Aliado de Bolsonaro, Orbán aproveita coronavírus para instalar ditadura na Hungria

 – “Esse projeto criaria um estado de emergência indefinido e descontrolado e daria a Viktor Orbán e ao seu governo carta branca para restringir os direitos humanos”, criticou a Anistia Internacional – O primeiro-ministro de extrema-direita da Hungria, Viktor Orbán, se aproveitou do surto do novo coronavírus para instaurar um regime autoritário no país nesta segunda-feira (30). Orban conseguiu fazer com que o Parlamento do país aprovasse um estado de emergência sem prazo de duração, permitindo que ele tenha poderes irrestritos e possa governar por decreto. ‌A medida foi criticada por partidos de oposição, entidades de direitos humanos e pelo Conselho da Europa – órgão que reúne 47 países do continente europeu, incluindo os 27 membros da União Europeia. “Esse projeto criaria um estado de emergência indefinido e descontrolado e daria a Viktor Orbán e ao seu governo carta branca para restringir os direitos humanos”, disse Dávid Vig, diretor da Anistia Internacional na Hungria, em entrevista ao The Guardian. “Esta não é a maneira de lidar com a crise real que foi causada pela pandemia de Covid-19”, completou. Segundo o governo, a lei apenas autoriza os ministros a adotarem apenas as medidas necessárias para combater o vírus, e o parlamento poderia revogar os poderes especiais. Entre as medidas previstas no texto está a pena de prisão de até cinco anos para quem for contra as medidas que impedem a disseminação do vírus e para quem disseminar de informações falsas relacionadas à crise. Segundo o Centro de Estudos do Coronavírus, da Universidade Johns Hopkins, o país registra 447 casos confirmados de Covid-19 e 15 mortos em decorrência da doença. A Hungria está em quarentena parcial. Com informações da Revista Fórum, do O Globo e do RT

Jovem médico morre com coronavírus após tentar salvar pacientes: ‘Deu vida e esperança a muitos’

 – Um médico de 26 anos morreu vítima do Covid-19, no Paquistão. O jovem Usama Riaz foi declarado “herói nacional” após tentar salvar pacientes infectados com o novo coronavírus. – A morte precoce do jovem repercutiu nas redes sociais devido à dedicação do profissional da saúde. Um ativista dos Direitos Humanos homenageou o médico que continuou tratando os pacientes, mesmo com a ausência de equipamentos de proteção no local em que trabalhava. “Este é o Dr. Usama Riaz. Ele passou as últimas semanas examinando e tratando pacientes com coronavírus no Paquistão. Ele sabia que não havia EPI. Ele persistiu de qualquer maneira”, diz Stance Grounded, em um dos trecho da publicação no Twitter. Na sequência do post, o ativista destaca a dedicação do jovem médico com os demais enfermos. “Hoje ele perdeu a sua própria batalha contra o coronavírus, mas deu vida e esperança a muitos”. This is Dr. Usama Riaz. He spent past weeks screening and treating patients with Corona Virus in Pakistan. He knew there was no PPE. He persisted anyways. Today he lost his own battle with coronavirus but he gave life and hope to so many more. KNOW HIS NAME ????❤ pic.twitter.com/flSwhLCPmx — StanceGrounded (@_SJPeace_) March 23, 2020

Embaixador inglês manda seus concidadãos abandonarem o Brasil imediatamente

  – Em tom dramático, Vijay Rangarajan, embaixador inglês no Brasil, recomendou “expressamente” que seus concidadãos deixem o Brasil e retornem imediatamente à Inglaterra devido à epidemia do coronavírus em território brasileiro – – O embaixador inglês, Vijay Rangarajan, pediu em seu Twitter que os britânicos que estiverem no Brasil retornem imediatamente, devido à crise do coronavírus. Ele não fez referência direta à maneira como o governo Bolsonaro está conduzindo o combate à epidemia, mas o tom de emergência dos tweets deixa patente a preocupação. Os dois tweets foram grafados em inglês. Uma tradução livre indica: “Se você é cidadão britânico e está visitando o Brasil, recomendamos expressamente que você retorne ao Reino Unido imediatamente. As rotas comerciais ainda estão disponíveis, mas mudando rapidamente. Veja a seguir a situação atual. Rotas diretas atualmente disponíveis: – Latam: é esperado que o voo entre SP e Londres funcione até o dia 3 de abril, embora essa data esteja sendo revisada diariamente. – British Airways: as rotas que saem de Galeão ou Guarulhos para Heathrow ainda têm assentos disponíveis para os próximos dias”. Veja: If you are a British national visiting Brazil, we strongly advise you to return to the UK now. Commercial routes are still available, but changing fast. This thread sets out the current situation. — Vijay Rangarajan (@VijayR_HMG) March 26, 2020

Te cuida Bolsonaro! Pastor que considerava a pandemia como “histeria em massa” morre nos EUA

 Landon Sprandlin também era músico, e apoiador de Donald Trump, e dizia que a mídia usava a pandemia para atacar o presidente estadunidense Uma das primeiras mortes de coronavírus no Estado da Virgínia foi a do pastor e músico evangélico Landon Spradlin, que teve uma piora em seu estado enquanto viajava para a cidade de New Orleans com sua esposa. Como observa Bo Gardiner, do ateu amigável, Landon Spradlin. No dia 13 de março, Sprandlin gravou um vídeo dizendo que a pandemia era resultado da “histeria em massa” da mídia. Também compartilhou um meme enganoso que comparou as mortes de coronavírus com as da gripe suína, e sugeriu que a mídia estaria usando a pandemia para atacar o presidente estadunidense Donald Trump, que ele apoiava. Dias depois, mudou levemente de ideia, e afirmou que o surto era uma “questão real”, mas acrescentou que “a mídia está alimentando o medo e fazendo mais mal do que bem”. Nesse mesmo dia, compartilhou um post de outro pastor que contava a história de como um missionário na África do Sul “se protegeu da peste bubônica com o espírito de Deus”. “Enquanto eu andar sob a luz dessa lei, do espírito da vida, nenhum germe se ligará a mim”, dizia uma citação do post.

FIQUE EM CASA – Para conter coronavírus, países impõem até toque de recolher

 – Além de fechar fronteiras e adotar quarentena, países estão colocando polícia para fiscalizar, aplicar multas e deter se for o caso – Enquanto Jair Bolsonaro critica as “medidas excessivas” que estão sendo tomadas pelos governadores para frear o avanço do coronavírus, líderes de outros países adotam medidas ainda mais restritivas. Hoje (23), o rei Salman, da Arábia Saudita, anunciou a adoção de um toque de recolher noturno a partir desta segunda-feira, das 19h às 6h, durante 21 dias, como parte dos esforços para brecar o avanço da epidemia. A medida foi tomada após o número de infectados no país passar de 511 neste domingo – o número mais alto da região. Ainda não há registro de mortes. Trabalhadores da área da saúde, de segurança e integrantes das forças armadas estão livres da restrição. Orações no interior das mesquitas de todo o país, exceto em Meca e Medina, locais sagrados do Islã, e o trabalho em empresas privadas já haviam sido suspensas pelo governo árabe. Chile O toque de recolher das 22h às 5h teve início no país neste domingo (22). No sábado, o Chile registrou a primeira morte por coronavírus. O governo de Sebastián Piñera já havia determinado quarentena de 14 dias para pessoas que chegam de países com alto índice de infecção pelo Covid-19 e fecharam todos os portos para navios de cruzeiro. Itália País com maior número de mortes por coronavírus (6.077), a Itália adotou toque de recolher em 23 de fevereiro, quando foi confirmada o sétimo óbito . Em pelo menos 11 cidades do norte do país o movimento de pessoas à noite é controlado por autoridades. Ao todo, aproximadamente 43 localidades impuseram restrições à entrada e saída. E os cidadãos que infringirem a determinação estarão a sujeitos a penas que podem chegar a três anos de prisão. Estados Unidos Com 41.708 casos confirmados e mais de 100 mortos, os Estados Unidos têm a situação mais grave nos estados de Nova York, Washington e Califórnia. Com mais de 34 mortos, o estado de Nova York colocou a polícia para desfazer aglomerações. Embora tenha sido determinada quarentena, com fechamento do comércio, inclusive nas regiões mais movimentadas da cidade de Nova York, havia muitas pessoas se encontrando para passear ou jogar basquete, entre outras atividades coletivas neste final de semana. O presidente Donald Trump enviou destacamentos da Guarda Nacional para esses estados, que ficarão sob as ordens dos governadores, No último dia 3, Trump declarou estado de emergência nacional. Com isso, o governo poderá usar um fundo de até US$ 50 bilhões, equivalente a R$ 250 milhões, sem necessidade de aprovação do Congresso. Argentina Com apoio do presidente argentino Alberto Fernández, governadores das províncias cobraram o cumprimento da quarentena iniciada na última sexta-feira (20). Entre a noite de sábado e manhã deste domingo, foram detidos 5.862 pessoas, segundo o jornal Clarín. Na maioria dos casos, amigos que se reuniam para jantar e motoristas que dirigiam pelas ruas sem motivo. Foi detido ainda um jovem que violou a quarentena para ir a uma festa de 15 anos. Fernández afirmou por meio de seu perfil no Twitter que seu governo fez opção pela vida dos argentinos.”Escolhi salvar vidas sabendo que vamos pagar um custo na economia. Tomaremos medidas dirigidas aos autônomos, pequenos comerciantes e aqueles que estão fora do sistema de controle do governo”.

Médicos cubanos são aplaudidos ao desembarcarem na Itália para combater o coronavírus

 – Expulsos do Brasil por Bolsonaro, profissionais de saúde de Cuba entram na guerra contra o coronavírus – Médicos fazem parte do Contingente Internacional Henry Reeve, criado por Fidel Castro em 2005 para atuar em situações de desastres e epidemias. Eles atuarão com chineses em hospital de campanha na Lombardia, onde a situação é mais grave Um grupo de 52 médicos e enfermeiros cubanos foi aplaudido ao desembarcar neste domingo (22) na região da Lombardia, na Itália, para auxiliar no combate ao coronavírus. O grupo vai se unir a 12 médicos chineses que estão na região atendendo a população em um hospital de campanha na região de Bérgamo, capital da Lombardia, província com maior número de contaminados pela Covid-19. #CubaSalva #CubaEsSalud Medici cubani vs #coronvirusitalia in arrivo in #Lombardia. @EmbaCubaItalia @CienciaCubaRoma @CubaMINREX @BrunoRguezP @DiazCanelB @PresidenciaCuba @StampaEmbaCuba @cubainformacion @AbelPrieto11 @AsNazItaliaCuba @plitaliaroma @ActualidadRT @Agenzia_Ansa pic.twitter.com/XL2pXEREQ8 — Italia-Cuba di Roma (@italiacubaroma) March 22, 2020

Xi Jinping deu uma banana para Bolsonaro e recusou atendê-lo

 – A embaixada da China no Brasil afirma que aceita o fim do conflito diplomático somente com uma retratação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O parlamentar acusou o país asiático de esconder informações sobre o coronavírus – – Jair Bolsonaro tentou contato com Xi Jinping, mas o presidente chinês não quis atendê-lo. De acordo com a jornalista Maria Cristina Fernandes, no Valor Econômico, a embaixada da China no Brasil afirma que aceita o fim do conflito diplomático somente com uma retratação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O parlamentar acusou o país asiático de esconder informações sobre o coronavírus. “O deputado federal Eduardo Bolsonaro tem que pedir desculpa ao povo chinês por sua provocação flagrante”, diz a nota, que também criticou as declarações do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo. “A parte chinesa não aceitou a gestão feita pelo embaixador Ernesto Araújo à noite o dia 18”. Nesta sexta-feira 20, Jair Bolsonaro disse haver “zero problema com a China” e que se precisasse ligar para o presidente chinês, ligaria “sem problema nenhuma”. “Não há nenhum problema com a China. Zero problema com a China. Se tiver que ligar pro presidente chinês, eu ligo sem problema nenhum”, afirmou Bolsonaro. Ele se recusou a responder, no entanto, se considera a China culpada pela pandemia. “Não manifesto minha opinião sobre esse assunto. Vocês têm dito e escrito constantemente que esse vírus nasceu em Wuhan, na China. Esse assunto é página virada, não existe problema com a China”, disse. O chanceler brasileiro havia dito que a opinião de Eduardo Bolsonaro não atacou o chefe de Estado chinês. Sobre postagens recentes e a relação Brasil-China: pic.twitter.com/8jxfYoBaQy — Ernesto Araújo (@ernestofaraujo) March 19, 2020

Solidariedade: Cuba recebe navios, envia médicos e faz remédio para coronavírus

 – País se prepara desde janeiro e garante a produção de mais de vinte medicamentos para tratamento da doença – Nesta quinta-feira (19) o governo cubano confirmou que há sete casos de coronavírus no país, todos em pessoas que foram ao exterior ou tiveram contato com viajantes. Por Nara Lacerda – Brasil de Fato Com controle rígido de entrada e saída e ações de vigilância extensas e consolidadas, as autoridades de saúde têm colocado em isolamento todas as suspeitas. Em paralelo a isso, o país implementa ações de solidariedade a outras nações no combate à doença. Nesta semana, um navio britânico com viajantes infectados foi acolhido pelo governo cubano, após ser rejeitado em outras nações do Caribe e passar vários dias no mar. Os governos do Reino Unido e da Irlanda do Norte tentavam acordos humanitários para que os doentes desembarcassem e fossem repatriados aos seus países de origem de avião. Cuba foi a única que aceitou o pedido e adotou de imediato as medidas sanitárias para atendimento de quem estava a bordo. Em nota, o Ministério de Relações Exteriores de Cuba ressaltou que a crise global pede ações cooperativas entre as nações. “São tempos de solidariedade, de entender a saúde como um direito humano, de reforçar a cooperação internacional para enfrentar nossos desafios comuns, valores que são inerentes à prática humanística da Revolução e de nosso povo”, diz o texto. As ações do solidariedade são tratadas pelo governo cubano como um princípio central. Em conversa com o Brasil de Fato, o cônsul do país no Brasil, embaixador Pedro Monzón, afirmou que não só no caso do coronavírus, mas em todas as situações extremas como terremotos, tempestades e grande tragédias físicas, Cuba considera que a medicina não é um fenônemo mercantil. “O enfermo não é uma mercadoria. A saúde pública é um direito humano, não pode ser um fenômeno de mercado. É uma questão de princípios, seres humanos são seres humanos e tem direitos. Isso independe da política. São humanos. É um princípio fundamento da revolução. Não desprezamos o mercado, sabemos que o mercado tem que existir, mas a política não pode se mover em função do mercado”, afirma. Em 15 de março, uma delegação técnica especializada cubana chegou à Venezuela para apoiar a estratégia de contenção do covid-19. Há médicos cubanos trabalhando em nações do mundo todo, inclusive na China. São profissionais com expertise em missões que já estiveram presentes em mais de 160 países. Em 56 anos, Cuba já mandou mais de 400 mil agentes de saúde para países estrangeiros. Brasil não sinaliza para retorno de Cuba ao Mais Médicos Fora do Brasil desde o início do governo de Jair Bolsonaro, Cuba não deve reverter a decisão de retirar seus médicos do programa Mais Médicos, tomada após uma série de manifestações do capitão reformado contra as equipes que atuavam em todo território nacional. Pedro Mónzon afirma que seria preciso garantias de segurança absoluta e uma mudança política radical. “Os médicos cubanos saíram do Brasil porque foram feitas declarações agressivas, que os colocaram em perigo. Questionou-se o prestígio dos médicos cubanos, o profissionalismo, até se dizia que eram escravos, terroristas e que formavam guerrilheiros. Um conjunto de de mentiras que não tinham nada a ver com solidariedade cubana, aponta. Recentemente o governo brasileiro anunciou ampliação nas contrações de médicos para os postos de saúde e informou que os cubanos que ficaram no Brasil após a saída determinada pelo governo da ilha, poderiam participar. No entanto, só é possível a atuação de profissionais com registro e diploma revalidado. Exigência que não existia no Mais Médicos. Pedro Monzón informou que o governo brasileiro não fez nenhum contato com Cuba para possível retomada da parceria. “Até agora não houve. Sei que há estados que estão interessados, porque, por exemplo, li ontem que 20% dos municípios no Brasil não têm médicos e antes tinham médicos cubanos.Alguns dos nossos médicos deixaram o Brasil chorando, devido ao forte relacionamento que foi desenvolvido com a população. Eu gostaria que isso fosse possível naturalmente, honestamente, sinceramente, sem mentiras, sem agressão, que a relação pudesse ser reconstituída para o bem-estar de boa parte da população brasileira. Infelizmente não vejo, no momento, perspectiva desse acontecimento”, afirma. Medicamentos É na ilha também que se produz um medicamento eficaz para o tratamento dos efeitos respiratórios do covid-19. O Interferon Alfa 2B já foi solicitado por mais de dez países. De acordo com o governo cubano, o país tem hoje medicamento pronto para os próximos seis meses e capacidade de produção que atende a demanda da própria ilha e pedidos que venham de outras nações. Na China, uma fábrica criada em parceria com o país caribenho é responsável pela produção local. O processo também conta com profissionais cubanos. O Interferom Alfa 2B também é usado preventivamente em profissionais de saúde, que estão mais vulneráveis ao contágio. Segundo Pedro Monzón, o Brasil também demonstrou interesse, mas a entrada no medicamento ainda não foi autorizada pela Anvisa. Há outros 21 medicamentos fabricados no país e que fazem parte do protocolo de atendimento a pacientes. São antivirais, antirrítmicos e antibióticos, para o tratamento de complicações. O bloqueio econômico sofrido pelo país parece ser o único empecilho para que Cuba conte com todo o material que é necessário no enfrentamento ao Coronavírus. 15% dos medicamentos fornecidos pela indústria estão ausentes das farmácias, por que o tempo dos ciclos de distribuição é elevado. Para coletivizar o acesso, o governo cubano garante o abastecimento do sistema de saúde em primeiro lugar. Atualmente, cientistas cubanos trabalham também no estudo da capacidade viral de dois medicamentos para o tratamento do Covid-19. Ambos estão na classe de peptídeos inibidores. Um deles, o CIGB 210, atua como antiviral no tratamento da Aids. Já o CIGB 300 é usado para tratar alguns tipos de câncer. De acordo com o governo cubano, o país atua com a China em um dos projetos de vacina que vêm sendo colocados em prática em todo o mundo. O método estudado é usado para a vacina terapêutica

Tal pai, tal filho – Eduardo Bolsonaro ataca chineses e abre crise diplomática

A Embaixada da China no Brasil publicou uma série de mensagens nas redes sociais nesta quarta-feira (18) rebatendo comentários de Eduardo Bolsonaro, que culpou os chineses pela pandemia do Coronavírus. Eduardo disse que a pandemia é culpa da “ditadura” chinesa que escondeu as informações. ” + 1 vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste,mas q salvaria inúmeras vidas. A culpa é da China e liberdade seria a solução” Confira: Os chineses rebateram a afirmação dizendo que as palavras de Eduardo são “são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos. Ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental, que está infectando a amizades entre os nossos povos.” O embaixador também se manifestou: O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pediu desculpas pela atitude irresponsável do deputado. Confira: O QUE EDUARDO BOLSONARO GANHA PARA ATACAR A CHINA? Ao atacar a China, Eduardo Bolsonaro imitou Trump, e é preciso perguntar: O que ele ganha com isso? Por Joaquim de Carvalho ​ Tudo o que o Brasil não precisa agora é comprar uma briga com a China, que é o maior parceiro comercial do Brasil. E por que Eduardo Bolsonaro atacou a China com um argumento de teoria da conspiração, sem base alguma? A resposta é o alinhamento automático com os Estados Unidos, que a Embaixada da China no Brasil identificou na sua postagem mais recente. “As suas palavras são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos. Ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental, que está infectando a amizades entre os nossos povos”, afirmou a Embaixada. A pergunta que se deve fazer é por que o filho do presidente decidiu colocar em risco a relação do país com a China. O Brasil não ganha, mas e Eduardo Bolsonaro? Quando a Embaixada diz que Eduardo, ao responsabilizar a China pela pandemia de coronavírus, imina “seus queridos amigos”. Está se referindo a Donald Trump, que chama o Covid-19 de vírus chinês. Estados Unidos e China têm uma relação tensa por conta da chamada guerra comercial. Mas os dois países sempre acabaram se entendendo em razão de interesses mútuos. Mas e o Brasil? Caso o governo não aja para corrigir o estrago feito por Eduardo Bolsonaro, o país terá comprado uma disputa que não é nossa, não nos interessa. Eduardo Bolsonaro está agindo como integrante de gangue que resolve atacar o inimigo do chefe por trás. Para os brasileiros, que sofrerão com o contragolpe que a China indica que dará, fica a pergunta: “A troco de que Eduardo Bolsonaro imita “seus queridos amigos”? Se não é para atender a interesses brasileiros, atenderia a interesses de quem ou de que país? A Câmara dos Deputados deve cobrar uma retratação de seu integrante. Mas não tem poder para exigir dele essa atitude. O máximo que pode fazer é dizer que ele não fala em nome do Poder Legislativo. Pode também, paralelamente, colocar para andar uma das reclamações feitas contra ele na Comissão de Ética por quebra de decoro, em razão de outras transgressões, como defender a volta do AI-5 – o texto legal que oficializou a ditadura militar no país, em 1968. A cassação de seu mandato impediria uma crise diplomática. O ideal seria que o governo cobrasse retratação, mas o governo é, de certa forma, Eduardo Bolsonaro. É preciso verificar se o filho do presidente age por idiotice — possibilidade remota — ou é recompensado por atacar pelas costas o adversário do que parece ser o seu chefe — Donald Trump e os interesses de seu governo. Via DCM https://emcimadanoticia.com/2020/03/18/coronavirus-saiba-o-que-e-como-tratar-e-se-prevenir/

Bolsonaro, Salvini, Le Pen e Orban: A direita politiza o vírus e mostra sua estupidez

 – Líderes políticos pelo mundo usam pandemia para pregar xenofobia e alimentar teorias conspiratórias – Enquanto o coronavírus se alastra pelo mundo, na boca do presidente brasileiro o tema é tratado com chacota e desprezo. “Eu faço 65 anos daqui a quatro dias. Vai ter uma festinha tradicional aqui. Até porque eu faço aniversário dia 21 e minha esposa dia 22. São dois dias de festa aqui”, afirmou Jair Bolsonaro, fazendo troça com a epidemia que assusta o mundo. No último domingo (15), o presidente já havia contrariado as orientações médicas, inclusive de seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e participou das manifestações contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro deveria evitar o contato com a população, de acordo com especialistas, por carregar a suspeita de que esteja contaminado pelo coronavírus. Um novo exame foi feito nesta terça-feira (17) para confirmar, ou descartar, a possibilidade. Em outros momentos, Bolsonaro afirmou que a epidemia tem sido tratada com “histeria” e “extremismo”. O presidente, aliado aos seus filhos e o submundo da internet que o segue, tem afirmado que a preocupação de especialistas e da imprensa com o coronavírus são parte de uma conspiração para derrubá-lo. “Você tem um caos muito maior. Se a economia afundar, afunda o Brasil. E qual é o interesse dessas lideranças políticas que me criticam? Se afundar a economia, acaba meu governo”, explicou o presidente, que pediu para que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reveja a decisão de paralisar o futebol e retome as partidas nos estádios com portões abertos à torcida. Bolsonaro não está sozinho no governo, quando minimiza o potencial do vírus. “A cada epidemia de vírus originária na China, o mundo entra em crise econômica. Então, aquele país se recupera antes de todos os outros e se torna mais poderoso geopoliticamente. Rumo à hegemonia global antecipada por crises econômicas causadas por vírus” , afirma Ailton Benedito, secretário de Direitos Humanos da Procuradoria Geral da República Se em nome da política, Bolsonaro minimiza os efeitos do coronavírus, outros representantes da extrema-direita pelo mundo usam a pandemia para alavancar propostas xenófobas. “Uma das primeiras maneiras de frear a epidemia é evidentemente efetuar o controle das fronteiras, o que [o presidente] Emmanuel Macron se recusa a fazer por razões quase religiosas” , afirma Marie Le Pen, líder da extrema-direita francesa, possível candidata à eleição nacional em 2022. Na Itália, onde o vírus se propaga de forma mais assustadora, Matteo Salvini, mais importante liderança da extrema-direita italiana, se pronunciou logo após o primeiro caso confirmado no país, pedindo ao governo local que fechasse as fronteiras. “Uma oração por ele [contaminado] e um pensamento para sua família. Talvez agora alguém tenha entendido que é necessário fechar, controlar, bloquear, blindar, proteger?”, perguntou. Na Hungria, o primeiro-ministro Viktor Orban, vaticinou. “Nossa experiência mostra que os estrangeiros trouxeram a doença e ela está se espalhando”. O líder do Brexit na Inglaterra, Nigel Farage, foi ao Twitter se pronunciar, também apelando à xenofobia. “Numa crise o conceito de solidariedade, proposto pela União Europeia e os globalistas, não conta para nada. Somos todos nacionalistas agora” , finalizou. Após minimizar as possibilidades de avanço do coronavírus, Javier Ortega Smith e Santiago Abascal, líderes do Vox, partido de extrema-direita da Espanha, convocaram manifestações populares em apoio à legenda. Uma semana após os atos, a sigla confirmou que ambos foram contaminados pelo vírus. Via Brasil de Fato