Os sujos: Alckmin e Anastasia estão fugindo do Aécio. O mal lavado

Distância é a palavra de ordem do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), candidato ao governo, sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG); no dia do lançamento da candidatura a deputado federal de Aécio, Alckmin e Anastasia fazem campanha juntos em Minas, mas não encontram Aécio; “Geraldo vai ao Rio Grande do Sul e eu gravo propaganda eleitoral”, explicou Anastasia – Seria bastante natural que um candidato à Presidência da República e um ex-governador de Minas Gerais, e outra vez candidato a governador, participassem do lançamento da candidatura a deputado federal de um ex-governador que também já disputou o cargo de presidente República e já presidiu o partido ao qual os três são filiados. Claro, seria natural. Mas não para o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), o candidato a governador de Minas, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Os dois querem distância do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato ao cargo de deputado federal e investigado em vários casos suspeitos de corrupção. Em seu primeiro ato de campanha em Minas Gerais ao lado Anastasia, Alckmin visitou creche em Belo Horizonte e seguiu para o município de Jequitinhonha, na região de mesmo nome. Eles visitam o Norte de Minas numa viagem bate-volta e não participarão do lançamento da campanha do colega de partido Aécio Neves a deputado federal, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. “O presidente Geraldo vai ao Rio Grande do Sul e eu gravo propaganda eleitoral”, afirmou o senador Anastasia, de acordo com reportagem de Flávia Ayer, no Estado de Minas.
Márcio Lacerda retira sua candidatura ao Governo de Minas e deixa o PSB

– Após ter sido registrado como candidato no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) de Minas Gerais, em 15 de agosto, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda informou nesta terça-feira (21) que retirou sua candidatura ao governo de Minas Gerais e anunciou sua desfiliação do PSB. A Executiva Nacional do partido havia dito que não teria postulante ao governo estadual. A posição do PSB seria parte de um acordo com o PT, que rifaria a candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes em Pernambuco, onde a sigla pessebista apoiaria a reeleição do governador Paulo Câmara, candidato à reeleição, e, em troca, o PSB apoiaria a reeleição de Fernando Pimental em Minas. A estratégia do PT seria uma forma de isolar o presidenciável Ciro Gomes (PDT), que desfere críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de afirmar que o membro do PT é preso político. Em uma carta divulgada à imprensa, Lacerda afirma que a “velha política” retirou a candidatura dele. O ex-prefeito disse que “a impossibilidade do julgamento definitivo do assunto, desenhada nos últimos dias no âmbito da Justiça Eleitoral, conduz esta insegurança jurídica até a véspera do 1º turno, o que me leva a retirar minha candidatura”. Segundo Lacerda, “Minas Gerais precisava de uma terceira via. E a nossa candidatura era, sim, muito viável. Todas as pesquisas divulgadas até o momento apontaram o meu nome com reais possibilidades de chegar ao segundo turno e obter uma vitória. Por isso os grandes interesses agiram dessa maneira covarde”. “Infelizmente essa é a política que ainda impera no Brasil. Sou retirado da disputa esperando, sinceramente, que esse fato deplorável que ocorreu com a minha candidatura sirva de exemplo para ajudar a transformar de fato a nossa política. Não podemos mais deixar que acordos e conchavos de gabinete predominem sobre a vontade popular”. Leia a íntegra da carta: “A velha política conseguiu me tirar dessa eleição Dois comandos partidários, de forma antidemocrática e arbitrária, fizeram, na calada da noite, nos porões sombrios dos gabinetes em Brasília, o mais podre dos conchavos políticos. A cúpula do PSB e do PT conspiraram para retirar a minha candidatura a Governador de Minas Gerais, impedindo a desvinculação definitiva do tradicional papel de braço do PT, desempenhado pelo PSB. Todos sabem que lutei e resisti. Minha indignação não aceitou essa negociata, essa imposição que agride não apenas a minha candidatura, mas a vontade soberana dos mineiros. No entanto, a impossibilidade do julgamento definitivo do assunto, desenhada nos últimos dias no âmbito da Justiça Eleitoral, conduz esta insegurança jurídica até a véspera do 1º turno, o que me leva a retirar minha candidatura. Esse prazo alongado dificulta e muito a mobilização de apoiadores e, especialmente, tornará muito fragilizada a situação dos candidatos a deputado do PSB, que estão contra sua vontade, presentes em duas coligações. Além disso, manter uma campanha eleitoral, muito curta e de grandes desafios como essa, com tamanha indefinição jurídica, poderia prejudicar muito o crescimento que vínhamos detectando nos últimos meses em torno da nossa proposta para Minas Gerais. Os representantes da velha política conseguiram impedir minha candidatura. Minas Gerais precisava de uma terceira via. E a nossa candidatura era, sim, muito viável. Todas as pesquisas divulgadas até o momento apontaram o meu nome com reais possibilidades de chegar ao segundo turno e obter uma vitória. Por isso os grandes interesses agiram dessa maneira covarde. Infelizmente essa é a política que ainda impera no Brasil. Sou retirado da disputa esperando, sinceramente, que esse fato deplorável que ocorreu com a minha candidatura sirva de exemplo para ajudar a transformar de fato a nossa política. Não podemos mais deixar que acordos e conchavos de gabinete predominem sobre a vontade popular. E é essa vontade popular que sustenta a esperança que estava depositada em nossa candidatura. Nos últimos dezoito meses visitei mais de duzentas cidades em Minas, vendo de perto a situação de cada região do estado. Dialogando e ouvindo pessoas de todos os segmentos da população aprofundei meus conhecimentos sobre Minas Gerais e sobre a realidade das pessoas em mais de mil reuniões que participei nesta que eu chamei de peregrinação de aprendizado. Quero agradecer a todos que nos acompanharam e participaram dessa caminhada. A todos os cidadãos que estavam dispostos a construir uma nova alternativa para Minas e que viam em nossa candidatura a esperança de algo diferente. Nas pessoas do meu candidato a vice-governador, deputado estadual Adalclever Lopes, e do meu candidato a senador, deputado federal Jaime Martins, quero agradecer profundamente a todos os partidos, dirigentes, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, enfim, todos os políticos de bem que estiveram ao nosso lado neste momento e que também estão profundamente indignados. Desejo boa sorte a todos os candidatos a deputado da coligação Minas tem Jeito, em especial aos do PSB que apoiaram minha candidatura a Governador. Apesar do sentimento de frustração, digo a todos que esta foi uma experiência extremamente proveitosa. Ouvir de perto os mineiros permitiu a mim, ao lado de outros colaboradores e de lideranças partidárias que confiaram em nosso projeto, apresentar um programa de governo chamado “Pacto Pela Retomada da Grandeza de Minas”, que está registrado no Tribunal Regional Eleitoral e publicado em marciolacerda.com.br. São ideias e conceitos que permitiriam que Minas Gerais voltasse a olhar para a frente de novo. Aproveito este comunicado para também anunciar a minha desfiliação do Partido Socialista Brasileiro, ao qual nos últimos onze anos fui filiado, honrando com dignidade seus princípios e valores. Infelizmente, este conchavo de sua direção nacional terá reflexos ainda mais profundos no PSB e, principalmente, nos olhos de quem enxergava neste partido alguma coisa diferente na vida partidária deste país. A política continua sendo o grande instrumento de transformação social no Brasil, mas transformação mesmo precisa acontecer primeiro na forma de se fazer política. Marcio Lacerda, 21/08/2018″
Filha de Dona Elza, da Melo Viana, aumentou seu patrimônio em 500%

– Patrimônio de Raquel Muniz passou de R$916 mil corrigidos, para R$6,92 milhões – Por Girleno Alencar – Jornal gazeta A deputada Raquel Muniz, de Montes Claros, teve seu patrimônio ampliado em mais de 500%, conforme denúncia da Rádio Itatiaia, ao avaliar a declaração de bens dos candidatos mineiros. Além dela, o norte mineiro Patrus Ananias, nascido em Bocaiuva, se destaca com a mesma situação. Entre os quatro deputados mineiros que tiveram maior variação, Raquel Muniz e Patrus Ananias fazem parte, juntamente com os deputados Marcelo Aro e Edson Moreira. A pesquisa mostra que a deputada Raquel Muniz, do PSD, passou de R$916 mil corrigidos, para R$6,92 milhões, o que representa um crescimento de mais de 500%. Neste ano, a deputada declarou veículos, cotas e quinhões de capital, além de depósitos bancários. Em 2014, a declaração dela já possuía também veículos, cotas de capital e ações. Por meio de sua assessoria de imprensa, Raquel Muniz informou que a evolução de seu patrimônio se deu em função de atualização contábil do capital das empresas do grupo educacional do qual a deputada é uma das sócias e que não houve aquisição relevante no período. No caso de Patrus Ananias, a declaração de bens do petista cresceu 384% entre 2014 e 2018, passando de R$302 mil, corrigidos, para R$1,463 milhão. De acordo com o próprio deputado, o aumento se deve a valores incorporados nos últimos anos referentes a duas aposentadorias, uma pública pela Assembleia Legislativa de Minas, e outra privada como professor universitário. Como prevê a lei, as rescisões, FGTS e demais valores referentes ao seu processo de aposentadoria foram incorporados em seu patrimônio, que não sofreu alterações no que se refere a bens móveis ou imóveis. Dos 53 deputados federais mineiros, 49 vão concorrer às eleições deste ano, que acontecem no dia 7 de outubro (sendo 43 para o mesmo cargo e seis para outros). Todos eles registraram suas candidaturas até a semana passada e, dentre os documentos obrigatórios para participar do pleito, os candidatos apresentaram suas declarações de bens atualizadas. Dos 49 políticos que vão concorrer a algum cargo neste ano, 28 tiveram redução no montante total de bens declarados entre 2014 e 2018 e o patrimônio dos outros 21 aumentou neste mesmo período. A comparação foi feita utilizando uma metodologia que leva em conta o valor declarado em 2014, mas corrigido pela inflação até 2018, para evitar distorções. Entre os deputados federais cujo patrimônio cresceu de 2014 para 2018, se destacam quatro políticos, cujos valores declarados aumentaram mais de 100% no período comparado. O primeiro da lista é o deputado Marcelo Aro, do PHS, cujo patrimônio saltou de R$134 mil corrigidos, para R$1,327 milhão, o que representa um aumento de quase 900%. Na declaração deste ano, Aro informou que possui um carro, dinheiro em espécie e cotas em uma empresa. Em 2014, ele declarou depósitos bancários e dinheiro, sem bens móveis ou imóveis. A reportagem da Itatiaia procurou o deputado para saber do que se trata o aumento patrimonial, mas ele não foi localizado para falar sobre o assunto. Entre os parlamentares mineiros há aqueles que tiveram grandes reduções no patrimônio, como é o caso de Aelton Freitas, do PR, cuja declaração de bens caiu 91%; Miguel Correa, do PT, com queda de 81%; e Carlos Melles, do DEM, com redução patrimonial de 74% entre 2014 e 2018, levando em conta a correção dos valores pela inflação do período. Outro deputado federal cujo patrimônio mais que dobrou da eleição anterior para esta, foi o Delegado Edson Moreira, do PR. De R$924 mil corrigidos, passou para R$2, 321 milhões, o que representa um crescimento de 151%. Segundo as informações prestadas ao TSE, o deputado continua com os mesmos dois imóveis declarados em 2014, além de aplicações e poupança. Por meio da assessoria de imprensa, Moreira informou que tem duas fontes de renda: recebe o salário de parlamentar e de delegado aposentado e que, quando se aposentou, recebeu salários atrasados e licença-prêmio, que guardou. O deputado ainda afirmou que sempre foi econômico e que leva uma vida muito simples. Moreira disse que sabe que recebe um salário que infelizmente a maioria dos brasileiros não recebe, mas que luta para reduzir essa desigualdade no país, inclusive é contra o reajuste salarial dos deputados. (Com dados da Rádio Itatiaia).
Ruy Muniz usa Ambar para comprar mais uma massa falida

– Hospital Evangélico de Curitiba é arrematado por R$ 259 milhões – Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e a Faculdade Evangélica foram arrematados por R$ 259 milhões durante um leilão na sexta-feira (17). Ambos estavam sob intervenção da Justiça do Trabalho desde dezembro de 2014. O comprador foi o R+, grupo formado pela Única Educacional Ltda. de Brasília e Ambar Saúde de Belo Horizonte. De acordo com o leiloeiro Helcio Kronberg, responsável pela venda, os recursos arrecadados serão destinados para o pagamento de dívidas trabalhistas, bancárias e tributárias. O pagamento dos R$ 259 milhões deverá ser parcelado, com 20% de entrada que devem ser pagos em dois dias úteis, até amanhã, 21 de agosto, e o remanescente em até 60 parcelas iguais mensais e sucessivas, corrigidas pelo IPCA-E. O Hospital Evangélico de Curitiba é referência no tratamento de queimados, traumas (urgência e emergência), gestação de alto risco e transplante renal. Atende 35 mil pessoas por mês e cerca de 95% desses atendimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Evangélico tem quase 60 anos de atuação e conta com uma estrutura de oito andares e 23,3 mil metros quadrados. Leilão salvou o Hospital Evangélico? Há dúvidasPor Celso Nascimento – Contraponto O Consórcio R+, que arrematou o Hospital Evangélico de Curitiba e a Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná (Fempar) no leilão realizado nesta sexta-feira (17) é constituído por duas empresas – a Única Educacional e a Ambar Saúde. Mas não são apenas estas duas que formam um grande conglomerado controlado pela família Muniz, de Montes Claros, Minas Gerais. Há pelo menos cinco outras, com a particularidade de que cada uma é sócia das demais: Funorte Iamotecnia LtdaSeim – Sociedade Educacional Irmaos Muniz LtdaSnel – Sociedade Norte Educacional Ltda.Sonmec – Sociedade Norte Mineira De Ensino E Comunicacao Ltda.Soebras – Sociedade Educativa do Brasil LtdaAparecem como sócios deste conglomerado Jhonatan Rodrigues Silva, Ruy Adriano Borges Muniz, Tania Raquel de Queiroz Muniz, Thiago Queiroz Borges Muniz, Ambar Saude, Elaine Fagundes Silva. Ruy Muniz é ex-prefeito do município de Montes Claros. Foi preso e teve seu mandato cassado sob suspeita de corrupção. Sua mulher, Raquel Muniz, é deputada federal; ficou famosa quando da votação do impeachment de Dilma Roussef: ao microfone, depois de gritar sim pelo afastamento da presidente, elogiou o marido como político honesto, coincidentemente um dia antes de ele ser levado preso por improbidade pela Polícia Federal. No último dia 25 de julho, Ruy e Raquel tiveram seus bens bloqueados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Foram bloqueados imóveis e veículos, correspondendo a cerca de R$ 3 milhões, em decorrência de suposto desvio de recursos recebidos pela Soebras em contatos com o governo federal. O lance com que o grupo arrematou as duas tradicionais instituições fundadas pela Sociedade Evangélica Beneficente (SEB) foi de R$ 259 milhões, dos quais 20% deverão ser pagos em 48 horas e o restante dividido em 60 parcelas mensais. Diante do quadro geral, a dúvida supera a certeza: o Hospital Evangélico e sua faculdade de medicina foram salvos pelo leilão? Notícia da compra do hospital Evangélico por Ruy e Raquel Muniz gera pânico na área Tão logo se soube do resultado do leilão do Hospital Evangélico e de sua Faculdade de Medicina na manhã da última sexta-feira (17), correu frio na espinha de médicos, funcionários e alunos das duas instituições, que logo correram para ver a “ficha corrida” dos novos donos – o Consórcio R+, com sede em Montes Claros (Minas Gerais). Do consórcio fazem parte a empresa Ambar Saúde (Belo Horizonte) e a Única Educacional (Brasília). Foram então descobertas ligações deste grupo com o ex-prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, que foi preso por corrupção e com a esposa dele, a deputada federal Raquel Muniz, que foi condenada, juntamente com seu marido, por terem usado seus cargos públicos na defesa de interesses privados. Veja aqui Notícia publicada pelo site G1 em dezembro de 2016 conta a seguinte história: Ação do MPF aponta que Ruy e Raquel são gestores da Soebras. Empresas do grupo movimentaram em quatro anos R$ 2,27 bilhões, diz MPF. A Justiça Federal em Belo Horizonte decretou a intervenção judicial em quatro empresas do prefeito afastado de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB), e da esposa dele, a deputada federal Raquel Muniz (PRB), que elogiou o marido durante a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT). No dia seguinte ele foi preso em uma operação da Polícia Federal. A sentença foi divulgada na tarde desta segunda-feira (12) pelo Ministério Público Federal, responsável pela Ação Civil Púbica que resultou na intervenção. Segundo o MPF, a investigação revelou que o casal é o real administrador do grupo Soebras, mas não configuram como gestores em nenhum contrato social. “Eles utilizam as receitas dessas instituições – que, por lei, não poderiam distribuir lucros – para benefício próprio e de sua família”, diz o MPF. O MPF diz que nos contratos sociais das empresas constam parentes, amigos e até pessoas humildes que já foram funcionários do casal. De acordo com a ação, a atual presidente da Soebras “reside em uma casa humilde de um bairro da periferia de Montes Claros. Ainda assim, no papel, ela seria a dirigente máxima de uma entidade mantenedora de 125 estabelecimentos de ensino e saúde em todo o país, com movimentação de centenas de milhões de reais”. Na ação, o MPF afirma também que as empresas Soebras, Funorte, Única Educacional e Fasi movimentaram R$ 2,27 bilhões entre os anos de 2010 e 2014, “com transferências sucessivas entre as contas do grupo, para dificultar o rastreamento dos valores”. Quem é Ruy?Primeira condenação aconteceu com o assalto a Banco do Brasil, que levou Ruy Muniz para o DopsTido em Montes Claros, no Norte de Minas, como o “Bill Gates da educação”, o ex-prefeito Ruy Muniz (DEM), que foi preso pela Polícia Federal e codenado por corrupção, começou a adquirir seu patrimônio em um assalto ao Banco do Brasil, em Belo Horizonte. Teria sido o primeiro dinheiro ilícito adquirido por ele em sua carreira. O roubo aconteceu em
Ministro do Trabalho já foi autuado 24 vezes por infrações trabalhistas

Violações ocorreram em fazenda cafeeira localizada em MG e abrangem, principalmente, segurança e saúde dos trabalhadores Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, atual ministro do Trabalho, já foi autuado 24 vezes por infrações trabalhistas na Fazenda Campestre, da qual é dono, localizada em Conceição do Rio Verde, no sul de Minas Gerais. Via Brasil de Fato As infrações foram registradas entre 2003 e 2009 durante fiscalizações do próprio Ministério do Trabalho na área em que o atual titular da pasta mantinha uma plantação de café. Vieira de Mello é desembargador aposentado do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região e foi vice-presidente do órgão entre 2008 e 2009, período em que as violações trabalhistas foram registradas. De acordo com informações obtidas pelo Brasil de Fato, 24 processos foram arquivados mediante pagamento de multa, que chegaram a R$ 46 mil. As autuações abrangem, principalmente, violações relacionadas a segurança e a saúde dos trabalhadores, normas previstas no artigo 13 da Lei 5889/73. Os critérios avaliados nas autuações constam na NR-31, norma específica que regulamenta o trabalho rural desde 2005, considerada um marco na fiscalização. Posse de Viera de Mello como novo ministro do Trabalho, em 11 de julho / Foto: Marcos Corrêa / PR / CP Infrações Os trabalhadores da Fazenda Campestre exerciam sua jornada em péssimas condições de higiene e segurança, sem o devido acompanhamento médico (exames admissionais, periódicos e toxicológicos). Duas infrações relatam que trabalhadores rurais estavam sem registro em carteira de trabalho, ou seja, não recebiam os direitos trabalhistas como INSS, férias remuneradas e FGTS. As autuações referem-se também à presença de instalações elétricas desprotegidas, trabalhadores sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) previstos em lei e máquinas estacionárias localizadas em zonas perigosas, com dispositivos de partida e acionamento frágeis, acarretando riscos aos operadores. Em resposta à demanda da reportagem, o Ministério do Trabalho informou, por telefone, que não há o que comentar já que todos os processos foram quitados e dizem respeito a um período anterior a Vieira de Mello ocupar o ministério. Desrespeito Segundo Frei Jean Marie Xavier Plassat, coordenador da Campanha contra o Trabalho Escravo na Comissão Pastoral da Terra (CPT), as infrações trabalhistas podem levar a um cenário ainda pior de violação de direitos humanos. “Há um limite bem sútil entre uma situação que configura trabalho precário, violações trabalhistas, e a intensificação dessas violações que culminam no trabalho qualificado como trabalho análogo ao escravo”, afirma Plassat. O coordenador da CPT relata que, nos últimos quatro anos e meio, foram resgatadas mais de 530 pessoas em situação de escravidão moderna, em Minas Gerais, no Espírito Santo e na Bahia, sendo que o estado mineiro concentrou cerca de 400 dos casos. “Ninguém pode dizer: ‘Eu não sabia que era ruim alguém respirar veneno o dia todo sem proteção’. ‘Eu não sabia que era ruim beber a mesma água que tomam os animais’. ‘Eu não sabia que era ruim uma jornada exaustiva’. Ninguém pode dizer isso. É uma atitude criminosa”, ressalta o religioso, questionando o modo como as violações dos direitos trabalhistas são vistas pela sociedade. “Podemos nos perguntar se multas resolvem. Se trata de uma prática de desprezo à legislação e a pessoa do trabalhador. Mereceria uma reprovação social bem maior”, aponta. Frei Xavier critica de forma contundente a escolha de Vieira de Mello para o cargo de ministro do Trabalho e declara que o governo deveria ter realizado o mínimo de investigação para não chamar pessoas de conduta social duvidosa para compor os ministérios. “Eles querem nos confirmar que, na verdade, o que eles conseguiram nos impor goela à baixo por meio da reforma trabalhista que nos faz voltar 50 anos ou mais. Esse era, desde sempre, o ‘normal’ do trabalho e esse ministro antecipou o que era a reforma trabalhista de hoje”, lamenta. Encurralados por veneno Os trabalhadores da Fazenda Campestre também estavam expostos à sério riscos de intoxicação por agrotóxicos. Três autos de infrações referiam-se a itens da NR-31 que correlacionam as áreas de vivência dos trabalhadores com a presença dos agroquímicos em uma distância próxima. Vieira de Mello foi autuado por infringir normas que definem que as moradias familiares dos trabalhadores rurais devem ser construídas em local arejado e afastadas, no mínimo, 50 metros de construções destinadas a outros fins. O armazenamento de agrotóxicos devem estar situados a mais de 30 metros das habitações e os produtos tóxicos também devem ter acesso restrito apenas aos trabalhadores que sejam capacitados ao manuseio, duas orientações que não eram cumpridas em Conceição de Rio Verde. Frei Xavier Plassat relembra que o contato direto com os agrotóxicos causam graves problemas à saúde: “o pior é que se impõe ao trabalhador, não somente trabalhar o dia todo com o veneno, sem proteção, mas, à noite, deitar-se em uma rede que está em um armazém de produtos tóxicos ou em cima das fezes dos animais ou na fumaça da carvoaria. Há uma forma de se comportar da parte de certos empregadores que está realmente além do limite tolerado. Passam de um limite de tolerância que ninguém devia ultrapassar, muito menos o ministro do Trabalho.” Café certificado, trabalho precarizado O Brasil é responsável por plantar aproximadamente um terço de todo o café consumido no mundo. Apesar de ter produções certificadas, um estudo feito pela ONG Repórter Brasil em 2016, mostrou que fazendas de café brasileiras violam direitos dos trabalhadores, submetidos a trabalhos informais e irregularidades no uso de agrotóxicos. O relatório Monitor: Café certificado, trabalhador sem direitos analisou os bastidores da produção dos grãos em Carmo de Minas (MG) e Jesuânia (MG). Ambos cafezais são consideráveis “sustentáveis” e já detiveram os principais selos de boas práticas em operação no país: UTZ, Rainforest Alliance e Certifica Minas. Além do emprego de mão de obra informal, a Repórter Brasil identificou diversos tipos de infrações trabalhistas, entre elas o pagamento inferior à metade do salário mínimo, o não pagamento de benefícios previstos por lei, descontos indevidos nos salários e o desrespeito às normas para uso de agrotóxicos. A ONG dinamarquesa Danwatch também
Miguel Corrêa ganha de Paulo Guedes a queda de braço dentro do PT

Fernando Pimentel optou pela candidatura do deputado federal Miguel Corrêa Júnior O deputado federal foi o indicado para ocupar segunda vaga ao Senado na chapa do PT, ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff O Partido dos Trabalhadores anunciou na noite desta quinta-feira, 16, o nome deputado federal Miguel Corrêa Júnior (PT) para ocupar a segunda vaga na disputa pelo Senado junto da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O ex-prefeito Marcio Lacerda estava sendo cotado para a vaga. Na quarta-feira, data limite para o registro da chapa, o Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais, registrou o nome de Jorge Luna, o Jorginho, tesoureiro do PT estadual e chefe de Gabinete do Reginaldo Lopes, apenas pra segurar a vaga, já que a lei permite que os partidos substituam os candidatos até 20 dias antes da eleição, portanto, até 17 de setembro. Porém, o ex-prefeito da capital mineira declinou do convite. O deputado Paulo Guedes articulou para ser candidato ao Senado, caso o ex-prefeito de BH recusasse do convite, mas o diretório estadual do PT preferiu optar pela candidatura do deputado federal Miguel Corrêa Júnior, que esteve à frente da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia no governo de Fernando Pimentel, com o apoio do próprio governador.
Professora do Instituto Federal de Montes Claros é denunciada por racismo

Docente diz que a natureza é justa e mandou os negros para a África, onde o sol era forte e os brancos para onde não tinha sol, e que o racismo é coisa desnecessária. Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial repudiou dizendo ser inaceitável este tipo de comentário, bem como o Núcleo de estudos, pesquisa e extensão afro-brasileiros e indígenas do IFNMG, que tamém criticou este fato e pediu respeito. Além da direção do IFNMG, do campos Montes Claros, que informou que repudia de forma veemente qualquer tipo de discriminação A professora Uraci Maria da Silva, do Instituto Federal de Montes Claros teria feito comentários racistas contra um aluno F.R.O.J, de 17 anos, que cursa o 3°ano de Informática. Ele denunciou o caso junto ao Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão Afro-brasileira e Indígena – NEABI; na Coordenadoria das Políticas de Promoção da Igualdade Racial e no Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, além de ter feito Boletim de Ocorrência policial. Segundo o educando, a docente diz que “a natureza é justa e mandou os negros para a África, onde o sol era forte e os brancos para onde não tinha sol, e esse pessoal da esquerda fica implicando com coisas desnecessárias”. Diante deste comentário racista da professora, o adolescente disse ter ficado constrangido e envergonhado O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial repudiou o fato, alegando que o racismo persiste em oprimir a presença dos negros em todos os espaços. “Lamentavelmente, o racismo é um dos tipos de discriminação ainda presentes no Brasil, porque nossa formação colonial escravista deixou de herança uma abominável e inaceitável ideia de inferioridade dos negros. Apesar de injuria racial ser considerado crime e de termos conquistados políticas importantes nos últimos anos fruto da luta do movimento negro, como as ações afirmativas que tem promovido o acesso de muitos negros a universidade e o estatuto da igualdade racial, o racismo persiste em oprimir a presença dos negros em todos os espaços”, comentou o presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Montes Claros, Sérgio Fabiano Ferreira, o Gu Ferreira.Segundo ele, esta não teria sido a primeira vez que Uraci Maria da Silva é acusada de fazer comentários racistas contra alunos. “No ano passado, uma aluna deste Instituto Federal também denunciou que sofreu comentários racistas desta mesma professora, mas o caso teria sido abafado”, disse Gu Ferreira O Núcleo de estudos, pesquisa e extensão afro-brasileiros e indígenas – NEABI-IFNMG/Campos Montes Claros também criticou este comentário racista da docente. “O NEABI repudia quaisquer manifestações racistas e preconceituosas e reafirma seu compromisso com a liberdade e a diversidade conclamando a comunidade escolar do IFNMG a se unir a nós no grito de RESPEITO que ecoe permanentemente”.Veja abaixo, a nota de repúdio do NEABI. Também em nota o Diretor-Geral do Campus Montes Claros, Prof. Renato Cota, disse que o IFNMG prima pela diversidade, aceitação, inclusão, diálogo e respeito, independente da cor, opção sexual, gênero, religião, classe social ou etnia e repudia de forma veemente qualquer tipo de discriminação, tomando sempre todas as medidas cabíveis para investigar as denúncias feitas por membros da nossa comunidade escolar. Nota de Esclarecimento do IFNMG “Em todo seu processo de ensino-aprendizagem, o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) – Campus Montes Claros prima pela diversidade, aceitação, inclusão, diálogo e respeito, independente da cor, opção sexual, gênero, religião, classe social ou etnia e repudia de forma veemente qualquer tipo de discriminação, tomando sempre todas as medidas cabíveis para investigar as denúncias feitas por membros da nossa comunidade escolar. Ressalta-se que o Campus Montes Claros promove corriqueiramente diversas atividades que visam promover a inclusão e a reflexão, contando, inclusive, com setores que se dedicam integralmente a ações desta natureza, como é o caso do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), o Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE), o Núcleo Pedagógico e o Núcleo de Assuntos Estudantis e Comunitários (NAEC), os quais contam com servidores como docentes, pedagogos, técnicos em assuntos educacionais, assistente de alunos, assistente social, psicólogo, médico, dentista, nutricionista e intérprete de libras” A professora Uraci Maria da Silva ainda não respondeu nossos contatos. O Em cima da notícia editará esta postagem assim que receber sua versão, que deverá ser enviadas pelo e-mail: noticias@emcimadanoticia.com
Paulo Guedes poderá disputar o Senado na chapa de Pimentel

O nome do deputado estadual e candidato a deputado federal Paulo Guedes (PT) vem ganhando força para ocupar a segunda vaga para senador na chapa do governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Fernando Pimentel (PT), depois que o ex-ministro de Lula, Patrus Ananias declinou do convite. A primeira vaga da coligação já está assegurada à ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O nome de Paulo Guedes teria sido indicado para a vaga pala própria ex-presidenta Dilma Rouseff sob a justificativa de que o parlamentar exerce uma forte liderança no Norte de Minas, onde teve uma boa votação na última eleição, sendo o mais votado do Estado. Amanhã (quarta-feira -15) é o último dia para os registros das chapas, e o nome de Paulo Guedes na disputa pelo Senado, poderá ser a novidade. PG já teria dado o sim. Caso Guedes aceite o desafio, Virgílio Guimarães seria seu substituto, deixando de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas para candidatar a deputado federal. E para deputado estadual, o candidato de Paulo Guedes seria o ex-diretor do Idene, Ricardo Campos.
Pimentel: só a vitória do campo progressista evita a convulsão social

Em Minas Gerais e no País, o eleitor vai escolher entre o Brasil de Lula, da esperança, e o golpismo, afirma o governador, candidato à reeleição A agitação dos assessores políticos perturbava o clima bucólico nos arredores da ampla recepção do Palácio das Mangabeiras, a residência oficial dos governadores mineiros, de estilo modernista, construída nos anos 1950 a mando de Juscelino Kubitschek. Mais de 12 horas após o fim da convenção do PT que confirmou a candidatura à reeleição de Fernando Pimentel, detalhes cruciais ainda não estavam resolvidos. Quem seria o vice? Quem ocuparia, ao lado de Dilma Rousseff, a outra vaga ao Senado na chapa? O PSB, conforme acertado nacionalmente, conseguiria demover o ex-prefeito Marcio Lacerda da intenção de entrar na Justiça para manter seu nome na disputa estadual? O MDB iria ou não integrar a aliança? Atento às negociações, o governador esforçou-se por cerca de uma hora, durante a entrevista, para se manter distante das conversas. Os sérios problemas de caixa do governo, herdados, afirma, dos anos do PSDB e agravado pela crise econômica nacional, não o desanimam. Ele se diz confiante na vitória em outubro, afirma nunca ter pensado em desistir de concorrer e acredita que, em Minas Gerais e no País, a polarização será novamente fundamental na decisão do eleitor. Os brasileiros, afirma, vão escolher entre o Brasil de Lula e a turma de Temer, dos tucanos e do Centrão. CartaCapital: O senhor, desde o início da gestão, enfrenta problemas: a Operação Acrônimo, a situação fiscal do estado que levou ao atraso dos salários dos servidores… O que o anima a disputar a reeleição? Fernando Pimentel: Entrei na militância política 50 anos atrás, em 1968. Naquele tempo era mais difícil, pois vivíamos em uma ditadura. O meu lado era o da juventude, da busca da liberdade, da igualdade social. Há 50 anos estou desse lado. Nunca houve dúvidas a respeito da minha identidade política e ideológica. Sou desse campo e morrerei nele. Governo o segundo ou terceiro estado em importância política. Os mineiros acham que é o primeiro (risos)… Não vou abandonar o barco em um momento delicadíssimo da vida brasileira. Tenho compromisso com essa luta e ela vai ficar muito explícita. As eleições de outubro, em todos os níveis, serão uma disputa de campos políticos. CC: Reformulo a pergunta: os dois últimos anos foram muito difíceis e nada indica que os próximos quatro serão mais fáceis, do ponto de vista fiscal e de gestão. O que o senhor tem a oferecer aos eleitores mineiros? FP: Vou trabalhar com ao menos três ideias. Primeiro, dizer a verdade. É o que faço desde o início. O estado está quebrado, assim o herdamos. Ele tem um problema estrutural gravíssimo, semelhante ao de outras unidades da federação e da União, que precisa ser resolvido. CC: Qual? FP: A Previdência do setor público. Falarei disso mais adiante. A segunda ideia é mostrar para a população que somos diferentes. Tomo aqui a expressão do Lula: nunca antes na história deste estado houve um governo do campo democrático e popular como o meu. Governamos para e com os mineiros. Criamos mecanismos de consulta que funcionam e têm mudado a realidade estadual. Somos uma administração de diálogo e participação. CC: As pesquisas de opinião não lhe são favoráveis. FP: Não falo aqui de pesquisas de opinião. Falo da grande decisão em 7 de outubro, quando os eleitores irão às urnas. O eleitor vai decidir entre um governo que, apesar das dificuldades, abre as portas aos cidadãos ou um outro modelo, tradicional, que nunca deu bola para as demandas populares ou regionais. Por fim, vou fazer uma disputa de definição de campos. Os cidadãos, imagino, levarão em conta a divisão das forças políticas. De um lado estão aqueles que lutam por um Brasil democrático e solidário… O Brasil do Lula. Do outro estão Michel Temer, os tucanos, o Centrão. A polarização terá um grande peso na decisão de votos. Não é o PT que estimula o “nós” contra “eles”. Foi o povo que estabeleceu a diferença. Anastasia e Aécio são siamesesCC: O senador Aécio Neves desistiu da reeleição para disputar uma vaga de deputado federal, uma maneira de ter uma atuação mais discreta e não atrapalhar Antonio Anastasia. A estratégia será expor essa relação? FP: Não estou muito preocupado com a estratégia dos adversários. Vou fazer uma campanha de proposição, baseada, como disse, na verdade, no modelo e no campo político. A identificação do Anastasia com Aécio é automática. São quase siameses, unha e carne. O Anastasia era o grande gestor dos governos do Aécio. Esteve à frente de todas as decisões. Não há como ele se eximir. Eu estou com o Lula, com a Dilma, candidata ao Senado no estado. O grande aliado do Anastasia quer ficar oculto. Tenta-se, como afirmou o Lula, cozinhar um “escondidinho de tucano”. Mesmo oculto, todos os mineiros sabem quem ele é: o senador Aécio Neves. CC: Como resolver o déficit da Previdência pública? FP: Em Minas Gerais, quando se retiram da conta do orçamento os gastos com a Previdência pública, há um superávit de 8 bilhões de reais. Arrecadamos de 5 bilhões a 5,5 bilhões de reais em contribuições previdenciárias, mas pagamos 21 bilhões em aposentadorias. Ou seja, o buraco é de 16 bilhões de reais. O que era um superávit de 8 bilhões vira um déficit de 8 bilhões de reais. Em resumo, o saldo negativo das contas em Minas é totalmente produzido pela Previdência dos funcionários. Há um problema de mérito que precisaria ser discutido com a sociedade. CC: Qual? FP: Quem paga impostos acha que o dinheiro vai para a escola do filho, para o posto de saúde, mas não. Ele cobre esse déficit das aposentadorias. Acontece o mesmo na União. Só que o governo federal emite títulos e transforma o rombo em dívida. No caso dos estados, vira atrasos de pagamento. Deixamos de pagar fornecedores, professores, médicos… Precisamos de um modelo em que o pagamento dos aposentados não dependa mais do Tesouro.
Amor roxo, pois sim… Aécio Neves e Anastasia juntos e misturados

JN DESTACA ESCÂNDALO SOBRE ANASTASIA E AÉCIO – O senador Antônio Anastasia, candidato do PSDB e outras 11 legendas ao governo de Minas, recebeu neste sábado o que não queria: cinco minutos cravados no Jornal Nacional e outro tanto no Jornal Hoje, da Rede Globo, ligando-o ao senador Aécio Neves e a um novo escândalo revelado pela Operação Lava-Jato. Nas duas matérias, a Rede Globo mostra, em dois momentos, Aécio falando ao ouvido de Anastasia, ao que se deduz já no Congresso Nacional, e numa outra o candidato ao governo de Minas em close. Nas duas matérias, na verdade uma repetindo a outra, Anastasia é apontado pelo repórter Wladimir Neto como participante de um esquema em que o marqueteiro de Aécio na sua candidatura à presidência da República, Paulo Vasconcelos, forja um contrato de assessoramento à Odebrecht para desviar dinheiro para a campanha de Anastasia ao governo do Estado, em 2010, quando derrotou o candidato do PMDB, Hélio Costa. Segundo Wladimir Neto, baseando-se em dois delatores da Odebrecht, um deles, Sérgio Leite Neves, autor do contrato, Paulo Vasconcelos não prestou os serviços pelos quais cobrou, em 12 parcelas de R$150.00,00, exatos R$1.800 mil, preço sete vezes maior do que o cobrado por uma outra empresa que já havia feito o projeto, com o adendo de que o serviço contratado não foi prestado. A matéria divulgada tanto pelo jornal Hoje como pelo Jornal Nacional é uma daquelas notícias que faziam com que Anastasia rezasse para que o ainda senador Aécio Neves deixasse de disputar a eleição este ano e que, meses atrás, o candidato tucano à presidência da República, Geraldo Alckmin, sugeriu publicamente que o ex-governador de Minas, Aécio, desistisse de concorrer a qualquer cargo em outubro. As duas matérias não só apresentam imagens de Anastasia assentindo com a cabeça à fala de pé de ouvido de Aécio, transformado em opróbrio em Minas Gerais, dadas as denúncias que pesam contra ele no Supremo Tribunal Federal, como ligam o candidato do PSDB, segundo o repórter Wladimir Neto, a um escândalo que está sendo apurado pela Polícia Federal, quando ninguém desconhece em Minas que feito novamente candidato agora, Anastasia é cria de Aécio, de quem foi vice-governador e ocupante de várias secretarias durante o seu governo. Anastasia, aliás, é citado por um outro delator da Lava jato, um policial federal de apelido Careca, que o teria identificado como o personagem a quem ele teria entregue um pacote de dinheiro com um milhão de reais, nessa mesma época em que ele disputava contra Hélio Costa o governo de Minas. Na época, em 2015, Anastasia disse desconhecer o policial ou o doleiro Alberto Yousseff, que teria mandado o dinheiro, e se mostrou indignado pelo envolvimento de seu nome no propinoduto da Odebrecht. Na época, o STF não homologou a delação premiada contra Anastasia. Ontem, também, tanto Aécio Neves como Paulo Vasconcelos, assim como Anastasia, todos negaram qualquer envolvimento no esquema financeiro da Odebrecht. Anastasia disse que nunca tratou de assuntos ilícitos com quem quer seja. O fato é que as imagens de Anastasia com Aécio serão inevitavelmente exibidas pelos adversários do candidato da coligação “Reconstruindo Minas”, que, por sinal, fez na sexta-feira o registro de sua chapa no TRE mineiro, com o deputado da bancada ruralista Marcos Montes de vice, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Dinis Pinheiro, como senador e como seu companheiro de disputa o deputado Rodrigo Pacheco, que até a semana passada se colocava como candidato ao governo do Estado, até ser demovido pelo deputado Rodrigo Maia a aderir à chapa de Anastasia. A matéria do Jornal Nacional de sábado tem tudo para causar estragos na imagem do senador e agora candidato ao governo de Minas, não só pela sua relação com Aécio, mas sobretudo por que o cita como beneficiário de uma propina de R$1.800 mil.