Kassio Nunes Marques toma posse como ministro do Supremo Tribunal Federal

– Durante a cerimônia, o presidente do STF, Luiz Fux, deu boas vindas ao novo ministro e disse que Nunes Marques tem todos os requisitos para assumir uma cadeira na Corte Agência Brasil – Kassio Nunes Marques tomou posse hoje (5) como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Nunes Marques é o primeiro integrante da Corte indicado pelo presidente Jair Bolsonaro e deve permanecer no Tribunal até 2047, quando completa 75 anos. A cerimônia foi rápida, com duração de cerca de 15 minutos. Devido à pandemia de covid-19, o evento foi acompanhado presencialmente somente por Bolsonaro, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, além do procurador-geral da República, Augusto Aras, e do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. O novo ministro não discursou na cerimonia e apenas prestou compromisso para assumir o cargo. “Prometo bem e fielmente cumprir os deveres do cargo de ministro do STF, em conformidade com a Constituição e as leis da República”, afirmou. Durante a cerimônia, o presidente do STF, Luiz Fux, deu boas vindas ao novo ministro e disse que Kassio Marques tem todos os requisitos para assumir uma cadeira na Corte. “Vossa Excelência tem reputação ilibada, tem, pelo seu currículo, notório saber jurídico. Vossa Excelência tem conhecimento enciclopédico e, acima de tudo, independência olímpica. Seja muito bem vindo. Que Deus proteja a sua caminhada”, disse Fux. Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 48 anos de idade e foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro Celso de Mello, que se aposentou. Antes de chegar ao Supremo, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília. Foi advogado por cerca de 15 anos e juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí. Perfil No dia 21 de outubro, o plenário do Senado aprovou a indicação do nome de Nunes Marques por 57 votos a 10. Antes da votação, durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o magistrado se definiu com perfil garantista. Para ele, o chamado “garantismo judicial” significa a aplicação da lei e da Constituição e não pode ser confundido com leniência. “Sim, eu tenho esse perfil. O garantismo deve ser exaltado porque todos os brasileiros merecem o direito de defesa. Todos os brasileiros, para chegarem a uma condenação, precisam passar por um devido processo legal. E isso é o perfil do garantismo, que, de certa forma, pode estar sendo interpretado de forma diferente, inclusive com esse instituto do textualismo e do originalismo”, afirmou.
Golpe – Temer confessa que tramou a deposição de Dilma ainda em 2015

O ex-vice-presidente Michel Temer, que conspirou pela destituição da presidenta Dilma Rousseff, finalmente confessou o óbvio: atuou desde o início pela promoção do impeachment com o Golpe de 2016 logo depois da reeleição de ambos, em outubro de 2014. É o que relata no livro “A Escolha, como um presidente conseguiu superar grave crise e apresentar uma agenda para o Brasil”, uma espécie de memorial e autobiografia, lançado há poucas semanas. Vaidoso e tentando vender-se como um personagem de nobres intenções, Temer tenta criar a ilusão de que o poder lhe caiu nas mãos por obra e graça do acaso. Mas admite que desde 2015 esteve em contato próximo com militares – incluindo o General Sérgio Etchegoyen e o então comandante do Exército, General Villas Bôas – conspirando pela queda da então presidente. O ex-presidente do PMDB, acusado de corrupção, mas até hoje atuando desimpedido, hoje funciona como um interlocutor de Jair Bolsonaro, a quem sempre elogia em qualquer oportunidade. Segundo o ghost writer de Temer, um gaúcho que posa de filósofo e funciona como um dos próceres da direita, Dennis Lerrer Rosenfield, os contatos com a caserna foram iniciados logo depois da reeleição de Dilma e Temer. Rosenfield, que conduziu as entrevistas que resultaram no livro “A Escolha” – ou “Diário de um Golpista” – tenta justificar os contatos iniciados pelos militares, porque esses estariam inconformados com o resultado do relatório da Comissão Nacional da Verdade, concluído em 2014. Co-autor do livro, Rosenfield alega que Dilma estaria pensando em mudar a Lei de Anistia e ressalta que outros temas do Programa Nacional de Direitos Humanos incomodavam a caserna. O golpe teria sido iniciado por conta desse temor dos militares de que o PT poderia vir a querer mudar a forma de acesso de oficiais ao generalato e à formação dos militares nas academias. “Não foi uma vez. Foram vários encontros”, confessa Rosenfield. Os encontros entre o vice-presidente da República e o comandante do Exército acabaram resultando em bons postos de trabalho para os militares. O general Villas Bôas foi mantido no comando e Etchegoyen acabou nomeado ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Temer. Hoje, Villas Bôas é assessor especial do General Augusto Heleno, o linha-dura discípulo do General Sylvio Frota que hoje exerce o cargo de ministro-chefe do Gabinete Militar de Bolsonaro. O comandante ganhou uma boquinha no Palácio do Planalto e, agora, confirma-se que sempre foi um dos conspiradores que ajudaram na eleição do líder da extrema-direita. O próprio Michel Temer é um interlocutor frequente de Bolsonaro, atuando como um consultor de crise do atual presidente da República – sempre de maneira muito polida, como convém aos traidores da Pátria. Temer tenta se vender no livro como um democrata cujo destino fê-lo presidente da República. Jura que atuou como um magistrado. Sua função teria sido buscar a conciliação nacional, diante de um país polarizado. Daí a agenda “Ponte para o Futuro”, o famigerado programa neoliberal do PMDB que resultou na supressão de direitos trabalhistas, entrega do patrimônio público –com o sucateamento da Petrobrás e a venda de outras empresas estatais – e uma política fiscal de arrocho severo, que gerou a Emenda do Teto de Gastos, congelando os investimentos em saúde e educação pelos próximos 20 anos. O resultado da política econômica de Temer é a amarga realidade que o Brasil experimenta hoje: a explosão da dívida pública, o desmanche da Petrobrás, o desemprego alcançando 15 milhões de pessoas – um recorde –, a precarização do trabalho, com 50 milhões de brasileiros vivendo na informalidade, e uma sociedade ainda mais desigual, com 0,1% detendo metade da riqueza nacional. Segundo o Relatório da Desigualdade Global, da Escola de Economia de Paris, o Brasil é hoje o país democrático que mais concentra renda no 1% do topo da pirâmide. Temer tem o que comemorar: o Golpe de 2016 é a chaga nacional aberta que erodiu as instituições do país e abriu a porta para a eleição do primeiro chefe de Estado sem compromisso com o Brasil e o futuro do país.
Privatização: corte de gasto em Saúde e porta para a corrupção – Por Fernando Brito

O decreto assinado ontem por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, mandando planejar a entrega das Unidades Básicas de Saúde – sim, os postos de saúde que todos conhecem – é a porteira aberta para transformar a corrupção no “modelo de negócios” do setor, se quisermos tratar as coisas peelo nome que merecem. Possivelmente – graças a Deus – não passará, mas é um sinal de alerta que não pode ser ignorado. Porque a corrupção que escandalizou o país durante a pandemia veio, em boa parte, daí: das organizações privadas a que foram entregues grande parte da tarefa de montar hospitais de campanha, equipá-los e operá-los, o que se mostrou um desastre em matéria e eficiência no emprego de recursos. É, aliás, ainda pior, porque prevê a possibilidade que que seja entregue à iniciativa privada, além da operação, também a construção dos equipamentos, o que as tornaria eventuais “donas” das unidades de saúde básica. A privatização da saúde não só é um retrocesso de 30 anos em relação às políticas nacionais que criaram e estruturaram o SUS e que, com todas as deficiências, acaba de prova o seu valor inestimável para o país, mas uma ação na contramão de todas as tendências mundiais, como a que estamos vendo nos EUA, onde a falta de uma rede pública deixa o país prisioneiro de uma discussão sobre o grau de subvenções estatais via Medicare. A coisa é tão absurda que as estruturas técnicas do Ministério da Saúde – e, talvez, o próprio ministro-general Eduardo Pazuello – foram bypassados na adoção da medida que, por todas a razões, inclusive a evidente intenção de “liberar o Orçamento federal” da obrigação constitucional de investimento em Saúde, não deve passar de mais um “balão de ensaio” de Guedes. Quem ainda bem, vai morrer ainda em alto mar, pelo bem dos brasileiros. Fernando Brito é Editor do Tijolaço
Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca – Darcy Ribeiro

Darcy Ribeiro (Montes Claros, 26 de outubro de 1922 ) foi um antropólogo, historiador, sociólogo escritor e político brasileiro, conhecido por seu foco em relação aos indígenas e à educação no país. Suas ideias de identidade latino-americana influenciaram vários estudiosos latino-americanos posteriores. Como Ministro da Educação do Brasil realizou profundas reformas, o que o levou a ser convidado a participar de reformas universitárias no Chile, Peru, Venezuela, México e Uruguai, depois de deixar o Brasil devido à ditadura militar de 1964. Foi casado com a etnóloga e antropóloga Berta Gleizer Ribeiro, até 1974. O amor pela educação: 98 anos de Darcy Ribeiro Se estivesse vivo, Darcy Ribeiro completaria neste dia 26 de outubro, 98 anos de idade. E nesse dia do seu aniversário restam as lembranças e os ensinamentos deixados por esse antropólogo, professor, escritor, político, e brasileiro apaixonado. Nesse momento que estamos vivendo, sem dúvidas suas obras, reflexões e projetos se fazem ainda mais necessários e esse é o objetivo do Movimento Cultural Darcy Ribeiro (MCDR): levar esse legado adiante. Por isso não, só hoje, dia que seria de celebrar com samba e alegria seu aniversário, mas todos os dias, o MCDR se concentra em dissipar os ideias de Darcy Ribeiro pelo país inteiro de diferentes maneiras, mas principalmente apostando na formação política da sociedade, que certamente é a melhor maneira de colocar tudo em prática no cotidiano. Darcy Ribeiro nos ensinou sobre o “povo brasileiro”, o povo novo, mestiço e multicultural. Ensinou sobre a importância de defendermos nossas riquezas naturais e toda essa nossa diversidade presente de Norte a Sul do país. Darcy Ribeiro também nos ensinou que sem uma educação pública de qualidade e 100% gratuita e acessível para todos, de preferência em tempo integral, o país não conseguirá progredir. Sendo assim, nesse dia 26 de outubro, 98 anos de Darcy Ribeiro, fica registrada a importância de tudo o que ele criou e ensinou. Certamente se colocarmos em prática suas bandeiras da educação, da cultura, da identidade e da igualdade, seremos uma Nação melhor. Obrigado, Darcy Ribeiro, pela tua vasta contribuição ao Brasil inteiro e ao mundo que conheceu um novo Brasil sob teu olhar e conhecimento. Seguiremos lutando sempre, pois “Mais vale errar se arrebentando do que poupar-se para nada”. Movimento Cultural Darcy Ribeiro PDT Darcy Ribeiro Darcy Ribeiro começou sua vida profissional como antropólogo do Serviço de Proteção aos Índios, onde criou o Museu do Índio e, em parceria com os irmãos Villas-Boas, formulou o Parque Indígena do Xingu. No mesmo período, conheceu e se casou com Berta Gleizer, que se tornaria uma grande parceira intelectual. Posteriormente, ingressa na área educacional e formula o projeto de criação da Universidade de Brasília. Em sua trajetória política, foi ministro da Educação e ministro-chefe da Casa Civil durante o governo de João Goulart, vice-governador do Rio de Janeiro, em 1982, durante do governo de Leonel Brizola, secretário de Cultura e coordenador do Programa Especial de Educação e senador da República de 1991 até sua morte, em 1997. Durante seu exílio, em diversos países da América Latina, atuou como pesquisador, professor e reformador de universidades. Nesse período, iniciou uma intensa produção de livros que o transformou em um dos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde viria a ocupar a cadeira 11 em 1993. Nos últimos anos de vida surpreendeu com sua produção de poemas. Sua produção na área da educação e da cultura deixou marcas no país: criou universidades, centros culturais e uma nova proposta educativa com destaque para a idealização dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), concebidos com a parceria de Leonel Brizola e Oscar Niemeyer, além de deixar inúmeras obras traduzidas para diversos idiomas.
Tribunal aprova impeachment do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés do PSL
Por seis votos a quatro, foi decidido o afastamento temporário de Carlos Moisés (PSL) do cargo. Ele é acusado de crime de responsabilidade na concessão de aumento salarial a procuradores – O Tribunal Especial de Julgamento aprovou na noite desta sexta-feira (23) o pedido de impeachment do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL). Ele agora fica afastado provisoriamente por 180 dias e quem assume o governo é sua vice, Daniela Reinehr, que também estava sendo investigada. Moisés foi eleito com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, mas rompeu com o ex-capitão. O tribunal é composto por cinco deputados da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC). O pedido de afastamento foi aprovado por seis votos a quatro. Agora, o tribunal vai iniciar de fato o julgamento de Carlos Moisés. As informações são do UOL. O governador foi acusado de crime de responsabilidade ao conceder aumento salarial a procuradores de Santa Catarina. Segundo a denúncia, o benefício foi concedido de forma sigilosa, sem autorização legislativa. Na sessão em que a Alesc decidiu abrir processo de impeachment contra o governador, deputados estaduais do próprio partido dele, o PSL, votaram pela continuidade do processo que pode levar a sua perda de mandato. Trata-se do segundo pedido de impeachment em andamento no estado. Os parlamentares já haviam aprovado um pedido anterior por 36 votos a favor e dois contra. Nesse caso, o governador é acusado de cometer irregularidades na compra antecipada de 200 respiradores, no valor de R$ 33 milhões, sendo que apenas 50 foram entregues. Ele também é suspeito de irregularidades na tentativa da contratação do hospital de campanha de Itajaí, no valor de R$ 100 milhões. Com Revista Fórum
Sistema Único de Saúde pode perder 35 bilhões em 2021, defenda o SUS

– Campanha do Conselho Nacional de Saúde em defesa do SUS- “O SUS merece mais em 2021” precisa de toda nossa atenção e apoio. Conheça, defenda, assine e compartilhe a petição. A Constituição de 1946 já garantia investimento contínuo do Orçamento da União para a saúde e educação. Na Constituição de 1988 a saúde e educação pública foram estabelecidas como direitos para todos os brasileiros. Para garantir o direito à saúde foi criado o Sistema Único de Saúde, o SUS. O SUS é nosso e é para todos e todas e por isso ele merece ter orçamento contínuo e progressivo, pois ano a ano nascem novos brasileiros e o envelhecimento e aumento da expectativa de vida exigem mais recursos da saúde. Com o golpe 16, Temer o golpista, mandou para o Congresso um projeto para mudar a Constituição e retirar dinheiro da saúde, da educação e de todas as políticas públicas. Os movimentos sociais e sindicais chamaram esta proposta de emenda constitucional de PEC da Morte. O Congresso golpista aprovou a PEC de Temer que virou a Emenda Constitucional 95. Com essa mudança na Constituição, os gastos primários do governo foram congelados 20 anos. Detalhe, 45% de tudo que você, eu e todos trabalhadores do Brasil pagamos de impostos vão direto para os cofres dos bancos. A EC 95 não congelou os juros que o governo paga aos bancos. Assim, temos menos saúde, menos educação, menos auxílio emergencial para os tempos de epidemia porque Temer e o Congresso Golpista garantiram que o suor do nosso trabalho fosse direto para os bancos privados, como Bradesco e Itaú, ficarem ainda mais ricos sem produzir um único grão de arroz. Na Pandemia a PEC da Morte teve um freio Já morreram mais de 155 mil brasileiros, mas isso não ocorreu por falta de leitos no SUS, se os governos Lula e Dilma não tivessem construído 63% de todos os leitos de UTI que temos hoje teríamos perdido ainda mais brasileiros para a Covid-19. Bolsonaro foi obrigado a deixar a EC95 de lado e este ano vem trabalhando com orçamento de emergência, orçamento de guerra, podendo gastar mais que o previsto pela EC95. O SUS recebeu 35 bilhões a mais durante a pandemia. O Congresso pressionado pelos movimentos sociais e sindicais aprovou o auxílio emergencial para trabalhadores que perderam seu sustento durante a pandemia. Entretanto, o PL de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2021 não prevê manutenção de R$ 35 bilhões do orçamento emergencial para 2021. O Brasil ainda está em plena pandemia numa crise sanitária, humanitária e econômica sem precedentes em nossa história. Se em 2021, nós brasileiros, não pudermos contar com um SUS funcionando, a situação de todos os trabalhadores vai piorar ainda mais. Campanha “O SUS merece mais em 2021“ De acordo com os dados do Conselho Nacional de Saúde (CNS) houve perda de R$ 22,5 bilhões a partir de 2018, quando as novas regras de cálculo do piso da EC 95/2016 passaram a valer. Os efeitos negativos da EC 95/2016 estão presentes no gasto em Saúde por pessoa, que caiu de R$ 594,00 (em 2017) para R$ 583,00 (em 2019). O cálculo em porcentagem da receita corrente líquida também caiu de 15,77% para 13,54%, e só estamos no terceiro ano posterior à aprovação da PEC da Morte que se não for destruída destruirá o SUS até 2036. A população brasileira precisa se organizar para revogar a EC 95/2016 e garantirmos outra regra de controle das contas públicas que não destrua as políticas sociais, ampliando desigualdades e atacando direitos constitucionais como o direito à saúde pública, gratuita e de qualidade. A sociedade civil representada no Conselho Nacional de Saúde está em campanha em defesa do SUS: A petição “O SUS merece mais em 2021″ é uma iniciativa do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Se o PLDO-2021 for aprovado no Congresso do jeito que está irá aprofundar o desfinanciamento progressivo do SUS, ameaçando o direito à saúde garantido na Constituição Federal de 1988. O orçamento ainda não foi votado e a Lei 8.142/90 garante a participação dos cidadãos brasileiros na gestão do SUS, por isso precisamos fazer valer nossa voz e exigir que o Congresso não permita o corte de 35 bilhões no SUS. Acesse a página do Conselho Nacional de Saúde (clique aqui) e assine a petição em favor da manutenção de recursos para o SUS. Sem saúde não há desenvolvimento econômico, sem direito à saúde não saíremos desta crise.
Dallagnol interferiu para ter juiz aliado da Lava Jato no lugar de Moro

– Procurador articulou plano e fez pressão no Judiciário para convencer Luiz Antônio Bonat a disputar a vaga, afastando nomes que poderiam “destruir” a força-tarefa – Reportagem da Vaza Jato publicada no Intercept Brasil nesta terça-feira (13) mostra que procuradores da Lava Jato interferiram para conseguir um juiz aliado à força-tarefa no lugar de Sergio Moro, que deixou o posto ao aceitar o convite para o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro. A mobilização foi capitaneada por Deltan Dallagnol e incluiu o então presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, assim como um grupo de juízes e procuradores amigos. Qualquer juiz da 4ª região da Justiça Federal poderia disputar o posto. O escolhido, no entanto, seria quem tivesse mais tempo de carreira. Em mensagens de texto e áudio, Dallagnol pede a colegas próximos a Lenz para tentar “advogar” junto a ele por uma solução. A ideia era colocar três magistrados na posição de assessores do veterano Luiz Antônio Bonat em tentativa de convencê-lo a disputar a vaga de Moro. “A gente tem que conseguir um apoio. A ideia talvez seria de ter juízes assessores ali designados junto a ele”, disse Dallagnol nas mensagens. Procuradores consideravam que Bonat, 64 anos, precisaria de ajuda para dar conta dos processos no Paraná. Assim, a estratégia da força-tarefa foi garantir que nem todo o trabalho da operação cairia sobre ele. Conversas mostram ainda que o juiz resistiu a entrar na disputa pelo cargo, mas foi convencido a concorrer por procuradores que “estavam preocupados” com a possível vitória do juiz Julio Berezoski Schattschneider, considerado “inimigo” da Lava Jato. Uma das juízas que integrava o grupo montado por Dallagnol para trabalhar “por trás” de Bonat foi Gabriela Hardt, nomeada na 13ª Vara Federal de Curitiba.
Doleiros investigados pela PF atuaram para Apóstolo Valdemiro, diz revista

Igreja do religioso, o qual recebeu passaporte diplomático de Bolsonaro, teria feito operação financeira intermediada por suspeitos sob apuração – Doleiros investigados pela Polícia Federal na operação Amphis, suspeitos de movimentações suspeitas de mais de R$ 200 milhões, teriam operado para a Igreja Mundial do Poder de Deus, comandada pelo Apóstolo Valdemiro Santiago e para um funcionário do Banco Central, do Rio de Janeiro, chamado Sidney Froes. A informação é do jornalista Fabio Serapiao, da Revista Crusoé A operação foi deflagrada nesta sexta-feira (9). A PF informou que ela investiga esquema criminoso de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, operado por doleiros em vários estados e no exterior. De acordo com o órgão, somente no Brasil, o grupo movimentou mais de R$ 200 milhões nos últimos dez anos, seja por meio de contas bancárias abertas com documentos falsos ou em nome de empresas “fantasmas”. A matéria da Crusoé relata que as empresas Odisseia e Trindade, pertencentes ao grupo de doleiros, teriam sido usadas pela igreja de Valdemiro para internalizar R$ 239 mil, entre 2011 e 2014. Elas também teriam sido procuradas pelo funcionário do Banco Central para receber remessa de R$ 872 mil, vinda do exterior, também entre 2011 e 2014. A Polícia Federal divulgou que as investigações, iniciadas em 2014, decorrem de apuração sobre organização criminosa transnacional. Ela seria capitaneada por grupo que operava em Recife (PE) e em outras capitais do país, além do estado da Flórida, nos EUA. Valdemiro e sua esposa, Franciléia de Castro Gomes de Oliveira, receberam no ano passado do governo Bolsonaro a concessão de passaporte diplomático. Os documentos têm prazo de três anos cada. O Itamaraty justificou a liberação, na época, por entender que, “ao portar passaporte diplomático, seu titular poderá desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior”. Via Revista Fórum
150 mil mil brasileiros perderam a vida em apenas seis meses

O Brasil chegou a 150 mil mortos neste sábado (10). Até agora, nenhuma palavra de conforto do presidente Jair Bolsonaro para as famílias das vítimas da SARS-COV-2 cujas dores foram agravadas pela omissão do governo. 150 mil pessoas morreram durante esse período de apenas uma chaga. ‘E daí?’. perguntou certa feita o inquilino do Palácio do Planalto. E daí que eram pais, mães, avós, irmãos, filhos. Eram gentes que tinham sonhos, que foram interrompidos devido a incompetência do governo para lidar com a doença. Não foi uma “gripezinha” que matou dois Maracanãs inteiro durante clássicos do Fla-Flu, no Rio. A título de comparação, usando como parâmetro os EUA que o presidente tanto gosta, os americanos perderam na guerra do Vietnã 58 mil soldados entre os anos de 1955 e 1975. Ou seja, o Brasil sob o “comando” de Bolsonaro já perdeu quase três vietnãs. E daí? 150 mil mil brasileiros perderam a vida em apenas seis meses.
“Acabei com a Lava-Jato”, diz Bolsonaro. “Acabei com Moro”, quis dizer

Millôr Fernandes dizia que “acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder”. A frase é certeira. Políticos de oposição acusam, injusta ou justamente, os adversário de corruptos. Prometem mudar tudo isso aí, caçar os marajás. Jair Bolsonaro deu o seu mais ousado passo na luta – que para ele é prioridade – para destruir o que resta da expressão política de Sérgio Moro. – Por Fernando Brito “É um orgulho, é uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação”. Pule a autolouvação de proclamar-se o único líder da face da Terra a só escolher auxiliares á prova de corrupção, proeza que nem Jesus Cristo conseguiu, vide Judas Iscariotes. “Eu acabei com a Lava Jato” é algo que nem os governos petistas atreveram-se a dizer e a fazer, ao contrário, deram todas a garantias para que o poder de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público fosse exercido. Mas, sim, creio que é possível dizer que Bolsonaro acabou com a Lava Jato ao acabar com Sergio Moro com um expediente realmente simples, aquele que consiste em explorar a vaidade, a ambição e a vã pretensão de se considerar invulnerável, todo-poderoso, incontestável. Sergio Moro, pela gula de poder e pela pretensão de que foi possuído, depois de passar anos sendo incensado pela direita, pela mídia, pelos empresários, pelo governo norte-americano achou que no Ministério da Justiça ficaria com todas as luzes e que, desmanchado Bolsonaro por seu próprio comportamento tosco, seria dele a cadeira presidencial. Seu destino – “melancólico”, como diz o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro – é desaparecer e é preciso que o golpe final (o reconhecimento de sua suspeição) seja dado para que se desarticule o que resta dos “Proud Boys” que a Lava Jato gerou no Ministério Público, no Judiciário e na Polícia – a Federal, especialmente. Parece estar se desenhando uma vontade delirante de Jair Bolsonaro q provar-se, de fato, mito, enfrentando Lula numa disputa em 2022, servindo-se de tudo o que a Lava Jato produziu de ódios e calúnias, sem Sergio Moro para simbolizar o moralismo, propriedade particular do ex-capitão, talquei?