Cleitinho lidera disputa eleitoral para governo de Minas, aponta Quaest

Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) aponta que políticos de direita lideram a corrida pelo governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O senador Cleitinho (Republicanos) desponta como o favorito, com 26% das intenções de voto. Na segunda posição está o deputado federal e ex-governador Aécio Neves (PSDB), que aparece com 15%. A diferença entre os dois é de nove pontos percentuais. Alexandre Kalil (Republicanos), ex-prefeito de Belo Horizonte, surge logo em seguida, com 14%, enquanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), registra 7%. A pesquisa apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, conforme informado pelo instituto. O levantamento reflete o atual cenário político mineiro, com uma ampla vantagem para Cleitinho na disputa pelo Executivo estadual.
Desembargador do TJMG é afastado por 60 dias após denúncias de nepotismo

Reportagem do jornalista Frederico Vasconcelos, publicada nesta terça (11), na Folha de São Paulo, revelou detalhes do processo que levou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a aplicar uma sanção disciplinar ao desembargador Alexandre Victor de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O magistrado foi afastado por 60 dias após ser acusado de negociar a nomeação de familiares como funcionários públicos fantasmas e propor um esquema de “rachadinha” que também beneficiaria sua sogra. A decisão do CNJ, tomada por unanimidade na última terça-feira (10), determinou a disponibilidade do magistrado, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, uma pena considerada branda por especialistas da área jurídica. Entre as possíveis punições previstas, estão advertência, censura, remoção compulsória, aposentadoria compulsória e demissão, mas o colegiado optou pelo afastamento temporário. Interceptações telefônicas autorizadas judicialmente expuseram diálogos em que Alexandre manifestava a intenção de direcionar os benefícios financeiros das nomeações ao núcleo familiar. A relatora do caso, juíza federal Daniela Madeira, destacou que as ações configuram graves violações à Lei Orgânica da Magistratura Nacional e ao Código de Ética dos Magistrados. Ela também confirmou que os fatos chegaram ao conhecimento da corregedoria do CNJ por meio da reportagem da Folha. Entre os elementos investigados, está a nomeação de Guilherme Souza Victor de Carvalho, filho do desembargador, para um cargo comissionado na Câmara Municipal de Belo Horizonte, enquanto sua esposa, Andreza Campos Victor de Carvalho, assumiria uma função na Assembleia Legislativa. Diálogos gravados pela Polícia Federal mostraram Alexandre sugerindo que sua sogra também participasse do esquema, recebendo uma parte dos salários. O subprocurador-geral da República José Adônis Callou de Sá reforçou que a rejeição da denúncia criminal pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) não impede a sanção disciplinar do CNJ. Ele classificou os diálogos gravados como condutas incompatíveis com a função de magistrado. Apesar da defesa de Eugênio Aragão, advogado do desembargador, que alegou nulidade das interceptações telefônicas, o STJ já havia rejeitado essa tese no julgamento da Ação Penal 957. A relatora do caso leu trechos das conversas, que comprovam as irregularidades.
Servidores do Estado reivindicam semana com quatro dias em home office

Sindicatos alegam economia de até R$ 308,7 milhões por ano, mas Estado contesta cálculo; várias secretarias já decretaram regime presencial em parte da jornada Durante o mês de novembro deste ano, ao menos 11 resoluções foram publicadas por secretarias do Estado de Minas Gerais determinando que os servidores públicos só poderiam fazer um dia de teletrabalho na semana em algumas das pastas, e dois dias de teletrabalho em outras. Antes das portarias, os servidores podiam fazer entre três e cinco dias de teletrabalho por semana a depender da atividade que executassem. Diante das novas determinações do governo de Minas, um movimento que reúne 19 sindicatos e entidades representativas do funcionalismo tenta reverter as mudanças decretadas pelo Executivo. Os sindicatos afirmam, inclusive, que já foi externado pelo governo do Estado, nos bastidores, que, a partir de janeiro, haveria volta para 100% presencial na administração do Executivo – o que o governo de Romeu Zema (Novo) não confirma, mas também não nega. O “Movimento Teletrabalho MG” reúne cerca de 1,5 mil servidores públicos do Executivo, segundo os sindicatos, e a proposta colocada na mesa é que ao menos quatro dias sejam em home office e apenas um deles em regime presencial, também a depender da função do servidor. Em nota, o governo do Estado afirmou que a resolução da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) que prorroga o regime de teletrabalho permanente é publicada todo ano em setembro, e que a adesão ou não ao regime é facultativa aos órgãos e entidades estaduais por meio de resoluções específicas de cada um deles. Economia De acordo com os movimentos sindicais, haveria economia de até R$ 308,7 milhões por ano com o teletrabalho, se considerados gastos totais do Executivo com locação de imóveis, água e esgoto, cópias e reprodução de documentos e energia elétrica. O cálculo foi feito com base em todas as despesas do governo do Estado com os parâmetros no período entre 2019, quando não havia teletrabalho em todos os dias, e 2022, quando houve teletrabalho integral devido à pandemia de Covid-19. O governo, contudo, em resposta a um pedido de informação via Lei de Acesso à Informação (LAI) concedido aos sindicatos, indicou uma economia significativamente menor, na ordem de R$ 6,2 milhões por mês em 2023, quando havia regime misto de teletrabalho, e R$ 5,4 milhões por mês em 2022, levando em consideração também os gastos com locação de imóveis, água e esgoto, cópias e reprodução de documentos e energia elétrica. Sobre os valores apresentados via LAI para a economia gerada pelo teletrabalho na estrutura do governo, o Estado diz que, embora seja possível realizar a comparação dessas despesas antes e após a adoção do teletrabalho no Poder Executivo, como feito pelos sindicatos, “a apuração das variações que estão diretamente relacionadas ao teletrabalho é complexa”. Isso porque, segundo o governo, “outras políticas e ações, implementadas de forma concomitante, também geram reflexos sobre as despesas de custeio, como a otimização do uso de espaços e a coabitação de órgãos e entidades, o uso intensivo do Sistema Eletrônico de Informações (Sei!) e a digitalização de documentos”, diz a nota. “Dessa forma, informamos na resposta ao pedido via LAI as despesas de custeio empenhadas tanto na Cidade Administrativa quanto nos órgãos/entidades instalados fora que foram autorizados a adotar o teletrabalho”, completa. Sindicalista cobra mais diálogo com Executivo Núbia Dias, diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), entidade que começou o movimento pelo teletrabalho, afirmou que há “muita dificuldade” no diálogo com o governo de Romeu Zema (Novo) e diz que as 11 resoluções foram publicadas sem discussão com os trabalhadores. De acordo com ela, um ofício foi encaminhado ao governador e à Seplag para que uma reunião seja marcada com as entidades a fim de se discutir o tema. O governo do Estado, no entanto, não respondeu se há previsão para isso ocorrer. “O teletrabalho é eficiente, evita intercorrências do trânsito, acidentes com servidores, que podem impedir a execução do trabalho, além de poder ter uma economia enorme”, defendeu Núbia. A sindicalista afirmou ainda que seria um desperdício de dinheiro público insistir no trabalho 100% presencial ou majoritariamente presencial devido ao investimento já feito pelo Estado com equipamentos para que os servidores pudessem realizar suas funções de casa. No entanto, apesar de a intenção dos sindicatos ser que haja regime de teletrabalho em quatro dias e apenas um presencial, Núbia diz que as entidades estão abertas ao diálogo com o governo para se chegar a um meio termo. Um servidor, que preferiu não ser identificado, afirmou que o teletrabalho não é “uma folga” e disse que o trabalhador acaba assumindo custos com o regime. “Com o teletrabalho, o servidor assina um termo que determina prazos para reuniões presenciais, um prazo para deslocamento, informa que ele possui, por sua conta, internet e celular onde for trabalhar. É longe de ser uma folga, pelo contrário”, explicou. Falha nos elevadores quase ‘esvaziou’ Cidade Administrativa Com problemas acumulados desde novembro do ano passado, os elevadores da Cidade Administrativa, que já voltaram a funcionar desde o início de novembro deste ano, fizeram com que cerca de 8.000 servidores do Estado, que trabalhavam nos prédios Minas e Gerais, tivessem que cumprir o regime de home office integralmente durante meses. As falhas nos equipamentos foram inicialmente detectadas em novembro de 2023, durante uma manutenção de rotina no prédio Minas e, como medida de segurança, todos os elevadores sociais do edifício foram interditados. Então, os elevadores privativos foram disponibilizados para uso comum dos trabalhadores à época. Em maio de 2024, um laudo de perícia realizado na Cidade Administrativa apontou que os pilares metálicos dos contrapesos dos elevadores não foram chumbados de acordo com o projeto. Isso resultou em um espaço vazio entre a viga de concreto armado e as chapas de fixação dos pilares, provocando um efeito de “pino”. Os problemas identificados acabaram por suspender o trabalho presencial dos servidores dos prédios Minas e Gerais. Os 54 elevadores nas duas principais estruturas da sede
Diamantina Natalina: Um Natal da Mineiridade, Magia e Fé

Entre os dias 06 e 21 de dezembro de 2024, a cidade de Diamantina, em Minas Gerais, será o palco de um dos eventos mais vibrantes da temporada natalina: o projeto “Santa Fé – Diamantina Natalina”, uma realização da Prefeitura de Diamantina e do Governo de Minas Gerais, com o patrocínio da Cemig. A magia do Natal promete transformar a cidade em um espetáculo de luzes, música, teatro e mineiridade, convidando moradores e turistas a vivenciarem momentos especiais e inesquecíveis. A abertura do evento é um convite a todos para se conectarem com a rica cultura da cidade permeada entre a fé, musicalidade, a mineiridade e ainda as tradições do Natal. Um cortejo instrumental marca a chegada do Papai Noel para uma das experiências mais aguardadas, a Casa do Papai Noel, que será montada no Largo Dom João, entre os dias 08 e 15 de dezembro, se destacando como um espaço para as crianças estarem com o bom velhinho para fotos e se divertirem com contação de histórias. Durante a comemoração, as praças e ruas de Diamantina estão adornadas com muitas luzes de Natal, criando uma atmosfera mágica e acolhedora onde o público irá se encantar com uma programação gratuita para todas as idades. Na cidade conhecida pela musicalidade e receptividade, não poderia faltar a tradicional Vesperata da Rua da Quitanda, que será realizada no dia 14 de dezembro em edição especial adaptada a “Natalrata Concert”, com a participação de grupos locais, artistas convidados e a presença simbólica de Juscelino Kubitschek em homenagem ao ex-presidente diamantinense representante nacional do progresso e fundador da Cemig, reforçando a conexão da cidade com sua história e suas raízes. As atrações não param por aí, apresentações musicais, cortejo musical, concertos nas igrejas e teatros, com espetáculos natalinos e folclóricos irão contagiar a todos celebrando o espírito natalino. Além disso, o “Cinema na Praça” proporcionará exibições de filmes clássicos de Natal, criando um ambiente ao ar livre perfeito para momentos de confraternização.Melhores ofertas em auscultadores O projeto concretizado por meio da JH Eventos, especialista em projetos culturais, partiu de um trabalho conjunto do Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ricardo Luiz Santos e da gestora cultural da empresa, Huemara Neves. O secretário, compartilhou sua alegria com o início do projeto: “Diamantina é uma cidade singular, repleta de encantos e tradições que nos conectam às nossas raízes. Durante esta festividade, teremos a oportunidade de vivenciar o calor humano dos mineiros, suas histórias fascinantes e a musicalidade que ecoa em cada canto desta terra. A tradição do Natal em Diamantina é marcada pelo amor, pela união e pela esperança. Aqui, cada luz acesa nas praças representa um desejo realizado; cada canção entoada pelas bandas é uma celebração da nossa cultura rica. Convidamos todos vocês a se juntarem a nós nesta jornada mágica. Venham sentir a energia contagiante da nossa gente! Porque sim, Diamantina está na moda – não apenas por sua beleza natural, mas pela sua capacidade infinita de encantar!” A Cemig é a maior incentivadora de cultura em Minas Gerais e uma das maiores do país. Ao longo de sua história, a empresa reforça o seu compromisso em apoiar as expressões artísticas existentes no estado, de maneira a abraçar a cultura do estado em toda a sua diversidade. Além de fortalecer e potencializar as diferentes formas de produção artística, a Cemig se apresenta, também, como uma das grandes responsáveis por atuar na preservação do patrimônio material e imaterial, da memória e da identidade do povo mineiro. Acompanhe a programação gratuita e eventos com acessibilidade em libras pelo instagram @diamantina_natalina.
Cemig leiloa usinas por R$ 52 milhões sem autorização legislativa

Nesta quinta-feira (5/12), a Cemig realizou o leilão de um lote único composto por três usinas hidrelétricas e uma pequena central hidrelétrica (PCH), arrematado pela empresa Âmbar Energia por R$ 52 milhões. O valor representa um ágio de 78,79% em relação ao preço mínimo definido no edital, que era de R$ 29,085 milhões. O lote leiloado inclui as usinas Martins, Sinceridade, Marmelos e a PCH Machado Mineiro, com capacidade total de 14,8 MW. A realização do leilão, no entanto, ocorre em um contexto controverso. Tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei enviado pelo governador Romeu Zema que busca autorização para a privatização da Cemig. O projeto, amplamente debatido e com forte oposição, não foi aprovado e tem grande chance de ser rejeitado pelos parlamentares. Essa situação gera questionamentos sobre a legalidade do leilão, que, segundo críticos, atropela a competência do Poder Legislativo mineiro. Apesar da ausência de autorização legislativa, a direção da Cemig celebrou o resultado do leilão. O presidente da companhia, Reynaldo Passanezi Filho, destacou que os recursos obtidos serão aplicados no maior programa de investimentos da história da estatal. “Desde 2020, a Cemig já desinvestiu ou deixou de investir mais de R$ 12 bilhões, e esses valores estão sendo direcionados para financiar R$ 49 bilhões em melhorias até 2028. O objetivo é elevar a qualidade dos serviços prestados aos mineiros e mineiras”, afirmou Passanezi. Marcos Soligo, vice-presidente de Geração e Transmissão e de Participações da Cemig, elogiou o planejamento do edital, apontando o envolvimento de cerca de 50 profissionais na elaboração do certame. “Esse esforço coletivo garantiu o sucesso do leilão, refletido no ágio obtido e na confiança do mercado nos ativos da Cemig”, declarou. No início de 2023, a empresa concluiu a alienação de 15 PCHs, alinhada ao seu Planejamento Estratégico, que prioriza a otimização de ativos e a alocação eficiente de recursos. A Cemig tem focado seus esforços em áreas como distribuição, transmissão e geração de alta capacidade, setores onde acredita ter maior expertise. A realização do leilão sem aprovação legislativa reacendeu o debate sobre a autonomia do Poder Executivo para tomar decisões que envolvem a privatização de bens públicos em Minas Gerais. Deputados estaduais, contrários à privatização da Cemig, afirmam que o leilão desrespeita o papel da ALMG como guardiã dos interesses do estado e da população. O projeto enviado pelo governador Zema, que pede autorização para a venda da Cemig, tem enfrentado resistência significativa na Assembleia, com muitos parlamentares alegando que a privatização poderia comprometer o controle público sobre a energia elétrica, um serviço essencial para os mineiros. A falta de aprovação legislativa coloca em xeque a legitimidade do leilão e levanta dúvidas sobre a condução do processo pelo governo estadual. A direção da Cemig argumenta que os recursos arrecadados com o desinvestimento em ativos, como as usinas leiloadas, estão sendo direcionados para projetos de expansão da infraestrutura elétrica no estado. Segundo Passanezi, até o final de 2023, a companhia entregará mais de 30 subestações e construirá mil quilômetros de linhas de distribuição. A previsão é que, até 2027, sejam implantadas 200 novas subestações, aumentando em 50% a capacidade de transformação do sistema elétrico. Entretanto, a continuidade desses investimentos depende do desenrolar da relação entre o Executivo e o Legislativo. A falta de consenso sobre a privatização da Cemig e a realização do leilão sem aprovação formal podem gerar desdobramentos jurídicos e políticos que impactarão diretamente os planos futuros da companhia e do governo
Movimentos populares e parlamentares discutem privatização da Cemig e da Copasa

Audiência pública na Assembleia Legislativa discutiu o futuro das concessionárias estaduais de água e de energia Uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu, na última sexta-feira (22), a resistência contra a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A reunião aconteceu poucos dias após o governo Zema (Novo) protocolar dois projetos de lei (PL) para entregar a gestão das empresas para a iniciativa privada. O encontro foi convocado pelo deputado Leleco Pimentel (PT), contou com a presença da deputada Beatriz Cerqueira (PT) e do secretário nacional de participação social do governo federal Renato Simões, além de representantes de movimentos populares e sindicais. Durante a audiência, Wagner Xavier, assessor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua MG), afirmou que a privatização da Copasa pode criar uma crise humanitária no Estado. Falta de investimentos Para o sindicalista, a falta de investimentos na concessionária é estratégica, pois, com a precarização do serviço, o governo Zema busca ganhar o apoio da população para a venda da estatal. Wagner afirma ainda que a Copasa tem recursos suficientes para a resolução dos problemas de saneamento em Minas, contando com cerca de R$ 800 milhões em caixa e mais de R$ 1,5 bilhão em bancos de investimentos. A estratégia se repete quando se fala da concessionária de energia do Estado. Emerson Andrade Leite, coordenador-geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro/MG), denunciou durante a audiência que a Cemig lida com condições precárias, com falta de material e de mão de obra, além de trabalhadores terceirizados exercendo suas funções sem equipamentos básicos. Plebiscito Popular Entre fevereiro e maio deste ano, mais de 500 organizações populares e sindicais organizaram um plebiscito contra a privatização das empresas estatais de Minas Gerais, que contou com mais de 300 mil votos da população de mais de 100 cidades do estado. Entre os que participaram, cerca de 95% defendem que as empresas continuem públicas. Na audiência, Sabrina Moreira, do Levante Popular da Juventude, declarou que “se for preciso, vamos atrás de cada uma dessas 300 mil pessoas para mobilizar contra a privatização”, fazendo menção ao plebiscito. Leleco Pimentel reforçou dizendo que serão “300 mil nas ruas contra a privatização”.
Jarbas Soares organiza evento internacional em Bruxelas

O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, também presidente do Conselho Nacional de Procuradores Gerais do Ministério Público (CNPG), organiza um simpósio internacional em Bruxelas, na Bélgica. Segundo o colunista Frederico Vasconcelos, da Folha de São Paulo, o evento ocorrerá de 24 a 26 deste mês no hotel Steigenberger Wiltcher’s e terá como tema “A Transformação do Direito na Era Digital e Climática”. As diárias no hotel variam entre 291,34 e 1.119,34 euros, e os ingressos custam de 300 a 800 euros, dependendo da categoria dos participantes. Entre os confirmados estão o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, o procurador-geral da República Paulo Gonet e os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogério Schietti, Joel Ilan Paciornik e João Otávio de Noronha. Especialistas internacionais também estarão presentes para os debates. O evento ocorre em um momento delicado para o Ministério Público de Minas Gerais. A instituição está no processo de escolha do sucessor de Jarbas Soares, cujo mandato se encerra em breve. Nesta segunda-feira (18), os membros do MP votarão para formar a lista tríplice de candidatos ao cargo. Por conta disso, tem-se evitado comentar o evento de Bruxelas dentro do órgão, a fim de não interferir no processo eleitoral. Essa coincidência de datas e eventos tem gerado críticas internas, especialmente entre membros que questionam o foco do atual procurador-geral em iniciativas internacionais, enquanto a eleição para a liderança do MP estadual segue em andamento. Jarbas Soares afirmou que o simpósio tem como objetivo abrir oportunidades de interlocução internacional para os Ministérios Públicos estaduais, historicamente ofuscados pelo Ministério Público Federal. Ele destacou a criação de uma secretaria de assuntos internacionais no Ministério Público de Minas Gerais como um marco para “expandir horizontes”. No entanto, conforme apontado por Frederico Vasconcelos, alguns Ministérios Públicos estaduais decidiram não enviar representantes ao simpósio, argumentando que a organização de eventos não se enquadra no papel institucional do Ministério Público. O simpósio conta com patrocínio do Governo Federal, Caixa Econômica Federal, Fundação Dom Cabral e Unifenas, além de empresas privadas como PX Ativos Judiciais e Oncoclínicas & Co., de Minas Gerais. Um dos apoiadores é Lucas Prado Kallas, empresário mineiro cuja Cedro Participações financiou parte da caravana. Segundo a Folha de São Paulo, Kallas já esteve envolvido em polêmicas, incluindo sua prisão em 2008 na Operação João de Barro, da Polícia Federal. A relação entre Jarbas Soares e Kallas também gerou controvérsia. Conforme reportagem da revista “Piauí”, o procurador-geral utilizou por duas vezes o jato particular do empresário, fato que levantou questionamentos éticos. O evento é realizado em parceria com o Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (IEJA), presidido por Fabiane de Oliveira, ex-secretária-geral do STF durante a gestão de Ricardo Lewandowski. Fabiane também foi assessora-chefe do Senado durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. Frederico Vasconcelos destacou que Jarbas Soares já havia enfrentado críticas anteriormente, como em outubro, por um coquetel na Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro, que precedeu o 2º Congresso do CNPG. Apesar das controvérsias, ele defendeu sua atuação: “Sinto-me livre para fazer as coisas que acho adequadas. Dediquei 35 anos ao Ministério Público e me orgulho disso. Críticas sempre vão ocorrer”, declarou.
Governo de Minas apresenta propostas para privatização da Cemig e Copasa

RETROCESSO – Projetos de lei foram protocolados nesta quinta-feira (14), pelo vice-governador Mateus Simões (Novo) Anteriormente, Zema havia encaminhado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Legislativo para extinguir a necessidade de referendo – Elizabete Guimaraes/ALMG A gestão de Romeu Zema (Novo) encaminhou, nesta quinta-feira (14), à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), dois novos projetos de lei para privatizar as estatais Cemig e Copasa. A medida foi protocolada por Mateus Simões (Novo), vice-governador do Estado. No modelo de privatização encaminhado, chamado de ‘corporação’, Minas Gerais deixaria de ser o Estado gestor das companhias, mas as entidades não teriam um controlador definido. “Nesse momento a gente considera que os projetos estão maduros para que finalmente cheguem à Assembleia”, afirmou Mateus Simões ao entregar os PLs. “As duas companhias estatais precisam passar por um processo de modernização relevante”, continuou. Por meio de suas redes sociais, o deputado Betão (PT), presidente da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da ALMG, criticou a medida. “Nós vamos tentar impedir que esses projetos avancem, mesmo porque nós já temos experiências no mundo inteiro e aqui mesmo no Brasil de que companhia energética e de saneamento privatizada encarece as contas e não resolve os problemas”, argumentou o parlamentar. O Bloco Democracia e Luta, de oposição ao governo Zema na ALMG, também manifestou repúdio e forte preocupação aos projetos e ressaltou que ambas as propostas vão ao desencontro de tudo o que o Congresso Nacional propõe no Programa de Pleno Pagamento das Dívidas Estaduais (Propag). “Privatizar a água e a energia elétrica é um grave retrocesso para Minas Gerais. Ao transformar dois bens públicos essenciais em mercadorias, Zema coloca, mais uma vez, o governo a serviço dos interesses privados, ignorando as necessidades da população. Uma lógica perversa, que coloca os lucros acima da dignidade humana e do acesso universal a serviços básicos, um direito fundamental que precisa ser garantido a todos”, destacou o bloco, em nota. No texto, assinado pelos 20 deputados que compõem o bloco, os parlamentares chamam a atenção para os apagões que ocorreram em São Paulo, em outubro deste ano, e reforçam que esse é um alerta claro. “O desmonte das equipes de manutenção resultam em serviços precários e apagões frequentes, evidenciando a ineficácia do modelo privatizado. É esse modelo que Zema quer repetir em Minas Gerais”, acrescenta. Governador é insistente Anteriormente, Zema havia encaminhado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Legislativo para extinguir a necessidade de referendo de consulta à população para privatizar as estatais. No entanto, a medida segue na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e encontrou resistência da população mineira. Em maio deste ano, por exemplo, mais de 300 mil mineiros participaram do Plebiscito Popular em Defesa das Estatais de Minas Gerais. Desses, 95% votaram pela permanência das empresas no poder público. A consulta foi organizada por aproximadamente 500 movimentos populares e sindicais, estaduais e locais, e aconteceu em 120 municípios de todas as regiões do estado. Zema só conseguirá aprovar a privatização caso a PEC também seja aprovada. Do contrário, a ALMG deverá realizar o referendo popular.
Senador bolsonarista pede ‘revolução’ pelo fim da escala 6×1

Aliado de Nikolas, Cleitinho diverge do deputado e define como uma ‘desculpa’ o argumento de que o fim da escala 6×1 poderia quebrar a economia brasileira O senador bolsonarista Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a jornada de trabalho de seis dias. Em pronunciamento no plenário da Casa Legislativa, o parlamentar convoca os trabalhadores a fazerem um “revolução” e ressaltou as disparidades entre as condições de trabalho dos políticos e as dos cidadãos comuns. Fonte de riqueza é o trabalhador, é o empresário, é o empreendedor. Fonte de despesa, somos nós. Vocês são patrões, nós somos empregados — afirmou. Cleitinho divergiu do aliado Nikolas Ferreira (PL-MG), que não quis assinar a PEC e chegou a ser alvo de críticas de apoiadores por conta do posicionamento. O bolsonarista ressaltou que políticos trabalham por 151 dias ao ano, enquanto o trabalhador médio atua por 264 dias. Já os dias de descanso dos parlamentares chega a 214 — mais que o dobro dos 101 dias da outra parcela da sociedade. Cleitinho também destacou que o salário mínimo atual de R$ 1.412 é muito abaixo dos R$ 40 mil recebidos pelos políticos. O parlamentar enfatizou que a classe política também possui benefícios próprios como carro oficial, motorista, plano de saúde vitalício e auxílios diversos, como o paletó. O parlamentar define como uma “desculpa” o argumento de que o fim da escala 6×1 poderia quebrar a economia brasileira e destaca que o país sofre com a corrupção há muito tempo. O senador propõe uma mobilização nacional de apoio à PEC e sugere que, caso a escala não possa ser eliminada, os políticos deverão adotar o mesmo regime de trabalho. A discussão sobre o fim da jornada de trabalho 6 por 1 começou a partir de uma articulação nas redes sociais pelo balconista Rick Azevedo. No ano passado, ele publicou um vídeo no TikTok onde falava do esgotamento com o trabalho numa farmácia. A publicação viralizou e mobilizou trabalhadores, com 1,4 milhão de assinaturas no o Movimento VAT (Vila Além do Trabalho). Nas eleições deste ano, Azevedo acabou se tornando o vereador do Rio mais votado pelo PSOL, sendo o 12º na colocação geral no pleito. A ideia ganhou o apoio da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que no dia 1º de maio, o Dia do Trabalhador, apresentou no Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que sugere a redução das horas de trabalho. O endosso passou de 71 para 194 parlamentares, segundo a assessoria da parlamentar. Pela legislação em vigor, a carga horária de trabalho no Brasil prevê um expediente de até oito horas diárias e 44 horas por semana. Erika Hilton propõe que o limite caia para 36 horas semanais, sem alteração na carga máxima diária de oito horas e sem redução salarial. Veja quais deputados já assinaram 1. Erika Hilton (PSOL-SP) 2. Reginete Bispo (PT-RS) 3. Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) 4. Túlio Gadêlha (Rede-PE) 5. Lindbergh Farias (PT-RJ) 6. Fernando Rodolfo (PL-PE) 7. Orlando Silva (PCdoB-SP) 8. Talíria Petrone (PSOL-RJ) 9. Jandira Feghali (PCdoB-RJ) 10. Chico Alencar (PSOL-RJ) 11. Célia Xakriabá (PSOL-MG) 12. Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) 13. Glauber Braga (PSOL-RJ) 14. Tarcísio Motta (PSOL-RJ) 15. Jorge Solla (PT-BA) 16. Saullo Vianna (União Brasil-AM) 17. Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) 18. Douglas Viegas (União Brasil-SP) 19. Luiza Erundina (PSOL-SP) 20. Luizianne Lins (PT-CE) 21. Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) 22. Meire Serafim (União Brasil-AC) 23. Duda Salabert (PDT-MG) 24. Dandara (PT-MG) 25. Antônia Lúcia (Republicanos-AC) 26. Stefano Aguiar (PSD-MG) 27. Rogério Correia (PT-MG) 28. Ivan Valente (PSOL-SP) 29. Marcos Tavares (PDT-RJ) 30. Padre João (PT-MG) 31. Vicentinho (PT-SP) 32. Daiana Santos (PCdoB-RS) 33. Nilto Tatto (PT-SP) 34. Ana Pimentel (PT-MG) 35. Guilherme Boulos (PSOL-SP) 36. Fernanda Melchionna (PSOL-RS) 37. Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) 38. Marcon (PT-RS) 39. André Janones (Avante-MG) 40. Denise Pessôa (PT-RS) 41. Carol Dartora (PT-PR) 42. Célio Studart (PSD-CE) 43. Natália Bonavides (PT-RN) 44. Alfredinho (PT-SP) 45. Kiko Celeguim (PT-SP) 46. Juliana Cardoso (PT-SP) 47. Maria Arraes (Solidariedade-PE) 48. Márcio Jerry (PCdoB-MA) 49. Patrus Ananias (PT-MG) 50. Yandra Moura (União Brasil-SE) 51. Fernando Mineiro (PT-RN) 52. Gleisi Hoffmann (PT-PR) 53. João Daniel (PT-SE) 54. Camila Jara (PT-MS) 55. Washington Quaquá (PT-RJ) 56. Luiz Couto (PT-PB) 57. Dimas Gadelha (PT-RJ) 58. Lídice da Mata (PSB-BA) 59. Tadeu Veneri (PT-PR) 60. Odair Cunha (PT-MG) 61. Waldenor Pereira (PT-BA) 62. Reimont (PT-RJ) 63. Miguel Ângelo (PT-MG) 64. Rubens Otoni (PT-GO) 65. Paulão (PT-AL) 66. Leonardo Monteiro (PT-MG) 67. Erika Kokay (PT-DF) 68. Maria do Rosário (PT-RS) 69. Alice Portugal (PCdoB-BA) 70. Benedita da Silva (PT-RJ) 71. Merlong Solano (PT-PI) 72. Pedro Campos (PSB-PE) 73. Paulo Guedes (PT-MG) 74. Jack Rocha (PT-ES) 75. Socorro Neri (PP-AC) 76. Bacelar (PV-BA) 77. Jilmar Tatto (PT-SP) 78. Reginaldo Lopes (PT-MG) 79. Prof. Reginaldo Veras (PV-DF) 80. Duarte Jr. (PSB-MA) 81. Welter (PT-PR) 82. Valmir Assunção (PT-BA) 83. Carlos Zarattini (PT-SP) 84. Delegada Katarina (PSD-SE) 85. Ana Paula Lima (PT-SC) 86. Thiago de Joaldo (PP-SE) 87. Pedro Uczai (PT-SC) 88. Rafael Brito (MDB-AL) 89. Josenildo (PDT-AP) 90. Laura Carneiro (PSD-RJ) 91. José Airton Félix Cirilo (PT-CE) 92. Rubens Pereira Júnior (PT-MA) 93. Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) 94. Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) 95. Max Lemos (PDT-RJ) 96. Ruy Carneiro (Podemos-PB) 97. Joseildo Ramos (PT-BA) 98. Helder Salomão (PT-ES) 99. Florentino Neto (PT-PI) 100. Clodoaldo Magalhães (PV-PE) 101. Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT) 102. Bruno Farias (Avante-MG) 103. Carlos Veras (PT-PE) 104. Airton Faleiro (PT-PA) 105. Elisangela Araujo (PT-BA) 106. Ricardo Ayres (Republicanos-TO) 107. Alencar Santana (PT-SP) 108. Bohn Gass (PT-RS) 109. Vander Loubet (PT-MS) 110. Daniel Almeida (PCdoB-BA) 111. Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) 112. Dilvanda Faro (PT-PA) 113. Moses Rodrigues (União Brasil-CE) 114. Renildo Calheiros (PCdoB-PE) 115. Professora Goreth (PDT-AP) 116. Marx Beltrão (PP-AL) 117. Rui Falcão (PT-SP) 118. Idilvan Alencar (PDT-CE) 119. Dr. Francisco (PT-PI) 120. Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) 121. José Guimarães (PT-CE) 122. Domingos Neto (PSD-CE) 123. Zeca Dirceu (PT-PR) 124. Elcione Barbalho (MDB-PA) 125. Geraldo Resende (PSDB-MS) 126. Daniel Barbosa (PP-AL) 127. Ivoneide Caetano (PT-BA) 128. Flávio Nogueira (PT-PI) 129. Keniston
Derrotas varrem PSDB, PDT, Psol e Cidadania do mapa de prefeituras nas capitais

Até o mês que vem, 12 partidos políticos dividem o comando das capitais dos 26 estados brasileiros, número que cairá para oito a partir de janeiro. Brasília, capital do país, não tem prefeito nem vereadores e é administrada pelo governador do Distrito Federal. A concentração de poder e a consequente queda partidária nessas grandes cidades só não foi maior porque o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, conseguiram eleger um e quatro prefeitos, respectivamente. Ambos não haviam vencido prefeituras nas capitais nas eleições passadas. O levantamento foi feito pelo Estadão com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maior decadência é do PSDB O partido do ex-governador de Minas e atual deputado federal Aécio Neves – que, junto com o PT, protagonizou a política brasileira nos anos 1990, 2000 e início dos 2010 -, lidera o ranking de fracassos. Após eleger quatro prefeitos nas capitais em 2020, o PSDB não conseguiu sequer reeleger nem fazer um sucessor da sigla em nenhuma dessas 26 grandes cidades brasileiras. A legenda seguinte no ranking de quedas é o PDT. O partido que administra hoje as prefeituras de Aracaju (SE) e Fortaleza (CE) vai ficar sem nenhuma capital a partir do ano que vem. Cidadania e PSOL, que haviam conseguido uma prefeitura de capital cada um, também caem para zero. Chegada de Bolsonaro fez o PL ter o maior crescimento Depois de não ter conseguido vencer nenhuma prefeitura de capital nas eleições de 2020, o PL emplacou quatro prefeitos em 2024. Naquele ano, Bolsonaro ainda não havia se filiado à legenda, o que só foi ocorrer em 2021. O poder de voto do ex-presidente fez com que os liberais faturassem as prefeituras de Maceió (AL), Rio Branco (AC), Aracaju (SE) e Cuiabá (MT). Já o PT, que viu o fundo do poço em 2020 ao não vencer em nenhuma capital desde a redemocratização do país, sentiu agora o gosto da vitória em uma disputa muito acirrada em Fortaleza (CE). A eleição de Evandro Leitão só foi confirmada com mais de 99% das urnas apuradas e uma diferença de apenas 10.838 votos em relação ao adversário André Fernandes (PL). Confira o número de prefeituras eleitas por partidos: MDB – 5 (Belém, Boa Vista, Macapá, Porto Alegre e São Paulo); PSD – 5 (Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Luís); PL – 4 (Aracaju, Cuiabá, Maceió e Rio Branco); União Brasil – 4 (Goiânia, Natal, Salvador e Teresina); Podemos – 2 (Palmas e Porto Velho); PP – 2 (Campo Grande e João Pessoa); Avante – 1 (Manaus) PSB – 1 (Recife); PT – 1 (Fortaleza); Republicanos – 1 (Vitória).