Protestos contra Trump reúnem milhares de pessoas nas ruas dos EUA

Manifestantes em diversas cidades dos Estados Unidos protestaram contra as políticas de imigração, educação e segurança do governo de Donald Trump Milhares de pessoas foram às ruas dos Estados Unidos neste sábado (18) para protestar contra as políticas de imigração, educação e segurança do governo de Donald Trump. Há também registros de atos em diversas regiões da Europa. As manifestações ocorrem sob o lema “No Kings”, em uma clara crítica ao caráter autoritário do governo Trump, que tem se colocado como o “xerife do mundo” ao impor uma série de sanções a diferentes países. De acordo com informações da AFP, os organizadores das mobilizações estimam mais de 2.600 atos em todas as regiões dos EUA, com registros de marchas em Londres, Madri e Barcelona. As principais críticas dos manifestantes são voltadas às políticas de imigração, segurança, aos cortes de verbas para universidades e à presença da Guarda Nacional em grandes centros urbanos. Em Washington, os manifestantes se reuniram em torno do Cemitério Nacional de Arlington, próximo à área onde Trump planeja construir um arco monumental ligando o Memorial Lincoln à margem oposta do rio Potomac. Confira abaixo alguns registros das manifestações: No Kings Chicago pic.twitter.com/DOtjfcNh5G — Scott Dworkin (@funder) October 18, 2025 Happening now: Here’s a view of the “No Kings” protest in Washington, DC pic.twitter.com/dpKlbJQZoq — philip lewis (@Phil_Lewis_) October 18, 2025 Best NO KINGS DAY sign so far Chattanooga, Tennessee pic.twitter.com/k8JVMvyizF — Brian Krassenstein (@krassenstein) October 18, 2025 Atlanta No Kings rally. pic.twitter.com/FU3RG8Y6Q3 — Blue Georgia (@BlueATLGeorgia) October 18, 2025 This is Boston. Thousands of protesters gather for the No Kings rally Thank you pic.twitter.com/4VoibHrZCJ — Ron Smith (@Ronxyz00) October 18, 2025
Trump cita o Brasil e elogia, ao lado de Milei, conversa com Lula

Presidente dos EUA voltou a afirmar que que teve “boa conversa” com Lula e criticou o BRICS em encontro com o presidente argentino Durante um almoço em Washington ao lado do presidente argentino, Javier Milei, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez referências ao Brasil e elogiou sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião, segundo o G1, ocorreu no contexto da visita de Milei aos EUA em busca de apoio financeiro para socorrer a economia Argentina. Trump afirmou que decidiu apoiar a Argentina por considerar que o sucesso do país pode influenciar positivamente toda a região. “Se a Argentina for bem, outros vão seguir o exemplo. E muitos outros já estão seguindo”, disse. Em seguida, mencionou o Brasil. “E o Brasil, tive uma conversa muito boa com o presidente. Eu o encontrei nas Nações Unidas antes de subir para discursar “. A aproximação dos dois líderes ocorreu após um breve encontro na Assembleia-Geral da ONU, realizada em setembro, em Nova Iorque. Lula e Trump discutiram tarifas em conversa recente A relação entre Brasil e Estados Unidos voltou ao centro do debate após a ligação de 6 de outubro, quando Lula e Trump conversaram por cerca de 30 minutos. Segundo o governo brasileiro, Lula pediu a revisão das tarifas de 50% aplicadas sobre produtos nacionais, além de questionar sanções contra autoridades brasileiras ligadas ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL). Trump, por sua vez, classificou a conversa como amistosa. “Nós nos conhecemos, gostamos um do outro e, sim, tivemos uma ótima conversa. Vamos começar a fazer negócios. (…) Em algum momento eu vou [para o Brasil], e ele [Lula] vai vir aqui… Nós conversamos sobre isso”, declarou. O presidente estadunidense também chamou Lula de “bom homem”. Expectativa de reunião presencial A expectativa é de que uma reunião entre os dois presidentes deve ocorrer em breve, com a Malásia surgindo como um dos locais mais prováveis para o encontro, à margem da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), no final de outubro Relação bilateral entre atritos e aproximações As declarações de Trump contrastam com a fase recente de tensões diplomáticas. O presidente dos EUA vinha criticando o Brasil pelo que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro, enquanto Lula acusou Washington de impor “sanções arbitrárias” e agir como se buscasse ser o “imperador do mundo”. Trump ataca BRICS e defende o dólar Trump também voltou a criticar o grupo dos BRICS — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, que segundo ele buscava enfraquecer o domínio do dólar. “Estão todos saindo dos BRICS. Era um ataque ao dólar. Eu disse: ‘querem jogar esse jogo? Vamos colocar tarifas sobre todos os produtos que entrarem nos Estados Unidos’. Eles disseram: ‘estamos fora dos BRICS’. E agora ninguém mais fala disso”, afirmou.
“QUÍMICA” – Trump se pronuncia sobre conversa com Lula e confirma encontro

Presidente dos EUA fez postagem em tom elogioso e positivo em relação ao contato estabelecido com seu homólogo brasileiro, por vídeo conferência, na manhã desta segunda (6) O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma postagem há pouco em seu perfil na Social Truth, a rede social de sua propriedade, para comentar a conversa que teve com o presidente Lula (PT) na manhã desta segunda-feira (6), por vídeo conferência. O líder da Casa Branca foi bastante elogioso e positivo ao falar sobre o diálogo direto aberto com o mandatário brasileiro, que passou a ser ventilada após os dois se encontrarem rapidamente e por acaso na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, há duas semanas, ocasião em que o norte-americano ressaltou ter sentido “uma química” com o estadista sul-americano. “Esta manhã, tive uma ótima conversa telefônica com o Presidente Lula, do Brasil. Discutimos muitos assuntos, mas o foco principal foi a economia e o comércio entre nossos dois países. Teremos novas discussões e nos encontraremos em um futuro não muito distante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Gostei da conversa, nossos países se darão muito bem juntos!”, escreveu Trump. Pelas redes sociais, o presidente Lula também se pronunciou sobre a conversa de cerca de 30 minutos que teve com Donald Trump, na manhã desta segunda-feira (6), após a “boa química que tivemos no encontro em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU”. “Considero nosso contato direto como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, escreveu o chefe de Estado brasileiro em seu perfil oficial no X (antigo Twitter). “No telefonema, recordei que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os EUA mantêm superávit na balança de bens e serviços. Solicitei ao presidente Trump a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras”, emendou Lula sobre a guerra tarifária declarada por Trump contra o Brasil. De acordo com o presidente brasileiro, Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Lula ainda afirmou que pode encontrar Trump pessoalmente durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que ocorrerá na Malásia a partir de 26 de outubro. “Nós concordamos em nos encontrar pessoalmente em breve. Sugeri a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterei o convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e também me dispus a viajar aos EUA”, disse o presidente, que estava acompanhando também do assessor especial Celso Amorim e do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira.
Claudia Sheinbaum celebra um ano na Presidência do México com multidão de apoiadores

Presidenta mexicana realizou ato na capital com mais de 400 mil pessoas Milhares de pessoas se concentraram em um clima festivo, com bandas de música, shows de acrobatas e pontos de venda de suvenires e comida para comemorar o primeiro aniversário do governo da presidenta Claudia Sheinbaum neste domingo (5). Sheinbaum tem aprovação de mais de 70%, segundo três pesquisas de opinião publicadas esta semana, que atribuem este forte apoio a seus programas de pensões, bolsas de estudo e outras ajudas. Grupos organizados de sindicatos e outras entidades cobriram a praça do Zócalo com bandeiras multicoloridas e balões com mensagens de apoio à presidente. Este ano, o investimento social beira os 54,3 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 290 bilhões, na cotação atual), cerca de 12% do orçamento do governo federal. Para 2026 está previsto um montante similar. “É preciso cumprir as promessas feitas ao povo, isso é importante (…) a luta pelo bem-estar”, disse a presidenta de esquerda, que também tem boas avaliações por sua gestão da relação com o mandatário americano, Donald Trump. O magnata ameaça continuamente com altas tarifas e soluções de força contra os cartéis mexicanos do narcotráfico, mas Sheinbaum tem conseguido mantê-lo na linha. Doutora em engenharia energética, Sheinbaum, de 63 anos, vive uma lua-de-mel com a população graças à queda da pobreza iniciada por seu antecessor e correligionário, Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), segundo as pesquisas. Pelo menos 8,3 milhões de pessoas saíram desta situação entre 2020 e 2024 neste país de 130 milhões de habitantes.
Lula é aclamado na ONU ao defender soberania e chamar Trump de autocrata

Além de expor o golpe de Bolsonaro, presidente brasileiro, diante dos olhos de todo o mundo, enviou duro recado à extrema direita e aos “falsos patriotas” que atentam contra a democracia O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo no início de seu discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York (EUA), nesta terça-feira (23), enviou um duro recado à extrema direita mundial e fez referência direta às recentes retaliações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil – que incluem o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras e sanções contra membros do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Lula, tais medidas configuram “atentados à soberania” e evidenciam uma crise do multilateralismo e enfraquecimento da democracia. Adotando um tom firme, o presidente garantiu que o Brasil resistirá a qualquer ataque ou tentativa de interferência externa. “O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Existe um evidente paralelo entre a crítica do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, soberania e direito, as consequências são trágicas”, declarou Lula. Na sequência, o presidente brasileiro fez referência direta à cultura da violência presente no bolsonarismo e na extrema direita como um todo e expôs para o mundo todo a tentativa de golpe de Estado deflagrada por Jair Bolsonaro – bem como a condenação do ex-presidente. Lula ainda mencionou, indiretamente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao falar em “falsos patriotas” que promovem ações contra o Brasil. “Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender a democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e economia. A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias e pela primeira vez em quinhentos e vinte e cinco anos de nossa história, um ex-chefe de estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado e julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa prerrogativa que as ditaduras negam as suas vítimas”, pontuou. Aclamado Na sequência, Lula reforçou que a soberania do Brasil não está em negociação, se referindo a Trump como “candidato a autocrata” e, neste momento, foi aclamado com aplausos pela plateia. “Diante dos olhos do mundo o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e aqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”. “Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”, emendou o mandatário. Veja vídeo Lula é aclamado na ONU ao defender soberania, chamar Trump de autocrata e expor golpe de Bolsonaro Veja vídeo: pic.twitter.com/GvqZXvbqUO — Revista Fórum (@revistaforum) September 23, 2025
Lula cita falsos patriotas, autoritarismo de Trump e lembra Francisco e Mujica na ONU

Em discurso histórico, Lula conclamou pela refundação dos organismos multilaterais e denunciou ações de Trump e da extrema direita na ONU. “O amanhã é feito de escolha diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo”. Em discurso histórico na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23), Lula citou o Brasil como exemplo de resistência democrática diante do autoritarismo da extrema direita e denunciou ao mundo o conluio entre o clã Bolsonaro e Donald Trump nas sanções e achaques ao país. “Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governo ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia”, afirmou Lula. “A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas, arquiteto e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, emendou o presidente. Lula ainda criticou os conflitos mundiais, com ênfase especial ao massacre perpetrado pelo Estado Sionista de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza. “Nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, ali sobre toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o direito internacional humanitário e o mito da superioridade ética do ocidente. Este massacre não aconteceria sem a cumplicidade dos que poderiam evitá-lo. Em Gaza, fome é usado como arma de guerra e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente. Quero expressar minha admiração aos judeus que dentro e fora de Israel se opõe a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer”, afirmou. Lula ainda lembrou as mortes do Papa Francisco e do ex-presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, citando os dois “humanistas” como exemplo de resistência ao autoritarismo. “Se ainda estivesse entre nós, provavelmente usariam esta tribuna para lembrar que o autoritarismo, a degradação ambiental e a desigualdade não são inexoráveis. Que os únicos derrotados são os que cruzam os braços resignados. Que podemos vencer os falsos profetas de oligarcas que exploram o medo e monetizam o ódio”. Por fim, Lula voltou a pedir a reforma da Organização das Nações Unidas e fez um apelo para a retomada das negociações para expandir o multilateralismo. “O amanhã é feito de escolha diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo. No futuro que o Brasil vislumbra não há espaço para reedição de rivalidades ideológicas ou esfera de influência. A confrontação é inevitável. Precisamos de lideranças com clareza de visão, que entendam que a ordem internacional não é um jogo de soma zero”, afirmou. “A ONU tem hoje quase quatro vezes mais membro do que os 51 que estiveram na sua fundação. Nossa missão histórica é a de torná-la novamente portadora de esperanças e promotoras da igualdade e da paz, do desenvolvimento sustentável e da diversidade e da tolerância. Que Deus nos abençoe a todos e muito obrigado”, concluiu. Leia a íntegra do discurso de Lula na ONU Este deveria ser um momento de celebração das Nações Unidas, criada no fim da guerra, onde simboliza a expressão mais elevada da aspiração pela paz e pela prosperidade. Hoje, contudo, os ideais que inspiraram seus fundadores em São Francisco estão ameaçados como nunca, estiveram em toda a sua história. O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização está em cheque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Existe um evidente paralelo entre aquele do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente à arbitrariedades. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas. Em todo mundo forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultua a violência, exalta a ignorância, atua como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governo ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas, arquiteto e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas. Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e aqueles que os apoiam. Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos. Seguiremos como uma nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela. Democracia sólidas vão além do ritual eleitoral. Seu vigor pressupõe a redução das desigualdades, a garantia dos direitos mais elementares, a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde. A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares. Ela perde quando fecha suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo. A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo. Por isso, Foi com orgulho, que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do mapa da fome este ano de 2025. Mas no mundo, ainda há 670 milhões de pessoas famintas e cerca de 2 bilhões e 300 milhões enfrentam insegurança alimentar. A única guerra que todos podem sair vencedores.
Trump sanciona esposa de Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky

Viviane Barci tornou-se alvo das mesmas sanções impostas ao seu marido; entenda Na véspera do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU, em Nova York (EUA), o governo de Donald Trump ampliou sua ofensiva contra o Brasil ao sancionar Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, com a Lei Magnitsky. O anúncio foi publicado nesta segunda-feira (22) pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e atinge também o Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, entidade fundada por Moraes no ano 2000 e atualmente controlada pela família. A medida replica as sanções já impostas em agosto ao ministro do Supremo, acusado por Washington de “prisões arbitrárias” e “restrições à liberdade de expressão”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, repetiu o discurso que ecoa a narrativa da extrema direita brasileira: “De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos.” A inclusão de Viviane Barci no rol dos sancionados não ocorreu por acaso. Segundo admitiu o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ele próprio sugeriu ao governo Trump que punir apenas Moraes seria “contraproducente”, descrevendo a advogada como o “braço financeiro” do ministro. A pressão dos bolsonaristas, portanto, foi determinante para estender as sanções à esposa de Moraes. Na prática, a aplicação da chamada Lei Magnitsky congela qualquer ativo que os sancionados possuam nos Estados Unidos, além de restringir operações financeiras em dólar, incluindo o uso de bandeiras internacionais como Visa e Mastercard. Os efeitos diretos no Brasil, no entanto, ainda dependem da posição dos bancos nacionais. Sanções em meio a protestos e à ONU A decisão norte-americana acontece num momento de grande tensão política. Neste domingo (21), milhões de brasileiros saíram às ruas em protestos massivos contra a anistia aos golpistas de 8 de janeiro, reforçando o isolamento político de Jair Bolsonaro e a defesa da democracia liderada pelo STF e pelo governo Lula. Agora, o gesto hostil de Trump adiciona um ingrediente de constrangimento diplomático às vésperas da abertura da Assembleia Geral da ONU, que ocorre nesta terça-feira (23). Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro a discursar, seguido pelos Estados Unidos — o que significa que Lula falará imediatamente antes de Trump. A expectativa é de que o presidente brasileiro aproveite o palco global para responder à altura, denunciando a instrumentalização política das sanções e reafirmando a soberania nacional diante da ingerência estrangeira. As medidas de Trump, embaladas pelo lobby bolsonarista, expõem mais uma vez a sintonia entre o ex-presidente brasileiro e a extrema direita norte-americana. Já a reação do governo brasileiro e do Supremo tem sido firme em defender Moraes, alvo de ataques justamente por seu papel central no julgamento dos responsáveis pela tentativa de golpe de Estado.
Le Monde: ‘condenação de Bolsonaro é exemplar para a democracia’

Editorial do jornal francês Le Monde diz que decisão do STF “lembra que o princípio da democracia é que o exercício do poder depende do veredito das urnas” O jornal francês Le Monde publicou neste sábado (13) um editorial em que classifica como “exemplar” a condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no Brasil. O texto ressalta que a sentença, proferida na quinta-feira (11) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), representa um momento de maturidade institucional em um país que conviveu com uma ditadura militar de 1964 até 1985. Segundo o editorial, a condenação por tentativa de golpe após a derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em outubro de 2022, reforça a noção de que “o exercício do poder depende das urnas e não da destruição das instituições”. “Esta condenação é exemplar, independentemente dos esforços dos apoiadores de Jair Bolsonaro para aprovar uma lei de anistia. Ela lembra a todos o que deveria ser óbvio: o primeiro princípio da democracia é que o exercício do poder depende do veredito das urnas, e certamente não do saqueio de instituições”. Repercussão internacional e críticas dos EUA Ainda de acordo com o Le Monde, a decisão – “lamentavelmente” – foi alvo imediato de críticas do governo dos Estados Unidos. O secretário de Estado, Marco Rubio, acusou a Justiça brasileira de promover uma “caça às bruxas” e de praticar “perseguição política”. Ele também ameaçou impor novas sanções contra Brasília, somando-se às sobretaxas comerciais já determinadas pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à pressão sobre os magistrados brasileiros. O editorial alerta que tal postura pode empurrar o Brasil para uma aproximação ainda maior com a China, em razão das tensões crescentes com Washington. O Le Monde também traça um paralelo com a política dos Estados Unidos, lembrando que Donald Trump contestou de forma agressiva a derrota na eleição de 2020, sem apresentar provas de fraude. Diferentemente do Brasil, os norte-americanos não levaram o caso a julgamento. O jornal destaca ainda que Trump perdoou envolvidos no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, gesto visto como um “ultraje à democracia”. O desafio da reconciliação no Brasil O editorial cita o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, que afirmou: “A história nos ensina que a impunidade, a inação e a covardia não conduzem à pacificação”. Para o jornal francês, embora a condenação de Bolsonaro simbolize um avanço democrático, o episódio expôs as divisões políticas profundas que persistem no Brasil. O desafio agora, conclui o Le Monde, é alcançar a reconciliação nacional em meio à polarização e ao legado de um governo marcado por crises ambientais e sanitárias.
Tentativa de negociação e defesa da soberania marcam 1 mês de tarifaço

Sobretaxa imposta por Donald Trump começou em 6 de agosto O tarifaço imposto pelos Estados Unidos a exportações brasileiras completa um mês neste sábado (6). Tentativas de negociação, defesa da soberania nacional e medidas de apoio a empresas brasileiras deram o tom do cenário econômico e diplomático nesse período de 30 dias. Bruno de Freitas Moura, da Agência Brasil A Agência Brasil conversou com especialistas sobre efeitos das medidas americanas de barreira ao comércio exterior e relembra pontos-chave desse período. Em julho, no dia 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que anunciava a imposição de tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos. A correspondência foi divulgada em uma rede social pelo próprio Trump. Esse comunicado inicial previa o início do tarifaço em 1º de agosto e usava como justificativa o déficit comercial dos EUA e o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, quem Trump considerava ser perseguido. Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, em julgamento que entrou na reta final esta semana. Diferentemente do que alegava Trump, os Estados Unidos têm superávit na relação comercial. Em carta de resposta, o Brasil cita que acumula com os Estados Unidos déficit comercial de quase US$ 410 bilhões nos últimos 15 anos. Isto é: importou mais do que exportou nesse período. Concretização em agosto Autoridades e empresários brasileiros buscaram negociações com os Estados Unidos, mas, em 30 de julho, Trump confirmou a adoção das medidas de retaliação. O governo de Trump assinou uma ordem executiva que estipulou o tarifaço a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos. Entre os principais beneficiados pelas exceções está a Embraer, uma das maiores fabricantes de avião do mundo, com grande parte da produção destinada aos Estados Unidos. Como ficaram as tarifas Os cerca de 700 produtos da lista de exceção representam 44,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos e continuaram a pagar uma tarifa de até 10%, que já tinha sido definida em abril pelos EUA. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o tarifaço “cheio” incide em 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos. O tarifaço cheio é a cobrança de 10% definida em abril somada a outra de 40%, assim totalizando 50%. Há ainda 19,5% das vendas sujeitas a tarifas específicas, adotadas pelo governo Trump com base em argumentos de segurança nacional. Entre esses produtos, estão as autopeças e automóveis de todos os países, que pagam 25% para entrar nos Estados Unidos desde maio. Aço, alumínio e cobre pagam alíquota de 50%, mas, segundo levantamento do Mdic, estão dentro dos 19,5%, porque as tarifas foram definidas com base nos argumentos de segurança nacional em fevereiro, com entrada em vigor em março. De acordo com o ministério, 64,1% das nossas exportações continuam concorrendo em condições semelhantes com produtos de outros países. Esse percentual é a soma dos 44,6% de vendas excluídas do tarifaço e dos 19,5% de exportações com tarifas específicas. Cálculos do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, revelam que o tarifaço de Trump afeta 3,3% das exportações brasileiras. Negociação pós-tarifaço Mesmo depois de concretizado o tarifaço, governo e empresários brasileiros seguiram em tentativas de negociações com os americanos. No dia seguinte ao início das tarifas, Geraldo Alckmin se reuniu, em Brasília, com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, principal interlocutor do governo americano no Brasil, uma vez que Trump ainda não designou um embaixador para o país, após a saída de Elizabeth Bagley, em janeiro deste ano. Apesar de haver interesses em comum entre os dois países ─ como a exploração de minerais estratégicos, citada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad ─ o Brasil tem encontrado dificuldade na negociação. Na primeira quinzena de agosto, Haddad informou que um encontro com o secretário de Tesouro dos EUA (equivale ao nosso ministro da Fazenda), Scott Bessent, foi cancelado. “Argumentaram falta de agenda. Uma situação bem inusitada”, disse à época. Haddad atribuiu o cancelamento à articulação da extrema-direita americana. A ligação desse segmento político à extrema-direita brasileira chegou a ser investigada pela Polícia Federal (PF), que decidiu pelo indiciamento do ex-presidente Bolsonaro e de um dos filhos dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Eduardo mora nos EUA desde março e, segundo a PF, participou da articulação que culminou no tarifaço. Postura institucional Apesar de não ter havido mais avanços em termos de isenção de produtos, o professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ, José Niemeyer, defende que o processo de negociação tem que continuar. Ele destacou a atuação do governo brasileiro, por meio de ministérios, diplomatas e da embaixadora em Washington, Maria Luiza Viotti, na obtenção da lista de isenções. “Conseguiram chegar a bom termo e alguns dos produtos tiveram as suas tarifas diminuídas”, avalia. Ele classificou o tipo de negociação exercida pelo Brasil como institucional. “O Brasil não partiu para nenhum tipo de confronto”, disse à Agência Brasil. Niemeyer destacou que o vice-presidente Alckmin “conseguiu chegar próximo das estruturas do Estado norte-americano e da Casa Branca para poder começar uma negociação”. Defesa da soberania Além da negociação com os Estados Unidos, o governo brasileiro tem passado uma mensagem de defesa da soberania nacional. O presidente Lula rebateu acusações de Trump de que o Brasil é um mau parceiro comercial. “Ele resolveu contar algumas mentiras sobre o Brasil, e nós estamos desmentindo”, disse o presidente em um evento em Recife, no último dia 14. Em reunião ministerial no dia 26, Lula orientou integrantes do governo a defenderem a
The Economist diz que Brasil dá lição de maturidade democrática aos Estados Unidos

Com Bolsonaro na capa, revista britânica analisa como o julgamento contra o ex-presidente vai influenciar o futuro da política brasileira e vai ser de lição de democracia para os EUA Com Jair Bolsonaro (PL) usando um chapéu viking – aos moldes do simbólico invasor trumpista ao Capitólio – na capa, a revista britânica The Economist, conhecida como a “bíblia do liberalismo”, afirma na principal reportagem da edição divulgada nesta quinta-feira (28) que “o Brasil oferece aos Estados Unidos uma lição de maturidade democrática” com o julgamento do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é destaque internacional nesta quinta-feira (28/8) com a capa da revista britânica The Economist. A publicação afirma que, se Bolsonaro for declarado culpado, o Brasil vai “oferecer aos Estados Unidos uma lição de maturidade democrática”, em um momento em que a maior democracia do hemisfério norte enfrenta acusações de corrupção e autoritarismo sob a liderança de Donald Trump. Na ilustração da capa, Jair Bolsonaro aparece com o rosto pintado nas cores da bandeira brasileira e usando um chapéu semelhante ao do “viking do Capitólio”, símbolo da invasão ao Congresso americano em 6 de janeiro de 2021. A imagem faz referência direta à insurreição que ocorreu nos Estados Unidos e inspirou os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Segundo o The Economist, a situação brasileira representa “um caso de teste de como os países se recuperam de uma febre populista”. A publicação compara o Brasil aos Estados Unidos, dizendo que, sob o comando de Trump, os americanos “estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários”. Enquanto os brasileiros, mesmo sob pressão internacional, demonstram empenho em proteger as instituições democráticas. Bolsonaro no banco dos réus O ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado pela revista de “Trump dos trópicos”, será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do dia 2 de setembro, sob acusação de tentativa de golpe de Estado. Ele está em prisão domiciliar desde o início das investigações. A publicação não deixa dúvidas sobre a expectativa para o desfecho do caso: “Bolsonaro e seus aliados provavelmente serão considerados culpados”, diz a análise. Para a revista, o golpe de Estado fracassou “não por falta de intenção, mas por incompetência”, reforçando que a ameaça à democracia brasileira foi real e organizada. “O Brasil é um caso de teste para a recuperação de países de uma febre populista”, escreve a revista, citando exemplos de outras nações que passaram por processos semelhantes, como Estados Unidos, Reino Unido e Polônia. Troca de papéis: Brasil versus Estados Unidos Em sua análise, a revista afirma que os dois países parecem estar “trocando de lugar” no papel de referência democrática. “Os EUA estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários — com Donald Trump esta semana mexendo com o Federal Reserve e ameaçando cidades controladas pelos democratas”, diz o texto. Enquanto isso, o Brasil, mesmo sob retaliações do governo Trump, busca reforçar suas instituições. Entre as medidas de pressão, estão tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo contra Bolsonaro. “Outras autoridades e políticos podem seguir o exemplo. Isso nos remete a uma era sombria e passada, em que os Estados Unidos habitualmente desestabilizavam os países latino-americanos”, declara a publicação. Para a The Economist, essa interferência externa “provavelmente sairá pela culatra”. Em seguida, aponta que apenas 13% das exportações brasileiras têm como destino os Estados Unidos, e novas oportunidades podem ser exploradas em outros mercados. Além disso, afirma que a ofensiva americana fortalece politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode usar as ações como justificativa para eventuais dificuldades econômicas até as eleições de 2026. Por que o Brasil é diferente? A publicação aponta alguns fatores que tornam a experiência brasileira única. O principal deles é a memória recente da ditadura militar. “A democracia foi restaurada em 1988. O Supremo Tribunal Federal, moldado pela ‘Constituição Cidadã’, ainda se vê como um baluarte contra o autoritarismo”, destaca a análise. Outro ponto é o nível de consciência da sociedade. “A maioria dos brasileiros está de olhos abertos sobre o que Bolsonaro fez. A maioria acredita que ele tentou dar um golpe para se manter no poder”, escreve a publicação. Até governadores conservadores, que dependem do apoio bolsonarista, criticam o estilo político do ex-presidente, segundo a revista. Além disso, há um consenso entre as forças políticas tradicionais de que é preciso virar a página. “A maioria dos políticos brasileiros, tanto de esquerda quanto de direita, quer deixar para trás a loucura de Bolsonaro e sua polarização radical”, diz a reportagem, classificando essa agenda como “difícil, mas urgente”. Maturidade democrática em construção Apesar do tom positivo, o The Economist alerta para obstáculos significativos à consolidação da democracia no Brasil. Entre eles está o poder excessivo do STF. A Corte, chamada de guardiã da Constituição, “acumulou uma carga de trabalho impressionante — só em 2024, foram 114 mil decisões, muitas tomadas por ministros individualmente”. “Há amplo reconhecimento de que juízes não eleitos, com tanto poder, podem corroer a política, bem como salvá-la de golpes”, observa a publicação. Outros entraves incluem as regras fiscais rígidas, isenções descontroladas e o domínio do Congresso sobre o orçamento, que limita investimentos e enfraquece o crescimento econômico. Reformas constitucionais e institucionais estarão no centro da disputa eleitoral de 2026.