Palmeiras e Flamengo disputam império do futebol brasileiro

– Palmeiras e Flamengo ampliam império concentrando um quarto das receitas somadas de 27 clubes da elite do futebol brasileiro. Os dois alcançaram R$ 1,190 bilhão dos R$ 5,162 bilhões do total arrecadado– 23% desse valor, diz estudo do banco Itaú BBA divulgado neste mês. Análise econômica do Itaú, banco que investe no futebol e mantém patrocínio com a CBF há pouco mais de uma década, aponta o Palmeiras como o de maior receita na temporada 2018 atingindo R$ 654 milhões. Flamengo aparece em segundo, com R$ 536 milhões. O terceiro é o São Paulo, com R$ 399 milhões, e o Corinthians é o quarto, com R$ 389 milhões. O levantamento tem como base os balanços de 2018 publicados pelos 27 clubes neste ano de 2019. De acordo com o estudo, Palmeiras aparece como o que mais investiu na contratação de reforços em 2018: R$ 198 milhões. Flamengo, R$ 135 milhões, em segundo, e o Cruzeiro, terceiro, gastando R$ 73 milhões. (…) Diante desses números cresce a expectativa a respeito de quem vai assumir a liderança geral do futebol brasileiro, considerando receitas, despesas e, em especial, conquistas de campeonatos e desempenho dentro de campo. (…) E a discussão do momento é uma possível “espanholização” do futebol no Brasil com Palmeiras e Flamengo ampliando império financeiro e técnico, a exemplo de Barcelona e Real Madrid na Espanha. “A gente começa a ver um descolamento absurdo entre os clubes”, disse César Grafietti, coordenador do estudo do banco Itaú BBA, ao globoesporte. “O impacto desses dois clubes, a capacidade gestão deles, distorce a informação quando a vejo no todo… A tendência é (essa diferença) aumentar. Lembrando que a (receita de) TV hoje tem produtividade, com (pagamento por) desempenho. A tendência é Palmeiras e Flamengo se destacarem, vão ter mais conquistas e mais jogos transmitidos na TV. Essa distância tende a aumentar”, concluiu Grafietti. Com Carta Capital

Em jogo com golaço contra e três pênaltis, Atlético cede empate ao Fortaleza no Horto

Alvinegro abriu 2 a 0 no começo do jogo, cedeu empate no segundo tempo e desperdiçou chance da vitória com pênalti perdido por Luan A tarde foi de um jogo maluco no Independência. O dia, que começou com muitas homenagens e festa da torcida com dois gols rápidos do Atlético, terminou com muitas vaias e frustração. O Fortaleza buscou o empate por 2 a 2 na etapa final. O alvinegro ainda teve duas chances em cobranças de pênalti para garantir a vitória, mas Alerrandro e Luan desperdiçaram as batidas. O resultado foi frustrante para o Galo, que deixou escapar a chance de encostar nos líderes do Brasileiro. O jogo começou “fácil” para o Atlético. Juninho, do meio-campo, aos 6′, marcou um golaço contra. Cazares, de pênalti, ampliou aos 10′. O Galo desperdiçou um caminhão de chances e o castigo veio na etapa final. Após cruzamento, o baixinho Carlinhos marcou de cabeça. No lance seguinte, pênalti de Igor Rabello em André Luís. Na cobrança, Juninho empatou o duelo. O alvinegro teve a chance de garantir a vitória após Alerrandro sofrer pênalti. O centroavante cobrou e o goleiro Felipe Alves defendeu. A árbitra Edina Alves Batista mandou voltar porque o camisa 12 se adiantou. Luan assumiu a responsabilidade, cobrou mal e, mais uma vez, o goleiro defendeu. Antes do jogo, muitas homenagens. Adilson, que foi forçado a se aposentar por causa de problemas cardíacos, deu o pontapé inicial e foi aplaudido pelos torcedores. O família do torcedor Luciano Palhares, que morreu durante o clássico da última quarta-feira, foi homenageada. Foi respeitado 1 minuto de silêncio no Independência. Com o empate, o Atlético segue em quarto no Campeonato Brasileiro. O Galo soma 20 pontos, um a menos do que o Flamengo, terceiro colocado. Já o Fortaleza está em 14º, com 14 pontos. O foco do Galo agora é na Copa Sul-Americana. Na próxima quarta-feira, às 21h30, o Atlético visita o Botafogo, no Estádio Nilton Santos. O jogo O técnico Rodrigo Santana escalou um time mesclado para enfrentar o Fortaleza. Victor, com tendinite no joelho esquerdo, deu lugar a Cleiton. Patric, Fábio Santos, Otero e Chará foram poupados. Em seus lugares entraram, respectivamente, Guga, Lucas Hernández, Vinicius e Geuvânio. O jogo começou com as duas equipes se estudando, mas o placar foi inaugurado rapidamente. Juninho, volante do Fortaleza, tentou recuar do meio-campo para Felipe Alves, mas encobriu o goleiro e marcou um golaço contra: 1 a 0. O gol deixou os visitantes mais tensos em campo. E, quatro minutos depois, o VAR chamou a árbitra Edina Alves Batista. O volante Elias foi derrubado na área pelo zagueiro Roger Carvalho. Com auxílio do vídeo, o pênalti foi marcado. Na cobrança, Cazares deslocou Felipe Alves e ampliou: 2 a 0. O lance gerou muita reclamação dos jogadores do Fortaleza. Para os atletas e comissão técnica, Geuvânio cometeu falta em Carlinhos pouco antes do pênalti. O auxiliar de Rogério Ceni, Charles Hembert, foi expulso. Wellington Paulista levou o cartão amarelo. Os ânimos ficaram menos exaltados e o jogo deu uma acalmada. O Fortaleza controlava a posse da bola e o Atlético tentava os contra-ataques, principalmente pelo lado direito, explorando a velocidade de Geuvânio. Wellington Paulista, de cabeça, obrigou Cleiton a fazer boa defesa. Pelo lado do Galo, Alerrandro, livre, perdeu chance incrível de ampliar o placar. Na reta final do primeiro tempo, as duas equipes quase balançaram as redes. André Luís fez jogada individual e finalizou. A bola desviou em Jair, mas Cleiton conseguiu fazer grande defesa. A bola ainda explodiu no travessão. Já no último lance da etapa inicial, Cazares encontrou Vinicius livre, mas a finalização de primeira acertou o travessão. Os dois times voltaram com a mesma formação na etapa final, e o Atlético esteve muito próximo do terceiro gol logo no início. Lucas Hernández saiu na cara do gol, driblou o defensor e chutou para defesa de Felipe Alves. No rebote, Alerrandro chutou forte e o camisa 12 do Fortaleza salvou com os pés. A bola caiu nos pés de Cazares, de fora da área, que finalizou no ângulo. O goleiro voou para espalmar para escanteio. O Atlético seguiu desperdiçando chances. Geuvânio, livre, tentou driblar o goleiro e chutou para fora. Depois disso, o time viveu um inferno astral. Após jogada trabalhada pelo time cearense, Tinga cruzou e Carlinhos subiu livre para cabecear e balançar as redes: 2 a 1. No lance seguinte, após confusão na área, a defesa do Atlético saiu jogando errado, André Luís carregou a bola e foi derrubado por Igor Rabello dentro da área: pênalti. Na cobrança, Juninho bateu no meio do gol e empatou o jogo: 2 a 2. O jogo ficou quente. Alerrandro foi derrubado na área e o terceiro pênalti foi marcado. Depois de muita reclamação dos jogadores do Fortaleza, o próprio centroavante foi para a cobrança. Ele bateu no canto e o goleiro Felipe Alves voou para defender. No entanto, o goleiro se adiantou, levou cartão amarelo e a árbitra mandou a cobrança voltar. Luan assumiu a responsabilidade e bateu muito mal, no canto de Felipe Alves, que fez defesa tranquila. Depois do lance, o camisa 27 passou a ser vaiado pela torcida. O alvinegro lutou até o fim. Luan desperdiçou chance clara nos acréscimos. Após o apito final, muitas vaias dos atleticanos nas arquibancadas do Independência. ATLÉTICO 2 X 2 FORTALEZA Atlético Cleiton; Guga, Igor Rabello, Réver e Lucas Hernández; Jair (Ramón Martínez, aos 17/2°T) e Elias; Geuvânio (Luan, aos 30/2°T), Vinicius e Cazares (Chará, aos 14/2°T); Alerrandro Técnico: Rodrigo Santana Fortaleza Felipe Alves; Tinga, Quintero, Roger Carvalho e Carlinhos; Juninho, Araruna e Romarinho (Marlon, aos 53/2°T); Kieza, Wellington Paulista e André Luís (Gabriel Dias, aos 41/2°T) Técnico: Rogério Ceni Gols: Juninho, contra, aos 6/1°T; Cazares, aos 13/1°T; Carlinhos, aos 19/2°T; Juninho, aos 26/2°T Cartões amarelos: Wellington Paulista, aos 12/1°T; André Luiz, aos 42/1°T; Quintero, aos 42/1°T; Lucas Hernández, aos 17/2°T; Felipe Alves, aos 34/2°T Motivo: 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: estádio Independência Público: 16.043 Renda: R$292.563,00 Data e horário: domingo, 21 de

Com reservas, Cruzeiro empata com Bahia fora de casa e deixa Z4 do Brasileiro

Mesmo jogando com um a mais durante o segundo tempo, time celeste não consegue sair do 0 a 0 na Arena Fonte Nova – Os reservas do Cruzeiro entraram em ação contra o Bahia, na tarde deste sábado, na Arena Fonte Nova, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os times não saíram do 0 a 0, apesar de a equipe celeste ter atuado com um a mais em todo segundo tempo. Mas o ponto conquistado foi suficiente para tirar a Raposa da incômoda zona de rebaixamento. Com dez pontos, o Cruzeiro ultrapassou o Fluminense, com nove, e agora ocupa a 16ª posição. Mas para permanecer fora do Z4 após o fim da rodada, é preciso que a Chapecoense não vença o São Paulo na segunda-feira, às 20h, no Morumbi. O Bahia terminou a partida na 9ª colocação, com 15 pontos. Enquanto os reservas do Cruzeiro estavam em campo, os titulares se preservaram para a próxima partida, que será contra o River Plate, às 19h15 de terça-feira, em Buenos Aires, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. O Bahia, por sua vez, joga apenas no próximo domingo, às 11h, contra a Chapecoense, na Arena Condá. O jogo Priorizando a Libertadores, o técnico Mano Menezes optou por uma escalação alternativa, com vários garotos. Dos titulares escolhidos pelo técnico, o mais novo era o meia Maurício, que completou 18 anos em 22 de junho. Outros com idade sub-20 eram o zagueiro Cacá (20), o lateral-direito Weverton (20) e o volante Éderson (20). Aos 31 anos, o volante argentino Ariel Cabral era o mais experiente entre os 11 escolhidos. Apesar disso, o Cruzeiro começou melhor na partida, empurrando o Bahia em seu campo de defesa. A marcação celeste na saída de bola do tricolor começava no meio-campo, o que dificultou as ações do time da casa. A Raposa quase chegou ao gol em duas oportunidades, ambas aos 12’: na primeira, Sassá cabeceou para o chão, obrigando Douglas a fazer excelente defesa. Na segunda, Ezequiel, ex-Cruzeiro, falhou após cobrança de escanteio e a bola sobrou para Éderson, que acertou a trave. O Bahia tentava encontrar espaços para sair jogando. Em uma das vezes que conseguiu escapar, criou uma ótima oportunidade a gol. Aos 26’, Juninho cabeceou após escanteio pela direita e a bola passou rente ao travessão. Com pouco sucesso na troca de passes, o Tricolor apostava nos lançamentos na maior parte do tempo, sobretudo em ligações diretas para Artur. Aos 43’, Arthur Caike, que já tinha cartão amarelo, pisou no tornozelo de Jadson e recebeu a segunda advertência, sendo expulso em seguida. Assim como no primeiro tempo, o Cruzeiro assumiu as ações da partida no começo da segunda etapa, pressionando a saída de bola do Bahia. A Raposa assustou logo aos 8’, quando David arriscou de fora da área e viu Douglas espalmar. Três minutos depois foi a vez do jovem Maurício experimentar da mesma maneira, mas a bola foi para fora, passando rente ao gol. O Bahia, então, respondeu com Lucca. Aos 13’, o atacante do Tricolor fez boa jogada pela esquerda, bateu para o gol e Rafael executou boa defesa. Três minutos depois, Juninho arriscou de fora da área e viu a bola desviar em Fabrício Bruno antes de o goleiro do Cruzeiro espalmar. Mesmo com um a menos, o time da casa não esperava para sair no contra-ataque e tentava se impor na partida. Após os 30’, o Bahia passou a esperar o Cruzeiro, que tentava achar espaços na defesa adversária. Mas não houve vencedor nesse embate e o 0 a 0 acabou prevalecendo no placar. BAHIA 0 X 0 CRUZEIRO BAHIA Douglas Friedrich; Ezequiel (Ronaldo), Lucas Fonseca, Juninho e Giovanni; Gregore, Flávio e Ramires (Lucca); Arthur Caike, Gilberto (Fernandão) e Artur Técnico: Roger Machado CRUZEIRO Rafael; Weverton, Fabrício Bruno, Cacá e Dodô; Éderson e Ariel Cabral; Jadson, Maurício (Rafael Santos) e David; Sassá (Vinícius Popó) Técnico: Mano Menezes Público: 19.040 torcedores Renda: R$ 248.619,00 Cartões amarelos: Ezequiel e Arthur Caike (BAH); Cacá (CRU) Cartão vermelho: Arthur Caike (BAH) Motivo: 11ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro Local: Arena Fonte Nova, em Salvador/BA Data: sábado, 20 de julho Horário: 17h (de Brasília) Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP) Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Bruno Salgado Rizo (SP) VAR: Márcio Henrique de Góis (SP)

Em estreia de Conceição, América cede empate ao Vila Nova e cai para a lanterna da Série B

 Coelho leva gol de Diego Jussani e sofre com ‘lei do ex’ no Serra Douradav – Apesar de mais uma troca de treinador, o América segue na zona do rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Em estreia do técnico Felipe Conceição – que substituiu o demitido Maurício Barbieri -, o Coelho ficou no empate por 1 a 1 com o Vila Nova, neste sábado, em Goiânia, pela 10ª rodada da Segunda Divisão. A equipe mineira largou na frente no Serra Dourada aos 12 minutos da etapa final, com Juninho. Ex-zagueiro americano, Diego Jussani igualou o placar para o Tigre, aos 32 minutos. Com o resultado, o América caiu para a lanterna da Série B, com seis pontos – graças ao empate do Guarani com o Botafogo-SP. O Coelho tem apenas uma vitória na competição – conquistada sobre o CRB, por 3 a 1, fora de casa, pela sétima rodada. Já o Vila Nova aparece no 15º lugar da tabela, com 11 pontos. Na rodada seguinte, o América enfrenta o Oeste. O duelo será na próxima terça-feira, às 21h30, no Independência. No mesmo dia, às 19h15, o Vila Nova visita o Coritiba no Couto Pereira. Um gol anulado para cada lado Vila Nova e América fizeram um primeiro tempo aberto e equilibrado. Mesmo fora de casa, o Coelho não se limitou à marcação e mostrou desenvoltura para trabalhar a bola no campo do adversário. No entanto, a equipe mineira pecou nos erros de passes e deu brechas para os contra-ataques. A primeira chance do jogo foi dos goianos, em chute de Alan Mineiro da entrada da área – para a defesa de Jori. Aos 10 minutos, Jonatas Belusso chegou a marcar para o América. O atacante recebeu lançamento, invadiu a grande área e encobriu o goleiro Rafael Santos. O gol alviverde foi anulado por impedimento. Aos 33 minutos, Jonatas Belusso levou perigo em cobrança de falta, defendida por Rafael Santos. O Vila Nova respondeu em lance marcado por falha de Jori. Após saída errada do goleiro, Diego Jussani aproveitou a sobra de bola e completou para o gol. O zagueiro Paulão, em cima da linha, salvou o Coelho. Na sequência, Belusso teve outra oportunidade, mas acabou travado por Neto Moura e Rafael Silva no momento da finalização. Aos 42min, foi a vez do Vila ter um gol anulado. Bruno Mota aproveitou chutão vindo da defesa e encobriu Jori. O árbitro também assinalou impedimento, em jogada semelhante à que o time mineiro balançou a rede no Serra Dourada. Coelho sai na frente, mas leva empate O Vila Nova voltou mais ativo para a segunda etapa e assustou o América aos sete minutos, em chute de fora da área de Neto Moura. A bola desviou na defesa e passou perto do gol de Jori. Aos 12 minutos, o Coelho contou com falha de Rafael Santos para abrir o placar em Goiânia. Zé Ricardo avançou pela intermediária e chutou rasteiro. A bola saiu fraca em direção ao meio do gol. O goleiro tentou encaixar, mas cedeu o rebote. Juninho apareceu rápido no lance e só completou para a rede: 1 a 0. Após o gol, a equipe de Felipe Conceição passou a ditar o ritmo da partida, trocando passes com tranquilidade. Irritada, a torcida do Vila protestou contra o próprio time com gritos de ‘olé’. Apesar do controle, o Coelho sofreu o empate aos 32 minutos. Em cobrança de falta, Alan Mineiro levantou a bola para a área. O zagueiro Diego Jussani, ex-América, subiu entre os marcadores e cabeceou firme no ângulo direito de Jori: 1 a 1. VILA NOVA 1 X 1 AMÉRICA Vila Nova: Rafael Santos; Felipe Rodrigues, Wesley Matos, Diego Jussani e Romário; Ramon, Neto Moura (Elias, aos 16’2ºT) e Alan Mineiro, Alan Carius (Erick, aos 25’2ºT), Bruno Mota e Mateus Anderson (Boné, aos 42’2°T). Técnico: Marcelo Cabo. América: Jori; Leandro Silva, Paulão, Ricardo Silva e Sávio (Geovane, aos 41’2°T); Zé Ricardo, Willian Maranhão, Juninho e Matheusinho; Felipe Azevedo (França, aos 32’2ºT) e Jonatas Belusso (Junior Viçosa, aos 42’2°T). Técnico: Felipe Conceição. Gols: Juninho (América), aos 12 minutos do segundo tempo; Diego Jussani (Vila Nova), aos 32 minutos do segundo tempo Cartão amarelo: William Maranhão (América) Motivo: 10ª rodada da Série B do Brasileiro Estádio: Serra Dourada, em Goiânia (GO) Data: 20 de julho de 2019 (sábado) Árbitro: Emerson Ricardo de Almeida Andrade (BA) Assistentes: Alessandro Rocha de Matos e Edevan de Oliveira (BA) Público: 3.314 Renda: R$ 40.730 Via Superesportes

Passado o clássico mineiro, Atlético e Cruzeiro já projetam sequência pesada

Vencedor e vencido na noite desta quarta-feira, no Independência, seguem almejando grandes coisas na temporada 2019. Enquanto o Cruzeiro segue em busca do terceiro título seguido da Copa do Brasil e do tri da Copa Libertadores, além de se recuperar no Campeonato Brasileiro, o Atlético vai se concentrar nas disputas da Copa Sul-Americana e do Nacional. No caso celeste, as dificuldades sentidas no clássico vão se repetir. Afinal, a Raposa encara o Bahia fora de casa, sábado, pela 11ª rodada do Brasileiro, e no domingo já viaja para Buenos Aires, onde na terça-feira fará o jogo de ida das oitavas de final da competição continental. A intenção do técnico Mano Menezes era nem levar os atletas que aturam no Independência para Salvador. Porém, como não poderá contar com jogadores importantes, como os armadores Thiago Neves, que já não atuou ontem devido a incômodo na panturrilha direita, e Rodriguinho, que foi submetido a cirurgia na região lombar, além do volante Ariel Cabral, recuperando-se de pancada na face, e do lateral-direito Edílson, com problema na panturrilha esquerda, deverá escalar ao menos alguns dos titulares no clássico. “Vamos decidir como iremos a Salvador e faremos isso pensando na sexta-feira. O problema é que nosso grupo é pequeno. Nossa ideia inicial era ficar com a equipe aqui treinando, mas não será possível. Temos de encontrar soluções e vamos encontrá-las”, afirmou o técnico Mano Menezes. Ele explicou que chegou a divulgar a escalação da equipe com Ariel Cabral e Thiago Neves ao chegar no Independência porque havia possibilidade de eles irem para o jogo. Porém, depois do aquecimento ficou claro que o melhor era que ficassem fora. “A ausência do Thiago Neves foi importante. Sem ele, perdemos a saída rápida para o ataque. A entrada do Fred muda a característica do time e era para segurar mais a bola, mas isso ocorreu poucas vezes. Acabamos sofrendo um pouco, principalmente depois que eles fizeram o primeiro gol. Na situação que o jogo foi disputado, o adversário fazer um gol no primeiro tempo o coloca no jogo. Mas ajustamos no intervalo e a equipe se comportou bem no segundo tempo”, justificou o treinador celeste, que, por outro lado, gostou da entrada de Orejuela. “Ele voltou a jogar depois de seis semanas em recuperação e uma de transição. Ainda assim, suportou os 90 minutos, mesmo em um setor muito explorado.” ALVINEGRO Pelo lado atleticano, os jogadores e o técnico Rodrigo Santana enfatizaram a intensidade e a disposição dos atletas na vitória sobre o Cruzeiro, a primeira nesta temporada de 2019. E o objetivo agora é levar esse espírito para os jogos do Brasileiro e nos mata-matas contra o Botafogo, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O Galo já entra em campo na quarta-feira que vem para encarar os cariocas, no Rio, no jogo de ida. Antes, recebe o Fortaleza, domingo, às 16h, no Independência, pelo Nacional. Por mais que um eventual título da Sul-Americana leve o Galo à Libertadores em 2020, o clube já definiu como meta na competição nacional se manter entre os seis primeiros. Rodrigo Santana alegou que os atletas aprenderam a lição em relação à atuação no Mineirão, no jogo de ida. Para ele, é natural que todos entrem mais concentrados no próximo mata-mata, contra o Botafogo: “A gente cresce nas derrotas. Às vezes, aprendemos muito mais nas derrotas do que nas vitórias. E isso já vale de lição. Nosso primeiro jogo contra o Botafogo é no Rio. Se entrarmos como jogamos no Mineirão, vamos sofrer novamente. Vamos bater sempre nessa tecla para ficarmos sempre atentos. Vamos dar nossa vida como colocamos no clássico”. Um dos pilares da vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, o armador equatoriano Cazares elogiou a postura dos companheiros e afirmou que o torcedor pode ficar confiante em títulos ainda em 2019: “Não conseguimos os três gols. Sabemos que demos tudo, entregamos o que tínhamos. Que a torcida espere muito de nós porque estamos trabalhando forte para darmos coisas importantes”. Já o capitão Réver valorizou o apoio do torcedor e a exibição coletiva da equipe. O zagueiro manteve o discurso de Rodrigo Santana e culpou a atuação ruim no primeiro jogo na eliminação: “Esse apoio da torcida não é novidade, principalmente para mim, que esteve aqui em outros anos. O mínimo que poderíamos fazer era encurralar. Pagamos um preço muito alto pelo mau jogo que fizemos no Mineirão, onde não fomos agressivos quando tínhamos a bola. Provarmos que somos capazes de enfrentar qualquer equipe de igual para igual. Fomos ativos, agressivos com a bola e sem ela. Precisamos tirar essa lição para não sofrermos tanto em outras competições”.

Em clássico tenso e com expulsões, Cruzeiro perde para Atlético, mas avança na Copa do Brasil

Equipe celeste levou dois gols, mas conseguiu segurar rival e garantir classificação à semifinal em pleno Independência Não faltou nenhum componente tradicional dos grandes clássicos na noite desta quarta-feira, no Independência. Tensão, expulsões, ansiedade, belos gols e clima decisivo. Após vencer a partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil por 3 a 0, no Mineirão, o Cruzeiro jogou como sabe jogar: firme na marcação e em busca de contragolpes. E os contra-ataques nem foram necessários. O time celeste perdeu por 2 a 0 para o Atlético, mas garantiu a classificação. Cazares, ainda no primeiro tempo, e Patric, num chutaço no finalzinho, marcaram. Na semifinal, o Cruzeiro enfrentará Internacional. No Allianz Parque, a equipe paulista venceu por 1 a 0 o jogo de ida, na última semana. O Colorado devolveu o placar e avançou nos pênaltis. As partidas da próxima fase ainda não têm datas e horários definidos, mas estão agendadas para as semanas dos dias 7 e 14 de agosto. A ordem dos mandos de campo será definida em sorteio, na próxima segunda-feira. Com a classificação, o Cruzeiro garante R$ 6,7 milhões por participação na semifinal. Esse valor, somado aos valores arrecadados nas oitavas e nas quartas de final, totaliza R$ 12,35 milhões em premiação ao longo do torneio. O campeão receberá mais R$ 52 milhões, enquanto o vice ‘abocanha’ R$ 21 milhões. Eliminado, o Atlético – que disputou as mesmas fases da competição que o principal rival – ficou com R$ 5,65 milhões. As equipes voltam a campo neste final de semana, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partir das 17h deste sábado, o Cruzeiro visita o Bahia, na Fonte Nova. Na briga para sair da zona de rebaixamento, o time celeste ocupa a 17ª posição, com nove pontos – dez a menos que o principal rival. Em 4º, o Atlético recebe o Fortaleza neste domingo, às 16h. Tensão, recuo celeste e esperança alvinegra Tensão, ansiedade e pressa das arquibancadas do Independência se transportaram para o gramado já no início da partida. Com necessidade de buscar uma goleada após perder o primeiro jogo por 3 a 0 no Mineirão, o Atlético foi a campo com duas mudanças que tornavam o time mais ofensivo: Jair e Otero entraram, respectivamente, nas vagas de Zé Welison e Luan. E, taticamente, o time realmente avançou as linhas e tentou pressionar. Faltava, no entanto, maior efetividade nas investidas na área rival, muito bem protegida, como de costume. Com a vantagem em mãos, o Cruzeiro jogava do jeito ao melhor estilo Mano Menezes: linhas recuadas e pronto para contragolpear. De última hora, a escalação anunciada previamente foi alterada, com as entradas de Orejuela e Fred nas vagas de Ariel Cabral e Thiago Neves. Apesar de ter a bola por menos tempo, o Cruzeiro, num 4-4-2 que tinha Fred e Pedro Rocha avançados, criou mais oportunidades. Num jogo tenso e muito brigado no meio-campo, a primeira chance clara apareceu só aos 17’. Marcado por três, Marquinhos Gabriel fez grande jogada pela esquerda e cruzou para Robinho finalizar para fora. Aos 20’, Patric, de cabeça, quase marcou contra após cobrança de falta. Victor fez grande defesa. O Atlético chegou com perigo pela primeira vez aos 25’, quando Elias recebeu na área e girou, num sem-pulo, para finalizar cruzado. Bem posicionado, Fábio espalmou. O goleiro, aliás, foi peça importante na estratégia do Cruzeiro de esfriar o jogo. Segundos preciosos eram ganhos a cada tiro de meta – os dois primeiros deles acompanhados por um grito homofóbico da torcida alvinegra, que bradava “bicha” assim que a bola era lançada. Pelas pontas, o Atlético achava mais espaços. Abertos, Chará e Otero – que se revezaram entre a esquerda e a direita ao longo da etapa inicial – tentavam encontrar caminhos. Numa dessas, aos 34’, saiu o gol alvinegro. O venezuelano encontrou Patric, que cruzou para Fábio Santos desviar para o meio da área. Cazares, no alto, acertou um belo chute e venceu Fábio: 1 a 0. Foi a deixa para as arquibancadas, que já demonstravam os primeiros sinais de irritação, voltarem a ser apoio e esperança. Os gritos de “Eu acredito”, o mantra que embalou as viradas nas campanhas dos títulos da Copa Libertadores de 2013 e da Copa do Brasil de 2014, se fizeram escutar. Apenas três minutos depois, o primeiro “milagre” da noite no Horto. Mas do lado celeste. Fábio, à queima roupa, impediu o que seria o gol de Alerrandro, que finalizou já de dentro da área. Acuado, o Cruzeiro encontrava dificuldades para buscar contra-ataques. Fred, pouco operante, não conseguia vencer as disputas com a zaga alvinegra. Com mais posse de bola, o Atlético tinha dificuldades para finalizar e levar perigo à meta de Fábio. O 1 a 0, então, seguiu até o intervalo. Expulsões, VAR e Cruzeiro nas semis O Atlético tentou, no início da etapa final, esboçar a pressão que exerceu por alguns minutos durante o primeiro tempo. Em dez minutos, porém, a melhor oportunidade foi um chute sem grande perigo de Jair, que finalizou de fora da área. Os jogadores mais experientes do Cruzeiro tentavam chamar a responsabilidade de prender a bola e buscar triangulações pelas pontas, mas a marcação alta alvinegra dava resultado. Elias deu lugar a Luan aos 11’. E o camisa 27 fez boa jogada logo em seguida, ao fintar Leo e cruzar. A bola passou por toda a extensão da área e se ofereceu para Fábio Santos. Livre e de frente para o gol, o lateral-esquerdo desviou, mas não conseguiu acertar o alvo. Aos 18’, explosão de alegria do lado celeste. Em contragolpe fatal – daqueles que o Cruzeiro tanto buscava desde o início do jogo -, Pedro Rocha recebeu do lado esquerdo, finalizou firme entre as pernas de Victor para empatar o jogo. Após consulta ao VAR, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza anulou o lance por falta em Patric. Nesse meio-tempo, muita confusão no gramado. Pedro Rocha recebeu cartão amarelo por tirar a camisa ao comemorar na frente da torcida atleticana. David,

Vinicius marca golaço no fim, e reservas do Atlético viram sobre a Chapecoense

Vitória faz equipe alvinegra subir para a quarta colocação do Brasileirão – Quando o empate parecia sacramentado, Vinicius apareceu. Aos 53′ do segundo tempo, o meia fez fila e, de cobertura, fez um golaço para garantir a virada dos reservas do Atlético sobre a Chapecoense por 2 a 1, na Arena Condá, em Chapecó, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os titulares foram preservados, já que o foco é o clássico contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira. Com a virada, o Atlético sobe da quinta para a quarta colocação, com 19 pontos. Já a Chape cai do 17º para o 18º lugar, com oito. Agora, o Atlético volta de vez as atenções para o clássico contra o Cruzeiro, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil. Na partida de ida, na última quinta-feira, no Mineirão, o time celeste venceu por 3 a 0. As equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta, no Independência, a partir das 19h15. Para avançar sem depender de disputa por pênaltis, a equipe alvinegra precisa vencer por pelo menos quatro de vantagem. Diferença de três leva a decisão para as penalidades. Desde 2018, o gol fora de casa não é critério de desempate no torneio. Pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético volta a campo no próximo domingo, às 16h. No Independência, o time alvinegro recebe o Fortaleza. Na noite seguinte, a Chapecoense visita o São Paulo, no Morumbi, a partir das 20h. ‘Gol-relâmpago’ Com foco na Copa do Brasil, o técnico Rodrigo Santana mandou a campo uma formação alternativa do Atlético e promoveu as estreias do lateral-esquerdo Lucas Hernández e do volante Ramón Martínez. Seria a chance de os jogadores buscarem, quem sabe, vaga na equipe titular. A missão, porém, ficou ainda mais difícil com menos de 30 segundos de partida. Eduardo avançou pela direita e cruzou para Everaldo. O artilheiro da Chapecoense no Campeonato Brasileiro precisou se abaixar para cabecear e tirar do goleiro Cleiton: 1 a 0. No minuto seguinte, Camilo, de falta, quase ampliou, mas a bola foi para fora. O Atlético parecia baqueado. Apesar de ficar com a bola, a equipe tinha dificuldades na criação no gramado molhado na chuvosa Chapecó. Com o tempo, as oportunidades apareceram. A produtividade ofensiva alvinegra, no entanto, dependia muito de ações individuais dos pontas Geuvânio, pela direita, e Otero, pela esquerda. O venezuelano ainda assustou em chutes de longe, mas não conseguiu vencer Tiepo. Melhora alvinegra e virada As chances de gol do Atlético se multiplicaram no início do segundo tempo. Logo a 1’, Maidana cabeceou no travessão. Em seguida, Otero recebeu de Ricardo Oliveira e saiu na cara de Tiepo, que fez grande defesa. Antes mesmo dos 10’, Geuvânio e o próprio Ricardo Oliveira finalizaram, mas não conseguiram o gol. Recuada, a Chape apostava nos contra-ataques, especialmente na velocidade de Arthur Gomes nas costas de Guga. Aos 20’, Maicon Bolt – que havia entrado na vaga de Geuvânio – invadiu a área e chutou. A bola foi bloqueada pelo braço de Douglas. Pênalti marcado com o auxílio do VAR. Na cobrança, Tiepo pulou no canto certo e defendeu a finalização de Ricardo Oliveira. Em busca por alternativas, Rodrigo Santana colocou o centroavante Papagaio na vaga do primeiro volante Ramón Martínez. Aos 34’, a principal arma ofensiva do Atlético, enfim, surtiu efeito. Otero cobrou falta de longe. O goleiro Tiepo deu rebote, que ficou nos pés de Maicon Bolt. O atacante cruzou para Iago Maidana só completar para as redes: 1 a 1. Foi o primeiro gol do zagueiro em 37 jogos com a camisa alvinegra. O gol fez o jogo ficar ainda mais aberto. O Atlético manteve a busca pelo ataque, enquanto a Chape apostava nos cruzamentos. Pelo alto, Everaldo e Gum tiveram grandes oportunidades, mas não marcaram. Quando o empate parecia sacramentado, o meia Vinicius fez fila e tocou por cobertura, na saída de Tiepo, para definir a virada aos 53′: 2 a 1. CHAPECOENSE 1 X 2 ATLÉTICO Chapecoense Tiepo; Eduardo, Gum, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araujo, Campanharo (Aylon, aos 37’ do 2ºT) e Camilo (Augusto, aos 29’ do 2ºT); Arthur Gomes, Alan Ruschel (Diego Torres, aos 36’ do 2ºT) e Everaldo Técnico: Ney Franco Atlético Cleiton; Guga, Leonardo Silva, Maidana e Lucas Hernández; Ramón Martínez (Papagaio, aos 31’ do 2ºT) e Jair; Geuvânio (Maicon Bolt, aos 18’ do 2ºT), Vinicius e Otero (Bruninho, aos 40’ do 2ºT); Ricardo Oliveira Técnico: Rodrigo Santana Gols: Everaldo, aos 30 segundos do 1ºT (CHA); Iago Maidana, aos 34’, e Vinicius, aos 53′ do 2ºT (ATL) Cartões amarelos: Alan Ruschel, aos 9’ do 1ºT, Eduardo, aos 15’, e Douglas, aos 25’ do 2º (CHA); Leonardo Silva, a 1’, Vinicius, aos 12’ do 1ºT, Lucas Hernández, aos 39’, e Iago Maidana, aos 47′ do 2ºT (ATL) Motivo: 10ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Arena Condá, em Chapecó (SC) Data e horário: domingo, 14 de julho de 2019, às 19h Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (PB) Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP) VAR: Márcio Henrique de Góis (SP) Via Superesportes

Em jogo com poucas oportunidades de gol, Cruzeiro e Botafogo empatam no Mineirão

Neste domingo, a Raposa não foi nem de perto o time aguerrido e eficiente que goleou o Atlético – Com pouca inspiração, o Cruzeiro empatou com o Botafogo por 0 a 0, neste domingo, no Mineirão, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os clubes fizeram uma partida insossa, com raras oportunidades de gol. A Raposa não foi nem de perto o time aguerrido e eficiente que goleou o Atlético por 3 a 0, na última quinta-feira. Com o resultado, o clube estrelado chegou aos 9 pontos e fica momentaneamente fora da zona de rebaixamento, na 16ª posição – clique aqui e acesse a tabela. O Fluminense ainda joga nesta segunda contra o Ceará e pode ultrapassar o Cruzeiro. Agora, o time de Mano Menezes ‘troca o chip’. Nesta quarta-feira, às19h15, no Independência, o Cruzeiro enfrenta o Atlético, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. O clube volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo sábado, às 17h, na Fonte Nova, contra o Bahia. Neste domingo, o Cruzeiro entrou em campo com uma formação com três volantes, com Henrique, Ariel Cabral e Jadson – este entrou na vaga do poupado Marquinhos Gabriel. David substituiu Robinho, suspenso. Outro que também não jogou pelo acúmulo de cartões foi o polivalente Lucas Romero. O jovem Weverton, de 20 anos, ganhou oportunidade na lateral direita. Cruzeiro esbarra na pontaria O Cruzeiro teve menos a bola (40%), mas criou as chances reais no 1º tempo. Foram duas oportunidades claras. Aos 27 minutos, David recebeu passe na área de Thiago Neves. O ponta chutou fraco e recuou a bola para o goleiro Gatito. Aos 34′, Mano precisou colocar Fred na vaga de Ariel Cabral. O volante subiu para cabecear uma bola com Erik e levou a pior. O nariz do argentino ficou sangrando; ele não conseguiu seguir na partida. A melhor chance da Raposa veio com o zagueiro Dedé. Pedro Rocha fez boa jogada pela direita e cruzou com precisão. O zagueiro finalizou atrapalhado por Marcinho e jogou para fora. Dedé chegou a reclamar de empurrão no lance, mas o árbitro mandou seguir. Se o Cruzeiro buscava o gol, o Botafogo, por sua vez, foi dono de uma posse infrutífera, com muitos toques para o lado e pouca infiltração. Time cai de rendimento Para a segunda etapa, o técnico Mano Menezes sacou o meia Thiago Neves, preservando-o para o clássico de quarta-feira, e mandou a campo o garoto Maurício, de 18 anos. O Cruzeiro voltou menos ligado no segundo tempo e não conseguiu pressionar o Botafogo. A partida caiu em intensidade e ficou monótona, com muitas trocas de passes e poucos lances agudos. Mano tentou deixar o Cruzeiro mais ofensivo com a entrada de Sassá na vaga de Pedro Rocha. A troca deu pouco resultado. A Raposa não teve nenhuma oportunidade clara no segundo tempo. O Botafogo ficou perto de marcar no fim do jogo. Alex Santana recebeu a bola na ponta esquerda e acionou Rodrigo Pimpão na direita. O atacante saiu na cara de Fábio e chutou para fora. CRUZEIRO 0 X 0 BOTAFOGO Cruzeiro Fabio; Weverton, Leo, Dedé e Egídio; Henrique e Ariel Cabral (Fred); Jadson, Thiago Neves (Maurício) e David; Pedro Rocha (Sassá) Técnico: Mano Menezes Botafogo Gatito Fernandes; Marcinho (Fernando), Carli, Gabriel, Gilson; Gustavo Bochecha, Alex Santana, João Paulo; Erik (Victor Rangel), Diego Souza, Luis Fernando (Rodrigo Pimpão) Técnico: Eduardo Barroca Público: 18.012 Renda: R$ 215.440,50 Motivo: 10ª rodada do Campeonato Brasileiro Data e hora: domingo (14), às 16h Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS) Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Jorge Eduardo Bernardi (RS) VAR: Rafael Traci (SC) Via Superesportes

No retorno da Série B, América é goleado pelo Figueirense no Independência e afunda no Z4

 Coelho sucumbe diante dos catarinenses por 4 a 0 e ouve vaias da torcida No retorno da Série B do Campeonato Brasileiro, o América sofreu a sexta derrota na competição, na manhã deste sábado. Em pleno Independência, o time alviverde não superou a retranca do Figueirense e perdeu por 4 a 0, com gols de Rafael Marques, Fellipe Mateus, Willian Popp e Robertinho, e ouviu sonoras vaias da torcida na reta final do jogo. O América começou a partida tendo maior posse de bola, mas sofreu o primeiro gol logo cedo, aos sete minutos. A partir de então, o Figueirense montou uma verdadeira retranca, com cinco jogadores cercando a área. Na segunda etapa, o time catarinense, embalado por Willian Popp, matou o jogo. O meio-campista deu assistência para um dos gols e marcou outro. Por fim, Robertinho entrou na partida e em seu primeiro lance marcou o quarto e último tento. Com o resultado, o América passa a ocupar a vice-lanterna da Série B, com cinco pontos, levando desvantagem em relação ao Guarani por causa do saldo de gols (-6 a -8). No próximo sábado, o Coelho enfrenta o Vila Nova, no Serra Dourada, às 16h30. O jogo Para o duelo, o técnico Maurício Barbieri apostou na base que venceu Atlético e Cruzeiro em jogos-treino disputados durante a pausa da Copa América. Começando pelo gol, com Jori no lugar de Thiago. Na lateral-direita, o suspenso Leandro Silva deu lugar a Diego Ferreira, que estreou oficialmente pelo Coelho nesta manhã. No meio-campo Willian Maranhão e Michel Bastos, que assim como Diego, também fez seu primeiro jogo oficial pelo Coelho, ficaram nas vagas de Luiz Fernando e Zé Ricardo. No ataque, Marcelo Toscano saiu para a entrada de Jonatas Belusso. O América começou a partida com maior posse de bola, com o Figueirense pressionando a saída na defesa alviverde. E na primeira chegada do time catarinense saiu o gol. Aos sete minutos, Willian Popp cruzou na medida para Rafael Marques cabecear e abrir o placar no Independência: 1 a 0. Três minutos depois, Juninho também usou a cabeça para dar a resposta ao Figueirense, mas parou no goleiro Denis, que executou excelente defesa. Foi a única chance que o América criou nos primeiros 20 minutos. Após o lance, o time catarinense passou a dificultar a vida do Coelho sair jogando adiantando suas linhas de marcação, assim como no começo do jogo. Na reta final do primeiro tempo o América voltou a incomodar o Figueirense, que formava um ferrolho com uma linha de cinco jogadores na entrada da área. Mas o Coelho acabou indo para o vestiário com a derrota no placar. Para o segundo tempo, Maurício Barbieri apostou no meia Geovane na vaga de Juninho, esperando mais mobilidade no time. O Figueirense, no entanto, continuava a marcar firme a saída de bola do Coelho. Quando o time alviverde conseguia deixar seus domínios, se deparava com o ferrolho catarinense, assim como no primeiro tempo. Após passar praticamente o começo do segundo tempo se defendendo, o Figueirense puxou contra-ataque aos 29’ com Willian Popp e rolou na área para Matheus Destro. O lateral-esquerdo viu Jori defender o chute e a bola ir na trave. Mas Fellipe Mateus estava atento ao rebote e ampliou o placar: 2 a 0. Era a manhã de Willian Popp. Aos 34’, o meio-campista acertou belo chute de fora da área, fazendo 3 a 0. Foi o suficiente para a torcida do América protestar. Enquanto o time catarinense trocava passes, gritos de ‘olé’ eram ouvidos. Quando a posse de bola estava com o Coelho, vaias. E ainda tinha tempo para mais um gol do Figueirense: Juninho invadiu a área, bateu, mas Jori soltou rebote nos pés de Robertinho, que em sua primeira jogada na partida arrematou a gol: 4 a 0. Desta forma, o América se viu afundar ainda mais no Z4, ocupando a vice-lanterna da Série B. AMÉRICA 0 X 4 FIGUEIRENSE AMÉRICA Jori; Diego Ferreira, Paulão, Lima e João Paulo; Willian Maranhão, Juninho (Geovane), Michel Bastos (Michel Bastos) e Felipe Azevedo; Rafael Bilu e Jonatas Belusso (Neto Berola) Técnico: Maurício Barbieri FIGUEIRENSE Denis; Victor Guilherme, Alemão, Ruan Renato e Matheus Destro; Zé Antônio, Betinho e Tony; Fellipe Mateus (Robertinho), Willian Popp (Juninho) e Rafael Marques (Matheus Lucas) Técnico: Hemerson Maria Gols: Rafael Marques, aos 7’; Fellipe Mateus, aos 29’; Willian Popp, aos 34’; Robertinho, aos 49’ Público: 3.060 torcedores Renda: R$ 15.832,00 Cartões amarelos: Felipe Azevedo (AME); Victor Guilherme e Zé Antônio (FIG) Motivo: 9ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro Local: Independência, em Belo Horizonte Data: sábado, 13 de julho Horário: 11h (de Brasília) Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR) Assistentes: Luciano Roggenbaum (PR) e Rafael Trombeta (PR) Via Superesportes

Com show de Pedro Rocha, Cruzeiro goleia Atlético e fica perto de vaga na semifinal da Copa do Brasil

Escalado no lugar de Fred, atacante marcou belo gol de fora da área e deu assistência para o segundo, de Thiago Ne ves. Robinho completou o placar no Mineirão Escalado de maneira inesperada pelo técnico Mano Menezes no lugar de Fred, o atacante Pedro Rocha foi protagonista do clássico desta quinta-feira, no Mineirão, pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Ele marcou o primeiro gol do Cruzeiro, em belo chute de fora da área, e deu assistência a Thiago Neves no segundo, após roubar bola no meio-campo e deixar os defensores do Atlético para trás. A vitória celeste por 3 a 0 foi definida no segundo tempo, em finalização de Robinho. O triunfo elástico serviu para lavar a alma dos milhares de cruzeirenses, que, durante o período de paralisação para a Copa América, acompanharam as denúncias de irregularidades praticadas por integrantes da diretorias e as consequentes investigações da Polícia Civil e do Ministério Público. Em campo também houve alívio, pois a equipe acumulava nove jogos sem vitória na temporada (quatro empates e cinco derrotas). O reencontro entre Cruzeiro e Atlético acontecerá na próxima quarta-feira, às 19h15, no Independência. Para avançar no tempo normal, o alvinegro precisa ganhar por quatro gols de vantagem. Se vencer por três de diferença, levará a decisão aos pênaltis. Já a Raposa pode perder por até dois gols. Lembrando que na Copa do Brasil não existe mais a regra do gol qualificado como visitante. Antes, as duas equipes jogam pelo Campeonato Brasileiro. Em 18º lugar na classificação, com oito pontos em nove rodadas, o Cruzeiro receberá o Botafogo no domingo, às 16h, no Mineirão. O Atlético, que está em quinto, com 16 pontos, visitará a Chapecoense, às 19h de domingo, na Arena Condá, em Chapecó. As comissões técnicas adotaram táticas distintas em suas preparações ao longo da semana. No Atlético, Rodrigo Santana comandou alguns treinos abertos para a imprensa e não fez mistério na escalação da equipe. Por sua vez, Mano Menezes, como de praxe, permitiu que os jornalistas acompanhassem no máximo o aquecimento no Cruzeiro. E nas atividades fechadas, decidiu fazer uma mudança surpreendente: tirou Fred, artilheiro do time em 2019, com 16 gols, e colocou Pedro Rocha, que já havia atuado como centroavante enquanto atleta do Grêmio, em 2017. Nos primeiros minutos, o Atlético adiantou sua marcação com o intuito de forçar erros na saída de bola do Cruzeiro. Aos 3min, Luan encontrou espaço para bater a gol próximo à meia-lua, mas o chute foi fraco, ao centro da meta, facilitando a defesa de Fábio. Nos lances seguintes, o Galo teve oportunidade em cobranças de falta e escanteio, porém a defesa celeste se mostrou atenta e bem posicionada para afastar o perigo. Somente a partir dos dez minutos é que o Cruzeiro começou a ser mais incisivo no ataque. E aos 12min, Pedro Rocha, escalado por Mano no lugar Fred, protagonizou um lindo lance no Mineirão. Ele recebeu passe de Henrique, deu belo drible em Elias e soltou a bomba de pé esquerdo, no ângulo de Victor: 1 a 0. Pedro Rocha estava disposto a dar razão a Mano Menezes pela escolha. Aos 25min, ele se aproveitou de toque errado de Réver para Zé Welison, roubou a bola ainda no meio-campo e partiu em velocidade. Ninguém do Atlético o alcançou. Ao entrar na grande área, o camisa 32 driblou Victor e só rolou para Thiago Neves ampliar o placar: 2 a 0. Na comemoração, o meia do Cruzeiro “lustrou” as chuteiras do atacante em tom de agradecimento. Nitidamente abatido com a falha cometida no segundo gol celeste, o Atlético mostrou lentidão na transição do campo de defesa para o ataque e não conseguiu explorar a velocidade de Chará e a habilidade de Cazares. Por muitas vezes, o setor de armação tentava forçar o passe ou o lançamento e facilitava o trabalho da defesa rival. Já o Cruzeiro desperdiçou ótima chance de contragolpe aos 40min, quando Victor errou a bola longa e deu de presente para Thiago Neves. O camisa 10 poderia ter tocado para Robinho, mas tentou finalizar do meio-campo e errou por muito. No intervalo do clássico, Pedro Rocha comemorou o sucesso da alteração feita por Mano Menezes. “Ele queria mobilidade e um pouco mais de velocidade na frente. Ele optou por mim, para jogar mais centralizado. Acredito que a estratégia está dando certo”, afirmou, ao SporTV. Já Zé Welison lamentou o equívoco na saída de bola na jogada do segundo gol da Raposa. “Um lance que a gente vem treinando, aconteceu um erro. A bola veio distante de mim. A gente tem que melhorar isso aí para não dar oportunidades à equipe adversária. A gente sabe que é uma equipe forte, qualificada”. Satisfeito com a atuação do Cruzeiro, o técnico Mano Menezes manteve a formação para o segundo tempo, ao passo que Rodrigo Santana chamou o meia Rómulo Otero, notabilizado pela potência no chute de pé direito, e substituiu Luan. A entrada de Otero pouco acrescentou ao Galo, que continuou sem inspiração para atacar e sendo desarmado em seu próprio campo. Num desses lances, aos 9min, Elias saiu jogando errado, e a bola sobrou para Robinho. No primeiro chute, a redonda carimbou em Réver, mas Victor já havia caído para o lado direito. No rebote, o meia cruzeirense ajeitou no peito e finalizou com a meta praticamente vazia: 3 a 0. Confortável no placar, o Cruzeiro administrou o resultado e ainda teve algumas oportunidades de encaixar contragolpes. Em dado momento, o técnico Mano Menezes se virou para as arquibancadas e fez um sinal pedindo “calma” à torcida, que ensaiava os primeiros gritos de “olé”. Os cruzeirenses entenderam o recado e passaram a entoar exclusivamente cantos de apoio, sem menosprezar o adversário. Já o Atlético não teve poder de reação para diminuir o prejuízo. Os melhores momentos do time foram dois escanteios fechados de Otero, ambos defendidos por Fábio. CRUZEIRO 3X0 ATLÉTICO CRUZEIRO Fábio; Lucas Romero, Dedé, Leo e Egídio; Henrique e Ariel Cabral; Robinho (Fred, aos