López Obrador rejeita ingerência dos EUA

Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, durante entrevista coletiva no Palácio Nacional, na Cidade do México 20/06/2022 REUTERS/Edgard Garrido (Foto: REUTERS/Edgard Garrido) O governo do México rejeitou nesta segunda-feira (6) a intervenção dos militares norte-americanos, tal como solicitado pelo Congresso daquele país, para combater os cartéis da droga, situação que se agravou após o rapto de quatro cidadãos da nação vizinha, informa a Telesur. Em sua entrevista coletiva matinal, o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador qualificou de “ingerência” a proposta do ex-procurador norte-americano William Barr e do congressista Dan Crenshaw de enviar militares a outros países com a desculpa de combater terroristas narcotraficantes. “Mas pior ainda que queiram usar a força militar para intervir na vida política de outro país”, disse o presidente mexicano. Barr, que foi procurador-geral dos Estados Unidos no governo de Donald Trump (2017-2021), publicou um artigo no The Wall Street Journal, no qual afirmava que o atual governo mexicano tolera grupos de narcotraficantes López Obrador rejeitou essas críticas e lembrou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos entregou ao Congresso seu relatório sobre terrorismo em fevereiro passado, no qual destacou a boa cooperação entre os dois governos. O presidente classificou como “propaganda eleitoral” a intenção de congressistas norte-americanos do conservador Partido Republicano de qualificar os cartéis mexicanos de drogas como terroristas. Ele disse que essas reivindicações vêm da mania de se considerar o governo do mundo e reiterou sua rejeição ao intervencionismo estadunidense porque o México é um país independente e soberano. A situação se agravou desde a última sexta-feira, quando quatro norte-americanos cruzaram a fronteira de Brownsville, no Texas, com destino à cidade de Matamoros, no estado de Tamaulipas, e teriam sido sequestrados por um cartel de drogas. López Obrador confirmou a notícia e destacou que seu governo, juntamente com o governador de Tamaulipas, Américo Villarreal, estão trabalhando juntos para enfrentar este e outros eventos ocorridos no estado.
Petro e Maduro se reúnem na fronteira, acertam ‘abertura total’ e falam em reativar comércio

Entre 2018 e 2021, balança comercial entre Colômbia e Venezuela atingiu piores níveis dos últimos 20 anos Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniram nesta quinta-feira (16) na fronteira entre os dois países, nos estados de Norte de Santander e Táchira, para assinar um acordo comercial. Este foi o terceiro encontro entre os mandatários desde que Petro chegou à Presidência, em agosto de 2022, e decidiu retomar relações diplomáticas com o país vizinho. Segundo comunicado, o acordo firmado visa a “abertura total da fronteira” e combater as travessias migratórias e comerciais irregulares que vinham acontecendo desde que as passagens foram fechadas. “Para a fronteira colombo-venezuelana, os acordos alcançados significarão o encerramento da brecha social que havia se aprofundado em matéria de pobreza, desemprego, renda e fundamentalmente promoverão de forma acelerada a complementação produtiva, a criação de empregos e mais segurança social para os cidadãos”, disseram os presidentes em nota. Petro e Maduro ainda celebraram um acordo prévio assinado por Caracas e Bogotá no início do mês que pretende estabelecer um marco jurídico para investimentos fronteiriços conjuntos e fortalecer a balança comercial entre os países. Entre 2018 e 2019, o fluxo comercial entre os países registrou a pior queda dos últimos 20 anos e em 2020 as atividades alcançaram os níveis mais baixos das duas últimas décadas. A crise econômica venezuelana e o rompimento de relações induzido pelo ex-presidente de direita colombiano Iván Duque foram as principais causas da redução comercial entre Colômbia e Venezuela. Agora, com relações normalizadas e novos acordos comerciais, os países pretendem estimular os negócios bilaterais. Historicamente um país importador de bens de consumo, a Venezuela espera encontrar no vizinho fontes para suprir sua demanda interna. Já a Colômbia busca vantagens no comércio do gás e da ureia venezuelana. “Estamos em uma nova fase da construção das relações em todos os sentidos e nossas relações econômicas e comerciais, ainda que não tenham chegado no ponto que esperamos, vão crescendo em um bom ritmo e boa dinâmica”, afirmou Maduro durante a reunião. Os presidentes ainda mencionaram a proposta de estabelecer uma Zona Econômica Especial na fronteira, que criasse facilidades alfandegárias e financeiras para atrair empresas de ambos os países. “Temos que encher essas pontes de comércio, tirar as barreiras para esses comércios. Também temos que encher essas pontes de povo, para que possam passar e atravessar sem medo”, disse Petro. BdF
Homem vai para a cadeia, após agredir cigana que previu sua prisão

Um russo pediu a uma cigana para ler seu destino. Como previsão, ouviu dela que ele seria preso sem muita demora. O homem não gostou nada do que viria a lhe acontecer e agrediu a vidente. A profecia tornou-se verdade e Gennady Osipovich entrou em cana. Segundo informações do jornal The Moscow Times, a cigana conseguiu escapar do homem que a agredia e chamou a polícia. Quando os agentes chegaram preparados para atender uma banal ocorrência de agressão por motivo fútil, constataram que Osipovich era procurado pela morte de duas pessoas vítimas de um assalto, ocorrido havia dois anos. Segundo o jornal russo, em tese, Osipovbich sabia que um dia pagaria suas dívidas com a justiça e que a culpa não era da cigana. Recolhido ao presídio, o homem vai cumprir uma pena de 22 anos.
Lula em Washington com Joe Biden: O retorno do Brasil à sua grandeza

Presidente brasileiro foi recebido na Casa Branca, em cerimônia oficial, pelo homem mais poderoso do mundo. Há muito a se reconstruir – Janja, Lula e Joe Biden, na Casa Branca – Créditos: Presidência da República/Reprodução Ladies and gentlemen, the President of Brazil, Luiz Inácio Lula da Silva. Com essa frase o cerimonial da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos da América, anunciou a entrada do ex-metalúrgico no local de onde despacha o homem mais poderoso do mundo. Segundos depois, Lula (PT), sorridente e a acompanhado da primeira-dama Janja, estendia a mão e cumprimentava seu anfitrião, o presidente Joe Biden. A última vez que o petista esteve no Salão Oval foi há quase 14 anos, em março de 2009, quando conversou amigavelmente com o Barack Obama. Naquela sala, onde a liderança com maior poder econômico, político e militar do planeta delibera e toma suas decisões, o experiente mandatário brasileiro, em seu terceiro mandato no Palácio do Planalto, sabe que tudo é e será diferente. E isso vale para o líder estadunidense também. Os dois têm inimigos em comum, enfrentam desafios em alguma medida semelhantes e precisam um do outro para reposicionarem suas nações no mapa geopolítico. Biden enfrentou a loucura dos desarrazoados seguidores de Donald Trump, as mentiras mortais e insanas, a violência de um discurso cínico, demagógico e puritano que jorra da boca de desajustados. Lula esteve face a face com o barbarismo colérico de uma matilha que mata e morre por Jair Bolsonaro (PL), o patético e mondrongo deputado de baixo clero que conseguiu se converter em bússola moral no Brasil. Os dois, Lula e Biden, duelam com o mesmo vilão: a extrema direita e seus métodos abjetos e sem limites. Saudado por militares dos quatro ramos das Forças Armadas da mais trucidante máquina de guerra de que se tem notícia na História ainda no aeroporto, a pompa e a circunstância da viagem oficial de Lula e do encontro com seu homólogo norte-americano já indicavam a particularidade dessa visita, muito diferente de outras entre presidentes do Brasil e dos EUA. O ar despojado de Lula ao passar pelo tapete vermelho estendido à frente do avião presidencial, trajando um sobretudo preto, calça de sarja, sapatênis e sem gravata, em nada refletia a seriedade de quem precisa anunciar ao mundo a retomada das relações civilizadas entre dois países de peso central no cenário das relações internacionais. Na pauta do formal e histórico encontro com Joe Biden, para além dos desafios de enterrar o extremismo reacionário em toda a extensão das Américas, muitas outras coisas se impuseram. O eixo principal das negociações ficou em torno da democracia, dos direitos humanos e do meio ambiente. As tentativas de golpe ocorridas em 2021 no Capitólio, em Washington, e em 2023 nas sedes dos três poderes da República, em Brasília, assim como a lida com oposições que não estão dentro do esquadro democrático, apelando às mentiras, desinformação e ao uso deletério e totalmente irresponsável das redes sociais é o que une os dois presidentes num primeiro momento. A conversa de Lula e Biden também transitou pela entrada dos EUA no Fundo da Amazônia, que foi desmontado pelo governo Bolsonaro como sinal de sua aberta rejeição às questões ambientais. Se tudo transcorrer conforme o esperado, estima-se que, para a proteção das florestas, o volume de recursos a ser transferido para o Brasil atinja os US$ 4 bilhões. Com a reabilitação da imagem brasileira no mundo no que tange o resguardo de sua exuberante natureza, Lula quer deixar claro que o país saiu do negacionismo climático e que para tanto irá apresentar todas as ações que a sua gestão já tomou no que diz respeito à proteção das florestas e da Amazônia, o que inclui, obviamente, as operações contra os garimpeiros de Roraima, o socorro aos indígenas do povo Yanomami e a reconstrução das instituições de Estado incumbidas da defesa do meio ambiente, como o Ibama e a Funai. Retomando o pragmatismo nas relações diplomáticas, uma marca histórica do Brasil e de seu prestigiado Itamaraty, desmontada pela psicose ideológica bufa de Bolsonaro, o encontro de Lula e Biden, de acordo com interlocutores do governo brasileiro, já estaria reorganizando a reabilitação de mais de dez mecanismos de cooperação bilateral, que não ficariam restritos aos acordos comerciais que estavam paralisados, mas também englobando temas como o combate ao racismo e a promoção dos Direitos Humanos. Só o que não ficou claro no encontro de Biden e Lula foi se houve algum tipo de conversa sobre um assunto incômodo aos dois: a permanência de Jair Bolsonaro em território norte-americano após o abandono de seu mandato no penúltimo dia de governo. O extremista militarista brasileiro tornou-se uma espécie de fantasma e, mesmo contra a vontade da Casa Branca e da maioria esmagadora do universo político dos EUA, segue pretendendo instalar um simulacro de Quartel-General do ultrarreacionarismo em pleno solo estadunidense, na mansão onde está instalado na cidade de Orlando, na Flórida. O resultado do badalado e esperado encontro oficial dos dois líderes, ao que tudo indica, pelo menos num primeiro momento, foi alcançado. Mostrar ao mundo que os dois gigantes estão de pé, plenos em suas democracias e na luta constante e aguerrida contra o autoritarismo da extrema direita, assim como tocando a vida e reafirmando suas parcerias, é o que importa depois de tanto tempo mergulhados na incerteza e flertando descaradamente com a incivilidade do radicalismo e do sectarismo de seus antigos governantes extremistas. Revista Fórum
Lula diz que EUA vão doar para o Fundo Amazônia

A reunião a sós entre Lula e Biden deveria ser de apenas 15 minutos, mas a conversa durou cerca de 50 minutos(foto: ANNA MONEYMAKER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP ) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou à imprensa na noite desta sexta-feira (10), na Casa Branca, após o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Lula defendeu uma nova governança global sobre a questão climática e anunciou que os Estados Unidos deverão aportar recursos no Fundo Amazônia. “Eu acho que [os EUA] vão [doar ao fundo], é necessário que EUA participem. O Brasil não quer transformar a Amazônia num santuário da Humanidade, mas também o Brasil não quer abrir mão de que a Amazônia é um território do qual o Brasil é soberano”,. afirmou Lula. “O que nós queremos é compartilhar com a ciência do mundo inteiro um estudo profundo sobre a necessidade da manutenção da Amazônia, mas extrair da riqueza da diversidade da Amazônia algo que possa significar a melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram lá, que são mais de 25 milhões de pessoas”, disse Lula. “E fazendo isso, a gente vai estar garantindo que haja uma maior seguridade com relação ao planeta”, acrescentou. Sobre a guerra na Ucrânia, o presidente reiterou sua proposta de criar um grupo de países que promovam as discussões de paz com a Ucrânia e com a Rússia. “Falei com Biden o que tinha falado a Emmanuel Macron, Olaf Scholz, sobre a necessidade de se criar um grupo de países que não estão envolvidos direta ou indiretamente na guerra para que a gente encontre possibilidade de fazer a paz. Criar um grupo de negociadores que os dois lados acreditem”, afirmou.
Número de mortos em terremoto na Turquia e na Síria passa de 11 mil

Total de vítimas confirmadas no abalo sísmico de magnitude 7.8 na escala Richter até o momento é de 11.236 (Destroços na Turquia – Foto: Reuters) ANSA – O número de mortos no terremoto devastador que atingiu a Turquia e a Síria na última segunda-feira (6) passou de 11 mil, enquanto as equipes de resgate ainda buscam por sobreviventes e vítimas nos escombros de prédios colapsados. De acordo com dados oficiais divulgados nesta quarta (8), a Turquia já contabiliza 8.574 mortos, e a Síria, 2.662, considerando tanto as áreas sob controle do regime de Bashar al-Assad quanto as zonas rebeldes. Com isso, o total de vítimas confirmadas no abalo sísmico de magnitude 7.8 na escala Richter até o momento é de 11.236. Dezenas de países mandaram equipes de socorristas para auxiliar nas buscas, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, chegou em Kahramanmaras, a poucos quilômetros do epicentro do tremor, para acompanhar as operações. Na Síria, uma menina de oito anos foi resgatada com vida após passar mais de 40 horas presa em escombros na cidade de Salqin. á o papa Francisco, em sua audiência geral desta quarta-feira, pediu solidariedade com as populações afetadas pelo desastre. “Meu pensamento neste momento vai para as populações de Turquia e Síria duramente atingidas pelo terremoto. Agradeço aos que estão se empenhando para levar socorro e encorajo todos à solidariedade com esses territórios, parte deles já martirizados por uma longa guerra”, disse.
Anitta não vence a categoria de artista revelação do Grammy 2023

A cantora Anitta não venceu a categoria de artista revelação no Grammy 2023. A artista perdeu o prêmio para Samara Joy. Mesmo assim, a Poderosa fez história como a primeira brasileira indicada em quase 50 anos em uma das categorias principais do prêmio, o principal da música. As informações são do portal Metrópoles. Anitta concorria ao lado de Muni Long, Latto Måneskin, DOMi & JD Beck, Tobe Nwigwe, Omar Apollo, Samara Joy, Molly Tuttle e Wet Leg A Billboard, revista especializada em música e considerada a mais influente no ramo nos EUA, colocou a “Girl from Rio” como uma das quatro prováveis vencedoras. Ela também aparece nas apostas da Time e da agência Associated Press. “Menina, é uma loucura. Me sinto fazendo história. 50 anos que o brasil não é nomeado em uma categoria do Grammy. Quase 50, faz 49. É tanto trabalho, a gente escuta tanto não. Estou super feliz. Eu acho que a determinação e a vontade de conseguir é a mesma. Eu vou atrás, estudo até que realmente eu esteja ali… É um caminho muito grande e não tinha ninguém que a gente olhava. Espero que isso abra espaços para um montão de brasileiros”, disse a cantora ao TNT, antes do evento.
Dados preliminares ligam vacina bivalente da Pfizer com AVC

Apesar das suspeitas, autoridades sanitárias e de saúde dos EUA mantêm a recomendação de se imunizar contra a covid; na foto, profissional de saúde aplicando vacina da Pfizer Um relatório preliminar do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) e da FDA (Federal Drug Administration, a agência reguladora de medicamentos dos EUA) mostrou uma possível ligação entre a vacina bivalente da Pfizer contra a covid com a ocorrência de AVC (acidente vascular cerebral) em idosos. Segundo o estudo, entre 550 mil pessoas de 65 anos ou mais que receberam a vacina, 130 tiveram um AVC nas primeiras 3 semanas. Esse número reduz consideravelmente nas semanas seguintes. Nenhuma morte foi relatada. Eis a íntegra do relatório (2 MB). As vacinas bivalentes são, segundo os fabricantes, capazes de imunizar contra mais de uma versão de um vírus de uma só vez. No caso da Pfizer, a farmacêutica usa a tecnologia do mRNA com 2 códigos genéticos. O CDC afirmou em comunicado que os dados são preliminares e precisam ser investigados. Explicou que são usadas informações de diversos bancos de dados para monitorar a segurança das vacinas e apenas 1 indicou o possível problema. “Frequentemente, esses sistemas de segurança detectam sinais que podem ser devidos a outros fatores além da própria vacina”, disse, salientando a necessidade de apurar. “Todos os sinais requerem mais investigação e confirmação de estudos epidemiológicos formais.” O órgão ressaltou também que grandes estudos recentes e a análise de outros bancos de dados não mostraram risco de AVC em vacinados. A vacina da farmacêutica Moderna, largamente aplicada nos EUA, foi considerada segura. Enquanto apura o caso, o CDC optou por manter a recomendação para a vacinação contra a covid, incluindo de idosos. O órgão considera ser “muito improvável que a vacina represente um verdadeiro risco clínico”. O CDC recomenda que pessoas a partir de 6 meses tomem a vacina contra a covid. “Manter-se atualizado com as vacinas é a ferramenta mais eficaz que temos para reduzir mortes, hospitalizações e doenças graves por covid-19, como já foi demonstrado em vários estudos realizados nos Estados Unidos e em outros países”, concluiu o comunicado.
Brasil e Cuba marca restabelecimento das relações diplomáticas

Petista e Díaz-Canel conversaram sobre políticas para reforçar a integração entre os países da América Latina (Lula e o presidente cubano – Ricardo Stuckert) Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, tiveram uma reunião bilateral nesta terça-feira (24/01), durante a sétima edição da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Este é o primeiro encontro entre os dois mandatários e o primeiro diálogo de Lula com um líder cubano neste seu terceiro mandato. Em seus dois primeiros períodos no Palácio do Planalto, Lula teve diferentes reuniões com dois presidentes que governaram Cuba no período: o líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, e seu irmão, Raúl Castro, que assumiu o poder em 2008. Segundo a agência cubana Prensa Latina, Lula e Díaz-Canel conversaram sobre políticas para reforçar a integração entre os países da América Latina, além de possíveis acordos comerciais e de ajuda mútua no setor da saúde. Encontro com o presidente de Cuba, Díaz-Canel. O Brasil restabelecendo suas relações diplomáticas no mundo. ????: @ricardostuckert pic.twitter.com/B1RLaNId4r — Lula (@LulaOficial) January 24, 2023 A agência também ressaltou que os dois presidentes já haviam trocado telefonemas ao menos duas vezes durante este mês: no dia seguinte à posse de Lula e após a tentativa de golpe de Estado por parte de bolsonaristas no dia 8 de janeiro, quando o mandatário cubano expressou seu apoio ao homólogo brasileiro. Por sua parte, Lula assegurou que, em seu governo, o Brasil voltará a ser um defensor de Cuba em instâncias internacionais, especialmente contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há mais de seis décadas. Em sua conta de Twitter, o presidente brasileiro publicou uma foto sua com Díaz-Canel e comentou que este era mais um exemplo de como “o Brasil está restabelecendo suas relações diplomáticas no mundo”.
Líderes aplaudem a volta do Brasil à Cúpula da América Latina e Caribe

Alberto Fernández, que deixa hoje a presidência temporária da entidade, destacou que agora “temos uma Celac completa” Em discurso de abertura, Fernández mencionou os bloqueios à Cuba e Venezuela, tema que levou à Cúpula das Américas no ano passado. – Reprodução A abertura da 7ª Cúpula da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac), em Buenos Aires nesta terça-feira (24), contou com um discurso do mandatário argentino Alberto Fernández, atual presidente temporário do bloco. Além de elogiar a volta do Brasil à comunidade – abandonada pelo governo Bolsonaro -, ele criticou o avanço da ultra-direita contra as instituições democráticas em toda a região, os bloqueios contra Cuba e Venezuela e os efeitos econômicos e sanitários do mundo globalizado sobre os países latino-americanos e caribenhos. Fernández adiantou que a presidência da Argentina será concluída hoje. O novo país nomeado para o comando temporário da Celac será conhecido após a plenária, que acontece de forma privada entre os chefes e representantes de Estados e, portanto, não será transmitida. Ao iniciar sua fala, Fernández pediu um aplauso pelo retorno do Brasil. “Uma Celac sem o Brasil é uma Celac muito mais vazia. Por isso, sua presença hoje nos completa”, comemorou o presidente argentino, e logo destacou alguns dos problemas do ano que coincidiu com sua presidência do bloco. “Passamos pela pandemia, pela guerra e com nossas economias em crise.” No primeiro ponto de sua fala, o presidente argentino destacou os efeitos desiguais sobre os países caribenhos em tempos de emergência climática. “Vivemos no continente mais desigual do mundo e devemos, de uma vez por todas, encarar um processo que nos leve à igualdade e à justiça social”, disse Fernández. Nesse sentido, mencionou o Fundo de Assistência para o Caribe destinado ao enfrentamento das consequências das mudanças climáticas, que afetam especialmente essa região. Em seguida, destacou o bloqueio econômico contra Cuba e Venezuela empregado pelos Estados Unidos, um tema que levou como presidente da Celac à Cúpula das Américas, em Los Angeles, no ano passado. “Os bloqueios são métodos muito perversos de sanção não aos governos, mas aos povos. Não podemos continuar permitindo isto”, disse. Neste sentido, ressaltou a necessidade de trabalhar regionalmente para garantir a institucionalidade dos países. “A democracia está definitivamente em risco. Depois da pandemia, vimos como setores da ultra-direita se colocaram de pé e estão ameaçando cada um de nossos povos. Não podemos permitir que essa direita recalcitrante e fascista coloque a institucionalidade dos nossos povos em risco”, enfatizou. Como exemplo, Fernández mencionou ainda os ataques bolsonaristas em Brasília, no último dia 8, a tentativa de assassinato da vice-presidenta argentina Cristina Kirchner e o golpe na Bolívia em 2019. Comemorou a vitória do retorno da democracia ao país e se dirigiu ao atual presidente, Luis Arce – a quem se referiu carinhosamente como “Lucho” Arce –, um dos mais de 15 mandatários presentes em Buenos Aires. Além de Arce, participam pessoalmente da cúpula o presidente colombiano Gustavo Petro; Gabriel Boric, presidente do Chile; Xiomara Castro, presidenta de Honduras; Mario Abdo Benítez, presidente do Paraguai; Mia Mottley, de Barbados, Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba; e Luis Lacalle Pou, presidente do Uruguai, próximo destino do presidente Lula, quem também está presente na Celac em Buenos Aires. Alberto Fernández defendeu o trabalho em união entre os países, para fazer efetiva essa integração tão mencionada durante a cúpula. “Vejo que se abre uma nova oportunidade. A Celac voltou, agora completa com o Brasil, e com uma oportunidade na região. O mundo mudou, e a pandemia evidenciou as carências do sistema econômico. Dez pessoas no mundo tem o patrimônio de 40% da humanidade. Na pandemia, 90% das vacinas eram destinadas centralmente a 10 países, que representa 10% da humanidade. Temos a oportunidade de desenvolvermos unidos. O que temos que fazer é aprofundar nosso diálogo e respeitar nossas diferenças”, disse o mandatário. Mencionou os acordos assinados com Lula no dia anterior como um exemplo do que deve acontecer nos próximos anos na região. “Avançamos na nossa relação bilateral entre Argentina e Brasil, e devemos avançar deste modo em todo o continente”, disse. “Temos que transformar todas essas palavras em fatos, e fazer com que a integração seja uma realidade.” Logo, concluiu sua fala com o que pode ser interpretado como um recado para Lacalle Pou, que tem interesse em fechar acordos diretamente com a China, por fora do bloco do Mercosul. “Sozinhos, valemos pouco. Unidos, podemos ser muito fortes. Chegou o momento que o Caribe e a América Latina sejam uma só região que defenda os mesmos interesses para o progresso dos nossos povos.” Posteriormente, o chanceler argentino Santiago Cafiero enumerou os cinco eixos temáticos de ação que foram desenvolvidos entre os países da região durante a presidência pro tempore da Argentina em 2022. Os eixos destacados foram: a recuperação social econômica e produtiva pós-pandemia, com a implementação de um plano de autossuficiência sanitária de países da região; a ciência e tecnologia e a inovação para o desenvolvimento e a inclusão; a cooperação ambiental e a gestão de risco e desastres em um contexto de mudança climática; a cultura e a educação para os povos; e o empoderamento das mulheres e as ações em questões de gênero. Em termos de agenda extrarregional, o chanceler destacou o vínculo regional com a China, a relação da Celac com a União Africana, com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), a retomada da relação da Celac com a Índia e a confirmação de uma cúpula do bloco com a União Europeia. “Após 4 anos de silêncio, pudemos ativar o mecanismo Celac-UE, com uma agenda de trabalho consensuada durante o ano passado e que se concretizará com um encontro em meados do ano.” Fonte: Brasil de Fato