Lula lidera em todos os cenários de 1° e 2° turnos em Minas Gerais

Flávio Bolsonaro se firma na vice-liderança; alto número de indecisos, porém, mostra que disputa à presidência não está consolidada O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral para a Presidência da República em Minas Gerais em todos os cenários de 1° e 2° turnos testados na pesquisa DATATEMPO. Essa é a primeira rodada a traçar um panorama sobre as eleições deste ano, no segundo maior colégio eleitoral do país. O levantamento revela ainda que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se consolida como segundo colocado no estado em todos os quadros testados para a primeira etapa do pleito. As entrevistas foram realizadas de 14 a 18 de março, e a margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.Lula chega a alcançar 37,2% das intenções de voto em um cenário estimulado de 1º turno contra outros cinco oponentes. O recorte da pesquisa mostra que o petista está 8,2 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que atrai 29% da preferência dos eleitores mineiros. Nesse quadro, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece na terceira posição, com 10,8%, seguido pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 4,8%. Renan Santos (Missão) e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) completam a lista, com 1,7% e 0,9%, respectivamente. Vale lembrar que a pesquisa foi realizada antes de Ratinho Junior (PSD) desistir da candidatura à Presidência da República. O anúncio foi feito por ele na última segunda-feira (23/3). Em outro cenário estimulado, Lula registra 36,9% da preferência dos eleitores. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 28,9%. Novamente, Romeu Zema se firma na terceira posição, ao ser citado por 13,1% dos eleitores mineiros. Nesse recorte, o nome do PSD testado é o do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que registra 3,2% das intenções de voto. Renan Santos contabiliza 1,8%, enquanto Aldo Rebelo aparece na lanterna, com 1,6%.  O menor percentual obtido por Lula em Minas Gerais é registrado em um cenário menos provável, no qual também é testado o nome de Ciro Gomes (PSDB), que se coloca hoje como pré-candidato ao governo do Ceará. Nesse recorte, o atual presidente da República lidera com 35,5%, seguido por Flávio Bolsonaro (28,8%) e Romeu Zema (11,8%). Ciro vem logo em seguida, na quarta posição, com 6,4% das intenções de voto. O quadro mostra ainda Eduardo Leite em quinto lugar, com 2%, seguido por Renan Santos (1,4%) e Aldo Rebelo (1,1%). Este último recorte mostra que, embora Ciro Gomes não tenha se colocado como opção para a presidência da República, o tucano registra percentual superior aos registrados pelos três nomes do PSD testados na pesquisa. Cenário não está consolidado, indica pesquisa espontânea Ainda que Lula lidere em todos os recortes estimulados para o 1° turno em solo mineiro, a pesquisa DATATEMPO mostra que ainda há grande margem para mudanças no decorrer da corrida eleitoral. Em levantamento espontâneo – quando não é apresentada uma lista com nomes dos pré-candidatos –, 40% dos eleitores de Minas Gerais disseram estar indecisos em relação ao voto para presidente da República. “Isso mostra que, a pouco mais de seis meses das eleições, o cenário presidencial ainda não está totalmente consolidado, as preferências ainda não estão cristalizadas, algo que é esperado nesse momento da corrida eleitoral”, pontua Audrey Dias, doutora em ciência política e coordenadora de pesquisa do instituto DATATEMPO.  Apesar do alto grau de indecisão dos eleitores, Lula lidera isolado nesse cenário, ao ser citado espontaneamente por 27,1%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece na vice-liderança, lembrado por 13,6% do eleitorado mineiro.  Este recorte da pesquisa mostra ainda que parte do eleitorado faz referência a outros membros da família do senador do PL que não se colocaram como pré-candidatos à corrida presidencial. É o caso de 5,1%, que afirmam a intenção de votar em “Bolsonaro”, embora não especifiquem sobre qual membro do clã estão se referindo. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é citado por 0,6%, enquanto o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) é lembrado por 0,5%. Há ainda 0,4% com intenção de votar no “filho do Bolsonaro”.  Petista também lidera em 2° turno A pesquisa DATATEMPO mostra ainda que, numericamente, Lula está à frente em todos os cenários de segundo turno testados. Em um confronto direto com Flávio Bolsonaro, o petista seria eleito com 45,7% dos votos, contra 38,6% do pré-candidato do PL.  O levantamento revela que o único a representar risco real para Lula em Minas Gerais em um eventual segundo turno é Romeu Zema, ex-governador do estado. Embora lidere numericamente, com 42,7%, o petista empata na margem de erro com o mineiro, que tem 41,1% das intenções de voto.  A maior vantagem de Lula em um segundo turno seria contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que anunciou desistência da disputa. Nesse recorte, o mandatário petista é citado por 46,7% dos eleitores mineiros, enquanto o nome do PSD pontua com 33,7%.   Metodologia A pesquisa DATATEMPO foi contratada pela Sempre Editora. Os dados foram coletados de 14 de março a 18 de março de 2026. Foram realizadas 2.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. Pesquisa registrada: MG-06897/2026 e BR-01341/2026.

CPMI do INSS rejeita todas as oitivas da Igreja da Lagoinha mesmo após sucessivos requerimentos

Os dados reunidos nos requerimentos apresentados à CPMI do INSS mostram um padrão claro e controverso. Foram protocolados diversos pedidos para ouvir representantes ligados à Igreja da Lagoinha, incluindo o pastor André Valadão e estruturas associadas como o Clava Forte Bank. Apesar da quantidade de elementos citados nos relatórios, todas as solicitações de oitiva foram rejeitadas. A repetição das negativas chama atenção porque ocorre justamente em um dos núcleos mais mencionados nos documentos de inteligência financeira. Nenhum dos pedidos avançou, mesmo com a insistência dos parlamentares responsáveis pelos requerimentos. Os elementos que motivaram os pedidos de oitivaOs requerimentos têm como base registros do COAF e apontamentos da Controladoria-Geral da União que identificaram movimentações consideradas atípicas e compatíveis com possíveis práticas de lavagem de dinheiro.No caso da Igreja da Lagoinha, os dados indicam proximidade com os chamados “Golden Boys” (Felipe Macedo, Américo Monte e Anderson Cordeiro) apontados como centrais nas movimentações suspeitas.Também é destacado que, em 2024, a igreja recebeu patrocínio de Felipe Macedo para um evento de Réveillon realizado no Allianz Parque, período descrito nos documentos como o auge das irregularidades envolvendo descontos indevidos.Outro ponto relevante envolve o Clava Forte Bank S/A, ligado a André Valadão. Há questionamentos sobre o possível papel da instituição como intermediadora ou receptora de valores oriundos das fraudes investigadas. O fato de o site da empresa ter saído do ar no mesmo dia da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também foi incluído nos elementos apresentados.Essas conexões fundamentaram os requerimentos que pediam esclarecimentos diretos por meio de oitivas. Um padrão diferente do restante da investigaçãoEnquanto os pedidos relacionados à Igreja da Lagoinha foram barrados integralmente, outros alvos com base em movimentações financeiras semelhantes foram incluídos nas investigações e tiveram requerimentos aceitos.Os dados mostram, por exemplo, que a Sete Church recebeu R$ 370.338,00 de Anderson Cordeiro e mais R$ 124.000,00 de Américo Monte. A Adoração Church movimentou mais de R$ 5 milhões em sete meses. A Igreja Campo de Anotote recebeu R$ 200.000,00 antes mesmo de sua formalização oficial. Já o Ministério do Renovo aparece com movimentações superiores a R$ 500 mil, incompatíveis com a renda declarada de seu dirigente.Mesmo diante desse conjunto amplo de informações, o caso da Lagoinha seguiu um caminho distinto dentro da comissão. As justificativas para as rejeiçõesAs negativas às oitivas foram atribuídas, nos debates internos, à ausência de provas conclusivas e à necessidade de priorização de outros alvos. Também foi mencionado que os requerimentos apontariam indícios, mas não elementos suficientes para convocação imediata.No entanto, os próprios documentos utilizados nos pedidos afirmam que, considerando a natureza das atividades, vínculos operacionais e enquadramento societário, é provável que as movimentações identificadas configurem canais de circulação de valores desviados do esquema do INSS.Essa avaliação técnica foi um dos principais argumentos para a apresentação das solicitações. O pano de fundo financeiro das suspeitasAs investigações se conectam a falhas estruturais identificadas pela CGU no sistema de crédito consignado vinculado ao Auxílio Brasil em 2022.O relatório aponta que mais de 3,6 milhões de contratos foram firmados em poucos meses, com movimentação de R$ 7,6 bilhões, principalmente pela Caixa. Também foram identificadas falhas na integração entre Dataprev e sistema bancário, erros na averbação de parcelas e descontos indevidos em benefícios de famílias vulneráveis.A ausência de estudos técnicos para definição de juros e limites de comprometimento da renda agravou o cenário. Em alguns casos, os descontos chegaram a comprometer até 40% do benefício. O ponto central da controvérsiaDentro desse contexto, a rejeição total das oitivas ligadas à Igreja da Lagoinha se tornou um dos principais pontos de tensão na CPMI. Os dados mostram que não se trata de um pedido isolado recusado, mas de uma sequência completa de negativas. Todas as tentativas de ouvir representantes da igreja foram barradas, mesmo com a apresentação de relatórios, registros financeiros e conexões diretas com investigados. O resultado é que um dos núcleos mais citados nos requerimentos permanece sem esclarecimentos formais na comissão, enquanto outras frentes avançam normalmente.

Romeu Zema, um governador de outro mundo, por Luís Nassif

Zema, do alto de sua mediocridade, resolveu alardear ao Brasil inteiro ser o governador que mais critica o STF, como se isso fosse bandeira. Dentre todos os políticos brasileiros, que ascenderam na era da anti-política, nenhum é mais medíocre que o mineiro Romeu Zema. Nem se fale de sua supina ignorância, do ridículo de comer banana com casca para aparecer em redes sociais, de sua dificuldade com a língua pátria. Mas também das leituras que faz da realidade política e das formas toscas de se projetar. Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do MundoSeguir no GoogleSeu último feito é se anunciar como o governador que mais critica o Supremo Tribunal Federal (STF). Justo o STF, que, ao dispensá-lo do pagamento da dívida com a União, viabilizou uma gestão financeira caótica. A gestão Fernando Pimentel (2015-2018) enfrentou a recessão da economia e decisões pesadas dos tribunais superiores, contaminados pelo espírito do impeachment e do delenda PT. Para fechar as contas, Pimentel conseguiu aprovar uma lei permitindo ao Estado utilizar depósitos judiciais. O STF suspendeu a lei. Tentou impedir a União de bloquear receitas estaduais para pagar dívida federal. Mas decisões liminares do STF incluiu o estado em cadastros de inadimplentes, obrigando à execução da dívida com a União. E tudo isso sob o fogo cruzado da politização da Polícia Federal no estado, soltando denúncias a cada mês em cima de um mesmo fato que, depois, se comprovou falso. Já o sábio Zema se valeu de todos os recursos da irresponsabilidade fiscal. Conseguiu um presente do STF – que ele critica -, ao suspender os pagamentos devidos à União. Houve um aumento nominal das receitas, mas fruto da inflação, do aumento dos preços das commodities e da recuperação da economia. Através de liminares, o STF autorizou a suspensão dos pagamentos da dívida. Ao não pagar mais a União, a dívida mineira saltou de R$ 114 bilhões em 2019 para R$ 160 bilhões. A folga foi aproveitada para uma esbórnia em incentivos fiscais: cerca de R$ 22,1 bilhões em 2024. Em 8 anos, foram R$ 128 bilhões. Atualmente, discute-se no Congresso o Propac (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que sugere: Redução de Juros: Se o estado investir em ensino técnico ou infraestrutura, a taxa de 4% poderia cair para 1% ou 2%.Entrega de Ativos: O abatimento do estoque da dívida mediante a federalização de estatais (como Cemig ou Copasa).Incentivos destinam-se a estimular setores que enfrentam competitividade externa ou que sejam grandes geradores de emprego. Para tanto, são setores complexos, com redes de fornecedores. Não é o caso das locadoras de automóveis. Por seu volume de compras, elas conseguem descontos de até 30% dos fabricantes de veículos. Não bastou. Zema concedeu incentivo para o setor. O IPVA normal para carros de passeio em Minas é de 4% do valor do veículo. Para as locadoras, Zema derrubou o IPVA para 1%. Estimativas divulgadas em reportagens e debates legislativos apontam para uma perda de mais de R$ 1 bilhão por ano. Na outra ponta, as locadoras passaram a concorrer com a rede de concessionárias. A rede da Localiza, por exemplo, é um dos maiores canais de venda de automóveis usados. Em 2018, o maior financiador da campanha de Zema foi justamente Salim Mattar, da Localiza, com R$ 700 mil. Jornal GGN

Eleição 2026 – Lula lidera intenção de voto em Minas Gerais

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (10) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança das intenções de voto para a Presidência da República no estado de Minas Gerais. Os dados foram publicados pelo portal Poder360 com base em levantamento do instituto Paraná Pesquisas. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 36,7% das intenções de voto entre os eleitores mineiros. Em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 32,1%. Na terceira posição surge o governador mineiro Romeu Zema (Novo), com 14,4%. A pesquisa também testou outros possíveis candidatos. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), aparece com 3,6%. Já Renan Santos (Missão) soma 0,7%, enquanto Aldo Rebelo (Democracia Cristã) registra 0,4%. Entre os entrevistados, 7,6% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, e 4,6% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. Quando o levantamento simula um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a disputa se torna mais equilibrada. O presidente aparece com 45,1% das intenções de voto, enquanto o senador marca 42,7%. Considerando a margem de erro de 2,7 pontos percentuais, o resultado configura empate técnico entre os dois candidatos no estado. Nesse cenário de segundo turno, 7,8% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4,4% afirmaram não saber ou não quiseram responder. Além da corrida eleitoral, o levantamento também mediu a avaliação do governo federal. De acordo com os dados, 43,4% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 52,4% afirmam desaprovar o governo. Outros 4,1% disseram não saber ou preferiram não opinar. Na avaliação detalhada do desempenho da administração federal, 38,2% classificam o governo como “péssimo”. Outros 19,9% consideram a gestão “regular”, 19,5% avaliam como “boa”, e 13% a classificam como “ótima”. Já 7,3% definem o governo como “ruim”, enquanto 2,1% não souberam responder.

Leninha aciona TCE contra sigilo do governo Zema sobre renúncias fiscais

Representação questiona falta de transparência sobre empresas beneficiadas por renúncias tributárias que somaram cerca de R$ 22 bilhões em 2024 A deputada estadual Leninha (PT) acionou, nesta terça-feira (10/3), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para pedir a apuração da legalidade do sigilo mantido pelo governo de Romeu Zema sobre as empresas beneficiadas por incentivos e renúncias fiscais concedidos pelo Estado.Na representação, a parlamentar solicita que o órgão de controle avalie se a manutenção do sigilo é compatível com os princípios constitucionais da administração pública, como publicidade e transparência. Segundo Leninha, a ausência de divulgação das empresas beneficiadas impede que a sociedade e os órgãos de fiscalização avaliem a legalidade e a efetividade das políticas de incentivo fiscal. “Estamos falando de recursos públicos. Quando o Estado concede incentivos fiscais, ele deixa de arrecadar valores significativos. Por isso, é fundamental transparência sobre quem recebe esses benefícios e quais resultados estão sendo gerados para a população”, afirmou a deputada. Dados fiscais citados na representação indicam que as renúncias tributárias em Minas Gerais alcançaram cerca de R$ 22 bilhões em 2024. A previsão do próprio governo estadual é que o volume de benefícios fiscais possa chegar a aproximadamente R$ 24,1 bilhões em 2026. Levantamentos históricos mencionados no documento apontam ainda que, entre 2017 e 2024, o volume acumulado de renúncias fiscais no estado pode ter atingido cerca de R$ 128,3 bilhões. No pedido encaminhado ao TCE-MG, Leninha argumenta que a manutenção de sigilo sobre os beneficiários pode comprometer o controle institucional e social sobre o uso de recursos públicos. O documento também menciona entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a publicidade deve ser a regra quando se trata da gestão de recursos públicos. A deputada pede que o Tribunal de Contas abra procedimento de fiscalização para verificar a legalidade da prática adotada pelo Executivo estadual. Caso sejam identificadas irregularidades, a representação solicita que o governo divulgue informações sobre as empresas beneficiadas, os valores envolvidos e os critérios utilizados para a concessão dos incentivos. Para a parlamentar, a transparência é essencial para garantir responsabilidade fiscal e igualdade de condições entre empresas. “Renúncia fiscal também é gasto público. E todo gasto público precisa ser transparente e passível de fiscalização”, concluiu. Via Jornal Estado de Minas

Goleiro Bruno é considerado foragido, diz Justiça do Rio de Janeiro

Ele é procurado desde a última quinta-feira após ter um mandado de prisão expedido pelo Judiciário fluminense A Justiça do Rio de Janeiro considera o goleiro Bruno Fernandes como foragido. O atleta é procurado desde a última quinta-feira (5/3), quando o Judiciário fluminense expediu um mandado de prisão após revogar o livramento condicional do goleiro. “O goleiro Bruno é considerado foragido, já que, até o momento, não há informação da sua apresentação no processo de execução penal”, afirmou a Justiça do Rio à reportagem de O TEMPO. Desde quando o mandado de prisão foi expedido, Bruno, que divulgava diariamente o “Jogo do Tigrinho” em uma plataforma não regulamentada, excluiu as redes sociais.Procurada, a advogada Mariana Migliorini, que defende Bruno, disse que não vai se manifestar no momento, mas confirmou que existe um mandado de prisão contra o cliente e que ela recorre da decisão. EntendaO goleiro Bruno Fernandes é procurado após a Justiça do Rio de Janeiro expedir, nessa quinta-feira (5/3), um mandado de prisão contra ele. O documento, com validade até 2042, foi emitido depois que o goleiro teve a liberdade condicional revogada. A decisão foi assinada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, que acolheu parcialmente o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O magistrado considerou que o goleiro viajou para o Acre, onde disputou uma partida da Copa do Brasil, sem autorização judicial. “Assim, acolho o parecer ministerial e revogo o livramento condicional concedido ao apenado na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 anos”, determinou. Na decisão, o juiz mencionou ainda “descaso no cumprimento do benefício concedido”. Segundo apurou a reportagem, o Ministério Público defendeu o retorno do goleiro ao regime fechado, sob o argumento de que ele descumpriu diversas determinações impostas pela Justiça. Entre elas está o recolhimento noturno. Bruno disputou uma partida pelo Vasco da Gama do Acre à noite e, dias antes, publicou nas redes sociais que esteve no Estádio do Maracanã para assistir a um jogo do Flamengo, com uma cerveja na mão. O juiz, contudo, decidiu apenas revogar a liberdade condicional, sem determinar o retorno ao regime fechado. Apesar de ter assinado recentemente com um time amador de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e afirmar que “estaria voltando para casa”, Bruno mantém no processo de execução penal um endereço em Cabo Frio. Ele mora na cidade com a esposa, Ingrid Calheiros, e as duas filhas. O casal, no entanto, deixou de se seguir nas redes sociais, e há relatos de possível término do relacionamento. Com a decisão, Bruno não poderá viajar sem autorização prévia para disputar partidas de futebol amador, como costumava fazer semanalmente, além de cumprir outras restrições impostas pela Justiça. Procurada, a advogada Mariana Migliorini afirmou que, como o endereço do goleiro é em Cabo Frio e a comarca aplica o entendimento da Súmula Vinculante nº 56, ele deve cumprir prisão domiciliar.

Papa Leão XIV manda mensagem às vítimas das chuvas em MG

Pontífice também comentou os ataques dos EUA e Israel ao Irã durante aparição na Praça São Pedro O Papa Leão XIV, durante aparição neste domingo (1) na janela do Palácio Apostólico, na Praça São Pedro (Vaticano), mandou uma mensagem às vítimas das chuvas e atingidos pelas enchentes na Zona da Mata de Minas Gerais.A fala foi divulgada em português nas redes sociais do pontífice.“Estou próximo da população do Estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam as suas casas e por todos aqueles que estão a trabalhar nas operações de socorro”. O último balanço da Polícia Civil de Minas Gerais atualizou que o número de mortes causadas pela chuva chegou a 72, sendo 65 em Juiz de Fora e sete em Ubá, cidade onde uma pessoa continua desaparecida. Neste sábado (28), o presidente Luiz Inacio Lula da Silva foi pessoalmente às cidades atingidas para vistoriar a situação, conversar com a população e anunciar ações emergenciais de socorro. Papa comenta ataque ao IrãO Papa Leão XIV também comentou neste domingo os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, pregando paz e diálogo.“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável!”Os bombardeios ao Irã deixaram centenas de feridos e mortos, incluindo autoridades do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.Também foi confirmada mídia oficial iraniana na noite desse sábado (28) a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo vitalício de líder supremo do país há 36 anos.O pontífice clamou que “a diplomacia recupere o seu papel, e que seja promovido o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica, baseada na justiça”.“Acompanho com profunda preocupação o que está a acontecer no Oriente Médio e no Irã nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.*Com Agência Brasil

Zema reduziu em 96% verba para ações de prevenção contra chuvas em Minas Gerais

Cortes reduziram recursos de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões entre 2023 e 2025, segundo dados do Portal da Transparência do estado As despesas do governo de Minas Gerais destinadas à infraestrutura de enfrentamento às chuvas despencaram 96% entre 2023 e 2025, passando de cerca de R$ 135 milhões para pouco menos de R$ 6 milhões, de acordo com dados oficiais do Portal da Transparência estadual citados pelo jornal O Globo.O levantamento aponta que, no período em que temporais atingiram municípios como Juiz de Fora e Ubá — deixando ao menos 30 mortos, 39 desaparecidos e 208 pessoas resgatadas com vida — os investimentos no setor registraram queda expressiva. A apuração considerou programas vinculados ao governo estadual, inclusive aqueles sob responsabilidade do Gabinete Militar, que administra a Defesa Civil, e incluiu todas as rubricas que mencionam “chuvas”.Os registros no portal classificam os recursos como “suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas”. As verbas são distribuídas entre gestão de desastres, atendimento emergencial, mitigação de prejuízos em rodovias e prevenção de eventos meteorológicos críticos.Em 2023, foram destinados aproximadamente R$ 134,8 milhões para essa área. No ano seguinte, o valor pago caiu para R$ 41,1 milhões. Em 2025, a cifra recuou ainda mais, atingindo R$ 5,8 milhões. Já nos dois primeiros meses deste ano, apenas R$ 16,1 mil haviam sido direcionados à infraestrutura de combate aos temporais.Os dados referentes às mesmas rubricas durante o primeiro mandato do governador Romeu Zema (Novo), entre 2019 e 2022, não estão disponíveis no Portal da Transparência.Procurada pelo O Globo para explicar a redução significativa dos valores pagos, a administração estadual não respondeu aos questionamentos até o fechamento da reportagem. Temporais e resposta emergencialApós as fortes chuvas que castigaram cidades mineiras nos últimos dias, o vice-governador Mateus Simões (PSD) anunciou, em entrevista coletiva realizada na terça-feira (24), a liberação de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá, com o objetivo de reforçar as ações de enfrentamento às tempestades.Na mesma ocasião, o governador Romeu Zema informou que equipes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) seriam enviadas às áreas afetadas para mapear zonas de risco. Técnicos da Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa) e carretas humanitárias também estavam previstos para chegar aos municípios ainda na terça-feira.Zema declarou: “Fiz questão de me deslocar até Juiz de Fora. Eu estava no Noroeste de Minas Gerais. Tão logo tomamos conhecimento da gravidade das ocorrências aqui, ainda de madrugada, determinei ao coronel Rezende, nosso chefe da Defesa Civil, que empenhasse todos os esforços possíveis no sentido de tentarmos salvar o maior número de pessoas”.No âmbito federal, o governo reconheceu o estado de calamidade pública decretado pela prefeitura de Juiz de Fora. Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou solidariedade às vítimas e informou que uma equipe de coordenação da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) está a caminho, enquanto a Defesa Civil Nacional atua em nível máximo de alerta.Diante da previsão de novas chuvas, a Defesa Civil determinou a evacuação total de 24 ruas em quatro bairros de Juiz de Fora, com estimativa de retirada de cerca de 600 famílias. As áreas abrangidas incluem os bairros Três Moinhos, Vila Ideal, Esplanada e Paineiras. No bairro Três Moinhos, a orientação contempla as ruas Maria Florice dos Santos, João Luzia, José de Castro Ribeiro, José Luiz Flores, Manoel Clemente, Vicente Paulo Bacelar e Natalina de Andrade Guerra.

Rodrigo Pacheco será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais

Lula vai definir detalhes da chapa para lançar a pré-candidatura do ex-presidente do Senado ao governo de Minas assim que voltar da Índia. Decisão embaralha negociações de Gilberto Kassab, do PSD, no estado, segundo maior colégio eleitoral do país. Ex-presidente do Senado durante a transição do governo – e em meio à tentativa de golpe liderado por Jair Bolsonaro (PL) -, Rodrigo Pacheco será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.Lula deverá fechar a chapa mineira de 2026 quando voltar da Índia. O presidente já teria feito um acordo com Carlos Lupi, presidente do PDT, no Estado e vai lançar a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-prefeito da capital, Alexandre Kalil (PDT), ao Senado.Em relação a Pacheco, a costura depende diretamente de conversas com Gilberto Kassab, que comanda o PSD e tem negociado tanto com aliados de Lula, quanto com bolsonaristas. O cacique do PSD, no entanto, estuda lançar Ratinho Jr. à Presidência, caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) siga “submisso” ao clã Bolsonaro.Em meio à indefinição de Kassab, Pacheco teria acertado a pré-candidatura diretamente com Lula e estaria disposto a mudar de sigla, caso haja resistência no PSD.Também no PSD, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, abriu mão da candidatura ao Senado e vai coordenar a campanha de Lula no Estado. Quem é Rodrigo PachecoRodrigo Otavio Soares Pacheco nasceu em 3 de julho de 1976, em Porto Velho (RO), mas construiu sua trajetória política em Minas Gerais. É advogado, formado pela PUC Minas, com atuação nas áreas de direito penal econômico e empresarial antes de ingressar na vida pública.Foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 2014, inicialmente pelo MDB. Em 2018, filiou-se ao DEM (atual União Brasil) e, no mesmo ano, foi eleito senador. Em fevereiro de 2021, tornou-se presidente do Senado Federal do Brasil, cargo que o colocou no centro das articulações políticas nacionais, especialmente durante a pandemia e em meio a tensões entre os Poderes. Em 2022, migrou para o Partido Social Democrático (PSD).À frente do Senado, buscou projetar uma imagem de moderador institucional, defendendo equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Reeleito senador em 2022, consolidou-se como uma das principais lideranças políticas de Minas Gerais e figura relevante no cenário nacional, especialmente por se opor à tentativa de golpe em janeiro de 2023.

Minas tem rombo de R$ 11,3 bilhões no caixa no último ano do governo de Romeu Zema

O valor consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x consolidado da situação financeira do estado O governador Romeu Zema (Novo) encerrará o seu mandato à frente do governo de Minas Gerais com o Executivo tendo um déficit da ordem de R$ 11,3 bilhões. O valor diz respeito ao total de recursos não vinculados, ou seja, que não recebem uma destinação legal para aplicação em áreas específicas. O valor consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x consolidado da situação financeira do estado em 2025.O material indica que o estado terá dificuldades para arcar com dívidas de outros anos e firmar compromissos neste ano. De acordo com o relatório, Minas soma R$ 3,7 bilhões em restos a pagar empenhados, mas que não foram liquidados em 2025. Ao Tesouro, o estado informou uma despesa líquida com pessoal de R$ 53,8 bilhões. O valor deixa Minas no limite prudencial e próximo ao máximo permitido, de 49%, em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). O percentual apurado do estado foi de 48,22%.A dívida pública líquida apurada pelo estado foi de R$ 187,1 bilhões. Somente à União, o governo mineiro deve R$ 179,3 bilhões, saldo que foi confessado no ato de adesão ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) em 31 de dezembro de 2025. A entrada no programa, inclusive, é tratada por Zema como alternativa para amortizar o endividamento junto à União. A amortização será feita em 360 parcelas.De acordo com matéria do Estadão, o rombo apresentado em Minas Gerais é o maior entre os estados brasileiros que finalizam 2025 com as contas no vermelho. Também estão nesta condição Rio Grande do Norte, Alagoas, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre – todos com saldo devedor menor que o apresentado pela gestão Zema.Pedra no sapatoA indisponibilidade de recursos acima de R$ 11 bilhões, que representa pouco menos da metade dos R$ 24 bilhões em isenções fiscais que Zema incluiu no orçamento de 2026, pode dificultar os meses finais da gestão do governador e de seu vice, Mateus Simões (PSD). Zema deixará o estado no final de março para se dedicar à campanha presidencial, e a cadeira será assumida por Simões, pré-candidato ao governo.No entanto, em anos eleitorais, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) proíbe o Executivo de aumentar despesas com pessoal nos últimos 180 dias de mandato. Além disso, a partir de maio, é proibido assumir novas despesas sem a garantia de pagamento até o final do ano ou de que haverá recursos em caixa para cumprimento das obrigações a partir do ano que vem.Na aprovação do orçamento para 2026, o governo já havia informado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um déficit de R$ 5,21 bilhões. A proposta aprovada pelos deputados estima receita de R$ 127,1 bilhões e despesa de R$ 132,3 bilhões em 2026.Funcionalismo critica governadorO ex-presidente e atual diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), Matias Bakir, disse que a situação fiscal apresentada no relatório poderia ser ainda mais deteriorada. Ele citou que nos últimos anos o estado só reajustou os salários dos servidores conforme a inflação em 2023. “Esse rombo ainda é pouco, porque é um governo que não cumpre com as suas obrigações com o funcionalismo. Ele financia o governo em cima dos servidores públicos”, disse Bakir.A tese é corroborada pelo diretor político do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG), Geraldo Henrique. Ele lembrou que o funcionalismo ficou sem reajustes de 2013 até 2022, quando Zema concedeu 10,6% de aumento em concordância com a inflação de 2021.“Daí pra frente, o Zema não pagou a inflação de 2022 que foi 5,7%, não pagou 2024 que ficou em torno de 4,8% e não pagou a inflação do ano passado de quase 5%. E ele prometeu na campanha de 2022 que a partir do segundo mandato ele pagaria o reajuste da inflação aos servidores todos os anos, assim como as empresas da família dele faziam com todos os trabalhadores”, lembrou Geraldo.Segundo o diretor do Sindpúblicos, há uma insatisfação enorme da categoria com o governador. “Imagine só: você monta uma empresa, coloca os trabalhadores para produzir, a empresa cresce, mas você não dá aos trabalhadores os direitos que eles têm. É óbvio que você terá um ganho bem acima do que imaginou, porque não está repartindo com a massa de produção”, criticou. “Ele paga o 13º salário, anuncia o pagamento todo quinto dia útil, e acha que pagando de forma congelada o salário está fazendo um papelão”, acrescentou.Isenções na miraPara Matias Bakir, do Sindifisco, outro ponto de crítica ao governo de Romeu Zema é o volume de isenções fiscais cedidas a empresas, na casa dos R$ 24 bilhões neste ano. A listagem das organizações beneficiadas é mantida em sigilo pelo Executivo. “É uma transferência literal do recurso público para a iniciativa privada. Se você concede benefício fiscal a uma empresa para incentivar a indústria, você tem que ter o controle da indústria para ser se ela vai cumprir aquilo que prometeu, mas não tem ninguém controlando”, acrescentou.Matias Bakir citou ainda que ao assinar o acordo com a União sobre a Lei Kandir, em 2020, o estado renunciou a um montante de R$ 135 bilhões para receber R$ 8,7 bilhões. “Sete anos depois, ele não conseguiu equilibrar as contas do estado. E quem mostra isso, que o governo dele foi pífio, que ele está deixando o estado pior do que ele pegou, é a própria Secretaria de Fazenda dele”, finalizou.O que diz o governo?O TEMPO procurou o governo de Minas e pediu esclarecimentos sobre o relatório. Em nota, a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) voltou a citar, indiretamente, a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) para justificar o rombo de R$ 11,3 bilhões. O discurso, inclusive, é um dos mais citados por Zema desde que chegou ao governo.No comunicado, a pasta diz que o valor refere-se a passivos herdados de gestões anteriores que