STF decide por ampla maioria contra reabertura de igrejas e templos durante pandemia

 O placar final da sessão no plenário da Corte foi 9 a 2 contra a realização de cultos presenciais no pior momento da pandemia do coronavírus O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por ampla maioria, contra a reabertura de igrejas e templos durante a pandemia do coronavírus, no julgamento desta quinta-feira (8). O placar final da sessão da Corte foi 9 a 2 contra a realização de cultos presenciais no momento mais trágico da doença no país. Votaram contra a realização de cultos presenciais o relator, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e o atual presidente Luiz Fux. Somente Kassio Nunes Marques, nomeado por Jair Bolsonaro, e Dias Toffoli votaram a favor. O ex-presidente do STF não apresentou justificativa para a escolha. Limitou-se a dizer que acompanhava o voto do ministro Nunes Marques. Leia também Aglomeração – No pior momento da pandemia, Dom Justino autoriza missas presenciais

Tribunal de Contas muda votos e reprova contas do ex-prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz

O Tribunal de Contas de Minas Gerais reprovou a prestação de contas do ano de 2015 do então prefeito Ruy Muniz e acabou apresentando um fato incomum: o relator tinha manifestado na sessão do dia 3 de setembro do ano passado pela aprovação das contas e o conselheiro Gilberto Diniz pediu vistas, mas no dia 28 de janeiro desse ano, no retorno do processo, as contas foram rejeitadas. Determinou ainda a realização de inspeção extraordinária na Prefeitura de Montes Claros ou a inclusão no Plano Anual de Auditorias e Inspeções, em face das inconsistências e divergências explicitadas nos autos. Agora a prestação de contas será encaminhada a Câmara Municipal, que poderá manter ou derrubar o parecer. Se mantida a reprovação, torna o ex-prefeito inelegível. No parecer da rejeição, o argumento é que a Lei 4.320/1964 veda dotações globais destinadas “a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras” e que em atendimento a Lei de Responsabilidade Fiscal, deve observar a necessidade do controle da execução orçamentária por fonte de recursos e realizar o empenhamento da despesa em relação ao crédito autorizado de forma individualizada, por dotações, e não mais pelo valor global dos créditos autorizados respeitando, assim, o caráter qualitativo do orçamento aprovado. Na sessão do dia 3 de novembro o conselheiro substituto Victor Meyer deu parecer pela aprovação das contas, mas explica que a unidade técnica do TCE, após a análise dos dados enviados e da documentação instrutória, concluiu pela rejeição das contas, em virtude das irregularidades de abertura de créditos suplementares no valor de R$ 142.919.313,24 sem cobertura legal e a realização de despesa excedente no valor de R$ 175.377.197,24 e Ruy Muniz informou que, apesar de ser o responsável pelas contas do exercício de 2015, quem enviou a remessa dos dados ao SICOM em 5 de agosto de 2015 foi José Vicente Medeiros, prefeito em exercício à época. O defendente esclareceu que se encontrava afastado do cargo de Prefeito Municipal em virtude de Medida Cautelar. A unidade técnica entendeu que a irregularidade referente aos créditos suplementares abertos, no valor de R$ 142.919.313,24, sem cobertura legal, havia sido sanada. Por outro lado, em relação à realização de despesa excedente no valor de R$ 175.377.197,24, a unidade técnica considerou que as justificativas apresentadas sanaram parcialmente os apontamentos iniciais e que o gestor municipal deveria ser intimado para o envio de planilha discriminando cada dotação orçamentária por decreto e fonte de recurso. O relator à época determinou a intimação do prefeito Humberto Guimarães Souto para que, no prazo de 30 dias, encaminhasse planilha discriminando cada dotação orçamentária por decreto e fonte de recurso e transcorrido o prazo foi determinada nova intimação, sob pena de imputação de multa. No reexame, a unidade técnica entendeu que a documentação encaminhada atendeu a diligência e, após análise, sanou o apontamento inicial, concluindo pela aprovação das contas. Via Gazeta

Vacinas de vento e vacinas de soro: o retrato da desonestidade – Por João Figueiredo

Muitos vídeos têm circulado pelas redes sociais mostrando funcionários da área da saúde praticando a falsa aplicação de vacinas. São casos em que a seringa contém apenas ar com o recuo do êmbolo e o ar é injetado, outros com a seringa fechada e o profissional faz apenas um leve recuo enquanto simula aplicar a vacina e casos em que o profissional só insere a agulha no braço do paciente e a retira em seguida sem qualquer movimento de aplicação. Há também denúncias de que houve casos em que a seringa conteria soro fisiológico no lugar da vacina. Isso nos leva a pensar sobre os casos que não houve registro de imagens, que não devem ser poucos. Defensores do governo federal, que seguem a cartilha de tentar minimizar os efeitos da doença, defendem o fim das medidas restritivas de contato social e rejeitam as conclusões científicas sobre a pandemia (são os negacionistas), falam de uma conspiração orquestrada tanto para provocar mais mortes, bem como para falsificar dados sobre a doença e acusar o presidente de má gestão das medidas de contenção da doença no país. Criticam o foco da mídia nas mortes pela Covid sem atenção para as mortes por outros motivos. Costumam dizer que os lockdowns decretados pelos governadores e prefeitos têm a finalidade tão-somente de obter recursos do governo federal que seriam gastos em outras questões e/ou desviados para fins políticos e pessoais. Assim, os governos estaduais e municipais estariam usando os profissionais da saúde para simularem vacinas com o intuito de gerar uma falsa tranquilidade à população, fazendo-a se sentir mais segura e, ao mesmo tempo, estariam provocando, deliberadamente, a morte de pessoas para justificar a necessidade de receberem mais recursos do governo federal referentes ao combate à pandemia. Que tem ocorrido falsa vacinação em várias partes do país, é um fato. Não há como negar. Contudo, a teoria de conspiração, de união de governadores e prefeitos, para essa prática não passa de um delírio, ou simplesmente de uma forma de manipulação da população. Não há como se pensar em ações criminosas envolvendo centenas de funcionários da saúde, como parte de um complô político por todo o país, sem que apareça alguém do meio para denunciar a prática criminosa às autoridades competentes. Não é possível existir uma conivência genérica, irrestrita, entre todos os funcionários da saúde. Acreditamos que tais ações são atitudes individuais de funcionários desonestos com o objetivo de se apropriar das doses de vacinas omitidas, porque se a aplicação de falsas vacinas é registrada como sendo vacinas verdadeiras, implica na sobra de doses de vacinas verdadeiras: essa sobra poderia estar sendo desviada para parentes desses funcionários desonestos ou para venda clandestina do produto. Infelizmente a famosa frase “O Brasil não é um país sério”, parece tornar-se cada vez mais real. O que estamos vivenciando com a politização da pandemia mostra isso. A frase foi cunhada na década de 1960, atribuída ao general Charles De Gaulle, ex-presidente da França, dita em francês: “Le Brésil n’est pas un pays sérieux”, em relação a supostas mentiras do então governo brasileiro, com apoio da imprensa local, no episódio da “Guerra da Lagosta”; em 1979 o ex-embaixador brasileiro na França, Carlos Alves de Souza, no seu livro “Um embaixador em tempos de crise”, assumiu a autoria da frase – embora haja, ainda hoje, quem questione o relato de Souza e reafirme ser De Gaulle o autor. O fato é que a frase reflete uma verdade. A grande maioria dos brasileiros é composta de gente desonesta, insensível, egoísta, conforme se vê no enfrentamento da pandemia: a crise nacional revela isso; ressalte-se, dentre outras práticas sórdidas, a difusão de inúmeros Fake News relacionados a vacinas, restrições sociais, tratamento precoce, etc., com objetivos de marketing político. Não ser sério é ser desonesto. Há, porém, na nossa cultura, uma visão fragmentada do que é desonestidade, como se fosse possível ser desonesto para determinadas ações e para outras não. Não se costuma ver a desonestidade como resultante de um desvio de caráter: a mentira é a base de toda atitude desonesta, é o motor do mau caráter; quem mente é capaz de praticar qualquer ato incorreto, depende apenas de oportunidade para praticá-lo com a certeza da impunidade. Apoiadores do atual governo costumam admitir que o chefe da nação mente, que é capaz de enganar com um discurso mentiroso, mas buscam uma compensação para isso afirmando que ele não é corrupto – uma contradição que cometem sem o perceber. Se alguém é mentiroso, enganador, manipulador, logo, é desonesto; se é desonesto, é capaz de cometer qualquer ato incorreto, mesmo que ainda não o tenha praticado. Depende apenas, como foi dito, de uma oportunidade “segura” para tal. Injetar e/ou contribuir para a injeção de falsas vacinas, especialmente em tempo de pandemia, deveria ser considerado crime hediondo, no mesmo nível de Terrorismo ou Homicídio Qualificado pela premeditação (tentado ou consumado), com a aplicação rigorosa da lei penal. Seria o esperado para um país sério, mas, por enquanto, continuamos fazendo jus à famosa frase acima citada. * João Figueiredo é jornalista e escritor

Dom José Alberto e padres da Arquidiocese de Montes Claros são vacinados contra a Covid-19

Nas últimas semanas, o Arcebispo Emérito, Dom José Alberto Moura e outros dez padres idosos da Arquidiocese de Montes Claros receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Em Bocaiuva o padre Antônio Maia da Paróquia Senhor do Bonfim recebeu a primeira dose da vacina. Em Montes Claros, Dom José, o padre Valdomiro Machado da Paróquia São José Operário, os jesuítas Arnaldo Sefrin e José Tardin da Paróquia Nossa Senhora de Montes Claros e São José de Anchieta, os padres Missionários da Sagrada Família Germano Schultheis e Arlindo Arsimar da Paróquia Menino Jesus de Praga, o padre da Congregação da Sagrada Família Girolamo Zonca da Paróquia Sagrada Família, o Monsenhor Tolentino da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, o Monsenhor Alencar e o Vice-chanceler da Arquidiocese, Monsenhor José Osanan, estão entre os que receberam a primeira dose da vacina dentro da organização de vacinação proposta pelo município. Confira algumas fotos:   O Monsenhor Alencar, ao ser perguntado sobre a vacinação expressou com alegria que “Graças a Deus seguimos caminhando direitinho”. Por Raphael Nery – Comunicação da Arquidiocese de Montes Claros

Covid-19: Montes Claros amplia vacinação para idosos de 69, 68 e 67 anos ou mais

 A aplicação de doses acontecerá pelo drive-thru montado no estacionamento do Montes Claros Shopping, a partir desta quarta-feira O município de Montes Claros inicia nesta nesta quarta-feira (31), a imunização dos idosos com 69 anos. Na sexta (03-04), será a vez dos idosos com idade de 68 anos e no sábado (04), os contemplados serão os idosos com 67 anos. O que é preciso levar no drive-thru Aqueles que estão contemplados na faixa etária atual e querem se imunizar no drive-thru, devem apresentar documento oficial com foto, contendo RG e CPF, e comprovante de endereço. O drive-thru receberá apenas idosos que estão em veículos e não será cobrado o estacionamento, durante a vacinação. Pacientes imunossuprimidos, oncológicos e demais que fazem tratamento médico especial, também devem levar laudo. Para mais informações ligue para Secretaria Municipal de Saúde – (38) 32211-4553. A Prefeitura de Montes Claros explica que, além do drive-thru, a vacinação casa a casa, feita pelas equipes de saúde dos postos, continua até o término do Plano Nacional de Imunização (PNI). Situação Com 33 mortes e 460 novos casos de Covid-19, Montes Claros contabiliza 25.893 pessoas infectadas por coronavírus nesta segunda-feira (29), segundo a Prefeitura de Montes Claros. Boletim de sábado (27): 215 casos e três mortes Boletim de segunda (29): 245 casos e 30 mortes As últimas pessoas que faleceram tinham entre 25 e 97 anos, sendo que a mais jovem delas não apresentava comorbidades. Mais 11 pacientes também não apresentavam outras doenças. O boletim da Prefeitura informa que 101.550 casos foram notificados até esta segunda, sendo que 7.366 continuam sendo investigados. Ainda de acordo com o levantamento, 23.691 pessoas estão recuperadas. Perfil dos casos Em relação ao perfil das pessoas que testaram positivo, 14.117 são mulheres e 11.776 são homens. A maior parte delas, 18.617, não possuía comorbidades.

Meio ambiente – A beleza das flores toma conta de Montes Claros

A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, vem impactando a cidade com o plantio de árvores que estão deixando as ruas e avenidas mais bonitas e perfumadas. A avenida São Judas Tadeu é o maior exemplo. O local, que antes era um verdadeiro depósito de lixo e entulho, virou um belo jardim na beira da linha férrea, graças à participação da comunidade do entorno, que ajuda no plantio e na manutenção do espaço. “Continuamos plantando as árvores grandes, mas a prioridade é plantar árvores baixas, como o bougainville, o ipê mirim e a escumilha, que rapidamente, com menos de um ano, já estão floridas e impactando a cidade. E esta foi a nossa aposta: sensibilizar, principalmente as mulheres, que são mais sensíveis e cuidadosas. São elas que sentem uma felicidade imensa quando veem uma planta bonita da qual elas cuidaram. Isso multiplicou fantasticamente em Montes Claros”, informou o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro. Segundo ele, além das árvores floridas, as esculturas espalhadas pela cidade também impactam, positivamente, a população. “Nesta vida agitada, na hora em que você vê uma obra de arte ou uma planta, mesmo que seja por uma fração de segundo, num semáforo, por exemplo, isso causa espanto. Como dizia Niemeyer (arquiteto): beleza é para causar espanto”, conclui. Mudas Para plantar uma árvore na calçada, o primeiro passo é procurar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Montes Claros (Av. José Corrêa Machado, 900 – Ibituruna – 2211-3321), para saber a espécie indicada, já que o plantio da árvore errada pode provocar muita dor de cabeça no futuro, como tubulações de água e esgoto estouradas, calçadas levantadas, problemas na rede elétrica, galhos que ameaçam cair a qualquer momento, frutos pesados que caem sobre carros, ramos espinhentos que atrapalham os pedestres, sujeira e mal cheiro advindo de frutos, folhas ou flores caídos, entre muitas outras situações desagradáveis a perigosas. Lembrando que o corte ou poda não autorizado pode causar multas e até ser crime ambiental, dependendo da espécie. Via Prefeitura de Montes Claros

Montes Claros perde o ex-vereador José Maria Saraiva, o Zé Faquir, vítima da Covid-19

Morreu nesta segunda-feira (29), em decorrência da Covid-19, o ex-vereador e servidor da Prefeitura de Montes Claros, José Maria Saraiva, o Zé Faquir, como era mais conhecido “Em nome da Secretaria de Serviços Urbanos e de toda administração municipal, com muito pesar, lamentamos profundamente o falecimento do ex-vereador e atualmente funcionário da Secretaria de Serviços Urbanos, Sr. José Faquir”, lamentou o secretário de Serviços Urbanos e vice-prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães. Zé Faquir concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Montes Claros na eleição de 1988, ficando na suplência do Partido da Frente Liberal (PFL). Na condição de 1º suplente, atuou de 09/08 a 04/10/1990, em substituição ao titular licenciado Eduardo Avelino. Candidato novamente na eleição de 03 de outubro de 1992, pelo Partido Democrático Cristão, foi eleito vereador titular para a legislatura de 1993 a 1996. Atuou como 1º Secretário da Mesa Diretora da Câmara em 1996. Não obteve êxito na eleição municipal para vereador em 1996, e foi convidado a assumir o cargo de Secretário-Adjunto de Serviços Urbanos na primeira gestão do prefeito Jairo Ataíde Vieira, no período de 1997 a 2000. Em 2000, novamente pelo PFL, Zé Faquir foi eleito para a legislatura 2001 a 2004, assumindo a Presidência da Mesa Diretora Câmara Municipal em 2004. No período em que foi presidente da Câmara, Zé Faquir teve importante participação na consolidação do Arquivo Público da Câmara Municipal, com a celebração do Convênio entre a Câmara Municipal, a Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Fapemig, através do programa ‘Uso da Tecnologia Digital no Resgate da Identidade Histórico-Cultural de Minas Gerais’. Nesse convênio, foram microfilmados e digitalizados documentos da Administração Pública do Município de Montes Claros, ou seja, da Prefeitura e da Câmara Municipal de Montes Claros. Documentos estes, datados de 1831 a 1976, que resultaram no projeto denominado “Acervo da Memória Pública de Montes Claros”. Família Filho de Alfredo Saraiva e Geracina Saraiva, José Maria Saraiva nasceu no dia 11 de abril de 1948 em Montes Claros/MG. Casou-se com Marlene Durães Saraiva, em 1969, e tiveram como filhos Kelsilene, Cláudia e Kelson. Com informação da assessoria de comunicação da Câmara de Montes Claros

PROTESTO – Comissão Arquidiocesana questiona exaltação a Deus em exercício militar

 Postura de sargento foi considerada uma agressão à premissa de que o Estado brasileiro é laico – (foto: Reprodução de Internet)  Em nota, Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz destaca riscos da mistura do fundamentalismo e do fanatismo religioso com o Estado e as instituições armadas Um vídeo, que viralizou na internet há algumas semanas, em que um sargento, instrutor da Polícia Militar, ao comandar exercício de ordem-unida faz uma pregação, exaltando Deus, gerou protesto da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz da Arquidiocese de Belo Horizonte, que pediu, por meio de nota, esclarecimentos ao Governador do Estado de Minas Gerais e ao Comando da Polícia Militar de Minas Gerais. A comissão considerou a prática contrária à proteção dos Direitos Humanos, à liberdade de consciência religiosa e filosófica, aos princípios constitucionais republicanos de laicidade do Estado entre outros direitos individuais, culturais e democráticos expressos na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. O fato ocorreu na 11ª Companhia PM, em Montes Claros. O comandante-geral do 11º regimento de Polícia Militar (RPM), coronel Wanderlúcio Ferraz dos Santos, determinou a apuração dos fatos. PM investiga conduta de instrutor que exalta Deus durante exercício; vejahttps://t.co/qT6K061cBT pic.twitter.com/MfnMY1RrO2 — Estado de Minas (@em_com) March 16, 2021 “Chegou ao conhecimento deste Comando Regional, por meio de um vídeo postado em redes sociais, a realização de exercícios de ordem-unida, na 103ª Companhia de Ensino e Treinamento, subordinada ao Estado-Maior desta 11ª RPM, supostamente em desacordo com o preconizado nos manuais da PMMG”, diz o pronunciamento do coronel. As primeiras informações da PM de Montes Claros deram conta de que a ação foi de iniciativa e conduzida deliberadamente por um militar pertencente à referida Companhia, sem que tenha sido planejada ou aquiescida pelo respectivo Comando. “Reafirmamos que a Polícia Militar ratifica o seu respeito à pluralidade de crenças para a manutenção da democracia e dos direitos individuais e coletivos, e não coaduna com ações que tentam sobrepor a esse princípio constitucional.” O vídeo chega a ser constrangedor para os alunos que estão começando na Polícia Militar. O instrutor está em um pedestal e fala aos policiais. Começa citando a PM, mas, logo em seguida, bradando, fala algumas frases, como numa pregação. A posição da Comissão Arquidiocesana O órgão da Arquidiocese ressalta que a “Academia de Polícia Militar de Minas Gerais é um espaço importante de formação de profissionais em segurança pública e tem como objetivo principal, submetido à Constituição, a proteção de todas as pessoas, independentemente de qualquer diferença que possa existir na diversa sociedade brasileira, observando, portanto, sempre, os princípios constitucionais republicanos do Estado laico brasileiro na formação desses profissionais. Destaca ainda que “é um constrangedor exercício com soldados, comandados por um sargento da corporação militar, onde os exercícios são comandados com permanente referência a um ‘deus’ responsável pelo fato de estarem todos trabalhando na PM, ao qual todos devem obediência”. A nota deixa clara a indignação com os gritos em que o sargento afirma que a autoridade da Polícia Militar vem desse “deus” e “senhor”. E afirma: “Este fato contém um enorme perigo e grave violação da Constituição da República”. A comissão afirma também que o vídeo mostra uma conhecida técnica de lavagem cerebral, bastante eficaz e perigosa para a democracia e para a necessária observância por parte das forças policiais militares, da lei, da Constituição e da rede hierárquica de comando da instituição policial-militar. Também cobra que seja feita uma investigação sobre a possível existência dessas práticas em outros lugares e momentos, não só no processo de formação dos servidores públicos civis e militares, como na prática diária de suas funções públicas, republicanas, imparciais, laicas e pautadas pelos valores constitucionais da diversidade, democracia, pluralidade e respeito a integridade física e mental de todas as pessoas. A nota na íntegra A Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz da Arquidiocese de Belo Horizonte, tomou conhecimento de uma possível prática contrária à proteção dos Direitos Humanos, à liberdade de consciência religiosa e filosófica, aos princípios constitucionais republicanos de laicidade do Estado entre outros direitos individuais, culturais e democráticos expressos na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. A Academia de Polícia Militar de Minas Gerais é um espaço importante de formação de profissionais em segurança pública e tem como objetivo principal, submetido à Constituição, a proteção de todas as pessoas, independentemente de qualquer diferença que possa existir na diversa sociedade brasileira, observando, portanto, sempre, os princípios constitucionais republicanos do Estado laico brasileiro na formação desses profissionais. Um vídeo, amplamente divulgado em redes sociais, apresenta um constrangedor exercício com soldados, comandados por um sargento da Corporação policial militar, onde os exercícios são comandados com permanente referência a um “deus” responsável pelo fato de estarem todos trabalhando na Polícia Militar, ao qual todos devem obediência. Aos gritos, o sargento afirma que a autoridade da Polícia Militar vem desse “deus” e “senhor”. Este fato contém um enorme perigo e grave violação da Constituição da República. Expliquemos. O vídeo mostra a conhecida técnica de lavagem cerebral, bastante eficaz e perigosa para a democracia e para a necessária observância por parte das forças policiais militares, da lei, da Constituição e da rede hierárquica de comando da instituição policial-militar. A técnica consiste na referência repetida, em situação de pressão psicológica, a uma autoridade superior, vazia de conteúdo. Não há referência a valores morais e éticos, mas apenas uma repetida e insistente referencia a um “deus” com autoridade inquestionável e que é bom. Esse exercício repetido de maneira exaustiva cria uma espécie de “caixa vazia” na cabeça das pessoas vitimadas por esse processo. Propositalmente ausente de valores éticos e morais, esse “deus” do qual emana a autoridade da Polícia ou qualquer força armada, pode a qualquer momento preencher esse vazio, essa “caixa vazia” mental, com ordens que não serão questionadas. O problema central é que, nessa ausência e impossibilidade de questionamento, aquele que se identificar como a vontade desse “deus”, aquele que tenha uma falsa “legitimidade” para falar em nome desse “deus”, pode, quando menos se esperar, efetivar comandos, que claramente serão

Números da pandemia seguem subindo em Montes Claros. Hoje, foram mais 22 mortes

Com 392 novos casos de Covid-19, Montes Claros contabiliza 25.050 pessoas infectadas nesta quinta-feira (25), totalizando 492 mortes por coronavírus. O setor de epidemiologia da Prefeitura de Montes Claros informa que mais 392 novos casos foram confirmados nesta quinta-feira (25/03), aumentando para 25.050 o número de casos positivos no município. São 182 homens e 210 mulheres com idades entre 0 a 94 anos. Todos sendo acompanhados pela Vigilância Epidemiológica. Mais 22 óbitos foram registrados, aumentando para 492 o número de óbitos do município. O boletim da Prefeitura informa ainda que 22. 860 pessoas estão recuperadas.

Árvore morta na Rodoviária vira obra de arte e ajuda a contar a história de Montes Claros

A Praça Presidente Tancredo Neves, no Terminal Rodoviário Ildeberto Alves de Freitas, ganhará, em breve, uma imponente escultura, esculpida em um tronco de árvore, contando um pouco da história da cidade até a chegada da viação. O autor é o artista plástico e servidor da Prefeitura de Montes Claros, Roberto Marques. “Estamos esculpindo em cada galho desta árvore, que caiu na Praça da Rodoviária, para devolver àquela mesma praça, em forma de arte, um monumento retratando um pouco da nossa história, começando com a navegação a vapor pelo velho Chico, que era a única alternativa para abastecer Montes Claros com sal, algodão e demais mercadorias vindas da capital Salvador; depois, os tropeiros, que traziam os mantimentos que vinham pelo rio São Francisco e outros lugares para Montes Claros; até a chegada da locomotiva, com a inauguração da Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1926, que desenvolveu ainda mais esta cidade, que é privilegiada por ser o segundo maior entroncamento rodoviário do Brasil”, explicou o artista. Parques e outros espaços públicos de Montes Claros estão cada vez mais ornamentados e belos por causa da instalação de obras de arte feitas com árvores caídas ou comprometidas. Além de mesas e bancos, Roberto Marques é o responsável pela obra “A Gosto”, que está afixada na Praça Portugal, homenageando catopês, marujos e caboclinhos, bem como pela confecção de móveis rústicos e divãs espalhados pelos espaços públicos e áreas verdes da cidade. Marques também fez a reconstrução do tradicional e famoso “Chinelão”, que foi recolocado no Trevo do Aeroporto. Ele é auxiliado por artesãos da cidade, os quais ganham mais experiência e conhecimento através de atividades desenvolvidas em um galpão localizado no espaço onde funcionava o Zoológico Municipal. “Nenhuma cidade recebeu tantas obras de arte, nos últimos quatro anos, como aconteceu em Montes Claros. Na verdade, Montes Claros recebeu, nestes anos, mais obras de arte do que em todo o período de sua existência”, lembrou o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro.