Câmara aprova indicação de Pacheco para o TCU por 404 votos a 61

Indicação foi articulada por Davi Alcolumbre e ainda será promulgada pelo Congresso; ex-presidente do Senado ocupará vaga aberta por Bruno Dantas A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O placar foi de 404 votos favoráveis e 61 contrários. Com a aprovação, a indicação será promulgada pelo Congresso Nacional. O nome de Pacheco já havia sido aprovado pelo Senado na terça-feira (1º), em uma votação rápida, levada diretamente ao plenário da Casa, sem passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A vaga no TCU foi aberta com a saída antecipada do ministro Bruno Dantas. A indicação de Pacheco foi patrocinada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que atuou para acelerar a tramitação do nome do ex-presidente da Casa. Antes disso, Alcolumbre defendia que Pacheco fosse indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, escolheu para o STF o advogado-geral da União, Jorge Messias, cujo nome acabou rejeitado pelo Senado. Após a derrota do indicado, Lula se afastou politicamente de Alcolumbre, por avaliar que o presidente do Senado atuou para inviabilizar a aprovação de Messias. Mais recentemente, os dois retomaram o diálogo. A reaproximação ocorre em um momento em que o governo busca apoio no Congresso para aprovar pautas consideradas prioritárias em ano eleitoral. Entre elas estão as PECs que tratam do fim da escala 6×1 e da segurança pública, além da medida provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas. Relator da indicação na Câmara, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu a aprovação de Pacheco e afirmou que o senador reúne as condições necessárias para ocupar o cargo no TCU. Segundo Aécio, Pacheco está apto, “portanto, a exercer não apenas o posto de Ministro do Tribunal de Contas da União, mas qualquer cargo no cume da cordilheira estatal que exija notório saber jurídico e administrativo, reputação ilibada, idoneidade moral inatacável e compromisso com a democracia”. O relator também destacou o perfil político do senador mineiro. “O equilíbrio e moderação nata e notórias de Rodrigo Pacheco permitirão que o momento em que tantas inquietudes passam o país, ele será aberto ao diálogo, equilíbrio e moderação tão necessárias aos dias de hoje”, afirmou. Rodrigo Otávio Soares Pacheco é advogado e graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Ele iniciou sua trajetória política como deputado federal por Minas Gerais e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Em 2018, Pacheco foi eleito senador. Chegou à presidência do Senado em fevereiro de 2021, apoiado por uma ampla coalizão partidária, e posteriormente foi reeleito para comandar a Casa no biênio seguinte. Durante sua passagem pela presidência do Senado, consolidou-se como um articulador de perfil moderado e institucional, com atuação marcada pela interlocução entre Executivo, Legislativo e Judiciário e pela defesa dos ritos democráticos. Ao longo da carreira, Pacheco passou por partidos como MDB e DEM, migrou para o PSD e, depois, para o PSB. Seu nome chegou a ser cotado por aliados para a disputa ao governo de Minas Gerais, mas ele anunciou publicamente que não concorreria ao cargo e indicou a intenção de encerrar a carreira política eletiva ao fim do mandato como senador.
Pai de Tadeuzinho, presidente da ALMG e indicado para o TCE, é condenado por corrupção ativa e peculato

Ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, foi condenado por irregularidades na terceirização de serviços de limpeza urbana e na operação do aterro municipal O ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, pai do deputado Tadeuzinho, presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e futuro conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), foi condenado a nove anos de reclusão por corrupção ativa e peculato, por irregularidades na terceirização de serviços de limpeza urbana e na operação do aterro municipal. As informações foram divulgadas pelo Ministério Público de Minas Gerais na segunda-feira (31).Conforme o MPMG, ainda foram responsabilizados o ex-secretário municipal de Serviços Urbanos, João Ferro, e o ex-procurador-geral do município, Cláudio Versiani.O primeiro foi condenado a 13 anos e 10 meses de reclusão também pelos dois crimes, além de associação criminosa e uso de documento falso. Já o segundo foi sentenciado a cinco anos e seis meses de reclusão por associação criminosa e peculato.Além das condenações, os três deverão ressarcir os cofres públicos em R$ 5 milhões e perderam seus direitos políticos. Veja o posicionamento deles no final da reportagem.O MPMG afirmou que os fatos ocorreram entre 2009 e 2012, de acordo com os levantamentos da Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO).“Eles se envolveram num esquema de direcionamento e superfaturamento da contratação de uma empresa para executar serviços de coleta de lixo, varrição de vias públicas e operação do aterro de Montes Claros”, detalhou o MPMG.A fraude, segundo o MPMG, teve início em 2009, quando a Prefeitura optou por terceirizar parte dos serviços de limpeza urbana. O município contratou uma empresa para realizar um diagnóstico técnico dessa área.“O estudo jamais ocorreu, mas serviu para dar aparência de legalidade ao processo de terceirização. A acusação apontou que a consultoria recebeu recursos públicos por um serviço considerado simulado e que, posteriormente, teria sido utilizado um documento ideologicamente falso para justificar a contratação.”O MPMG informou ainda que uma licitação foi aberta em 2009, mas o edital restringia a competição e favorecia uma das empresas participantes.“A denúncia apontou que outras duas empresas, pertencentes ao mesmo grupo econômico, participaram da concorrência apenas para simular disputa. Também foram identificadas cláusulas consideradas restritivas, habilitações e inabilitações irregulares e documentos com indicação da empresa a ser contratada ao final do processo.”Em agosto de 2010, o contrato, com valor inicial de R$ 122 milhões, foi assinado. A vigência era de cinco anos.“Auditoria do Tribunal de Contas apontou que os valores contratados estavam aproximadamente 34,8% acima dos preços de mercado. Segundo os auditores, o município passou a gastar mais de R$ 2 milhões por mês com a prestação dos serviços, embora a empresa terceirizada executasse a coleta e a varrição em apenas parte da cidade. O prejuízo calculado aos cofres públicos chegou a cerca de R$ 5 milhões até outubro de 2012”, destacou o MPMG.Conforme o MPMG, para viabilizar o contrato, o município aumentou a taxa de coleta de resíduos sólidos por meio de decreto editado em 2010. A cobrança chegou a ser elevada em até 550%, sendo posteriormente considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.“Ao analisar o caso, o TJMG entendeu que o ex-secretário de Serviços Urbanos teve papel central na operacionalização do esquema, atestando a execução de serviços que não teriam sido prestados e conduzindo atos administrativos que permitiram os pagamentos.”O ex-procurador, que participou da comissão de licitação, validou juridicamente o procedimento, permitindo a contratação fraudulenta.“Em relação ao ex-prefeito, o tribunal entendeu que ele foi responsável por autorizar e conduzir a estrutura que possibilitou a contratação e os pagamentos questionados. Os desembargadores reconheceram a prescrição de alguns crimes atribuídos a ele, mas mantiveram a condenação pelos delitos de corrupção passiva e peculato-desvio.” O que dizem os envolvidosO advogado Estevão Melo, que representa o ex-prefeito Luiz Tadeu Leite, enviou a seguinte nota. Leia abaixo:“A decisão proferida pela Justiça não é definitiva e será objeto de recurso, a ser interposto dentro do prazo legal. A escolha da forma de contratação de serviços pelo município é uma decisão política e a Justiça não pode presumir, sem provas, que essa escolha é ilegal apenas porque o Ministério Público queria que outro procedimento fosse adotado. Os fatos objeto deste processo foram objeto de procedimento no Tribunal de Contas Estadual, e não houve condenação. A defesa confia que a verdade dos fatos será restabelecida no julgamento dos recursos.” A defesa de Cláudio Versiani afirmou que a decisão não foi condizente com as provas dos autos, que comprovavam sua inocência, e informou que irá recorrer. Por ligação, o advogado de João Ferro, ex-secretário municipal, disse que não vai se manifestar no momento.
Jarbas diz que discussão sobre Propag foi “politizada” até nos órgãos técnicos

Vice de Patrus afirma que postura de Zema em “atacar” constantemente Lula prejudicou negociação e defende maior diálogo entre estado e União O candidato a vice-governador de Minas Gerais, Jarbas Soares (PSB), afirmou que as discussões em torno do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) foram “muito politizadas”, inclusive entre os órgãos técnicos envolvidos na negociação. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta sexta-feira (28/8), no cansal de O TEMPO no Youtube, ele atribuiu parte das dificuldades do processo aos “ataques” públicos que o ex-governador e candidato ao Palácio do Planalto Romeu Zema (Novo) direcionava ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).“Essa discussão foi muito politizada até nos órgãos técnicos, porque o governador Zema ficava ‘atirando’ no presidente o tempo todo. Aí coincidia com a reunião, então o clima na reunião era o pior possível, como aconteceu no acordo de Mariana. E isso atrapalhou muito a negociação”, afirmou.Segundo Jarbas, a postura de Zema em relação a Lula criou resistência nas negociações e dificultou um entendimento entre os governos estadual e federal. “Eu senti que ninguém queria também dar sombra e água fresca para o governador, que ofendia o presidente quase que diariamente”, disse.O pessebista afirmou ter acompanhado as discussões sobre a dívida de Minas com a União. Na visão de Jarbas, o projeto avançou principalmente pela capacidade de articulação do Legislativo, enquanto o Executivo estadual assumiu um papel secundário. “O senador Rodrigo Pacheco praticamente conduziu sozinho e, depois, o presidente da Assembleia, deputado Tadeu Martins, conduziu. O governo ficou meio ao largo de tudo e deixou as coisas acontecerem”, avaliou.Jarbas defendeu que a dívida de Minas seja tratada como uma questão que afeta diretamente a população do Estado. Ele criticou, especialmente, a incidência de juros sobre o débito com a União. “O que eu disse várias vezes, que eu conversei inclusive com o pessoal ligado ao presidente Lula, é que se está cobrando juros, por exemplo, não é de Minas Gerais, é do povo mineiro”, afirmou.O candidato comparou a situação a uma dívida entre familiares. “O mineiro é um brasileiro. É o brasileiro cobrando juros. É como se eu tivesse pegado emprestado, meu irmão tivesse pegado dinheiro emprestado de mim ou minha mãe, e eu estivesse cobrando juros da minha mãe”, disse.Apesar da crítica, para o candidato, a eleição pode abrir espaço para uma nova relação entre Minas e o governo federal. Caso Lula permaneça na Presidência e Patrus Ananias (PT) seja eleito governador, o candidato a vice acredita que haverá uma “sinergia” entre os dois governos, baseada em uma relação menos conflituosa.“Eu acho que agora, passada a eleição, sobretudo com o presidente Lula ganhando e o professor Patrus, nós vamos ter uma sinergia depois de muitos anos entre o governo do Estado e governo federal e pessoas que se respeitam”, afirmou.“Missão número 1”Em um eventual governo Patrus, Jarbas afirmou que a discussão sobre a dívida será uma prioridade. Segundo ele, Minas tem uma “dívida social enorme” com a população, mas também precisa equacionar o passivo com a União. “Nós temos uma dívida social enorme com a sociedade mineira, com as pessoas que precisam ainda do Estado, mas nós temos uma dívida com a União que nós temos que equacionar. Eu acho que isso é uma missão número 1: sentar com o presidente Lula”, afirmou.Para Jarbas, a renegociação também deve ser acompanhada de compromissos da União com Minas. Ele defendeu que recursos relacionados à dívida possam ser direcionados para investimentos em estruturas federais instaladas no Estado.“Essa ideia, por exemplo, de que os recursos da dívida sejam aplicados nos bens federais mineiros é algo inteligente”, disse.Entre os exemplos, ele citou a duplicação e conservação de rodovias federais, investimentos em universidades federais, institutos técnicos e ferrovias. “Esse recurso poderia ser dedicado para conservação dos bens federais, às universidades federais, aos institutos técnicos e aos bens federais que existem no Estado, que são muitos, as ferrovias federais. Então, nos ajudar a fazer as ferrovias estaduais, então ajudar Minas a se desenvolver”, afirmou.Segundo Jarbas, o impacto da dívida ultrapassa as fronteiras de Minas Gerais e afeta o desenvolvimento do país. “No momento em que você impõe um ônus deste tamanho para Minas Gerais, você está prejudicando o Brasil e praticamente pedindo que Minas Gerais não cresça”, afirmou. CopasaNa mesma entrevista, Jarbas também foi questionado sobre a desestatização de empresas mineiras e a possibilidade de federalização de ativos como parte da renegociação da dívida. Sobre a Copasa, ele afirmou que considera que a empresa não deveria ter sido privatizada, mas defendeu o respeito aos contratos.“Ela não deveria ter sido privatizada. Nós estamos tratando de água. Acho que o processo não foi o melhor e a decisão não foi a melhor”, afirmou. Apesar da posição contrária à privatização, Jarbas disse que não considera possível reverter a operação, salvo diante de uma “grande irregularidade”. “Eu acho que um princípio básico é respeito aos contratos. O Estado que não respeita o contrato não cumpre o seu papel. Então, salvo uma grande irregularidade, não tem como reverter essa privatização”, afirmou.Ele defendeu, porém, uma análise do contrato e a cobrança das metas estabelecidas para a empresa, especialmente em relação à universalização do saneamento. “O que é importante é que as metas que foram definidas no contrato, na concessão de saneamento, sejam universalização do saneamento, por exemplo, sejam cumpridas”, concluiu. Fonte: Jornal O Tempo
Cleitinho lidera cenários de 1º e 2º turnos ao governo de Minas, diz Real Time Big Data

Pesquisa mostra senador à frente em todos os confrontos testados; Patrus, Kalil e Simões disputam posições na sequência O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da corrida pelo governo de Minas Gerais nos cenários de primeiro turno e também nas simulações de segundo turno em que seu nome foi testado. Os dados são de levantamento Real Time Big Data divulgado nesta quinta-feira (27).No principal cenário de primeiro turno, Cleitinho tem 33% das intenções de voto. Na sequência, aparecem Patrus Ananias (PT), com 15%, e Alexandre Kalil (PDT), com 13%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.O governador Mateus Simões (PSD), que busca a reeleição, registra 11%. Gabriel Azevedo (MDB) soma 7%, seguido por Flávio Roscoe (PL), com 5%, Ben Mendes (Missão), com 3%, e Indira Xavier (UP), com 1%. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 5%, enquanto 6% não souberam ou não responderam.Nos cenários de segundo turno, Cleitinho também aparece à frente dos adversários. Contra Alexandre Kalil, o senador marca 46%, ante 35% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Nesse confronto, 11% afirmam que votariam em branco ou nulo, e 8% não souberam ou não responderam.Na disputa contra Mateus Simões, Cleitinho mantém 46% das intenções de voto, enquanto o governador aparece com 31%. Brancos e nulos somam 12%, e 11% não souberam ou não responderam.O cenário mais apertado entre os confrontos com Cleitinho ocorre contra Patrus Ananias. O senador aparece com 45%, contra 40% do petista. A diferença de cinco pontos percentuais fica acima da margem de erro do levantamento. Nesse cenário, 9% declaram voto branco ou nulo, e 6% não souberam ou não responderam.Sem Cleitinho nas simulações de segundo turno, o quadro fica mais equilibrado. Alexandre Kalil e Mateus Simões aparecem empatados, ambos com 35% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 13%, e 17% não souberam ou não responderam.Em outro confronto sem o senador, Kalil e Patrus também empatam, com 38% cada. Nesse cenário, 12% votariam em branco ou nulo, e outros 12% não souberam ou não responderam.Já na disputa entre Patrus e Mateus Simões, o petista aparece com 37%, contra 33% do governador. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os intervalos dos dois candidatos se encontram no limite. Brancos e nulos somam 12%, e 18% não souberam ou não responderam.A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores de Minas Gerais entre os dias 22 e 26 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado sob o número MG-07972/2026.
Zema comete gafe e diz ter ‘programas contra as mulheres’ no Jornal Nacional

Candidato se confundiu ao responder sobre o combate ao feminicídio em Minas O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), cometeu uma gafe nesssa segunda-feira (24/8) durante entrevista ao Jornal Nacional, da Globo. Ao ser questionado, ele afirmou ter “uma série de programas contra as mulheres”.O deslize ocorreu enquanto Zema respondia a uma pergunta da jornalista Renata Vasconcellos sobre o aumento do feminicídio em Minas Gerais durante seu mandato e quais seriam suas propostas para combater a violência contra a mulher.“Eu tenho uma série de programas contra as mulheres que inclusive levei adiante. Primeiro ampliar o número de delegacias especializadas no atendimento às mulheres”, declarou o candidato, que prosseguiu detalhando suas propostas.Zema defendeu ter pessoas capacitadas para o atendimento em delegacias e a criação de casas de acolhimento, para que a vítima de violência doméstica não precise voltar para casa. O candidato também mencionou o uso de tecnologia, como tornozeleiras eletrônicas para agressores.O dispositivo, segundo ele, emitiria sinais sonoros e acionaria a polícia automaticamente caso o agressor se aproximasse a menos de 200 metros da vítima. Além disso, Zema propôs ações de conscientização sobre o tema nas escolas.O momento repercutiu rapidamente nas redes sociais. “Renata pergunta pra Romeu Zema qual a proposta dele para o combate à violência contra as mulheres e ele solta uma dizendo que ele tem uma série de programa contra as mulheres”, publicou um internauta no X. “Não é possível que ele realmente falou isso”, comentou outro usuário.A TV Globo continua a série de entrevistas com os candidatos. Após Zema, serão entrevistados, nesta ordem: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante). As sabatinas acontecem nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo. Fonte: Jornal Estado de Minas JN: Pergunta de Renata Vasconcellos a Zema sobre dívida de Minas viraliza Governador foi questionado sobre o aumento de 100% da dívida estadual Uma pergunta da jornalista Renata Vasconcellos ao ex-governador e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) sobre a dívida de Minas Gerais ganhou grande repercussão nas redes sociais. O questionamento ocorreu na noite desta segunda-feira (24), durante a série de entrevistas do “Jornal Nacional” com os presidenciáveis de 2026, e abordou a capacidade de gestão fiscal do candidato. A âncora do telejornal confrontou o então chefe do Executivo mineiro sobre o crescimento do endividamento do estado durante seu mandato (2019-2026). A jornalista destacou que o valor saltou de R$ 88 bilhões para mais de R$ 180 bilhões e perguntou:“O senhor governou Minas Gerais por quase oito anos e a dívida do governo cresceu 100%. Saltou de R$ 88 bilhões para mais de R$ 180 bilhões. Por que o eleitor deve acreditar que, se o senhor for eleito, vai conter o aumento da dívida federal, se não conseguiu fazer isso no governo de Minas?”Em sua resposta, Romeu Zema argumentou que o aumento do débito não se deveu a novos empréstimos, mas a uma herança de gestões passadas, com juros elevados cobrados pelo governo federal. Ele também ressaltou pagamentos de dívidas atrasadas herdadas.“A dívida de Minas foi toda feita no passado. Não fiz um empréstimo. Essa dívida foi herdada dos anos 1990, e cresceu muito devido aos juros de agiota do governo federal. Eu paguei R$ 23 bilhões para aposentados que não recebiam aposentadoria, paguei R$ 13 bilhões para o governo federal, funcionários públicos, e hoje a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que quando eu assumi. Alguém deve R$ 10 mil; se ele ganha R$ 3 mil por mês, essa dívida pode ser considerada elevada. Se alguém ganha R$ 40 mil, pode ser que ele tenha capacidade de pagar”, disse. O valor real da dívidaApesar dos números citados na entrevista, dados oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais indicam que a dívida total do estado ultrapassou os R$ 200 bilhões no início de 2026.A justificativa de Zema se concentra em dois pontos centrais. O primeiro é que a elevação do valor absoluto da dívida foi causada pela correção de juros altos sobre um montante antigo, e não por novas contrações de crédito em seu governo.O segundo argumento é que a saúde financeira do estado melhorou, fazendo com que a dívida, embora maior em número, represente um peso proporcionalmente menor para a economia de Minas Gerais hoje do que no início de sua gestão. Fonte: Jornal Estado de Minas
Com maior tempo, Simões vai abrir o horário eleitoral em rádio e TV

Sorteio realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) nesta quinta-feira definiu as diretrizes da propaganda O governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) terá o maior tempo para exibição de programas partidários durante o horário eleitoral em rádio e televisão, dentre os candidatos ao Palácio Tiradentes. Ele abrirá a propaganda a partir do dia 28 de agosto, conforme sorteio realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) nesta quinta-feira (20/8).Simões terá 02:46 para exibir os conteúdos nas emissoras de rádio e televisão. O tempo robusto foi obtido especialmente pela entrada da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, na coligação. A definição do tempo que cada candidatura terá foi feita com base na representatividade dos partidos na Câmara.Com isso, Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP), Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU) não terão tempo para pedir votos no horário eleitoral. Lançado pelo PT na reta final do prazo, o deputado federal Patrus Ananias, que representará os petistas na disputa ao Palácio Tiradentes, será o segundo candidato com mais espaço em rádio e televisão. Serão 1:54 em cada bloco.A coligação reúne PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL e Rede. Líder nas pesquisas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) terá menos da metade da contagem atribuída a Simões, por exemplo. Coligado apenas ao Podemos, ele terá 1:07 para fazer campanha em rádio e TV. Flávio Roscoe (PL) terá 1:42 no horário eleitoral. Mesmo sem alianças, ele conseguiu o terceiro melhor tempo em função da representatividade da bancada do Partido Liberal na Câmara.Os menores tempos ficaram com Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT), que terão 0:48 e 0:41, respectivamente. No primeiro turno, a propaganda eleitoral vai ser realizada entre 28 de agosto e 1º de outubro. Os programas partidários serão exibidos de segunda a sábado. Na TV, as inserções irão ao ar entre 13h e 13h25 e 20h30 às 20h55. A ordem de exibição será: campanhas a governador, senador, deputado federal e deputado estadual.Já nas rádios, os programas serão exibidos entre 7h às 7h25 e 12 às 12h25. Caso as eleições avancem para o segundo turno, a veiculação será entre os dias 9 a 23 de outubro. Segundo o TRE-MG, na propaganda por inserção, Mateus Simões terá direito a 302 comerciais, e Patrus a 208, a serem veiculadas diariamente. Veja, abaixo, como ficou a distribuição:Mateus Simões: 02:46Patrus: 01:54Roscoe: 01:42Republicanos: 01:07Gabriel 0:48Kalil 0:41 Entenda a divisãoA distribuição feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) leva em consideração a resolução 23.610/2019. As diretrizes estabelecem que 10% por cento do tempo total devem ser divididos de modo igualitário entre os partidos, federações e coligações. Os outros 90% são divididos proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos Deputados.No caso das federações, é considerado o resultado da soma do número de representantes de todos os partidos que a integram. Já nas coligações, é considerado o resultado da soma do número de representantes dos seis maiores partidos que estão na coalizão.No mesmo período de exibição, as emissoras de rádio e de televisão transmitirão, de segunda-feira a domingo, setenta minutos diários de propaganda gratuita em inserções de 30 e 60 segundos. A veiculação ocorrerá ao longo da programação, entre 5h e 24h.
Cleitinho ainda não registrou candidatura ao governo de Minas a um dia do fim do prazo

Prazo final da Justiça Eleitoral se encerra neste sábado. Parlamentar enfrentou idas e vindas no partido mas garante que não desistirá Às vésperas do encerramento do prazo oficial da Justiça Eleitoral, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ainda não registrou sua candidatura ao governo de Minas Gerais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até a manhã desta sexta-feira (14). A entrega de toda a documentação necessária deve ser feita obrigatoriamente até as 19h deste sábado (15), data em que expira o limite legal para a formalização das chapas que disputarão o Palácio Tiradentes, informa o Metrópoles.A ausência do nome do parlamentar no sistema eletrônico do TSE gera forte atenção nos bastidores políticos devido ao histórico recente de idas e vindas que marcou sua pré-candidatura. Nas últimas semanas, Cleitinho chegou a anunciar publicamente que não disputaria o governo estadual, voltou atrás em sua decisão, enfrentou uma severa crise interna com a direção do próprio Republicanos e, por fim, teve seu nome confirmado na convenção partidária para a corrida eleitoral.Mesmo liderando as principais pesquisas de intenção de voto no estado, a sequência de incertezas e impasses alimentou constantes dúvidas sobre a sua real permanência no pleito. Diante das oscilações, aliados políticos precisaram atuar intensamente nos bastidores para convencê-lo a não abandonar o processo eleitoral.Após decidir prosseguir na disputa, Cleitinho adotou uma postura pública defensiva para rebatê-las. Em um vídeo gravado durante uma sessão no Senado Federal, o parlamentar denunciou que haveria uma articulação para tirá-lo do processo por vias jurídicas e reafirmou seu compromisso com os eleitores. “Não vou desistir”, declarou categoricamente o senador.Apesar da manifestação pública e do retorno às atividades de campanha, a candidatura do representante do Republicanos permanece sem constar publicamente na base de dados da Justiça Eleitoral. Além de Cleitinho, o candidato Henrique Áreas (PCO) também não havia apresentado o pedido de registro formal até a manhã desta sexta-feira.Por outro lado, todos os demais concorrentes anunciados para o governo de Minas Gerais já figuram como candidatos no sistema oficial do TSE e cumpriram a exigência legal de apresentar suas declarações de bens. A lista de concorrentes devidamente inscritos inclui:Alexandre Kalil (PDT)Ben Mendes (Missão)Flávio Roscoe (PL)Gabriel Azevedo (MDB)Indira Xavier (UP)Mateus Simões (PSD)Patrus Ananias (PT)Professor Túlio Lopes (PCB)Rafael Duda (PSTU) Prazo limite e trâmite legalOs partidos políticos, federações e coligações partidárias têm impreterivelmente até as 19h do dia 15 de agosto para encaminhar à Justiça Eleitoral os pedidos formais de registro de todas as suas candidaturas aprovadas nas convenções para as eleições de 2026.Todo o procedimento de envio é realizado de forma eletrônica por meio do Sistema de Candidaturas (CANDex), ferramenta específica utilizada pelas legendas para preencher, validar e transmitir as informações obrigatórias exigidas pela legislação.O cumprimento do prazo é indispensável para que o TSE e o Tribunal Regional Eleitoral possam analisar o preenchimento dos requisitos legais e a regularidade dos postulantes. O fato de o registro de Cleitinho ainda não figurar publicamente na plataforma não implica, no entanto, na desistência da disputa, uma vez que o Republicanos permanece respaldado pelo período legal para protocolar formalmente a documentação.
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço, é a sugestão do Governador de Minas Gerais

Mateus Simões, defende a realização de concursos anuais para evitar excedentes. No entanto, ele ficou em 14º lugar em um processo seletivo da ALMG que disponibilizava três vagas. O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), é conhecido por criticar a prática de excedentes em concursos públicos, apesar de ter sido um deles no passado. Em 2007, ele conquistou o 14º lugar no concurso para procurador da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em um certame que inicialmente oferecia três vagas. Atualmente, Simões está licenciado de sua posição como procurador.Durante uma reunião com representantes de associações e sindicatos de segurança pública, Simões argumentou a favor da realização de concursos anuais para evitar excedentes, sustentando que dessa maneira seriam contratados “os melhores”. Sua declaração, feita na segunda-feira (10/8), não foi bem recebida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).Em resposta, policiais civis expressaram sua insatisfação através de uma nota nas redes sociais, questionando “o que significa ser um dos melhores?”. Eles destacaram que a fala do governador ignora não apenas os muitos candidatos aprovados nos concursos, mas também os policiais civis que já integram a instituição e foram excedentes em algum momento.Outro grupo também criticou a declaração do candidato à reeleição, pedindo respeito aos candidatos aprovados e ao processo seletivo. “Excedente é apenas uma posição na classificação, não um sinônimo de incapacidade, falta de mérito ou aptidão. São candidatos que ultrapassaram cinco fases de um rigoroso processo seletivo e foram aprovados — não reprovados”, afirmou um perfil dedicado aos aprovados para perito criminal.As publicações geraram diversos comentários de internautas, todos expressando repúdio à postura do atual governador. Fonte: Jornal Estado de Minas
Mais de R$ 100 mil: o supersalário do juíz flagrado fumando e bebendo em sessão

O corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, determinou o afastamento de Milton Lívio Lemos Salles, nesta terça-feira (11 de agosto) O juiz Milton Lívio Lemos Salles, afastado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) após ser filmado fumando e bebendo de uma garrafa durante uma sessão virtual, recebeu R$ 105.073,16 em rendimentos brutos em julho. Depois dos descontos, o valor líquido chegou a R$ 83.583,55.O corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior, determinou o afastamento em 11 de agosto. A Corregedoria instaurou uma sindicância para apurar a conduta do magistrado, e o Órgão Especial do TJMG ainda analisará a decisão.Dados do Portal da Transparência do tribunal apontam R$ 13.212,08 em vantagens pessoais, R$ 39.753,21 referentes a cargo em comissão, R$ 13.913,62 em indenizações e R$ 24.280,63 em vantagens eventuais na remuneração de julho. A folha também registra R$ 13.913,62 em gratificações.O contracheque teve descontos de R$ 7.092,39 para a Previdência e de R$ 14.397,22 de Imposto de Renda, que somaram R$ 21.489,61. O total bruto supera o teto constitucional do funcionalismo, de R$ 46.366,19, mas o tribunal considera que parcelas legalmente excluídas do limite integram a remuneração.
Juiz flagrado bebendo vinho e fumando durante sessão é afastado do cargo

O TJ/MG informou que vai apurar a conduta de um juiz Milton Lívio Lemos Salles A Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais afastou nesta terça-feira (11) o juiz Milton Lívio Lemos Salles, flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).O corregedor-geral de Justiça, desembargador Raimundo Messias Júnior, determinou o afastamento imediato do magistrado. O Órgão Especial do TJMG ainda analisará a decisão.A Corregedoria também abriu uma sindicância para apurar a conduta do juiz. As imagens que motivaram a medida mostram Salles usando bermuda, fumando e virando uma garrafa de vinho durante o julgamento realizado na segunda-feira (10).Participantes perceberam o consumo de bebida alcoólica, e a sessão acabou suspensa. O episódio passou a circular nas redes sociais e entre colegas do magistrado no dia seguinte.