A vitória da seleção dos Estados Unidos e da atacante Megan Rapinoe

 Estados Unidos batem a Holanda e conquistam o tetracampeonato da Copa do Mundo feminina As americanas superaram a retranca holandesa com dois gols no segundo tempo, marcados por Rapinoe e Lavelle A seleção dos Estados Unidos venceu a Holanda por 2 a 0 neste domingo, em Lyon, e conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo feminina. Os gols, ambos no segundo tempo, foram marcados por Megan Rapinoe e Rose Lavelle. O título mundial de 2019 se soma aos de 1991, 1995 e 2015, e consolida a seleção americana, que era a favorita na Copa da França desde o início, como a melhor equipe nacional de futebol feminino do mundo. A estratégia da seleção holandesa, que chegou à final como menos cotada diante do favoritismo americano, ficou clara desde o minuto inicial. Com quase todo o time postado no campo de defesa, até as jogadoras mais perigosas do ataque da Holanda, como Martens e Miedema, se dedicaram mais à marcação. A opção resultou em uma pressão por parte dos Estados Unidos, mas que não conseguiu furar o bloqueio holandês. Nas melhores chances, Alex Morgan parou em duas boas defesas da goleira Van Veenendaal. Foi a primeira vez na Copa que os EUA não fizeram gol na etapa final. O segundo tempo teve o cenário alterado aos 16 minutos, quando a zagueira Van der Gragt acertou Morgan dentro da área. A árbitra havia marcado apenas escanteio no momento mas, ao revisar o lance no VAR, apontou o pênalti para as americanas. Rapinoe converteu deslocando a goleira holandesa e se tornou uma das artilheiras do Mundial, com seis gols. Em busca do empate, a Holanda se soltou e deixou espaço para as americanas atrás. Sete minutos depois do 1 a 0, Lavelle carregou a bola pelo meio, cortou Gragt e chutou cruzado, batendo Veenendaal e definindo o 2 a 0. Os Estados Unidos ainda tiveram chances de ampliar o placar nos contra-ataques, mas Veenendaal impediu os gols de Heath e Morgan. A camisa número 13, que marcou o gol decisivo na semifinal contra a Inglaterra e sofreu o pênalti convertido por Rapinoe, terminou o Mundial com seis gols marcados, também sendo uma das artilheiras do torneio. A outra jogadora que terminou a Copa com seis gols foi White, da Inglaterra. Após o apito final, a torcida americana presente em Lyon cantou “equal pay” — “pagamento igual”, em tradução livre para o português –, frase que foi o lema da seleção americana durante a competição nos pedidos por igualdade de premiações e salários para o futebol feminino quando comparado ao masculino. Uma das representantes que mais se destacou pelo discurso nas entrevistas na França, inclusive criticando o presidente americano Donald Trump, Megan Rapione foi eleita pela FIFA a melhor jogadora da Copa. A inglesa Lucy Bronze ficou sem segundo, com a americana Heath em terceiro Os gols de Megan Rapinoe fora de campo Caso da atacante dos EUA tem um valor pedagógico apreciável porque remete ao velho debate sobre a posição que os esportistas devem ocupar no âmbito político Megan Rapinoe é californiana, jogadora de futebol e maior artilheira da seleção dos Estados Unidos, que neste domingo enfrenta a Holanda na final da Copa do Mundo. Há anos ela se destaca por seu ativismo político e social. É uma das principais representantes na luta pelos direitos das atletas norte-americanas. Rapinoe está entre as responsáveis pelo processo movido pelas jogadoras da seleção norte-americana contra sua federação, que acusam de discriminação favorável à equipe masculina, em um país onde a seleção feminina é a mais vitoriosa do planeta. Devido às suas possíveis consequências, o processo inquieta o mundo esportivo. Seu nome adquiriu uma magnitude gigantesca depois das críticas que recebeu, via Twitter, é claro, de Donald Trump, que a qualificou de desrespeitosa com a pátria, a bandeira e a Casa Branca. Rapinoe tinha afirmado anteriormente que não iria à Casa Branca se os Estados Unidos ganhassem a Copa do Mundo. Um dia antes das quartas de final contra a França, ela reiterou sua posição. Também não deu sinais de intimidação devido ao alvoroço: marcou os dois gols da vitória. Megan Rapinoe considera que sua visibilidade como personagem do esporte também lhe traz uma responsabilidade social. Casada com Sue Bird, tetracampeã olímpica com o time de basquete dos Estados Unidos, é uma das vozes mais conhecidas na defesa dos direitos da comunidade LGBT. Em numerosas ocasiões afirmou que as políticas da Administração Trump se distinguem pelo retrocesso no campo da igualdade e da luta contra a discriminação racial. E que fará todo o possível para denunciá-las. Seu caso tem um valor pedagógico apreciável porque remete ao velho debate sobre a posição que os esportistas devem ocupar no âmbito político. Rapinoe afirma que sua condição de atleta, e de atleta conhecida, não limita nenhum de seus direitos como cidadã e que, como tal, expressa suas opiniões com toda liberdade. Se sua relevante condição de jogadora de futebol lhe permite ter acesso a um universo mais amplo, é melhor aproveitá-lo. Trump representa o modelo clássico. Por um lado, na sua condição de presidente dos Estados Unidos, se eleva como a voz da autoridade em matéria patriótica. Por outro lado, reduz o campo dos atletas ao de animadores. “Jogue e cale a boca” é sua divisa. Trump tem o máximo poder executivo nos Estados Unidos, mas isso não faz dele o árbitro do patriotismo ou da razão. Como político, tomou decisões mais que discutíveis. Como cidadão, costuma produzir constrangimento. Durante a campanha eleitoral foi divulgado um vídeo em que ele se vangloriava de pegar as mulheres “pela xoxota”. Recentemente rebateu uma acusação de estupro porque, entre outras razões, vinha de uma mulher que não era seu tipo. Para Megan Rapinoe, o presidente dos Estados Unidos é um personagem nefasto que merece sua total rejeição. O modelo clássico que Trump defende se distingue pela hipocrisia. Aqueles que deploram a relação esporte-política não costumam ter o menor receio de encher os palcos de políticos, de festejar seus campeões quando tremulam as

Brasil vence Copa América em jogo com Bolsonaro vaiado

A seleção brasileira de futebol venceu o Peru por 3 a 1 no Maracanã e conquistou o nono título da Copa América; presente no encontro, Jair Bolsonaro, que foi ao estádio junto com Sérgio Moro, foi vaiado várias vezes durante o jogo, inclusive no final, na entrega das medalhas Jogando no Maracanã, o Brasil chegou ao seu nono título de Copa América neste domingo (7), ao vencer o Peru por 3 a 1. Os gols que renderam o campeonato à Seleção foram marcados por Everton, aos 14 minutos do primeiro tempo, Gabriel Jesus, aos 47 da etapa inicial, e Richarlison, de pênalti, aos 45 minutos do segundo tempo. Paolo Guerrero, também de pênalti, fez o único gol do Peru no jogo, aos 43 minutos do primeiro tempo. O jogo contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que enfrenta sério desgaste político com as revelações de que atuou em conluio com o Ministério Público em ações da Lava Jato. Jair Bolsonaro e Sérgio Moro foram alvo de vaias em vários momentos do jogo. Houve também quem aplaudisse os dois. Durante o primeiro tempo, Bolsonaro caiu ao comemorar o golpe do atacante Everton (leia mais no ECN). No final da partida, Bolsonaro participou da entrega das medalhas aos jogadores. Sua passagem até o local foi marcada por vaias dos torcedores. Assista Bolsonaro vaiado no Maracanã. pic.twitter.com/ZHIvEqDgI7 — Pedro Zambarda (@pedrosolidus) 7 de julho de 2019

Bolsonaro foi vaiado e caiu durante final da Copa América

Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro estão no Maracanã, assistindo à final da Copa América; desde que chegou no estádio e todas as vezes que aparece no telão, Bolsonaro é vaiado pelo torcida; durante a comemoração do primeiro do gol Brasil, Bolsonaro caiu durante a comemoração e teve que ser amparado por pessoas que estavam ao seu lado Revista Fórum – Jair Bolsonaro está no Maracanã para participar da final da Copa América. O presidente da república foi convidado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Comenbol) para entregar as medalhas e troféu ao campeão da competição. Desde que chegou no estádio e todas as vezes que aparece no telão, o chefe do executivo nacional é vaiado pelo torcida. Outra situação desfavorável ao presidente ocorreu quando o Brasil fez o seu primeiro gol, ainda no primeiro tempo com o atacante Éverton. Jair Bolsonaro caiu durante a comemoração e teve que ser amparado por pessoas que estavam ao seu lado. o momento que todos esperavam o bolsonaro caindo pic.twitter.com/PzsbDLw3TJ — ????̅????̅????̅????̅????̅????̅ (@l9ttie) 7 de julho de 2019 Bolsonaro vaiado no Maracanã Corre o jogo Brasil x Peru e Bolsonaro aparece no telão do estádio. Uma sonora vaia se ouve. O apupo foi um claro sinal do desgaste político do governo. — Ivan Valente (@IvanValente) 7 de julho de 2019

Seleção Peruana aprende com insucessos e ressurge no cenário

A ressurreição da Seleção Peruana – E tem sido assim, tirando ensinamentos de cada atribulação, de cada contratempo, de cada derrota, que o Peru tem recuperado o prestígio, nacional e internacionalmente Esqueçam os milionários astros sul-americanos que atuam no futebol europeu, as seleções mais badaladas do continente, os treinadores de prestígio mundial… A esta altura do campeonato, se há uma equipe a ser admirada nesta Copa América é a peruana. A grande volta por cima dos comandados de Ricardo Gareca, contudo, não é obra do acaso, nem tampouco fato isolado. É apenas mais um episódio de superação de um script que começou a ser desenhado em março de 2015, quando o técnico argentino foi contratado. Arrisco-me a dizer que, há quatro anos, talvez nem ele pudesse imaginar quão longe chegaria. E aqui não vai nenhum desprezo a Gareca nem a seus jogadores. Pelo contrário: é o reconhecimento ao surpreendente trabalho que eles vêm fazendo. Na imprensa peruana, o termo mais usado para descrever a ascensão da Seleção Peruana com Gareca é ressurreição. O argentino pegou um grupo desacreditado no país. Ele mesmo estava em baixa, já que seis meses antes havia sido demitido do Palmeiras depois de quatro vitórias, um empate e oito derrotas, somente 33% de aproveitamento. Mas aí o destino uniu a necessidade que o Peru tinha de se reapaixonar pelo futebol, um técnico precisando de um trabalho sólido e bons jogadores em busca de comandante para criar uma sinergia positiva. Deu certo. Independentemente do que ocorrer domingo, no Maracanã, na decisão da Copa América, diante do Brasil, já deu muito certo. Gareca diz que sua seleção foi forjada nas adversidades. Por isso, chega à final do torneio no auge da forma física e mental. Depois de serem impiedosamente goleados pelo Brasil (5 a 0), na fase de grupos, e de se classificarem na cota dos melhores terceiros colocados, os peruanos entraram nas oitavas de final como azarões, diante do Uruguai. Deixaram o até então maior candidato ao título pelo caminho. Foram franco atiradores contra o Chile, nas quartas. E se superaram novamente. Diante da equipe canarinho poderá um raio cair no mesmo lugar pela terceira vez? “Não transformamos aquela derrota em um drama, mas em uma lição”, destacou o treinador, ao analisar a jornada na Copa América desde a retumbante goleada para o Brasil. E tem sido assim, tirando ensinamentos de cada atribulação, de cada contratempo, de cada derrota, que o Peru tem recuperado o prestígio, nacional e internacionalmente. Contrariando estatísticas, surpreendendo os críticos e jogando por terra teses preconcebidas. Ainda: quebrando casas de apostas. Gareca vem construindo esse roteiro desde seu primeiro dia como treinador da Seleção Peruana. Formou uma espinha dorsal consistente, contou com uma geração talentosa e uma forte referência técnica – o atacante Paolo Guerrero. Acreditou no projeto. No fim de 2017, depois de garantir a volta do Peru a uma Copa do Mundo após 36 anos de ausência, ele disse, em entrevista ao jornal Clarín, que sua meta profissional sempre foi chegar ao comando da seleção de seu país. Mas a Associação de Futebol Argentino não quis (ainda) apostar em Gareca. Não há garantia alguma de que, se em vez de aceitar o convite para dirigir a equipe peruana ele tivesse sido nomeado técnico da alviceleste, os hermanos teriam tido desempenho melhor, evoluído e até quebrado o incômodo jejum de títulos que dura mais de duas décadas. Não há certezas no futebol, sabemos. Mas imagino que essa pulguinha deve ficar atrás da orelha de muito argentino ao ver o sucesso do compatriota na terra do ceviche. Quem observa de longe tudo que vem ocorrendo com o Peru pode pensar que a trajetória até aqui foi fácil. Não foi. Gareca teve de driblar muita desconfiança, administrar a perda de seu principal jogador, punido por doping; resgatar a autoconfiança do time. Mais do que isso: encontrar um time. “Formamos este grupo em situações difíceis. Sempre houve dúvidas. Mas nos embasamos no que pensamos sobre nós mesmos, não no que pensam os outros. E por isso ficamos fortes. É inevitável que opinem sobre nós. Bem ou mal, não sei. O que me interessa é o que pensamos de nós mesmos”, disse certa vez, em outra de suas tiradas filosóficas. De saco de pancadas, o Peru se tornou um exterminador de favoritos. Domingo, a seleção que se transformou no grande case da Copa América’2019 vai tentar seu terceiro título do torneio – foi campeã em 1935 e 1975. Mais uma vez, entrará em campo como zebra, já que, em 44 confrontos contra o selecionado brasileiro, soma mínguas quatro vitórias. Os jogos contra Uruguai e Chile, contudo, deixam o alerta. Menosprezar a equipe de Gareca pode ser uma grande armadilha. Um erro fatal. Via Superesportes

Argentina elimina Venezuela e enfrentará o Brasil na semifinal da Copa América

Clássico está marcado para a próxima terça-feira, às 21h30, no Mineirão, em Belo Horizonte Redação /Superesportes Belo Horizonte voltará a receber o clássico entre Brasil e Argentina. A equipe liderada por Lionel Messi venceu a Venezuela por 2 a 0, na tarde desta sexta-feira, no Maracanã, e garantiu vaga para enfrentar a seleção do técnico Tite nas semifinais da Copa América. O clássico está marcado para a próxima terça-feira, às 21h30, no Mineirão. No retorno de Lionel Messi ao Maracanã, a Argentina não conseguiu fazer uma grande partida nesta sexta-feira e chegou a sofrer pressão da Venezuela no segundo tempo. Mesmo assim, foi efetiva nas poucas chances que criou. Nas arquibancadas, as cores predominantes foram o azul celeste e o branco da Argentina, mas também havia muitos torcedores vestindo o uniforme cor vinho da Venezuela, o amarelo do Brasil… e o grená do Barcelona. A torcida destes não era por uma seleção ou por outra, era por Messi. Eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo, o craque argentino voltou ao Maracanã pela primeira vez após a Copa do Mundo de 2014. Naquele Mundial, Messi fora decisivo na estreia ao marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Bósnia, mas não conseguiu evitar o título da Alemanha na decisão, conquistado com um gol no fim da prorrogação, no mesmo estádio. Desta vez, mesmo que não houvesse nenhum venezuelano em sua cola durante praticamente todo o jogo, Messi não foi brilhante, mas foi efetivo o suficiente para ajudar a Argentina a achar o caminho do gol. No primeiro tempo, partiu dele a cobrança de escanteio que descobriu Agüero no lance que terminou com gol de Lautaro Martínez, assim como saiu dos pés dele as raras jogadas bem construídas de ataque. Faltou a Messi, contudo, ter com quem jogar. A Argentina de 2019 nem de longe lembra aquela que chegou à final da Copa do Mundo em 2014. A seleção funciona pouco como equipe e está carente de individualidades. Agüero não consegue espaço no ataque e o time tem dependido mais do oportunismo de Lautaro Martínez, que abrira o marcador contra o Catar e fez o mesmo contra a Venezuela. Os argentinos também têm demonstrado outro problema nesta Copa América: a falta de fôlego no segundo tempo. Foi assim na estreia com derrota diante da Colômbia, e foi assim de novo diante dos venezuelanos. No Maracanã, se no primeiro tempo a Argentina teve mais volume de jogo e soube amassar a Venezuela até abrir o marcador, no segundo a seleção se acomodou e deixou o adversário jogar. Bem treinada por Dudamel, a Venezuela se arriscou ao ataque usando os flancos. Machís e Hernandez eram os mais acionados, sendo que o lateral direito – que atuou quase como um ponteiro – teve a melhor chance de empate, ao chutar da entrada da área e obrigar Armani a fazer boa defesa, aos 25. O gol que não saiu, porém, acabou custando caro três minutos depois. Farinez não conseguiu segurar chute de Agüero e Lo Celso que acabara de entrar, chutou livre para fazer 2 a 0 e colocar a Argentina no caminho do Brasil. FICHA TÉCNICA: VENEZUELA 0 x 2 ARGENTINA VENEZUELA – Fariñez; Chancellor, Moreno, Herrera e Machís (Martínez); Rincón, Mago (Soteldo), Murillo, Rosales (Seijas) e Hernández; Rondón. Técnico – Dudamel. ARGENTINA – Armani; Foyth, Pezzella, Otamendi e Tagliafico; Paredes, De Paul e Acuña (Lo Celso); Messi, Agüero (Dybala) e Lautaro Martínez (Di Maria). Técnico – Lionel Scaloni. GOLS – Lautaro Martínez, aos 9 minutos do primeiro tempo. Lo Celso, aos 25 minutos do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Rincón, Herrera e Rondón (VEN); Lautaro Martínez e Acuña (ARG). ÁRBITRO – Wilmar Roldán (COL/FIFA). RENDA – R$ 9.198.480,00. PÚBLICO – 42.495 pagantes. LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Os homens por trás da queda da seleção na Copa feminina

Eliminação para a França escancara preparação inadequada, desorganização tática e desprezo da CBF por mulheres em posições de comando A derrota para as francesas, na prorrogação, não chega a ser uma surpresa. Favoritas, as donas da casa aproveitaram-se de falhas defensivas para eliminar o Brasil nas oitavas da Copa do Mundo feminina. A lateral Tamires sofreu pelo lado esquerdo com as investidas da atacante Diani, que fez a jogada do primeiro gol. No segundo, um vacilo na marcação de bola parada resultou na conclusão certeira de Henry à beira da pequena área. Veteranas da equipe, Marta, Cristiane e Formiga não conseguiram impor sua experiência. Porém, o que mais fica evidente diante da eliminação é a perda de status da seleção brasileira, que deixou de figurar entre os times a serem batidos na modalidade. Por trás da queda, o comando masculino, dos cartolas da CBF à comissão técnica, agora se esforça para justificar o processo de enfraquecimento em que imprimiu suas digitais. Conhecido como Vadão, o técnico Oswaldo Alvarez acumula quase quatro anos à frente da seleção, divididos em duas passagens. Na atual, sua equipe amargou a pior série de derrotas do Brasil no futebol feminino. Foram nove tropeços seguidos em jogos preparatórios. Em entrevistas, dizia que o time precisava melhorar “em todos os aspectos”, mas não detalhava porque jogava mal nem seus planos para melhorar o desempenho. Na tentativa de encontrar a formação ideal, fez improvisações insólitas, como o deslocamento da atacante do Barcelona, Andressa Alves, para a lateral. O desajuste tático logo se mostrou visível na Copa do Mundo. No primeiro lance da estreia contra a Jamaica, por pouco não sofreu um contra-ataque, interceptado pela goleira Bárbara no meio-campo, após uma cobrança de escanteio a favor do Brasil. Em que pese a fragilidade das jamaicanas, a vitória na abertura do Mundial deu confiança às jogadoras, que chegaram a abrir 2 a 0 contra a Austrália na partida seguinte, mas sofreram a virada depois que o treinador sacou Cristiane, Formiga e Marta, que voltava de lesão. Diante das italianas, na terceira rodada, o time se mostrou mais sólido. Faltando 15 minutos para o fim, Vadão decidiu segurar a vitória por 1 a 0. No entanto, caso marcasse mais um gol, a equipe brasileira se classificaria em primeiro lugar do grupo e, em vez da França, pegaria a China nas oitavas, num caminho mais acessível rumo à final. O treinador justificou o recuo alegando que o Brasil “tem de enfrentar qualquer seleção”. No jogo contra as francesas, a estratégia de fechar espaços e neutralizar a velocidade das adversárias pelas pontas funcionou às custas de sacrifício das principais jogadoras de ataque. Marta voltou a atuar distante do gol. Aos 33 anos, em recuperação de lesão, a melhor do mundo passou praticamente todo o segundo tempo marcando lateral. Não havia criação no meio-campo, e as principais jogadas dependiam da capacidade de Cristiane segurar bolas no campo ofensivo. Apesar do esforço que nunca faltou, as brasileiras chegaram à prorrogação bastante desgastadas fisicamente, sem forças para buscar o empate nos minutos finais. Coordenador de seleções femininas da CBF, o médico Marco Aurélio Cunha avaliou como “ótimo” o trabalho de Vadão na Copa do Mundo, por entender que o time evoluiu desde as nove derrotas consecutivas sofridas antes do torneio. A tolerância com o treinador não foi a mesma demonstrada com sua antecessora no cargo, Emily Lima, demitida em 2017 com apenas 10 meses de trabalho. Ao contrário dos últimos cinco técnicos da equipe, ela foi a única que não teve oportunidade de completar ao menos um ano de comando. Tratava-se da primeira mulher a dirigir a seleção após três décadas de predomínio masculino na função. Existe apenas uma mulher na comissão técnica de Vadão, a auxiliar Beatriz Vaz, chamada pela CBF para atender determinação da FIFA, que exige pelo menos uma representante feminina em comissões. Todo planejamento e o ciclo preparatório para a Copa estiveram a cargo dos homens. Em entrevista após a derrota para a França, Marta não endereçou o recado à comissão técnica, mas reforçou a necessidade de melhorar a preparação para grandes torneios. “Não adianta fazer isso em semanas, meses, tem que ser bem antes”, disse a capitã. Em menos de dois meses, o Brasil teve cinco atletas com problemas musculares, incluindo Cristiane, que saiu lesionada das oitavas, e Marta, que não jogou a Copa em plenas condições físicas. A baixa representatividade feminina ainda se reflete na alta cúpula da CBF, que não tem nenhuma mulher em sua diretoria. Rogério Caboclo, que assumiu a presidência da confederação em abril, mas já dava as cartas informalmente desde o afastamento de Marco Polo Del Nero, banido por denúncias de corrupção, promete mais investimentos no futebol feminino, especialmente com o fortalecimento dos recém-lançados campeonatos de base. No entanto, as jogadoras ainda têm um pé atrás, pois, em outros momentos, como quando a seleção chegou a ganhar a medalha de prata na Olimpíada, em 2004, ou no vice-campeonato mundial, em 2007, também haviam recebido promessas de apoio que nunca foram cumpridas. Embora se comprometa a reparar o histórico descaso com a modalidade, o novo presidente da CBF havia bancado, antes mesmo do desfecho da Copa, a permanência de Vadão e Marco Aurélio Cunha até os Jogos Olímpicos de 2020. Para os homens que comandam o futebol das mulheres, independentemente de suas falhas, o pacto de cavalheiros não costuma falhar. Via El País

Brasil desencanta na Copa América, goleia o Peru e se classifica em primeiro lugar

Na primeira atuação convincente da seleção no torneio, Casemiro, Firmino, Everton, Daniel Alves e Willian marcaram os gols da vitória por 5 a 0 em São Paulo O Brasil goleou o Peru por 5 a 0 neste sábado, na Arena Corinthians, em São Paulo, e fechou a primeira fase da Copa América 2019 na liderança do grupo A. Na primeira atuação convincente da seleção dentro do torneio, Casemiro, Roberto Firmino e Everton abriram 3 a 0 já na primeira etapa; depois, Daniel Alves e Willian fecharam o placar na etapa final. Gabriel Jesus ainda perdeu um pênalti nos acréscimos. O Brasil espera o fim da primeira fase, que só acontece na noite da segunda-feira (24), para descobrir o adversário do jogo pelas quartas de final que acontece na quinta-feira seguinte (27), em Porto Alegre. Diferente das primeiras partidas no grupo, a seleção começou o primeiro tempo empolgando o público presente e partindo para cima do adversário. Everton e Gabriel Jesus, que entraram como novidades no setor ofensivo, deram uma mobilidade maior ao ataque brasileiro. Aos 12 minutos, Philippe Coutinho cobrou escanteio, Thiago Silva desviou e Casemiro precisou tocar duas vezes na bola de cabeça para abrir o placar. Cinco minutos depois, Roberto Firmino foi apertar a saída de bola peruana e bloqueou o chute do goleiro Gallese; a bola encobriu o peruano, tocou na trave e voltou nos pés de Firmino, que ainda driblou Gallese antes de empurrar para o fundo das redes. O Brasil ainda fez o terceiro na etapa inicial: Everton recebeu a bola pela esquerda, cortou Advíncula e bateu firme, no cantinho do goleiro, sem chances de defesa. Enfim, a primeira atuação convincente da equipe de Tite nos 45 minutos iniciais pela Copa América. No segundo tempo, o Brasil continuou na mesma toada, chegando a 70% de posse de bola e não deixando os peruanos passarem do meio-campo. Aos nove minutos, Daniel Alves tabelou com Arthur e com Firmino antes de invadir a área e, na cara do goleiro, chutar alto e transformar o 3 a 0 em goleada. No final, quase nos acréscimos, Willian, que entrou no lugar de Coutinho, recebeu a bola pela esquerda após escanteio curto e acertou uma finalização na bochecha da rede de Gallese, fechando em 5 a 0. Ainda deu tempo de Gabriel Jesus desperdiçar um pênalti que ele mesmo sofreu. O goleiro peruano fez a falta no atacante dentro da área, mas se recuperou ao defender a cobrança do camisa 9. O Peru, que ficou com quatro pontos, acabou ultrapassado pela Venezuela no grupo A, mas deve se classificar como um dos terceiro colocados para as quartas de final da Copa América.

Neymar deve em impostos mais de 1.800 casas populares

Dívida corresponde a um mês de bolsa família – valor máximo de R$372 – para cerca de 500 mil famílias A Receita Federal quer receber do jogador Neymar, da Seleção Brasileira, R$ 188 milhões, valor que inclui multa e juros sobre R$ 63,6 milhões em impostos que deixou de declarar (e pagar) entre 2011 e 2013. Um valor que faz falta ao Tesouro. Poderia financiar mais de 1.800 casas do programa Minha Casa, Minha Vida ou um mês de Bolsa Família – valor máximo, de R$372 – para 500 mil famílias. O crime fiscal do jogador teria aconteceu durante sua transferência do Santos para o Barcelona, quando ele e seu pai usaram empresas de fachada para pagar menos impostos na transação. Como garantia do pagamento, a Justiça bloqueou 36 imóveis do jogador, incluindo duas mansões de luxo que, juntas, ocupam 3 mil metros quadrados; outra em Vila Mariana, com valor de mercado de R$ 15 milhões, além de três apartamentos em Itapema, no litoral de Santa Catarina. Só no Brasil, o patrimônio de Neymar está avaliado em mais de 240 milhões, ou seja, o jogador tem caixa para pagar os impostos que deve. Aqui sonegação de impostos dá pena de seis meses a dois anos de prisão, mesmo que pouco aplicada. Calcula-se que o Brasil perde por ano cerca de R$ 480 bilhões de arrecadação em decorrência de sonegação fiscal. Em Minas, a dívida ativa de empresas e cidadãos ultrapassa R$ 58 bilhões Nos EUA, a coisa é séria. O caso mais famoso é o do mafioso Al Capone que, no início dos anos 30 do século passado, matou, roubou, explorou jogo e vendeu bebida durante a Lei Seca, sem que a Justiça conseguisse provar. Acabou julgado e pegou 11 anos de cadeia justamente por sonegação de impostos. Via Os Novos Inconfidentes

Atlético cede empate ao São Paulo e fica em 5º durante pausa para a Copa América

Galo saiu na frente, mas não conseguiu segurar vantagem no Independência O Atlético chega à pausa para a Copa América na 5ª posição do Campeonato Brasileiro. Na noite desta quinta-feira, o Galo recebeu o São Paulo no Independência, dominou grande parte do confronto, mas ficou no empate por 1 a 1. Alerrandro, uma das novidades do time no Horto, abriu o placar no primeiro tempo. Alexandre Pato, na etapa final, deixou tudo igual no marcador. O resultado foi ruim para as pretensões do alvinegro, que planejava o triunfo para fechar a nona rodada na 3ª colocação. Agora, o Galo soma os mesmos 16 pontos do Internacional, que está à frente pelo saldo de gols. O São Paulo tem 14 e é o nono. O foco do Atlético agora é na Copa do Brasil. Após a pausa para a Copa América – os jogadores vão ganhar dez dias de folga antes da volta aos treinos – o Galo vai entrar em campo pelo torneio mata-mata contra o Cruzeiro, no Mineirão, em duelo válido pelas quartas de final. O jogo O duelo foi duro para o Atlético contra o tricolor. Com a marcação bem ajustada, o time visitante deu poucos espaços em campo. No começo, o alvinegro abusou dos lançamentos longos para os laterais, principalmente Patric. As jogadas, no entanto, não surtiram efeito. Com dificuldades para entrar na área tricolor com a bola dominada, o Galo passou a apostar na jogada aérea. Igor Rabello, que quase encontrou Luan, e Réver, com cabeceio que passou perto da trave, levaram perigo. O São Paulo, por sua vez, esperava um contra-ataque. E ele veio, mas Hernanes, livre, finalizou mal e desperdiçou grande chance. Dono da posse de bola no Horto, o Galo insistia na jogada área. Na primeira, a bola sobrou para Chará, que chutou forte e obrigou Tiago Volpi a fazer grande defesa. Em nova cobrança de escanteio, Igor Rabello subiu e achou Alerrandro livre. O atacante driblou o defensor e finalizou de perna esquerda para balançar as redes: 1 a 0. O lance, inicialmente, foi invalidado. Alerrandro estava à frente da linha defensiva do São Paulo e o impedimento foi marcado. Mas, após chamado do VAR, Vuaden entendeu que, após o toque de Igor Rabello, o desvio da zaga tricolor foi proposital, configurando o início de uma nova jogada. Depois de cinco minutos de paralisação, o garoto atleticano conseguiu comemorar o 13º gol na temporada. Para a etapa final, o São Paulo voltou com Igor Gomes e Everton Felipe nas vagas de Igor Vinícius e Toró. O jogo voltou quente na etapa final. Inspirado, Alerrandro criou boas jogadas e colocou Patric e Fábio Santos na cara do gol, mas a bola não entrou. Cazares, após passe Luan, quase marcou. O tricolor respondeu com Pato, que deu chapéu em Igor Rabello e finalizou com perigo. As mudanças feitas por Cuca, que ainda colocou Nenê em campo, fizeram o time tricolor mais ofensivo. Mesmo assim, o Galo se portou bem em campo e deu poucos espaços. O Atlético seguiu controlando a posse de bola com passes curtos. Mas, num erro defensivo alvinegro, o São Paulo empatou. Nenê fez boa jogada individual e encontrou Alexandre Pato. No domínio, o camisa 7 passou por Réver e finalizou sem chances para Victor: 1 a 1. Após sofrer o empate, o Galo foi para cima. Rodrigo Santana colocou Maicon no lugar de Adilson e aumentou a força ofensiva da equipe. O Atlético tentou, mas parou em Tiago Volpi, que salvou finalizações de Alerrandro e Luan. No fim, o time alvinegro lutou muito, mas não conseguiu garantir a vitória antes da pausa para a Copa América. ATLÉTICO 1 X 1 SÃO PAULO ATLÉTICO Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Adilson (Maicon, aos 40/2°T) e Elias; Luan, Cazares (Ricardo Oliveira, aos 48/2°T) e Chará (Geuvânio, aos 26/2°T); Alerrandro Técnico: Rodrigo Santana SÃO PAULO Tiago Volpi; Igor Vinícius (Igor Gomes, no intervalo), Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Luan, Hudson e Hernanes; Calazans (Nenê, aos 20/2°T), Pato e Toró (Everton Felipe, no intervalo) Técnico: Cuca Gols: Alerrandro, aos 43/1°T; Alexandre Pato, aos 27/2°T Cartões amarelos: Anderson Martins, aos 52/1°T; Hudson, aos 4/2°T; Adilson, aos 10/2°T; Patric, aos 17/2°T; Igor Vinícius, aos 20/2°T; Jean (goleiro reserva do São Paulo), aos 27/2°T Público: 19.761 torcedores Renda: R$ 522.795,00 Motivo: 9ª rodada do Campeonato Brasileiro Local: Independência, em Belo Horizonte Data e horário: 13 de junho de 2019 (quinta-feira), às 20h Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS) Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e André da Silva Bitencourt (RS) VAR: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)

Seleção feminina do Brasil perdeu de virada para a seleção da Austrália

A Seleção feminina faz bom primeiro tempo, mas cai muito de produção na segunda etapa após saídas de Marta e Formiga. Brasileiras também reclamam de pênalti não marcado nos acréscimos Resumão Marta voltou, fez gol, quebrou recordes, mas em vão. Após abrir 2 a 0 no primeiro tempo, com direito também a um gol da artilheira Cristiane, o Brasil sofreu a virada da Austrália e perdeu por 3 a 2 em Montpellier. Foord fez o primeiro das Matildas ainda na etapa inicial. No segundo tempo, dois gols sem querer, um de Logarzo, que foi cruzar, e Mônica (contra), garantiram o triunfo australiano pelo Grupo C da Copa do Mundo Feminina. Saída pela esquerda no 1º tempo A Austrália começou o jogo marcando o Brasil sob pressão. Mas, aos poucos, a seleção de Vadão, que tinha o retorno da craque Marta, foi saindo mais para o jogo, principalmente pelo lado esquerdo com a lateral Tamires e com Marta, que caía pelo setor. E foi justamente com Tamires que saiu o primeiro gol. Após cruzamento dela, a lateral-direita Letícia Santos apareceu de surpresa na área e acabou puxada por Knight. Pênalti claro. Na cobrança, Marta deslocou Willians com maestria aos 26. Dez minutos depois, Tamires fez bela jogada, tocou para Debinha que cruzou para uma cabeçada fulminante de Cristiane. 2 a 0. No entanto, quando o jogo caminhava para o intervalo, a Austrália pressionou e acabou descontando com Foord aproveitando uma falha da zagueira Mônica que não fez o corte de cabeça. 2º tempo sem Marta e arbitragem polêmica O Brasil voltou para o segundo tempo com duas substituições. Luana no lugar de Formiga, que estava com cartão amarelo. E Ludmila na vaga da craque Marta, que voltava de uma lesão muscular na coxa esquerda e não teria condições de atuar os 90 minutos. E sem a experiente dupla, o Brasil acabou sucumbido à pressão australiana que virou o marcador em dois lances bobos. No primeiro, aos 13, Logarzo foi cruzar, e a bola entrou direto. Depois, aos 21, após lançamento na área, Mônica desviou contra o próprio patrimônio, Bárbara não alcançou e a bola morreu no fundo da rede. O Brasil ainda buscou o empate, mas, sem criatividade, viu a Austrália vencer a partida. No entanto, nos acréscimos, Andressa Alves se enrolou com uma marcadora e caiu na área. A árbitra Esther Staubli chegou a consultar o VAR pela comunicação, mas não chegou o lance no monitor e mandou o jogo seguir. Ao fim do jogo, Vadão e Marta reclamaram bastante. Segundo Sandro Meira Ricci, comentarista de arbitragem do Grupo Globo, foi pênalti. Situação no grupo Com o resultado, o Brasil permanece em 1º lugar com três pontos no Grupo C, mas pode ser ultrapassado pela Itália, que ainda joga com a Jamaica no complemento da segunda rodada nesta sexta-feira. A Seleção volta a campo na próxima terça-feira, contra a Itália, em Valenciennes. Clique aqui e confira a tabela detalhada, resultados e próximos jogos da Copa do Mundo Feminina. Recordes de Marta Ao abrir o placar, de pênalti, Marta se igualou ao alemão Klose: com 16 gols, divide com ele a artilharia da história das Copas do Mundo. Além dessa marca, a camisa 10 da seleção brasileira também se tornou a primeira a balançar a rede em cinco edições diferentes do torneio. Sua primeira Copa do Mundo foi em 2003, com 17 anos. Depois, disputou as edições de 2007, 2011 e 2015. Via Globo Esporte