Papa Francisco condena golpe contra Dilma e prisão ilegal de Lula

Papa Francisco, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reuters | Ricardo Stuckert/Divulgação O papa Francisco afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vítima de perseguição política e que a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu um processo de impeachment injusto. “O lawfare abre caminho nos meios de comunicação. Deve-se impedir que determinada pessoa chegue a um cargo. Então, o pessoal o desqualifica e metem a suspeita de um crime. Então, faz-se todo um sumário, um sumário enorme, onde não se encontra [a prova do delito], mas para condenar basta o tamanho desse sumário. ‘Onde está o crime aqui?’ ‘Mas, sim, parece que sim…’ Assim condenaram Lula”, afirmou o sumo pontífice, em entrevista exibida pela rede argentina C5N. O Papa também citou outros casos de lawfare na América Latina, como Equador, Argentina e Bolívia. Sobre a ex-presidente Dilma Rousseff, Francisco disse que ela teve o mandato cassado por um “ato administrativo menor” e é “uma mulher de mãos limpas, uma mulher excelente”. O papa ainda citou o “fumus delicti”, termo jurídico em latim para conceituar a comprovação de um crime por meio de indícios suficientes de autoria, e ainda disse que “às vezes, a fumaça do crime te leva ao fogo, outras vezes é uma fumaça que se perde porque não há fundamento”. Ao jornalista dizer que “inocentes são condenados”, o pontífice ressaltou que “no Brasil, isso aconteceu nos dois casos”, referindo-se a Lula e a Dilma. Para ele, “os políticos têm a missão de desmascarar uma Justiça injusta”. Em dezembro passado, Francisco já havia dito em entrevista a um jornal espanhol que o processo que levou Lula à prisão começou por uma notícia falsa. “Um julgamento tem que ser o mais limpo possível, com tribunais que não têm outro interesse senão fazer justiça”, disse na ocasião.

Multidões vão às ruas em 10° dia de greve na França

Luta dos trabalhadores contra reforma da previdência decretada por Macron continua – Povo se manifesta em Paris contra reforma da Previdência imposta por Macron (Foto: Reuters/Nacho Doce) RFI – A população francesa voltou às ruas nesta terça-feira (28) para a décima jornada de manifestações contra a reforma da Previdência. Em todo o país, a mobilização foi marcada por uma diminuição dos confrontos entre policiais e manifestantes. No entanto, o clima entre as centrais sindicais e o governo continua tenso, marcado pela resistência do presidente francês, Emmanuel Macron, em direção a uma negociação. De acordo com o Ministério do Interior, 740 mil pessoas participaram de protestos em todo o país. A contagem do governo aponta para 93 mil pessoas na capital, onde os manifestantes fizeram uma passeata da Praça da República, no centro, à Praça da Nação, no leste. Já os números da central sindical Confederação Geral do Trabalho (CGT) apontam para 2 milhões de participantes na França, sendo 450 mil em Paris. As mídias francesas são unânimes em afirmar que o atos registraram menos atos de violência, depois de semanas de hostilidades entre as forças de segurança e militantes. O temor era que as agressões registradas no último sábado (25) em Sainte-Soline, no centro-oeste do país, durante um protesto contra um projeto de instalação de reservatórios de água para uso agrícola, voltassem a se repetir. Em Paris, a polícia interveio em um momento da passeata quando black blocs vandalizaram uma loja, montaram uma barricada e colocaram fogo em lixeiras, no momento em que a manifestação se preparava para o encerramento. Após o final do protesto, na Praça da Nação, o mesmo grupo voltou a provocar as forças de segurança, que tentaram dispersar indivíduos radicais lançando bombas de gás lacrimogênio. As Brav-M, esquadrões móveis célebres pelo uso de violência, foram acionadas no início da noite. As autoridades informaram que até o fechamento desta matéria, 27 pessoas haviam sido detidas. Ao menos quatro pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital por socorristas voluntários. Informações da AFP apontam que diversos manifestantes foram feridos na cabeça e que um repórter teve um ferimento na perna. Confrontos também foram registrados em Nantes (oeste), onde uma agência bancária foi incendiada, e 49 pessoas foram presas. De acordo com as autoridades, atos de vandalismo ocorreram em Rennes (oeste), e seis black blocs foram detidos. No leste, as cidades de Estrasburgo, Besançon e Nancy registraram momentos de tensão. Em Toulouse, no sudoeste, policiais utilizaram jatos d’água para dispersar elementos radicais. De acordo com o Ministério do Interior, 13 mil membros das forças de segurança foram moblizados em todo o país para a décima jornada de manifestações contra a reforma da Previdência – um dispositivo inédito. Apenas em Paris, 5,5 mil membros de unidades policiais acompanharam os protestos. Encontro da premiê com líderes sindicais  Após semanas de resistência, o governo francês começa a dar os primeiros sinais de abertura. No início da noite desta terça-feira, a primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, convidou as centrais sindicais para uma reunião no início da próxima semana. “Um e-mail lapidário” por parte da chefe de governo, afirmou Laurent Berger, secretário-geral da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT). Um pouco antes, uma nova jornada de greve nacional havia sido anunciada pelos líderes sindicais para o dia 6 de abril. “Após dois meses de um movimento social exemplar e inédito em 50 anos, majoritariamente apoiado pela população, e um trajeto parlamentar caótico, a ausência de resposta do Executivo nos leva a uma situação de tensões no país, nos preocupando fortemente”, afirma um comunicado divulgado pela central sindical Solidários. Do lado dos manifestantes, a promessa é de não ceder enquanto Macron não anunciar mudanças. “Temos a impressão que, o que quer que aconteça, nada muda”, reclama a estudante Suzanne, de 21 anos, no protesto de Lyon (centro-leste). “Eles [o governo] nos pressionam, mas não vamos ceder ao cansaço”, declarou. Além do bloqueio de escolas de ensino médio e universidades, os protestos também assumiram diversas formas há semanas: quedas na produção de eletricidade, 15% dos postos de gasolina sem combustível, trens e voos cancelados, transporte público em Paris interrompido e até a Torre Eiffel foi fechada nesta terça-feira. Já os agentes de limpeza públca decidiram encerrar na quarta-feira (29) uma greve que já durava três semanas e que deixou milhares de toneladas de lixo acumuladas nas ruas. Imposição da reforma revolta população As centrais sindicais vêm realizando protestos desde janeiro, quando o governo apresentou o projeto de reforma da Previdência. No entanto, a tensão aumentou desde que Macron decidiu adotar por decreto, em 16 de março, o adiamento da idade de aposentadoria de 62 para 64 anos e o aumento para 43 anos do tempo de contribuição para se ter direito a uma pensão integral até 2027. O chefe de Estado defende que a reforma é fundamental para evitar um déficit no fundo de pensões, embora muitos economistas apontem o contrário e indiquem soluções alternativas. Apesar do sinal verde do executivo, a mais alta jurisdição administrativa da França, o Conselho Constitucional, avalia o projeto. Ao mesmo tempo, ministros e deputados governistas apostam na criminalização dos protestos para minar o apoio da opinião pública, que responsabiliza Macron por não aceitar a rejeição de seu plano. Enquanto isso, o impasse segue entre o executivo e as centrais sindicais que querem a retirada ou suspensão da reforma.

Trump diz que será preso na terça-feira e pede protestos de apoiadores

trump

Ex-presidente dos Estados Unidos pode ser indiciado por suposto suborno praticado antes das eleições de 2016 O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou neste sábado (18), através da sua rede social Truth Social, que deve ser preso na próxima terça-feira (21). Ele ainda pediu que seus apoiadores façam protestos para impedir a prisão. “O principal candidato republicano e ex-presidente dos Estados Unidos Estados da América será preso na terça-feira da próxima semana. Proteste, leve de volta nossa nação!”, escreveu Trump, que espera concorrer novamente à presidência dos Estados Unidos em 2024. A publicação de Trump diz respeito a uma possível acusação de suborno pago a uma atriz pornô antes das eleições presidenciais de 2016. Nesta semana, promotores de Manhattan se reuniram com Stormy Daniels, que afirma que Trump pagou para que ela mantivesse o caso dos dois em segredo. A reunião ajudaria os promotores a decidirem se apresentam acusações contra Trump sobre o caso. No Twitter, o advogado da atriz informou que ela se reuniu com os investigadores a pedido do promotor distrital, e acrescentou que ela está disposta a colaborar com investigações sobre o caso. Se Trump for indiciado, ele será o primeiro ex-presidente dos Estados Unidos a ser acusado de cometer um crime.

Presidente sírio diz que 3ª Guerra Mundial já está em curso

Vladimir Zelensky está travando uma guerra em nome do Ocidente com seu Exército composto de nazistas, diz o líder sírio Sputnik – Em entrevista à Sputnik, o líder sírio Bashar al-Assad comentou sobre o conflito na Ucrânia. Ele declarou que o Ocidente coletivo lançou a Terceira Guerra Mundial, que é travada pelos nazistas na Ucrânia na forma de uma guerra por procuração e por terroristas. “Acredito que a Terceira Guerra Mundial está acontecendo, mas é diferente em forma. Quero dizer, guerras mundiais costumavam ser tradicionais. Os exércitos de várias nações agiam contra vários outros. Agora, essa situação existe, mas por causa das armas modernas, especialmente as armas nucleares, há um impedimento à guerra tradicional, então as guerras vão na direção de guerras por procuração.” Segundo ele, hoje Vladimir Zelensky está travando uma guerra em nome do Ocidente com seu Exército composto de nazistas. “O mesmo, terroristas são exércitos agindo em nome do Ocidente na Síria e em outras regiões”, acrescentou Assad. O povo da Síria apoia a Rússia na realização da operação militar especial na Ucrânia, após a vitória da Federação da Rússia, o mundo se tornará mais seguro e calmo, declarou Bashar al-Assad. Durante a entrevista, Bashar al-Assad lembrou que Damasco reconhece as novas fronteiras da Rússia com os territórios que se juntaram conforme os resultados dos referendos: República Popular de Donetsk (RPD), República Popular de Lugansk (RPL) e as regiões de Kherson e Zaporíjia. Ele ressaltou que a Síria reconheceu essas regiões antes de se juntarem à Rússia. “Esta questão estava clara para nós desde o início e não hesitaremos em nossa posição. O posicionamento da Síria é claro e ao mesmo tempo determinado, estamos convencidos desta questão, não apenas por amizade com a Rússia, mas também por se tratar desses territórios”, disse o presidente sírio. O presidente sírio, Bashar al-Assad, chamou a expansão da presença militar da Rússia na República Árabe de uma boa ideia, durante entrevista à Sputnik imediatamente após suas conversações com Vladimir Putin no Kremlin, na terça-feira (15). “Acreditamos que se a Rússia quer expandir bases ou aumentar seu número, é uma questão técnica ou logística. Se houver tal desejo, acreditamos que a expansão da presença russa na Síria cai bem, essa ideia”, declarou Assad, em entrevista à Sputnik. Segundo o presidente da República Árabe, os lados russo e sírio ao nível dos ministros da Defesa discutiram questões de cooperação militar, mas o tópico específico de bases militares não foi levantado. “Não costumamos declarar que tipo de cooperação será entre nós e a Rússia. Porque é uma questão militar, que sempre tem um tipo de sigilo. É normal”, disse o líder sírio. Segundo Assad, as duas partes têm uma visão comum sobre a questão das bases em termos políticos e militares. Ao mesmo tempo, o líder sírio expressou confiança de que a presença militar da Rússia não deve ser temporária e limitada à luta contra o terrorismo. “Falamos de equilíbrio internacional, e a presença da Rússia na Síria tem um significado, ligado ao equilíbrio de forças no mundo como um país localizado no Mediterrâneo”, sublinhou ele. Após as negociações com o presidente russo, Assad relatou a assinatura de um acordo entre a Rússia e a Síria de cooperação econômica e projetos de investimento. “Agora os projetos estão sob revisão e o acordo será assinado em algumas semanas […] cada projeto será avaliado separadamente posteriormente. Isso é parte do mecanismo de monitoramento dos projetos.” Durante as negociações em Moscou nos últimos dias, a comissão conjunta discutiu vários projetos, acrescentou. Segundo Assad, esses projetos serão anunciados após a assinatura do acordo. O presidente sírio chamou as negociações sobre essas questões de uma nova etapa nas relações entre os dois países, observando que o trabalho sobre este acordo durou vários anos. Relações Síria-Turquia O presidente da República Árabe não evitou o tema das relações entre Síria e Turquia. Ele declarou que estava pronto para se encontrar com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan somente após a retirada das tropas turcas da República Árabe. “Quanto ao encontro com Erdogan, está relacionado com a realização de uma fase em que a Turquia estará pronta de forma clara e sem qualquer incerteza para completar a retirada [dos militares turcos] do território da Síria. É como se ela estivesse antes da guerra na Síria. Esta é a única maneira de se encontrar com Erdogan”, disse Assad. Segundo ele, a Turquia desempenhou um papel negativo na guerra na Síria, apoiando organizações que Damasco considera terroristas e levando suas tropas para o território sírio. Ele observou o importante papel da Rússia na manutenção de boas relações com os lados sírio e turco, e também disse que “confiamos ao lado russo, que desempenhou o papel de intermediário para facilitar esses contatos”.

Crise bancária nos EUA: : Joe Biden anuncia socorro a bancos

O Tesouro, o Federal Reserve e a Federal Deposit Insurance Corporation revelaram um plano para conter as consequências do colapso do Silicon Valley Bank Sob a minha direção, autoridades monetárias dos EUA trabalharam com reguladores bancários para resolver problemas no Silicon Valley Bank e no Signature Bank, escreveu no Twitter na noite deste domingo (12) o presidente Joe Biden. “Estou satisfeito por terem chegado a uma solução que protege trabalhadores, pequenas empresas, contribuintes e nosso sistema financeiro”, disse o chefe da Casa Branca. O Tesouro, o Federal Reserve e a Federal Deposit Insurance Corporation revelaram um plano para conter as consequências do colapso do Silicon Valley Bank e disseram que os contribuintes não arcariam com os custos. Na manhã de domingo (12), ela disse que o sistema bancário dos EUA era “seguro e bem capitalizado”, apesar da falência do Silicon Valley Bank. Os reguladores federais anunciaram no domingo que outro banco havia sido fechado e que o governo garantiria que todos os depositantes do Silicon Valley Bank – que faliu na sexta-feira – seriam pagos integralmente enquanto Washington corria para impedir que as consequências do colapso da grande instituição varressem através do sistema financeiro. O Federal Reserve, o Tesouro e a Federal Deposit Insurance Corporation anunciaram em um comunicado conjunto que “os depositantes terão acesso a todo o seu dinheiro a partir de segunda-feira, 13 de março”, informa o New York Times. Na tentativa de amenizar as preocupações sobre quem arcaria com os custos, as agências disseram que “nenhuma perda associada à resolução do Silicon Valley Bank será suportada pelo contribuinte”.

DiCaprio presta homenagem à ministra dos Povos Indígenas em evento pré-Oscar

Ministra foi homenageada no Green Carpet Fashion Awards por suas conquistas na proteção das florestas e por realçar a importância dos povos indígenas na agenda ambiental global – Leonardo DiCaprio e Sônia Guajajara (Foto: Dave Benett/Getty Imagens) Apesar do Brasil não estar na lista dos indicados ao Oscar 2023, ganhou destaque em um evento prévio. O ator Leonardo DiCaprio homenageou a ministra dos Povos Indígenas Sônia Guajajara durante o Green Carpet Fashion Awards, evento que precede a cerimônia oficial do Oscar que se concentra em moda e meio ambiente. As informações são do Metrópoles. Na categoria Healer, que se traduz como Curadora da Terra, a ativista foi homenageada por suas notáveis ​​conquistas na proteção das florestas e por realçar a importância dos povos indígenas na agenda ambiental global. Durante a cerimônia, Leonardo DiCaprio destacou o trabalho de Sônia Guajajara no Brasil, especialmente na proteção da Amazônia. “A ministra Guajajara tem sido uma feroz ativista ambiental por muitos anos. Muitas vezes em circunstâncias difíceis e perigosas. Durante o reinado desastroso do governo anterior, ela foi um constante farol de esperança. Diante de graves ameaças aos povos indígenas, ela tem sido uma força poderosa”, disse DiCaprio ao entregar o prêmio à ministra.

López Obrador rejeita ingerência dos EUA

Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, durante entrevista coletiva no Palácio Nacional, na Cidade do México 20/06/2022 REUTERS/Edgard Garrido (Foto: REUTERS/Edgard Garrido) O governo do México rejeitou nesta segunda-feira (6) a intervenção dos militares norte-americanos, tal como solicitado pelo Congresso daquele país, para combater os cartéis da droga, situação que se agravou após o rapto de quatro cidadãos da nação vizinha, informa a Telesur. Em sua entrevista coletiva matinal, o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador qualificou de “ingerência” a proposta do ex-procurador norte-americano William Barr e do congressista Dan Crenshaw de enviar militares a outros países com a desculpa de combater terroristas narcotraficantes. “Mas pior ainda que queiram usar a força militar para intervir na vida política de outro país”, disse o presidente mexicano. Barr, que foi procurador-geral dos Estados Unidos no governo de Donald Trump (2017-2021), publicou um artigo no The Wall Street Journal, no qual afirmava que o atual governo mexicano tolera grupos de narcotraficantes López Obrador rejeitou essas críticas e lembrou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos entregou ao Congresso seu relatório sobre terrorismo em fevereiro passado, no qual destacou a boa cooperação entre os dois governos. O presidente classificou como “propaganda eleitoral” a intenção de congressistas norte-americanos do conservador Partido Republicano de qualificar os cartéis mexicanos de drogas como terroristas. Ele disse que essas reivindicações vêm da mania de se considerar o governo do mundo e reiterou sua rejeição ao intervencionismo estadunidense porque o México é um país independente e soberano. A situação se agravou desde a última sexta-feira, quando quatro norte-americanos cruzaram a fronteira de Brownsville, no Texas, com destino à cidade de Matamoros, no estado de Tamaulipas, e teriam sido sequestrados por um cartel de drogas. López Obrador confirmou a notícia e destacou que seu governo, juntamente com o governador de Tamaulipas, Américo Villarreal, estão trabalhando juntos para enfrentar este e outros eventos ocorridos no estado.

Petro e Maduro se reúnem na fronteira, acertam ‘abertura total’ e falam em reativar comércio

Entre 2018 e 2021, balança comercial entre Colômbia e Venezuela atingiu piores níveis dos últimos 20 anos Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniram nesta quinta-feira (16) na fronteira entre os dois países, nos estados de Norte de Santander e Táchira, para assinar um acordo comercial. Este foi o terceiro encontro entre os mandatários desde que Petro chegou à Presidência, em agosto de 2022, e decidiu retomar relações diplomáticas com o país vizinho. Segundo comunicado, o acordo firmado visa a “abertura total da fronteira” e combater as travessias migratórias e comerciais irregulares que vinham acontecendo desde que as passagens foram fechadas. “Para a fronteira colombo-venezuelana, os acordos alcançados significarão o encerramento da brecha social que havia se aprofundado em matéria de pobreza, desemprego, renda e fundamentalmente promoverão de forma acelerada a complementação produtiva, a criação de empregos e mais segurança social para os cidadãos”, disseram os presidentes em nota. Petro e Maduro ainda celebraram um acordo prévio assinado por Caracas e Bogotá no início do mês que pretende estabelecer um marco jurídico para investimentos fronteiriços conjuntos e fortalecer a balança comercial entre os países. Entre 2018 e 2019, o fluxo comercial entre os países registrou a pior queda dos últimos 20 anos e em 2020 as atividades alcançaram os níveis mais baixos das duas últimas décadas. A crise econômica venezuelana e o rompimento de relações induzido pelo ex-presidente de direita colombiano Iván Duque foram as principais causas da redução comercial entre Colômbia e Venezuela. Agora, com relações normalizadas e novos acordos comerciais, os países pretendem estimular os negócios bilaterais. Historicamente um país importador de bens de consumo, a Venezuela espera encontrar no vizinho fontes para suprir sua demanda interna. Já a Colômbia busca vantagens no comércio do gás e da ureia venezuelana. “Estamos em uma nova fase da construção das relações em todos os sentidos e nossas relações econômicas e comerciais, ainda que não tenham chegado no ponto que esperamos, vão crescendo em um bom ritmo e boa dinâmica”, afirmou Maduro durante a reunião. Os presidentes ainda mencionaram a proposta de estabelecer uma Zona Econômica Especial na fronteira, que criasse facilidades alfandegárias e financeiras para atrair empresas de ambos os países. “Temos que encher essas pontes de comércio, tirar as barreiras para esses comércios. Também temos que encher essas pontes de povo, para que possam passar e atravessar sem medo”, disse Petro. BdF

Homem vai para a cadeia, após agredir cigana que previu sua prisão

Um russo pediu a uma cigana para ler seu destino. Como previsão, ouviu dela que ele seria preso sem muita demora. O homem não gostou nada do que viria a lhe acontecer e agrediu a vidente. A profecia tornou-se verdade e Gennady Osipovich entrou em cana. Segundo informações do jornal The Moscow Times, a cigana conseguiu escapar do homem que a agredia e chamou a polícia. Quando os agentes chegaram preparados para atender uma banal ocorrência de agressão por motivo fútil, constataram que Osipovich era procurado pela morte de duas pessoas vítimas de um assalto, ocorrido havia dois anos. Segundo o jornal russo, em tese, Osipovbich sabia que um dia pagaria suas dívidas com a justiça e que a culpa não era da cigana. Recolhido ao presídio, o homem vai cumprir uma pena de 22 anos.

Lula em Washington com Joe Biden: O retorno do Brasil à sua grandeza

Presidente brasileiro foi recebido na Casa Branca, em cerimônia oficial, pelo homem mais poderoso do mundo. Há muito a se reconstruir – Janja, Lula e Joe Biden, na Casa Branca – Créditos: Presidência da República/Reprodução Ladies and gentlemen, the President of Brazil, Luiz Inácio Lula da Silva. Com essa frase o cerimonial da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos da América, anunciou a entrada do ex-metalúrgico no local de onde despacha o homem mais poderoso do mundo. Segundos depois, Lula (PT), sorridente e a acompanhado da primeira-dama Janja, estendia a mão e cumprimentava seu anfitrião, o presidente Joe Biden. A última vez que o petista esteve no Salão Oval foi há quase 14 anos, em março de 2009, quando conversou amigavelmente com o Barack Obama. Naquela sala, onde a liderança com maior poder econômico, político e militar do planeta delibera e toma suas decisões, o experiente mandatário brasileiro, em seu terceiro mandato no Palácio do Planalto, sabe que tudo é e será diferente. E isso vale para o líder estadunidense também. Os dois têm inimigos em comum, enfrentam desafios em alguma medida semelhantes e precisam um do outro para reposicionarem suas nações no mapa geopolítico. Biden enfrentou a loucura dos desarrazoados seguidores de Donald Trump, as mentiras mortais e insanas, a violência de um discurso cínico, demagógico e puritano que jorra da boca de desajustados. Lula esteve face a face com o barbarismo colérico de uma matilha que mata e morre por Jair Bolsonaro (PL), o patético e mondrongo deputado de baixo clero que conseguiu se converter em bússola moral no Brasil. Os dois, Lula e Biden, duelam com o mesmo vilão: a extrema direita e seus métodos abjetos e sem limites. Saudado por militares dos quatro ramos das Forças Armadas da mais trucidante máquina de guerra de que se tem notícia na História ainda no aeroporto, a pompa e a circunstância da viagem oficial de Lula e do encontro com seu homólogo norte-americano já indicavam a particularidade dessa visita, muito diferente de outras entre presidentes do Brasil e dos EUA. O ar despojado de Lula ao passar pelo tapete vermelho estendido à frente do avião presidencial, trajando um sobretudo preto, calça de sarja, sapatênis e sem gravata, em nada refletia a seriedade de quem precisa anunciar ao mundo a retomada das relações civilizadas entre dois países de peso central no cenário das relações internacionais. Na pauta do formal e histórico encontro com Joe Biden, para além dos desafios de enterrar o extremismo reacionário em toda a extensão das Américas, muitas outras coisas se impuseram. O eixo principal das negociações ficou em torno da democracia, dos direitos humanos e do meio ambiente. As tentativas de golpe ocorridas em 2021 no Capitólio, em Washington, e em 2023 nas sedes dos três poderes da República, em Brasília, assim como a lida com oposições que não estão dentro do esquadro democrático, apelando às mentiras, desinformação e ao uso deletério e totalmente irresponsável das redes sociais é o que une os dois presidentes num primeiro momento. A conversa de Lula e Biden também transitou pela entrada dos EUA no Fundo da Amazônia, que foi desmontado pelo governo Bolsonaro como sinal de sua aberta rejeição às questões ambientais. Se tudo transcorrer conforme o esperado, estima-se que, para a proteção das florestas, o volume de recursos a ser transferido para o Brasil atinja os US$ 4 bilhões. Com a reabilitação da imagem brasileira no mundo no que tange o resguardo de sua exuberante natureza, Lula quer deixar claro que o país saiu do negacionismo climático e que para tanto irá apresentar todas as ações que a sua gestão já tomou no que diz respeito à proteção das florestas e da Amazônia, o que inclui, obviamente, as operações contra os garimpeiros de Roraima, o socorro aos indígenas do povo Yanomami e a reconstrução das instituições de Estado incumbidas da defesa do meio ambiente, como o Ibama e a Funai. Retomando o pragmatismo nas relações diplomáticas, uma marca histórica do Brasil e de seu prestigiado Itamaraty, desmontada pela psicose ideológica bufa de Bolsonaro, o encontro de Lula e Biden, de acordo com interlocutores do governo brasileiro, já estaria reorganizando a reabilitação de mais de dez mecanismos de cooperação bilateral, que não ficariam restritos aos acordos comerciais que estavam paralisados, mas também englobando temas como o combate ao racismo e a promoção dos Direitos Humanos. Só o que não ficou claro no encontro de Biden e Lula foi se houve algum tipo de conversa sobre um assunto incômodo aos dois: a permanência de Jair Bolsonaro em território norte-americano após o abandono de seu mandato no penúltimo dia de governo. O extremista militarista brasileiro tornou-se uma espécie de fantasma e, mesmo contra a vontade da Casa Branca e da maioria esmagadora do universo político dos EUA, segue pretendendo instalar um simulacro de Quartel-General do ultrarreacionarismo em pleno solo estadunidense, na mansão onde está instalado na cidade de Orlando, na Flórida. O resultado do badalado e esperado encontro oficial dos dois líderes, ao que tudo indica, pelo menos num primeiro momento, foi alcançado. Mostrar ao mundo que os dois gigantes estão de pé, plenos em suas democracias e na luta constante e aguerrida contra o autoritarismo da extrema direita, assim como tocando a vida e reafirmando suas parcerias, é o que importa depois de tanto tempo mergulhados na incerteza e flertando descaradamente com a incivilidade do radicalismo e do sectarismo de seus antigos governantes extremistas. Revista Fórum