Superlotação prejudica ressocialização e eleva tensão nas prisões em Minas

Com déficit de 30 mil vagas, Estado tem 72 mil presos nas 41 mil vagas do sistema prisional; Governo de Minas afirma que obras foram entregues e outras seguem em andamento Setenta e dois mil presos e apenas 41 mil vagas. Esse é o retrato dos superlotados presídios mineiros. O déficit de mais de 30 mil vagas escancara um dos principais desafios do sistema penitenciário. Para especialistas, as celas abarrotadas de detentos aumentam a tensão e dificultam a ressocialização. O Estado afirma que obras foram entregues e outras seguem em andamento.
Preferido de Aécio, Ciro faz primeiro teste entre tucanos para a sucessão presidencial

Aécio Neves articula alternativa ao Planalto e ex-governador do Ceará avalia ser alternativa contra polarização entre Lula e Flávio A Executiva Estadual do PSDB de São Paulo realiza neste sábado (25), às 11h, um encontro com seus pré-candidatos a deputado estadual e federal que marcará a primeira agenda pública de Ciro Gomes desde que foi oficialmente estimulado pelo partido a disputar a Presidência da República em 2026. O evento acontecerá no Clube Juventus, na Mooca, em São Paulo, e servirá como ato de mobilização interna da legenda após o encerramento da janela partidária.
Boneco homossexual- Zema intensifica ataques ao STF

Pré-campanha de Zema mira STF, critica ministros e vê vantagem política em confronto com Gilmar Mendes, que fez a seguinte declaração sobre Zema: “Se começarmos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso?” A pré-campanha presidencial de Romeu Zema (Novo) decidiu intensificar as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aposta que a reação do ministro Gilmar Mendes pode gerar dividendos políticos. A estratégia envolve ampliar ataques à Corte, reforçar o discurso contra ministros e explorar a ofensiva judicial como elemento central da narrativa eleitoral.
Compositores Márcio e Yé Borges abandonam cerimônia durante discurso de Zema

A cerimônia da Medalha da Inconfidência, realizada em Minas Gerais, ficou marcada pela saída dos compositores Márcio Borges e Yé Borges durante o discurso do governador do estado, Romeu Zema (Novo). O episódio ocorreu antes do encerramento do evento, no momento em que o bolsonarista fazia uma fala prolongada diante das autoridades presentes.Márcio Borges foi homenageado com a Grande Medalha da Inconfidência. Já Yé Borges recebeu a honraria em nome do irmão dos dois, Lô Borges, falecido em 2 de novembro de 2025.Durante o evento, Zema fez um discurso extenso, com ataques a decisões do Supremo Tribunal Federal e a outros atores do cenário político nacional. A fala ocorreu na etapa final da solenidade, após a entrega das medalhas aos homenageados.Foi nesse momento que Márcio Borges e Yé Borges deixaram o palco. A saída aconteceu antes da conclusão oficial da cerimônia. Não houve interrupção formal do evento. Além dos irmãos Borges, a cerimônia contou com a presença de outras autoridades. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu o Grande Colar da Inconfidência, considerada a mais alta honraria concedida pelo governo de Minas Gerais.A Medalha da Inconfidência é tradicionalmente entregue em cerimônia pública e reúne representantes dos poderes, além de nomes da cultura e da sociedade civil. O evento segue calendário oficial do estado e ocorre anualmente como parte das celebrações históricas mineiras.
Inveja branca – Mateus Simões usa expressão racista na cerimônia da Medalha da Inconfidência

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões foi condecorar Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, quando disse algo que há anos é tido como notoriamente discriminatório, sem nenhum constrangimento O cenário era a histórica Ouro Preto, palco da tradicional entrega da Medalha da Inconfidência, nesta terça-feira (21), feriado nacional de Tiradentes. No entanto, o que deveria ser um ato de exaltação ao civismo acabou marcado por uma fala carregada de preconceito estrutural. O governador em exercício de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que substituiu Romeu Zema (Novo) após sua renúncia por razões eleitorais, causou indignação ao utilizar uma expressão racista para elogiar seu homólogo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).Durante o discurso de entrega do Grande Colar, a mais alta honraria do estado, reservada aos governantes dos estados e os chefes de Poderes, Simões tentou fazer um aceno à representatividade feminina, mas tropeçou no vocabulário discriminatório.“Dizia ao governador Tarcísio da minha inveja branca de ele ter nomeado a primeira comandante da Polícia Militar mulher”, declarou Simões, sem esboçar qualquer constrangimento ao pronunciar o termo claramente racista. Peso do termoA expressão “inveja branca” é amplamente condenada por especialistas, historiadores e movimentos sociais por reforçar o racismo linguístico. A lógica por trás do termo é a de que o “branco” purifica o sentimento, tornando-o aceitável ou positivo, enquanto o “preto” permanece implicitamente ligado ao que é ruim, pecaminoso ou maléfico. Em um estado como Minas Gerais, cuja história é marcada pela luta e resistência negra, o uso do termo em uma cerimônia oficial foi recebido como um retrocesso e gerou revolta nas redes sociais. Corrida política e aliançasO absurdo verbal ocorreu em um momento em que Simões busca consolidar seu nome para a sucessão de Romeu Zema. A presença de Tarcísio de Freitas e de outras figuras da direita, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e também agraciado com a Grande Medalha, reforça a tentativa de Simões de atrair o Republicanos e o PL para sua futura coligação.Ao tentar “disputar” o pioneirismo na promoção de mulheres em postos de comando, Simões lembrou que Minas já possui a coronel Jordana Filgueiras Daldegan à frente do Corpo de Bombeiros. Contudo, o mérito da pauta foi ofuscado pela escolha infeliz das palavras. Silêncio do governoAté o fechamento desta reportagem, o governo de Minas Gerais e a assessoria pessoal do governador Mateus Simões não se manifesteram em relação aos pedidos de esclarecimento enviados por e-mail e mensagens instantâneas das mais diversas redações de inúmeros veículos de imprensa. O espaço na Fórum permanece aberto para manifestação.A fala de Simões acende um alerta sobre a naturalização de termos discriminatórios no alto escalão da política brasileira, especialmente em eventos que celebram a liberdade e a justiça, pilares do movimento inconfidente.
Após expulsão e luto, Ana Paula Renault vence o BBB 26: saiba quem é a campeã

Ana Paula Renault participou do “Big Brother Brasil 26”, protagonizou a edição, venceu a final com 75,94% dos votos e recebeu o maior prêmio da história da TV brasileira, de R$ 5,7 milhões. A vencedora tem 44 anos, nasceu em Belo Horizonte e iniciou a carreira no jornalismo. De família numerosa, com cinco irmãos, enfrentou a morte da mãe aos 16 anos. Recentemente, perdeu o pai, Gerardo Renault, morto no último domingo (19), aos 96 anos. Após ser informada pela produção do programa, decidiu permanecer no jogo.Ana Paula Renault participou do “Big Brother Brasil” pela primeira vez em 2016, quando ganhou destaque pela postura firme, autenticidade e envolvimento no jogo. Na edição, tornou-se uma das participantes mais populares, com posicionamentos diretos e atuação em alianças dentro da casa. Polêmica e eliminação marcaram sua primeira participaçãoApesar do favoritismo, a trajetória de Ana Paula no programa em 2016 terminou de forma inesperada. Após um conflito com um rival, ela acabou sendo eliminada por agressão, o que interrompeu uma jornada que muitos acreditavam que terminaria com sua vitória.Ainda assim, sua passagem ficou marcada na história do reality. Foi dela um dos bordões mais icônicos do programa: “olha ela!”, criado após retornar de uma falsa eliminação — momento que ajudou a consolidar sua popularidade.A sister campeã tem posições alinhadas ao campo progressista e ao eleitorado do presidente Lula. Suas posições ganharam força ao longo do programa e, depois, com a informação de que seu nome entrou no radar do PT para uma eventual candidatura ao parlamento em 2026. Carreira após o BBB: influência e presença na TVDepois da saída do programa, Ana Paula Renault transformou sua visibilidade em uma carreira sólida como influenciadora digital e personalidade da televisão. Participou de programas de entretenimento, fez aparições em novelas e chegou a comandar um quadro na TV Globo, onde entrevistava ex-participantes do reality sobre a vida após o confinamento.Essa presença constante na mídia ajudou a manter seu nome relevante ao longo dos anos, preparando o terreno para seu retorno ao BBB. Retorno ao BBB 26: favoritismo desde o inícioA volta de Ana Paula Renault ao reality em 2026 causou grande repercussão nas redes sociais logo nos primeiros dias. Embora o sucesso até a final não fosse garantido no início, ela rapidamente se destacou mais uma vez, sendo apontada como uma das jogadoras mais fortes da edição desde a estreia.Agora, na final do programa, Ana Paula disputa o prêmio com Milena e Juliano — ambos seus aliados no jogo — e pode consagrar uma trajetória que mistura polêmica, carisma e estratégia.O favoritismo de Ana Paula Renault no BBB 26 se explica por um conjunto de fatores: sua autenticidade, experiência prévia no jogo, forte conexão com o público e habilidade em construir alianças. Sua história no reality, marcada por altos e baixos, também contribui para o engajamento dos fãs.
Jornalista apaixonada, mãe e esposa: saiba quem era a repórter Alice Ribeiro, morta na BR-381

Trajetória de Alice foi marcada pelo brilho na tela e pelo carinho dentro e fora da redação Entre uma pauta e outra, a repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, era frequentemente vista com um sorriso doce estampado no rosto ou com a mão estendida para ajudar um colega de profissão. Essa trajetória, marcada pelo brilho na tela, contudo, foi interrompida. Nessa quinta-feira (16/4), a TV Band confirmou a morte encefálica da jornalista em Belo Horizonte. Ela estava internada no Hospital João XXIII após ser vítima de um acidente entre um carro e um caminhão na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana da capital. O acidente também causou a morte do cinegrafista da emissora, Rodrigo Lapa.Movida pela paixão pelo jornalismo, Alice Ribeiro atuava na Band Minas desde agosto de 2024, após transferência da Band Brasília, onde atuava como repórter e apresentadora. No LinkedIn, ela relembrou a realização de um sonho antigo ao ingressar, em 2010, no curso de Jornalismo da PUC Minas, concluído em 2015, motivada pelo desejo de transformar realidades por meio da informação.Ao longo da carreira, construiu uma trajetória diversificada, com atuação em televisão e rádio, além de experiência em produção, edição e apresentação. Os primeiros passos na profissão foram dados em estágios em grandes emissoras, como SBT, TV Globo e Record Minas. Depois, passou por veículos como a Record TV e a Rede Bahia, até se mudar para Brasília, em 2020, quando iniciou sua trajetória no Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde permaneceu até retornar a Belo Horizonte neste ano. Mãe, esposa e irmãAtualmente, dividia-se entre o trabalho como jornalista e uma de suas “versões preferidas”: a de ser mãe de um bebê de 9 meses. Segundo comunicado da emissora, Alice vivia a alegria de planejar a festa de um ano do filho, Pedro — que carinhosamente chamava de “astronauta”. O apelido surgiu após o pequeno precisar usar um capacete para auxiliar na formação do crânio.Alice também demonstrava, sem reservas, o carinho pelo marido, o policial rodoviário federal João. Em uma das últimas folgas, segundo a Band, esteve em Salvador com a família dele e voltou animada, dividindo registros e momentos da viagem.Ao exercer a profissão, Alice também se destacava pela atenção a pautas especiais, sobretudo relacionadas ao autismo — tema que conhecia de perto por causa do irmão, Bê, citado por ela com frequência e sempre com orgulho.Em nota, a Band destacou a presença marcante da jornalista no dia a dia da redação. “Alice era o coração das nossas manhãs; mesmo em seus dias de mau humor, conseguia arrancar risos da equipe ao reclamar, com seu jeito único, do trânsito infernal, do calor ou da chuva”, afirmou a emissora.A empresa também ressaltou o impacto da perda entre os colegas. “Alice deixa um vazio irreparável em nossa redação, mas seu legado de empatia permanece”, escreveu.A emissora ainda informou que, apesar da inviabilidade clínica para a doação do coração, a decisão da família em autorizar a doação de órgãos reforça o espírito solidário que marcava a trajetória da jornalista.
Repórter da Band fica em coma após acidente; cinegrafista morre no local

Equipe retornava a Belo Horizonte após produzir uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução do número de acidentes na rodovia A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, está em coma após o carro de reportagem da Band Minas em que estava se envolver em um grave acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no início da tarde desta quarta-feira (15). A informação foi confirmada por uma tia da jornalista.Segundo a familiar, Alice está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João XXIII, na região Centro-Sul da capital mineira. Exames apontaram traumatismo craniano, além de múltiplas fraturas pelo corpo.O veículo da emissora colidiu de frente com um caminhão. O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o carro, morreu no local. Reportagem sobre acidentesA equipe retornava a Belo Horizonte após produzir uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução do número de acidentes na rodovia.Em nota, a Band Minas afirmou que “lamenta profundamente o ocorrido” e que “está já prestando toda assistência aos familiares das vítimas”. A emissora informou ainda que aguarda a apuração das causas do acidente.A Polícia Civil acionou a perícia para o local, onde foram coletados vestígios que vão subsidiar a investigação. A corporação informou que irá apurar as circunstâncias da colisão. Alice Ribeiro Natural de Belo Horizonte, Alice Ribeiro é casada e mãe de um bebê de 10 meses. Formada pela PUC Minas em 2015, iniciou a carreira como estagiária em emissoras como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas. Após a graduação, trabalhou em produtoras independentes e atuou como repórter na TV Leste, afiliada da RecordTV em Governador Valadares, e na Rede Bahia, afiliada da TV Globo. Em 2021, passou a integrar a Band, com atuação em Brasília, e, desde agosto de 2024, trabalhava em Belo Horizonte. Rodrigo Lapa Rodrigo Lapa, de 49 anos, era natural de Porto Alegre (RS) e deixa esposa e uma filha de 6 anos. Com passagens pela Band Minas entre 2022 e 2024, retornou à emissora em dezembro de 2025. Ao longo da carreira, participou de coberturas relevantes, como o carnaval de Belo Horizonte e a tragédia das chuvas na Zona da Mata.Além do trabalho no jornalismo, Rodrigo também era palhaço de formação e levava a arte circense a crianças hospitalizadas.
Gilmar Mendes dá dura resposta a Zema após ataques ao STF: “contradição é latente”

Ex-governador de Minas defendeu afastamento de Moraes e Toffoli da corte; ministro aponta contradições na narrativa de Zema Nesta quarta-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes utilizou as redes sociais para responder publicamente ao ex-governador e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo), que defendeu o afastamento de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli da corte.Gilmar, que também proferiu críticas ao senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por conta do relatório que tentou indiciar ministros do Supremo e o procurador-geral da República na CPI do Crime Organizado, afirmou que Zema age de maneira dupla frente ao Supremo.Citando as renegociações de dívidas de Minas Gerais julgadas pelo STF, ele mostrou que o ex-governador do estado age de maneira contraditória frente à corte.“É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União”, afirma.“O mesmo agente que hoje agride o Tribunal recorreu a ele inúmeras vezes para obter decisões que suspenderam obrigações bilionárias com a União. Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais”, continuou Gilmar.“A contradição é latente: quando o STF profere decisões que garantem o fluxo de caixa ou suprem omissões do Legislativo local, a Corte é acessada como agente necessário ao funcionamento da máquina estatal. Afinal, ninguém recorreria sucessivamente a um Tribunal cuja legitimidade não reconhecesse. Contudo, basta que a Corte contrarie interesses políticos desse grupo para que o pragmatismo jurídico dê lugar a chavões vazios de ‘ativismo judicial’ e a ataques à honra dos ministros. É a política do utilitarismo: o STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição — e não conforme a conveniência de ocasião”, continuou Veja aqui Não é a primeira vezEm março, Gilmar Mendes criticou Zema, em sessão plenária do Supremo. Segundo ele, governadores recorrem com frequência ao tribunal para obter liminares com impacto fiscal, inclusive para ingresso ou permanência em programas de recuperação fiscal, e depois partem para o ataque contra a Corte.Sem citar nome, Gilmar mencionou “um governador de Minas Gerais” e afirmou que o estado estaria “sobrevivendo” graças a decisões provisórias dadas pelo STF.O pano de fundo do embate é a situação fiscal de Minas Gerais e a disputa recorrente sobre dívida com a União, renegociação e condições de pagamento. Nesta semana uma nota técnica da Secretaria do Tesouro Nacional detalhou períodos de suspensão de parcelas e prorrogações obtidas por Minas por meio de decisões judiciais, incluindo liminares no STF, em um intervalo de 21 meses de suspensão de pagamentos em anos recentes, a partir de ações e pedidos apresentados pelo governo estadual.O tamanho do passivo também aparece como elemento central da controvérsia. Há estimativas diferentes, a depender do recorte e do momento considerado, mas a ordem de grandeza gira em torno de R$ 179 bilhões a R$ 205 bilhões.E como a Fórum já vinha contextualizando em Romeu Zema aumenta em mais de R$ 100 bilhões a dívida de Minas em meio à retórica de gestão técnica, a dívida mineira cresceu fortemente no período recente, e a discussão sobre liminares e encargos tornou-se parte do debate político em Minas, inclusive com críticas à retórica de “gestão técnica” usada pelo governador.
Com Lula e Pacheco, teremos chapa forte em MG, diz Marília Campos, pré-candidata ao Senado

Em pré-campanha, Marília Campos reúne apoiadores em BH e apresenta sua agenda prioritária para o Senado A ex-prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT), realizou, na segunda-feira (13), seu primeiro evento aberto na capital mineira desde que o seu nome foi definido para concorrer a uma vaga na Câmara Alta.Com o lema BH abraça Marília, a atividade reuniu lideranças políticas e apoiadores da petista. Um levantamento da AtlasIntel, divulgado no dia 1º de abril, indicou que Marília Campos ocupa, com mais de 20% de intenções de voto, o primeiro lugar entre os preferidos da população mineira para o Senado.“Nós queremos formar uma trincheira para continuar avançando no nosso país e para reconstruir Minas Gerais. As pessoas me perguntam por que eu abri mão de um mandato com uma avaliação positiva de 82% na minha cidade, por que eu renunciei à prefeitura e sou pré-candidata ao Senado. É porque eu quero colocar a minha história e a minha credibilidade à disposição para reconstruir o nosso estado”, destacou a petista, em seu discurso durante o evento. Reforço na chapa de LulaA pré-candidatura é vista com entusiasmo pelos partidos de esquerda, em razão da viabilidade eleitoral, mas também pelo reforço ao palanque de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição presidencial, no estado, que é o segundo maior em tamanho do eleitorado do país.Campos enfatiza que, para ela, as eleições de 2026 serão um momento para debater com a sociedade um projeto de país e de estado que dê prioridade aos interesses públicos e da população trabalhadora.Gestão de Marília Campos tem avaliação positiva de 82% em Contagem“Eu quero usar toda a minha disposição para ajudar na reeleição do Lula. Nós temos que discutir a minha pré-candidatura vinculada a um projeto de Brasil e a um projeto de Minas Gerais. O Brasil está melhor com Lula, porque controlou a inflação, tem crescimento econômico, tem crescimento de emprego, consegue reduzir a desigualdade social, saiu do mapa da fome. O Brasil está melhor porque nós temos um presidente que defende o país e a soberania nacional, que é comprometido com o projeto democrático”, disse Marília Campos, ao defender a importância da reeleição de Lula.Ainda assim, ela reconhece que a eleição nacional não será fácil e que o principal adversário da chapa democrática será, novamente, a extrema direita, com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Para enfrentar a disputa, a pré-candidata ao Senado por MG aposta que, além de propagandear as conquistas obtidas nos últimos quatro anos de governo Lula, é preciso apresentar à população uma perspectiva de futuro.“Derrotamos a PEC da Blindagem, avançamos na questão da isenção do imposto de renda e poderemos avançar ainda mais com o fim da jornada 6 por 1. Mas será que todos esses avanços vão garantir que a gente desponte muito à frente do candidato da direita? Como está a subjetividade do nosso povo? Eu sinto que as pessoas estão ligadas no presente. Mas, mais do que o presente, elas querem uma esperança de futuro. Elas querem otimismo em relação ao futuro”, analisa Marília Campos.Ela ainda afirma que sua pré-campanha e campanha servirão para, além de defender e informar a população sobre os feitos do governo federal, dialogar com amplos setores, unificar a esquerda e disputar as narrativas.“Estamos vendo investimento público em todas as áreas, na infraestrutura, saúde, assistência, etc. Mas nosso desafio é resgatar a esperança, no modo de fazer política, em como dialogar com todos os setores. Nós temos que trazer o empresariado. Quem é que também cresceu nesse país com as políticas que o Lula implementou? A atividade econômica”, destaca. Perspectivas para Minas GeraisDurante o evento de pré-campanha, Marília Campos também destacou a importância da eleição federal para o contexto específico de Minas Gerais e defendeu o nome do senador Rodrigo Pacheco, recém filiado ao PSB, para o governo do estado.Pacheco ainda não oficializou sua pré-candidatura, mas é o nome defendido por Lula para ocupar a cadeira de chefe do Executivo mineiro. Junto ao presidente, ele articulou uma resposta para a dívida de MG com a União, por meio da criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Durante as gestões de Romeu Zema (Novo), o montante devido pelo estado cresceu mais de 60%, chegando a aproximadamente R$ 200 bilhões.“Nós sabemos que Minas cresce quando Lula é presidente. Lula foi quem deu as cartas para que Rodrigo Pacheco pudesse negociar, pelo menos parcialmente, uma solução para a dívida do estado, que sangra os cofres públicos do povo mineiro. A minha defesa sempre foi e continua sendo que Pacheco seja o nosso candidato a governador. Nós teremos um palanque forte, com Lula, Pacheco e Marília Campos”, enfatizou a pré-candidata.A petista também sinalizou outras pautas que ganharão centralidade em sua caminhada ao Senado, como a defesa da autonomia e distribuição de recursos aos municípios, o combate à violência contra as mulheres, o enfrentamento a todas as formas de disctiminação e preconceitos, além do fortalecimento da democracia. “Nós vamos lutar a partir de agora para construir a vitória que o Brasil precisa e o nosso estado também”, finalizou. Evento representativoO evento em Belo Horizonte contou com a presença de dirigentes partidários do PT, PV, PCdoB, PSB e Psol, além de parlamentares, como os deputados estaduais e federais Beatriz Cerqueira (PT), Bella Gonçalves (PT), Leninha (PT), Miguel Ângelo (PT), Ricardo Campos (PT), Virgílio Guimarães (PT), e os vereadores Bruno Pedralva (PT-BH), Edmar Branco (PCdoB-BH), Iza Lourença (Psol-BH), Luiza Dulci (PT-BH), Pedro Rousseff (PT-BH), Adriana Souza (PT-Contagem), Moara Sabóia (PT-Contagem), Marcela Menezes (PT-Ribeirão das Neves), Suzane (PT-Santa Luzia), entre outros.Também participaram do encontro ex-ministros, como a ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e lideranças históricas da política mineira, como Jô Moraes, Luiz Dulci e André Quintão.