Zema agora usa vírus para não pagar aos professores

– Salários da educação já eram pagos de forma precária mesmo antes da pandemia do coronavírus. Categoria ainda não recebeu 13º de 2019 – * Por Waldo Ferreira Com a pandemia do coronavírus, o governo Zema encontrou mais uma justificativa para aprofundar as restrições ao pagamento da maioria das categorias de trabalhadores do Estado, entre elas a educação, que já sofre com a falta de valorização. A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) divulgou nota em que repudia decisão do governador Romeu Zema (Novo) de pagar os salários do mês de abril exclusivamente aos servidores da segurança pública e da saúde, deixando de fora as demais. A entidade ressalta que compreende a prioridade dada aos serviços públicos que contemplam as medidas necessárias para conter o avanço do coronavirus, bem como o tratamento dos infectados e o socorro às famílias com ajuda financeira para garantir-lhes o sustento nesse período. No entanto, lembra que outros serviços públicos são fundamentais para o funcionamento do Estado e da vida das pessoas. E que eles estão sendo realizados em casa, de forma remota ou presencialmente, pelos servidores de suas áreas. “A queda na arrecadação e a crise pelo Codiv-19 não podem ser justificativas para o não pagamento de salários, a maioria há muito tempo defasados”, diz a Adunimontes, lembrando que algumas categorias nem receberam o 13º Salário de 2019, como professores e professoras da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). “Enquanto se pratica essa crueldade com os servidores, são concedidas isenções fiscais no valor de R$ 6 bilhões a empresas que ameaçam demitir em plena pandemia e o Estado continua a pagar a dívida com a União, o que já foi suspenso por ouros governadores. Isso, em que pese não se realizar há muito tempo uma auditoria sobre as questionadas dívidas públicas de Minas Gerais”, critica a nota de repúdio. De acordo com o documento, “ameaçar o sustento de milhares de servidores da educação, meio ambiente, vigilância sanitária e fisco, entre outras tantas categorias, em plena pandemia, é de uma enorme falta de humanitarismo e a prova de que este governo não valoriza a educação e as demais categorias de trabalhadores do Estado. A presidente da Adunimontes, Ana Paula Thé, ressalta que os professores que farão os testes do coronavírus em Montes Claros ainda terão que lidar com a falta de salários. “Estamos todos trabalhando em home office, com as aulas da graduação sendo realizadas a distância. As orientações e atividades de pesquisa permanecem sendo realizadas, sem a menor perspectiva de salário no mês”, lamentou. Jornalista, assessor de comunicação da Adunimontes
Fora Bolsonaro! Rogério Corrêa e Margarida Salomão são os únicos deputados que representam a esquerda em Minas Gerais

– Grupo de parlamentares do PT abre dissidência e divulga manifesto pelo “Fora Bolsonaro” – “Diante de tantos crimes e violências, é legitimo o direito de colocar abaixo um governo que pode levar à morte, por doença ou miséria, milhões de brasileiros e brasileiras”, diz o deputado Rogério Correia (PT-MG), um dos signatários do documento Com a atual má-gestão de Jair Bolsonaro frente à epidemia de coronavírus no país, um grupo de parlamentares e dirigentes do Partido dos Trabalhadores divulgou um manifesto, cuja palavra de ordem é “Fora Bolsonaro!” – o que contraria a direção nacional do partido. Para os signatários do documento, “a política do governo Bolsonaro diante da expansão do coronavírus desmascara seu servilismo frente aos interesses capitalistas mais sórdidos. Sua atuação é marcada por seguidos ataques ao isolamento social e pela adoção de medidas destinadas a proteger, acima de tudo e de todos, os lucros dos oligopólios bancários”. “Fora Bolsonaro” é a palavra de ordem, já gritada a plenos pulmões nas principais cidades do Brasil, que expressa a única possibilidade de defender a vida do povo. Diante de tantos crimes e violências, é legitimo o direito de colocar abaixo um governo que pode levar à morte, por doença ou miséria, milhões de brasileiros e brasileiras. Não se trata apenas de trocar um presidente farsesco e ditatorial, mas de mandar à lata de lixo da história todo o seu governo e o projeto que encarna, devolvendo à soberania popular o destino sobre o futuro da nação”, defende o manifesto dos parlamentares e líderes partidários. Leia a íntegra do manifesto: EM DEFESA DA VIDA, FORA BOLSONARO! 1. A política do governo Jair Bolsonaro diante da expansão do coronavírus desmascara seu servilismo frente aos interesses capitalistas mais sórdidos. Sua atuação é marcada por seguidos ataques ao isolamento social e pela adoção de medidas destinadas a proteger, acima de tudo e de todos, os lucros dos oligopólios bancários. Esse comportamento criminoso configura ato de sabotagem contra a saúde pública e a economia popular, representando o mais grave perigo ao povo e à nação em nossa história recente. 2. As atitudes do ex-capitão e sua administração são um capítulo previsível do projeto neoliberal que tomou de assalto o comando do Estado em 2016, através do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. O desmonte do Estado e dos serviços públicos, a desidratação financeira do SUS e a precarização das relações de trabalho, entre outros fatores, tornaram o país mais vulnerável para enfrentar situações de crise sistêmica, como a provocada pela pandemia em curso. Mesmo diante do risco de um genocídio sanitário, Bolsonaro e seus asseclas reafirmam a opção por proteger os privilégios dos mais ricos. Nesse caminho antinacional, antipopular e antidemocrático, acelerando o desmonte final da Constituição de 1988, confronta-se contra o pacto federativo, reforça a transição para um Estado policial e amplia a tutela militar. 3. Está se tornando evidente, para a maioria do povo brasileiro, que a guerra contra o coronavírus somente poderá ser realmente vencida se for colocado um fim ao governo Bolsonaro, com sua substituição por uma alternativa democrática e popular capaz de aplicar um programa de reconstrução nacional que rompa com o neoliberalismo. Para além de medidas emergenciais que estão na ordem do dia, o país precisa de um novo rumo para se reerguer, derrotando a hegemonia do capital financeiro e a subordinação ao modelo neocolonial. 4. “Fora Bolsonaro” é a palavra de ordem, já gritada a plenos pulmões nas principais cidades do Brasil, que expressa a única possibilidade de defender a vida do povo. Diante de tantos crimes e violências, é legitimo o direito de colocar abaixo um governo que pode levar à morte, por doença ou miséria, milhões de brasileiros e brasileiras. Não se trata apenas de trocar um presidente farsesco e ditatorial, mas de mandar à lata de lixo da história todo o seu governo e o projeto que encarna, devolvendo à soberania popular o destino sobre o futuro da nação. 5. Feitas essas considerações, o Partido dos Trabalhadores orienta toda a sua militância, dirigentes, parlamentares e gestores, nas condições que forem possíveis, ao engajamento na luta pela implementação do programa de emergência e pelo fim imediato do governo Bolsonaro. Devemos fortalecer todas as iniciativas convocadas pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo, atraindo novos setores e impulsionando ações unitárias. 6. O programa de emergência é instrumento fundamental para o combate ao vírus e para a sustentação econômico-social dessa jornada. Elaborado pelo PT e demais partidos de esquerda, consolidado pelas FBP e a FPSM, também contribui para unificar o campo democrático-popular, desmascarar o governo Bolsonaro e demarcar diferenças com as medidas insuficientes propostas pela oposição de centro-direita, pressionando por providências mais avançadas. 7. Estamos diante de uma batalha histórica: os povos de todo o mundo somente se libertarão da peste viral e seus desastres se forem capazes de avançar no combate ao sistema capitalista e por uma nova ordem mundial, enterrando a longa e desumana dominação dos interesses imperialistas. O Partido dos Trabalhadores, a esquerda brasileira e os movimentos populares de nossa terra mais uma vez estarão à altura de participar dessa batalha com firmeza, generosidade e espírito unitário. FORA BOLSONARO! Brasília, 9 de abril de 2020 Assinam: Afonso Florence – Deputado Federal – BA Arlindo Chinaglia – Deputado Federal – SP Carlos Zarattini – Deputado Federal – SP Célio Moura – Deputado Federal – TO Cícero Balestro – Diretório Nacional – RS Dionilso Marcon – Deputado Federal – RS Ele Coutinho – Diretório Nacional/Diretoria FPA – BA Elvino Bohn Gass – Deputado Federal – RS Frei Anastácio – Deputado Federal – PB Jandyra Uehara – Diretório Nacional/Executiva Nacional CUT – SP Joaquim Soriano – Executiva Nacional – SP Jorge Solla – Deputado Federal – BA José Genoíno Neto – Ex-presidente nacional do PT – SP Júlio Quadros – Diretório Nacional – RS Luizianne Lins – Deputada Federal – CE Marcio Tavares – Executiva Nacional – RS Margarida Salomão – Deputada Federal – MG Maria do Rosário – Deputada Federal/Executiva Nacional
SES-MG aprova 5 consórcios de saúde do Norte de Minas para compor a Rede de Enfrentamento a Emergências

* Por Pedro Ricardo A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais – (SES-MG) aprovou a seleção de cinco consórcios intermunicipais de saúde do Norte de Minas para compor a Rede de Cooperação Intermunicipal para Enfrentamento das Emergências em Saúde Pública. O resultado final da seleção contempla 18 consórcios intermunicipais de saúde, sendo que no Norte de Minas estão aprovadas as seguintes entidades: Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência do Norte de Minas – (Cisrun), sediado em Montes Claros; Consórcio Intermunicipal de Saúde do Entorno de Salinas – (CIS NES); Consórcio Intermunicipal União da Serra Geral – (CIS União Geral), sediado em Janaúba; o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião do Alto Rio Verde Grande – (Cisvarg) e o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte de Minas – (CIS Norte), sediado em Brasília de Minas. Destinado aos consórcios públicos instituídos em conformidade com a Lei Federal 11.107, o edital de seleção publicado neste ano pela SES-MG visa complementar a estrutura e atuação da vigilância em saúde, além da assistência a pacientes no atendimento às emergências em saúde pública. A seleção dos consórcios busca ampliar a oferta de recursos humanos, procedimentos, insumos e medicamentos, além de capacitar e qualificar os profissionais para resposta adequada e atendimento complementar frente a uma emergência em saúde pública. O edital terá vigência de um ano, prorrogável conforme interesse público por igual período. A superintendente regional de saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques entende que a iniciativa da SES-MG em selecionar consórcios para implementação de ações de apoio em situações de emergência possibilitará ao Estado ganhar agilidade no atendimento das demandas que porventura vierem acontecer, sobretudo numa região com grande extensão territorial como é o Norte de Minas. Conforme estabelece o edital de seleção, para o atendimento às emergências em saúde pública poderá ser requerida a aquisição de insumos, medicamentos e materiais de consumo, bem como a contratação de profissionais para ampliar a capacidade de resposta do município ou região afetada. A definição dos profissionais e do quantitativo a ser contratado estará relacionada à natureza, características e amplitude da emergência em saúde pública e serão definidas pela SES-MG. Jornalista
Kalil critica reabertura de comércios em outras cidades: ‘Daqui a pouco vai faltar caixão’

Alexandre Kalil (PSD), fez duras críticas aos prefeitos de cidades mineiras que estão autorizando a reabertura de comércios em meio à pandemia do novo coronavírus e voltou a defender o isolamento social, nesta sexta-feira (3). O prefeito de Belo Horizonte disse, em entrevista à Rádio Itatiaia, que os políticos estão “brincando com coisa séria” e que se continuar desta forma “não vai faltar respirador, vai faltar é caixão, como aconteceu na Europa”, afirma. “Acho que tinha que ser um isolamento uniforme [em Minas Gerais]. Não podemos arcar com flexibilização. É ir contra o que o mundo todo está fazendo. Se 1.690 pessoas morreram em um dia em Nova York, vamos evitar. Só tem um modo: ficar em casa, custe o que custar”, disse. Kalil falou que o momento é de pensar nas pessoas em vulnerabilidade social e não em empresários. “Não é hora de agradar empresário. Vamos pensar nos aglomerados e favelas, gente que vive amontoado em lugares pequenos”. Para a população de Lagoa Santa, onde o comércio teve a reabertura autorizada, o mandatário fez um apelo. “Independentemente da flexibilização, vá para casa. O mundo todo aprendeu que tem que ficar em casa. Tá certo? Estão brincando com coisa séria”, orienta. O chefe do executivo municipal reforçou que segue as orientações das autoridades de saúde e que neste momento não vai mandar reabrir o comércio da capital mineira. “O prefeito não toma atitude, ele é orientado por infectologistas. Se eles mandarem flexibilizar amanhã, eu vou. Não sou o rei da cocada preta”, ironiza. Brasil precisa de ‘comando’ O prefeito de BH disse ainda que o governo federal não enviou recursos para ajudar no combate ao COVID-19. “Esperamos que [o governo] tome a postura do mundo todo”. Kalil também criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “A população precisa do comando de um presidente para estar à frente de uma guerra que o Brasil está preparando para enfrentar”, finaliza.
Funed habilita 19 laboratórios para testes de coronavírus em Minas Gerais

– Entre as instituições contempladas está o laboratório de pesquisas do Hospital Universitário Clemente de Farias, em Montes Claros – O Governo de Minas Gerais está ampliando a rede de testes para o novo coronavírus. Único laboratório público em Minas Gerais, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) publicou nesta quinta-feira, 2/4, a habilitação de 19 laboratórios aptos a realizarem o diagnóstico para identificação da Covid-19. Entre as instituições credenciadas está o Laboratório de Pesquisas do Hospital Universitário Clemente de Faria, administrado pela Universidade Estadual de Montes Claros – (Unimontes). Com a ampliação da Rede, a Funed prevê que serão processadas, por dia, 1 mil 800 amostras, o que irá subsidiar a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) na tomada de decisões e no monitoramento efetivo da circulação do vírus em todo o Estado. Para o vice-presidente da Funed, Rodrigo Leite, a ampliação da rede de laboratórios é um ganho não somente para o governo como para toda a sociedade. “Com uma maior celeridade no diagnóstico dos exames é possível, por exemplo, tomar decisões em tempo oportuno, que venham contribuir para mitigar os efeitos da pandemia em nosso Estado”, reforça o vice-presidente. A partir desta quinta-feira, além do laboratório do HUCF, as análises das amostras também serão realizados em Viçosa e Rio Paranaíba, pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); em Diamantina, pela Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); em Ipatinga, pelo Hospital Márcio Cunha, da Fundação São Francisco Xavier; em Sete Lagoas, pelo Laboratório Santa Lúcia; em Lagoa Santa, pelo Loci Genética Laboratorial e em Pedro Leopoldo, pelo Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa). Em Belo Horizonte, além da Funed, os exames também serão realizados pelos laboratórios da Fundação Hemominas; da Fiocruz; da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica e do Simile Instituto de Imunologia Aplicada. O método para a realização dos exames será o RT-PCR, que identifica o material genético, no caso o RNA do vírus presente na amostra. Essa técnica é a indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é baseada no princípio da reação em cadeia da polimerase (PCR) para identificar o material genético dos vírus. HABILITAÇÃO Entre os dias 23 e 26/03, a Funed abriu inscrições para os laboratórios interessados em fazer parte da RedeLab Covid-19. Pelo menos 120 laboratórios se cadastraram e, desses, 47 encaminharam o checklist obrigatório para avaliação. Após a avaliação da documentação encaminhada, 20 laboratórios foram considerados aptos a ingressarem na rede. Esses laboratórios apresentaram atendimento mínimo aos requisitos da RDC 302 de 2005, nível de biossegurança NB2 e capacidade técnica e operacional para executar exames de RT-PCR em tempo real. Até a próxima terça-feira, 7/4, será encaminhado o Termo de Compromisso que deverá ser assinado, digitalizado e encaminhado via e-mail para a Funed até o dia 9/4/2020. Os requisitos mínimos também estão descritos na Nota Técnica da Funed que pode ser acessada aqui. A Funed habilitou os laboratórios em duas categorias, que são os parceiros e os colaboradores. “Os parceiros trabalharão de forma integrada com os laboratórios da Fundação, com fluxo contínuo de insumos, reagentes, equipamentos, processos e de profissionais, ou seja, serão como uma extensão da própria Funed”, explicou Marluce Oliveira, diretora do Laboratório Central de Saúde Pública da Funed. Já os colaboradores, “terão mais autonomia, e serão responsáveis por todas as fases do exame, desde o recebimento da amostra até a liberação do resultado no sistema”, complementou.
Covid-19 – Seis hospitais do Norte de Minas vão receber 30 respiradores

– Superintendência Regional de Saúde e Unimontes viabilizam abertura de novos leitos de UTI no Norte de Minas – Distribuição de 30 respiradores vão descentralizar os atendimentos de pacientes com Covid-19 * Por Pedro Ricardo Numa ação da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros em negociação com a Reitoria da Universidade Estadual de Montes Claros – (Unimontes), seis hospitais do Norte de Minas vão receber 30 respiradores que possibilitarão colocar em funcionamento, de imediato, novos leitos de terapia intensiva para tratamento de pessoas infectadas pelo coronavírus. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 2 de abril, após consenso envolvendo a SRS de Montes Claros, a Unimontes e o Conselho de Secretários de Saúde de Minas Gerais – (Cosems). Os respiradores estavam sob a guarda da Unimontes. Eles foram apreendidos pela Receita Federal e foram doados ao Hospital Universitário Clemente de Faria – (HUCF) por ser uma instituição pública e que presta 100% de atendimento gratuito à população, por meio do Sistema Único de Saúde – (SUS). Com os aparelhos recebidos da Receita Federal o Hospital Universitário abriu 15 novos leitos de UTI e decidiu ceder os demais a outros hospitais da macrorregião de saúde do Norte de Minas, como forma de possibilitar a descentralização de serviços de saúde de alta complexidade. A distribuição dos 30 respiradores seguiu dois critérios: a instituição beneficiada já possuir leitos de UTI e, com isso, equipe de saúde já habilitada para o atendimento de pacientes em situação de saúde grave; e, o segundo, ter capacidade para funcionamento imediato dos novos leitos de terapia intensiva. Com base nesses critérios a distribuição ficou da seguinte forma: Dez respiradores para a Santa Casa de Montes Claros; oito para o Hospital Dílson Godinho; cinco serão destinados ao Hospital Municipal Senhora Santana, de Brasília de Minas; três para o Hospital Dr. Moisés Magalhães Freire, de Pirapora; três para o Hospital Santo Antônio, de Taiobeiras e um aparelho para o Hospital Regional de Janaúba. A superintendente regional de saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques explica que a distribuição dos respiradores ter levado em consideração os hospitais já terem condições de colocar, de imediato, os leitos de UTI em funcionamento possibilitará a ampliação da capacidade da região de acolher pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente da Covid-19, doença causada pelo coronavírus. “A abertura de novos leitos de UTI em outros municípios fortalece as microrregiões de saúde do Norte de Minas e, além de descentralizar os tratamentos para outras cidades polo, viabilizará maior comodidade e agilidade no atendimento das demandas da população” – ressalta Dhyeime Marques. Jornalista
UFMG pesquisa exames e vacina para frear o Covid-19: ‘Estamos trabalhando 12h por dia, sem parar’

– Em tempos de quarentena, quem passa pelas imediações da UFMG observa uma cena pouco comum: a universidade está vazia e, aparentemente, solitária. No entanto, mesmo que de forma silenciosa, salas da UFMG abrigam batalhas diárias. Professores, pesquisadores e estudantes integram três frentes de trabalho para achar uma vacina e também melhorar os equipamentos para o diagnóstico do novo coronavírus. “Paramos tudo o que estávamos desenvolvendo em termos de pesquisas relacionadas, por exemplo, a Leishmaniose, a Dengue e a Chikungunya. Passamos a nos dedicar a esse inimigo em comum”, informou o virologista do Centro de Tecnologia em Vacina (CTVacinas) da UFMG e integrante do Comitê Permanente de Acompanhamento das Ações de Prevenção e Enfrentamento do Novo Coronavírus. Parte dos trabalhos de pesquisas relacionados ao novo coronavírus estão em desenvolvimento na sede do CTVacinas, que fica no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC). Com estrutura moderna, o centro foi criado em 2016 e é resultado de uma parceria estabelecida entre a UFMG e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas). O foco do BH-TEC são pesquisas em biotecnologia. Quem são os pesquisadores? Com hora marcada para chegar aos laboratórios e sem horário para sair, os pesquisadores de diversas áreas como Farmácia, Medicina, Biomedicina e Biologia se dedicam inteiramente ao trabalho. O nível de formação é variado. “Temos técnicos, mestrandos, doutorandos, doutores e até pós-doutores. São 15 pessoas com vasto currículo acadêmico”, ressaltou Flávio. Na liderança de toda esse trabalho está uma mulher. É a professora doutora Santuza Teixeira. Com doutorado em Bioquímica pela Universite de Lausanne, na Suiça, ela possui pós-doutorado pela Universidade de Iowa, dos Estados Unidos, e já presidiu a Sociedade Brasileira de Protozoologia. Frentes de batalha Os profissionais da universidade estão atuando em três frentes de trabalho. A primeira delas é a de suporte, na qual há a prestação de serviço. Os pesquisadores auxiliam os laboratórios licenciados no diagnóstico de casos da Covid 19. “Montamos um laboratório de diagnóstico. Isso foi necessário porque só a Fundação Ezequiel Dias (Funed) está com milhares de amostras para serem analisadas”, disse o professor. Ao BHAZ, a Funed informou, nesta segunda-feira (30), que cerca de 3.000 amostras aguardam análise. “Diante da alta demanda, estamos apoiando a operação”, ressaltou o pesquisador. A estrutura na UFMG foi montada com apoio da USP (Universidade de São Paulo), que cedeu parte dos insumos. No entanto, os laboratórios acadêmicos não podem elaborar laudos de diagnósticos. “O que estamos fazendo é um apoio ao diagnóstico”, reitera Flávio. O laboratório de testagem da UFMG começou a funcionar na segunda-feira (23). Até a sexta-feira (27), já havia liberado 108 resultados. Destes, sete deram positivo para o Coronavírus. Teste em tempo recorde O professor Flávio explicou que a segunda frente de trabalho tem o objetivo de desenvolver novos sistemas de diagnóstico para a doença. “Queremos uma forma de diagnóstico mais simples”, afirmou. Até o momento, existem dois testes em desenvolvimento na universidade mineira. O primeiro deve funcionar por meio da detecção de anticorpos ou proteínas do vírus. “Vai ser como um teste de gravidez, é um teste rápido. O resultado positivo ou negativo deve sair em até seis minutos”, explicou o professor. A outra alternativa, que também está sendo estudada, é o teste “Elisa” que, apesar de demorar um pouco mais para liberar o resultado, até seis horas, é mais sensível e tem maior assertividade. Os testes estão sendo desenvolvidos em tempo recorde.”Geralmente gastamos de um a dois anos para desenvolvermos um teste desses, mas com esse esforço, não vamos demorar para liberar os primeiros protótipos” pondera o professor. Vacina A terceira linha de pesquisa, que é de longo prazo, é o desenvolvimento de uma vacina específica contra a Covid-19. “São pesquisas muito mais demoradas. A da dengue demorou quase 20 anos para ser desenvolvida”, explicou. Mas há certo otimismo para o desenvolvimento da vacina contra o Covid-19. “A vacina deve sair em um ou dois anos. Acredito nisso pois há uma tentativa do mundo inteiro, e estamos trabalhando de forma integrada. Enquanto quase tudo está parado, a ciência se movimenta de forma inédita, por mais silencioso que seja o nosso trabalho”, finalizou o professor. Fonte: BHAZ Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/03/28/minas-investiga-excesso-de-corpos-em-funeraria-e-cogita-exumacao-para-testar-coronavirus/
Minas tem primeiro bebê infectado por coronavírus; casos confirmados chegam a 205

– Um bebê foi infectado pelo Covid-19, o novo coronavírus, em Minas Gerais. Os casos confirmados da doença chegaram a 205, conforme o Informe Epidemiológico, divulgado pela SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde), neste sábado (28) – O informe não traz detalhes sobre o bebê, como idade, cidade em que mora e estado de saúde. Em todo o Estado somente um paciente é menor de 1 ano. A maioria dos infectados para a Covid-19 tem entre 20 e 59 anos – 173 casos. A cidade com o maior número de casos confirmados é Belo Horizonte (129), seguido de Nova Lima (16) e Juiz de Fora (11). Minas Gerais segue sem óbitos confirmados para o novo coronavírus. A SES investiga 18 mortes. O número caiu de ontem para hoje, quando havia a suspeita de que 38 pessoas tinham morrido pela doença. Covid-19 no Brasil Subiu para 3.417 os casos confirmados de coronavírus no Brasil, até essa sexta-feira (27). O número de óbitos também apresentou elevação e chegou a 92. A atualização, por parte do Ministério da Saúde, acontecerá ao longo do dia. De acordo com informações repassadas pelos Estados ao Ministério da Saúde, até as 17h de ontem, as mortes estão localizadas nos seguinte estados: São Paulo – 68 Rio de Janeiro – 10 Pernambuco – 4 Ceará – 3 Paraná – 2 Rio Grande do Sul – 2 Santa Catarina – 1 Goiás – 1 Amazonas – 1 Para mais informações sobre o Covid-19 no Brasil clique aqui.
Zema não assina carta dos governadores para evitar confronto com Bolsonaro: ‘Momento de união’

– Em meio ao embate entre governadores e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, (Novo) não assinou a carta direcionada ao chefe do Executivo nacional. – O documento foi redigido após videoconferência entre 26 governadores nessa quinta-feira (26). O encontro teve o objetivo de discutir medidas a serem tomadas durante a pandemia do Covid-19 – o novo coronavírus. O encontro virtual ocorreu após Bolsonaro acusar os gestores estaduais de exagero nas medidas tomadas de prevenção à enfermidade. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi o coordenador do encontro. Em um dos trechos da carta, os governadores afirmam que vão “continuar adotando medidas baseadas no que a ciência afirma, seguindo orientação de profissionais de saúde e, sobretudo, os protocolos orientados pela OMS (Organização Mundial de Saúde)”. Zema e o Coronel Marcos Rocha (PSL), governador de Rondônia, foram os únicos que não assinaram a carta. No entanto a decisão do político mineiro não foi bem vista pelos demais governadores e não é descartado um isolamento de Zema, por conta da decisão. O que diz o Governo? Procurado pelo BHAZ, o Governo de Minas Gerais informou, em nota, que Zema defende a “união de todos os gestores públicos” neste momento. “Por esse motivo [o governador], não endossou uma primeira versão da carta, que cita o presidente Jair Bolsonaro”, diz um dos trechos. O político mineiro sugeriu uma nova redação da carta, algo que não foi aceito e isso contribui para a assinatura dele não acontecer. Nota do Governo de Minas Gerais na íntegra: “O governador Romeu Zema esclarece que reuniu-se ontem, por videoconferência com outros 25 governadores do país. Na ocasião, discutiram medidas para enfrentamento da grave crise decorrente do coronavírus. Algumas dessas ações já haviam sido levadas ao presidente Jair Bolsonaro e a ministros, em videoconferência realizada na manhã de ontem. Ao fim do encontro virtual dos governadores, ficou decidido que as sugestões seriam apresentadas em carta, fruto de uma construção coletiva. O governador Romeu Zema defende que esse é um momento de união de todos os gestores públicos. Por esse motivo, não endossou uma primeira versão da carta, que cita o presidente Jair Bolsonaro. Zema sugeriu uma nova redação, que não foi contemplada. Com isso, o governador optou por não avalizar o documento final. Romeu Zema reitera que os pontos defendidos por Minas Gerais são: 1) Liberação de recursos por meio da Lei Kandir; 2) Aprovação do Projeto de Lei Complementar 149/2019 (“Plano Mansueto”) e mudança no Regime de Recuperação Fiscal, de modo a promover o efetivo equilíbrio fiscal dos Entes Federados; 3) Pacote de medidas que preservem empregos e socorro à iniciativa privada, especialmente micro e pequenas empresa”. Via BHAZ
Minas investiga excesso de corpos em funerária e cogita exumação para testar coronavírus

– Funerária em BH recebeu 41 cadáveres em 48 horas, alguns com laudo de covid-19, apesar de o governo ainda não ter confirmado nenhuma morte por coronavírus – O governo de Minas Gerais investiga a chegada de 41 cadáveres, em um intervalo de 48 horas, numa funerária do bairro de Nova Gameleira, em Belo Horizonte. Segundo boletim de ocorrência da Polícia Militar mineira obtido pelo Estado, os laudos das mortes apontam causas de insuficiência respiratória aguda, pneumonia e covid-19, apesar de o governo mineiro não ter confirmado, até esta sexta-feira, nenhuma morte por coronavírus. O governo de Minas Gerais admite que corpos estão sendo enterrados no Estado sem que se saiba se a morte se deu por causa da nova doença. O diagnóstico do coronavírus depende de exames laboratoriais “realizados em vida, e não de necropsia”, afirma a secretaria de Saúde. “Após o término da contingência epidemiológica, caso a autoridade policial entenda ser necessária, a exumação do corpo a poderá ser realizada”, diz. No dia 22 de março, a Polícia Militar mineira recebeu uma denúncia anônima, em que um morador relatava a existência de corpos acumulados em uma funerária da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao chegar ao local, a equipe do 5º Batalhão se deparou com o gerente da funerária, que narrou que, entre os dias 20 e 22 deste mês, 73 cadáveres haviam chegado à funerária com laudos da causa da morte parecidos: pneumonia ou insuficiência respiratória. Pelo menos um dos laudos, segundo a PM, apontava a causa da morte como coronavírus. O corpo era oriundo da cidade de Betim. O governo de Minas Gerais, apesar de admitir que investiga os casos, continuou afirmando, neste sábado, 28, que nenhuma morte foi confirmada no Estado por coronavírus. A Secretaria de Estado de Saúde explicou, no entanto, que a notação de covid-19 referente a este corpo não quer dizer, necessariamente, que a causa do óbito foi por coronavírus, e sim que a morte aconteceu durante o período de pandemia. Segundo a pasta, a confusão aconteceu porque a Polícia Civil teria orientado os médicos legistas a registrarem a descrição “morte em momento de vigência da pandemia pelo Covid19” em laudos de mortes suspeitas no Estado. “O objetivo da anotação era justificar a não realização do exame interno, no cadáver e não significa, absolutamente, que a causa da morte foi o Covid19”, justifica o governo, que afirma ainda que alterou a descrição das causas das mortes: “De toda forma, para evitar qualquer interpretação equivocada, alterou-se a orientação original. Não sendo possível a determinação da causa do óbito, a declaração constará, apenas, causa indeterminada e outras informações constarão no laudo de necropsia enviado à autoridade policial.” NÚMERO DE CADÁVERES ‘EXTREMAMENTE ELEVADO’ Aos militares, o gerente da funerária do bairro Nova Gameleira disse que o volume de cadáveres era “extremamente elevado para a rotina daquele estabelecimento”. “Em 30 anos de profissão nunca vi tantos corpos num curto intervalo de tempo”, afirmou o gerente aos policiais. Segundo o relatório de chegada de cadáveres da funerária, todos os corpos eram de falecidos com idade entre 49 e 90 anos de idade. Por meio de nota, a secretaria de Saúde do Estado informou que “a situação mencionada está sendo avaliada e acompanhada pelos órgãos competentes”. E reafirmou que ainda não há óbitos pela doença no Estado. “Tão logo as informações sejam apuradas adequadamente daremos os devidos esclarecimentos”, disse. O governo de Minas informou que a Polícia Civil, no último dia 21, havia orientado os médicos-legistas a priorizar, na necropsia, o exame cadavérico externo, com o objetivo de reduzir o agravamento da pandemia da covid-19, mantendo a obrigatória utilização do equipamento de proteção individual (EPI). No Estado, há relatos de os corpos acautelados em câmaras frigoríficas do IML. A secretaria de Saúde diz que se referem a “casos em processo identificação, que aguardam autorização para o enterro e não se referem à pandemia do Covid-19.” Crédito: Extrato de boletim de ocorrência que registra a chegada de 41 corpos a funerária em Belo Horizonte