pontos, 7º lugar, 47,3% de aproveitamento 2012 – 28 pontos, 9º lugar, 49,2% de aproveitamento 2013 – 40 pontos, 1º lugar, 70,2% de aproveitamento 2014 – 43 pontos, 1º lugar, 75,4% de aproveitamento 2015 – 22 pontos, 14º lugar, 38,5% de aproveitamento 2016 – 19 pontos, 18º lugar, 33,3% de aproveitamento 2017 – 27 pontos, 7º lugar, 47,4% de aproveitamento 2018 – 26 pontos, 8º lugar, 45,6% de aproveitamento 2019 – 18 pontos, 16º lugar, 31,6% de aproveitamento

Atlético perde para Botafogo e chega à quarta derrota consecutiva

Sinal amarelo ligado Aos 33 minutos, Jair machuca. Zé Welison entra em seu lugar, já que Martínez foi convocado para a seleção paraguaia. Dez minutos depois, Welison perde a bola no meio-campo, iniciando o contra-ataque do Botafogo. Igor Rabello leva cartão amarelo, o primeiro dele em todo o campeonato. Na cobrança de falta, o zagueiro toca a bola com a mão e, além do pênalti, gera a expulsão. Assim pode ser resumida a quarta derrota seguida do Galo no Campeonato Brasileiro, ao perder por 2 a 1 para o Botafogo, no estádio Nilton Santos. Azar de um lado – a contusão de Jair, que não tinha Martínez para substituí-lo, e dois cartões que Rabello tomou de uma vez – e falha de outro – a bola perdida por Zé Welison. Apesar de bem na partida, estes dez minutos do primeiro tempo foram cruciais no destino do Atlético, que estaciona nos 27 pontos, permanecendo em oitavo lugar. Doze a menos do que o Flamengo e um a mais do que Atthletico Paranaense e Botafogo. A derrota empanou a estreia do goleiro Wilson e ligou o sinal amarelo no CT de Vespasiano. O Atlético volta a jogar no domingo, às 11h, no Independência, contra o Internacional, sexto colocado, com o resultado não podendo ser outro que não a vitória. Com uma boa postura na marcação, o Atlético chegou três vezes com facilidade à área botafoguense, nos primeiros dez minutos. Num destes lances, o zagueiro Marcelo Benevenuto, que substitui Gabriel (jogador emprestado pelo Galo), quase marcou contra ao cortar um cruzamento de Fábio Santos. Além de buscar as jogadas na grande área, outra aposta do Atlético foram os chutes de longa distância, nos pés de Cazares e Vinicius, sempre com perigo. Como mostrou nos dois jogos de oitavas de final da Copa Sul-Americana, o Botafogo tem muita dificuldade para fazer uma marcação mais forte. O Botafogo passou a querer dar o ritmo do jogo, mas avançando de maneira muito lenta, com muitos passes de lado. Enquanto o Atlético, sempre que tinha a posse, partia em rápidos contra-ataques. Foi assim que Ricardo Oliveira quase abriu o placar, que, no primeiro pau, desviou com a cabeça a bola lançada por Fábio Santos. Foi por pouco. No momento em que usou a velocidade, os donos da casa chegaram mais perto do gol. Marcinho avançou até a entrada da grande área e conseguiu espaço para chutar, obrigando Wilson a espalmar a bola. Primeira boa intervenção do goleiro atleticano, contratado às pressas devido à convocação de Cleiton para a seleção olímpica e à contusão de Victor. Em outro lance de velocidade, após um erro de Zé Welison (semelhante ao que fez diante do Cruzeiro, durante a Copa do Brasil, quando Pedro Rocha marcou o gol), que havia entrado no lugar de Jair, machucado, o Botafogo partiu com Alex Santana, obrigando Igor Rabello a fazer falta, levando o cartão amarelo. O cartão acabou culminando, segundos depois, na expulsão do zagueiro, na cobrança de falta de Gilson. A bola bateu no braço de Rabello, que, na interpretação do árbitro Bráulio da Silva Machado, avisado pelo VAR, teria aberto mias do que devia, numa ação intencional. Pênalti cobrado por Diego Souza. Wilson pulou do lado certo, mas não conseguiu evitar o gol. Logo na volta do segundo tempo, o Botafogo teve duas chances de ampliar o placar. Na primeira, Diego Souza invadiu na área pela direita, Wilson fechou o ângulo e espalmou a bola. O Galo não recuou: Cazares cobrou falta e Diego Cavalieri teve que subir e mandar a bola para fora. No escanteio, Léo Silva cabeceou e acertou a trave. Apesar de ter um jogador a menos, o Atlético ficou mais presente no ataque. Mas, num novo contra-ataque, quando todos os jogadores mineiros estavam à frente, Valencia lançou para Alex Santana, que venceu Fábio Santos na corrida e concluiu para gol, sem chance de defesa para Wilson. O Galo desperdiçou várias chances, a principal delas com Chará, que, na pequena área, recebeu ótimo passe de Cazares, mas acaba chutando por cima do travessão. No finzinho do jogo, quando a torcida gritava “olé!” a cada toque do Botafogo. Patric cruzou para a área, Vinícius tocou de cabeça e a bola sobrou para Di Santo arrematar para gol. Em dois jogos, é o primeiro do atacante argentino. BOTAFOGO 2 X 1 ATLÉTICO GOLS – Diego Souza, aos 44 minutos do primeiro tempo. Alex Santana, aos 20, e Di Santo, aos 47 minutos do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Réver, Igor Rabello, Joel Carli, Fernando, Marcelo Benevenuto, Fábio Santos, Luiz Fernando CARTÃO VERMELHO – Igor Rabello BOTAFOGO – Diego Cavalieri, Fernando (Gustavo Bochecha), Joel Carli, Marcelo Benevenuto, Gilson, Alex Santana, João Paulo (Leonardo Valencia), Cicero, Luiz Fernando, Marcinho e Diego Souza (Vinícius Tanque). Técnico: Eduardo Barroca. ATLÉTICO – Wilson, Patric, Réver, Igor Rabello, Fábio Santos, Jair (Zé Welison), Elias, Cazares, Vinicius, Chará (Di Santo) e Ricardo Oliveira (Leonardo Silva). Técnico: Rodrigo Santana. LOCAL – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro) PÚBLICO – 10.678 pagantes

Crise sem fim: Apático, Cruzeiro é goleado pelo Grêmio no Independência

 Uma manhã para o cruzeirense esquecer no Independência. Com muitos erros de passes, apatia e nervosismo, o Cruzeiro foi goleado pelo Grêmio por 4 a 1 e aumentou a crise que parece interminável. A torcida, revoltada com o momento, vaiou e chamou o time de “sem vergonha”. Com a derrota, a equipe celeste permanece na 16ª colocação com 18 pontos. O jogo A partida começou com o Cruzeiro criando as melhores chances. Fred, de cabeça, aos sete minutos, obrigou Paulo Victor a fazer grande defesa. Thiago Neves também quase marcou em cobrança de falta. Mas o nervosismo cruzeirense era visível em campo. Os erros de passes culminavam em contra-ataques gremistas. Em um desses contragolpes, aos 18 minutos, o ex atleticano Diego Tardelli aproveitou cruzamento rasteiro de Rafael Galhardo e, de letra, abriu o placar para o Tricolor. A pressão das arquibancadas aumentava. Depois de erro de Thiago Neves no meio de campo, Alisson fez valer a “Lei do ex” e, aos 27 minutos, fez o segundo gol gremista em um chute cruzado. As vaias dos cruzeirenses se direcionaram para Thiago Neves e para David, que foi sacado do time para a entrada de Pedro Rocha. Na sequência, aos trancos e barrancos, a arbitragem marcou pênalti de Michel em Henrique. Fred marcou em cobrança no canto esquerdo – a bola ainda resvalou em Paulo Vitor e na trave. Segundo tempo O Cruzeiro voltou com os mesmos problemas para o segundo tempo. Jogadores dispersos e errando muitos passes. O Grêmio, com muita mobilidade no setor ofensivo, continuou apostando nos contra-ataques. Aos 19 minutos, Everton driblou Cacá e finalizou no ângulo esquerdo de Fábio. Rogério Ceni promoveu a estreia de Ezequiel, que entrou no lugar do vaiado Thiago Neves. Nas arquibancadas, gritos de “time sem vergonha”. Enquanto isso, o time gaúcho aproveitava. Cebolinha, novamente com muita facilidade, marcou o quarto e último gol da goleada. FICHA TÉCNICA Cruzeiro 1 x 4 Grêmio Motivo: 18ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Arena Independência Arbitragem: Rafael Nunes, auxiliado por Helton Nunes e Éder Alexandre (todos de Santa Catarina). VAR: Rodrigo d’Alonso Ferreira (SC) Gols: Diego Tardelli, Alisson e Everton, duas vezes (Grêmio); Fred (Cruzeiro) Cartões amarelos: David e Henrique (Cruzeiro); Alisson (Grêmio) CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Cacá, Leo e Dodô; Henrique, Robinho; Marquinhos Gabriel, Thiago Neves (Ezequiel), David (Pedro Rocha); Fred. Técnico: Rogério Ceni GRÊMIO: Paulo Victor; Rafael Galhardo, Geromel (David Braz), Kannemann e Cortez; Michel (Luan) e Matheus Henrique; Alisson, Jean Pyerre e Everton; Diego Tardelli (Pepê). Técnico: Renato Gaúcho Via Jornal Hoje em Dia