Pimentel defende democracia e direito ao voto

– O governador Fernando Pimentel defendeu nesta sexta-feira (12/5), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o respeito ao voto popular e aos princípios democráticos. Pimentel participou de solenidade em que entregou chaves de 123 ambulâncias destinadas a 108 municípios – Marcelo Sant’Anna/Imprensa MG “Vocês são os legítimos detentores do mais sagrado instrumento que a democracia no mundo inteiro consagrou: o voto popular. Vocês passaram, no ano passado, pelo mais sagrado teste da democracia, o teste das urnas, que é o que dá legitimidade a cada um de nós. O voto é sagrado e tem de ser respeitado, porque é ele quem dá legitimidade ao regime democrático. Não é o concurso público. O concurso público dá legalidade, mas o que dá legitimidade é o voto, e quem tem mandato e foi eleito pelo voto popular tem de ser respeitado, apoiado e tratado com a dignidade que a República brasileira exige”, enfatizou. Pimentel afirmou que a crise institucional, política e econômica pela qual passa o país é fruto de um “acúmulo de situações” e que, mesmo com essa adversidade, os prefeitos e prefeitas hoje eleitos “se dispuseram a ir às urnas enfrentar o veredito popular”. “Merecem o nosso respeito, nosso apoio e o meu carinho pessoal, porque eu também fui prefeito e sei das dificuldades. O município é a primeira e mais legitima trincheira para a gente começar a resolver os problemas da população. É lá que a população vive, que a pessoa cria a sua família, tem seus sonhos, as suas esperanças, as suas desventuras. E é lá que o governo tem de estar presente. Recebam do nosso governo todo apoio e todo carinho, o que não significa que nós vamos conseguir ter dinheiro, pelo contrário, dinheiro é o que mais falta, mas significa que vocês vão ter sempre, do lado de vocês, a Assembleia Legislativa, como está aqui agora, e o Governo do Estado, como sempre estará para ajudá-los a melhorar a qualidade de vida nas cidades que vocês dirigem”, afirmou. Defesa da democracia Fernando Pimentel criticou o que chamou de tempos difíceis, “em que o ódio e a intolerância política, alimentado também pela manipulação descarada das informações, estão nublando a vista e as mentes das pessoas no Brasil”. Para ele, esse cenário é perigoso não só para os políticos, mas também para os cidadãos, “que, muitas vezes, são levados a erro nas suas avaliações em função da intolerância que, infelizmente, domina o cenário político no país”. “Tempo em que acusações, mesmo mentirosas, desacompanhadas de qualquer evidência ou prova material, ganham espaço nos noticiários e transformam o acusado em culpado. Antes de qualquer procedimento legal, o sujeito é acusado por alguém e é considerado culpado, e começa a ser execrado pelo noticiário político, sem que tenha sido assegurado a ele o menor direito de defesa. O que nós estamos assistindo é um massacre da classe política no país, e é com isso que devemos ter cuidado. Porque, se massacrarmos a democracia e a política, não vai sobrar nada nesse país. Nós já vivemos a ditadura e sabemos o que é. E olha que nós estamos nos aproximando perigosamente de um estado de exceção no Brasil, ainda que sob o manto do Estado de Direito”, afirmou. Combate à crise econômica O governador criticou a política econômica nacional e reafirmou que Minas Gerais não fará ajuste fiscal cortando gastos sociais. “O que nós estamos assistindo no Brasil é o terceiro ano de recessão econômica, de queda do Produto Interno Bruto (PIB), com queda da receita pública e com um desemprego que já chega a 14 milhões de trabalhadores brasileiros. E, no entanto, a inflação caiu e o juro da dívida pública brasileira continua o mais alto do mundo. Falta dinheiro lá em Brasília, sabe para quê? Para saúde, educação, segurança pública. Para pagar juro, não. Esse está sobrando, é abundante. Nós estamos pagando um juro de 14,5% ao ano para uma inflação que mal chega a 4,5%”, criticou. Fernando Pimentel garantiu que o Estado não fará qualquer ajuste fiscal que afete o cidadão. “Minas Gerais já disse em alto e bom som: nós nos recusamos a fazer ajuste fiscal cortando gasto social. Não vai ser prejudicando o servidor público e a prestação de serviços que vamos equilibrar as nossas contas. Nós vamos equilibrar as nossas contas aprovando os projetos que a Assembleia vai examinar agora, criando o fundo imobiliário, criando um Refis estadual de boa qualidade, que vai incentivar o pagamento dos impostos daqueles que estão inadimplentes porque a crise econômica os forçou a deixar de pagar impostos. Nós vamos leiloar a nossa receita para poder cobrir o déficit sem prejudicar a população de Minas Gerais. Esse é o nosso ponto de honra. Se Brasília não concorda, sinto muito. É o caminho que Minas Gerais escolheu e é esse que nós vamos seguir”, completou. Via Agência Minas
Ação pede anulação das eleições em Bocaiúva

– A prefeita Marisa Alves e seu vice, José Maria, poderão ficar inelegíveis por oito anos O Partido Socialista Brasileiro-PSB, presidido em Bocaiúva pelo advogado e empresário Salomão Caldeira e a Rede Sustentabilidade, presidida por Fabiana Torres, esposa do candidato a prefeito nas últimas eleições Roberto Jairo Torres, o Robertão, ajuizaram ação de investigação judicial eleitoral-AIJE contra Marisa Alves e José Maria Gomes Torres, eleitos respectivamente prefeito e vice de Bocaiúva nas eleições do ano passado.Segundo os autores, a eleição sofreu interferência indevida do delegado da cidade, Leonardo dos Santos Diniz, que em conjunto com a Rádio Clube, de propriedade da família do ex prefeito Alberto Caldeira, do PMDB, mesmo partido de Marisa Alves, veio a prejudicar o candidato Robertão, do PSD. Também a Rádio Clube, segundo os autores, teria beneficiado a prefeita eleita divulgando no dia da eleição áudio com propaganda eleitoral dos candidatos Marisa e José Maria.O delegado Leonardo Diniz, segundo ainda os autores, teria usado a Rádio Clube para, em benefício dos candidatos Marisa e José Maria, acusar o candidato Robertão de tentar, junto à Polícia Civil, removê-lo da cidade de Bocaiúva.A entrevista do delegado à Rádio Clube teve grande repercussão nas zonas urbana e rural de Bocaiúva, provocando nos eleitores revolta e indignação contra o candidato Robertão, o que acabou provocando a migração de votos do candidato para a candidata Marisa Alves e os outros candidatos. A entrevista foi amplamente divulgada pela Rádio Clube na própria emissora e pelas redes sociais na internet e foi levada ao ar na semana que antecedeu a eleição. O delegado chegou a marcar outra entrevista, dois ou três dias antes da eleição, também amplamente divulgada pela Rádio Clube. Entretanto, o juiz eleitoral da comarca, Daniel Leite, concedeu liminar numa ação cautelar proposta pela coligação que apoiava os candidatos Robertão e Salomão, esse candidato a vice-prefeito, proibindo o delegado de polícia de conceder entrevistas com referência a quaisquer candidatos. A entrevista do delegado foi interrompida no ar por um oficial de justiça, o que levou constrangimento e dúvidas aos cidadãos bocaiuvenses.A AIJE proposta pelos PSB e Rede corre em segredo de justiça, por determinação judicial. A reportagem apurou que no último dia 20 de abril aconteceu a audiência de instrução e julgamento. Agora as partes apresentarão alegações finais e o promotor de justiça, Ílio Jeferson de Souza dará o seu parecer.A decisão da juíza Sônia Maria Fernandes Marques deve sair ainda neste mês de maio. Se procedente a ação, as eleições serão declaradas nulas e novas eleições serão marcadas. Também a prefeita Marisa Alves e seu vice, José Maria, poderão ficar inelegíveis pelo período de oito anos.A reportagem tentou contato com a prefeita Marisa, que não respondeu às ligações. O Em cima da notícia aguarda manifestação dos citados para publicar suas versões.
Voto de Raquel foi uma reprodução da Escolinha

– O histerismo da deputada Raquel Muniz, quando votou sim pelo impeachment afirmando que Brasil que tem jeito. E no dia seguinte viu seu marido ser preso por corrupção, foi baseado no personagem Batista, da “Escolinha do Professor Raimundo” Entenda por que o vídeo de 1992 da “Escolinha do Professor Raimundo” continua fazendo sucesso na internet até hoje. Trata-se de uma cena do humorístico Escolinha do Professor Raimundo do começo da década de 1990. Nela, o personagem Batista e o docente, interpretado por Chico Anysio, comentam a votação da Câmara dos Deputados na época do ex-presidente Fernando Collor. Para quem acha que o episódio contra Dilma foi novidade, dá uma olhada nesse vídeo abaixo que já foi visto mais de 7 milhões de vezes — o motivo, é claro, é a estranha coincidência entre o discurso de Batista, interpretado pelo ator Eliezer Motta, com o da golpista de Montes Claros, Raquel Muniz. {youtube}HU_avOH9Rlc|600|450{/youtube} Abaixo, segurando uma bandeira do Brasil, a deputada Raquel Muniz (PSD-MG) imitou o humorista Batista, dando pulinhos e gritando “sim, sim, sim…”. Seu voto foi um dos mais caricatos da sessão. No dia seguinte, a Polícia Federal prendeu o seu marido por corrupção. “O meu voto é pra dizer que o Brasil tem jeito, e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com a sua gestão”, bradou Raquel, antes de citar os filhos, a neta e a mãe como justificativas para o voto. O ex-prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, foi preso pela Polícia Federal em função das investigações da ‘Operação Máscara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde’. {youtube}PEBIrMbyhp0|600|450{/youtube}
Adunimontes denuncia evasão de doutores

Por não ter sua titulação reconhecida no último concurso público docente na Unimontes, mais de 30 doutores saíram da instituição, desmotivados por causa dos baixos salários pagos pelo Estado A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) denuncia a grande evasão de doutores universitários, que se sentem desmotivados com os baixos salários pagos pelo Estado, pois mais de 30 saíram da instituição. Em nota divulgada à imprensa, a Adunimontes ressalta: “O quadro é grave. O corpo docente da Universidade Estadual de Montes Claros tem passado por sérias dificuldades financeiras, por não ter sua titulação reconhecida no último concurso público docente, realizado em 2014/2015. Vários professores, a maioria mestres e doutores, que já trabalhavam na Universidade, tiveram seus rendimentos reduzidos em mais de 60%, como é o caso de um Doutor que tentou uma vaga com titulação mínima para especialista, por exemplo”. A diretoria da Adunimontes explica que, em muitos departamentos, as vagas oferecidas foram somente para especialista e mestre, pois não havia vaga para Doutor, e acusa que a Unimontes e o Estado não demonstraram, até o momento, nenhum esforço para resolver o impasse, que já se arrasta por quase dois anos. “Perdas irreparáveis para a Unimontes e seu corpo docente, pois mais de 30 doutores já saíram da universidade por causa desta situação”, destacou a associação. A alegação é que muitos professores doutores e mestres recebem remuneração menor que a dos professores da educação básica. Em último levantamento realizado pela Adunimontes, detectou-se que a Unimontes perdeu 30 doutores empossados, que desistiram da carreira por conta do baixíssimo salário, justamente pelo não reconhecimento de sua titulação. Os dados da Adunimontes apontam que atualmente, 165 professores têm graves defasagens salariais, sendo 92 deles com título de Doutor, mas 30 recebem como especialistas e 62 recebem como Mestres. Outros 73 mestres recebem como especialistas. “Considerando que o salário de especialista é menor que o da rede de educação básica, é uma situação extremamente desestimulante e injusta. Tal situação obriga vários professores, muitos renomados e reconhecidos nacionalmente, a trabalhar em atividades paralelas, como vendas de cosméticos, alimentos e outras atividades informais, para conseguir sobreviver” – explica a nota de esclarecimentos.
Aécio diz que o Brasil melhorou com o golpe

– O mineirinho diz que é “impossível” não reconhecer os desafios vencidos; os brasileiros, porém, mostram discordar do tucano e enxergam bem a tragédia na economia, na política e nos direitos do trabalhador impostos pela agenda conjunta do PDMB e do PSDB; Aécio é percebido pelos brasileiros como o maior responsável pelo golpe; o impacto é tão grande que o próprio Aécio, saiu de líder nas pesquisas, para a lanterna das intenções de voto em 2018 – A menos de uma semana do aniversário do golpe que ajudou a promover, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) publicou um artigo em que diz que o Brasil está melhor depois da deposição da presidente legitimamente eleita por 54 milhões de brasileiros, Dilma Rousseff. “É impossível não reconhecer os desafios vencidos nesse período. Reformas importantes foram apresentadas pelo governo e estão sendo debatidas no Congresso e pela sociedade”, esxalta o tucano. A população brasileira, no entanto, não parece concordar. Michel Temer é hoje aprovado por apenas 4% dos eleitores e o próprio Aécio sente na pele a rejeição. De líder nas pesquisas de intenção de voto, o tucano está hoje na Lanterna das pesquisas de intenção de voto, lideradas com folga pelo ex.presidente Lula. Confira abaixo a íntegra do texto, publicado na Folha de S.Paulo: Completamos um ano de um novo governo no país. É impossível não reconhecer os desafios vencidos nesse período. Reformas importantes foram apresentadas pelo governo e estão sendo debatidas no Congresso e pela sociedade. É o caso da reforma política, que avança no Parlamento e visa garantir mais legitimidade e transparência à nossa representação parlamentar. A constatação da necessidade de reformas em diversas áreas da vida brasileira não significa, no entanto, a defesa irrestrita de todos os aspectos das propostas colocadas pelo Executivo. É preciso reconhecer a legitimidade de discordâncias pontuais de aspectos das propostas em discussão. Há semanas defendi, aqui mesmo, alterações na reforma da Previdência que contemplassem a manutenção do Benefício de Prestação Continuada, mudanças na aposentadoria para o trabalhador rural, na idade das mulheres e nas regras de transição. O que não podemos perder de vista é que governos são feitos de coragem ou de inércia, e o governo atual tem o mérito do destemor de propor as reformas que, embora presentes no discurso de governos anteriores, nunca saíram do papel. Essa é a diferença entre um governo imobilizado pela ideia de perpetuação de um projeto de poder e um governo disposto a assumir o ônus da responsabilidade. Em respeito à importância das discussões que estão ocorrendo no Congresso e na sociedade, é fundamental que haja um esforço de todos para que debates tão relevantes não sejam reduzidos e submetidos à lógica da radicalização excludente presente hoje na sociedade brasileira. Vivemos um acirramento no campo político onde, infelizmente, predominam acusações de toda sorte, sem que haja ainda interesse sincero em realmente conhecer contextos e conteúdos objetivos de delações que citam centenas de pessoas. O ambiente de radicalismo instalado no país faz com que decisões da Justiça ou do Congresso sejam avaliadas não pela sua consistência legal ou relevância para o fortalecimento da nossa democracia, mas apenas por algum efeito pontual imediato que, na opinião de alguns, poderiam causar. Assim, no ambiente de superficialidade em que temas importantes têm sido tratados, encontra-se o paradoxo de ver uma mesma medida sendo celebrada ou criticada pelas mesmas pessoas, apenas em função de quem poderia ser aparentemente beneficiado ou prejudicado por ela. Em um momento crucial como o que vivemos, com diferentes e simultâneas frentes de debates, acima de arroubos políticos, premissas e conquistas da cidadania precisam ser respeitadas como alicerces de defesa de direitos dos trabalhadores, dos cidadãos e do Estado democrático de Direito
Rafael Dias é eleito prefeito de Guaraciama

– Ele venceu a Eleição suplementar que ocorreu nesse domingo (7) e vai ocupar um cargo político pela primeira vez. Rafael Dias Veloso (PMDB) foi eleito prefeito de Guaraciama, no Norte de Minas, neste domingo (7). O candidato venceu a eleição suplementar com 51,69%, o equivalente a 2.048 dos votos válidos. O representante do PSDB, Filomeno Afonso Figueiredo, obteve 48,31%, correspondendo a 1.914 votos.Rafael é advogado e concorreu a um cargo político pela primeira vez; ele representa a coligação Renova Guaraciama. “Entrei na caminhada política a partir de agora e espero fazer a mudança. Pretendo trabalhar muito para melhorar a saúde, educação e a renda do município que é muito baixa”, disse.De acordo com o cartório eleitoral, o prefeito eleito deve tomar posse até o dia 29 de maio.Entenda o casoO candidato mais votado nas eleições de 2016 Francisco Adevaldo Soares (DEM) não pôde assumir porque a chapa encabeçada por ele, a coligação Unidos pelo Progresso de Guaraciama, foi indeferida. Adevaldo teve contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União, referentes ao mandato como prefeito em 2001, e também em razão de condenação pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais por crime previsto na Lei de Licitações. Ao todo, 2.229 eleitores votaram na chapa, mas os votos não foram contabilizados. Via G1 Grande Minas
Maior crime ambiental continua sem punição

– A Samarco é da Vale do Rio Doce, que foi dada aos gringos em leilão fajuto pelo ex-presidente FHC- O rompimento da barragem do Fundão, localizada na cidade histórica de Mariana (MG), foi responsável pelo lançamento no meio ambiente de 34 milhões de m³ de lama, resultantes da produção de minério de ferro pela mineradora Samarco — empresa controlada pela Vale e pela britânica BHP Billiton. Era 1997. FHC entregou a Vale do Rio Doce por R$ 3,3 bilhões, quando o valor estimado em leilão era 28 vezes mais: R$ 92 bilhões. Mesmo assim, ninguém sabe o que foi feito com o dinheiro da malfadada negociata. O sinistro rompimento de barragem em Mariana, matou 19 pessoas e inundou devastadoramente um distrito de Mariana. Todo o Vale foi dizimado, assim como poluído de morte o caudaloso Rio Doce, que serve aos estados de Minas e do Espírito Santo. Enquanto isso, aguardamos o moroso processo nos tribunais mineiros, as condenações, etc. No entanto, até agora ninguém foi preso e nem a empresa punida com o rigor da lei. Ou estariam esperando que o assunto “morresse” junto a opinião pública? Relembre o caso do rompimento da barragem do Fundão Na tarde de 5 de novembro de 2015, rompeu-se uma barragem de rejeitos de mineração controlada pela Samarco Mineração S.A, a barragem de Fundão. Acidente? Não, descaso. Descaso que provocou um dos maiores desastres tecnológicos do mundo. O desastre é fruto da irresponsabilidade da Samarco e de suas proprietárias: Vale e BHP, o preço da mineração predatória no nosso país, onde na baixa das ações, as mineradoras cortam custos, principalmente em segurança. Você deve se lembrar que não haviam sequer alarmes para avisar a população da região sobre o rompimento e que 19 pessoas foram mortas, oficialmente. Para nós do Comitê foram 20 mortos, pois embora a Samarco não admita (para não pagar indenização), o bebê que Priscila esperava e que foi violentamente abortado no avalanche de lama tóxica é também uma vítima da Samarco.Mas afinal, quem é atingido?A luta das pessoas que tiveram suas vidas destruídas pela mineradora passa também por ter que provar que são atingidos. Nos distritos e municípios impactadas e destruídos pela lama é a Samarco quem determina quem é atingido ou não. Muitos relatos de moradores são ouvidos e o que nos trazem é um discurso absurdo da mineradora:”a sua casa está de pé, você não é atingido”. Muitas vezes a propriedade inteira foi destruída, plantação, criação morta. Mas se a casa não caiu, para a Samarco aquela pessoa não foi atingida. É o criminoso determinando sua pena. Estado de exceção, onde a Samarco, Vale, BHP passam a ter poder de Estado.Embora a mineradora Vale tenha sido uma das maiores doadoras de campanhas federais e estaduais nas últimas eleições, dinheiro para as vítimas não há. Nove meses depois do Crime da Samarco, empresa da qual a Vale é dona de 50%, atingidos não foram indenizados até hoje. Moradores de Bento Rodrigues continuam vivendo em casas alugadas e com uma “mesada” de um salário mínimo por mês.E os governos?Os governos federal e dos estados atingidos construíram junto com as mineradoras Vale e Samarco Mineração um acordo que falava em indenização de R$ 20 bi para indenizações socioeconômicas e ambientais, incluindo a recuperação do Rio Doce, a serem pagas em 20 anos. Em maio esse acordo chegou a ser homologado, mas o Ministério Público Federal recorreu. Nas contas do MPF o acordo deveria ser – de no mínimo R$ 155 Bi. No dia 4 de julho, a Ministra Diva Malerbi acolheu o entendimento do MPF. Em sua decisão, a ministra ressaltou que “diante da extensão dos danos causados pelo rompimento da barragem seria recomendável o mais amplo debate para solucionar o problema causado, com a realização de audiências públicas, com a participação dos cidadãos, da sociedade civil organizada, da comunidade científica e de representantes locais.” A Samarco atendeu a recomendação da Ministra? Claro que não e briga juridicamente para tentar derrubar a liminar e fazer valer o acordo de R$ 20 bi.E os culpados?No dia 9 de junho a Polícia Federal de Minas concluiu o inquérito sobre o rompimento da barragem de Fundão e a conseqüente contaminação do Rio Doce e da área costeira no Espírito Santo. Segundo a corporação, oito pessoas e a Samarco, Vale e a consultoria VogBR foram indiciadas por crimes ambientais e danos contra o patrimônio histórico e cultural. Mas até agora, 56 dias depois, NINGUÉM FOI PRESO.E a lama?A lama continua lá: nas cidades, nas margens do Rio Doce e afluentes da Bacia, no mar. Nenhuma ação efetiva da Samarco para resolver o caso foi feita. A barragem da Usina de Candonga tem contidos em seu reservatório 10 milhões de m3 de lama e está em risco de rompimento. No final de julho o Ibama emitiu uma nota técnica alertando que com a chegada das chuvas no final de agosto, início de setembro os riscos de rompimento são altíssimos. O presidente interino chegou a convocar uma reunião de emergência para tratar do caso, mas de fato o que está sendo feito para evitar mais esse desastre, que pode ser tão grave quanto o rompimento de Fundão? NADA, ABSOLUTAMENTE NADA.Em Barra Longa, município devastado pela tragédia, os moradores sofrem com a poeira resultante do CRIME DA SAMARCO. A cidade foi vítima da lama de rejeitos do rompimento de Fundão, que agora seca vem causando doenças respiratórias graves na população. Só entre entre janeiro e maio desse ano, foram atendidas quase 300 pessoas com graves doenças respiratória na cidade.O que dizer 18 meses depois?A população quer respostas da SAMARCO, VALE E BHP. E que os ATINGIDOS SEJAM OUVIDOS e que sejam chamados para construir junto um NOVO ACORDO que possa minimizar um pouco a destruição que a Samarco causou nas suas vidas.18 meses depois continua a luta por JUSTIÇA PARA MARIANA E PARA TODOS ATINGIDOS AO LONGO DE TODA A BACIA DO DOCE, JUSTIÇA PARA OS INDÍGENAS KRENAK, PESCADORES E ATINGIDOS NO ESTADO DE ESPÍRITO SANTO.
Odebrecht entrega todo esquema de Aécio

– Empreiteira afirma que a contrapartida oferecida pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram obras em Minas Gerais, como a Cidade Administrativa, e grandes parcerias no setor elétrico, em parceria com Furnas e Cemig – O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que atirou o Brasil na maior crise de sua história, ao liderar o golpe de 2016, é o protagonista de uma reportagem do jornalista Hudson Corrêa, que revela todo o seu esquema de propinas na Odebrecht. Confira, abaixo, um trecho: Aécio Neves acabara de perder a eleição para presidente da República. Mesmo assim, a Odebrecht honrou o pagamento da última parcela de sua campanha, em novembro de 2014 – em caixa dois, como mandava a regra. Eram R$ 500 mil, derradeira fatia de um acerto de R$ 6 milhões. O executivo Sérgio Neves conta que pegou o dinheiro numa mochila preta no escritório da empreiteira em Belo Horizonte, colocou no porta-malas do carro e dirigiu por meia hora até a Minasmáquinas, concessionária Mercedes-Benz localizada na saída da cidade. Encontrou-se no estacionamento com o dono da loja, Oswaldo Borges da Costa, o Oswaldinho, tesoureiro informal de Aécio. “Ele [Oswaldo] pegou a mochila e colocou no porta-malas do carro”, diz Sérgio Neves em seu depoimento. Pronto, mais uma entrega de propina da Odebrecht para Aécio era concluída com sucesso. Oswaldinho convidou Sérgio Neves para almoçar no escritório. Na despedida, mostrou sua coleção de mais de 100 carros antigos, guardados em dois galpões. Entre as raridades figurava um Rolls-Royce Silver Wraith 1953, a bordo do qual Aécio Neves desfilou na posse como governador de Minas Gerais em 2007. Por pouco, o investimento da Odebrecht não levou o tucano a passear em outro Rolls-Royce da década de 1950, que o levaria ao Palácio do Planalto. Seria o terceiro presidente da República ligado à Odebrecht. Presidente do PSDB e senador, Aécio Neves é um dos personagens mais frequentes nas delações dos 77 executivos da Odebrecht. Não à toa, divide com o senador Romero Jucá, do PMDB, o título de campeão no número de inquéritos derivados da delação, abertos pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. É investigado em cinco. Nesta semana, ele prestou seu primeiro depoimento à Polícia Federal, sobre a investigação relacionada a irregularidades em Furnas. Reunidos os inquéritos, Aécio é acusado de ter cometido os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. A divulgação da delação da Odebrecht mudou a perspectiva do senador tucano. A segunda candidatura à Presidência da República em 2018, que seria natural, soa muito distante, coisa do passado. Recentemente, Aécio comentou com amigos que pode ser candidato apenas a deputado federal, diante das dificuldades para obter votos até para manter-se no Senado. Aécio foi uma aposta antiga da Odebrecht, coisa de longo prazo. As delações relatam propinas pagas desde que ele era governador de Minas Gerais, entre 2003 e 2010. “Nós estávamos investindo dinheiro numa pessoa que ia se constituir no mandatário do país”, disse o executivo Benedicto Barbosa Junior, o BJ, chefe de Sérgio Neves. BJ cuidava das principais obras da empreiteira pelo Brasil – acima dele estava apenas Marcelo Odebrecht. Por isso, tinha trânsito com políticos de variados partidos, entre eles Aécio. A relação era tão boa que BJ disse aos procuradores da Lava Jato que frequentava o apartamento do senador no Rio de Janeiro e o Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governo em Minas Gerais. Possuía na agenda até o telefone da mãe de Aécio para encontrar o tucano quando seus assessores não o localizassem. Leia aqui a íntegra.
Raquel Muniz recebe doações de devedores

– A deputada também é citada como devedora de R$ 2,008 milhões – A deputada federal Raquel Muniz (PSD) recebeu R$ 170,7 mil de doações na sua campanha eleitoral de pessoas e instituições que estão com dívida junto ao Governo Federal, conforme dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, através da coordenação-geral de Estratégias de Recuperação de Créditos, que liberou a lista dos parlamentares brasileiros com problemas de dívidas publicas. Além disso, a deputada é citada como devedora de R$ 2,008 milhões, onde é sócia de várias empresas. O procurador Daniel de Saboia Xavier repassou as informações à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, depois que a FOLHA DE SÃO PAULO divulgou a informação de que “Deputados devedores propõem perdão de débitos em novo Refis”. O procurador salienta que esse esclarecimento é necessário já que os dados foram divulgados por força de requerimento formulado com base na Lei nº 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação. Neste sentido, ele lembra que pelo Código Tributário Nacional, as informações dos devedores inscritos em dívida ativa da União não são protegidas por sigilo fiscal, de forma que podem e devem ser fornecidas a qualquer cidadão e estão disponíveis para consulta pública e que considerando a repercussão do caso e com o objetivo de evitar a circulação de informações inverídicas, a Coordenação-Geral de Estratégias de Recuperação de Créditos disponibilizou as informações. Os R$ 2,008 milhões que a deputada Raquel Muniz deve à União são referentes às empresas Associação de Rádio fusão Comunitárias, Papelaria Xodó, RRM Agência de Publicidade e Sociedade Educacional Irmãos Muniz. O valor consolidado das dívidas corresponde à soma de todos os débitos do devedor, abrangendo dívidas exigíveis, parceladas, garantidas ou suspensas por decisão judicial, atualizadas até março de 2017. Não estão computadas as dívidas previdenciárias. No caso das doações, Raquel recebeu os R$ 170,7 mil de João Evangelista Alves de Paula, Imperial Artigos de Proteção. Tem ainda: Marlon Xavier Oliva Bicalho, Thiago Queiroz Borges Muniz, Felipe Queiroz Alvarenga, Palácio dos Cartuchos, Marcelo Gonçalves de Souza, Jose Valter de Almeida Tenório, Sempre Editora, Halley Fernando Castro de Oliveira, Jorge Humberto da Silva, Luciano Guimarães Pereira, JF Empresa Jornalística e Promoções, Leonardo Andrade, Ruy Adriano Borges Muniz, Marlene Tavares Cardoso, Marcelo Lucas de Souza, Farley Soares Menezes, Viviane Soares Fonseca e Keila Jeanny Ferreira de Souza. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta
15ª Semana Nacional de Museus com extensa programação

– Museu Regional abre as portas para várias exposições durante a Semana O Museu Regional do Norte de Minas está inserido em um dos mais importantes eventos do segmento no País. Entre os dias 17 e 21 deste mês, o espaço será uma das sedes da 15ª Semana Nacional de Museus, com extensa programação para os amantes da arte associada à história e à cultura da região. Segundo a Unimontes, a programação está definida, com ação educativa junto às escolas e colégios, visitas mediadas, palestras e exposições temporárias. A promoção em nível nacional é do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) Sociedade Brasileira de Museus (SBM) e Ministério da Cultura (Minc), alusiva ao Dia Internacional de Museus (18 de maio). O tema em 2017 é “Museus e Histórias Controversas: Dizer o Indizível em Museus”, com justificativa – segundo a organização – “da busca da reflexão de narrativas museográficas produzidas a partir de escolhas, disputas de poder e silêncios, que coloca muitas vezes suas exposições e acervos circunstanciados pelos interesses do presente e daqueles que os narram”. EXPOSIÇÕES | Durante o evento, o Museu receberá quatro exposições temporárias, sendo uma delas de livros: “Conhecimento para a Vida”, com a divulgação das obras e títulos lançados pela Editora Unimontes. A iniciativa integra as comemorações pelos 55 anos de existência da Universidade. O professor Lucas Carvalho, do curso de Artes Visuais, é o curador da exposição mista “Uma Cor, Uma Época, Uma Causa”, que também está entre as atrações da 15ª Semana de Museus. O trabalho é um coletivo produzido pelos acadêmicos do 2º período, com 15 itens entre telas e fotografias. A exposição “Das Telas de Algodão às Telas Virtuais”, do professor e artista plástico Hélio Brantes, com doze trabalhos inspirados na influência digital no cotidiano das pessoas. O material foi produzido a partir do mestrado em “Arte e Cultura Visual”. Inspirado em paisagens, o artista plástico Hélio Aguilar apresenta no MRNM a exposição “Caminhos”, com telas inspiradas em diversos cenários do Norte de Minas. PALESTRAS | Entre os dias 17 e 19/5, serão realizadas três palestras dentro da programação do evento, sempre às 19 horas. Os trabalhos neste sentido começam na quarta-feira (17), com o professor Jânio Marques Dias, do curso de História e diretor de Documentação e Informações da Unimontes, que abordará o tema: “Subjetividades das Narrativas Históricas: o Dito e o Indizível”. Para quinta-feira (18/5), foi escolhido otema: As Relações entre Arquitetura e Memória: Lugares de História”, com abordagem do professor Régis Eduardo Martins. Na sexta-feira (19), o vice-reitor da Unimontes, professor Antônio Alvimar Souza, também docente do Departamento de Filosofia, ministra a palestra “As Histórias que nossos Museus estão Contando”. As visitas guiadas estão agendadas para os dias 17 e 19 de maio, com o agendamento prévio das escolas públicas e particulares da cidade. A entrada é gratuita. Para as pessoas que desejarem receber certificado (20 horas) será preciso se inscrever, com pagamento de taxa simbólica de R$ 10,00. E no dia 21, mais uma edição do projeto “Domingo é Dia de Museu”, com a abertura do espaço para visitação de 9 às 13 horas, também gratuitamente, com ações educativas para o público em geral. Com informações da Unimontes.