Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas

Irã informou que cessará ataques desde que não sofra novas ameaças O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”.  Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã. “Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais. “Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump. Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”. Irã O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças.  A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas. “Durante duas semanas, a passagem segura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas existentes”, diz a nota do ministro iraniano. Ameaça  Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã. Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta. Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares. Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade. * Com informações da Reuters * Texto atualizado com manifestação do Irã

Crime de genocídio: Trump ameaça eliminar civilização de 3 mil anos

Presidente dos EUA anuncia crime de guerra contra população iraniana Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou nesta terça-feira (7) o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz. Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade. Agora, o presidente da maior potência militar e nuclear do planeta vem, repetidamente, ameaçando destruir o Irã como nação, dizendo que vai devolver o país à “idade das pedras”. Em entrevista à Agência Brasil, o professor de direito internacional da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Gustavo Vieira avaliou que as ameaças de Trump são gravíssimas e colocam em risco toda a paz mundial. “Essa fala vai contra todas as bases que fundam o direito internacional, que busca a coexistência das nações. Isso é uma ameaça de um crime de genocídio, de crimes contra a humanidade e de guerra que já foram categorizados desde o Tribunal de Nuremberg e estão normatizados pelo Estatuto do Tribunal Penal Internacional Permanente”, explicou o especialista. Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares. Vieira ponderou que é desproporcional aniquilar uma nação para poder abrir o Estreito de Ormuz. “O legado disso para a comunidade internacional é muito preocupante. A gente vai ver uma escalada de investimentos em armas e sistemas de defesa”, completou. Para a professora de direito internacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Elaini Silva, a ameaça de Trump viola a Carta da ONU. “É a imagem da barbárie. Quando a ameaça é mais do que um uso da força pontual para coação, mas de extermínio de um povo, já estamos falando de crimes tão graves que podem envolver a responsabilidade pessoal dos governantes”, disse Elaini Silva, doutora pela Universidade de São Paulo (USP). A avaliação do antropólogo Paulo Hilu, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), é de que guerra e as ameaças de Trump têm o efeito de fortalecer a República Islâmica devido ao nacionalismo da população. “Os iranianos são uma sociedade com uma identidade nacional e com uma consciência nacional muito forte. Então, essa ideia de que o Irã vai ser destruído, humilhado ou subjugado, obviamente, faz com que as pessoas prefiram apoiar qualquer regime que defenda a soberania nacional”, disse. O antropólogo acrescentou que, ainda que a ameaça de Trump não se concretize, a destruição já está em curso. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) calcula que 160 monumentos históricos tenham sido danificados ou destruídos pelos ataques dos EUA e de Israel. Trump evita comentar crime de guerra Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta. “Você está se comprometendo a cometer um crime de guerra?”, disse o profissional de imprensa em áudio captado pela transmissão oficial. O presidente apenas virou o rosto e pediu novas perguntas aos jornalistas. “O que mais?”, desconversou. Em coletiva de imprensa no mesmo dia, um jornalista do New York Times questionou Trump se ele não estaria violando o direito internacional ao ameaçar atacar infraestruturas civis. O presidente estadunidense acusou o jornal de “falta de credibilidade” e disse que não permitiria que o Irã desenvolva armas nucleares, uma das tantas justificativas da guerra. Porém, mesmo os serviços de inteligência dos EUA apontam que Teerã não buscava desenvolver esses armamentos. Na mesma postagem em que promete um genocídio no Irã, Trump diz que não quer que isso aconteça, “mas provavelmente acontecerá”. “Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”, completou. Contraditoriamente, Trump finaliza o comunicado pedindo para Deus abençoar “o grande povo do Irã”. A civilização persa O antropólogo Paulo Hilu explicou que, se for considerada a língua persa, a história da civilização que Trump promete eliminar tem entre 2,5 mil e 3 mil anos. Porém, desde o período neolítico existe ocupação humana na região do atual Irã, o que pode chegar a até 10 mil anos atrás. Um dos principais legados da civilização persa, esta com até 3 mil anos de história, é a noção filosófica-teológica de que a divindade é boa e que se opõe às forças malignas, sendo essa uma herança passada do zoroastrismo, com origem no atual Irã, para o judaísmo e depois o cristianismo. “A ideia de que existe um bem absoluto que se opõe a um mal absoluto é uma ideia filosófico-teológica que foi criada com Zoroastro, que teria vivido no Irã.  Isso vai passar para o judaísmo e depois para o cristianismo. A nossa civilização também é herdeira da civilização do império persa, não é uma civilização exótica”, ponderou Hilu. Crimes de guerras anunciados Entre os tantos crimes de guerra cometidos por Estados nacionais ao longo da história, entre eles, os EUA, o professor Gustavo Vieira avalia que a novidade, sob Trump, seria o desrespeito aberto e reiterado ao direito internacional. “Mesmo o caso do Putin [presidente da Rússia], quando ele ataca a Ucrânia, ele se senta com o secretário-geral da ONU e justifica suas operações com base no direito internacional”, comparou. O professor da Unila destaca que o direito internacional foi construído com muito sangue, após crimes contra humanidade graves, como os da 2ª Guerra Mundial, numa tentativa de construir um consenso para superar o imperialismo. “São todos anúncios de violações ao direito internacional, em menor ou maior grau. O direito internacional é construído a duras penas, com muito esforço, e acaba sendo resultado de muita dor e muito sangue. Os Estados entram em certos entendimentos e consensos, por vezes, depois de gravíssimos erros já consolidados”, completou Vieira. Segundo autoridades iranianas, pelo menos 300 unidades de saúde e cerca de 600 centros educacionais, incluindo escolas e universidades, foram

STF reage a relatório dos EUA e reafirma primazia da liberdade de expressão no Brasil

Corte rebate críticas do Congresso norte-americano, aponta distorções e defende equilíbrio entre direitos fundamentais e combate a crimes digitais O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, divulgou uma nota oficial em que contesta um relatório produzido pelo secretariado de um comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que aponta supostas violações à liberdade de expressão no Brasil. O documento brasileiro foi publicado pelo próprio STF e busca esclarecer o funcionamento do sistema constitucional e judicial do país.Segundo a nota do STF, o relatório norte-americano apresenta “caracterizações distorcidas da natureza e do alcance de decisões específicas” da Corte brasileira, além de interpretações equivocadas sobre o sistema de proteção à liberdade de expressão no Brasil. STF aponta distorções e anuncia resposta diplomáticaA manifestação destaca que esclarecimentos serão encaminhados “pelos canais diplomáticos, e no nível adequado”, ao órgão responsável pela elaboração do relatório nos Estados Unidos, com o objetivo de restabelecer “uma leitura objetiva dos fatos”.O Supremo também enfatiza que atua com base na Constituição de 1988 e que seus ministros “seguem à risca os preceitos constitucionais”, sendo a liberdade de expressão um dos pilares fundamentais da República. Constituição de 1988 garante ampla proteção à liberdade de expressãoO texto ressalta que a Constituição brasileira estabelece um “consistente sistema de proteção às liberdades de expressão, informação e imprensa”, citando diversos dispositivos constitucionais que asseguram esses direitos.De acordo com o STF, ao longo das últimas décadas, a Corte tem atuado de forma consistente para proteger a liberdade de expressão, inclusive barrando tentativas de censura ou restrições indevidas.Entre os exemplos mencionados está a decisão que invalidou atos da Justiça Eleitoral que restringiam manifestações em universidades durante as eleições de 2018, garantindo a livre expressão em ambientes acadêmicos.Outro caso citado foi o combate ao chamado assédio judicial contra jornalistas, prática que visa intimidar profissionais da imprensa por meio de múltiplas ações judiciais em diferentes localidades. Direito não é absoluto e não pode acobertar crimesApesar de reafirmar a centralidade da liberdade de expressão, o STF destaca que esse direito não é absoluto. A Corte sustenta que limitações podem ocorrer em situações específicas, especialmente quando necessárias para proteger outros direitos fundamentais.A nota é enfática ao afirmar que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como justificativa para a prática de crimes previstos em lei.Nesse contexto, o Supremo explica que decisões envolvendo remoção de conteúdos digitais estão inseridas em investigações sobre o uso criminoso das redes sociais, incluindo crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa. Responsabilização de plataformas segue tendência internacionalA manifestação também detalha a decisão do STF sobre a responsabilidade de plataformas digitais por conteúdos de terceiros, concluída em junho de 2025.O julgamento tratou da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet e resultou na declaração de sua inconstitucionalidade parcial, com o objetivo de ampliar a proteção de direitos fundamentais.Segundo a Corte, a decisão busca equilibrar dois objetivos: combater crimes no ambiente digital e evitar a remoção indevida de conteúdos legítimos.O STF estabeleceu que plataformas podem ser responsabilizadas quando, mesmo notificadas sobre conteúdos ilícitos, não adotarem medidas para removê-los — especialmente em casos de crimes evidentes.Por outro lado, manteve-se a exigência de ordem judicial para situações envolvendo crimes contra a honra, como calúnia e difamação, preservando o espaço para críticas e manifestações legítimas. Dever de cuidado e combate a crimes gravesA decisão também introduziu o conceito de “dever de cuidado” das plataformas digitais, que devem atuar de forma preventiva em casos de crimes graves, como terrorismo, pornografia infantil, indução ao suicídio, tráfico de pessoas e ataques à democracia.Nesses casos, a responsabilização pode ocorrer quando houver falha sistêmica das empresas em impedir a disseminação desses conteúdos.Além disso, as plataformas deverão implementar mecanismos de denúncia, canais de atendimento, transparência nas decisões e possibilidade de recurso por parte dos usuários. STF destaca alinhamento com padrões internacionaisA Corte ressalta que o modelo adotado no Brasil não é isolado e acompanha tendências globais. Nos Estados Unidos, a legislação também prevê exceções à imunidade das plataformas, enquanto a União Europeia adota regras ainda mais rigorosas.Segundo o STF, a decisão brasileira preserva o núcleo do Marco Civil da Internet, ao mesmo tempo em que introduz ajustes necessários para enfrentar desafios contemporâneos do ambiente digital. Defesa da democracia e dos direitos fundamentaisAo final, o Supremo reafirma que a liberdade de expressão ocupa posição central no ordenamento jurídico brasileiro, sendo essencial para a democracia, a dignidade humana e a busca pela verdade.No entanto, a Corte reforça que esse direito deve coexistir com outros valores constitucionais e não pode servir de escudo para práticas ilícitas.A nota é assinada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e foi divulgada em Brasília no dia 2 de abril de 2026.

Derrotado no Irã, Trump fala em adiar encontro com Xi após China não ceder à pressão sobre Ormuz

Presidente dos EUA sugere adiar cúpula com líder chinês diante da resistência chinesa em aderir à iniciativa liderada por Washington O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) que pode adiar a cúpula planejada com o líder chinês, Xi Jinping, em meio às tensões internacionais provocadas pela crise no Estreito de Ormuz e pela pressão de Washington para que Pequim participe de um esforço internacional para garantir a segurança da rota marítima estratégica. As informações foram publicadas pela CNN Brasil, com base em entrevista concedida por Trump ao Financial Times. Durante a entrevista, Trump indicou que prefere conhecer previamente a posição da China antes de realizar o encontro bilateral que estava previsto para ocorrer ainda neste mês em Pequim. Segundo ele, a decisão chinesa sobre participar ou não das iniciativas lideradas pelos Estados Unidos para reabrir o estreito poderá influenciar diretamente o futuro da reunião com Xi. “Acho que a China também deveria ajudar, porque 90% do seu petróleo vem do estreito”, disse Trump ao Financial Times. O presidente acrescentou que Washington gostaria de obter rapidamente uma resposta de Pequim. “Gostaríamos de saber antes disso. Duas semanas é muito tempo”, afirmou. Em seguida, sugeriu a possibilidade de alteração na agenda diplomática: “Podemos adiar”. Pressão de Washington sobre aliadosAs declarações de Trump ocorrem após o governo dos Estados Unidos convocar diversos países para participar de um esforço internacional voltado à reabertura do Estreito de Ormuz, considerado um dos principais pontos estratégicos do comércio global de petróleo. Estima-se que cerca de um quinto do fornecimento mundial da commodity passe pela hidrovia. Entre os países citados por Trump como potenciais participantes dessa iniciativa estão China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. A mobilização ocorre em meio ao agravamento das tensões na região do Golfo após confrontos envolvendo o Irã. Ao falar com jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que ainda não está claro se Pequim aceitará participar das iniciativas relacionadas à segurança da rota marítima. Questionado sobre possíveis conversas com o governo chinês sobre o tema, o presidente respondeu com cautela. “Não posso afirmar com certeza, mas a China é um caso interessante”, disse. Segundo Trump, a dependência chinesa do petróleo transportado pela rota marítima tornaria o país um ator central na crise. Ele afirmou ter levantado diretamente a questão com representantes chineses: “Então eu disse: ‘Gostariam de participar?’ e vamos descobrir”. Ormuz segue aberto para a ChinaA pressão norte-americana ocorre apesar de o Estreito de Ormuz não estar completamente fechado para todos os países. O Irã tem indicado que a passagem continua aberta para nações que não considera hostis — entre elas a China — enquanto restringe ou ameaça restringir o trânsito de embarcações associadas a países vistos como adversários estratégicos, como Estados Unidos e Israel. Esse contexto ajuda a explicar a cautela de Pequim diante da iniciativa liderada por Washington. Embora dependa fortemente da rota marítima para garantir seu abastecimento energético, a China mantém relações estratégicas com o Irã e tradicionalmente evita aderir a operações militares ou de segurança coordenadas pelos Estados Unidos. Diplomacia paralela entre Washington e PequimAs declarações de Trump também ocorrem no momento em que autoridades norte-americanas e chinesas mantêm contatos diplomáticos sobre a relação bilateral. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reuniu-se em Paris com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, em discussões relacionadas aos preparativos para a cúpula prevista em Pequim ainda neste mês. Apesar dessas conversas, Trump deixou claro que a posição da China em relação ao Estreito de Ormuz poderá influenciar o futuro do encontro com Xi Jinping. Ao comentar a postura chinesa, ele sugeriu que fatores geopolíticos mais amplos podem estar em jogo. “Talvez participem, talvez não. Sabe, existem outras razões mais profundas pelas quais talvez não participem”, afirmou o presidente dos Estados Unidos.

EUA confirmam mortes de 3 estadunidenses no contra-ataque iraniano

Ao menos 9 israelenses também morreram.Outros cinco militares dos EUA ficaram gravemente feridos na retaliação do Irã, enquanto um ataque com míssil iraniano matou civis israelenses; O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) informou que três soldados estadunidenses morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos em um bombardeio iraniano. São as primeiras mortes confirmadas entre militares dos EUA desde que Washington e Tel Aviv iniciaram uma série de bombardeios de grande escala contra alvos do Irã.Segundo o Centcom, a situação ainda está em desenvolvimento e novos detalhes não foram divulgados. “A situação está em constante mudança, por isso, por respeito às famílias, reteremos qualquer informação adicional, incluindo a identidade dos guerreiros mortos em combate, até 24 horas depois que seus familiares tenham sido informados”, afirmou o comando militar em publicação nas redes sociais. Outros soldados sofreram ferimentos classificados como leves, provocados principalmente por estilhaços e traumatismos cranianos, mas foram recolocados em suas funções. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia advertido no sábado (28) o que mortes entre as forças estadunidenses eram esperadas após o início da ofensiva. Míssil derruba prédio e mata civis em IsraelA resposta militar do Irã atingiu diretamente Israel. Equipes de emergência informaram que um míssil iraniano provocou o colapso de um prédio residencial na cidade de Beit Shemesh, no centro do país, deixando pelo menos nove mortos e 28 feridos, dois deles em estado grave.Segundo os socorristas, houve “impacto direto” do projétil, que causou “danos importantes” e levou ao desabamento do edifício onde estavam civis.Diante das mortes, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu falou em “dias dolorosos” durante um pronunciamento.“Estes são dias dolorosos. Ontem aqui em Tel Aviv, e agora em Beit Shemesh, perdemos pessoas queridas. Meu coração está com as famílias e, em nome de todos vocês, cidadãos de Israel, envio meus votos de plena recuperação aos feridos.” Ataques se espalham pela regiãoA campanha de retaliação iraniana também atingiu outros países do Golfo. Autoridades informaram que ataques com mísseis e drones provocaram mortes e feridos nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait desde sábado.Nos Emirados, ao menos três pessoas morreram e 58 ficaram feridas, de acordo com o Ministério da Defesa. O país afirmou ter detectado 165 mísseis balísticos, dos quais 152 foram destruídos, além da interceptação de dois mísseis de cruzeiro. Também foram detectados 541 drones iranianos, com 506 interceptados.No Kuwait, uma pessoa morreu e 32 ficaram feridas nos bombardeios. As autoridades informaram que todas as vítimas são estrangeiras. Escalada após ofensiva contra o IrãOs ataques iranianos ocorrem após uma grande ofensiva aérea iniciada no sábado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, ampliando drasticamente o conflito no Oriente Médio. A operação abriu uma nova fase de confrontos diretos, com consequências já visíveis tanto entre civis quanto entre militares.A escalada acontece em meio à crise desencadeada pelos ataques contra a liderança iraniana, incluindo a morte do líder supremo do país — episódio que elevou a tensão regional e levou Teerã a prometer vingança.*Com informações da AFP

Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei é morto por ataque dos EUA e de Israel

Agências estatais confirmam informação que havia sido divulgada por Trump; Irã diz que morte ‘não ficará sem resposta’ O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto neste sábado (28) pelos bombardeios realizados pelos EUA e por Israel contra o território iraniano.A informação foi confirmada pela agências estatais do Irã Irna e Fars.“O líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, foi martirizado pelos ataques dos regimes de Israel e dos EUA”, informou a imprensa iraniana.A confirmação vem horas depois do presidente dos EUA, Donald Trump, alegar que seus ataques haviam vitimado o líder do país persa. Teerã ainda decretou luto oficial por 40 dias e disse que “esse grande crime nunca ficará sem resposta”.“[Esse crime] vai marcar uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo. O sangue puro desse distinguido líder vai fluir como um rio e erradicar o crime e a opressão americana-sionista”, afirmou o governo iraniano.O Irã foi vítima na madrugada deste sábado de uma ofensiva por parte dos EUA e de Israel, que bombardearam massivamente 24 províncias do país.Segundo o Crescente Vermelho do Irã – que faz parte da organização humanitária internacional Cruz Vermelha – pelo menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas após os ataques. Em Teerã, uma escola foi bombardeada e matou mais de 100 crianças.O Irã retaliou e lançou ataques contra Israel e 14 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo a imprensa estatal iraniana, instalações militares estadunidenses no Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita foram atingidas. A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou ter atacado um navio de apoio de combate da Marinha dos EUA, identificado como US MST.Khamenei tinha 88 anos e ocupava o posto de líder supremo desde 1989, quando substituiu o fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini.

Ataque unilateral – EUA e Israel lançam ataque militar conjunto ao Irã

Em video, Trump confirma participação dos EUA; Irã responde com mísseis contra bases dos EUA no Golfo Pérsico Os Estados Unidos e Israel lançaram neste sábado (28), uma agressão militar conjunta contra o Irã, a despeito das negociações diplomáticas em andamento entre Washington e Teerã. Israel iniciou os ataques, confirmados pelo Ministério da Defesa do país. O presidente estadunidense Donald Trump anunciou em seguida a participação direta das forças armadas dos EUA: “Há pouco tempo, as forças militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã.” O Departamento de Guerra estadunidense denominou a agressão de “Operação Fúria Épica”.A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã emitiu comunicado confirmando o início da resposta militar à agressão conjunta de EUA e Israel: “Em resposta à agressão do inimigo hostil e criminoso contra a República Islâmica do Irã, teve início a primeira onda de ataques generalizados com mísseis e drones por parte da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados”. O comunicado, divulgado pela Agência de Notícias Ahlul Bayt (ABNA), informa que atualizações adicionais serão publicadas nos canais oficiais.A imprensa iraniana confirmou explosões nas cidades de Teerã, Qom, Lorestan, Kermanshah, Karaj e Tabriz na sequência do início da agressão militar conjunta de EUA e Israel. O espaço aéreo iraniano foi totalmente fechado, segundo o porta-voz da Organização de Aviação Civil do Irã.Também foram registradas explosões no norte de Israel. O presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, declarou: “O fim desses ataques já não está em suas mãos”. A agência IRNA e outros portais de informação iranianos sofreram ataques cibernéticos simultâneos ao início da ofensiva, conforme informou a agência Tasnim. Resposta iraniana: bases estadunidenses no Golfo Pérsico são atacadasA Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou o início de uma resposta militar em larga escala à agressão conjunta de EUA e Israel, lançando mísseis balísticos contra bases militares estadunidenses em quatro países do Golfo Pérsico. A base aérea de Al Udeid no Qatar, a base de Al Salem no Kuwait, a base de Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos e a sede da Quinta Frota da Marinha estadunidense no Bahrein foram alvejadas pelos ataques com mísseis iranianos, segundo a agência Fars, citando a Guarda Revolucionária.Fumaça foi vista subindo da área de Juffair, no Bahrein, onde fica a sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA. O Bahrein confirmou que um ataque de mísseis atingiu a base naval. Anteriormente, o Ministério do Interior do Bahrein havia emitido alerta de emergência pedindo à população que se dirigisse ao local seguro mais próximo. Khabarhub O Qatar declarou ter interceptado todos os mísseis disparados contra seu território. Haaretz Explosões também foram reportadas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e em Kuwait.A Guarda Revolucionária anunciou também o início de “ataques generalizados com mísseis e drones” contra territórios ocupados por Israel, em comunicado divulgado pela Agência Internacional de Notícias Ahlul Bayt (ABNA). Iêmen anuncia retomada de ataques no Mar VermelhoOs Houthis do Iêmen decidiram retomar os ataques com mísseis e drones contra rotas de navegação e contra Israel, em solidariedade ao Irã. Dois altos funcionários do movimento, que falaram sob condição de anonimato por não haver anúncio oficial da liderança, informaram que o primeiro ataque poderia ocorrer ainda neste sábado à noite. O grupo havia suspendido seus ataques no Mar Vermelho como parte de um acordo com o governo estadunidense, e interrompido os ataques contra Israel após o cessar-fogo de outubro de 2025 em Gaza. Trump admite risco de baixas entre militares estadunidensesEm pronunciamento em vídeo, Trump reconheceu que a operação conjunta de EUA e Israel poderá resultar em mortes entre as próprias tropas estadunidenses: “As vidas de corajosos heróis estadunidenses podem ser perdidas, e podemos ter baixas. Isso frequentemente acontece em guerra”.O presidente estadunidense anunciou ainda objetivos de amplo escopo: destruir a indústria de mísseis iraniana, aniquilar a marinha do Irã e desarticular forças aliadas da República Islâmica na região. Trump afirmou que ataques anteriores realizados pelos EUA, identificados como “Operação Midnight Hammer (Martelo da Meia-Noite)” em junho passado, já teriam destruído instalações nucleares em Fordow, Natanz e Isfahan.O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os bombardeios conjuntos têm como objetivo eliminar uma “ameaça existencial” representada pelo Irã. Em declaração oficial, ele declarou que “chegou a hora de todas as parcelas do povo do Irã […] removerem o jugo da tirania […] e trazerem um Irã livre e amante da paz”. Segundo Netanyahu, a operação conduzida em parceria com os Estados Unidos criaria “as condições para que o bravo povo iraniano assuma seu destino em suas próprias mãos”. Ministério do Interior iraniano ativa gestão de crises e pede calma à populaçãoO Ministério do Interior do Irã condenou a agressão conjunta de EUA e Israel e ativou a Sede Nacional de Gestão de Crises. O comunicado, assinado pelo ministro Eskandar Momeni, classifica o ataque como violação de “todas as leis internacionais”, perpetrada “em pleno andamento das negociações“. O ministério orientou os governadores provinciais a mobilizarem recursos para atender às necessidades urgentes da população e pediu aos cidadãos que evitem deslocamentos desnecessários e acompanhem apenas fontes oficiais de informação, em particular a Corporação de Radiodifusão Iraniana.A agressão militar conjunta de EUA e Israel contra o Irã ocorre durante negociações diplomáticas ativas sobre o programa nuclear iraniano, fato reconhecido pelo próprio governo iraniano e implicitamente confirmado por Trump, que afirmou ter buscado “repetidamente” um acordo antes de ordenar os ataques. A operação, realizada sem resolução do Conselho de Segurança da ONU, representa uma violação do direito internacional e uma escalada de consequências imprevisíveis para toda a região

Revista Vox, dos Estados Unidos, exalta Brasil como exemplo na defesa da democracia

Publicação compara reação das instituições brasileiras a Jair Bolsonaro com a atuação dos EUA diante de Donald Trump e destaca papel do Congresso e do STF A revista norte-americana Vox publicou uma ampla reportagem destacando o Brasil como um exemplo recente de resistência institucional ao autoritarismo. No texto intitulado “How one country stopped a Trump-style authoritarian in his tracks”, a publicação sustenta que o país conseguiu conter investidas autoritárias do ex-presidente Jair Bolsonaro, em contraste com o cenário vivido atualmente nos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump, que é o atual presidente norte-americano. Segundo a Vox, em 2018 o Brasil elegeu Bolsonaro, descrito como um político que tentou promover “o tipo de concentração de poder autoritária que o presidente Donald Trump está atualmente promovendo nos Estados Unidos”. A diferença fundamental, de acordo com a reportagem, é que no Brasil essas tentativas foram bloqueadas. “Ao contrário da América, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal do Brasil trabalharam para conter o presidente e limitar severamente sua capacidade de agir como um ditador eleito”, afirma o texto. Sistema multipartidário e incentivos políticos A reportagem argumenta que o fator decisivo esteve nos incentivos criados pelo sistema político brasileiro. A combinação de presidencialismo com multipartidarismo teria impedido a formação de uma lealdade partidária extrema como a observada no sistema bipartidário dos Estados Unidos. De acordo com a análise, o Congresso brasileiro — especialmente partidos de centro-direita — recusou-se a simplesmente endossar as tentativas de Bolsonaro de ampliar seus poderes. O então presidente editou 254 medidas provisórias, número recorde, mas teve menos da metade aprovadas pelo Legislativo. Além disso, o Congresso derrubou vetos presidenciais 30 vezes durante seu mandato, número significativamente superior ao de presidentes anteriores. Para o cientista político André Borges, ouvido pela reportagem, Bolsonaro pretendia corroer gradualmente os mecanismos de controle democrático. “Está muito claro para mim que Bolsonaro queria ser um presidente populista que lentamente minasse os freios e contrapesos”, afirmou. No entanto, segundo ele, isso não interessava à direita tradicional: “Para eles, seria muito melhor ter um presidente fraco”. A Vox sustenta que, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos — onde parlamentares republicanos tendem a se alinhar ao presidente por disciplina partidária —, no Brasil os deputados possuem bases eleitorais próprias e maior autonomia em relação ao chefe do Executivo. O papel decisivo do Supremo Tribunal Federal O texto também destaca o protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte bloqueou iniciativas de ampliação de poder por meio de decretos, impediu mudanças no sistema eleitoral e atuou contra tentativas de enfraquecer mecanismos de transparência e fiscalização. O ministro Alexandre de Moraes é apontado como figura central na resistência institucional. Segundo a reportagem, ele se tornou “o oponente mais eficaz e implacável das tentativas de ampliação de poder de Bolsonaro”. O STF não apenas reagiu às medidas do Executivo, mas também assumiu postura ativa na investigação de ameaças contra a democracia. A Vox cita ainda um ensaio público do ministro Luís Roberto Barroso, no qual ele descreveu a Corte como uma barreira contra um possível “golpe institucional” e afirmou que tribunais desempenham papel “decisivo” na resistência a presidentes autoritários. Tentativa de golpe e responsabilização A reportagem dedica ampla atenção aos acontecimentos que culminaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva — que venceu o segundo turno com 50,9% dos votos —, Bolsonaro teria articulado um plano para reverter o resultado eleitoral. Segundo a Vox, o então presidente apresentou a comandantes militares uma minuta de decreto que previa estado de emergência, anulação da vitória de Lula e prisão do ministro Alexandre de Moraes. A iniciativa não prosperou porque os chefes da Aeronáutica e do Exército recusaram apoio. Quando apoiadores radicais de Bolsonaro invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo, as Forças Armadas não aderiram à tentativa de ruptura institucional. A investigação conduzida posteriormente pelo STF resultou na responsabilização de Bolsonaro e aliados. A publicação observa que, ao contrário do que ocorreu após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, no Brasil houve consequências jurídicas severas. Bolsonaro foi condenado por envolvimento na conspiração golpista e também ficou inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral. Comparação com os Estados Unidos A Vox considera que, em tese, o resultado deveria ter sido o oposto, já que os Estados Unidos são uma democracia mais antiga e mais rica do que o Brasil. Ainda assim, o país sul-americano demonstrou maior capacidade institucional de reação diante de um presidente com inclinações autoritárias. A reportagem argumenta que o sistema multipartidário brasileiro, apesar de suas fragilidades e práticas de negociação política pragmática, criou incentivos para que Congresso e Judiciário defendessem suas próprias prerrogativas contra um Executivo agressivo. Ao final, a publicação sugere que os Estados Unidos poderiam aprender com o caso brasileiro, especialmente no que diz respeito à criação de mecanismos institucionais que reduzam a polarização extrema e fortaleçam os freios e contrapesos. Para a Vox, o exemplo brasileiro demonstra que democracias podem resistir a projetos autoritários quando suas instituições possuem autonomia, incentivos adequados e disposição concreta para agir em defesa da ordem constitucional.

Papa Leão não participará do Conselho de Paz de Trump

 A Santa Sé “não participará do Conselho da Paz devido à sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros Estados O Vaticano anunciou que não participará do Conselho da Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o futuro da Faixa de Gaza. A decisão foi confirmada pelo cardeal Pietro Parolin, principal autoridade diplomática da Santa Sé.O papa Leão 14, primeiro americano a ocupar o cargo, havia sido convidado em janeiro a integrar o grupo. Pontífices raramente participam de conselhos internacionais. Segundo Parolin, a Santa Sé optou por não aderir à iniciativa por entender que a condução de crises deve ocorrer em âmbito multilateral.“A Santa Sé ‘não participará do Conselho da Paz devido à sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros Estados’”, afirmou o cardeal. Ele acrescentou: “Uma preocupação é que, em nível internacional, deveria ser a ONU, acima de tudo, a responsável por gerir essas situações de crise. Este é um dos pontos em que temos insistido.” A proposta foi formalizada por Trump em janeiro, durante evento em Davos, na Suíça. Na ocasião, o presidente criticou as Organização das Nações Unidas e disse que o conselho poderia ser “algo único para o mundo”, sinalizando intenção de ampliar sua atuação para além de Gaza.A primeira reunião está prevista para quinta-feira (19), em Washington. Reino Unido, França e Alemanha não devem participar. Itália e União Europeia sinalizaram presença como observadores.Entre os países que aderiram à iniciativa estão Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos. O Brasil não aceitou o convite. Em conversa recente com Trump, o presidente Lula sugeriu que o foco se limitasse à Faixa de Gaza e incluísse assento para a Palestina.

Ex-aliado de Milei diz que presidente usa fralda geriátrica por uso excessivo de energético

Gastón Alberdi, que chefiou a campanha do presidente argentino em 2021, revelou detalhes da suposta condição do mandatário ex-aliado do presidente argentino Javier Milei, Gastón Alberdi, afirmou, durante entrevista a um canal de TV argentino, que o mandatário utilizaria fralda geriátrica. Segundo ele, uma mistura intensa de medicamentos com bebidas energéticas, consumidos diariamente, teria comprometido a flora intestinal do presidente. Gastón Alberdi coordenou a campanha política de Javier Milei em 2021. Posteriormente, rompeu com o presidente argentino e, desde então, passou a fazer ataques públicos ao mandatário. Em uma de suas entrevistas, chegou a afirmar que o líder da extrema direita argentina é gay. No entanto, nunca apresentou provas de suas acusações, que permanecem no campo da especulação. Sobre o uso de fraldas geriátricas, o ex-aliado de Milei declarou o seguinte: “Ele tem necessidade de usar fraldas porque seus esfíncteres não funcionam. Javier não podia caminhar durante uma semana porque ele tem sete hérnias de disco e usa um colete; por isso, ele sempre se senta na ponta das cadeiras. Ele toma diclofenaco todos os dias e consome seis latas do energético Mango por dia. Imagina: o Mango Loco, que é como o Red Bull. Cada lata equivale a 24 xícaras de café. Então, tem o antipsicótico, a quetiapina, o energético e o diclofenaco. Tudo isso acabou com a flora intestinal dele, e por isso ele precisa usar fraldas, porque seus esfíncteres não respondem, não funcionam mais.”