Morre Mikhail Gorbatchov, último líder da União Soviética, aos 91 anos

Responsável pelas reformas que “abriram” a URSS e puseram fim ao poderoso gigante socialista, ele é visto no Ocidente como o homem que acabou com a Guerra Fria e “libertou” seu país, mas também como traidor por grande parte dos russos Mikhail Gorbatchov, último líder da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, morreu nesta terça-feira (30), aos 91 anos. A informação acaba de ser divulgada por agências de notícias russas, ainda sem detalhes sobre as circunstâncias do falecimento, em que pese a avançada idade do político. Uma das figuras mais importantes do planeta na segunda metade do século XX, Mikhail Sergeevitch Gorbatchov nasceu em Privol’noe, na província russa de Krai, em 2 de março de 1931. Ingressou ainda jovem, nos tempos da universidade, no Partido Comunista, nos anos 50, e em 1985 foi nomeado Secretário-Geral do Politiburo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o que na prática o tornou o líder da colossal superpotência eurasiática detentora do maior arsenal nuclear da Terra. Gorbatchov empreendeu reformas políticas e econômicas em sua nação, como a Glasnost e a Perestroika, que culminaram com o enfraquecimento do modelo político socialista até então implantado na gigante potência, o que, de forma superficial e simplificada, resultou no fim da União Soviética, em 26 de dezembro de 1991. Por conta disso, no Ocidente e entre os russos e outros povos da ex-URSS críticos do antigo regime político soviético, Gorbatchov era visto como a figura que pôs fim a um modelo não democrático e “libertou” o povo, tendo inclusive recebido o Prêmio Nobel da Paz em 1990 pelos seus “esforços” em dar fim à Guerra Fria, que na prática se encerrou com o desaparecimento da URSS. Por outro lado, para várias lideranças políticas de esquerda mundo afora e para grande parte dos russos que são saudosistas do país que teve fim há 31 anos, Gorbatchov era visto como um traidor que enfraqueceu, fragmentou e destruiu uma das mais poderosas potências que já existiram na história.
Rússia reforça sistema de segurança da central nuclear de Zaporozhia

O sistema de proteção da central nuclear de Zaporozhia foi fortalecido devido a uma possível tentativa do Exército ucraniano de atacar a instalação – Usina nuclear de Zaporizhia (Foto: Reuters) Sputnik – O sistema de segurança da usina nuclear de Zaporizhia foi reforçado após a ameaça de novos ataques à instalação, disse Vladimir Rogov, membro do Conselho da Administração Cívico-Militar da Região de Zaporozhia. Em um comunicado à imprensa, Rogov destacou que a segurança da usina foi reforçada, embora não seja possível divulgar todos os detalhes. “Estamos bem preparados, pois tudo pode ser esperado do regime Zelensky”, comentou. O sistema de proteção da central nuclear de Zaporozhia foi fortalecido devido a uma possível tentativa do Exército ucraniano de atacar a instalação, disse ele à Sputnik. O representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, o tenente-general Igor Konashenkov, disse que o regime de Kiev estava preparando uma “provocação” na usina nuclear de Zaporozhia durante uma visita à Ucrânia do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. Em caso de falha dos geradores a diesel de reserva e bombas móveis, em caso de situação de emergência, o núcleo pode superaquecer. Como resultado, “a destruição dos reatores na maior usina nuclear da Europa vai liberar substâncias radioativas na atmosfera por centenas de quilômetros”, disse Igor Kirillov.
Fumaça preta no Vaticano? Papa Francisco admite que pode renunciar

Menos de um mês após rebater em entrevista rumores de que planejaria renunciar ao cargo, o Papa Francisco admitiu nesta sexta-feira (29), ao final de uma viagem ao Canadá, que de fato pode abdicar do posto máximo da Igreja Católica. Segundo o pontífice, a renúncia viria caso sua saúde o impeça de continuar como líder do Vaticano. “Não acho que eu consiga continuar a viajar com o mesmo ritmo que antes, na minha idade, com as limitações deste joelho. Ou me poupo um pouco para continuar a servir a Igreja, ou preciso começar a considerar a possibilidade de sair”, disse a jornalistas. “Com toda a sinceridade, não é uma catástrofe. Podemos mudar o papa. Não é um problema. Mas acho que tenho que me limitar um pouco, com esses esforços”, afirmou ainda o religioso. Francisco está com 85 anos e sofre com um problema no joelho que vem impactando sua mobilidade. Em sua visita ao Canadá, oportunidade em que pediu desculpas em nome da Igreja Católica pela opressão imposta no passado aos povos nativos, passou a maior parte do tempo em uma cadeira de rodas. O argentino assumiu a liderança o papado em 2013, após a renúncia de Bento 16. Nos últimos meses, se intensificaram rumores sobre uma suposta renúncia, principalmente depois que Francisco realizou reuniões com religiosos do mundo todo para a discussão de uma nova constituição para o Vaticano e após uma visita à cidade de L’Aquila, local associado ao Papa Celestino V, que renunciou em 1294, e que foi visitado também por Bento 16 antes de tomar a decisão de abdicar do papado.
Varíola dos macacos: OMS declara emergência internacional de saúde

Anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Agência Brasil – A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu hoje (23) declarar que a varíola dos macacos configura emergência de saúde pública de interesse internacional. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa. “Temos um surto que se espalhou rápido pelo mundo, através de novas formas de transmissão, sobre as quais entendemos muito pouco, e que se encaixa nos critérios do Regulamento Sanitário Internacional. Por essas razões, decidi que a epidemia de varíola dos macacos representa uma emergência de saúde pública de preocupação internacional”, disse Tedros. A decisão não foi consensual entre membros do Comitê de Emergência da OMS, mas o diretor-geral decidiu ir adiante com a declaração. Ele destacou que o vírus tem se espalhado rapidamente por diversos países, o que aumenta o risco de disseminação internacional. Outra preocupação expressada por Tedros diz respeito ao potencial do vírus de interferir em viagens de um país para outro, como ocorreu com a covid-19. No entanto, a OMS ainda considera o risco baixo. A varíola dos macacos é uma causada por um vírus e transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode se dar por meio de abraço, beijo, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo infectado. Uma das preocupações da OMS é com o estigma que a doença pode provocar, uma vez que a maioria dos contaminados são homens que se relacionam sexualmente com outros homens, especialmente aqueles com múltiplos parceiros. “Em acréscimo às nossas recomendações aos países, também chamo as organizações da sociedade civil, incluindo aquelas com experiência no trabalho com pessoas HIV positivo, para trabalhar conosco na luta contra o estigma e a discriminação”, disse Tedros.
Papa nomeia mulheres para comitê consultivo de bispos pela primeira vez

As três mulheres estão entre as 14 pessoas nomeadas para o Dicastério para os Bispos, que examina os candidatos e aconselha o papa sobre quais padres devem se tornar bispos Reuters – O papa Francisco nomeou três mulheres, duas freiras e uma leiga, para um comitê antes exclusivamente masculino que o aconselha na escolha dos bispos do mundo, disse o Vaticano nesta quarta-feira. Ele havia divulgado a decisão em uma entrevista exclusiva à Reuters no início deste mês, explicando que queria dar às mulheres cargos mais importantes e influentes na Santa Sé. As três mulheres são a irmã Raffaella Petrini, uma italiana que atualmente é vice-governadora da Cidade do Vaticano, a freira francesa Yvonne Reungoat, ex-superiora geral de uma ordem religiosa, e a leiga argentina Maria Lia Zervino, presidente da União Mundial das Organizações Femininas Católicas, UMOFC. As três mulheres estão entre as 14 pessoas nomeadas para o Dicastério para os Bispos, que examina os candidatos e aconselha o papa sobre quais padres devem se tornar bispos. Os outros 11 nomeados nesta quarta-feira são cardeais, bispos e padres. Os mandatos duram cinco anos. Antes do anúncio dos 14 nomes na quarta-feira, havia mais de 20 membros. O total flutua à medida que os mandatos expiram, mas geralmente os números do comitê estão entre cerca de 25 a 30. Os membros do comitê, que vêm de todo o mundo, se reúnem em Roma cerca de duas vezes por mês e enviam suas recomendações ao papa, que toma a decisão final. “Dessa forma, as coisas estão se abrindo um pouco”, disse Francisco na entrevista de 2 de julho à Reuters em sua residência, quando divulgou sua decisão de nomear mulheres para a parte decisória do departamento dos bispos.
Boris Johnson renuncia ao cargo de primeiro-ministro britânico

“É desejo do Partido Conservador que haja um novo líder e um novo primeiro-ministro”, anunciou Johnson em discurso – Em frente à residência oficial do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson renunciou ao cargo nesta quinta-feira (7). “É desejo do Partido Conservador que haja um novo líder e um novo primeiro-ministro. E eu falei com o comitê do partido, e a questão de escolher esse novo líder deve acontecer agora. Até o novo líder aparecer, eu estarei aqui como interino”, afirmou. Johnson foi abandonado pelos ministros do governo. Até mesmo o ministro das Finanças, Nadhim Zahawi, que só foi nomeado para o cargo na quarta-feira (6), pediu a renúncia do premiê. Ele passou dias resistindo à renúncia, mas não obteve êxito. A situação política de Johnson ficou mais delicada após o deputado Chris Pincher, nomeado pelo premiê como vice-líder do governo, ter sido acusado de ter apalpado dois homens em um clube privado em Londres.
G7 articula mais sanções para enfraquecer fontes de receita de Moscou

O primeiro dia da cúpula do G7, realizada nos Alpes da Alemanha, no domingo (26), resultou na publicação de um documento de seis páginas de “apoio à Ucrânia” e também na divulgação de informações de um plano de infraestrutura do bloco que procura fazer frente a uma iniciativa similar da China, a Iniciativa do Cinturão e Rota. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, participou por videoconferência do evento e afirmou não ser hora de negociar com os russos, de acordo com informações de agências de notícias. Os líderes de Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Canadá e Japão reforçaram apoio ao que consideram a “defesa corajosa” da Ucrânia, e afirmaram não reconhecer as tentativas da Rússia de “redesenhar fronteiras à força”. O texto da declaração, que pode ser conferido na íntegra (em inglês) neste link, apresenta o cálculo de que US$ 29,5 bilhões (R$ 153 bilhões) “de apoio de orçamento” já foram entregues ou prometidos para Kiev. No tópico das sanções, a declaração conjunta do G7 defende que os países mais ricos que integram o bloco continuarão a prestar assistência à economia global para “ajudar a mitigar os efeitos” da atual situação, em especial em países de renda média e baixa. Isso porque as sanções contra a energia russa e as interrupções do fluxo do comércio de alimentos são um dos fatores que impulsionam a crise inflacionária observada em diferentes partes do mundo sobre itens essenciais, como trigo e petróleo. “Estamos comprometidos em sustentar e intensificar a pressão econômica e política internacional sobre o regime do presidente [Vladimir] Putin e seus facilitadores em Belarus, privando a Rússia dos meios econômicos para persistir em sua guerra de agressão contra a Ucrânia, e continuaremos nosso uso direcionado de sanções coordenadas o tempo que for necessário, agindo em uníssono em todas as fases”, comunicou o G7. “O G7 anunciará que proibiremos a importação de ouro russo, uma importante exportação que arrecada dezenas de bilhões de dólares para a Rússia”, afirmou o presidente dos EUA, Joe Biden. Em abril, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, afirmou após visitar a Ucrânia, que o objetivo dos EUA é ver uma “Rússia enfraquecida ao ponto de não poder fazer o tipo de coisa que fez ao invadir a Ucrânia”. Mais de US$ 6,1 bilhões em “assistência de segurança” já foram enviados pelos Estados Unidos para a Ucrânia desde o início da guerra, de acordo com o Departamento de Defesa dos EUA. O mais recente pacote de ajuda militar incluí oito embarcações militares. Do lado russo, o assessor presidencial de Vladimir Putin, Yury Ushakov, afirmou nesta segunda-feira (27) que é “muito cedo” para comentar os resultados do G7 e que ele poderia falar sobre os resultados da cúpula do Brics realizada na última semana, de acordo com informações da agência de notícias Tass. Avanço na competição com a China Os países do G7 também anunciaram o lançamento de um plano global de investimentos em infraestrutura para países em desenvolvimento. O anúncio se assemelha a um programa semelhante adotado pela China, a Iniciativa do Cinturão e Rota, também conhecida como Nova Rota da Seda. A União Europeia também tem um programa semelhante, formalizado em dezembro de 2021. Biden afirmou que um dos objetivos do novo programa, batizado de “Colaboração pela Infraestrutura Global e o Investimento”, é demonstrar os “benefícios concretos” de ter parcerias com “democracias”. De acordo com a Casa Branca, estão previstos investimentos na transição energética, energia nuclear, fabricação de vacinas, construção de hospitais na Costa do Marfim, expansão da conexão de 5G com “vendedores confiáveis”. Este é um setor em que as empresas chinesas têm vantagem tecnológica. No plano dos EUA, será construído um cabo submarino de internet que conectará Singapura até a França por meio do Egito e do Chifre da África. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, afirmou sobre o plano do G7 que Pequim “acolhe todas as iniciativas que ajudam a construir infraestrutura global”. “No entanto, nos opomos a declarações e ações que promovam cálculos geopolíticos e difamem a Iniciativa do Cinturão e Rota sob o pretexto de construir infraestrutura”, disse o diplomata chinês. Sob a presidência da Alemanha, o G7 deste ano termina na terça-feira (28). Brasil de Fato
Gustavo Petro é eleito primeiro presidente de esquerda da Colômbia

Principal liderança progressista do país, o ex-guerrilheiro venceu a disputa contra o empresário Rodolfo Hernández Após uma corrida eleitoral bastante disputada, o economista Gustavo Petro foi eleito presidente da Colômbia neste domingo (19). Petro, que participou de movimentos guerrilheiros nos anos 1980 e se consolidou como a principal liderança progressista do país nos últimos anos, será o primeiro presidente de esquerda da história do país. Segundo dados da contagem rápida do Cartório Nacional Eleitoral, a chapa formada por Petro e Francia Márquez conquistou 50,69% dos votos com 94,57% apurado. Hernández teve 47,05%. “Hoje é dia de festa para o povo. Que ele celebre a primeira vitória popular. Que tantos sofrimentos sejam amortecidos na alegria que hoje inunda o coração da Pátria. Esta vitória para Deus e para o Povo e sua história. Hoje é o dia das ruas e praças”, escreveu Petro nas rede sociais após ser eleito presidente. Hernández já admitiu a derrota enquanto o presidente Iván Duque, de extrema-direita, ligou para felicitar o presidente eleito. Hoy es dia de fiesta para el pueblo. Que festeje la primera victoria popular. Que tantos sufrimientos se amortiguen en la alegria que hoy inunda el corazon de la Patria. Esta victoria para Dios y para el Pueblo y su historia. Hoy es el dia de las calles y las plazas. — Gustavo Petro (@petrogustavo) June 19, 2022
Argentina é convidada para reunião do G7; Brasil é ignorado por anfitrião

É UMA VERGONHA ATRÁS DA OUTRA – Nação vizinha foi chamada a participar pela Alemanha. Foram convidados ainda África do Sul, Índia, Indonésia e Senegal. Isolamento internacional do Brasil por causa de Bolsonaro gera constrangimento no Itamaraty Aumenta ainda mais o isolamento internacional do Brasil. O país estará fora da próxima reunião do G7, clube dos sete países mais ricos do mundo, que será realizada em Schloss Elmau, na Alemanha, entre os dias 26 e 28 deste mês. A Argentina foi o único país da América Latina convidado pelo chanceler Olaf Scholz e teve o chamado aprovado pelo Bundestag, o parlamento alemão. África do Sul, Índia, Indonésia e Senegal foram os outros convidados pelos anfitriões. O desprezo dispensado ao Brasil governado pelo extremista Jair Bolsonaro e sua agenda de pautas e posturas incivilizadas vem legando à nação, que tinha um dos corpos diplomáticos mais respeitados do mundo, um esquecimento doloroso e constrangedor. No primeiro ano de governo do líder brasileiro de extrema-direita, 2019, o encontro do G7 foi em Biarritz, na França, e o país também foi deixado de fora, da mesma forma que na cúpula seguinte, em Cornwall, no Reino Unido, 2021. O encontro de 2020, que seria em Camp David, nos EUA, precisou ser cancelado por conta da pandemia. Embora não exista um critério claro para convidar nações de fora do G7, o país anfitrião, responsável por chamar os Estados convidados para a cimeira, considera normalmente o papel de destaque na comunidade internacional dessas nações. Com o isolamento total do Brasil no cenário mundial e suas políticas radicais e conflituosas adotadas a partir da chegada de Bolsonaro ao poder, cada vez mais as autoridades de Brasília vêm sendo deixadas de fora de qualquer encontro multilateral. Desta vez, caberá ao presidente Alberto Fernández representar a região na confraria dos países ricos. Revista Fórum
Com ampla vantagem Gustavo Petro disputa 2º turno com “Trump colombiano”

O candidato de esquerda, da Coalizão Pacto Histórico, faz história na Colômbia e chega ao segundo turno como favorito Com 40,32% dos votos, em 99,99% das urnas apuradas, o candidato de esquerda, Gustavo Petro, da Coalização Pacto Histórico, confirmou o favoritismo apontado nas pesquisas e ficou em primeiro na eleição presidencial da Colômbia, realizada neste domingo (29). Ele vai disputar o segundo turno, no dia 19 de junho, com Rodolfo Hernández, da Liga de Governantes Anticorrupção, conhecido como “Trump colombiano”, com 28,15%. Na terceira colocação ficou o candidato de direita, Federico Gutiérrez, da Coalizão Equipe pela Colômbia, com 23,91% dos votos. O adversário de Petro no segundo turno tem 77 anos, se autodenomina “Engenheiro Rodolfo Hernández”. Porém, é mais conhecido no país como o “Trump colombiano”, que, com sua fortuna, se apresentando como um outsider. Conheça mais sobre Petro e sua vice, Francia Márquez Gustavo Petro é formado em Economia. Foi prefeito de Bogotá e ex-guerrilheiro do grupo M-19, que atuava na luta armada. Em 2016, Petro foi um dos grandes articuladores da construção do acordo de paz do Estado com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), assinado em 2016 pelo então presidente Juan Manuel Santos. O grupo do qual Gustavo Petro fazia parte, o M-19, também foi beneficiado por um acordo semelhante ao assinado com as Farc, mas que se deu na década de 1990. Desde então, Petro atua na política convencional. A candidata a vice de Petro é Francia Márquez. Ela nasceu em La Toma Suárez, região de Cauca, no Oeste da Colômbia, e começou a ganhar destaque na cena política do país ao denunciar a mineração ilegal do Ouro, que afeta o ecossistema do rio Ovejas e mais de 250 mil pessoas de sua comunidade. Em 2018, Francia convocou um ato que lhe renderia o Prêmio Ambiental Goldman 2018 (conhecido como Nobel Ambienta). Ela reuniu 80 mulheres de sua região e, juntas, caminharam por dez dias cerca de 350 quilômetros até Bogotá. O ato tinha por objetivo fazer com que as autoridades “ouvissem” as demandas do movimento. Conhecida por ter uma retórica contundente e direta, Francia tem como bandeiras prioritárias o fim da desigualdade econômica das mulheres, a descriminalização do aborto, presença do Estado em regiões periféricas, erradicação do racismo estrutural e preservação do meio ambiente e da “mãe terra”, com ela costuma dizer. Revista Fórum