É campeão! Mesmo sem entrar em campo, Flamengo é o campeão brasileiro 2019

– Flamengo é Heptacampeão Brasileiro! Rubro-Negro não pode mais ser alcançado pelo Palmeiras, que perdeu para o Grêmio – Dois títulos expressivos em menos de 24 horas. Este é o Flamengo de Jorge Jesus, Gabigol, Bruno Henrique e cia. Sem entrar em campo pelo Campeonato Brasileiro neste fim de semana por conta da disputa da decisão da Conmebol Libertadores, o Mais Querido conquistou hoje o Heptacampeonato. O Rubro-Negro se beneficiou da derrota do Palmeiras por 2 a 1 para o Grêmio, na Arena Palmeiras. O clube paulista não pode mais nos alcançar. 1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009 e agora 2019… Pode gritar, Nação! É Heptaaaaaaaaaaaaaa! Mengoooooooooooooo! Um final de semana especial para o torcedor do Flamengo. No sábado, comemorou o título da Copa Libertadores da América com uma vitória incrível sobre o River Plate, da Argentina, na decisão disputada em jogo único em Lima, no Peru. Neste domingo, o Rubro-Negro garantiu o título brasileiro sem entrar em campo. A conquista foi garantida com o tropeço do Palmeiras contra o Grêmio, no Allianz Parque. O Flamengo permanece com 81 pontos contra 68 do time paulista, que perdeu para o tricolor por 2 a 1, com quatro rodadas para o fim. Com os dois títulos, o Flamengo iguala um feito da era do Santos de Pelé. O Peixe foi bicampeão da Libertadores em 1962 e 1963, tendo sito o único clube que levou, no mesmo ano, o Campeonato Brasileiro (naquela época, o torneio nacional era chamado de Taça Brasil). Não só isso aconteceu: o time paulista também faturou os dois Mundiais de Clubes nos mesmos anos. O Flamengo tentará ser o maior do mundo a partir de 17 de dezembro, na competição que acontece no Catar. O Flamengo festejará os títulos na próxima quarta-feira. A equipe volta a campo para enfrentar o Ceará, no estádio do Maracanã, pela 35ª rodada do Brasileiro.
Atlético leva golaço no fim e perde para o Athletico-PR no Mineirão

– Vitinho, aos 41′ do segundo tempo, decretou revés alvinegro em casa – Por João Vitor Marques /Superesportes Tudo indicava um empate sem gols no Mineirão na tarde deste domingo. Até que, no finalzinho do jogo, brilhou a estrela de Vitinho. O garoto de 20 anos acertou um chutaço aos 41’ minutos do segundo tempo e decretou a derrota do Atlético por 1 a 0 para o Athletico-PR, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a derrota, o Atlético – muito vaiado ao fim da partida – se mantém na 13ª posição, com 41 pontos, seis a mais que o Fluminense, primeiro time da zona de rebaixamento. Já o Athletico-PR alcança os 56 pontos, no 5º lugar. As equipes voltam a jogar pelo Brasileirão nesta quarta-feira. A partir das 21h, o Atlético visita o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador. Meia hora mais tarde, a bola rola para a partida entre Athletico-PR e Grêmio, na Arena da Baixada, em Curitiba. Primeiro tempo Vagner Mancini escalou um Atlético que, em teoria, proporia o jogo. Com apenas Zé Welison como volante de ofício, o time alvinegro tinha uma linha de quatro homens com potencial de criação para o centroavante Di Santo: Luan (mais recuado), Marquinhos, Cazares e Otero. Porém, o Athletico-PR contradisse as expectativas para um time visitante e ficou com a bola por mais tempo: 56% contra 44%. Mas foram os donos da casa que finalizaram com maior frequência – e perigo. O Atlético chutou nove vezes (quatro delas no alvo), seis a mais que o adversário. Aos 15’, Di Santo até chegou a chegar com perigo e finalizar uma bola que bateu na trave e aparentemente entrou. O centroavante argentino, porém, estava impedido. O Atlético chegou outras vezes com perigo, especialmente em finalizações de Fábio Santos e Marquinhos. Mas o goleiro Santos levou a melhor. Segundo tempo Na etapa final, o Atlético aumentou a posse de bola e tentou criar pelos lados. Os laterais, que já haviam aparecido na frente durante o primeiro tempo, ficaram mais livres para avançar. Tanto é que Patric chegou a fazer um gol aos 11’, após receber excelente lançamento de Iago Maidana. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento. Aos 19’, Otero perdeu uma chance incrível. Cazares foi lançado nas costas da zaga por Marquinhos, driblou o goleiro Santos e perdeu o ângulo. O equatoriano, então, cruzou para o venezuelano cabecear já de dentro da pequena área, mas a bola foi para fora. Apesar de ser, ao lado de Marquinhos, o melhor jogador do Atlético em campo, Cazares foi substituído para a entrada de Bruninho. Mancini buscava alternativas ofensivas e também tirou Otero e colocou Geuvânio. O Atlético sofria pouco com as investidas adversárias e conseguia chegar em condições de finalização. O garoto Marquinhos, de apenas 20 anos, passou a ser a principal válvula de escape alvinegra, quase sempre pela ponta direita. Mesmo com o Atlético ficando mais tempo no campo adversário, foi o Athletico-PR que fez o gol. Vitinho, num chutaço de fora da área, marcou aos 41’: 1 a 0. A resposta da torcida foi imediata: vaias intensas e protestos diante de mais uma derrota do time no ano. ATLÉTICO 0 X 1 ATHLETICO-PR Atlético Cleiton; Patroc, Leonardo Silva, Iago Maidana e Fábio Santos; Zé Welison e Luan (Vinicius, aos 38’ do 2ºT); Marquinhos, Cazares (Bruninho, aos 22’ do 2ºT) e Otero (Geuvânio, aos 31’ do 2ºT); Di Santo Técnico: Vagner Mancini Athletico-PR Santos; Madson, Pedro Henrique (Robson Bambu, aos 30’ do 2ºT), Leo Pereira e Abner Vinícius; Wellington e Bruno Guimarães (Erick, aos 27’ do 1ºT); Vitinho, Nikão e Thonny Anderson; Marco Ruben (Braian Romero, aos 21’ do 2ºT) Técnico: Eduardo Barros Gol: Vitinho, aos 41’ do 2ºT (ATH) Cartão amarelo: Otero, aos 33’ do 1ºT, Zé Welison, aos 35’, e Geuvânio, aos 48′ do 2ºT (ATL); Thonny Anderson, aos 42’ do 1ºT, e Braian Romero, aos 34’ do 2ºT (ATH) Motivo: 34ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Mineirão, em Belo Horizonte Data e horário: domingo, 24 de novembro de 2019, às 16h Público: 34.432 torcedores Renda: R$ 209.440,00 Árbitro: Edina Alves Batista (FIFA/SP) Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA/SP) e Bruno Salgado Rizo (SP) VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (MG)
Cruzeiro é goleado pelo Santos e fica mais perto da segunda divisão

Time celeste sai na frente, mas leva virada do Peixe, cai por 4 a 1 na Vila Belmiro e terá que ‘secar’ o Fluminense para ficar fora da degola O Cruzeiro vai precisar de muita sorte e da incompetência dos adversários diretos para continuar na elite do futebol brasileiro em 2020. Falta futebol ao time de Abel Braga, que foi presa fácil para o Santos, neste sábado, na Vila Belmiro, em jogo da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe paulista venceu por 4 a 1. A Raposa até conseguiu abrir o placar, com Orejuela, aos 13 minutos do primeiro tempo. O Santos, contudo, sempre teve maior posse de bola e mais volume ofensivo. A virada era questão de tempo. Eduardo Sasha, Marinho, Soteldo e Pituca fizeram os gols do time paulista. Uma noite para ser esquecida do lateral-esquerdo Egídio, o pior em campo. Ele comprometeu na defesa e foi nulo ofensivamente. O Cruzeiro agora precisará secar o Fluminense para não entrar na zona de rebaixamento – clique aqui e confira a classificação. O time carioca enfrenta o CSA na segunda-feira, às 20h, no estádio Rei Pelé. Em caso de empate, o Flu iguala a equipe celeste com 36 pontos e ultrapassa no número de vitórias: 9 x 7. Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrenta o CSA no Mineirão, na quinta-feira, às 21h30. O time alagoano também luta para não ser rebaixado. Início movimentado Desde os primeiros minutos, o Cruzeiro mostrou fragilidade do lado esquerdo. Foi por este setor que o atacante Marinho aprontou para cima de Egídio. A primeira chance efetiva ocorreu aos 8 minutos, quando Sánchez cruzou para Eduardo Sasha, que desviou sem muita força. Fábio defendeu. O Cruzeiro marcou de forma muito recuada e tentou sair com toques rápidos para o ataque. Quando construiu uma boa jogada, o time celeste abriu o placar. Aos 13 minutos, Thiago Neves tocou para Orejuela, que invadiu a área e chutou bonito de canhota, no canto direito do goleiro Everson: 0 a 1. Mas a ventagem celeste durou pouco. Forçando pelo lado esquerdo da defesa do Cruzeiro, o Santos empatou o jogo. Aos 22 minutos, Marinho tocou para Pará, que emendou para Sánchez. O uruguaio cruzou e Evandro, livre, escorou para Sasha. O camisa 27 do Santos bateu de primeira e guardou: 1 a 1. Recuado e com pouco menos de 40% de posse de bola, o Cruzeiro teve apenas duas finalizações certas em todo primeiro tempo. Além do gol, a Raposa acertou o alvo em cobrança de falta de Thiago Neves, aos 36 minutos. O Santos chegou a balançar as redes novamente, porém Vuaden marcou impedimento na jogada. Cruzeiro perde e se complica O segundo tempo começou com o Santos pressionando o Cruzeiro. A defesa celeste não conseguiu marcar o ataque veloz do time paulista, que marcou outros três gols. Os destaques do jogo foram Marinho e Soteldo, cada um em uma ponta do campo. O Cruzeiro até tentou responder criando uma boa chance de marcar com Robinho. Aos 14 minutos, ele recebeu dentro da área, mas não chutou. Cortou a marcação e mandou a bola em cima de outro defensor. O lado esquerdo da defesa do Cruzeiro continuou problemático. Foi por lá que o Santos virou o jogo. Aos 14′, Marinho ganhou de Egídio na velocidade, levou para o meio, limpou o lateral cruzeirense e chutou no canto de Fábio: 2 a 1. Desarrumado na defesa, o time celeste ficou entregue em campo. Em várias oportunidades, o ataque do Santos iludiu bem o Cruzeiro. Aos 19′, Marinho tocou para Sánchez, que cruzou rasteiro. Sasha deixou passar e Soteldo mandou para as redes: 3 a 1. No fim, o Santos ainda encontrou o quarto gol. Aos 44 minutos, Pituca recebeu cruzamento de Evandro nas costas da marcação e só empurrou para as redes: 4 a 1. SANTOS 4 X 1 CRUZEIRO SANTOS Everson; Pará, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jonatan (Luan Peres); Alisson, Carlos Sánchez e Evandro; Marinho, Eduardo Sasha (Pituca) e Soteldo (Jorge) Técnico: Jorge Sampaoli CRUZEIRO Fábio; Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Egídio; Henrique e Éderson; Robinho (Ezequiel), Thiago Neves (Marquinhos Gabriel) e David; Sassá (Joel) Técnico: Abel Braga Gols: Orejuela (Cruzeiro) e Eduardo Sasha, Marinho, Soteldo e Pituca (Santos) Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Marinho (Santos) e Egídio (Cruzeiro) Motivo: 34ª rodada do Campeonato Brasileiro Data e horário: sábado, 23 de novembro, às 21h Estádio: Vila Belmiro Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS) Assistentes: Jose Eduardo Calza e Lucio Beiersdorf Flor
Flamengo vira sobre o River Plate no fim e é campeão da Libertadores

Time rubro-negro fez dois gols após os 40 minutos do segundo tempo Agência Estado Campeão da Copa Libertadores em 1981, o Flamengo finalmente conquistou seu bicampeonato do torneio continental. De forma dramática, o time brasileiro virou sobre o River Plate nos acréscimos do segundo tempo, com dois gols do atacante Gabriel, e venceu por 2 a 1 no Estádio Monumental de Lima, no Peru, neste sábado. O atacante colombiano Rafael Borré fez o gol do time argentino. O jogo começou com protagonismo ofensivo do Flamengo, que tomou a iniciativa e marcou presença no campo adversário. O River, porém, manteve a linha de defesa sólida e resistiu à pressão nos minutos iniciais. Bem na marcação e objetivo no contra-ataque, o time argentino foi traiçoeiro e surpreendeu aos 15 minutos: Nacho Fernández cruzou rasteiro da direita, Arão e Gerson não cortaram e Borré apareceu livre para bater o goleiro Diego Alves. Depois do 1 a 0, o Flamengo seguiu com mais posse de bola, mas o River manteve a solidez defensiva e passou a levar mais perigo, criando boa chance com De La Cruz, que não concluiu. Já o time brasileiro não conseguia ameaçar Armani, que via seus companheiros subirem a marcação. A partir dos 20 minutos, a partida ficou mais aberta, mas sem grandes chances, exceto perigoso chute de Palacios de fora da área. No segundo tempo, o Flamengo voltou com mais iniciativa e mostrou potencial com chute de Gabriel, de fora da área, aos dois minutos. O River respondeu na mesma moeda, novamente com Palacios, sem sucesso. Aos 11, o time brasileiro teve sua melhor chance. Na área, Bruno Henrique cruzou rasteiro e Arrascaeta furou, mas a zaga não conseguiu tirar. Na sequência, Gabriel chutou em cima de De La Cruz e, no rebote, Éverton Ribeiro parou em Armani Pouco depois, Gerson acusou dores e foi substituído por Diego. E o River voltou a assustar: aos 21, Suárez recebeu dentro da área, livre, e cruzou rasteiro. Marí se esticou todo para cortar o perigo. Logo após, chute perigoso de Fernández. A partida seguiu tensa e o Flamengo voltou a ter uma boa oportunidade aos 30 minutos: Diego tocou para Gabriel, que rolou para Éverton Ribeiro cruzar em direção a Arrascaeta, que errou o voleio. No rebote, Diego isolou. Nos minutos finais, o time brasileiro foi para o ‘abafa’ e levou perigo com Gabriel, que teve bom passe para Bruno Henrique interceptado. Corte providencial para o River. O time argentino, porém, sucumbiria logo na sequência. Aos 43, Bruno Henrique achou Arrascaeta dentro da área. O uruguaio cruzou rasteiro e achou Gabriel livre. O atacante só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das rede. E ele não parou por aí. Três minutos depois, após lançamento, o camisa nove levou a melhor sobre o zagueiro Pinola e soltou a bomba de pé esquerdo para virar o jogo. Gabriel ainda seria expulso em confusão no fim da partida, mas isso não impediu o título dramático do Flamengo, campeão da Libertadores 38 anos depois. FICHA TÉCNICA: FLAMENGO 2 x 1 RIVER PLATE FLAMENGO – Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Arão (Vitinho) e Gerson (Diego); Éverton Ribeiro, Arrascaeta e Bruno Henrique; Gabriel. Técnico: Jorge Jesus. RIVER PLATE – Franco Armani; Montiel, Martínez Quarta, Pinola e Casco (Paulo Díaz); Enzo Pérez, Nacho Fernández (Julián Álvarez), Palacios e De La Cruz; Borre (Lucas Pratto) e Suárez. Técnico: Marcelo Gallardo. GOLS – Borré, aos 14 minutos do primeiro tempo. Gabriel, aos 43 e aos 46 minutos do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Casco, Suárez e Pérez (River Plate); Marí e Rafinha (Flamengo). CARTÕES VERMELHOS – Palacios (River) e Gabriel (Flamengo). ÁRBITRO – Roberto Tobar (CHI/Fifa). RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis. LOCAL – Estádio Monumental de Lima, no Peru.
Morre aos 70 anos o chargista Son Salvador, em Belo Horizonte

Son estava internado no Hospital Vila da Serra, em Nova Lima, para tratar problemas respiratórios As charges que “trazem a esperança através da ironia” vão deixar saudades. Morreu na madrugada deste sábado (23/11) Gerson Salvador Pinto, de 70 anos, chargista e ilustrador que divulgou seus traços e bom humor nas páginas do Estado de Minas por 43 anos. Son Salvador, como era conhecido por todos, estava internado no Hospital Vila da Serra para tratar problemas respiratórios. Seu quadro evoluiu para falência múltipla de órgãos e ele não resistiu. A inspiração de Son Salvador para a produção de charges veio, principalmente, com o “Pasquim”, publicação que teve como redatores Millôr Fernandes, Ziraldo, Tarso de Castro, Henfil, Ivan Lessa, Sérgio Cabral, Claudius, Fortuna e Luís Carlos Maciel, entre outros. Son era daqueles fãs que esperavam nas bancas a chegada do jornal, que completou 50 anos de publicação em 2019. Também gostava de “O Bondinho”, que trazia charges internacionais. Baterista que se aventurava em instrumentos de percussão, Son Salvador gostava de ouvir em seu carro grandes clássicos nacionais e internacionais para enfrentar o trânsito nas ruas de Belo Horizonte. Sua irreverência e bom-humor ele deu como contribuição para a Banda Mole, um dos mais tradicionais blocos carnavalescos da capital mineira, o qual ele ajudou a fundar. “Lembro da minha chegada na Rua Goiás (onde ficava a sede do jornal Estado de Minas e do Diário da Tarde), com um monte de desenhos embaixo dos braços. Fui direto ao Diário da Tarde. Conversei com o editor e ele disse que precisaria de mais 15 charges para eu poder entrar. No outro dia voltei com as 15. Fiquei a noite inteira acordado”, relembrou o chargista durante entrevista para o podcast O Megafone, produzido pelo Estado de Minas durante as comemorações de 90 anos do jornal. A publicação de seu primeiro desenho nos Diários Associados foi em 1976, no Dia das Crianças. Em sua conversa no podcast, o chargista lembrou de sua trajetória. Irreverente, contou que às vezes ainda escutava a orquestra de máquinas de escrever que se formava quando todos os jornalistas da redação trabalhavam ativamente em suas reportagens. “Dava seis da tarde e era tratatarata”. Ele se lembrou, ainda, de casos engraçados ocorridos no dia a dia de trabalho, como a vez em que um macaco de circo se sentou entre redatores e a de uma caixa esquecida por um pintor que chegou a paralisar a redação durante uma época em que ameaças de bombas se espalhavam pela cidade. Durante a sua carreira nos Diários Associados, não tinha limites em seus traços. Conseguia, com maestria, usar o seu humor e ironia em diferentes editorias. Da cultura ao esporte. Inclusive, o futebol era sua outra paixão. Son Salvador também era cronista esportivo e tinha uma coluna semanal no caderno Superesportes e no Jornal Aqui. Na coluna Boladas e Botinadas ele conseguia falar da paixão nacional levando sempre o humor e sua irreverência. Os seus pensamentos não ficavam apenas no papel. Son Salvador publicava suas charges constantemente nas redes sociais e no site Superesportes, a cada rodada em que Atlético, Cruzeiro e América entravam em campo. Produziu no Facebook, ao lado do jornalista Daniel Seabra, videochat em que falava sobre os times mineiros. O chargista e ilustrador também se aventurou na TV. Em julho de 2007, assumiu a coordenação do programa Aqui Esporte, onde, ao lado de outros jornalistas, discutia futebol e o esporte especializado. Antes disso, fez participações nos programas EM Esportes, e Estado de Minas Esporte. As charges e desenhos de Son Salvador também estamparam livros infantis e de contos. Uma das últimas ilustrações foram da capa do livro “Fala (de) Mãe), do jornalista, radialista e professor Dimas Lopes. Também ilustrou o “A Pescaria”, de Osvaldo André de Mello, que conta a história de Lúcio-sem-pavio, um homem atrapalhado que resolveu sair para pescar. “A graça no traço, a paixão pelo futebol, a generosidade com os colegas, o sorriso constante.Profissional de múltiplos talentos, Son Salvador é insubstituível”, define o diretor de redação do EM, Carlos Marcelo Via Jornal Estado de Minas
Cruzeiro e Atlético são punidos com perda de mando de campo pelo STJD

– Confusões ocorridas no clássico do Mineirão custaram, além da perda de um mando de campo para cada time, multas para os rivais – Cruzeiro e Atlético foram punidos com perda de um mando de campo e multa de R$ 100 mil cada pelos incidentes ocorridos no clássico do dia 10 de novembro (domingo), no Mineirão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, pela 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Por causa da briga entre cruzeirenses e atleticanos nos camarotes do Mineirão logo depois da partida, o STJD aceitou a denúncia da Procuradoria e entendeu que os clubes “deixaram de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens”, conforme o art. 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (leia a redação abaixo). “Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: I – desordens em sua praça de desporto. PENA: multa, de R$ 100 a R$ 100 mil. Parágrafo 1º – Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas, quando participante da competição oficial. Parágrafo 2º – Caso a desordem, invasão ou lançamento de objeto seja feito pela torcida da entidade adversária, tanto a entidade mandante como a entidade adversária serão puníveis, mas somente quando comprovado que também contribuíram para o fato”. Tanto Cruzeiro quanto Atlético vão recorrer das sentenças no Tribunal Pleno. Os clubes também entrarão com pedido de efeito suspensivo até que o novo julgamento seja marcado. Assim, há a possibilidade de as punições, se mantidas, sejam efetivamente cumpridas na Copa do Brasil de 2020, em um estádio distante pelo menos 100 quilômetros de Belo Horizonte. Em 16º lugar no Brasileiro, com 36 pontos, Cruzeiro fará mais dois jogos no Mineirão pelo Brasileiro de 2019. Na próxima quinta-feira (28/11), às 21h30, enfrentará o CSA, pela 35ª rodada. Depois, pegará o Palmeiras, às 16h de domingo, 8/12, pela última rodada. Por sua vez, o Atlético (13º, com 41 pontos) jogará três vezes em casa: contra Athletico-PR, às 16h deste domingo (24/11), no Mineirão (34ª rodada); Corinthians, às 18h de domingo, 1/12, no Independência (36ª rodada); e Botafogo, às 19h30 de quarta-feira, 4/12, no Mineirão (37ª rodada). Em nota à imprensa, o Galo se manifestou a respeito da punição. “Em relação aos tumultos, entendemos que cabe ao clube mandante providenciar as condições de segurança no estádio, além de imagens e autoridades policiais terem reconhecido que o início do tumulto ocorreu após um torcedor do adversário ter arremessado um objeto (garrafa ou balde) em direção à torcida do Galo. Sem contar que o clube mandante não apresentou número suficiente de seguranças para o grau de exigência do espetáculo”. Já o Cruzeiro, por meio do advogado Theotônio Chermont, considerou a decisão do STJD radical. “A Procuradoria viu outros vídeos e fala em confronto. Não vi um confronto entre as torcidas. Não houve feridos. Não estou dizendo que não houve nada, mas não houve nenhum tipo de prejuízo. O Cruzeiro, apesar de toda dificuldade encontrada, conseguiu juntar o maior número de boletins com 63 detidos dentro e fora do estádio. Tenho que me valer da excludente do artigo 213 que exime o clube de culpa. Isso não é caso de perda de mando de campo. Já é uma medida drástica e radical”. Injúria racial Além da perda de mando de campo e da multa de R$ 100 mil, o Atlético terá de pagar R$ 30 mil por causa do episódio de injúria racial de dois torcedores do clube contra um segurança da Minas Arena. A sanção foi aplicada no art 243-G. “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. Em meio à confusão nas dependências do Mineirão, Adrierre Siqueira da Silva, de 37 anos, dirigiu-se ao segurança Fábio Coutinho com menosprezo e disse. “Olha a sua cor”. As imagens foram flagradas pelo jornalista Lucas Von Dollinger, da Rádio 98. Já o jornalista Fael Lima, da TV Alterosa, registrou o momento em que o mesmo torcedor deu uma cusparada no rosto do profissional. Irmão de Adrierre, Nathan Siqueira da Silva, de 28, também é suspeito de ter cometido injúria racial por supostamente ter chamado Fábio Coutinho de ‘macaco’. Nathan afirmou ter dito ‘palhaço’, não ‘macaco’. Os dois pediram desculpas e alegaram que não são racistas. Para isso, justificaram que têm parentes negros e vão a cabeleireiros negros. Adrierre e Nathan Siqueira foram desligados do quadro de sócios do Atlético. Por isso, o clube considera injusta a multa por injúria. “O Atlético entende que a punição pela injúria foi injusta, pois os autores foram identificados, encaminhados à Polícia, bem como excluídos do quadro de sócios do clube”.
Sampaoli não quer contato com Bolsonaro na Vila Belmiro

Setorista informa que uma equipe de Bolsonaro está na Vila Belmiro nesta quinta-feira para discutir sua chegada e saída do estádio para o jogo de sábado Segundo informações do Twitter de Lucas Musetti Perazolli, setorista do Santos FC pela Gazeta Esportiva, o técnico do Santos, Jorge Sampaoli, está incomodado com a ida do presidente Jair Bolsonaro ao jogo do próximo sábado (16), entre o Peixe e o São Paulo, e espera não ter nenhum contato direto com ele. Sampaoli, que se define como de “centro-esquerda” e peronista e, em eleições argentinas passadas apoiou Néstor e Cristina Kirchner, presidentes entre 2003 e 2015, não aprova o governo de Bolsonaro. O jornalista informa ainda que uma equipe de Bolsonaro está na Vila Belmiro nesta quinta-feira (14) para discutir sua chegada e saída do estádio para o jogo de sábado. Bolsonaro deverá assistir ao jogo no camarote do presidente em exercício, José Carlos Peres. O jornalista informa ainda que “depois da série da Santos TV e do terceiro uniforme, com posicionamento firme contra preconceitos, o Santos pode dar recados sutis. Receber o presidente é normal, ele vai onde quiser. Bajular é outra coisa”, diz. Bolsonaro na Vila não A Torcida Jovem do Santos já avisou que vários dos seus membros discordam da presença do presidente na Vila Belmiro. Ao saberem da notícia, torcedores do Santos foram até as redes sociais para deixar bem claro que não desejam que o presidente esteja no local do jogo. A iniciativa fez que a hashtag #Bolsonaronavilanão chegasse aos primeiros lugares dos trend topics Via Revista Fórum
The Guardian destaca o Bahia como time mais progressista do Brasil

Reportagem do jornal britânico mostra como clube baiano saiu das mãos de famílias “antidemocráticas e populistas” e passou a ser gerenciado por torcedores, que desenvolvem campanhas sobre questões como racismo, direitos LGBTQ, demarcação de terras indígenas e meio ambiente O jornal inglês The Guadian deu destaque em seu site nesta quarta-feira (13) na seção de esportes ao Bahia, clube de futebol de Salvador, considerado pelo jornal o mais progressista do Brasil. A reportagem, do jornalista Joshua Law, revela como o Bahia se tornou o clube de futebol mais progressista do país a partir de ações afirmativas que vem desenvolvendo em relação a minorias e questões como o meio ambiente. Em uma das ações, o texto cita que o time usou em uma partida contra o Ceará no mês passado uniformes pintados com manchas que remetiam ao óleo que contaminou cerca de 70% do litoral nordestino. “A intervenção da Bahia sobre o assunto não surpreendeu os fãs de futebol no Brasil. Nos últimos dois anos, o clube desenvolveu uma reputação como o clube mais democrático e socialmente envolvido no país, realizando campanhas sobre questões como racismo, direitos LGBTQ, demarcação de terras indígenas e tratamento de torcedores em estádios de futebol”, diz o texto. A reportagem explica ainda que o clube adotou este tipo de posicionamento em 2013, quando Guilherme Bellintani assumiu a presidência do tricolor baiano, que foi administrado por décadas por três famílias “antidemocráticas e populistas” da capital baiana. “Um movimento chamado Democracia Tricolor começou nos anos 90. Então, em 2013, a batalha foi vencida”, contou Bellintani ao Guardian, o terceiro presidente desde que os torcedores assumiram o comando do clube. Bellintani conta que quando assumiu tinha os objetivos de garantir o clube financeiramente, obter sucesso em campo e implementar “ações afirmativas”. Para esse terceiro objetivo, ele ajudou a estabelecer o Núcleo de Ações Afirmativas, “um novo departamento do clube que coordena as campanhas que colocaram o Bahia na vanguarda da batalha por direitos básicos para muitos grupos oprimidos do Brasil”, diz o jornal. Leia a reportagem na íntegra (em inglês) Via Revista Fórum
Santistas fazem campanha para Bolsonaro não comparecer à Vila Belmiro

Presidente teria a intenção de ver o clássico do time da Baixada Santista contra o São Paulo Jair Bolsonaro não é pessoa bem quista em um dos estádios mais tradicionais do futebol brasileiro. No que depender de boa parte da torcida do Santos Futebol Clube, o presidente da República não será bem recebido na Vila Belmiro. Bolsonaro vai passar o feriado no Forte dos Andradas, localizado no Guarujá, litoral de São Paulo. Durante esses dias aproveitaria para ir ao estádio santista acompanhar o clássico do time local contra o São Paulo, válida pelo Campeonato Brasileiro. A partida será realizada neste sábado (16). Ao saberem da notícia, torcedores do Santos foram até as redes sociais para deixar bem claro que não desejam que o presidente esteja no local do jogo. A iniciativa fez que a hashtag #Bolsonaronavilanão chegasse aos primeiros lugares dos trend topics. Torcedores lembraram que o clube recentemente fez uma campanha contra o racismo e a xenofobia, e por isso o lugar de Bolsonaro não é na Vila Belmiro. AndradeRNegro2@AndradeRNegro2 Sensacional a torcida do Santos liderando os trend topics com a tag #BolsonaronaVilaNão! Merecem até passar o Palmeiras e ficar em segundo. Gui@borgoman #BolsonaroNaVilaNão Vá procurar a tua turma, patife, safado. Via Revista Fórum
Cruzeiro e Atlético fazem jogo morno e frustram torcidas com empate sem gols

Clássico ruim no Mineirão, à altura de suas campanhas no Campeonato Brasileiro, e ficaram no 0 a 0 pela 32ª rodada – Em clássico de baixa qualidade técnica e poucas oportunidades claras de gol, Cruzeiro e Atlético empataram por 0 a 0, neste domingo, no Mineirão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado refletiu a má campanha das equipes na competição. A melhor chance da Raposa foi com Thiago Neves, aos 11’ do primeiro tempo, em chute à esquerda de Cleiton. Já o Galo acertou uma bola no travessão, com Fábio Santos, aos 37’. Entretanto, quem compareceu ao estádio viu, na maior parte dos 90 minutos, um jogo de muitas divididas no meio-campo e tentativas equivocadas de lançamentos e cruzamentos. No fim, o ponto somado no Mineirão fez o Cruzeiro chegar a 35 e subir do 16º para o 15º lugar, já que o Fluminense perdeu para o Internacional por 2 a 1, no Beira-Rio, e permaneceu com 34. Contudo, o Botafogo, 17º, com 33, pode ganhar três posições no duelo contra o lanterna Avaí, nesta segunda-feira, às 20h, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Já o Atlético, relativamente confortável na luta pela permanência na Série A, caiu um degrau na classificação: 12º, com 40 pontos. Isso porque o Vasco ganhou do CSA por 3 a 0, no Rei Pelé, em Maceió, e pulou para 11º, com 42. O Cruzeiro volta a campo contra o Avaí, no dia 18 (segunda-feira), às 20h, no Mineirão, pela 33ª rodada do Brasileiro. O Atlético jogará no sábado (16), às 19h, diante do Fluminense, no Maracanã. O jogo Abel Braga surpreendeu ao divulgar a escalação do Cruzeiro sem David. Em entrevista à TV Globo, ele creditou a decisão à carga de cobrança pela falta de gols do atacante. Com isso, Marquinhos Gabriel passou a jogar pelo lado esquerdo, enquanto Robinho ficou na direita. No Atlético, Vagner Mancini reforçou a marcação no meio-campo optando pelo paraguaio Ramón Martínez no lugar de Elias, lesionado na coxa direita. O Cruzeiro começou a partida com mais volume. Em dado momento, contabilizou 72% de posse de bola. Aos 11’, Marquinhos Gabriel tocou para a grande área, Fred fez corta-luz e Thiago Neves bateu de primeira com o pé direito, à esquerda da meta de Cleiton. Aos 33’, Fred girou em cima de Réver e finalizou na rede, mas pelo lado de fora. Foram as melhores chances celestes na etapa inicial. No mais, houve falhas sucessivas em passes e cruzamentos, além de bolas perdidas no meio-campo. O Atlético equilibrou as ações a partir dos 20 minutos. Aos 22’, Cazares arriscou de fora da área e assustou o goleiro Fábio. Aos 37’, o grande momento da etapa inicial: Fábio Santos recebeu assistência de Cazares nas costas de Orejuela e bateu firme para o gol. A bola resvalou no zagueiro Cacá, tocou no travessão e saiu à linha de fundo. Mas parou por aí. Assim como seu rival, o time alvinegro mostrou pouco repertório ofensivo, embora estivesse tranquilo para se defender. Para o segundo tempo, o Cruzeiro voltou com David no lugar de Marquinhos Gabriel, enquanto o Atlético manteve a formação. E o camisa 11, contestado por parte da torcida, foi responsável por duas boas jogadas. Aos 22’, ele cruzou na pequena área, e Fred desperdiçou ótima oportunidade ao cabecear nas mãos de Cleiton. Aos 25’, David levou a bola do lado esquerdo para o meio e soltou a bomba, obrigando o goleiro atleticano a espalmar. Na sequência do clássico, Abel apostou nos velocistas Pedro Rocha e Ezequiel, que entraram nas vagas de Robinho e Thiago Neves. Por sua vez, Mancini colocou os jovens Bruninho e Marquinhos. Efetivamente, as modificações não surtiram tanto efeito, pois as equipes atacavam apenas em bolas espirradas, sem qualidade no toque e nos arremates. Na base do abafa, o Atlético teve duas chances. Aos 40’, Cacá cortou na pequena área o passe rasteiro de Patric. Já aos 42’, Fabrício Bruno bloqueou o chute de Igor Rabello e salvou o Cruzeiro do revés. CRUZEIRO 0X0 ATLÉTICO CRUZEIRO Fábio; Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Dodô; Henrique e Éderson; Robinho (Pedro Rocha, aos 23min do 2ºT), Thiago Neves (Ezequiel, aos 38min do 2ºT) e Marquinhos Gabriel (David, no intervalo); Fred Técnico: Abel Braga ATLÉTICO Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Zé Welison e Ramón Martínez (Marquinhos, aos 34min do 2ºT); Luan, Cazares (Bruninho, aos 24min do 2ºT) e Otero; Di Santo Técnico: Vagner Mancini Cartões amarelos: Henrique, aos 27min do 2ºT (CRU); Fábio Santos, aos 45min do 1ºT (ATL) Motivo: 32ª rodada do Campeonato Brasileiro Data: domingo, 10 de novembro de 2019 Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS) Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Leirson Peng Martins (RS) AR: Daniel Nobre Bins (RS) Pagantes: 37.844 Presentes: 43.205 Renda: R$ 1.165.329,00 Via: Superesportes