Cruzeiro perde para o Internacional e cai na Copa do Brasil

Gaúchos vencem por 3 a 0 e disputarão decisão do torneio com Athletico-PR – O Cruzeiro terá que buscar em outra oportunidade sua nona final de Copa do Brasil. Depois de perder por 1 a 0 no Mineirão, no jogo de ida, o time celeste voltou a ser derrotado pelo Internacional, desta vez por 3 a 0, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Guerrero (2x) e Edenílson marcaram para os gaúchos nesta quarta-feira e sacramentaram a eliminação celeste nas semifinais. A Raposa até teve alguns lapsos de inspiração nos 45 minutos iniciais de jogo, mas foi controlada no segundo tempo e praticamente não assustou Marcelo Lomba. Chamou atenção na partida a quantidade de passes errados (50) pelo time de Rogério Ceni, a dificuldade de realizar transições rápidas e a desorganização tática na etapa final. O outro finalista da Copa do Brasil será o Athletico-PR. O Furacão superou o Grêmio nos pênaltis, na Arena da Baixada, e garantiu vaga na decisão do torneio mata-mata. As datas das finais ainda não estão confirmadas, mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteará os mandos já na manhã desta quinta-feira, em evento no Rio de Janeiro. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso do Cruzeiro é diante do Grêmio. Mineiros e gaúchos medem força neste domingo, às 11h, no Independência. A partida não será realizada no Mineirão em função de um festival sertanejo marcado para o Gigante da Pampulha. O jogo Diferentemente do que se imaginava, Internacional e Cruzeiro iniciaram o duelo no Beira-Rio sem muitas análises e com muito volume. Logo no primeiro minuto, o Colorado aproveitou falha de Dedé na saída de bola e quase marcou. O zagueiro se recuperou para impedir finalização de Guerrero e, em seguida, Henrique bloqueou rebote de Edenilson. A resposta celeste veio no lance seguinte, aos 2’. Pedro Rocha recebeu de Marquinhos Gabriel dentro da área, finalizou, e Marcelo Lomba fez importante defesa. Na sobra, David, mesmo livre de marcação, desperdiçou a chance. Embora com maior posse de bola, o Cruzeiro não conseguiu criar novas chances até o fim da primeira metade. Por outro lado, o Inter assustou pelo menos em quatro ocasiões. O Cruzeiro, que optou por sair jogando em detrimento dos chutões em quase todas as ocasiões, encontrou dificuldades para fazer as transições com agilidade. O time de Rogério Ceni voltou a ter uma chance de gol apenas aos 32’. Marquinhos Gabriel avançou pelo meio e foi travado por Victor Cuesta. No rebote, Thiago Neves, de primeira, buscou o ângulo, mas a bola raspou a trave esquerda de Marcelo Lomba. Sete minutos depois, aos 39’, o Inter não desperdiçou a chance que teve. Dedé errou na saída de bola, Nico López recuperou a posse, fintou Jadson e encontrou D’Alessandro na direita. O argentino cruzou na área para Guerrero, que, livre de marcação, finalizou de cabeça, sem chances para Fábio. 1 a 0. Na volta do intervalo, mudanças na formação: Dedé, com uma torção no tornozelo, deixou o time para a entrada de Ariel Cabral. Henrique foi deslocado para a primeira linha defensiva. Não necessariamente por causa das alterações, mas o Cruzeiro iniciou o tempo final cometendo erros parecidos aos da etapa inicial, com passes equivocados e extrema dificuldade para fazer as transições com agilidade. O Internacional aproveitou os erros e amassou o time celeste, mesmo à frente do placar. Aos 24’, Guerrero ampliou o placar com um golaço no Beira-Rio. Nico López recebeu na área, dominou na coxa e lançou o peruano, que dominou no peito antes de finalizar cruzado, com precisão, no ângulo de Fábio. 2 a 0. Edenilson ainda aproveitou contra-ataque, aos 44′, para marcar de cobertura e determinar a goleada colorada no Sul. 3 a 0. O terceiro e último tento também sacramentou a classificação do Internacional, que enfrentará o Athletico-PR na grande decisão da Copa do Brasil. INTERNACIONAL 3X0 CRUZEIRO Internacional Marcelo Lomba; Bruno, Moledo, Victor Cuesta e Uendel (Sarrafiori); Rodrigo Lindoso, Edenílson e Patrick; D’Alessandro (Rafael Sobis), Nico López (Nonato) e Guerrero. Técnico: Odair Hellmann Cruzeiro Fábio; Jadson, Dedé (Ariel Cabral), Fabrício Bruno e Dodô; Henrique e Robinho (Éderson); Marquinhos Gabriel, Thiago Neves e David; Pedro Rocha (Fred). Técnico: Rogério Ceni Gols: Guerrero (aos 39’1ºT e aos 24’2ºT) e Edenílson (aos 44’2ºT) Motivo: jogo de volta das semifinais da Copa do Brasil Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) Data e horário: 4 de setembro de 2019 (quarta-feira), às 21h30 Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP) Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO) Via Superesportes
Árbitro Anderson Daronco deu a ordem: com homofobia não tem jogo

Pela primeira vez, uma partida foi paralisada no Brasil por causa de cânticos homofóbicos. Vasco se desculpa pela atitude de torcedores diante do São Paulo Neste domingo, o futebol brasileiro, pródigo em polêmicas fugazes que se repetem a cada fim semana, presenciou um fato inédito em sua história. Aos 19 minutos do segundo tempo, o árbitro Anderson Daronco interrompeu o duelo entre Vasco e São Paulo, quando parte da torcida vascaína cantava “time de viado” nas arquibancadas de São Januário para provocar os rivais. Foi a primeira vez que a arbitragem paralisou um jogo por causa de cânticos homofóbicos. Após serem notificados, jogadores e o técnico da equipe carioca, Vanderlei Luxemburgo, acenaram do campo para que os torcedores não entoassem mais os gritos ofensivos. Daronco deu sequência à partida assim que a torcida do Vasco cessou a manifestação preconceituosa, mas relatou o fato na súmula do jogo, que pode resultar em punição ao clube cruzmaltino, como multa e até a perda de pontos no Campeonato Brasileiro. O árbitro atendeu a uma instrução do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD), divulgada na semana passada, que recomenda a paralisação de jogos em caso de cânticos homofóbicos da torcida. A orientação abrange gritos como o de “bicha”, banalizado em cobranças de tiro de meta dos goleiros, que passam a ser oficialmente considerados discriminatórios. A mudança para uma postura menos condescendente das entidades esportivas reflete não só a criminalização da homofobia, equiparada ao crime de racismo pelo STF em junho, mas também a adequação ao protocolo da Fifa repassado em junho às confederações, que determina rigor diante de manifestações homofóbicas. Na Copa América, por exemplo, o Brasil foi novamente multado por comportamento impróprio da torcida em tiros de meta adversários na abertura contra a Bolívia. Em 2017, o Paysandu se tornou o primeiro clube brasileiro denunciado pela procuradoria do STJD por homofobia da torcida, mas acabou absolvido. Depois da repercussão do episódio em São Januário, o time carioca divulgou nota se desculpando pela conduta de vascaínos na arquibancada. “O Club de Regatas Vasco da Gama lamenta e repudia qualquer canto de caráter homofóbico por parte de alguns de seus torcedores.” A diretoria ainda manifestou “seu pedido de desculpas a todos que, corretamente, se sentiram ofendidos por este comportamento”. Na nota, o clube, que utilizou o sistema de som do estádio para alertar torcedores sobre os cânticos homofóbicos após a interrupção do jogo, exalta sua história marcada pelo enfrentamento ao racismo, como um dos pioneiros na incorporação de jogadores negros, ressaltando que “o combate a este tipo de postura não deve ser motivado pelo receio de punição desportiva (perda de pontos), mas, sim, por uma questão de cidadania e respeito ao próximo e cumprimento da lei”. Por fim, o comunicado do Cruzmaltino aponta que “a plateia de um estádio de futebol e a sociedade de maneira geral passam por um processo de aprendizado e conscientização necessário para que atos de preconceito fiquem no passado – um triste passado, diga-se”, em que a diretoria se compromete “em promover ações educativas neste sentido junto ao seu torcedor, certa de que encontrará em cada vascaíno um aliado no combate a qualquer tipo de discriminação. O Vasco é a casa de todos”. Em fevereiro, o volante Fellipe Bastos, que marcou um dos gols da vitória do Vasco sobre o São Paulo, pegou três partidas de suspensão por ter proferido ofensas homofóbicas ao Fluminense durante a comemoração do título da Taça Guanabara. Na época, o clube de São Januário manifestou repúdio “a todo e qualquer tipo de preconceito”, mas preferiu discutir o caso internamente, evitando falar em punição ao jogador. No mês anterior, o goleiro vascaíno Alexsander havia sido vítima de gritos homofóbicos da torcida do Taubaté em jogo pela Copa São Paulo Júnior. Precavendo-se de possíveis sanções devido ao comportamento de torcedores, clubes têm iniciado campanhas educativas para tentar eliminar os cânticos homofóbicos dos estádios. No sábado, o Atlético Mineiro divulgou mensagem direcionada à torcida em suas redes sociais. “Não prejudique seu time! Gritos homofóbicos vindos das arquibancadas podem levar o clube à perda de pontos. O Atlético é o time de todos, e com todos juntos, seremos mais fortes.” Em 2018, o clube foi multado em 5.000 reais pelo STJD depois de torcedores atleticanos presentes no clássico contra o Cruzeiro gritarem “Ô, cruzeirense, toma cuidado, o Bolsonaro vai matar viado”, no Mineirão. Há cinco anos, o Corinthians lançou um manifesto pedindo à sua torcida que deixasse de entoar o grito de “bicha” para evitar punições ao clube. Porém, no mesmo ano, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo entendeu que o cântico dos torcedores não era ofensivo. Já no em 2016, um grupo de torcedores palmeirenses criaram o movimento “#eugritoporco”, sugerindo a substituição do termo “bicha” por “porco” nos tiros de meta adversários, mas o Palmeiras não se engajou de forma oficial na campanha.
Enquanto Neymar ignora tragédia amazônica, companheiro de PSG se solidariza

Cristiano Ronaldo, Dybala, Hamilton e outros atletas também se manifestam sobre queimadas na Amazônia – “Reze pela Amazônia”, escreveu Mbappé, atacante francês que atua com Neymar no PSG. Atacante brasileiro tem ignorado a tragédia ambiental na Amazônia para não melindrar seu amigo, o presidente Jair Bolsonaro Garoto propanga informal do governo de Jair Bolsonaro (PSL), com quem posa para fotos sempre que pode, o atacante brasileiro Neymar tem ignorado a crise ambiental provocada pelos incêndios na Floresta Amazônica Enquanto isso, seu companheiro no time francês PSG, o também atacante francês Kylian Mbappé somou-se as dezenas de personalides do esporte que se posicionaram em defesa da floresta e contra a devastação ambiental promovida por Bolsonaro. “Reze pela Amazônia”, escreveu Mbappé, em sua conta no Instagram. Cristiano Ronaldo, Dybala, Hamilton… Atletas se manifestam sobre queimadas na Amazônia Um incêndio vem se alastrando há mais de duas semanas na floresta amazônica, e campanhas de conscientização e correntes tomaram as redes sociais nos últimos dias para repercutir os problemas que a queimada vem acarretando. Além de ser habitat natural de diversos tipos de animais e plantas, a Amazônia é responsável por produzir boa parte do oxigênio do mundo, sendo conhecida mundialmente como “O Pulmão da Terra”. Por meio de hashtags, o assunto tomou proporções mundiais, e clubes e atletas divulgaram o ocorrido e entraram na campanha. Jogadores de futebol, como Cristiano Ronaldo, Dybala e Rabiot, tênis, como Novak Djokovic, e o piloto Lewis Hamilton foram alguns deles.
Ceni estreia, Cruzeiro bate líder e sai do Z4

– Expulsão é determinante para ampla superioridade da Raposa, que vê Fred dar fim a jejum e assistência para Thiago Neves em vitória sobre Santos Na estreia do técnico Rogério Ceni, o Cruzeiro mostrou bom poder de criação e venceu o Santos por 2 a 0, neste domingo, no Mineirão, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida teve sabor especial para o atacante Fred. Ele entrou aos 24 minutos de jogo, no lugar do lateral-esquerdo Egídio, e marcou o primeiro gol celeste, após assistência de Thiago Neves. Na etapa complementar, o camisa 9 retribuiu o ‘favor’, colocando o armador em boas condições para chutar de fora da área e ampliar a vantagem. O placar só não foi mais dilatado porque o goleiro Everson fez quatro boas defesas Com o resultado em Belo Horizonte, o Cruzeiro chegou a 14 pontos, encerrou sequência de 11 partidas sem vitória no Brasileiro (O último triunfo havia sido sobre o Goiás, em 5 de maio, no Mineirão, por 2 a 1) e saiu da zona de rebaixamento. Quem entra no Z4 é o Fluminense, derrotado pelo CSA, por 1 a 0, em pleno Maracanã. Os cariocas caíram para 18º, com 12 pontos, já que a Chapecoense venceu o Avaí por 1 a 0, na Arena Condá, em Chapecó. A próxima partida do Cruzeiro no Brasileiro será contra o CSA, domingo (25), às 19h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. O triunfo no Rio de Janeiro fez o time alagoano chegar a 11 pontos. Já o Santos, que segue na liderança da competição, com 32 pontos, receberá o Fortaleza, ex-clube de Rogério Ceni, no mesmo dia, às 16h, na Vila Belmiro. O JOGO Rogério Ceni surpreendeu ao divulgar a escalação do Cruzeiro com o lateral-esquerdo Dodô de volante. Os testes foram realizados nos treinamentos fechados à imprensa durante a semana. Na zaga, Fabrício Bruno substituiu Leo, vetado por causa de desgaste muscular na coxa direita, enquanto Robinho ficou no banco de reservas para a entrada de Fred. Com isso, David e Marquinhos Gabriel foram os homens de velocidade pelas pontas. E Pedro Rocha funcionou como referência no ataque. A expulsão de Gustavo Henrique, do Santos, logo aos 3 minutos de jogo, foi crucial para a superioridade cruzeirense. No lance, o defensor alvinegro derrubou Pedro Rocha, que se preparava para entrar na grande área ao receber passe de David. O árbitro Anderson Daronco deu continuidade ao lance, porém foi alertado por Caio Max Augusto Vieira, responsável pelo VAR, de que houve irregularidade. No vídeo, Daronco atestou a falta de Gustavo e lhe aplicou cartão vermelho. Em vez de colocar um zagueiro de ofício para preencher a lacuna, o técnico Jorge Sampaoli mandou a campo o lateral-direito Pará no lugar de Evandro. Além de gol, Thiago Neves exigiu boas defesas de Everson, goleiro do Santos, em chutes de longe (Foto: Alexandre Guzanshe/EM D.A Press) Com um jogador a mais, o Cruzeiro encurralou o Santos e superou índice de 60% na posse de bola. Aos 13 minutos, o time criou a primeira chance de perigo. David arrancou pela esquerda e tocou para Pedro Rocha, que errou no domínio. Na sobra, Dodô bateu com o pé esquerdo e obrigou Everson a se esticar para espalmar. Aos 16 minutos, foi a vez de Marquinhos Gabriel puxar da direita para o meio e chutar forte, porém no centro da meta. Já aos 19 minutos, Thiago Neves apareceu livre na grande área, mas calculou mal a finalização e isolou a redonda. Rogério Ceni decidiu aumentar o poder ofensivo aos 24 minutos, colocando o atacante Fred no lugar de Egídio. Nos primeiros instantes, o meio-campo ficou vulnerável, visto que Dodô retornou à lateral esquerda e apenas Henrique dava combate. O treinador fez alguns ajustes e acertou o posicionamento. E o Cruzeiro deu sequência ao futebol criativo. Aos 27 minutos, Thiago Neves arriscou de fora da área e exigiu outra grande intervenção de Everson. A bola ainda bateu no travessão antes de ir à linha de fundo. Aos 39’, Pedro Rocha se aproveitou de passe errado de Jorge, mas falhou no passe para TN10, que entrava na grande área sem marcação. Por fim, aos 43 minutos, os mais de 40 mil torcedores no Gigante da Pampulha comemoraram. Acionado por Thiago Neves, Fred ajeitou na grande área e finalizou no canto direito de Everson: 1 a 0. Eufórico na celebração, o camisa 9 não balançava a rede desde 23 de abril, na vitória por 2 a 0 sobre o Deportivo Lara, na Venezuela, pela fase de grupos da Copa Libertadores. Foram 16 jogos de jejum. Aos 46 minutos, quase veio o segundo, mas Everson espalmou o chute de Thiago Neves. Já aos 51 minutos, foi a vez de Fábio trabalhar, em cobrança de falta de Carlos Sánchez. A bola do uruguaio buscou o ângulo esquerdo, e o camisa 1 salvou a Raposa. Na volta para o segundo tempo, o Cruzeiro resolveu a parada. Logo no primeiro minuto, Fred fez o ‘paredão’ em cima da defesa santista e escorou para Thiago Neves, que bateu no canto esquerdo e fez 2 a 0. Outras oportunidades foram criadas ao longo da etapa complementar. Aos 3’, David concluiu ao lado, após passe de Orejuela. Aos 13’, Orejuela arrematou, e Everson rebateu. Aos 37’, Fred só não fez o segundo dele porque Jorge tirou a bola praticamente em cima da linha. Nos acréscimos, a bola chutada por Rocha da entrada da área resvalou na defesa do Santos e saiu por trás da meta.
Atlético desperdiça boas chances e é derrotado pelo Athletico-PR

Galo perde invencibilidade de seis jogos na Série A, mas continua no G4 – O Atlético perdeu invencibilidade de seis jogos no Campeonato Brasileiro. O Galo teve boa atuação diante do Athletico Paranaense, neste sábado, na Arena da Baixada, em Curitiba, mas acabou derrotado por 1 a 0, em duelo válido pela 15ª rodada da Série A. O Alvinegro criou chances claras e quase empatou nos instantes finais da partida. No entanto, o goleiro Santos salvou o Furacão em momentos cruciais. O gol foi marcado por Marcelo Cirino, aos 37 minutos do primeiro tempo. Com o resultado, o Atlético fica na quarta colocação do Brasileiro, com 27 pontos. O Athletico Paranaense chega ao oitavo lugar, com 22 pontos. O próximo desafio do Galo na competição é contra o Bahia, no sábado que vem, às 11h, no Independência. Antes, o time de Rodrigo Santana enfrenta o La Equidad em compromisso pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, nesta terça-feira, às 21h30, no Horto. O JOGO – O primeiro lance de perigo foi criado pelo Atlético. Aos 2min, depois de jogada rápida de Cazares pela direita, Chará ficou com o rebote na entrada da área e arriscou o chute, para a defesa de Santos. O Galo mostrava segurança defensiva e conseguia criar oportunidades. A bola era carregada principalmente por Cazares e Chará e chegava a Papagaio. O centroavante, porém, finalizou mal em duas boas chances de gol. O time da casa passou a apertar a marcação e a ter maior posse de bola. Aos 29 minutos, foi a vez do Furacão ameaçar: Marco Ruben recebeu passe de Adriano e bateu forte. A bola saiu rente ao travessão de Cleiton. Após interrupção da partida por problemas na iluminação, o Atlhletico abriu o placar na Arena da Baixada. Marco Ruben recebeu cruzamento na área, mas foi travado no momento da conclusão. Marcelo Cirino pegou o rebote na entrada da área e chutou no canto direito de Cleiton: 1 a 0. A equipe rubro-negra ainda pressionou nos instantes finais e terminou a etapa com maior posse de bola: 52%. O Galo teve mais finalizações que o adversário: sete contra cinco. Na volta do intervalo, o técnico Rodrigo Santana realizou duas alterações no Atlético: Nathan no lugar de Martínez, que tinha cartão amarelo; e Otero na vaga de Cazares. Com as alterações, o ímpeto ofensivo do Alvinegro cresceu. Aos 5min, em cobrança de falta, Otero mandou a bola próxima ao travessão de Santos. O Galo pressionava, mas também deixava espaços. Em dois lances seguidos, os mineiros quase empataram. Aos 14min, Vinícius aproveitou boa jogada entre Fábio Santos e Chará, driblou Wellington e chutou cruzado. A bola desviou, Papagaio tentou na sobra, mas a zaga paranaense afastou. Um minuto depois, inversão de bola chegou a Chará, que entrou na área, driblou o marcador e finalizou forte. O goleiro Santos, apesar de desvio na trajetória, defendeu. O Athletico voltou a ameaçar aos 29 minutos, em finalização de Rony, de primeira. Cleiton defendeu com segurança. O Galo se manteve no ataque, com Vinícius, Otero e Chará ativos na criação. Papagaio, no entanto, não conseguia ter uma clara para concluir em gol. Aos 32min, Rodrigo Santana mexeu no time pela última vez: Geuvânio no lugar de Vinícius. Aos 39min, o Atlético teve a melhor chance de empatar a partida em dois lances consecutivos. Nathan trocou passes com Otero e chutou cruzado, rasteiro. Santos se esticou e espalmou. Chará apareceu completou no rebote, mas o goleiro do Furacão fez outra grande defesa. ATHLETICO-PR 1 X 0 ATLÉTICO Athletico-PR: Santos; Madson, Pedro Henrique, Léo Pereira e Adriano (Márcio Azevedo); Wellington, Bruno Guimarães e Thonny Anderson (Bruno Nazário); Marcelo Cirino (Nikão), Rony e Marco Ruben. Técnico: Tiago Nunes. Atlético: Cleiton; Guga, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Ramón Martínez (Nathan); Cazares (Otero), Elias, Vinicius (Geuvânio) e Chará; Papagaio. Técnico: Rodrigo Santana. Gol: Marcelo Cirino (Athletico Paranaense), aos 37min do primeiro tempo Cartões amarelos: Bruno Nazário, Marco Rubén (Athletico Paranaense); Ramón Martínez (Atlético). Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba, no Paraná
Coelho ganhou por 2 a 1 e respirou na Série B do Campeonato Brasileiro

Felipe Conceição valoriza ‘vitória maiúscula’ do América sobre Cuiabá: ‘É o adversário mais forte que enfrentamos’ Em sete jogos pelo América, Conceição contabiliza três vitórias, três empates e uma derrota (Foto: Mourão Panda / América) O técnico Felipe Conceição classificou como “vitória maiúscula” o placar de 2 a 1 obtido pelo América sobre o Cuiabá, neste sábado, no Independência, pela 16ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Ele elogiou o poder de contra-ataque e a grande campanha como visitante do adversário – agora de quatro triunfos, um empate e três reveses. “Vitória maiúscula. Enfrentamos uma equipe que, se sai daqui vencedora, estava no G-4, que não tinha perdido após a Copa América, é a segunda melhor visitante e, dos nossos adversários, tem o melhor contra-ataque. Fizemos um excelente primeiro tempo, evitamos esses contra-ataques no início do jogo, criamos superioridade e, no segundo tempo, soubemos sofrer, o que é necessário. Equipes assim em alguma hora vão nos encurralar. Há um bom trabalho do outro lado. É uma vitória maiúscula de um time que está lutando, e conseguindo, vitórias”, analisou. De acordo com Felipe Conceição, a característica do Cuiabá de jogar em velocidade dificultou a imposição do América em determinados momentos. O goleiro Jori, por exemplo, fez três boas defesas e contou com a sorte em uma bola que bateu no travessão. Na opinião do treinador, a equipe mato-grossense foi a mais complicada de enfrentar sob seu comando. “A gente estava conseguindo ter regularidade e impor nosso jogo nas outras partidas. É, talvez, o adversário mais forte que enfrentamos, sobretudo em casa. Quisemos controlar o jogo um pouco demais. Comigo [no comando] foi a primeira vez que tivemos a sensação de estar vencendo por 2 a 0, logo no primeiro tempo. Por isso, acho que o time buscou uma tranquilidade exagerada”, comentou. Na 16ª posição, com 17 pontos, o América ainda pode voltar à zona de rebaixamento, caso o Vitória vença o CRB neste domingo, às 16h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió (confira a classificação da Série B). Para Conceição, a saída definitiva da degola acontecerá na medida em que o time continuar fazendo boas partidas na competição. “Tenho trabalhado com o grupo o desempenho. É o desempenho que vai nos tirar da zona e jogar para o meio da tabela. Sair da zona nos traz grande alívio e alegria, mas amanhã o Vitória pode ganhar e voltarmos. O importante é ter desempenho a cada partida, lutando pela vitória em casa ou fora” Via Superesportes
Cruzeiro encerra maior jejum de gols na história do clube em empate com Avaí

– Foram oito jogos sem poder comemorar um gol sequer. O maior jejum de gols da história do Cruzeiro foi quebrado neste domingo, em empate contra o Avaí, na Ressacada, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pedro Rocha foi quem encerrou a péssima fase celeste. – A última vez que o time celeste havia marcado um gol foi há exatamente um mês, na vitória por 3 a 0 sobre o Atlético, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, no dia 11 de julho. De lá para cá, foram mais de 800 minutos em campo sem balançar as redes dos adversários (em tentos validados). Neste domingo, Pedro Rocha buscou o primeiro empate cruzeirense aos 18 minutos do segundo tempo de partida. Marquinhos Gabriel dominou pela direita, ajeitou para o pé canhoto e chutou colocado. Vladimir defendeu e a bola tocou na trave! O camisa 32 foi oportunista e empurrou para as redes. O gol ajudou os jogadores a iniciarem a reação e deixarem a fase complicada para trás. Na sequência, o Cruzeiro melhorou seu rendimento em campo e esteve perto de virar o jogo. No entanto, o Avaí foi quem marcou, de pênalti, mas a equipe celeste não desistiu e igualou novamente o marcador. Desta vez, Sassá foi quem anotou o tento azul. O elenco cruzeirense agora volta de Santa Catarina e terá novidades durante a semana na Toca da Raposa II. O clube contratou Rogério Ceni para a vaga de Mano Menezes e o novo treinador deve iniciar os trabalhos com o grupo de jogadores na terça-feira, no CT celeste. O próximo compromisso do time é contra o líder Santos, às 16h de domingo, no Mineirão. Confira as partidas que o Cruzeiro ficou sem marcar durante jejum histórico: Botafogo 0 x 0 Cruzeiro – Campeonato Brasileiro Atlético 2 x 0 Cruzeiro – Copa do Brasil Bahia 0 x 0 Cruzeiro – Campeonato Brasileiro River Plate 0 x 0 Cruzeiro – Copa Libertadores Cruzeiro 0 x 2 Athletico-PR – Campeonato Brasileiro Cruzeiro 0 x 0 River Plate – Copa Libertadores Atlético 2 x 0 Cruzeiro – Campeonato Brasileiro Cruzeiro 0 x 1 Internacional – Copa do Brasil Via Superesportes
Depois de descartar proposta do Atlético, Rogério Ceni acerta com o Cruzeiro

Treinador se despediu do elenco do Fortaleza na manhã deste domingo O Cruzeiro acertou, na manhã deste domingo, a contratação do técnico Rogério Ceni, que estava no Fortaleza. O compromisso com o clube mineiro será válido até dezembro de 2020. Ceni substituirá Mano Menezes, que deixou o cargo na última quarta-feira, após a derrota para o Internacional, por 1 a 0, pela Copa do Brasil. O Fortaleza se prepara para enfrentar o CSA, nesta segunda-feira, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após o último treino do Leão da Pici nesta manhã, Ceni se despediu dos jogadores. A informação foi adiantada pela Rádio Itatiaia e confirmada pelo Superesportes com a assessoria de comunicação do clube cearense. O técnico sequer comandará o time em Alagoas. Após a despedida de Ceni, o Fortaleza publicou um agradecimento ao treinador nas redes sociais. Fortaleza Esporte Clube ⭐️ ✔ @FortalezaEC O Fortaleza Esporte Clube comunica oficialmente a saída do Treinador Rogério Ceni. A diretoria do Cruzeiro havia feito um primeiro contato com Dorival Júnior, que está sem clube, na quinta. No dia seguinte, Ceni entrou no radar do clube celeste, mas a negociação era considerada ‘difícil’ pela cúpula da Raposa. Mesmo assim, as conversas se intensificaram no fim de semana. No fim de abril, Rogério Ceni recusou proposta do Atlético para suceder Levir Culpi, demitido pela diretoria no dia 11 daquele mês. Na ocasião, ele acabara de conquistar o Campeonato Cearense e estava em vias de confirmar o título da Copa do Nordeste. No Cruzeiro, Rogério Ceni terá a missão de evitar o rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro e de classificar o time à final da Copa do Brasil. No jogo de ida da semifinal, contra o Internacional, no Mineirão, a Raposa perdeu por 1 a 0. O duelo de volta será em 4 de setembro, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Para ir à decisão, os mineiros precisam de uma vitória por dois gols de diferença no tempo normal. Triunfo por um gol de vantagem leva a decisão para os pênaltis. Contratado pelo Fortaleza em 10 de novembro de 2017, Ceni conquistou a Série B, em 2018, o Campeonato Cearense e a Copa do Nordeste, em 2019. Após a saída de Mano Menezes do Cruzeiro, passou a ser o segundo técnico mais longevo da Série A, com 636 dias de trabalho, perdendo apenas para Renato Portaluppi, do Grêmio, com 1053 dias. Na Série B, o Fortaleza somou 71 pontos (21 vitórias, oito empates e nove derrotas) e faturou o título com nove de vantagem sobre o vice-campeão, CSA. No geral, Ceni acumulou 94 partidas à frente do Leão do Pici. São 51 vitórias, 18 empates e 25 derrotas, com 60,64% de aproveitamento. Rogério também treinou o São Paulo, em 2017, com 14 vitórias, 13 empates e dez reveses em 37 jogos. Os números foram aquém da trajetória como goleiro, de 1990 a 2015. Exímio cobrador de faltas e pênaltis, ele marcou 131 gols em 1237 presenças
Campeonato Brasileiro – Galo vence o Fluminense e segue firme no G4

Com gols de Cazares e Ricardo Oliveira, que quebrou jejum de 15 jogos, Atlético venceu por 2 a 1 no Horto e encostou nos líderes do Brasileiro Com direito à quebra de longo jejum de Ricardo Oliveira, o Atlético venceu o Fluminense por 2 a 1, na noite deste sábado, no Independência, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, e embalou na competição nacional. Além do ‘Pastor’, Cazares também marcou pelo Galo na noite deste sábado. Nenê, na reta final do jogo, diminuiu o placar. Depois de enfrentar dificuldades no começo do jogo, o Atlético soube explorar as falhas defensivas do Fluminense para chegar aos seus gols: uma em corte errado da defesa após cruzamento de Patric, que Cazares fuzilou sem chances para Muriel, e outra em roubada de bola de Elias após marcação alta da equipe atleticana. O volante acionou Ricardo Oliveira, que marcou belo gol e quebrou jejum de 15 partidas. Com a vitória, o Galo mantém a quarta posição no Campeonato Brasileiro. O Flamengo venceu o Grêmio neste sábado, por 3 a 1, e se segurou em 3°. Os dois times têm 27 pontos, um a menos do que o Palmeiras, vice-líder, que recebe o Bahia neste domingo. O Santos, líder da Série A, perdeu para o São Paulo por 3 a 2 neste sábado, mas segue isolado na primeira posição com 32 pontos. O Atlético volta a campo no próximo sábado. O alvinegro visita o Athletico-PR, às 19h, na Arena da Baixada. No domingo, às 16h, o Fluminense recebe o CSA no Maracanã. O jogo Atlético e Fluminense fizeram um primeiro tempo muito movimentado no Independência. O tricolor, com sua característica de posse de bola e muita troca de passe, pressionou e criou boas chances na etapa inicial (foram 12 finalizações). O Galo, que apostou no contra-ataque em velocidade, desperdiçou chances claríssimas. Com dificuldades na marcação, o Galo viu o time visitante se impor no começo do jogo. Pedro, Igor Julião e Yony González, em três oportunidades, levaram perigo. Pelo lado do Atlético, as chances começaram a surgir a partir dos 20 minutos. Ricardo Oliveira recebeu lançamento, protegeu e avançou livre. O camisa 9 tentou driblar o goleiro, mas acabou finalizando em cima de Muriel. Vinícius, livre, estava ao lado do jogador para receber o passe e balançar as redes. O Galo cresceu no jogo. O alvinegro apostou nos lançamentos longos no meio da defesa tricolor, que estava exposta. Cazares e Chará pararam em boas defesas de Muriel. A pressão alvinegra seguiu. Na mesma estratégia, Cazares lançou para Ricardo Oliveira, que bateu na saída de Muriel. O goleiro espalmou e a jogada continuou. Patric cruzou, a zaga afastou mal e Cazares, de primeira, finalizou sem chances para o goleiro tricolor: 1 a 0, aos 41 minutos. Para a etapa final, o Fluminense voltou com duas substituições: saíram Pedro, lesionado, e Marcos Paulo, para as entradas de João Pedro e Nenê. O Atlético voltou para o segundo tempo com a marcação adiantada. Na primeira chance criada, Vinicius obrigou Muriel a fazer boa defesa. No rebote, Digão afastou, a bola bateu em Ricardo Oliveira e passou raspando à trave. No tiro de meta, o Galo adiantou a marcação de novo, pressionou e Elias conseguiu antecipar o passe. Ele lançou para Ricardo Oliveira, que ajeitou e chutou colocado sem chances para Muriel: 2 a 0. O centroavante quebrou jejum de 15 jogos. Eram 107 dias sem balançar as redes. O Fluminense partiu para a pressão e teve um gol anulado, marcado por Yony González. O tricolor seguiu em cima e criou boas oportunidades. No contra-ataque, o Galo desperdiçou boas oportunidades, principalmente pelo individualismo de seus jogadores de ataque. O tricolor conseguiu diminuir na reta final. Aos 43′, João Pedro fez boa jogada na área e cruzou rasteiro para Nenê, que finalizou sem chances para Cleiton: 2 a 1. O Fluminense pressionou até o fim, mas o Galo conseguiu se segurar para garantir importante vitória no Campeonato Brasileiro. ATLÉTICO 2 X 1 FLUMINENSE Atlético Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Ramón Martínez e Elias; Cazares (Geuvânio, aos 15/2°T), Vinícius e Chará (Otero, aos 28/2°T); Ricardo Oliveira (Alerrandro, aos 36/2/T) Técnico: Rodrigo Santana Fluminense Muriel; Igor Julião, Nino, Digão e Caio Henrique; Allan, Daniel (Wellington Nem, aos 28/2°T) e Paulo Henrique Ganso; Marcos Paulo (Nenê, no intervalo), Yony González e Pedro (João Pedro, no intervalo) Técnico: Fernando Diniz Gols: Cazares, aos 41/1°T; Ricardo Oliveira, aos 5/2°T; Nenê, aos 43/2°T Cartões amarelos: Vinícius, aos 19/1°T; Patric, aos 9/2°T; Geuvânio, aos 33/2°T; Wellington Nem, aos 36/2°T; Otero, aos 37/2°T; Digão, aos 46/2°T; Nenê, aos 49/2°T Cartão vermelho: Nenê, após o fim do jogo Motivo: 14ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: estádio Independência Público: 19.081 Renda: R$ 352.497,00 Data e horário: sábado, 10 de agosto, às 21h Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO) Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires (GO) VAR: Héber Roberto Lopes (SC) TV: Pay-per-view Via Superesportes
COPA DO BRASIL – Cruzeiro perde outra e Mano deixa comando

Time perde por 1 a 0 para o Internacional na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil e aumenta pressão da torcida; Mano sai muito vaiado – Time celeste voltou a passar em branco e perdeu jogo de ida da semifinal Oito jogos sem vitória. Oito jogos sem fazer gol. E vai contando. A crise do Cruzeiro parece se agravar a cada vez que o time entra em campo. Desta vez, o tropeço foi diante do Internacional, nesta quarta-feira, no Mineirão, pelo duelo de ida da semifinal da Copa do Brasil. Edenilson, aos 30 minutos do segundo tempo, marcou o gol da vitória dos gaúchos, após rebote de Fábio em cobrança de falta de Paolo Guerrero: 1 a 0. Antes de ser vazado, o camisa 1 celeste havia feito duas ótimas defesas, em conclusões de Wellington Silva e do próprio Guerrero. Já a Raposa não exigiu uma intervenção importante de Marcelo Lomba. De 11 finalizações, dez foram longe do alvo. As inúmeras bolas levantadas na grande área consagraram os zagueiros Victor Cuesta e Rodrigo Moledo e mostraram as dificuldades de Mano Menezes para organizar uma equipe criativa no ataque. Por essa e outras razões, o treinador anunciou, em entrevista coletiva, o desligamento do Cruzeiro. Ele já havia colocado seu cargo à disposição após a derrota para o Atlético, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro (2 a 0). Na ocasião, a diretoria decidiu mantê-lo no cargo. Com o revés desta quarta, as partes se acertaram pela saída. “Gostaria, juntamente com o Marcone (Barbosa, gerente de futebol) e o Marcelo (Djian, diretor de futebol), comunicar oficialmente que a gente interrompe o trabalho à frente do Cruzeiro nesta noite, porque a gente entendeu que era o momento de fazer isso, de que nós não poderíamos estender mais essa fase difícil. É muito mais que uma fase difícil que o Cruzeiro vem apresentando, porque são 18 jogos e uma vitória. A gente sabe que isso no futebol não se sustenta”, declarou Mano. À procura de novo treinador a partir desta quinta-feira, o Cruzeiro tentará reagir na semifinal da Copa do Brasil no dia 4 de setembro (quarta-feira), às 21h30, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Para avançar à semifinal, o time precisa ganhar do Inter por dois gols de diferença. Se vencer por um gol, a vaga será decidida nos pênaltis. Antes de pensar no mata-mata, haverá o Campeonato Brasileiro. Na zona de rebaixamento (18º, com dez pontos), a Raposa visitará o lanterna Avaí, às 16h de domingo, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, pela 14ª rodada. Possivelmente, o auxiliar permanente da comissão técnica, James Freitas, estará à frente da equipe. O jogo “Eu disse que não vinha mais… mas quem ama, perdoa”. A mensagem transmitida por uma torcedora em cartaz representava o sentimento de milhões de cruzeirenses. A sequência de sete partidas sem vencer e nem sequer fazer gol causava incômodo e insatisfação, porém os apaixonados pela Raposa tinham esperanças de que a maré ruim acabaria nesta quarta. Qual seria, então, a estratégia de Mano Menezes? Apostando no poder de decisão de Thiago Neves, o treinador tirou Marquinhos Gabriel para dar lugar a Sassá. Com isso, Pedro Rocha foi deslocado para a ponta. Na lateral esquerda, Dodô substituiu Egídio, negativamente marcado por sucessivos erros de passe e falhas na marcação nas últimas apresentações. O Cruzeiro começou o jogo com vantagem na posse de bola, chegando a contabilizar 64%. Só que o domínio era estéril. A paciência do público foi colocada à prova com passes entre Orejuela, Dedé, Leo e Dodô. Quando o time ameaçava avançar, os meio-campistas erravam na transição, seja com lançamentos malsucedidos ou perdas de posse. Como o Inter parecia interessado no empate, a qualidade técnica do espetáculo acabou prejudicada. Até os 30 minutos, a única finalização certa foi colorada: Rafael Sobis arriscou de fora da área, no centro da meta. Fábio segurou com tranquilidade. Ciente da importância da vitória na ida, o Cruzeiro se esforçou para tentar superar a boa marcação do Internacional. Aos 35 minutos, Sassá conseguiu dominar dentro da grande área após cobrança de escanteio, porém bateu muito mal. Aos 39 minutos, o camisa 99 recebeu assistência de Pedro Rocha, girou em cima de Victor Cuesta e voltou a errar o alvo. O Inter respondeu aos 41min: Guerrero deu enfiada no ‘vazio’ para Uendel, que foi à linha de fundo e buscou o passe rasteiro para Edenílson no segundo pau. No meio do caminho, Dodô fez corte providencial e salvou a Raposa. Na volta para o segundo tempo, o Cruzeiro teve boa chance logo a 1min. Pedro Rocha arrancou no meio-campo e deu bom passe para Thiago Neves, que “furou” no momento da finalização. Em lances seguintes, o camisa 10 errou domínios e passes aparentemente fáceis, irritando parte do público no Mineirão. Aos 21min, Mano Menezes recorreu a Fred, artilheiro do time em 2019, com 16 gols, porém sem balançar a rede há 15 partidas. Tanto os laterais quanto os meias buscaram explorar o jogo aéreo com o camisa 9, mas a retaguarda do adversário estava atenta para afastar as bolas. Depois de ficar por muito tempo na defesa, o Internacional percebeu que tinha condições de levar perigo ao Cruzeiro. Aos 24min, Wellington Silva tabelou com Edenilson, livrou-se de Dodô e chutou forte. Fábio espalmou. Aos 26min, Patrick deixou Robinho no chão e encontrou Guerrero na pequena área. O camisa 1 cruzeirense novamente se mostrou arrojado e nem rebote deu na conclusão do peruano. Aos 30min, Fábio voltou a salvar o Cruzeiro defendendo cobrança de falta de Guerrero, porém a defesa não acompanhou a sobra, e Edenilson só teve o trabalho de tocar a redonda para o fundo da rede: 1 a 0. Sem forças para reagir, o time deixou o campo vaiado. As cobranças foram incisivas em cima de Mano Menezes, que recebeu xingamentos assim que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira apitou pela última vez. Na resposta, o treinador ironizou com sinal de ‘joia’. Jogadores como Henrique, Ariel Cabral e Fred também foram insultados. CRUZEIRO