Coronavírus: Sem nenhum caso, Cuba desenvolve vacina e pode salvar planeta

Com medidas simples de controle, aliadas à tecnologia de ponta, o país desenvolve uma vacina e já criou um remédio que conseguiu curar mais de 1.500 pacientes Segundo o ministro da Saúde Pública de Cuba, José Ángel Portal Miranda, a ilha continua sem casos confirmados do novo coronavírus que já afetou 104 nações. Até o momento, trinta viajantes foram admitidos para estudo e depois de realizar sete novas análises especificamente para o Covid-19, que, como as oito anteriores, foram negativas, o país permanece sem a doença. O país também criou um medicamento, o ‘Interferon alfa 2B’ (IFNrec), produzido desde 25 de janeiro na fábrica cubana Chang-Heber, localizada na cidade de Changchun, província de Jilin, na China. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, destacou a relevância do trabalho entre os dois países. “Nosso apoio ao governo chinês e ao povo em seus esforços para combater o coronavírus”. Até agora, sabe-se que o ‘Interferon alfa 2B’ conseguiu curar mais de 1.500 pacientes e é um dos 30 medicamentos escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde da China para curar a condição respiratória. “O interferon alfa 2B tem a vantagem de que, em situações como essa, é um mecanismo para se proteger, seu uso impede que pacientes com a possibilidade de agravar e complicar cheguem a esse estágio e, finalmente, tenham a morte como resultado”, disse Luis Herrera Martínez, consultor científico e comercial do grupo de negócios BioCubaFarma. O grupo BioCubaFarma trabalha também no projeto de desenvolvimento de um antiviral cubano, o cigb 210, bem como de um candidato a vacina para submetê-lo à consideração da China, além de faixas rápidas para o diagnóstico da doença. Medidas de controle O fato de Cuba não contar com nenhum caso do coronavírus até agora se deve à eficácia de uma série de medidas adotadas prontamente para a prevenção e controle do Covid-19. Entre as medidas estão a certificação de instalações para isolamento e hospitalização; a produção de protetores bucais no país; audiências de saúde em comunidades e locais de trabalho; o treinamento de todos os envolvidos; a atenção à população mais vulnerável e a campanha de comunicação para manter as pessoas constantemente informadas. Treinamento com a população O vice-primeiro-ministro Roberto Morales Ojeda disse que a primeira parte do treinamento em Covid-19 está ocorrendo atualmente, que deve continuar mais especificamente em cada um dos setores. Uma comissão do ministério da Saúde Pública está atualmente em turnê pelo país, para revisar as condições dos locais previstos no Plano. Ojeda também insistiu na preparação do pessoal que estaria trabalhando nessas unidades médicas, voluntariamente e por um período prolongado de tempo. Por isso, enfatizou, questões como condições para descanso da equipe e outros detalhes fornecidos em uma situação de quarentena devem ser abordadas manualmente. O vice-primeiro ministro mencionou aspectos essenciais, como o coeficiente de disponibilidade técnica de ambulâncias, que em algumas províncias é inferior a 50% e, portanto, o apoio de outro tipo de transporte deve ser fornecido para a transferência de doentes. Também enfatizou a possibilidade de aumentar as consultas sobre sintomas respiratórios e a necessidade dos médicos determinarem as etapas a serem seguidas em cada caso, para não sobrecarregar o sistema de saúde do país. Cloro para desinfecção das superfícies Os ministérios da Indústria e do Comércio Interno da ilha confirmaram que o país possui cobertura de cloro que deve ser usada na desinfecção das superfícies e sua produção é estável. Ao mesmo tempo, protetores bucais são importados e a preparação de outra quantidade de máscaras já começou na indústria nacional e local. Ao avaliar as medidas que estão sendo implementadas, o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz considerou que houve um processo intensivo na implementação do Plano de Controle e Prevenção Covid-19 em Cuba. Reiterou a importância das audiências em saúde, que, segundo ele, se baseiam na necessidade de manter a população informada. “Que não fique um único lugar”, disse, “sem aviso prévio ao nosso povo”. O primeiro-ministro disse aos governadores e prefeitos que prestassem atenção especial aos pontos das estradas onde as pessoas que viajam estão concentradas, como centros de serviços e lanchonetes; minimizar a transferência de pacientes e continuar monitorando o controle de saúde nas fronteiras, o que tem sido muito eficaz, acrescentou. “A primeira parte de um ciclo foi encerrada”, disse, “agora iremos ao contra-ataque com outras medidas do Plano”. Três italianos diagnosticados Nesta quarta-feira, o noticiário de televisão cubana (NTVC) confirmou que três cidadãos da Itália, que estavam visitando Cuba, deram positivo para o coronavírus. Segundo a mídia local, quatro viajantes que estavam hospedados em um albergue em Trinidad relataram sintomas e foram levados ao Instituto de Medicina Tropical para serem submetidos a testes rigorosos. Após a aplicação do teste, três deles deram positivo. Os turistas entraram no país do Caribe pelo aeroporto de Havana e depois se mudaram para Trinidad, localizada a 11 quilômetros da capital. O Ministério da Saúde Pública (Minsap) explicou que eles entraram em contato com pessoas relacionadas a pacientes infectados. “A evolução dos três pacientes confirmados é favorável e até agora nenhum representa perigo para suas vidas”, informou o Ministério da Saúde Pública em nota divulgada pelo jornal Granma. Com informações do Granma e do TVN Notícias
Luxemburgo se torna o 1° país do mundo a ter transporte público gratuito

– Decisão representa cerca de 100 euros de economia anual por lar – Via Carta Capital – O ministro dos Transportes de Luxemburgo, François Bausch, celebrou no sábado 29 o que classificou como um “grande dia” para o Grão-Ducado, que se tornou oficialmente o primeiro país do mundo a implementar a gratuidade do transporte público em todo o seu território nacional. Antes da iniciativa luxemburguesa, apenas algumas cidades da Europa tinham executado um plano semelhante. O país pequeno, porém rico, introduziu a medida como parte de um esforço para “motivar” seus pouco mais de 600 mil habitantes – e os 214 mil passageiros estrangeiros que usam a rede diariamente – a mudar seu comportamento na região montanhosa entre Alemanha, Bélgica e França. As viagens de ônibus, trens e bondes já eram gratuitas aos sábados, mas todas as tarifas foram agora abolidas. Antes, as vendas preexistentes de bilhetes de 2 euros somavam 41 milhões de euros (cerca de 200 milhões de reais) – ou apenas 8% do orçamento anual de transportes de Luxemburgo, que supera 500 milhões de euros. O transporte público agora será financiado em grande parte por meio de impostos que compõem o orçamento nacional. Isso deve significar uma economia de viagens para famílias “de baixa renda”, disse o ministério de Bausch. “O esquema se aplica a residentes, viajantes internacionais e turistas”. A decisão deve representar cerca de 100 euros de economia anual por lar. “Você não precisará mais de uma passagem para embarcar em nenhum ônibus, trem ou bonde nacional”, proclamou o consórcio de transporte público de Luxemburgo neste sábado. No entanto, a empresa alertou os luxemburgueses: “O transporte público gratuito termina na fronteira; portanto, você deve obter um bilhete ou passagem além das fronteiras se planeja viajar para fora do território do Grão-Ducado”. Também será necessário comprar bilhetes para viagens de primeira classe em trens. As máquinas de bilhetes serão retiradas gradualmente. Contudo, os pontos de venda de bilhetes internacionais – que levarão em conta a gratuidade no Grão-Ducado – e de primeira classe vão permanecer nas estações. Para combater os congestionamentos, Luxemburgo abriu em 2017 a primeira seção do serviço planejado de bonde, desde a periferia sul da capital até o aeroporto ao norte. Agora, o país está focado em antecipar a demanda de viagens, dobrar as vagas de estacionamento “Park + Ride”, especialmente nas fronteiras, e estabelecer ciclovias “coesas” em sua paisagem de 2.586 quilômetros quadrados. Uma pesquisa realizada em 2018 pela TNS Ilres constatou que os carros em Luxemburgo representavam 47% das viagens de negócios e 71% do transporte de lazer. De acordo com o Índice de Tráfego Global da empresa de análise de dados INRIX, os motoristas da capital luxemburguesa passaram em média 28 horas presos no trânsito em 2017. Luxemburgo, por área um dos menores estados soberanos da Europa, mas um dos quatro assentos da UE, incluindo o Tribunal de Justiça Europeu, conta com passageiros que viajam diariamente da França, Bélgica e Alemanha. O ducado de 614 mil pessoas, com salários comparativamente altos ao resto da Europa, está enfrentando um forte crescimento da população. Quase metade dos habitantes é estrangeira, incluindo cidadãos portugueses residentes que representam 18% e franceses com 13%. Bausch, um ex-funcionário ferroviário luxemburguês do Luxemburgo e membro do Partido Verde, também é vice-primeiro ministro do Luxemburgo em um governo de coalizão liberal-social-democrata-verde de três partidos, renovado em 2018 e chefiado pelo primeiro-ministro Xavier Bettel. O acesso gratuito é apoiado pelo sindicato dos transportes (5.000 membros) Fncttfel-Landesverband. “Os tempos de viagem devem ser competitivos com o carro”, ressalva, contudo, o secretário geral, Georges Melchers. Já o Movimento Ecológico diz que não faz questão na gratuitidade do transporte público. “Para nós, a qualidade da oferta é o ponto crucial para tornar o transporte público mais atraente, e não o fato de ser gratuito. Nos horários de pico, as capacidades esgotam-se”, salienta o presidente da associação ambiental, Blanche Weber.
Washington Post desmente OEA e nega fraude nas eleições da Bolívia

– De acordo com o jornal americano Washington Post, “não há evidências estatísticas de fraude que possamos encontrar – as tendências na contagem preliminar, a falta de um grande salto no apoio a Morales após a interrupção e o tamanho da margem de Morales parecem legítimos” – O jornal norte-americano Washington Post afirma serem legítimas as eleições de outubro de 2019 na Bolívia, que elegeram o ex-presidente Evo Morales. A Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou uma suposta fraude, uma das causas do golpe de Estado que derrubou Morales. “Não parece haver diferença estatisticamente significativa na margem antes e depois da interrupção da votação preliminar. Em vez disso, é altamente provável que Morales tenha ultrapassado a margem de 10 pontos percentuais no primeiro turno”, afirma análise publicada no Post. “Não há evidências estatísticas de fraude que possamos encontrar – as tendências na contagem preliminar, a falta de um grande salto no apoio a Morales após a interrupção e o tamanho da margem de Morales parecem legítimos. Em suma, a análise estatística e as conclusões da OEA parecem profundamente falhas”, aponta o texto.
Dois papas e uma guerra santa: a disputa entre Bento e Francisco

Há vários embates em torno do livro no qual Bento 16 publicou textos críticos à visão de Francisco, mas do qual acabou retirando sua assinatura. O pano de fundo é a disputa sobre o Concílio Vaticano 2º e o próximo pontificado. por Marcelo Musa Cavallari Vigora um “estúpido preconceito pelo qual o papa Francisco seria só um homem prático privado de formação teológica ou filosófica particular e eu teria sido unicamente um teórico da teologia que pouco entendeu da vida concreta de um cristão hoje,” escreveu o papa emérito Bento 16 ao ex-prefeito do Secretariado para a Comunicação do Vaticano, Dario Edoardo Viganó, em março de 2018. A ocasião era a preparação de A Teologia de Papa Francisco, uma coletânea de 11 livretos de diferentes teólogos sobre o pensamento do pontífice. Viganó publicou, como introdução à obra, a carta em que Bento 16 prosseguia desejando que os livros “ajudassem a ver a continuidade interior entre os dois pontificados, ainda que com todas as diferenças de estilo e temperamento”. Cortou, porém, o último parágrafo da carta. Aquele em que, respondendo ao pedido de Viganó, Bento 16 se recusava a escrever a introdução. “Sempre escrevi ou me manifestei apenas sobre livros que realmente li”, justificou. O imbróglio custou o cargo de Viganó, mas revelou a importância do aval de Bento 16 para Francisco. Viganó imaginou que, para ter esse aval, valia até usar o truque que tentou. Ainda não custou o cargo de ninguém, mas o Vaticano está de novo às voltas com uma confusão em torno do que o papa emérito escreveu, para quem e com que intenção. O estopim da crise foi o anúncio, pelo jornal francês Le Figaro, do livro From the Depths of Our Hearts (do fundo de nossos corações), escrito a quatro mãos pelo papa emérito e pelo cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos. “Suplico humildemente ao papa Francisco seu veto contra todo enfraquecimento da lei do celibato sacerdotal, ainda que limitado a uma ou outra região,” diz o livro. Foi exatamente o que pediu a maioria dos participantes do Sínodo da Amazônia, realizado em outubro passado: a ordenação de homens casados para suprir a carência de padres da região. Na última quarta (12), o papa Francisco descartou a proposta. O celibato sacerdotal vigora na Igreja Católica desde o século 4º, diz Sarah. As exceções – comunidades reconciliadas com Roma vindas do Oriente ou da Igreja da Inglaterra – são, na opinião expressa no livro, concessões temporárias da Igreja. Diante da pressão exercida sobre Francisco para mudar a disciplina mais do que milenar, Sarah e Bento 16 afirmam, citando Santo Agostinho, que não podem mais se calar. Sendo o mundo – ou ao menos a blogosfera – o que é, uma enxurrada de críticas caiu sobre Bento 16 por ter rompido o silêncio a que sua posição o obrigaria, e sobre Sarah por usar Bento 16 para sua própria agenda. “A polêmica voltada a me manchar, sugerindo que Bento não foi informado do lançamento do livro, é completamente desprezível”, disse Sarah em 14 de janeiro. Na ocasião, ele detalhou a gênese do livro. Em uma visita a Bento 16 em 5 de setembro do ano passado, o cardeal lhe teria proposto que escrevesse algo em defesa do celibato sacerdotal. Sarah não esperava que Bento aceitasse “pela polêmica que isso poderia causar na mídia”, mas, 15 dias depois, o papa emérito lhe comunicou que já havia iniciado um texto sobre o assunto e que a conversa o estimulara a terminar. Cerca de um mês depois, Sarah recebeu um texto de Bento acompanhado de uma nota autorizando-o a usá-lo como achasse melhor. Sarah achou o texto “muito longo e profundo” para um jornal, sua ideia inicial, e propôs a Bento publicar em livro com um capítulo dele, Sarah, mais uma introdução e uma conclusão escrita a quatro mãos. Em 19 de novembro, o livro completo, com capa e tudo, foi mostrado a Bento 16, que o aprovou seis dias depois: “De minha parte, o texto pode ser publicado como o senhor planejou”, disse em nota. No dia 14 de janeiro, o secretário pessoal de Bento 16, cardeal Georg Gänswein, afirmou: “Sob instruções do papa emérito, pedi ao cardeal Robert Sarah para entrar em contato com a editora do livro e pedir a eles que tirem o nome de Bento 16 como coautor do livro e removam sua assinatura da introdução e da conclusão também. O papa emérito sabia que o cardeal estava preparando um livro e enviou um texto sobre sacerdócio para ele usar como quisesse, mas não aprovou um projeto para um livro em coautoria e não viu nem autorizou a capa. É um mal-entendido que não põe em questão a boa fé do cardeal Sarah”. As instruções podem ter sido do papa emérito, mas, segundo o vaticanista italiano Antonio Socci, a ordem veio do papa mesmo. Citando fontes “muito próximas”, Socci disse que Francisco ficou furioso com o aparecimento do livro, convocou Gänswein e mandou que ele fizesse o papa se distanciar do projeto. “Em razão das polêmicas incessantes e mentirosas que não pararam desde o início da semana em relação ao livro”, disse Sarah em outro comunicado, de 17 de janeiro, “eu me encontrei com o papa emérito Bento 16. Pudemos constatar que não há nenhum mal-entendido entre nós. Saí muito feliz, cheio de paz e de coragem desse belo encontro. Peço-vos que leiam e meditem sobre Do Fundo de Nossos Corações”. Bento 16 já se manifestou por escrito contra ideias caras a Francisco sem ter despertado uma campanha de difamação na blogosfera como essa que se viu. No ano passado, depois do sínodo sobre abusos sexuais do clero realizado em fevereiro, Bento 16 publicou um ensaio em que negava a principal conclusão do encontro: a de que os abusos eram fruto do clericalismo, um dos espantalhos favoritos de Francisco em seu afã de reinventar a Igreja. Bento 16 culpava, em vez disso, o solapamento da
Lula encontra o Papa e é abençoado por ele

Segundo o ex-presidente, “encontro histórico serviu para discutir e pensar soluções para as injustiças e desigualdades no mundo”. Na tarde desta quinta-feira (13), o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com o Papa Francisco no Vaticano . O sumo pontífice terminou o encontro com um aperto entre sorrisos, e chegou a abençoar Lula antes de sua partida. No Twitter do Instituto Lula, o ex-presidente qualificou o encontro como “histórico”, e contou que eles “discutiram e pensaram soluções para as injustiças e desigualdades no mundo”. Histórico! Papa Francisco @Pontifex_pt e Lula @LulaOficial se encontram para discutir e pensar soluções para as injustiças e desigualdades no mundo. #PapaFrancisco ???? Ricardo Stuckert pic.twitter.com/SiHcLOqBEd — Instituto Lula (@inst_lula) February 13, 2020 A conversa entre Lula e Francisco também foi marcada por assuntos como a questão da Amazônia e o clima político na América do Sul. Em declaração ao chegar à Itália, o líder do PT afirmou que se colocaria à disposição do seu anfitrião: “vim para ouvir”. A preocupação de Francisco com a situação na Amazônia, expressada inclusive nos últimos tuítes do pontífice, tem a ver com devastação pelos recentes incêndios e as ameaças aos povos indígenas, devido às políticas de Jair Bolsonaro que priorizam os interesses do garimpo e do agronegócio, colocando em risco algumas áreas demarcadas. No caso da política sul-americana, um dos temas foi a questão do lawfare, algo que também já foi criticado por Francisco, e que teve em Lula uma de suas vítimas – o líder máximo da Igreja Católica chegou a abençoar um terço e enviar de presente ao ex-presidente, quando ele estava preso. O ex-presidente brasileiro desembarcou em Roma nesta quarta-feira (12), acompanhado de seu ex-chanceler, Celso Amorim, e aproveitou a viagem para realizar outros compromissos, como se encontrar com líderes políticos locais, como o atual secretário-geral do Partido Democrático (um dos dois partidos que governa a Itália), Nicola Zingaretti, e o ex-primeiro-ministro italiano Massimo D’Alema, que havia visitado Lula na prisão, em Curitiba. Ele também se reuniu com representantes da CGIL (sigla em italiano da Confederação Geral dos Trabalhadores da Itália), entidade similar à CUT.
Medida dos EUA afeta exportações brasileiras – Por Marcelo Zero

A retirada do Brasil da lista do sistema de preferências dos EUA para países em desenvolvimento (Generalized System of Preferences-GSP) era algo bastante previsível. Esse sistema de preferências tarifárias, criado pelo Trade Act de 1974, assegura, aos países em desenvolvimento, acesso facilitado ao mercado norte-americano para cerca de 3.500 produtos. Trump, no entanto, vem restringindo cada vez mais os países e os produtos do sistema de preferências tarifárias. No mesmo diapasão, a administração Trump vem fazendo grande pressão, na OMC, para acabar (ou restringir) com o tratamento especial e diferenciado para países em desenvolvimento. Dessa forma, os EUA apresentaram proposta na OMC, pela qual membros em desenvolvimento da organização não poderiam ter tratamento especial se forem membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ou candidatos a entrar na entidade; se forem membros do G-20; se forem classificados como países de “alta renda” pelo Banco Mundial; ou se forem responsáveis por mais de 0,5% do comércio mundial de mercadorias. Aplicando-se tais critérios da proposta americana, ficariam automaticamente excluídos do tratamento especial e diferenciado Argentina, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Turquia, Arábia Saudita, África do Sul Coreia do Sul, Chile, Brunei, Egito, Hong Kong, Israel, Kuwait, Malásia, Nigéria, Filipinas, Qatar, Cingapura, Taiwan, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Vietnã. Na OMC, China, Índia e África do Sul, nossos parceiros de BRICS, partiram para uma contraofensiva. Esses países, entre outros contra-argumentos, enfatizam que o principal indicador de desenvolvimento não seria o valor do Produto Interno Bruto (PIB), como querem os EUA, mas sim o PIB per capita. O PIB per capita de países e blocos tipicamente desenvolvidos, como EUA, Austrália, Canadá e União Europeia oscila dentre US$ 33 mil a quase US$ 60 mil. Já no caso da China, Índia e Brasil, ele fica em torno ou abaixo de US$ 10 mil. Os países em desenvolvimento destacam ainda o enorme fosso que os separa dos desenvolvidos nos mais variados campos, incluindo áreas nas quais os ricos se beneficiaram de flexibilidades nas regras internacionais no passado. Em passado recente, o Brasil teria se somado a essa contraofensiva liderada pelos BRICS na OMC. Contudo, o Brasil de Bolsonaro preferiu somar-se aos EUA, nessa ofensiva contra os países emergentes na OMC. Ao aceitar renunciar a esse tratamento especial e diferenciado na OMC, como contrapartida a um apoio de eficácia duvidosa dos EUA para entrar na OCDE, o Brasil rompeu com seu compromisso histórico de defesa das posições dos países em desenvolvimento e, particularmente, com seus parceiros do BRICS. Ora, se o próprio Brasil aceitou a renúncia ao tratamento especial e diferenciado na OMC, seria um contrassenso mantê-lo no sistema de preferências tarifárias dos EUA. O impacto dessa decisão poderá ser significativo para as exportações brasileiras. Estudo intitulado O SISTEMA GERAL DE PREFERÊNCIAS DOS EUA: UMA ESTIMATIVA DOS IMPACTOS SOBRE AS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS, elaborado, em 2010, por Natalia Paiva do Nascimento Visconti e Honório Kume, mostra que o GSP norte-americano era responsável por cerca de 15% do total das exportações brasileiras para os EUA. O Brasil, diga-se de passagem, era um dos 5 países mais beneficiados pelo GSP. Como as exportações do Brasil para os EUA foram, no ano passado (2019), de US$ 29,7 bilhões, deduz-se que tal retirada do Brasil deverá afetar aproximadamente US$ 4,45 bilhões de nossas exportações, principalmente na área de máquinas e equipamentos, madeira e mobiliário, metais, material de transporte e plásticos e borracha. Agora, todos esses produtos brasileiros terão de pagar a tarifa máxima para entrar nos EUA e não terão mais cotas preferenciais. O pior é que o Brasil não poderá mais reclamar na OMC contra eventuais violações do tratamento especial e diferenciado, pois renunciou ao tratamento e, em consequência, à proteção das regras da OMC. No Brasil de Bolsonaro, vigora o America First. Via Blog do Miro
Produzido pelo casal Obama, “Indústria Americana” leva Oscar de melhor documentário

– Longa era favorito para levar estatueta na categoria, que tinha filme brasileiro entre os indicados – O documentário Indústria Americana (American Factory) foi o grande vencedor da categoria de melhor documentário do Oscar 2020, realizado neste domingo (9). Entre os concorrentes do longa vitorioso estava o brasileiro Democracia em Vertigem, dirigido por Petra Costa. A codiretora do documentário vencedor Julia Reichert fez um discurso político. “Nosso filme é de Ohio, mas também da China, e poderia ser de qualquer lugar onde as pessoas vestem um uniforme e vão trabalhar para trazer uma vida melhor para sua família. Trabalhadores e operários têm uma vida cada vez mais difícil. E nós acreditamos que a vida vai melhorar quando os trabalhadores do mundo se unirem”, afirmou no palco da cerimônia. Além de superar a produção brasileira, Indústria Americana também desbancou dois documentários sobre a guerra da Síria e um longa da Macedônia que também concorre a melhor filme internacional na cerimônia desta noite. Brasileiro no Oscar A comitiva brasileira no Oscar fez uma manifestação, empunhando cartazes no saguão da cerimônia. Petra Costa mostrou um cartaz em defesa da Amazônia, a líder indígena Sonia Guajajara levou a pauta indígena para a Califórnia e outros integrantes da equipe do documentário também marcaram os 697 dias de impunidade no caso Marielle Franco. Mesmo sem ter levado a estatueta, o documentário brasileiro Democracia em Vertigem ganhou grande repercussão com a indicação, despertando paixões e expondo, ainda mais, a polarização que vive hoje o país. O longa de Petra Costa, que concorreu na categoria, faz um relato pessoal costurado com acontecimentos políticos do Brasil desde a redemocratização até o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a ascensão da figura de Jair Bolsonaro. O título chegou a entrar na lista de melhores filmes de 2019 do jornal estadunidense The New York Times. Depois de ser indicado ao Oscar, em janeiro, o documentário passou a ser alvo de ataques e críticas, inclusive do governo de Jair Bolsonaro. Na semana passada, o perfil oficial da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da presidência no Twitter afirmou que Petra assumiu o “papel de militante anti-Brasil e está difamando a imagem do país no exterior”. Em resposta aos ataques institucionais contra a diretora, a ex-presidenta Dilma Rousseff declarou que Petra foi vítima de “intolerável agressão do governo Bolsonaro”. “A Secom usa a máquina pública para incitar ódio contra uma artista. Mas Petra nos enche de orgulho. Por ser mulher, talentosa, representar o país no Oscar e ter feito um filme que desmascara o golpe do impeachment ilegal de 2016 que levou o Brasil ao desastre chamado Bolsonaro”, disse a ex-presidenta na ocasião. Neste domingo, horas antes do início da cerimônia, o perfil oficial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma homenagem ao longa. https://www.facebook.com/Lula/photos/a.520788401323498/2822628301139485/?type=3&theater “Democracia em Vertigem é um documento histórico urgente e necessário para todos aqueles que ousam defender a verdade em tempos de pregação da mentira. Hoje, o filme de Petra Costa ganha o mundo, indicado na categoria de melhor documentário”, afirma o post. Representatividade A academia foi muito criticada — inclusive pelos apresentadores da cerimônia deste ano, Chris Rock e Steve Martin — pela falta de representatividade de mulheres e pessoas negras entre os indicados. Cynthia Erivo, por exemplo, é a única atriz negra nas categorias de atuação. Antes do início da premiação deste domingo (9), no tapete vermelho, Petra Costa celebrou o fato de estar “representando o Brasil em 2020 nessa cerimônia em homenagem à cultura, que é o que faz as civilizações se curarem”. Ela elogiou a categoria de melhor documentário por ser a “mais de vanguarda” da academia, por conseguir paridade de gênero. “Temos tantas mulheres representando — quatro filmes dirigidos por mulheres [entre os indicados], e também quatro estrangeiros. Houve muito esforço para levar mais mulheres para esse braço da academia”, afirmou ao G1. Apresentando o prêmio de documentário em longa-metragem, o ator Mark Ruffalo destacou o fato de que quatro títulos na categoria foram dirigidos ou codirigidos por mulheres. O prêmio de melhor documentário foi o sétimo a ser anunciado na noite deste domingo. Antes, o ator Brad Pitt saiu vitorioso na categoria de ator coadjuvante por sua atuação no filme Era Uma Vez Em… Hollywood. Na categoria de melhor longa de animação, o título vencedor foi Toy Story 4. Entre os indicados de melhor curta de animação, a estatueta ficou com Hair Love. No discurso de agradecimento, a produtora Karen Rupert Toliver e o diretor Matthew A. Cherry falaram sobre a importância de representação e a importância simbólica do cabelo para crianças negras. O Oscar de roteiro original ficou com os coreanos Bong Joon-Ho e Han Jin Won, responsáveis pelo filme Parasita, que concorreu em mais 10 categorias. A obra também levou a estatueta nas categorias de melhor direção e melhor filme estrangeiro. Já a estatueta de melhor ator foi para Joaquin Phoenix, estrela do filme Coringa, que ganhou na categoria melhor trilha sonora. A atriz Renée Zellweger também foi premiada como melhor atriz, devido sua atuação em Judy: Muito Além do Arco-Íris Melhor roteiro adaptado ficou com Jojo Rabbit, de Taika Waititi. Melhor curta de ficção ficou com The Neighbor’s Widow. O prêmio de direção de arte foi para Era Uma Vez Em… Hollywood. Lauren Dern levou a estatueta de atriz coadjuvante pelo papel que interpretou em História de Um Casamento. Aprendendo a Andar de Skate em uma Zona de Guerra (Se Você For uma Menina) conquistou o prêmio de melhor documentário em curta-metragem. O longa 1917, que retrata a atuação de soldados britânicos na Primeira Guerra Mundial, foi premiado em três categorias: melhor fotografia, melhor mixagem de som e melhor efeitos visuais. Já a estatueta de melhor montagem foi para Ford vs Ferrari. O prêmio de melhor cabelo e maquiagem ficou com o drama O Escândalo e Adoráveis Mulheres foi premiado como melhor figurino. A estatueta de melhor canção original foi para Elton John, com I’m Gonna Love Me Again, composta para a trilha de Rocketman. É
Jair Bolsonaro não resgatará brasileiros na China porque custa caro

– Bolsonaro diz ser inviável tirar brasileiros de locais com coronavírus “Se me arranjarem recursos e meios, começamos a arranjar (voos) a partir de agora”, declarou. “Custa caro um voo desses”, acrescentou, ao afirmar que não resgatará brasileiros na China “se não estiver tudo redondinho no Brasil” – Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira 31 ser “inviável” trazer brasileiros de locais com coronavírus, e ressaltou que isso só ocorreria com quarentena. Em declaração feita após a coletiva de imprensa do Ministério da Saúde sobre o tema, ele disse ainda se tratar de uma ação que cabe mais ao Congresso, por envolver recursos públicos. “Se me arranjarem recursos e meios, começamos a arranjar (voos) a partir de agora”, declarou. “Custa caro um voo desses. Ali, se for fretar um voo é acima de 500 mil dólares o custo. Pode ser pequeno para o tamanho do orçamento brasileiro, mas depende da aprovação do Parlamento. Aí é com eles”, completou. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2019/06/26/boulos-depois-do-helicoca-temos-o-escandalo-do-aerococa/ Segundo ele, o plano para o resgate envolve a realização de um exame prévio, para que ninguém que já apresente os sintomas do novo coronavírus seja trazido ao Brasil, e que os resgatados sejam submetidos a quarentena em hospitais de campanha do Exército. “Nós não temos uma lei de quarentena. Ao trazer brasileiros para cá, coloca em quarentena, mas qualquer ação judicial manda a gente tirar. Se não estiver tudo redondinho no Brasil, não vamos buscar ninguém. Quem vier para cá tem que se submeter aos trâmites.” Leia também: https://emcimadanoticia.com/2019/06/26/militar-e-preso-com-39-quilos-de-cocaina-em-aviao-da-presidencia/ Outros países, como Japão, Estados Unidos e Austrália, têm tirado seus cidadãos de Wuhan, cidade chinesa localizada na província de Hubei e foco principal do vírus. Os brasileiros no local reclamaram de falta de orientação do governo brasileiro.
China tem 213 mortos em consequência do coronavírus

– Trabalhadores do setor médico estão extremamente ocupados em Hubei, província em que apareceu o surto. Mais de 30 mil pessoas por dia têm procurado hospitais e clínicas locais com febre. O número de casos está se elevando também fora da China continental. Mais de 120 casos de infecção foram constatados em mais de 20 países e territórios. A Itália acabou de confirmar os dois primeiros casos, ambos de turistas chineses. Até agora, há suspeita de casos de transmissão do vírus entre pessoas no Vietnã, em Taiwan,no Japão, na Alemanha, França e nos Estados Unidos. O governo americano aumentou os alertas de viagens ao nível mais alto e está pedindo aos seus cidadãos que evitem ir à China e pensem em sair de lá, caso estejam naquele país. A Organização Mundial da Saúde declarou a epidemia emergência global, em uma tentativa de evitar que o vírus se alastre ainda mais além das fronteiras. Esta é a sexta vez que a organização toma essa medida, que foi colocada em prática, entre outras, durante a gripe suína em 2009, a proliferação da poliomielite em 2014, e a epidemia do vírus Ebola em 2019. As informações são da Agência Brasil.
Trump está chutando os brasileiros dos Estados Unidos

– Grupo de brasileiros deportados dos EUA viajou com algemas nos pés e nas mãos Todos tentaram entrar ilegalmente no país norte-americano, pelo México, porém foram descobertos e estavam presos Cerca de 50 brasileiros deportados dos Estados Unidos desembarcaram, nesta sexta-feira (24), no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. Todos vieram da cidade de El Paso, no Texas. Os brasileiros tentaram entrar ilegalmente nos Estados Unidos, pelo México. No entanto, foram descobertos e estavam presos. “Nunca mais. Não tenho inimigos, mas, se tivesse, não desejaria isso para eles”, declarou Renê Lima, ao Estado de S. Paulo. Ele afirmou que muitos passageiros viajaram algemados, nas mãos e pés. O Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos divulgou que “indivíduos presos e sob custódia das forças federais de segurança estão sujeitos a serem algemados. Fazer isso está totalmente de acordo com as leis federais e as políticas da agência”. “Direito” Neste sábado (25), pela manhã, Jair Bolsonaro declarou, em Nova Déli, na Índia, onde se encontra em visita oficial, que é “direito” dos Estados Unidos deportarem brasileiros que entraram no país ilegalmente. Com Revista Fórum