Norte de Minas é destaque na produção de manga

 – Região atinge produção de 600 toneladas de manga por semana –Cerca de 120 toneladas são exportadas para países da Europa; Norte de MG possui cerca de 10% de toda a área de cultivo da fruta no Brasil. Pesquisas foram apresentadas em Congresso, na China (Foto: Abanorte/Divulgação) Pesquisas foram apresentadas em Congresso, na China (Foto: Abanorte/Divulgação) Do G1 Grande Minas O Norte de Minas se destaca no cenário da mangicultura, com cerca de seis mil hectares dedicados ao cultivo da manga. De acordo com dados da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), semanalmente são produzidos 600 toneladas da fruta; sendo que 120 toneladas são exportadas para países da Europa. A área plantada na Norte de Minas representa cerca de 10% de todo o território de cultivo da manga no Brasil. O produtor rural Darcy da Silva Glória afirma que possui uma área de 25 hectares produzindo o fruto, onde são colhidos entre 600 e 700 toneladas anualmente.O produtor afirma ainda que outros 15 hectares já iniciam o ciclo produtor em 2018. Mesmo com outras áreas cultivando outros frutos, o produtor diz estar satisfeito com os resultados da mangicultura. “É uma cultura cara, mas as possibilidades de lucro são boas também. Creio que nossa produção seja satisfatória devido ao clima bom para o fruto na região e também com as boas técnicas de manejo aplicadas”, afirma Darcy da Silva.Em busca de novas tecnologias a serem aplicadas no cultivo da manga na região, consultores da Abanorte participaram do XII Congresso da Manga, realizado na China. Especialistas de várias partes do mundo apresentaram pesquisas em torno da mangicultura durante o encontro.O coordenador da Câmara Setorial da Manga da Abanorte, Moacir Brito Oliveira, explica que a China investe alto na indústria da manga, mas, ao mesmo tempo, satisfeito em reafirmar a imagem do Norte de Minas como referência na produção do fruto, inclusive em relação à países como a China e Índia.“Lá eles produzem um fruto com o sabor intenso. Voltamos impressionados com os investimentos do país na produção. Porém, a produção deles ainda é para o consumo próprio. Hoje o Norte de Minas é destaque no Brasil, com uma das produções mais regulares. Cerca de 10% de toda produção nacional sai da nossa região”, explica.Para Oliveira, os resultados obtidos na região, e que foram levados ao congresso, se devem às parcerias firmadas entre a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e a Abanorte. “Foi muito importante participar deste congresso, porque lá apresentamos os resultados de nossa produção. Pudemos ver o que fazer em questões de tecnologia e percebemos que estamos no caminho certo. Com o apoio da Unimontes e da Abanorte, que abraçam a causa deste cultivo, iremos conseguir novos e bons resultados”.

COM 1,1%, AÉCIO VIRA CADÁVER POLÍTICO

 – Pesquisa realizada pelo instituto GPP aponta que o senador tucano, um dos mais delatados na Lava Jato, só teria 1,1% dos votos para presidente da República em seu próprio Estado; dado mostra que Aécio Neves, investigado por esquemas de corrupção em Minas –  Flagrado recentemente pedindo R$ 2 milhões em propina ao empresário Joesley Batista, Aécio se afundou politicamente depois de ter atuado como o principal articulador do golpe contra Dilma Rousseff, afundando o Brasil na maior crise econômica de sua história  – Pesquisa eleitoral revela que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), após ter atuado como o principal articulador do golpe contra Dilma Rousseff, afundando o Brasil na maior crise econômica de sua história, virou um cadáver político em Minas Gerais. Dados de um levantamento realizado pelo instituto GPP, divulgados pela Carta Capital, apontam que o senador tucano, um dos mais delatados na Lava Jato, só teria 1,1% dos votos para presidente da República em seu próprio Estado. Investigado por esquemas de corrupção em Minas, estado que governou, e flagrado em gravação recentemente pedindo R$ 2 milhões em propina ao empresário Joesley Batista, da JBS, Aécio piorou drasticamente no cenário eleitoral desde as eleições de 2014. Naquele ano, quando foi derrotado para Dilma na disputa presidencial, Aécio também já havia perdido em Minas, registrando 45,6% dos votos.

Marcos Valério irá dedurar Aécio e Azeredo

 – Publicitário  fecha acordo de delação com a Polícia Federal – Transferência de Valério da Nelson Hungria para a Apac de Sete Lagoas, ocorrida no início da semana, já indicava que as negociações já estavam bem adiantadas – O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado a 37 anos e cinco meses de prisão pelo envolvimento no chamado escândalo do ‘mensalão’, foi transferido na noite de segunda-feira 17 da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, para a Apac de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais. O pedido partiu da Polícia Federal, e se deu “a fim de concluir o procedimento de colaboração premiada sob análise do Supremo Tribunal Federal”, conforme expresso na decisão do juiz Wagner Cavalieri, titular da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Contagem, documento ao qual o jornal O Tempo, de Minas, teve acesso. A decisão ignora formalidades e filas de transferência de presos sob o argumento de que Valério é “possuidor de inúmeras informações de interesse da Justiça e da sociedade brasileira sobre fatos ilícitos diversos que envolvem a República”. Segundo reportagem do Globo, o acordo de delação já foi fechado com a PF e aguarda agora o processo de homologação pelo STF. Em sua delação, ele promete entregar tucanos como os ex-governadores de Minas Aécio Neves (hoje senador) e Eduardo Azeredo. Em depoimento prestado em abril deste ano, na ação em que é réu por participação no mensalão mineiro, ele chegou a contar que os tucanos teriam medo do vazamento das informações do esquema. Segundo Valério, muitas pessoas não queriam que ele fizesse um acordo de colaboração com a Justiça. “Muita gente trabalhou para que eu não fizesse. ‘N’ manobras foram feitas”, disse. As denúncias do empresário têm relação com estatais mineiras receberem pagamentos ilegais para patrocinar eventos esportivos que teriam sido usados para irrigar a campanha de Azeredo, já condenado a mais de 20 anos de prisão em primeira instância. Ele também confirma esquemas de desvios na estatal de Furnas, que atinge diretamente Aécio Neves, e no Banco Rural.

Demarcação de terras do Vale das Cancelas

 – Em MG, atingidos exigem demarcação de terras devolutas na Assembléia Legislativa –  Cerca de 100 atingidos das comunidades tradicionais geraizeiras participaram na manhã dessa quarta-feira (12) de audiência pública para discutir os conflitos agrários existentes na região de Vale das Cancelas, distrito de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. Os atingidos, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), reivindicam a demarcação de seu território tradicional, predominantemente ocupado pelas monoculturas de eucalipto e pinus e ameaçado pela mineração. A audiência, convocada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a pedido do MAB, reuniu os principais órgãos e autoridades que acompanham a trajetória dos atingidos na luta pelo território e estão envolvidos nos conflitos existentes na região, como a Secretaria de Desenvolvimento Agrário de Minas Gerais (SEDA), Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento (SEMAD), Coordenadoria de Mobilização e Inclusão Social do Ministério Público Estadual (CIMOS), Promotoria de Justiça de Conflitos Agrários, Corregedoria do Tribunal de Justiça e Polícia Militar. O subsecretario de Acesso a Terra e Regulação Fundiária, Geraldo Vitor, relatou que a regularização das terras é lenta no Estado, pois encontram dificuldades de acesso aos contratos das áreas. Segundo ele o Governo de Minas está buscando, por meio de ações jurídicas, conseguir uma solução definitiva para as comunidades tradicionais. O promotor André Sperling da CIMOS enfatizou que os geraizeiros estão sendo expulsos de seu território e que o Ministério Público Estadual está buscando resolver os problemas das comunidades e conta com a força popular para esta conquista. “Apesar dos retrocessos que vivemos, sabemos que só o povo organizado consegue mudanças. Hoje é importante que os atingidos estejam aqui, pois a luta do povo é a esperança de dias melhores”, disse o promotor. Participaram da audiência representantes de 15 comunidades pertencentes a três municípios: Grão Mogol, Padre Carvalho e Josenópolis. Famílias que estão sem água e energia elétrica há anos. “Este conflito agrário é, sem dúvida, o maior de Minas Gerais. É necessário o governo criar um plano emergencial de atendimento às comunidades geraizeiras, que se encontram nestas situações de conflito e vulnerabilidade. Ao mesmo tempo em que deve destinar uma instância do governo para tratar deste plano, para ouvir as comunidades e garantir os direitos das comunidades tradicionais”, disse Carine Guedes, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Alexandre Gonçalves, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), chamou a atenção para a tentativa das empresas em isolar os conflitos nestas áreas, transparecendo que são desordens isoladas e individuais. “Existem 198 processos relacionados a cinco empresas monocultoras de eucalipto na região. Só na área do acampamento Alvimar Ribeiro são 21 processos. Isso caracteriza conflito coletivo, e deveria ser tratado na vara agrária e não nas comarcas locais. Esta é uma estratégia jurídica de combate às população geraizeira”. Os atingidos pautaram a necessidade de uma política estadual que garanta os direitos dos atingidos. “Minas Gerais precisa ter um marco regulatório que garanta aos atingidos direito a terra, a água e energia. Temos um projeto de lei da Política Estadual dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos (PEABE) na ALMG, que está sendo barrada justamente pelos deputados que estão contra o povo e a favor da empresa”, afirmou Joceli Andreoli, da coordenação do MAB. Fumaças tóxicas Entre as diversas violações de direitos humanos, os atingidos também denunciaram a emissão de fumaças tóxicas pelos fornos de carvão da empresa Minas Liga, que alcança os arredores da comunidade de Morro Grande, em Grão Mogol, deixando a população intoxicada e com diversos problemas respiratórios, especialmente crianças e idosos. Foi levantado o questionamento por parte dos representantes das comunidades se a empresa tem licença ambiental para exercer a atividade e que a fumaça deve ter algum tipo de fiscalização por parte dos órgãos ambientais. O representante da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Adriano Torres, se comprometeu a levar as denúncias. Os atingidos estão acampados há mais de oito meses na Fazenda Buriti Pequeno pela conquista coletiva da demarcação do Território Tradicional Geraizeiro de Vale das Cancelas para 120 famílias de diversas comunidades geraizeiras. São dezenas de famílias que tiveram suas terras tomadas por empresas de eucalipto e pinus e foram encurraladas nas grotas enquanto as áreas de chapadas foram completamente devastadas pelos desertos verdes, na década de 70. Legislativo Desde o início do ano, os atingidos organizados e apresentaram ao governo de Minas Gerais e aos Deputados Estaduais como o Dr. Jean Freire e Cristiano Silveira, a necessidade urgente da demarcação do território tradicional geraizeiro e o fim dos conflitos agrários com as empresas monocultoras de eucalipto. Em março deste ano, representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (SEDA) estiveram na comunidade para visitar o Acampamento Geraizeiro Alvimar Ribeiro, como desdobramento das lutas do MAB e para iniciar o processo de demarcação. Os atingidos avaliam que este procedimento anda a passos lentos no Estado e exigem “demarcação já” em suas falas durante a audiência. Além disso, os geraizeiros pedem celeridade ao Governo de Minas na discussão do decreto que regulamenta a Política Estadual de Desenvolvimento de Povos e Comunidades Tradicionais (Lei Estadual 21.147/2014) para a garantia do reconhecimento e demarcação do seu território tradicional. Fonte: Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

Minas terá 25% a mais de crédito rural: R$ 11,6 BI

   – O Banco do Brasil lançou, nesta terça-feira (12), o Plano Safra 2017/2018, e Minas Gerais terá R$ 11,6 bilhões em crédito rural, o que representa 25% ou R$ 2,3 bilhões a mais em relação aos recursos do ano passado (R$ 9,3 bilhões) para o fomento da produção de agricultores familiares, médios produtores e empresas do setor. Os números foram divulgados ontem na Superintendência Estadual do Banco do Brasil, em BH. Em Brasília, o governo federal anunciou R$ 103 bilhões do programa para todo o Brasil, R$ 2 bilhões a mais que no ano passado. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão, participou de evento simultâneo de lançamento do Plano Safra, realizado na Superintendência do Banco do Brasil, em Belo Horizonte, junto com as lideranças do agronegócio mineiro. Ele evidenciou a importância deste recurso e a redução das taxas de juros tanto para o custeio, investimento e comercialização, com uma média de redução de 1% ao ano em relação à safra anterior. “O agronegócio é o setor que tem contribuído para alavancar a economia não só do país como do nosso estado”, afirma. O Plano Safra 2017/2018 vai atender em todo o país a agricultura familiar (R$ 14,6 bilhões), médios produtores (R$15,5 bilhões) e agricultura empresarial (R$ 61,4 bilhões), totalizando R$ 91,5 bilhões. O restante (R$ 11,5 bilhões) será disponibilizado para as empresas do agronegócio (a exemplo de frigoríficos, laticínios). Safra de Grãos Minas Gerais colheu 14,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2016/2017, com crescimento de 21,2% em relação à safra anterior. A área plantada foi de 3,4 milhões de hectares e a produtividade média foi de 4,2 mil quilos por hectare. Os dados fazem parte do 10º Levantamento da Safra de Grãos realizado pela Conab e também foram apresentados nesta terça, durante a solenidade. O ganho em produtividade contribuiu para o bom resultado no estado. O país registrou safra recorde de grãos de 237 milhões de toneladas

Prefeito Wendel Pereira, de Juramento, foi cassado

  –  A Justiça Eleitoral determinou a cassação do prefeito de Juramento (MG) Wendel Pereira de Souza (PP), e de sua vice Marlene de Lourdes Silveira Moreira por abuso de poder econômico –  A decisão, publicada nessa terça-feira (11), alega a prática de abuso de poder político, econômico, e de condutas vedadas aos agentes públicos, em período eleitoral. Segundo o documento, durante a candidatura, entre as condutas ilegais de Wendel Pereira estão doações ilegais de lotes para eleitores, pagamentos e doações a particulares e funcionários públicos em troca de apoio político, doações para associações comunitárias, contratação de artistas para shows musicais no município, contratação de servidores sem concurso público, lançamento de candidaturas fictícias de mulheres e uso de procuradores do município na campanha eleitoral. Ainda segundo a decisão, Wendel Pereira de Souza e Marlene de Lourdes Silveira Moreira estão inelegíveis por oito anos; a decisão cabe recurso.Via G1

Senado arquiva representação contra Aécio

 TUDO DOMINADO: O conselho de ética do Senado Federal arquivou a representação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por 12 votos a quatro. Ele foi flagrado negociando propinas de R$ 2 milhões com o empresário Joesley Batista; seu primo Fred Pacheco e sua irmã Andrea estão em prisão domiciliar   Com Aécio solto, senadores decidiram manter o arquivamento da decisão que barrou a cassação do tucanoO Conselho de Ética do Senado confirmou o arquivamento do pedido de cassação do mandato de Aécio Neves (MG), presidente afastado do PSDB. Por 11 votos a 4, os senadores decidiram manter a decisão do presidente do colegiado, João Alberto Souza (PMDB-MA), que em 23 de junho arquivou a decisão monocraticamente. Após as delações da JBS se tornarem públicas, a Rede e o PSOL pediram ao conselho que cassasse o mandato de Aécio por quebra de decoro parlamentar. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir a prisão do tucano ao Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Edson Fachin negou. Após o caso ser redistribuído no STF, o novo relator, Marco Aurélio Mello, devolveu o mandato de Aécio. Segundo a PGR, Aécio tinha um plano para barrar as investigações da Lava Jato, inclusive por meio da escolha de delegados da Polícia Federal que investigariam os parlamentares, e pediu propina a Joesley Batista, da J&F. Na terça-feira 4, Aécio voltou ao Senado e disse ter sido vítima de uma armadilha. Na quinta-feira 6, o senadores votaram a respeito a aceitação ou não do recurso apresentado pela Rede acerca da decisão de João Alberto Souza. A base do governo Michel Temer foi decisiva no resultado. O PSDB está dividido a respeito do desembarque do governo, e Aécio, enrolado na Justiça, lidera a ala que deseja permanecer com Temer, apesar das denúncias. Confira como votaram os senadores: Quem votou “não” para salvar Aécio: Airton Sandoval (PMDB-SP) Romero Jucá (PMDB-RR) Hélio José (PMDB-DF) Davi Alcolumbre (DEM-AP) Flexa Ribeixo (PSDB-PA) Eduardo Amorim (PSDB-SE) Gladson Cameli (PP-AC) Acir Gurgacz (PDT-RO) Telmário Mota (PTB-RR) Pedro Chaves (PSC-MS) Roberto Rocha (PSB-MA) Quem votou “sim” pela continuidade da ação: Lasier Martins (PSD-RS) José Pimentel (PT-CE) João Capiberibe (PSB-AP) Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

UFMG Montes Claros sediando SBPC Educação

 – Conferência sobre gestão de políticas públicas proferida por Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e professor da Universidade de São Paulo, vai abrir, no dia 6 de julho, no campus UFMG Montes Claros, a SBPC Educação – Fachada do campus da UFMG em Montes Claros O encontro reune 650 participantes, entre profissionais que atuam em educação básica em municípios mineiros, representantes de movimentos sociais e pesquisadores de diversos estados. Os educadores foram inscritos pelos parceiros envolvidos na realização do evento – a Secretaria de Estado de Educação, secretarias municipais e instituições que têm histórico de colaboração com a UFMG em projetos de extensão e de graduação. A escolha do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) para sediar o evento não se deveu somente à existência de uma estrutura capaz de abrigar as dez mesas-redondas, a apresentação de pôsteres e a realização de oficinas. “Montes Claros é uma cidade-polo que envolve também o Jequitinhonha e o Vale do Mucuri, representando assim a região Norte, a maior de Minas, com muitos desafios e experiências inovadoras”, enfatiza Isabel Antunes, professora da Faculdade de Educação (FaE) que coordena a comissão organizadora. As dez mesas vão tratar dos temas Reforma do ensino médio, Educação integral e juventude, Educação: linguagens, tecnologia e novas mídias, Educação do campo, Educação, populações quilombolas e indígenas, Base Nacional Comum Curricular, Educação e democracia – gênero e sexualidade, Perspectivas da educação profissional, Educação de jovens e adultos e Educação especial e inclusão escolar. Outro aspecto relevante do encontro será a mostra de pôsteres, que reunirá trabalhos desenvolvidos em 14 escolas da rede estadual e 14 das redes municipais da região. Os pôsteres retratam tanto trabalhos acadêmicos realizados por professores e estudantes quanto projetos aplicados nas escolas, destinados às comunidades. Na tarde do dia 7, após a última mesa-redonda, serão realizadas oficinas de temáticas diversas, cujos temas acompanham a programação geral da SBPC Educação.

A educação fora da agenda

 – Uma apresentação de carimbó abriu a SBPC Educação no campus regional da UFMG, em Montes Claros  por Fernando Haddad O evento precede o encontro da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que será realizado entre os dias 16 e 22 de julho no Campus Pampulha da UFMG, em Belo Horizonte. O grupo Saruê, da Unimontes, apresentou a dança típica do Belém do Pará antes da abertura oficial do encontro, convidando quem estava na plateia para dançar. Um deles: aquele que ministraria a conferência de abertura, ex- ministro da Educação do governo Lula e Dilma Rousseff e ex-prefeito da cidade de São Paulo. A cena: Fernando Haddad, professor da Universidade de São Paulo (USP), dançando carimbó antes de sua conferência sobre gestão de políticas públicas. Foto: Osger Machado/ UFMG“A educação nunca foi um gasto” foi uma das primeiras falas do ex-ministro do MEC. Haddad ministrou conferência a cerca de 600 pessoas, numa mesa composta pelo reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Jaime Ramirez, pela secretária da Educação do Estado, Macaé Evaristo, e pela vice-presidente da SBPC, Vanderlan Bonzani. “A educação não é a soma de disciplinas, nem apenas o domínio de instrumentos: a educação é um valor social”. “Infelizmente, pouca gente entende a educação como valor social”, disse Haddad, ao relacionar sua fala a um ditado que aprendeu com os coreanos: a educação é barata porque você só educa uma geração. Para o ex-ministro, a educação não pode ser vaidosa a ponto de permitir que apenas um indivíduo detenha todo o conhecimento para si. A educação deve ser universal, pois é ela quem permite ao individuo a possibilidade de retorno para a comunidade que o educa. “Estamos adequando a educação a estruturas precárias” A crítica política foi marca da conferência de Haddad, membro do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, a educação saiu da agenda nacional desde 2014, quando uma série de eventos culminou na crise política que o Brasil vive hoje. Citando a Reforma do Ensino Médio e a PEC do teto de gastos como políticas de desmonte dos direitos conquistados ao longo de uma década, o professor criticou as ações de “um governo ilegítimo, que não tem projeto para o país”. “Querem engessar a estrutura segmentada entre intelectuais e trabalhadores simples. Para os primeiros, um pouco mais de educação. Já as camadas mais simples não fazem jus a mais do que o necessário para se manterem. Seus direitos e sonhos não valem nada”, criticou. Vídeo: Osger Machado e Gabriel Araújo “Nunca um Brasil dependeu tanto de vocês quanto hoje” Sua esperança reside então numa juventude que não só está aberta, como protagoniza esse tipo de discussão. A SBPC Educação, em sua visão, “deve vir a público demonstrar resiliência para que as coisas voltem para o rumo”. Sua esperança reside então numa juventude que não só está aberta, como protagoniza esse tipo de discussão. A SBPC Educação, em sua visão, “deve vir a público demonstrar resiliência para que as coisas voltem para o rumo”. SBPC Educação Jaime Ramírez: SBPC em Montes Claros discute relação entre ciência, sociedade e formação de recursos humanos. Foto: Marcílio Lana/ UFMGPara o reitor Jaime Ramirez, a SBPC Educação, evento que integra as comemorações dos 90 anos da UFMG, representa a oportunidade de refletir sobre o futuro de todas as escolas públicas e gratuitas do país. “É um chamado a todos nós para repercutir a relação entre ciência, sociedade e formação de recursos humanos. São inquietantes os desafios que nos aguardam no caminho de defender nossas instituições e atuar na construção do país. A UFMG nunca deixará de resistir”, disse o reitor, destacando o orgulho por ser natural de Montes Claros, cidade que sedia o evento. Vanderlan da Silva Bolzani, vice-presidente da SBPC, faz coro à fala do reitor: “Só o conhecimento é capaz de tirar a sociedade de apatia e da desesperança. Aqui estão profissionais que podem mudar o destino da nação. É preciso pegar pelas mãos as crianças e mostrar que, por meio da educação, elas vão descobrir os segredos do mundo e se tornar profissionais éticos e felizes”. Edição: Gabriel Araújo sob supervisão de Alessandra Ribeiro

Revista Veja ironiza deputada Raquel Muniz

 – Uma cicerone perfeita – Deputada que entrou para a história no impeachment de Dilma acompanha estudantes interessados em como a imprensa lida com a corrupção –  A Revista Veja, de maior circulação no Brasil, ironizou a deputada montes-clarense Raquel Muniz, na edição que circulou nesse final de semana, por ter levado um grupo de estudantes para saber como a imprensa lida com a corrupção. Com o título “Uma cicerone perfeita – Deputada que entrou para a história no impeachment de Dilma acompanha estudantes interessados em como a imprensa lida com a corrupção”, o jornalista Gabriel Mascarenhas publicou na coluna Radar, que “Raquel Muniz (PSD-MG), uma das deputadas que compuseram a claque de Michel Temer no pronunciamento da última terça-feira, aproveitou o vazio da semana de São João para passear pelo Congresso com estudantes que queriam entrevistar parlamentares sobre como a imprensa trata a corrupção”. Vai além: “Cicerone melhor, impossível. Para quem não lembra, durante a sessão em que a Câmara aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, a excelência entrou para a história. Ao votar “sim”, Raquel fez um discurso em defesa da ética e usou o marido, prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, como exemplo de conduta. No dia seguinte, ele foi preso pela Polícia Federal. Não se sabe se os estudantes entrevistaram a deputada…”. A deputada Raquel Muniz assumiu destaque essa semana no jornalismo digital também, pois vários deles, como o UOL, do Grupo Folha de São Paulo, publicou a participação dela no ato realizado pelo presidente Michel Temer contra o procurador geral de Justiça, Rodrigo Janot. O curioso é que no mesmo dia o procurador tinha pedido o arquivamento de um dos três processos contra Raquel Muniz, dessa vez por fraudes em certificados da Soebras/Funorte.  Com informação de Girleno Alencar – Jornal Gazeta