Montes Claros beneficia entidades com projetos ambientais para a melhoria da qualidade de vida da população

Foi publicado no Diário Oficial da Prefeitura de Montes Claros, o resultado final do processo de seleção dos projetos financiados com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FAMMA), referente ao Edital de Chamamento Público do CODEMA n° 01/2020, que visa à preservação e à conservação do meio ambiente, à educação ambiental e à promoção do desenvolvimento sustentável, contribuindo, assim, com a melhoria da qualidade de vida da população do município de Montes Claros. Dezenas de entidades serão beneficiadas com os seguintes projetos: Horticultura comunitária urbana (construção ou estruturação) Cercamento de nascentes hídricas Sistemas de captação de água de chuva Barraginhas de captação de água da chuva (construção ou manutenção), Métodos de contenção de processos erosivos (curvas de nível e terraceamento) Barramento em leito de curso hídrico Proteção animal Rio Lapa Grande, Parque Estadual da Lapa Grande, Montes Claros/MG. Foto: Fábio Marçal Já iniciou a fase de entrega da documentação das Instituições que tiveram seus projetos aprovados. A lista da documentação encontra-se no Item 8.8 do Edital disponível na página do Marco Regulatório. Os documentos deverão ser originais ou cópias autenticadas. A autenticação pode ser feita no Marco Regulatório, conforme Item 8.10.2 do Edital. Enfim, os envelopes lacrado e devidamente identificado, conforme Item 8.10.1 do Edital, com a documentação, deverá ser entregue na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável à Avenida José Correa Machado, n° 900, Bairro Ibituruna, Montes Claros, entre os dias 22 e 30 de Outubro de 2020, das 8h às 18h. O conteúdo dos envelopes protocolados será de inteira responsabilidade do representante da Associação. Para mais informações, procure o Setor de Educação Ambiental da SEMMA de Montes Claros, telefone 2211.3339, ou o Marco Regulatório, telefone 2211.3233. Para o Secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, Montes Claros é um município que tem investido muito na proteção ambiental, com dezenas de projetos, programas e ações com várias frentes, que vêm impactando a cidade e a zona rural, propiciando uma melhor qualidade de vida para a população.

“Boi Bombeiro” da ministra da Agricultura mostra baixaria que é o governo Bolsonaro

– Por Esmael Moraes – O governo do presidente Jair Bolsonaro é uma baixaria cuja baixeza pôde ser comprovada com a declaração da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta sexta-feira (9). Ela afirmou que o boi é o “bombeiro do Pantanal” e que, se houvesse mais gado no bioma, as queimadas e o “desastre” na região poderiam ter sido menores. A ministra seguiu o padrão Bolsonaro de qualidade, isto é, zero. Tereza Cristina deixou a comunidade internacional boquiaberta discorrer sobre o “Boi Bombeiro”, que, segundo ela, poderia ter evitado as queimadas no Pantanal. “Aconteceu o desastre porque nós tínhamos muita matéria orgânica seca que, talvez, se nós tivéssemos um pouco mais de gado no Pantanal, isso teria sido um desastre até menor do que nós tivemos este ano”, disse a ministra. Não é de hoje que os ruralistas, grupo a qual Tereza Cristina pertence, sonham com a derruba das florestas no Pantanal e na Amazônia para formar pastos e criar “Bois Bombeiros”. O diabo é que a ministra fez as declarações durante uma audiência pública em comissão do Senado, que acompanha ações contra as queimadas no Pantanal. Nenhum dos parlamentares, nenhum, teve a presença de espírito para pedir a demissão imediata da “Menina Veneno“. A tese do “Boi-bombeiro” também é defendida pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e pelo presidente Jair Bolsonaro. Os ambientalistas e a ONG Greenpeace contestam essa possibilidade com a mesma veemência que contestam a ideia de que a “Terra é Plana”. O governo Bolsonaro tem disso mesmo. O boi do pecuarista é bombeiro; não existe fogo na Amazônia, porque ela não existe mais; ministro do meio ambiente é contra as florestas; o presidente não manda, porque delegou aos bancos; o ministro da Fundação Palmares, que deveria zelar pela cultura dos negros, é escravagista; enfim, tudo é um horror absoluto. Os internautas se divertem fazendo memes das palhaçadas. Porém, adverte-se, é muito trágico isso tudo e não se pode rir para esses bandidos travestidos de governantes. Via Blog do Esmael

Mensagem sobre as queimadas: CNBB acompanha indignada a devastação e se solidariza com voluntários

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem sobre as queimadas que ocorrem nos biomas brasileiros da Amazônia, Cerrado e Pantanal. No texto, aprovado na noite desta quarta-feira, 23 de setembro, a entidade afirma que “acompanha indignada a devastação causada pelas queimadas” e se solidariza “com todos os voluntários que arriscam a própria vida, atuando com poucos recursos no combate ao crime sócio ambiental que está ocorrendo”. “A efetiva superação dessa caótica situação só se dará por meio de forte fiscalização, investigação e responsabilização dos culpados, obrigação de reflorestamento, recuperação integral da natureza devastada e reorganização da estrutura econômica”, afirma a CNBB, que também convoca a sociedade brasileira a se unir ainda mais em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Confira o texto na íntegra: Mensagem sobre as queimadas em território brasileiro “As feridas causadas à nossa mãe terra são feridas que também sangram em nós. (Papa Francisco – Mensagem do presidente da Colômbia, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente). A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acompanha indignada a devastação causada pelas queimadas nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Une-se às diversas manifestações de entidades católicas feitas nos últimos dias e enaltece todos que cuidam, com esmero, da Casa Comum, de modo especial os que bravamente combatem os focos de incêndio e trabalham pela preservação da vida nas áreas afetadas. A CNBB se solidariza com todos os voluntários que arriscam a própria vida, atuando com poucos recursos no combate ao crime socioambiental que está ocorrendo e na tentativa de salvar a fauna restante que não foi consumida pelo fogo. Mesmo diante de tamanha destruição, o Governo Federal paradoxalmente insiste em dizer que o Brasil está de parabéns com a proteção de seu meio ambiente. Esta atitude encontra-se em nítida contramão da consciência social e ambiental, na verdade beneficiando apenas grandes conglomerados econômicos que atuam na mineração e no agronegócio. O Ministério Público mostrou ao Governo Federal os lugares mais sensíveis onde o desmatamento e a queimada aconteceriam de forma mais evidente. Até mesmo ações judiciais foram propostas. Nada, entretanto, surtiu efeito que evitasse essa tragédia socioambiental. Não é possível permanecer em silêncio diante, por exemplo, dos cortes orçamentários no Ibama e no ICMBio, bem como do sucateamento dos órgãos de combate e fiscalização. O orçamento liberado para fiscalização do desmatamento no ano de 2019 foi de 102 milhões de reais e ainda sofreu um bloqueio de 15,6 milhões. Neste ano de 2020, o recurso foi ainda menor: conforme o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), aprovado, foram previstos 76,8 milhões para as ações de controle e fiscalização ambiental do Ibama. Isso significa ter 25,2 milhões de reais a menos! De acordo com o Fundo Mundial para a Natureza – WWF-Brasil, apesar da criação do Conselho da Amazônia, com a promessa de melhor controle no bioma por parte das Forças Armadas, agosto deste ano repetiu e mesmo superou a tragédia vivida em 2019, com um pico assustador no número de focos de incêndio. Essa agressão à Casa Comum, teve como resultado, nos anos de 2019 e 2020, recordes na quantidade de focos de queimadas no Cerrado (50.524 e 41.674), no Pantanal (6.052 e 15.973) e na Amazônia (66.749 e 71.499), totalizando, segundo dados do INPE, 123.325 focos em 2019 e 129.146 até 20 de setembro de 2020, correspondendo a um aumento de 5.821, destruindo grande parte da biodiversidade nestes biomas, ameaçando povos originários e tradicionais. Tudo isso se constitui num processo de verdadeiro desmonte das leis e sistemas de proteção do meio ambiente brasileiro. Em meio a toda essa devastação – cujas consequências chegam aos países vizinhos – também o bom senso é agredido tanto pelo o negacionismo explícito e reincidente por parte de nossas lideranças governamentais, quanto pela acusação de que povos e grupos seriam os responsáveis por algumas das queimadas. Esta criminalização, feita perante o mundo, camufla, na fumaça das fake-news, o esforço desses povos por sobrevivência, além de trazer o caos da desinformação. Não basta, porém, apenas constatar com tristeza a destruição ambiental e o desrespeito ao ser humano. Por isso, a CNBB convoca a sociedade brasileira a se unir ainda mais em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil, reforçando a voz dos que desejam um país mais justo e solidário, empenhados na proteção da Casa Comum, partindo dos mais vulneráveis. A efetiva superação dessa caótica situação só se dará por meio de forte fiscalização, investigação e responsabilização dos culpados, obrigação de reflorestamento, recuperação integral da natureza devastada e reorganização da estrutura econômica. Em meio a nossas diferenças, permaneçamos firmes na esperança e na união, solidificados na certeza de que a vida, em especial a vida humana, é o valor maior que nos cumpre preservar. Brasília, DF, 23 de setembro de 2020 Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte, MG Presidente Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre, RS 1º Vice-Presidente Mário Antônio da Silva Bispo de Roraima, RR 2º Vice-Presidente Joel Portella Amado Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ Secretário-Geral Fonte: CNBB

Pantanal em chamas: Incêndios já atingiram cerca de 20% da reserva

 – Santuário ecológico sofre com uma das maiores secas em décadas, provocada pela degradação da Amazônia e pela ação criminosa do governo Bolsonaro que vem desmontando órgãos de proteção ambiental – O Pantanal, bioma localizado nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,  considerado um dos maiores pântanos do planeta, com 150 mil quilômetros quadrados, vem sendo consumido pelo fogo nos últimos meses. Trata-se da maior tragédia ambiental em décadas, segundo os ambientalistas. Os focos de incêndios registrados no Pantanal já destruíram quase 20% da reserva e colocam em risco a fauna e a flora do santuário ecológico, onde existe a maior concentração de onças pintadas do país e de várias outras espécies raras de animais e aves que só são encontradas naquela região, além de colocar em risco povos indígenas e comunidades tradicionais que ali vivem. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre janeiro e agosto, foram registrados pelos satélites um total de 10.153 focos de incêndio no Pantanal, Para se ter ideia do desastre, o número de focos supera os 10.048 pontos de queimadas contabilizados pelo Inpe entre 2014 e 2019. Comparado com o ano passado, por exemplo, quando houve aumento das queimadas criminosas na Amazônia e no Pantanal, o número deste ano é três vezes superior aos 3.165 focos de incêndio verificados entre janeiro e agosto de 2019. Efeito Amazônia O Pantanal também sofre com o desmatamento e com uma das piores secas dos últimos anos, que tem sido apontada como uma das causas principais dos incêndios. Segundo os especialistas, um dos fatores associados à falta de chuva no Pantanal e em outros biomas brasileiros é a degradação da Amazônia atingida pelo desmatamento criminoso e pela ação do garimpo ilegal. “Pesquisadores e cientistas apontam que é da Amazônia que vem a maior parte da umidade que alimenta o Pantanal. A floresta lança no ar a umidade que é levada pelas correntes até esbarrar na Cordilheira do Andes. De lá, volta distribuindo chuva por nossa região se estendendo até a região Sul do Brasil. Quando essa camada verde começa a ser destruída, não lança tanta umidade assim e falta chuva no Centro-Oeste. É visível que nos últimos dois anos as chuvas ficaram mais escassas em Mato Grosso”, afirma a deputada federal Rosa Neide (PT-MT), em publicado no site do PT na Câmara. Somado a tudo isso ainda existe a inoperância e irresponsabilidade do governo Bolsonaro que investe sistematicamente no desmonte dos órgãos de fiscalização e proteção ambiental como o Ibama e o Instituto Chico Mendes. A fiscalização ambiental durante o atual governo já caiu cerca de 50%. Os crimes ambientais cometidos por Bolsonaro, tanto na Amazônia como em demais biomas brasileiros, repercute no mundo todo e a imprensa .internacional tem denunciado diariamente desastres ambientais, como os incêndios que destroem o Pantanal.

Militares fecham os olhos para a boiada passar, porque o Ibama está de braços atados

 – Segundo Denis Rivas, presidente da Ascema, os fiscais ambientais perderam a autonomia e estão subordinados aos militares – “O Ibama está de braços atados nesse governo”. A afirmação é de Denis Rivas, servidor do ICMBio e presidente da Associação Nacional de Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema).Desde a publicação em 7 de maio do Decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizou o envio das Forças Armadas para combater crimes ambientais na Amazônia, os fiscais ambientais estão subordinados ao Exército, sem autonomia para decidir os alvos das operações. O número de fiscais caiu para um número crítico e, segundo Rivas, não há perspectiva concreta de concurso. A gravidade da situação fica clara em dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo jornal Estado de S. Paulo. Segundo o jornal, o Ibama possui hoje 591 agentes ambientais para enfrentar o avanço do crime ambiental não só na Amazônia, mas em todo o país. O quadro atual de agentes é 55% inferior ao que o instituto detinha dez anos atrás. Em 2010, eram 1.311 fiscais em atuação. Trata-se do pior cenário de fiscalização desde a fundação do Ibama, em 1989. O jornal questionou o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente sobre medidas a serem tomadas ante a situação crítica. Não houve resposta do Ibama. O MMA declarou que encaminhou a solicitação de concurso público ao Ministério da Economia, que até agora não se posicionou sobre o assunto. “Houve uma redução grande do número de fiscais. O que dificulta bastante o trabalho da fiscalização são as declarações que legitimam a atividade ilegal. Essas declarações e essas visitas que o ministro [Ricardo Salles] faz a madeireiros e grileiros acabam legitimando a prática do crime ambiental”, afirma Denis Rivas. No início deste mês, o Ministério da Defesa chegou a suspender uma operação em área de garimpo ilegal no Pará, na terra indígena Munduruku, após garimpeiros se reunirem com o ministro Ricardo Salles para reclamar. Após a repercussão negativa, a Defesa anunciou a retomada da ação. Segundo Rivas, é preciso recompor o quadro de servidores, já que os militares não têm a qualificação dos fiscais. “Toda a atividade de inteligência que o Ibama tinha, toda a experiência foi perdida. As Forças Armadas não têm essa experiência e não seguem as sugestões que o Ibama encaminha. Inclusive a escolha dos alvos, que era uma prerrogativa do Ibama”. O presidente da Ascema diz ainda que cresceram os casos de agressões aos fiscais, que antes eram raros. Na avaliação dele, criminosos ambientais se sentem fortalecidos pelo discurso do governo. “Acredito que estão se sentindo fortalecidos e representados. Na primeira ação da fiscalização, já cogitam reagir com agressão aos fiscais, se organizar para ir para Brasília conversar com o ministro. O governo recebe a todos os invasores e não recebe pessoas qualificadas”, afirma Rivas. Via Vermelho

Ecocrédito, é um programa de crédito ambiental que incentiva a preservação de recursos naturais

Na sexta-feira, 17, foi comemorado o Dia do Protetor de Florestas, também chamado de Curupira. Essa figura do folclore brasileiro é conhecida pelos seus cabelos vermelhos, pelos pés virados para trás e por ser associado com a proteção das matas. Com o objetivo de premiar e incentivar produtores rurais a preservar e recuperar áreas de relevante interesse ambiental, a Prefeitura de Montes Claros criou o Ecocrédito, um programa de crédito ambiental que incentiva a preservação de recursos naturais, a proteção de nascentes e o melhoramento das condições ambientais da fauna e flora. O Ecocrédito concede, para cada hectare preservado, um bônus anual de R$ 181,60. A compensação é feita com a entrega de cédulas especiais que podem ser usadas no pagamento de tributos municipais – IPTU, ISS, ITBI e Taxas Municipais. Podem também ser usadas para pagar lances em leilões de bens do município, ou pagar serviços voltados à preservação ambiental. O proprietário rural pode utilizar as cédulas para fazer compras em lojas, competindo então aos comerciantes usá-las no recolhimento de impostos da Prefeitura. O programa gera receita para produtores rurais do município que cuidam de matas e nascentes e adotam práticas conservacionistas de agricultura. Além do bônus, o município ainda disponibiliza arames para o cercamento das nascentes, beneficiando o produtor, o município e o meio ambiente. Além das áreas protegidas pelo Ecocrédito, o município de Montes Claros possui várias áreas de florestas, dentre elas, o Parque Estadual da Lapa Grande, localizado a 12 km do centro de Montes Claros, que possui cerca de 7,6 mil hectares, onde estão mananciais que fornecem água para cerca de 30% da população do município.

Sporophila maximiliani – Norte de Minas abriga bicudo que corre risco de extinção

O Norte de Minas está abrigando aves da espécie Sporophila maximiliani, popularmente conhecida como bicudo, que encontra-se criticamente ameaçada de extinção, por causa do tráfico de animais silvestres, mas foi reintroduzida na área da Reserva Particular do Patrimônio Natural Porto do Cajueiro, que fica em Januária. O projeto Bicudo é do fundador e voluntário da ONG Associação Para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro (Angá), Gustavo Malacco, que pleiteia o reconhecimento do selo “Semad Recomenda” para o projeto coordenador por diversas entidades, que busca reintroduzir no meio ambiente em Minas Gerais essa espécie. O projeto trabalha em parceria com criadores conservacionistas, que doam alguns dos animais para que possa ser realizada uma adaptação ao meio ambiente e posterior soltura, acompanhada por um monitoramento em campo. Essa iniciativa foi apontada pelo secretário Germano Vieira como a inspiração para o lançamento do selo. “O selo é muito importante para reconhecer e certificar as boas práticas ambientais e destacar o que tem sido feito de bom em Minas. Eu acho que é um ótimo momento e uma ótima oportunidade para que essas organizações se sintam motivadas e inspiradas a trabalhar novos projetos que contribuam para o meio ambiente”, diz Malacco. O Selo “Semad Recomenda” foi criado para valorizar o desenvolvimento de um meio ambiente ecologicamente equilibrado a partir de práticas de proteção e conservação ambiental. O selo foi oficialmente anunciado em fevereiro deste ano e que teve as regras do edital divulgadas na manhã desta terça-feira, dia 14 de julho, em evento virtual e transmitida por videoconferência, em razão da pandemia de Covid-19, e contou com a presença de autoridades do Governo de Minas, membros do setor empresarial, representantes do terceiro setor. O selo pretende reconhecer e agraciar aquelas ações que prezem pela conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade, por melhorias no saneamento, adoção de fontes de energia sustentável, ações de educação ambiental e incentivo ao turismo ecológico. Também tem o objetivo de promover a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade, podendo ser contempladas ações envolvendo a flora ou a fauna, silvestre ou doméstica; a redução da geração de resíduos sólidos e a promoção de seu reaproveitamento adequado; o fomento às ações de economia circular, dentre uma série de outras ações que promovam o desenvolvimento sustentável para Minas Gerais. A ferramenta não tem caráter de competição, concorrência ou aplicação de critério classificatório para distinguir os requerentes. O objetivo é reconhecer boas práticas e instigar a cultura de desenvolvimento de programas, projetos e iniciativas ambientais por parte da sociedade civil.

Desastre ambiental de Salles e Bolsonaro prejudica empresas brasileiras

 – Empresas cobram do governo Jair Bolsonaro ações efetivas no combate ao desmatamento para evitar perder acesso aos mercados internacionais A destruição ambiental e o desmonte das estruturas de fiscalização pelo governo Jair Bolsonaro e implementada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vem deteriorando a imagem do Brasil e prejudicando o acesso de empresas brasileiras aos mercados internacionais. Na semana passada, um grupo de 36 empresas nacionais promoveu uma articulação conjunta para tratar da questão e para cobrar ações efetivas no combate ao desmatamento. Investidores estrangeiros também se reuniram com o vice-presidente, general Hamilton Mourão, para cobrar ações efetivas na proteção do meio ambiente. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo a insatisfação veio na esteira do dados que apontam os seguidos aumentos do desmatamento na Amazônia , que em junho registrou o 14º mês seguido de crescimento, alcançando mais de 1.000 km², a maior área desde o início da série histórica, em 2015. “Não há mais chance de Salles recuperar qualquer credibilidade no Brasil ou no mundo. Ou governo se livra dele, ou qualquer medida será permanentemente questionada e vista com desconfiança”, disse o presidente do Instituto Ethos. Caio Magri, à reportagem. Desde o ano passado que investidores vêm alertando para o aumento do desmatamento e, também para suas consequências, Em setembro, fundos de investimentos que administravam valores superiores a US$ 16 trilhões emitiram, sem sucesso, uma carta pública condenando a devastação. Em junho deste ano, outros 29 gestores responsáveis por US$ 4,1 trilhões enviaram de forma direta cartas para as embaixadas do Brasil visando discutir a questão ambiental no governo Bolsonaro. Nesta linha, grupos que atuam no Brasil já enfrentam boicotes aos seus produtos. Um dos casos mais recentes é o da Cargill. A empresa foi excluída da lista de fornecedores da Grieg Seafood pela suspeita de ligações com o desmatamento ilegal. A Nestlé, também deixou de comprar soja brasileira pela mesma razão. Em dezembro, a Nestlé também parou de comprar soja brasileira da Cargill ao não conseguir rastrear a origem do grão. Exportadores de couro também estão sofrendo boicotes de grande marcas varejistas.

Senado aprova novo marco legal do saneamento que abre setor para privatizações

 – Além de facilitar a privatização de estatais, o projeto de lei (PL) 4.162/2019 prorroga o prazo para o fim dos lixões – O Senado aprovou nesta quarta-feira (24) o novo marco legal do saneamento básico com um placar de 65 votos favoráveis e 13 contrários. O Projeto de Lei (PL) 4.162/2019 facilita a privatização de estatais do setor e prorroga o prazo para o fim dos lixões e agora precisa da sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para entrar em vigor. O relator da matéria, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), rejeitou todas as emendas de mérito propostas para que o texto não volte à Câmara e o texto aprovado é o mesmo que foi aprovado pela Câmara. O novo marco transforma os contratos em vigor em concessões com a empresa privada que vier a assumir a estatal. O projeto também extingue o modelo atual de contrato entre os municípios e as empresas estaduais de água e esgoto – pelas regras em vigor, as companhias precisam obedecer critérios de prestação e tarifação, mas podem atuar sem concorrência. Além disso, o texto torna obrigatória a abertura de licitação envolvendo empresas públicas e privadas. A proposta prevê que os contratos que já foram assinados serão mantidos até março de 2022 e poderão ser prorrogados por 30 anos. No entanto, esses contratos deverão comprovar viabilidade econômico-financeira, ou seja, as empresas devem demonstrar que conseguem se manter por conta própria – via cobrança de tarifas e de contratação de dívida. Os contratos também deverão se comprometer com metas de universalização a serem cumpridas até o fim de 2033: cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto. Essas porcentagens são calculadas sobre a população da área atendida. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Sinis) de 2018, 83,6% da população brasileira tem acesso a serviços de abastecimento de água e 53,2% usam serviços de esgotamento sanitário. De acordo com as entidades, a privatização do serviço pode impedir o acesso aos serviços por uma parte da população.

Dia Mundial do Meio Ambiente será comemorado com o início da revitalização da Praça da Matriz

O Dia Mundial do Meio Ambiente é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e comemorada todos os anos, no dia 5 de junho. Para comemorar a data, a Prefeitura de Montes Claros irá iniciar a revitalização de várias praças da cidade, inclusive da histórica Praça Doutor Chaves, a Praça da Matriz. O custo da obra ficará em R$ 520 mil, e a praça será fechada com tapumes para evitar a circulação de pessoas durante a reforma. Os tapumes serão pintados por artistas e grafiteiros, com temas livres. A Praça da Matriz faz parte do núcleo inicial de constituição da cidade, e está localizada em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição e São José, sendo anteriormente denominada Largo da Matriz. A Praça, desde sua formação, é um local de encontros e sociabilidade. Nela são realizadas, tradicionalmente, as festas religiosas e culturais da cidade, tais como as do Divino Espírito Santo, São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. A Praça foi reformada em 1957, por ocasião do centenário da cidade. E, em 2007, foi totalmente revitalizada, mantendo suas características originais, na ocasião do sesquicentenário de Montes Claros. Por causa de sua importância cultural para a cidade, seu Conjunto Urbanístico foi tombado pela Prefeitura de Montes Claros. No início deste ano, a Prefeitura de Montes Claros inaugurou o Largo Cultural Georgino Jorge de Souza Júnior, na lateral da Praça, em homenagem ao professor, escritor, jornalista, cartunista, artista plástico, cronista, poeta e compositor, Georgino Jorge de Souza Júnior, falecido em 2018. O Largo é um importante espaço para a cultura montes-clarense e norte mineira, já que ampliou a capacidade da Praça da Matriz de receber diversos eventos artísticos, culturais e folclóricos. DIA DO MEIO AMBIENTE O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972 com o objetivo de conscientizar e alertar a população e os governos mundiais sobre os perigos do estilo de vida moderno e a importância de cuidarmos do mundo em que vivemos. Tudo começou em Estocolmo, capital da Suécia, quando representantes de vários países e ONGs se uniram em prol das soluções ambientais, em uma conferência sobre o ambiente humano. Foi assim que o dia 5 de junho foi escolhido oficialmente como o Dia Mundial do Meio Ambiente. A Colômbia sediará o Dia Mundial do Meio Ambiente 2020, que tem a “Biodiversidade” como tema escolhido.