TEMER CORTA 87% DO ORÇAMENTO DO ESPORTE

Cadê a golpista Ana Paula do vôlei e o fenômeno do oportunismo Ronaldo – o Ronalducho? Na semana passada, o covil golpista encaminhou à Câmara Federal sua proposta para a Lei Orçamentária Anual (LOA) que prevê uma redução de 87% nas verbas disponíveis para os programas do Ministério do Esporte. Cadê a provocadora jogadora de vôlei Ana Paula, o “fenômeno do oportunismo” Ronaldo – o ‘Ronalducho’ – e os outros atletas midiotas?, questiona Altamiro Borges Por Altamiro Borges, em seu blog Na cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff, muitos atletas na busca dos holofotes da mídia reforçaram o coro das seitas fascistas e saíram às ruas com os “patinhos amarelos” da sinistra Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e as camisetas da “ética” CBF. Ingênuos ou não, eles ajudaram a viabilizar o golpe dos corruptos que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer. Na semana passada, o covil golpista encaminhou à Câmara Federal sua proposta para a Lei Orçamentária Anual (LOA) que prevê uma redução de 87% nas verbas disponíveis para os programas do Ministério do Esporte. Cadê a provocadora jogadora de vôlei Ana Paula, o “fenômeno do oportunismo” Ronaldo – o “Ronalducho” – e os outros atletas midiotas? Segundo matéria publicada na Folha na terça-feira (19), o cenário para o esporte brasileiro em 2018 será catastrófico. “A proposta do governo para a LOA do ano que vem prevê que a verba disponível para programas do Ministério do Esporte sofra uma redução de 87% na comparação com o cenário já de escassez de 2017. A rubrica ‘concessão de bolsas a atletas’ terá disponível apenas R$ 70 milhões. Com isso, o programa Bolsa Atleta, que custa anualmente mais de R$ 130 milhões, deve sofrer mudanças drásticas, se não acabar. No total, o orçamento para o Esporte, que foi de R$ 1,245 bilhão na LOA de 2017, foi reduzido para R$ 163 milhões no projeto enviado por Michel Temer à Câmara dos Deputados”. “O Bolsa Atleta, porém, não é o único problema. Na verdade, é o programa que teve menor corte: ‘só’ perdeu 50%. A rubrica ‘preparação de atletas e capacitação de recursos humanos para o esporte de alto rendimento’, de onde saem recursos para convênios com confederações, foi de R$ 56,6 milhões em 2017 para R$ 7,2 milhões na LOA de 2018. Em 2016, como comparação, foram autorizados R$ 134 milhões. Outra rubrica importante para o esporte de alto rendimento do Brasil, a que trata da ‘preparação de seleções principais para representação do Brasil em competições internacionais’, que foi de R$ 40 milhões em 2017 (ainda que muito pouco disso tenha sido aplicado) e será de apenas R$ 4,8 milhões em 2018”. Os cortes não poupam nenhum setor. “Se no orçamento de 2017 havia R$ 60 milhões para a ‘implantação de infraestrutura esportiva de alto rendimento’, em 2018 a previsão é de apenas R$ 13 milhões, o que frustra os planos de quem pretende construir centros de treinamento, como a Confederação Brasileira de Basquete. Para manter a aclamada ‘Rede Nacional de Treinamento’ serão só R$ 20 milhões no ano que vem, contra R$ 100 milhões este ano. O combate ao doping também deverá ter muito trabalho para se manter em pé em 2018. Se já estava difícil realizar as atividades regulamentares com R$ 8,7 milhões previstos em 2017, será muito mais difícil com os R$ 2,7 milhões programados para 2018. Esses recursos precisam pagar não só exames, mas também garantir o funcionamento do deficitário laboratório do Rio de Janeiro”. O pior, porém, deve ocorrer na rubrica “implantação e modernização de infraestrutura para esporte educacional, recreativo e de lazer”, que disponibiliza verbas para as pequenas obras em equipamentos públicos espalhados por todo o país. Depois de disponibilizar R$ 462 milhões em 2017, o governo pretende liberar só R$ 7 milhões em 2018. “Além disso, não há qualquer referência à ‘implantação dos Centros de Iniciação ao Esporte’, que mereceram R$ 200 milhões no orçamento deste ano”. Ou seja: o golpista Michel Temer está inviabilizando qualquer perspectiva de futuro para o esporte nacional. Será que a jogadora Ana Paula, que vibrou com o golpe – “enquanto os petistas choram, existe um sopro de esperança que começa”, postou a babaca no Twitter no dia da aprovação do impeachment de Dilma Rousseff – vai emitir algum rosnado da sua mansão nos Estados Unidos? E o Ronalducho, amigão do cambaleante Aécio Neves e participante ativo das marchas golpistas? E o ex-judoca João Derly, atual deputado da Rede que disse que votou “com a consciência tranquila” no impeachment?
El País: Neymar destruiu o vestiário do PSG

– Neymar esnobou os ídolos que já estavam lá – Jr acabou de chegar e quer sentar na janela (Reprodução) Via ESPN: O clima não está mesmo nada bom no Paris Saint-Germain. Mas, segundo relato do jornal El País, jornal de maior prestígio da Espanha, tudo começou a ruim muito antes da discussão pública entre Neymar e Cavani pela batida de um pênalti contra o Lyon. Em uma longa matéria assinada pelo repórter Diego Torres, o diário relata como a contratação de Neymar simplesmente destruiu o clima nos vestiários da equipe. Todo o problema começou com o presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi. Ele teria se desesperado com a investigação da Uefa em cima do fair play financeiro do clube, que gastou 222 milhões de euros (quase R$ 825 milhões) para ter Neymar. Com isso, ligou para vários jogadores do elenco dizendo que teria que vendê-los às pressas. A lista inclui nomes como Di María,Pastore, Matuidi, Lucas Moura, Draxler, Ben Arfa, Aurier e até Thiago Silva. Matuidi, de fato, acabou vendido. Ele, que era um dos grandes líderes do elenco, se sentiu ultrajado pela ligação e forçou a saída para a Juventus por apenas 20 milhões de euros (R$ 74,3 milhões). “Sua saída semeou o desânimo. Em maior ou menor medida, todos os integrantes do plantel se sentiram tratados como mercadoria em troca de abrir espaço para Neymar. No vestiário pairava uma pergunta: ‘Quem ele acha que é? Messi?’. À frente dos indignados, estava Edinson Cavani”, relatou o jornal. Quando chegou, Neymar também não teria feito muito para melhorar o clima. Pior: com sua atitude, teria até piorado a situação. “Thiago Silva e Thiago Motta lhe explicaram que ali havia grandes jogadores que ele não poderia ignorar. Cavani exigiu respeito com os veteranos. Neymar os ouviu com ar distraído”, diz o El País. O técnico Unai Emery até tentou fazer uma coisa. Convenceu o presidente de que precisava do grupo mais unido, e Al-Khelaifi voltou atrás, ligando para todos de novo e dizendo que eram intransferíveis. Mas já era tarde demais. Ao estourar a crise pelo pênalti, o milionário chefão entrou em ação de novo: tentou “comprar” Cavani. O dirigente ligou para o uruguaio e ofereceu que pagaria o bônus de 1 milhão de euros (R$ 3,7 milhões) que seu contrato estabelece caso ele seja artilheiro do Francês, independentemente da quantidade de gols que marcasse. Com isso, esperava que ele abrisse mão da cobrança de pênaltis para Neymar. Só que Cavani foi irredutível. Al-Khelaifi ainda tentou o caminho inverso, paparicando Neymar para que Cavani pudesse bater os pênaltis. O brasileiro, porém, também não cedeu. E, ao saber que o uruguaio teria se negado a abrir mão das penalidades, se revoltou e alegou a lesão no pé para não jogar contra o Montpellier – empate por 0 a 0 no sábado, no pior jogo do PSG na temporada. Os líderes do elenco tentam apaziguar os ânimos, mas a situação é complicada. Ainda segundo o El País, “em uma tentativa de pacificação, Daniel Alves convidou o elenco para jantar em um restaurante chique do distrito XVI de Paris”. No entanto, o que seria um evento para encerrar as brigas acabou não dando muito certo. “O jantar, segundo um integrante, foi tão animado quanto um velório”, encerra.
ATLETAS OLÍMPICOS DO JUDÔ FICAM À MÍNGUA

Corte de verbas da Petrobras deixa atletas olímpicos sem R$ 1,5 milhão em recursos desde agosto de 2016; Além do judô, a Petrobrás cortou o patrocínio aos atletas do boxe, esgrima, remo, levantamento de peso e taekwondo; Mayra Aguiar, duas vezes medalha de bronze (Londres-2012 e Rio-2016) conta que o patrocínio minguou depois da Olimpíada do Rio de Janeiro, disputada em agosto de 2016 A CBJ (Confederação Brasileira de Judô) interrompeu a distribuição de verba de um fundo para premiar judocas medalhistas em Jogos Olímpicos ou Campeonatos Mundiais. Até 2016, a CBJ repartia R$ 1,5 milhão entre os atletas a cada ano. Os recursos vinham, majoritariamente, da Petrobrás. Entre 2013 e 2016, a petrolífera repassou R$ 20 milhões pelo Plano Brasil Medalhas. PUBLICIDADE A bolsa foi suspensa com o fim do patrocínio da Petrobrás ao judô. Mayra Aguiar, duas vezes medalha de bronze (Londres-2012 e Rio-2016) conta que o patrocínio minguou depois da Olimpíada do Rio de Janeiro, disputada em agosto de 2016. Além do judô, a Petrobrás cortou o patrocínio aos atletas do boxe, esgrima, remo, levantamento de peso e taekwondo. Campeã mundial da categoria no peso meio-pesado (até 78 kg) em 2014, Mayra reconhece que a CBJ “nunca deixa faltar nada em viagens ou em competições” e que sempre providencia estrutura para os judocas. Entretanto, reconhece que a verba da Petrobrás faz falta. “Acredito que a bolsa deve voltar, porque foi uma luta conseguir. Ela é muito importante e necessária”.
Receita perdoa dívida de R$ 200 milhões de Neymar

– O caso de uma suposta sonegação fiscal de Neymar entre 2011 e 2013 teve um ponto final – Depois de obter vitória no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Neymar viu na terça-feira (08/08) a Receita Federal desistir do recurso contra esta decisão no processo fiscal que chegaria hoje a R$ 200 milhões (com correção monetária). “A procuradoria desistiu do recurso porque nós obtivemos a vitória no caso. O caso está encerrado, nada mais pesa contra nós“, disse o CEO das empresas de Neymar, Altamiro Bezerra. Neymar vendeu para as empresas do pai os direitos sobre a exploração de sua imagem. Em contrapartida, a NR Sports e a N & N Consultoria pagaram um valor fixo ao jogador e passaram a ficar com as suas receitas de imagem, marketing e patrocínios. Segundo a acusação Receita, esses valores pertenceriam a pessoa física de Neymar – a alíquota nesse caso seria de 27,5%, contra 15% a 20% no caso de imposto de renda de pessoa jurídica, ou 9% em contribuição sobre o lucro de empresas. O argumento da defesa de Neymar, acolhido pelo Carf, foi pautado no fato de que o jogador e as empresas são entes diferentes: o novo camisa 10 do Paris Saint-Germain não é sócio em nenhuma delas. Por isso, seria perfeitamente normal que possa negociar seus direitos de imagem com elas sem que haja simulação. Na Espanha, Neymar ainda briga nos tribunais, já que ainda será julgado acusado de corrupção na polêmica transferência do Santos para o Barcelona.
Ser jogador de futebol no Brasil é sonho ou ilusão?

O futebol é o esporte mais popular e mais praticado do mundo, faz parte da cultura brasileira, e continua sendo o sonho de todo menino se tornar um jogador de futebol, ainda mais já nascendo tendo um time de coração, pois a grande maioria dos pais destas crianças já são torcedores de clubes e incentivam seus filhos a torcerem para determinado time, e, claro, o primeiro presente é uma bola. Muitos pais colocam seus filhos em escolinhas de futebol, é onde tudo começa, e os obstáculos para este sonho virar realidade se tornam muito mais difíceis. O futebol mudou, não é mais como antigamente, se tornou um grande negócio, altamente lucrativo, porém a realidade para os verdadeiros profissionais da bola revelou dados alarmantes. Para a grande maioria dos jogadores profissionais de futebol, e são poucos, muito poucos, os que realmente conseguem ganhar dinheiro sendo jogador de futebol no Brasil. Uma triste realidade em um país conhecido como o “País do Futebol”. Segundo o site da CBF(Confederação Brasileira de Futebol), a Diretoria de Registro e Transferência informa que o número de jogadores profissionais registrados são de 28.203. Destes, 23.238 atletas profissionais ganhavam até R$1.000,00 por mês em 2015. Segundo o Ministério do Trabalho, um servente de pedreiro recebia como média um salário de R$1.000,17. Além do servente de pedreiro, o garçom, o catador de material reciclável e o ascensorista ganham mais do que 82,4% dos jogadores de futebol no Brasil. O número de jogadores desempregados também assusta: dos 28.203 atletas com contratos assinados no ano de 2015, apenas 11.571 iniciaram janeiro deste ano com contrato em vigor. A grande maioria dos jogadores de futebol acabam perdendo o emprego pela falta de estrutura e de planejamento dos clubes, já que a grande maioria não conta com um calendário anual. Com mais de 28.000 profissionais da bola registrados pela CBF, apenas 226 ganham acima dos R$ 50.000,00 (cinquenta mil).
Grêmio e Aranha, uma história de racismo perverso

Visto por dirigentes como pessoa perigosa, goleiro revive o trauma dos ataques racistas. Quando ainda era goleiro do Santos, em 2014, Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha, foi chamado de “macaco” por vários torcedores do Grêmio. Câmeras de televisão flagraram as ofensas racistas. O clube acabou punido com a exclusão da Copa do Brasil. No mesmo ano, o goleiro voltou a jogar na Arena do Grêmio. Passou a partida inteira sendo vaiado por uma expressiva parcela da torcida. Ao fim do jogo, afirmou que a manifestação, logo depois de ter sido alvo de injúria racial, reforçava o preconceito dos gremistas que o atacaram e que aquelas vaias não eram normais. Repórteres que o cercavam se comportaram como inquisidores. Alguns, lançando sorrisos provocativos, insinuavam que Aranha deveria reagir calado ao açoite. Embora tenha aderido a campanhas educativas e dialogado com suas organizadas para abolir o termo “macaco” de cânticos que historicamente serviram para depreciar rivais colorados, o Grêmio jamais se assumiu, de fato, como culpado. Muitos torcedores e, sobretudo, dirigentes não conseguem enxergar Aranha como vítima. Para eles, o goleiro provocou o imbróglio que resultou na eliminação do clube de uma competição, quando, na verdade, ele apenas denunciou a prática abominável de injúria racial no estádio – com a qual, por décadas, o Grêmio, assim como a maioria dos clubes do Brasil, foi condescendente. Novamente, o futebol reproduz a lógica de que toda vítima de injúria racial é culpada até que se prove o contrário. Aranha, agora como atleta da Ponte Preta, voltou à Arena do Grêmio neste domingo. Dirigentes gremistas chegaram ao ponto de destacar uma câmera no estádio para acompanhar cada movimento do goleiro no decorrer da partida. Nestor Hein, diretor jurídico do clube, justificou a postura dizendo que Aranha se trata de “uma pessoa perigosa e difícil”. Ainda relembrou uma fala discriminatória do goleiro, em abril, para chamá-lo de homofóbico. Retórica torpe e ignorante, como se o fato de uma pessoa já ter cometido ato preconceituoso redimisse seus agressores de comportamento igualmente reprovável. Durante o duelo em Porto Alegre, Aranha foi vaiado outra vez, de forma acintosa. Depois da partida, disse que conseguia ver o ódio no rosto dos torcedores que o alvejavam. Generalizou ao declarar que “no Sul, as pessoas são assim”. Em seguida, o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, fez um pronunciamento para reforçar a ideia de que o clube é o verdadeiro prejudicado em toda história. “Nosso torcedor não esquece a injustiça que sofremos. A reação [vaias a Aranha] faz parte da cultura do futebol.” Para terminar, o presidente criticou o goleiro por não ter aceitado o convite do clube para um pedido formal de desculpas. Na época, quatro torcedores do Grêmio foram indiciados pela polícia por causa dos ataques racistas a Aranha. Como punição, ficaram impedidos de frequentar jogos do clube. Antes do julgamento na esfera esportiva, dirigentes gremistas se mobilizaram para sustentar a tese de que o goleiro havia sido o responsável pelos xingamentos que sofreu. O então vice-presidente do clube, Adalberto Preis, acusou Aranha de ter protagonizado “uma grande encenação”. Já para Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo, ex-presidente gremista, o goleiro fez “uma cena teatral depois de ouvir um gritinho”. Nos tribunais, a defesa do Grêmio argumentou que Aranha provocara a torcida do time ao fazer cera no gramado. Ao longo de todo o processo, a queixa de Aranha foi desqualificada pelo Grêmio. Ele foi chamado de “macaco”, “encenador”, “mentiroso” e, agora, virou “pessoa perigosa”. Quem sofre tantas agressões, tem todo o direito de não aceitar um pedido – hipócrita, por sinal – de desculpas. Não, Romildo. As vaias a Aranha não fazem parte da cultura do futebol. Uma vítima de racismo jamais, em nenhuma circunstância, deveria ser hostilizada e vista como persona non grata no mesmo lugar onde gritos de “macaco” golpearam sua dignidade. O Grêmio nunca foi vítima. Ao autorizar vigilância sob Aranha, tratando-o como criminoso que deve ter os passos monitorados, e qualifica-lo publicamente como “perigoso”, em que pese tudo o que passou, a diretoria do Grêmio cambaleia no limite entre a desonestidade intelectual e o mau-caratismo. A parte da torcida gremista que soube assimilar a lição deveria servir de exemplo para um clube que já acolheu importantes movimentos em favor da diversidade, tal qual a Coligay. Em meio a tanto rancor injustificado, dois torcedores apareceram com um cartaz de desagravo em solidariedade a Aranha, que agradeceu pelo apoio. A história tricolor, que atualmente conta com o suporte de movimentos que levantam a bandeira de diversas causas sociais, como a Tribuna 77 e a Grêmio Antifascista, não merece atitudes tão baixas quanto as de sua atual diretoria. Um dia, os traumas irão, enfim, cicatrizar. Aranha, goleiro de primeiro nível, atleta consagrado em um esporte onde a imensa maioria fica pelo caminho, provavelmente terá orgulho ao olhar nos olhos dos netos e contar sua trajetória. O Grêmio, por completa falta de tato e sensibilidade de seus dirigentes, corre o risco de ficar para sempre marcado não apenas como o clube que achou normal chamar um negro de “macaco”, mas também como uma instituição covarde que não soube reconhecer o erro, encarar o racismo com a seriedade que merece ser tratado e dar a volta por cima. Fonte; El Pais
EUA e Espanha pedem prisão de Ricardo Teixeira

Depois do envolvimento no escândalo de corrupção na FIFA, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira agora enfrenta problemas com a Justiça espanhola; ele é acusado de lavagem de dinheiro de receitas de jogos da Seleção Brasileira e teve pedido de prisão decretado por uma juíza de Madri; a polícia dos Estados Unidos também quer sua prisão Em 2011, Ricardo Teixeira recebeu o ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, e seu filho Tadeuzinho, com a promessa de colocar Montes Claros na lista das cidades pré-selecionada com um Centro de Treinamento de Seleções na Copa de 2014. – A Justiça brasileira e procuradores espanhóis uniram esforços para investigar as suspeitas de corrupção contra Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Segundo o Globoesporte.com, a polícia dos Estados Unidos também quer sua prisão. Ele cometeu crimes nos dois países. Presidente da CBF entre 1989 e 2012, Teixeira é acusado de desviar receitas de jogos da seleção brasileira. A Procuradoria-Geral da República foi alertada pela Espanha de que a Justiça de Madri emitiu uma ordem internacional de prisão contra Teixeira. Os espanhóis esperam contar com a colaboração do Brasil no caso. Por enquanto, a cooperação entre os dois países está ocorrendo de maneira informal. Agora, os procuradores dos dois países querem oficializar os procedimentos de investigação. Teixeira é acusado de e formar uma “organização criminosa” com Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, e com isso lavar dinheiro em comissões ilícitas de amistosos da seleção brasileira. Rosell foi preso no mês de junho. Em Brasília, há dúvidas se os dados colhidos pela Justiça na Espanha também poderiam ser usados em um inquérito no Brasil contra Teixeira. Mesmo se fosse detido no Brasil à pedido de Madri, Teixeira não poderia ser extraditado – isso vai contra as leis brasileiras. Mas ele poderia responder a um processo ou pelo menos ser questionado pela Justiça espanhola. Nesta semana, a imprensa espanhola revelou que a Justiça em Madri emitiu uma ordem internacional de busca e captura contra o ex-presidente da CBF. Nesta terça-feira, fontes próximas ao caso confirmaram que a ordem de fato está emitida, mas ainda não entrou no sistema da Interpol e nem chegou oficialmente em documentos até Brasília. A medida partiu da juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional.
Ricardo Teixeira diz que não fugirá

Ex-presidente da CBF, que é investigado em quatro países, não nega crimes, mas diz que nada deve no Brasil Ricardo Teixeira (na foto com Aécio) está na mesma situação de Marco Polo del Nero: teme deixar o Brasil e ser preso Presidente da CBF por mais de duas décadas, Ricardo Teixeira, 70, tem a vida devassada por pelo menos quatro países. Ele é réu nos Estados Unidos e é investigado pela Espanha, Suíça e Uruguai. Em entrevista exclusiva à “Folha de S.Paulo”, ele afirmou que não pretende sair do país. “Não existe esse acordo. Tem lugar mais seguro que o Brasil? Qual é o lugar? Vou fugir de quê, se aqui não sou acusado de nada? Você sabe que tudo que me acusam no exterior não é crime no Brasil. Não estou dizendo se fiz ou não”, disse Teixeira, negando negociar com autoridades norte-americanas uma delação premiada. No mês passado, Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, foi preso por suas relações com o cartola brasileiro. Os dois são amigos desde os anos 90. Na Espanha, Rosell, Teixeira e outras cinco pessoas são acusadas de fazer parte de uma organização criminal transnacional e de lavar dinheiro proveniente de comissões ilícitas da venda dos direitos sobre a seleção brasileira. Os espanhóis também relatam que Teixeira e sua ex-mulher tinham cartões de crédito bancados pela Uptrend, empresa de Rosell nos Estados Unidos. O brasileiro nega as acusações. Ele diz que nunca recebeu dinheiro das empresas do catalão. Parentes do cartola já receberam mais de R$ 23 milhões, de acordo com levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”. Nos Estados Unidos, Teixeira foi denunciado pelo FBI em dezembro de 2015 acusado de participar de um esquema de recebimento de propina na venda de direitos de torneios no Brasil e no exterior. O esquema envolvia os presidentes das federações locais da América do Sul e o comandante da Conmebol (entidade que reúne os países do continente). Eles recebiam propina de agências de marketing esportivo na venda de direitos de transmissão. Exemplo. José Maria Marin, seu sucessor na CBF, que está perto dos 90 anos, está preso nos Estados Unidos desde 2015 pelas acusações e pode pegar pena de 20 anos. Já Marco Polo Del Nero e Teixeira nunca mais deixaram o Brasil. No Uruguai, Eugenio Figueredo, ex-presidente da federação local e da Conmebol, firmou acordo de colaboração com o FBI e com as autoridades do seu país. Nele, Figueredo relatou o caminho do dinheiro nas negociações com os seus companheiros de Conmebol e ainda aceitou ter parte dos seus bens bloqueados – foram cerca de US$ 10 milhões (R$ 33 milhões). No seu depoimento, ele afirmou que Teixeira comandava a divisão das propinas. Na Suíça, Teixeira foi investigado pelo Ministério Público, que repassou informações ao FBI. Um delator disse que o ex-presidente da CBF recebeu por uma década propinas em contas na Suíça Montes Claros Em 2011, Ricardo Teixeira recebeu o ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, e seu fedelho leite, com a promessa de colocar Montes Claros na lista das cidades pré-selecionada com um Centro de Treinamento de Seleções na Copa de 2014.
Torcida Galoucura cultua assassino de Che

– A torcida organizada Galoucura, maior organizada do Clube Atlético Mineiro vem idolatrando a figura do general René Barrientos por meio de bandeiras, camisas e até funk. – Pior que empunhar a bandeira de um ditador, assassino, por meio de um funk a torcida ”comemora” a morte de Che Guevara, símbolo da luta dos povos humildes e oprimidos, operários, estudantes e camponeses em todo o mundo. É triste ver jovens, na sua maioria gente de origem simples, trabalhadores, afro-descendentes, moradores de bairros pobres, cultuando um símbolo da elite em detrimento da luta de um dos maiores expoentes da luta popular. Che não representou uma parcela do povo sofrido, representou e lutou por ”todo” este povo desprovido de condições dignas e massacrados pelo sistema dos poderosos, o capitalismo. A perplexidade é maior ao constatarmos o potencial de organicidade e mobilização popular desta agremiação que realiza grandes festas populares pra exaltar a paixão ao grande Clube Atlético Mineiro e para tal conta com toda uma gama de diretores e líderes populares, que deixa transparecer que não se importam com a história popular e tão pouco com o que isto representa. Em seu site oficial a torcida divulgou uma nota: ”O Conselho Administrativo do G.C.R.T.O. Galoucura deixa aqui de forma oficial, a explicação pelo uso da bandeira do General René Barrientos. A Galoucura é uma agremiação de torcedores de futebol, não somos partido político e nem temos ligação com qualquer um, não somos movimento revolucionário ou nada do tipo. A bandeira do General René Barrientos, idealizada por um dos membros do Conselho da Galoucura, tem apenas um objetivo: ” rivalidade”. Assim como o Galo come a Raposa, René acabou com Che, como o outro lado usa a imagem de Che. Usamos a imagem de René Barrientos, mas a mídia e muitas pessoas com ‘birra’ da Galoucura já vieram dizer asneiras do tipo: Galoucura apóia a ditadura, Galoucura contra a Democracia. Carregamos no sangue o orgulho de sermos Atleticanos, Brasileiros, Mineiros, a bandeira do René Barrientos atinge plenamente seu objetivo, a rivalidade,simples, pura e saudável”. Ficam as indagações: Saudável para quem? Por que comemorar o assassinato de um líder do povo sofrido dos quais estes jovens fazem parte? Por que não procurar um símbolo entre os grandes personagens com visão humanista e popular, que a própria Minas Gerais presenteou o povo brasileiro, para simbolizar a grandeza desta organização? A constatação é que, ao se balizar apenas na rivalidade, a Galoucura desce os degraus da sua grandeza para se juntar aos inimigos da humanidade e do povo. Via Vermelho
Corrida do aniversário de Montes Claros

– As inscrições estão abertas até o dia 23 deste mês – No dia 2 de julho, às 8 horas, os amantes da prática esportiva tem encontro marcado na Praça dos Jatobás, em Montes Claros, na Corrida Aniversário de Montes Claros – José Nardel. A prova é promovida pela Secretaria de Esportes da Prefeitura de Montes Claros, em parceria com a Federação Mineira de Atletismo, e terá dois percursos, de 5 e 10 km (Praça dos Jatobás/Ginásio Ana Lopes/Praça dos Jatobás), sendo que no percurso de 10 km se percorrerá o trajeto duas vezes. Além da opção de 5 e 10 km, a competição também terá categorias para portadores de necessidades especiais (PNE, deficientes visuais e cadeirantes) e Escolar (14 a 17 anos), ambas com percurso de 5 km. O valor da inscrição é R$ 30, para a categoria Geral 5 e 10 km, e R$ 15, para a categoria Escolar. A categoria PNE tem inscrição gratuita. Segundo o regulamento da competição, o atleta deficiente visual deverá estar acompanhado de um atleta-guia com o qual deverá estar ligado por corda através de mãos, braços ou dedos. A camisa será disponibilizada a todos os inscritos; a medalha, aos concluintes da prova; e os troféus aos primeiros colocados das categorias de faixa etária (18 a 29 anos; 30 a 39; 40 a 49; 50 a 59; e acima de 60 anos) da corrida de 10 km e da categoria Geral (5 e 10 km). Mas quem deseja participar da prova que festeja os 160 anos da maior cidade do Norte de Minas deve se apressar, pois as inscrições terminam no dia 23 de junho. Os interessados poderão realizar sua inscrição através do site oficial da Prefeitura de Montes Claros (www.montesclaros.mg.gov.br). É interessante lembrar que os atletas menores de 18 anos deverão apresentar autorização assinada pelo pai ou responsável no momento da entrega do kit, que se dará na véspera da corrida, entre 12 e 19 horas, na sede da Secretaria de Esportes, na Praça dos Jatobás. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3229-3474. Imagens da medalha e do troféu da prova Via Ascom-Prefeitura