Ronaldinho Gaúcho é investigado por outros crimes no Paraguai

 – Além do uso de passaportes falsos, Promotor Osmar Legal afirmou que “há indícios de que outros crimes foram cometidos”- Promotor que atua no processo do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis, Osmar Legal afirmou ao Globoesporte neste domingo, 8, que os dois estão sendo investigados por outros crimes além do uso de passaportes falsos. O promotor disse que “um brasileiro com documentação paraguaia poderia ter a vantagem de participar de negócios em algumas empresas no país. [Vantagens] Que não seriam dadas sem a cidadania paraguaia” e por isso Ronaldinho e seu irmão estão sendo investigados por outros crimes. “Há indícios de que outros crimes foram cometidos”, afirmou. Na quarta-feira, 4, Ronaldinho e Assis foram detidos após chegar em Assunção e estão presos de maneira preventiva, que pode durar até seis meses, no Paraguai. Eles são processados por uso de documentos paraguaios irregulares. A defesa entretanto tentou transformar o caso em prisão domiciliar, alegando que Assis tem um problema no coração e precisa de cuidados médicos.Porém, o promotor afirmou ainda que “é importante que eles [Ronaldinho e Assis] sigam no Paraguai durante esse processo”. Osmar Legal também solicitou a prisão preventiva da empresária Dalia López, responsável pela ida da dupla ao Paraguai. O representante legal de Ronaldinho e de Assis, Sérgio Queiroz, afirmou em uma entrevista coletiva que a detenção dos dois é “ilícita, ilegal e abusiva”, noticiou o jornal paraguaio ABC Color. Ele reconheceu que Ronaldinho e Assis apresentaram documentos falsos ao entrar no país, mas sem intenção. “Ronaldo e Roberto não sabiam que era irregular. Para eles, era regular, tanto que apresentaram livremente o documento, [mesmo] podendo mostrar só a cédula [de identificação brasileira, o RG]”, argumentou o advogado. Em entrevista ao G1 no sábado, 7, Queiroz afirmou que a Justiça do Paraguai cometeu abuso de autoridade ao algemá-los.

Ronaldinho Gaúcho, embaixador do turismo de Bolsonaro, é preso no Paraguai por uso de passaporte falso

 – Polícia paraguaia deteve o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho, que no ano passado foi nomeado como embaixador do turismo do governo Jair Bolsonaro, e um irmão devido ao ingresso de ambos no país com passaportes falsos Sputnik – A antiga estrela do Barcelona e seu irmão foram detidos no Paraguai, onde teriam entrado com documentação falsa. A Polícia do Paraguai deteve o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho e um dos irmãos dele devido ao ingresso de ambos no país com passaportes falsos. Os documentos se encontravam em um quarto do Hotel Yacht Golf Club de Assunção, onde se hospedavam os brasileiros. A Promotoria do Paraguai confirmou que seus agentes identificaram vários documentos, entre eles identidades e passaportes do ex-jogador e seu irmão. Portanto, uma investigação sobre o ocorrido foi iniciada. A antiga estrela do Barcelona e seu irmão Roberto de Assis tiveram seus passaportes brasileiros detidos, assim que os dois entraram no Paraguai com documentos falsos para promover diversos eventos esportivos no país vizinho, informam veículos de comunicação paraguaios. O empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lira, detido pelo Departamento de Investigações da Polícia do Paraguai, teria fornecido os documentos adulterados suspeitos, revela o jornal ABC. A prisão de Ronaldinho repercute intensamente nas redes sociais, é um dos assuntos mais comentados no Brasil na manhã desta quinta-feira.

Torcida do Colo-Colo declara guerra à contratação de Scolari, apoiador de Pinochet

 – Antifascistas De La Garra Blanca divulga nota de repúdio às negociações do técnico brasileiro com a equipe chilena: “Declaramos você pessoa não grata” – A torcida organizada Antifascistas De La Garra Blanca, que reúne torcedores da equipe do Colo-Colo, do Chile, declarou guerra à possibilidade de a equipe contratar o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari. Os fãs do time postaram, em suas redes sociais, uma nota de repúdio ao treinador, que fez elogios ao ditador sanguinário, general Augusto Pinochet. Em nota, a torcida diz que está pronta para “declarar guerra à chegada de Scolari e de qualquer um que abrace práticas e ideias fascistas”. Felipão afirmou, em entrevista à rádio Jovem Pan, em 1998, que “Pinochet fez muita coisa boa também”. Em relação aos muitos casos de tortura e morte no período da ditadura chilena, o brasileiro disse que “há determinados momentos que ou o pessoal se ajeita ou a anarquia toma conta”. Veja a íntegra da nota: Dizemos não ao fascismo no Colo-Colo Causa-nos repulsa saber que Luiz Felipe Scolari está sendo pretendido pelos nefastos de branco e preto para ser técnico do nosso precioso clube. Um sujeito nefasto, que não teve vergonha de louvar o genocida Pinochet e de indicar que, às vezes, são necessárias violações de direitos humanos para se manter a ordem. É isso que queremos para o Colo-Colo? Principalmente agora, que sob a tirania de Piñera mataram e mutilaram os nossos irmãos e irmãs, sob o mesmo pensamento colocado por este nefasto sujeito: a chamada ordem pública. Nós dizemos não! Não ao fascismo no Colo-Colo. Não ao pinochetismo no nosso clube, o nosso clube tem origens populares e rebeldes. Por isso, nunca as trajetórias e triunfos de alguém vão estar acima do seu pensamento, posição política e dos seus valores humanos. O Colo-Colo não deve ter nenhuma relação com quem defende a repressão contra um povo que só exige o que é justo e lhe foi tirado o direito a uma vida digna por décadas. Desde o nosso coletivo, antifascistas da garra branca, vamos declarar a guerra à chegada de Scolari e de qualquer um que abrace práticas e ideias fascistas. Avisamos: Declaramos você pessoa não grata para o Colo-Colo e o povo do Chile. E vocês B$N, não passarão, por rir na cara do nosso povo. Em uma entrevista à rádio Jovem Pan, de São Paulo, “Felipão” opinou sobre o ex-comandante do Exército, que naquela época era senador vitalício e se encontrava preso em Londres. “Pinochet fez muitas coisas boas. Arrumou muitas coisas, as pessoas estavam muito bagunçadas, fizeram mais coisas boas do que más”, apontou Scolari. Mas isso não foi tudo, já que o técnico abordou as denúncias por violações aos direitos humanos, garantindo que “em certos momentos, as pessoas se ordenam ou se torna anarquia”. A admiração de Scolari por Pinochet foi destacada durante o encontro entre a seleção chilena e a brasileira, no Mundial de 2014. Por esses anos, também se falou do caráter forte e autoritário que Scolari tinha em relação a seus jogadores.

Sampaoli troca o Santos pelo Atlético Mineiro

Dois meses após negociação frustrada, a direção do Atlético-MG e o técnico Jorge Sampaoli chegaram a um acordo. O treinador argentino acertou a contratação com a cúpula do Galo e assume a vaga, antes ocupada pelo venezuelano Rafael Dudamel. Segundo informações do site Globo Esporte, “o vínculo será assinado formalmente nesta segunda-feira ou, no mais tardar, na terça pela manhã conforme apurou o GloboEsporte.com.” A matéria ainda destaca que “o acordo foi definido em encontro na casa do empresário Renato Salvador, líder de um dos grupos parceiros do clube na contratação. Após a publicação da notícia, Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG, usou as redes sociais para oficializar a contratação de Jorge Sampaoli.”

Galo é eliminado pelo Afogados no maior vexame do time na Copa do Brasil

  – Após empate em 2 a 2, time mineiro é derrotado por 7 a 6 nas penalidades e dá adeus à segunda competição em duas semanas – Que vexame! E para o Afogados, equipe do interior de pernambuco e de nome excêntrico, prato cheio para piadas. Depois de buscar o empate após estar perdendo duas vezes, o Galo foi eliminado ainda na segunda fase da Copa do Brasil nos pênaltis, por 7 a 6, pelo acanhado time de Série D, que tem folha salarial de R$ 100 mil. Poucos horas depois da derrota, a diretoria do Atlético anunciou uma verdadeira “faxina” na cúpula de seu departamento de futebol. Através da assessoria de imprensa, o presidente Sergio Sette Câmara anunciou a demissão do técnico Rafael Dudamel, do diretor de futebol Rui Costa e do gerente de futebol Marques. O jogo O ano mal começou e o Atlético já dá adeus a duas competições que a diretoria do presidente Sérgio Sette Câmara colocava como objetivos. Na semana passada, o alvinegro caiu diante do Unión, da Argentina, na Sul-Americana. Em seu décimo jogo no comando da equipe, o técnico venezuelano Rafael Dudamel não conseguiu dar uma cara à equipe. Nesta quarta-feira, em Afogados da Ingazeira, no sertão de Pernambuco, o treinador manteve o esquema com três zagueiro, liberando os laterais para atacar mais. Fundado há apenas seis anos (por coincidência, no dia 18 de dezembro de 2013, quando o Galo registrou uma de suas mais duras derrotas, para o Raja Casablanca, no Mundial de Clubes), o time da casa não quis saber de respeitar a centenária equipe mineira. O primeiro tempo teve, ao menos, três lances de frisson. Sem criatividade, a bola na trave de Guilherme Arana foi o máximo que o Galo conseguiu na primeira etapa. No segundo tempo, o Atlético parecia ter acordado, mas foi o time pernambucano quem abriu o placar: Candinho, aos 16 min. Já com Savarino em campo, o alvinegro voltou a acertar a trave, de novo com Arana, e achou o empate, com Gabriel, aos 20 min. Logo depois, o Afogados teve um jogador expulso, deixando o embate nas mãos do Galo. Engano. Em lance individual, Philip fez 2 a 1 aos 27. Há 16 jogos sem balançar as redes, Ricardo Oliveira foi para o jogo e deixou tudo igual, aos 33. No fim do tempo normal, Hyoran recebeu o vermelho. Na decisão por pênaltis, o Galo perdeu por 7 a 6. Otero, Ricardo Oliveira, Savarino, Guga, Guilherme Arana e Igor Rabello fizeram para a equipe mineira. Mas Allan, Nathan e Gabriel desperdiçaram. Diego Ceará e Douglas Bomba foram os únicos que não converteram pela equipe da casa. Thalison, Willian Gaúcho, Philip, Rodrigo, Eduardo Erê, Diego Teles e Heverton garantiram a vitória histórica do Afogados, que disputa a Copa do Brasil pela primeira vez na história. Via O Tempo

Bolsonaro é recebido aos gritos de “Fora Bolsonaro” em jogo Flamengo x Athletico-PR

 – Presidente estava acompanhado dos ministros Sergio Moro, Augusto Heleno, Damares Alves e Tarcísio de Freitas – O presidente Jair Bolsonaro foi recebido com vaias e gritos de “Fora Bolsonaro” no jogo entre Flamengo e Atlhetico-PR, partida da Supercopa do Brasil no Mané Garrincha, em Brasília, neste domingo (16). O ex-capitão estava acompanhado dos ministros Sergio Moro, Augusto Heleno, Damares Alves e Tarcísio de Freitas. Na torcida do Flamengo, foi erguida uma faixa com o rosto da vereadora assassinada do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e os dizeres “Flamengo Antifascista”, em protesto contra a presença do presidente no estádio. Já no fim do segundo tempo, quando o Flamengo vencia por 3 a 0, Bolsonaro publicou no Twitter um vídeo gravado antes da partida em que canta o hino nacional. “Sempre uma grande emoção cantar o nosso hino”, escreveu. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, também usou o Twitter para publicar uma foto dela com Bolsonaro e Moro e escrever: “Time de Bolsonaro literalmente em campo.” Confira: – Flamengo x Athletico no Mané Garrincha – Sempre uma grande emoção cantar o nosso hino. Com @SF_Moro e @tarcisiogdf pic.twitter.com/LxpWdmkJYH — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) February 16, 2020 Time de Bolsonaro literalmente em campo pic.twitter.com/62r3ZzEAGv — Damares Alves (@DamaresAlves) February 16, 2020 Matéria atualizada em 16/02/2020, às 21h15. Fórum apurou que de fato houve gritos de “Fora Bolsonaro” no jogo entre Flamengo x Athlético Paranaense, mas como o vídeo que havia sido postado não era de hoje, o retiramos do post.

Morre Kobe Bryant, um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos

 – O ex-jogador de basquete Kobe Bryant morreu hoje em um acidente de helicóptero na cidade de Calabasas, na Califórnia (EUA). As autoridades de Los Angeles confirmaram a morte do ex-jogador e falaram em cinco mortes – O ex-jogador de basquete Kobe Bryant morreu hoje em um acidente de helicóptero na cidade de Calabasas, na Califórnia (EUA). As autoridades de Los Angeles confirmaram a morte do ex-jogador e falaram em cinco mortes. A reportagem do portal Uol destaca que “o astro do basquete estava com pelo menos outras quatro pessoas, que também não sobreviveram. Vanessa Bryant, mulher de Kobe, não estava a bordo. As quatro filhas do casal também não estavam presentes. A causa do acidente ainda não é conhecida.” Five people confirmed deceased, no survivors in #Calabasas helicopter crash. #LASD #Malibu deputies remain with #LA County Fire personnel. Investigation ongoing. Avoid the area until further notice. — LA County Sheriffs (@LASDHQ) January 26, 2020 De acordo com o “TMZ”, Kobe costumava viajar de helicóptero desde a época do Los Angeles Lakers.

Bolsonarista, tenista brasileiro é banido do esporte por corrupção

 – Em entrevista em 2018, antes das eleições, João Souza, o Feijão, que manipulava resultados, disse em quem votaria: “Bolsonaro na cabeça, malandro” – João Souza, o Feijão, tenista que chegou a ser número 1 do Brasil e 69º no ranking mundial da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), foi banido definitivamente do esporte, além de ter de pagar uma multa de US$ 200 mil. O brasileiro foi considerado culpado de atuar em vários casos de corrupção, ou seja, manipulação de resultados em inúmeros torneios, no Brasil, no México, nos Estados Unidos e na República Tcheca. Feijão também pediu a outros atletas que perdessem propositalmente. Em 2018, antes das eleições, Feijão concedeu entrevista ao UOL e deixou claro suas posições políticas favoráveis a Jair Bolsonaro. Questionado sobre quem seria seu candidato a presidente, ele disse: “Bolsonaro na cabeça, malandro. Trocar seis por meia dúzia? Não vou trocar seis por meia dúzia. Haddad? Tá de brincadeira. Tiveram 16 anos para governar, não fizeram merda nenhuma, o país está um lixo, o dólar passou de R$ 4,30. Ciro Gomes, para mim, um picareta. O cara é um grosso, nunca fez nada. Já se candidatou umas cinco vezes, nunca ganhou”. “Cara, eu parto dos seguintes princípios: o cara [Bolsonaro] tem a ficha limpa; não tem rabo amarrado com ninguém; o cara é a favor de porte de arma, que eu também sou; ele é praticamente a favor da pena de morte, e também sou… Cara, onde já se viu um país em que você está na sua casa, com a sua família, e o cara vem te assaltar, mas se você dá um tiro no cara, você vai preso? Onde já se viu isso, cara?”. “Mamatinha” “Os artistas ficam aí dizendo ‘ele não, ele não’… Lógico. Vão perder a mamata da Lei Rouanet. Qualquer showzinho que eles façam, é tudo aprovado pela Lei Rouanet. Óbvio, vai acabar a mamatinha. Lei Rouanet, aprovado pelo governo do ‘campeão’ do Lula. O cara [Haddad] está indo pegar conselho lá na cadeia, em Curitiba, né, velho?. “O Bolsonaro fala as coisas na cara. A galera não tem nem argumento contra ele. Ah, ‘que ele é racista e machista’. Ele vai fazer o quê? Matar o gays? Não vai. Vai bater nos negros? O cara quer ajudar, velho. Está de coração lá. O cara é rico, milionário, não vai querer roubar. Tem a ficha limpa. Estou postando coisas dele porque gosto dele. Eu me identifiquei muito. Agora… Pode ser que o cara entre lá e vire, né? Porque todo mundo… Vai saber se o cara chega lá e começa a roubar que nem um louco. Eu acho muito difícil! Por ele ser militar, coisa e tal. Ele quer matar bandido! Bandido não vai ter vez com ele, velhão. Onde já se viu?. Revista Fórum

Sem Medioli e Lourenço, o que de pior ainda pode acontecer com o Cruzeiro?

O Cruzeiro nunca teve um destino tão incerto e sombrio como agora. Os mais recentes acontecimentos na Toca da Raposa colocam o time mineiro diante de dois cenários dramáticos. Um deles é a possibilidade, já especulada nos bastidores, de declaração de uma ‘falência’ do clube, o que poderia obrigá-lo a recomeçar do zero nos campeonatos Mineiro e Brasileiro. A outra opção, não menos dolorosa, seria uma longa e sofrida batalha rumo a uma recuperação sem data para acontecer. Não bastasse a dívida milionária, a dificuldade de compor um time para a próxima temporada e negociar com os diversos jogadores com salários atrasados, o maior de Minas assistiu a mais um importante empresário do conselho gestor deixar o cargo nessa última quinta-feira (9): Pedro Lourenço. O dono dos Supermercados BH, um dos principais patrocinadores do clube, afirmou que sua saída do cargo de vice-presidente de futebol foi motivada por uma série de contrassensos existentes na instituição. Na palavra dele, “incoerências na gestão, no estatuto, nos salários absurdos, entre outras situações, que promovem um ambiente hostil, e desfavorece as mudanças emergenciais necessárias”. Antes dele, no início da semana, o também empresário e prefeito de Betim, um dos nomes de peso do Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro, Vittorio Medioli, deixou o cargo de CEO do clube alegando que o que o Cruzeiro necessita é de um interventor legalmente amparado para fazer todas as mudanças necessárias. A saída de dois empresários bem-sucedidos que davam esperanças à torcida de um fim para a crise parece indicar que a situação do Cruzeiro está pior do que se sabe. De acordo com o jornalista da Rádio Jovem Pan e colaborador do site Doentes por Futebol, Levy Guimarães, já existe um grupo minoritário dentro dessa atual gestão da raposa que defende que o clube decrete incapacidade de pagar suas dívidas e recomece do zero. Caso fosse declarada a insolvência civil – nome que é dado à falência de associações e pessoas físicas – do Cruzeiro e o clube optasse por recomeçar, teria que disputar a série D do Campeonato Brasileiro e a série C do Mineiro. E caso não fossem comprovadas irregularidades e fraudes nas últimas administrações, a nova associação correria o risco de ter que arcar com as dívidas herdadas do Cruzeiro Esporte Clube, se a justiça determinasse. Segundo o jornalista, é difícil pensar que um clube tradicional como o Cruzeiro possa vir a deixar de existir. A tendência é que, mesmo que passe anos na penúria, ele venha com o tempo a se recuperar. Em relação à torcida, dificilmente os esforços dela sozinha serão capazes de tirar a raposa do buraco, já que o endividamento é gigantesco. Resta saber se ela, a torcida, terá paciência para esperar uma recuperação lenta e pulso firme para exigir do Cruzeiro as mudanças necessárias para o clube sair da crise. Via Os Novos Inconfidentes

Bancada da bola se recompõe no Congresso enquanto CBF atrai bolsonarismo

  – Entidade máxima do futebol consegue revigorar base parlamentar sob o Governo Bolsonaro com distribuição de cargos e agrados a políticos. Um tema em 2020 será o projeto clube-empresa – Conhecida como “bancada da bola”, a rede de parlamentares simpática aos interesses da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no Congresso Nacional ganhou corpo durante a gestão de Ricardo Teixeira, ex-cartola indiciado por corrupção que, por mais de duas décadas, empregou recursos da confederação em campanhas de políticos. Na reta final de sua administração, entidades esportivas foram proibidas de doar recursos para financiamento eleitoral. Mas a CBF permanecia fiel à sua base, que passou a receber verbas por meio de patrocinadores da seleção. Em 2015, no entanto, empresas também acabaram impedidas de fazer doações de campanha, o que não impediu a confederação de fortalecer a frente de apoio em Brasília nas últimas eleições. Embora impossibilitada de patrocinar seus escudeiros na política, a CBF lançou mão de uma estratégia de convencimento a partir da própria estrutura, recorrendo ao apelo popular do futebol para cooptar novos apoiadores com cargos de confiança, mimos e ingressos. Na cúpula da entidade, agora presidida por Rogério Caboclo, sete dirigentes conservam laços políticos. Um dos articuladores da bancada da bola, o secretário-geral Walter Feldman já exerceu mandatos de vereador e deputado em São Paulo, além de ter sido um dos ideólogos da REDE. Cabe a ele o trabalho institucional de aproximar políticos da confederação. Uma das atribuições de Feldman é fortalecer as relações da CBF com o Governo federal. Para atrair a base bolsonarista, dirigentes brindaram uma série de agrados ao presidente Jair Bolsonaro, incluindo convites para entregar a taça de campeão brasileiro ao Palmeiras, seu time do coração, ainda no ano passado, e premiar a seleção na final da Copa América. Em jogos da competição, comitivas de parlamentares vinculados ao presidente receberam ingressos de camarote da organização chefiada por Caboclo. Os filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro também marcaram presença nos estádios, sendo que o mais velho, senador pelo Rio de Janeiro, chegou a visitar a sede da CBF, em abril, para um almoço com o presidente da confederação. Na ocasião, ganhou de presente uma camisa da seleção brasileira personalizada com seu nome. A renovação da bancada da bola entrou na ordem de prioridades da CBF desde que sua antiga configuração sofreu desfalques de peso na eleição de 2018. Nomes como o senador Romero Jucá (MDB-RR), que ajudou a abafar a CPI do Futebol, em 2016, e os deputados Deley (PTB-RJ), ex-jogador do Fluminense, Jovair Arantes (PTB-GO) e Rogério Marinho (PSDB-RN), conselheiros de times de futebol, fracassaram na tentativa de se reeleger. Marcus Vicente (Progressistas-ES) também não conseguiu renovar seu mandato na Câmara. Ele é um dos quatro vice-presidentes da CBF com raízes na política. Gustavo Feijó (MDB) segue como prefeito de Boca da Mata, no interior de Alagoas, depois de reverter afastamento na Justiça por acusação de desvio de 28 milhões de reais do município. Fernando Sarney é filho do ex-senador José Sarney, enquanto Castellar Neto (PHS-MG) figura como primeiro suplente do senador Carlos Viana (PSD-MG). Foi assim, ocupando a suplência, que o ex-presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, chegou ao Senado após a morte de Itamar Franco (PPS-MG), em 2011. Abalado por escândalos de corrupção juntamente com Aécio Neves, ele não concorreu à reeleição, mas conseguiu emplacar o filho Gustavo Perrella, ex-deputado estadual, na diretoria de projetos estratégicos da CBF. Diretor de relações institucionais, Marcelo Aro (Progressistas-MG) lidera a bancada da confederação na Câmara dos Deputados. Aos 32 anos, está em seu segundo mandato e vem de uma família de cartolas. A primeira dinastia no comando da Federação Mineira de Futebol (FMF), composta pelo tio e o avô, terminou depois de acusações de corrupção. Porém, seu irmão Adriano Aro assumiu a presidência da entidade no ano passado. Outros aliados importantes da CBF desistiram de disputar o último pleito. Casos dos ex-deputados petistas Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, e Vicente Cândido, que trocou a diretoria de assuntos internacionais na confederação por cargo semelhante no clube paulista. Apesar de se dizer oposição à CBF, Sanchez demonstrou alinhamento à entidade ao longo de seus quatro anos de mandato. O amplo espectro da bancada da bola, que abrange parlamentares da esquerda à extrema direita, era orquestrado até o início do ano por Vandenbergue Machado, lobista da confederação no Congresso por quase duas décadas. Indicado à função, que oficialmente se chamava “diretoria de assuntos legislativos”, pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), Machado coordenava a articulação com políticos e a definição de nomes para os quais a CBF destinava verbas de campanha. Mas sua grande cartada foi convencer dirigentes a convidar políticos para chefiar delegações em torneios e amistosos da seleção. Sinal de prestígio, o cargo temporário oferece benesses como despesas de viagem e hospedagem pagas pela CBF, proximidade com jogadores e acesso liberado a jogos e treinamentos. Convocar presidentes da Câmara, como Marco Maia (PT-RS), que chefiou a delegação em amistoso contra a Suécia, em 2012, na cidade de Estocolmo, se tornou prática comum da CBF. A entidade também mirava políticos que pudessem representar ameaça no Congresso. No mesmo ano, nas Olimpíadas de Londres, a confederação nomeou a então deputada Liliam Sá (Democratas-RJ) como chefe de delegação da seleção feminina. Ela era relatora da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que investigou a CBF por omissão em casos de abuso de jovens jogadores. Dois anos depois, Sá foi responsável por assinar um pacto em que a entidade se comprometia a adotar medidas de proteção a atletas, mas sem estipular prazos nem garantias orçamentárias para o cumprimento do acordo. Vandenbergue pediu demissão em maio e, no organograma da CBF, seu cargo foi extinto. Entretanto, o diretor e deputado Marcelo Aro é quem herdou a incumbência de representar os interesses de clubes e cartolas em Brasília, enquanto Feldman continua articulando à distância, na sede carioca. “O que pregamos é a boa relação institucional, seja com o Governo ou com parlamentares. Não buscamos proteção nem qualquer tipo de favorecimento”, diz o secretário.