Brasil assume presidência do Conselho de Segurança da ONU neste domingo, 1º

Mandato vai até outubro. Brasil é o país mais eleito para compor grupo, mas ainda não conseguiu firmar desejo de se tornar membro permanente A partir deste domingo, 1º de outubro, o Brasil assume a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, ocupando uma das 10 vagas para membros não permanentes. Este é o segundo mandato temporário brasileiro no atual biênio – a primeira ocorreu em julho de 2022. O país é um dos maiores participantes entre os membros não permanentes, ficando atrás apenas do Japão, e esta é a 11ª vez que o Brasil assume um responsabilidade desde a criação do Órgão em 1948. Durante o seu mandato, que se estende até o final deste ano, a delegação brasileira apresentará como tema principal a importância das instituições bilaterais, regionais e multilaterais na prevenção, resolução e mediação de conflitos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, presidirá uma audiência sobre esse assunto em 20 de outubro. A paz e a igualdade de gênero também estão entre os temas que serão pautados pelo país. “É um evento que está na agenda para chamar a atenção para o papel que as mulheres podem exercer nos processos de prevenção e resolução de conflitos e presença nas operações de paz”, afirmou o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do MRE, embaixador Carlos Márcio Cozendey. O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 países, sendo cinco com cadeiras fixas (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) e 10 posições rotativas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido um assento permanente para o Brasil no grupo, mas essa discussão ainda não avançou. Recentemente, o Brasil condicionou seu apoio à ampliação do Brics à sua proposta de reforma do Conselho de Segurança da ONU, incluindo vagas fixas para África do Sul e Índia. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU em 19 de setembro, Lula ressaltou que o Conselho “vem perdendo progressivamente sua credibilidade” devido à falta de reformas. O Conselho O Conselho de Segurança da ONU, fundado em janeiro de 1946, tem como missões principais manter a paz e a segurança internacional, desenvolver relações amistosas entre as nações, cooperar para resolver problemasi nternacionais e promover o respeito aos direitos humanos, além de harmonizar as ações das nações em um centro de cooperação. No total, 15 países integram o grupo, mas só cinco são membros permanentes. São eles: China Estados Unidos França Reino Unido Rússia Esses cinco países têm poder de veto, o que significa queq ualquer um deles pode vetar propostas de resoluções do conselho, fundamentando-se em interesses nacionais locais. Atualmente, os 10 países que ocupam as vagas de membros não-permanente são: Brasil Gabão Gana Emirados Árabes Unidos Albânia Equador Japão Malta Moçambique Suíça Antes do Brasil, os Emirados Árabes exerciam a presidência do Conselho

Rússia se diz pronta para negociar acordo de paz na Ucrânia

Lavrov destacou os esforços de paz que vêm sendo empreendidos pelos países do Sul Global Moscou considerará todas as propostas sérias para resolver o conflito na Ucrânia se elas atenderem aos interesses legítimos da Rússia, afirmou o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, durante conversas com o Ministro das Relações Exteriores de Mianmar, Than Swe. “Estamos prontos para considerar quaisquer propostas sérias que levem em conta as realidades no terreno e os interesses legítimos básicos da Federação Russa”, disse o ministro russo em suas observações iniciais. Ele afirmou que alguns países do Sul Global já enviaram iniciativas à Rússia para resolver o conflito na Ucrânia “aparentemente motivados por sinceras intenções.” CONTINUA APÓS O ANÚNCIO Lavrov também destacou que Moscou valoriza muito a “posição ponderada, equilibrada e objetiva dos amigos de Mianmar em relação ao que está acontecendo na Ucrânia.”

Pobreza cresce nos Estados Unidos e alcança 12,4% dos habitantes

Norte-americanos viram a desigualdade crescer entre 2021 e 2022 A taxa de pobreza nos Estados Unidos, medida pela SPM (Medida de Pobreza Suplementar), registrou um aumento alarmante em 2022, chegando a 12,4% da população, em comparação com os 7,8% registrados no ano anterior (2021). Essa drástica elevação na taxa de pobreza tem gerado preocupações no país norte-americano. Continua após a publicidade Um dos grupos mais afetados por essa tendência é o das crianças, onde a pobreza mais do que dobrou, passando de 5,2% em 2021 para 12,4% em 2022. Esse aumento na pobreza infantil é alarmante, uma vez que representa um retrocesso significativo nas condições de vida das futuras gerações. Diversos fatores têm contribuído para esse cenário. Primeiramente, o aumento no custo de vida, incluindo habitação, alimentação e combustíveis, que tem impactado diretamente a capacidade financeira das famílias americanas. Além disso, o fim de programas de auxílios implementados durante a pandemia, que proporcionavam suporte financeiro a famílias de baixa renda, agravou a situação econômica de muitos americanos. Uma família nos Estados Unidos é considerada pobre pela SPM se uma casa alugada com quatro pessoas tiver uma renda anual inferior a US$ 34.518. Essa linha de pobreza também foi ajustada devido à inflação, que aumentou a partir de US$ 31.453 em 2021 para US$ 34.518 em 2022. O impacto da inflação é uma das razões para a elevação da linha de pobreza e, consequentemente, da taxa de pobreza no país. A Casa Branca, por sua vez, observa que os números de 2023 indicam uma melhora na situação, com uma redução na inflação e um aumento na renda média das famílias. No entanto, ressalta que o aumento da pobreza em 2022 se deveu principalmente ao fim dos programas de auxílio para crianças, já que o parlamento americano não quis renová-los.

BRICS convidam 6 nações, incluindo a Arábia Saudita, para aderir ao bloco

Cyril Ramaphosa, diz que países serão admitidos no próximo ano no que seria a “primeira fase” do processo de expansão Por Filipe Porto* Os cinco países do BRICS convidaram Argentina, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos para se juntarem ao grupo, conforme declaração feita nesta quinta-feira. O processo de ingresso terá início em 2024, no que parece ser uma “primeira fase” do processo de expansão do grupo. “Valorizamos o interesse de outros países na construção de uma parceria com os Brics” e outras expansões seguir-se-ão no futuro, depois de os países centrais chegarem a um acordo sobre os critérios de adesão”, disse o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Nas redes sociais, o presidente Lula relembrou que trata-se da primeira expansão dos BRICS desde a adesão da África do Sul, em 2010, e declarou estar impressionado com a maturidade e os resultados que o grupo alcançou até então. “A relevância do BRICS é confirmada pelo interesse crescente que outros países demonstram de adesão ao agrupamento. Como indicou o Presidente Ramaphosa, é com satisfação que o Brasil dá as boas-vindas aos BRICS a Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã”, acrescentou o presidente. A maturidade na qual o presidente Lula se refere não surge do além. A inclusão do Irã e da Arábia Saudita, maiores produtores mundiais de petróleo fora dos EUA, e também os primeiros membros do Oriente Médio no BRICS, ocorre no mesmo ano em que a China intermediou o processo de normalização das relações entre Riade e Teerã. A presença de países tão diversificados na cúpula mostra que apesar das complexidades de um cenário internacional turbulento, é possível fortalecer a cooperação. Alguns dos novos membros despontam como parceiros estratégicos na cooperação em defesa com a Índia, como os Emirados Árabes Unidos e o Egito. Nesse sentido, a expansão do bloco fortalecerá ainda mais não só o BRICS, mas também impulsionar a política externa de Nova Délhi. Em termos econômicos, a participação dos BRICS no PIB global passa de 32% para 37%, com base na paridade de poder de compra e muito representada pelos Emirados Árabes Unidos. “Respeitamos a visão da liderança do BRICS e apreciamos a nossa inclusão como membro deste importante grupo”, disse o príncipe Mohammed bin Zayed al-Nahyan. Os líderes dos BRICS também incumbiram os seus ministros das finanças (e respectivamente governadores do Novo Banco de Desenvolvimento) a desenharem estratégias no âmbito dos bancos centrais para reduzir a dependência do dólar estadunidense no comércio intrabloco, impulsionar a utilização de moedas locais, acordos financeiros e sistemas de pagamentos alternativos. * Filipe Porto é mestrando em Relações Internacionais pela Universidade Federal do ABC e pós graduado em Jornalismo Internacional pela FAAP. É pesquisador associado do Observatório de Política Externa Brasileira (OPEB/UFABC) e do Núcleo de Avaliação da Conjuntura (EGN/Marinha do Brasil), com ênfase nas relações da China com o mundo. @filipeporto_ filipesporto@oulook.com Via GGN

Trump vai pagar R$ 1 milhão para aguardar julgamento na Geórgia em liberdade

O ex-presidente mais 18 pessoas são acusados de tentar reverter o resultado da eleição de 2020 nos EUA O ex-presidente americano, Donald Trump, afirmou que irá se entregar às autoridades da Geórgia, nos Estados Unidos, e disse que vai comparecer na próxima quinta-feira (24) em um tribunal do estado. As declarações ocorreram na própria plataforma do ex-presidente, a “Truth Social”. “Você acredita nisso? Estarei indo para Atlanta, Geórgia, na quinta-feira para ser preso”, iniciou. Trump, na Georgia, foi acusado de uma suposta tentativa de reverter o resultado das eleições presidenciais estadunidenses em 2020. O ex-mandatário ainda terá de pagar uma fiança no valor de 200 mil dólares (R$ 987.820,00 na cotação atual) estipulada pelo juiz do caso para não ter de aguardar a decisão da sentença na cadeia. Além de Trump, o tribunal de Atlanta indiciou mais outros 18 aliados e ex-assessores do ex-presidente pela suposta participação no esquema. Os acusados são investigados por supostamente terem exercido pressão sob as autoridades locais, dentre elas, o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, do partido Republicano, para agir na interferência direta na contagem de votos no estado.

Donald Trump, ex-presidente dos EUA, é aguardado para se entregar na prisão

trump

Ele é acusado de interferência ilegal para mudar resultado das eleições de 2020 O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, é aguardado para se entregar na prisão do condado de Fulton, conforme anunciado pelo xerife local em um comunicado divulgado na terça-feira (15). Juntamente com outros 18 co-réus acusados na segunda-feira de tentar subverter o resultado das eleições de 2020 na Geórgia, Trump, acusado de 13 crimes, incluindo associação criminosa, ainda não indicou publicamente quando pretende se entregar antes do prazo de 25 de agosto estabelecido pela procuradora do condado de Fulton, Fani Willis. A declaração do gabinete do xerife do condado de Fulton abordou a questão fundamental de onde o ex-presidente seria detido e processado como réu criminal. “Neste ponto, com base nas orientações recebidas do gabinete do procurador do distrito e do juiz presidente, espera-se que todos os 19 réus mencionados na acusação sejam detidos na Penitenciária Rice Street”, diz a declaração. “Lembre-se de que os réus podem se apresentar a qualquer momento. A prisão está aberta 24 horas por dia”, afirma o comunicado à imprensa. “Além disso, devido à natureza sem precedentes deste caso, algumas circunstâncias podem mudar com pouco ou nenhum aviso.” A maioria dos réus acusados no condado de Fulton geralmente é detida na prisão do condado. O xerife do condado de Fulton, Pat Labat, sugeriu anteriormente que deseja tratar os réus acusados no caso de subversão das eleições de Trump da mesma forma que qualquer outro réu seria tratado. “A menos que alguém me diga o contrário, seguiremos práticas normais. Não importa o seu status, teremos fotos de ficha prontas para você”, disse Labat no início deste mês à CNN. O xerife agora terá que negociar com o Serviço Secreto e os advogados de Trump sobre a logística da entrega de Trump. Réus que não são imediatamente presos após a acusação – como foi o caso de Trump e seus associados – geralmente negociam uma fiança, se aplicável, e outros termos de liberação com o escritório do procurador do distrito. Rudy Giuliani, ex-advogado de Trump, que também está acusado no caso, disse na terça-feira no programa de rádio WABC que escolherá um dia na próxima semana para se entregar às autoridades, acrescentando: “Deve haver uma fiança, imagino. Meio bobagem eu ter fiança, eu quero dizer, apareci lá voluntariamente e prestei depoimento.” A acusação de 41 crimes revelada na noite de segunda-feira apresenta uma ampla investigação liderada por Willis sobre os esforços mais graves dos aliados de Trump para interferir nas eleições presidenciais de 2020. Ela acusa o ex-presidente de ser o chefe de uma “empresa criminosa” que fez parte de uma conspiração ampla para reverter sua derrota eleitoral na Geórgia. As acusações na acusação incluem: declarações falsas e solicitação a legislaturas estaduais; declarações falsas e solicitação a autoridades estaduais de alto escalão; a criação e distribuição de documentos falsos do Colégio Eleitoral; o assédio a trabalhadores eleitorais; a solicitação de autoridades do Departamento de Justiça; a solicitação do então vice-presidente Mike Pence; a violação ilegal de equipamentos eleitorais; e atos de obstrução.

Trump se apresenta à Justiça para ser acusado de conspiração contra os EUA

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se apresentou, nesta quinta-feira (3), a um tribunal federal em Washington para responder à acusação de liderar uma conspiração criminosa para reverter os resultados das eleições presidenciais de 2020, visando permanecer na presidência. Trump chegou ao E. Barrett Prettyman por volta das 16h20 (horário de Brasília), onde teve as impressões digitais colhidas e foi formalmente acusado pelo promotor especial, Jack Smith É a terceira vez em quatro meses que o ex-presidente apresenta-se a um órgão judicial para ouvir acusações criminais. Ele viajou de Nova Jersey para Washington na tarde desta quinta. Antes de embarcar para a capital americana, fez uma série de publicações na Truth Social, rede social que criou após deixar a Casa Branca em 2021, e voltou a atacar as eleições de 2020 e o presidente Joe Biden, além de dizer que estaria indo para Washington para “ser preso”, o que não ocorreu até o momento. “Estou a caminho de Washington, D.C., para ser preso por ter desafiado uma eleição corrupta, manchada e roubada. É uma grande honra, porque estou sendo preso por vocês. Torne os EUA grandes novamente!”, escreveu o republicano.tru

Candidata de esquerda pode ganhar eleição do Equador no primeiro turno

Luisa González é representante do partido Revolução Cidadã, o mesmo de Rafael Correa Faltando pouco mais de 40 dias para o primeiro turno das eleições presidenciais do Equador – marcado para 20 de agosto –, o cenário apresentado pelas pesquisas de opinião mostra um clima bastante favorável à candidata Luisa González, representante do partido de esquerda Revolução Cidadã. Nas três medições mais recentes, ela aparece com índices de intenção de voto que a deixam muito próxima da possibilidade de uma vitória já no primeiro turno, considerando as regras eleitorais equatorianas. Existem duas formas pelas quais um candidato pode vencer as presidenciais no Equador já no primeiro turno. Uma delas, a mais comum na maioria dos países do mundo com regime presidencialista, consiste em superar os 50% dos votos válidos, independente da votação dos demais candidatos. A outra opção requer uma votação acima dos 40%, desde que a diferença para o segundo mais votado seja superior a 10% dos votos. Essa segunda alternativa parece ser alcançável pela candidata progressista, segundo a pesquisa do instituto Comunicaliza, publicada na última sexta-feira (07/07). No estudo, Gonzáles aparece com 37,5% dos votos válidos, enquanto seu adversário mais próximo, o liberal Otto Sonnenholzner, do partido Avança, aparece com 17,3%, e o terceiro colocado, Yaku Pérez, do Unidade Popular, tem 14,8%. Dias antes, uma pesquisa mostrou González já com o percentual necessário para a vitória já no primeiro turno. Segundo a consultora Negocios y Estrategias, em medição divulgada no dia 29 de junho, a candidata do Revolução Cidadã aparece com 41,4% dos votos válidos, enquanto Sonnenholzner teria 11,2% e Pérez 10,6%. Se esse cenário se repetir na votação do dia 20 de agosto, ela será eleita. Outras pesquisas publicadas na última semana mostram o mesmo cenário, com González muito próxima dos 40% dos votos, enquanto Sonnenholzner e Pérez, sempre em empate técnico entre os dois, enfrentam o duplo desafio de conquistar o segundo lugar e alcançar uma votação que permita a realização do segundo turno. Luisa González é candidata pelo partido Revolução Cidadã, cujo líder é o ex-presidente Rafael Correa – que vive na Bélgica, onde reside graças ao asilo político entregue pelo governo desse país, devido aos problemas que enfrenta na Justiça do Equador, que ele considera como “casos de lawfare”, comparando-os aos enfrentados pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em 2018. Primeira mulher presidente A candidata progressista busca ser a primeira mulher eleita presidente do Equador, país que já teve uma liderança feminina, mas por apenas cinco dias: em 6 em fevereiro de 1997, o então presidente Abdalá Bucaram foi destituído pelo Congresso do país, sob a acusação de “incapacidade mental”, e a escritora Rosalía Arteaga, que era sua vice, assumiu o poder. Em seu curtíssimo mandato, ela teve que enfrentar pressões do Congresso, que tentou impor a nomeação de Fabián Alarcón, então presidente do Legislativo, em lugar do mandatário destituído. Arteaga resistiu até o dia 11 de fevereiro, quando as Forças Armadas anunciaram seu apoio a Alarcón e a obrigaram a renunciar. Caso chegue à Presidência do país, Luisa González deve ter um cenário político mais favorável. Atualmente, o Revolução Cidadã é o partido com maior representação na Assembleia Nacional unicameral do Equador. Embora as eleições de 20 de agosto também incluam a renovação total do Legislativo, a tendência, segundo grande parte dos analistas políticos equatorianos, é que o partido de González mantenha sua maioria na Assembleia Nacional, ou talvez a amplie.

Bolsonaro inelegível enquanto Trump segue candidato, compara o New York Times

Deu no New York Times. O jornal americano compara a disparidade entre os sistemas políticos nos Estados e no Brasil. Por um lado, os ex-presidentes Jair Bolsonaro, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, compartilharam comportamentos notavelmente semelhantes após perderem as eleições, com alegações de fraude eleitoral e invasões de prédios do governo por seus apoiadores. No entanto, suas trajetórias políticas tiveram desfechos opostos. Enquanto Trump permanece uma figura influente e pode concorrer novamente à presidência, Bolsonaro foi barrado pelo tribunal eleitoral brasileiro pelo abuso de seu poder ao questionar a integridade do sistema de votação. Bolsonaro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030. Nos EUA, a Constituição não impede que um indivíduo concorra a um cargo mesmo quando acusado ou indiciado. Trump, embora enfrente acusações, pode oficialmente ser candidato à presidência em 2024. Por outro lado, no Brasil, a legislação estabelece que políticos que abusam de seus cargos podem ser temporariamente inelegíveis. Essa abordagem mais proativa dos tribunais brasileiros, em vez de deixar o destino nas mãos dos eleitores, deixou Bolsonaro inelegível – sem o direito de disputar um mandato político – pelo resto da década. Essa disparidade nas consequências reflete diferenças fundamentais entre os sistemas políticos e governamentais dos dois países. Nos Estados Unidos, as eleições são conduzidas pelos estados, com poucos obstáculos para a candidatura, permitindo que Trump persista como uma figura influente. Já no Brasil, as eleições são regidas pelo TSE, que impõe restrições aos candidatos, como vimos com Bolsonaro. O sistema político centralizado do Brasil também impediu que Bolsonaro travasse uma batalha prolongada sobre os resultados eleitorais, semelhante à experiência de Trump nos EUA. No Brasil, o sistema de votação eletrônica agiliza a contagem dos votos, e a autoridade eleitoral central declara rapidamente o vencedor, evitando a incerteza prolongada que ocorreu nos EUA após a eleição de 2020. Enquanto isso, o Brasil adotou uma abordagem mais agressiva contra a desinformação e teorias antidemocráticas, por meio de ações rigorosas dos tribunais. No entanto, essa postura centralizadora também gerou críticas por restringir a participação do eleitor e aumentar o poder dos juízes. Em última análise, apesar das semelhanças nas condutas de Bolsonaro e Trump, as diferentes estruturas políticas de seus países resultaram em resultados políticos contrastantes. O sistema dos EUA deixou o destino de Trump nas mãos dos eleitores, enquanto o sistema brasileiro agiu de forma mais assertiva para proteger a jovem democracia do país, segundo o jornal The New York Times.

Submarino desaparecido: destroços são encontrados perto do Titanic

A Guarda Costeira encontrou nesta quinta-feira (22) destroços nas áreas de busca pelo submarino desaparecido enquanto fazia uma expedição pelo Titanic. As informações são do portal G1. Segundo a Guarda Costeira, os destroços foram encontrados perto de onde estão os restos do Titanic, por uma das sondas que fazem as buscas. “Um campo de destroços foi descoberto dentro da área de busca por um perto do Titanic. Especialistas do comando unificado estão avaliando as informações”, informou. O submarino com cinco pessoas desapareceu no domingo (18), pouco depois de começar a descer para chegar ao fundo do mar. O intuito da viagem, oferecida pela OceanGate por US$ 250 mil, era fazer uma expedição até os destroços do Titanic, que naufragou em 1912 no Atlântico.