Após teste negativo de Michelle Bolsonaro, internautas pedem exame de Covid de Hélio Lopes, conhecido como Hélio Negão

 – Usuários das redes sociais querem “comprovar” se de fato Bolsonaro está com coronavírus através da divulgação do exame do deputado, fiel escudeiro do presidente que o acompanha em praticamente todas as agendas – Neste sábado (11), a primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou, através das redes sociais, que testou negativo para o coronavírus. Ela teria se submetido a um exame após o anúncio, na última terça-feira (7), de que Jair Bolsonaro está com Covid-19. O presidente, que se mantém isolado no Palácio da Alvorada, afirma que está bem e se tratando com cloroquina. Como ninguém próximo a Bolsonaro, que esteve com ele nos últimos dias antes de seu diagnóstico, testou positivo para a doença, incluindo a primeira-dama, internautas já têm colocado em duvida a veracidade da informação e, em tom de brincadeira, começaram a pedir nas redes sociais um exame de coronavírus do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), conhecido como Hélio Negão. Isso porque Lopes é um fiel escudeiro de Bolsonaro e acompanha o presidente em praticamente todas as agendas. Para usuários das redes sociais, um exame que apontasse positivo para a Covid-19 no deputado “comprovaria” que o capitão da reserva de fato está com a doença. Outras postagens sobre o assunto, no entanto, carregam um tom homofóbico ao colocarem Hélio Lopes como a “primeira-dama” no lugar de Michelle Bolsonaro. O assunto vem sendo tão debatido nas redes que o termo “Hélio Negão” figura entre os assuntos mais comentados do Twitter neste sábado. Confira abaixo a repercussão. Gostaria de saber o resultado do Hélio Negão https://t.co/aaSJuETPqC — maumau (@MaurilioBOS) July 11, 2020 Se o Hélio Negão também testar negativo para a covid-19 será a confirmação definitiva de que Bolsonaro está mentindo sobre estar doente só agora. ???? — Canal do Otário (@CanalDoOtario) July 11, 2020 https://twitter.com/SergioAlvesRio/status/1280589880595267584?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1280589880595267584%7Ctwgr%5E&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaforum.com.br%2Fredes-sociais%2Fapos-teste-negativo-de-michelle-bolsonaro-internautas-pedem-exame-de-covid-de-helio-lopes-conhecido-como-helio-negao%2F Helio negão sumiu hein? Será q pegou covid do demônio e se escondeu? — ૨σ ℓεσɳเ (@RoLeoni) July 11, 2020 Ou Mijair mente sobre a doença ou não transa. Escolhe aí. https://t.co/rDz94ipH9Y — Paulo RJ (@hospicio_brasil) July 11, 2020 Parece que Michele Bolsonaro também testou negativo para covid, até aí tudo bem. A gente precisa saber do Hélio Lopes, mas conhecido como Hélio Negão. Se esse testar negativo aí não vai existir dúvidas que é outra fakeada… pic.twitter.com/Lvpk2Qhdnz — Luis Carlos Santos ???????????? (@LuisCar02706435) July 9, 2020  

Moro espionava PGR para salvar a pele de Dallagnol e da Lava Jato; diz Veja

Há pouco mais de um ano, a série de reportagens intitulada Vaza-Jato do site Intercept Brasil passou a expor o que muita gente já sabia, ou suspeitava. O ex-juiz Sérgio Moro atuava em conluio com os promotores da Lava-Jato sendo o verdadeiro comandante da força-tarefa. Eles não mediram esforços e não repeitaram as regras do Judiciário. Tudo para condenar seus inimigos político, principalmente o ex-presidente Lula. Agora, a Veja aponta que, mesmo depois de abandonar a magistratura para ser ministro de Bolsonaro, Moro continuou sendo uma figura influente entre os promotores da Lava Jato. A quebra de braço entre a Lava Jato e a chefia do Ministério Público Federal em Brasília ficou evidente quando os procuradores de Curitiba se assenhoraram dos dados obtidos em escutas telefônicas e em buscas e apreensões nas investigações. Eles tentaram negar acesso à Procuradoria-geral da República a essas informações, sob o pretexto de que são sigilosas. Pois, há poucos dias Moro teve informação privilegiada de dentro da PGR e avisou a “República de Curitiba”. Moro teria mandado mensagem dizendo: “O chefe de vocês está indo pra cima”, alertou o ex-juiz em uma mensagem a um dos procuradores da Lava-Jato. Moro estava certo. Se os objetivos de Augusto Aras são agradar Bolsonaro ou não, isso é outra história. Mas que há sujeira debaixo dos tapetes do Ministério Público Federal de Curitiba, disso ninguém duvida. Com informações da Veja.

STJ concedeu prisão domiciliar a Queiroz, mas negou para jovem acusado de furtar xampu de R$ 10

 – Os dois pedidos foram baseados nas condições de saúde dos detentos diante dos riscos da pandemia de coronavírus – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz alegando que ele não deve permanecer em presídio durante a pandemia de coronavírus devido as suas condições de saúde, mas negou o mesmo pedido para um jovem acusado de furtar dois xampus de R$ 10 cada. Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e amigo do presidente Jair Bolsonaro há quase 30 anos, Queiroz estava preso desde o dia 18 de junho em Bangu, zona norte do Rio. Ele é apontado pelo Ministério Público como o operador de um esquema de corrupção no antigo gabinete de Flávio, quando ele era deputado estadual. A decisão contrária ao jovem foi do ministro Felix Fischer. No despacho, ele citou sentença de outro ministro do STJ, Rogerio Schietti Cruz. Já a decisão que beneficiou Queiroz é do presidente da corte, o ministro João Otávio Noronha. Noronha, que chegou a estender o benefício, de forma incomum, à mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, que está foragida, também já negou pedidos semelhantes de outros dois presos durante a pandemia. Nesta sexta-feira (10), 14 advogados do Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) entraram com um pedido de habeas corpus coletivo no STJ para todos que estejam em prisão preventiva e apresentam maior risco ao contrair coronavírus por suas condições de saúde. A ação cita a decisão de Noronha que acatou pedido da defesa de Queiroz. A prisão domiciliar de uma foragida vale cargo no STF? Por Gilvandro Filho, do Jornalistas pela Democracia “Ao julgar o habeas corpus impetrado pela defesa de Fabrício Queiroz, o amigo, ex-assessor e sabe-tudo dos Bolsonaro, o presidente do STF se esmerou. Não apenas mandou Queiroz cumprir a pena em casa, como estendeu o benefício à mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, procurada pela polícia desde 18 de junho”, escreve Gilvandro Filho É difícil saber o que é mais inacreditável. Se a decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, de conceder prisão domiciliar a uma foragida da Justiça para que ela possa ficar em casa cuidando do marido doente ou se a naturalidade como os políticos e parte da Imprensa encara o fato ao avaliar que, com isso, Noronha “se cacifa” para uma vaga de ministro do Supremo tribunal Federal (STF). As duas opções revelam a falência da lógica e a vitória da desfaçatez. É o Brasil. Ao julgar o habeas corpus impetrado pela defesa de Fabrício Queiroz, o amigo, ex-assessor e sabe-tudo dos Bolsonaro, o presidente do STF se esmerou. Não apenas mandou Queiroz cumprir a pena em casa, por estarmos numa pandemia e ser o preso um paciente de câncer, como estendeu o benefício à mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, procurada pela polícia desde 18 de junho, data em que o marido foi preso. Noronha é bem quisto no Governo Bolsonaro e na família do presidente. Vai a posses de ministros e é citado, praticamente, como aliado. Queiroz e Márcia são os píncaros do esquema das “rachadinhas” que deixa o senador Flávio Bolsonaro – deputado estadual, na época do escândalo – no centro de um crime. O casal também está envolvido em tenebrosas transações que envolvem relações com milicianos, inclusive os matadores da vereadora Marielle Franco. Um emaranhado que deixa de mãos dadas uma legião de políticos, autoridades, assessores, assassinos, mandantes, corruptos e corruptores. O benefício ao casal já causa estranheza, em si. Quantas detentas deixaram maridos e filhos doentes em casa e, pelo mesmo raciocínio do presidente Noronha, poderiam pegar uma domiciliar para ficar em casa tratando dos seus enfermos. Seria o caso de mandar todas pra casa? E quantos presos de amontoam nas prisões de norte a sul do País, se contaminando com o Corona vírus e morrendo por Covid-19? Não mereciam o mesmo tipo de decisão? A indicação ao STF é do presidente Jair Bolsonaro, como se sabe. Tudo bem que as nomeações e promoções feitas por Bolsonaro não levam mesmo em conta um currículo primoroso (mesmo que fictício, como tem sido) ou um preparo para o cargo, como no manco Ministério da Educação. Agora, assistir no noticiário, candidamente, que ter facilitado a vida de dois acusados da Justiça – o marido preso e a mulher, foragida – “cacifa” o presidente do STJ a um cargo no STF, isso é de deixar pasmo qualquer jurista com o mínimo de distanciamento do caso.

Brasil passa de 70 mil mortos pela covid-19. OMS lamenta falta de líderes solidários

 – “Não podemos enfrentar essa pandemia com o mundo dividido. Por que é tão difícil para os humanos se unirem?”, disse, emocionado, o diretor da OMS Países com líderes contrários à ciência registram maior número de infectados e mortos O Brasil encerra mais uma semana útil acima de mil mortes por dia causadas pela covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Além de o país não conseguir baixar o número de óbitos, o registro oficial de infectados segue em curva ascendente. Nas últimas 24 horas, foram mais 1.214 mortos e 45.048 casos oficiais. O Brasil totaliza 70.398 vítimas e 1.800.827 contaminados, de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em boletim divulgado nesta sexta-feira (10). Com a precariedade generalizada de estrutura, aliada a um processo de interiorização do vírus, a subnotificação é realidade e tende a se intensificar, alertam cientistas. O Brasil é o epicentro da doença no mundo há dois meses. Sozinho, o país tem mais que o dobro de infectados e mortos de todos os países sul-americanos somados. Em números globais, o Brasil só não foi mais afetado do que os Estados Unidos. Curvas de Estados Unidos, Brasil e Índia (em azul). Pandemia segue crescente Entretanto, o Brasil também é um dos países do mundo que menos aplicam testes à sua população. Para epidemiologistas, o descaso com a doença no país é a causa do crescimento sem recuo dos números da pandemia. O Brasil já poderia ter saído há semanas da fase mais grave da doença. Cientistas alertam para a “naturalização da desgraça” no país. Ao contrário, a cada dia, mais cidades e estados deixam de lado as medidas de isolamento social, que sempre foram leves. O Brasil não tomou medidas de distanciamento severas em nenhum momento, não fez rastreio de contágio do vírus e não testa seus cidadãos de forma eficiente. O estado mais afetado, São Paulo, por exemplo, praticamente não terá a medida sanitária na maioria do estado a partir de segunda-feira (13). Humanidade falha Entre Estados Unidos e Brasil, países mais afetados pela covid-19, existem algumas semelhanças na condução da crise. Em ambos, os presidentes, Donald Trump e Jair Bolsonaro, rejeitam a ciência e atacam medidas de prevenção básicas, tais como uso de máscaras e o isolamento social. No Brasil, o caso ganhou tons mais dramáticos. Bolsonaro chegou a fazer piada com a doença e também promoveu aglomerações em diversos atos em sua própria defesa. O presidente ignora a ciência médica e tenta convencer a população da eficácia da cloroquina no tratamento. Assim, contraria a ciência e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que já divulgou diversos comunicados afirmando o contrário e alertando para os efeitos colaterais do medicamento. Em entrevista, o diretor da OMS, Tedros Adhanom, lamentou a incapacidade de países, populações e indivíduos no enfrentamento ao vírus mortal. “A grande ameaça que enfrentamos agora não é o vírus em si, mas é a falta de liderança e solidariedade em níveis globais e nacionais”, disse, visivelmente emocionado. São mais de 12 milhões de infectados no mundo. E os mortos estão na casa de 550 mil – sozinho, o Brasil, portanto, é responsável por mais de 10% das vítimas do planeta. Enquanto parte da comunidade internacional se mobiliza, especialmente na Ásia e na Europa, dois dos maiores países do mundo seguem na contramão da vida. “Esta é uma tragédia que, na verdade, está nos fazendo sentir falta de nossos amigos. Perdendo vidas… E não podemos enfrentar essa pandemia com o mundo dividido. Por que é tão difícil para os humanos se unirem para lutar contra um inimigo comum?”, clamou Tedros.

Bolsonaro quis que Dilma morresse “infartada ou com câncer” (áudio)

Ministro da Justiça anunciou que vai enquadrar o colunista da Folha de S. Paulo Hélio Schwartsman na Lei de Segurança Nacional por ter escrito artigo no qual desejar a morte de Jair Bolsonaro, que diz estar com coronavírus. No entanto, em 2015, Jair Bolsonaro, que tem como livro de cabeceira a biografia do torturador Brilhante Ustra, desejou que a ex- presidente Dilma Rousseff morresse “infartada ou de câncer”. “Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, de qualquer maneira”, disparou, durante visita em Goiânia. “O Brasil não pode continuar sofrendo com uma competente, ou ‘incompetenta’, à frente de um país tão grande e maravilhoso como esse aqui”, disse Bolsonaro. Audio recuperado de Bolsonaro desejando que Dilma morresse enfartada ou com câncer. Hoje os eleitores dele chamam pessoas que nao se solidarizaram com o ataque a ele de "insensíveis". #DemocraciaeSerenidade pic.twitter.com/4gxcoJxmtK — Eduardo Rocha (@Educoloberocha) September 8, 2018 Os filhos de Jair Bolsonaro também reclamaram nas redes sociais da campanha negativa contra seu pai e internautas lembraram que Carlos Bolsonaro, o Carluxo, também já desejou no passado a morte de Michel Temer. https://twitter.com/BarbeGuel_2_0/status/1280498444369625088?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1280498444369625088%7Ctwgr%5E&ref_url=https%3A%2F%2Ftwitter.com%2FBarbeGuel_2_0%2Fstatus%2F1280498444369625088

Antes de ter Covid-19, Bolsonaro dizia que máscara é ‘coisa de viado’

– Durante a tarde desta quarta-feira (8), um dos principais assuntos comentados no Twitter foi a expressão “coisa de viado”. A frase homofóbica passou a repercutir após a coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de São Paulo, revelar que essa seria a forma como o presidente da República, Jair Bolsonaro, tratava o uso de máscara. Na frente de algumas visitas, o chefe do Executivo se recusava a usar a proteção, antes de confirmar o diagnóstico positivo de Covid-19. Ainda segundo o relato de pessoas que visitaram Bolsonaro à colunista, o presidente não respeitava as regras de distanciamento social e fazia questão de cumprimentar os visitantes com aperto de mão. “Ao perceber que o visitante estava tenso, segundo um deles relatou à coluna, dizia que aquele medo era besteira”, revelou a jornalista. Sem levar a sério as medidas de prevenção, Bolsonaro brincava com funcionários, perguntando quem usava máscara e dizendo que aquilo era “coisa de viado”. Repercussão e debate Nas redes sociais, a frase teve uma repercussão negativa e a expressão homofóbica gerou revolta. “Coisa de viado é ser consciente! Coisa de viado é defender nossos direitos! Coisa de viado é não ficar calado diante de atrocidades, diante de um governo irresponsável!”, escreveu um usuário do Twitter. A viada tá aqui no plantão se arriscando. #coisadeviado pic.twitter.com/mrKBi8oYJ6 — Mikaela ???? (@Mikaelapecrusi) July 8, 2020 O cara que fala que máscara é #coisadeviado// O cara que é um Viado e que usa a máscara corretamente, e não pegou covid-19 pic.twitter.com/5prkGWeSl0 — isso foi amor? no spotify ????‍????️ (@Snoggle__) July 8, 2020 Já que usar máscara é ser viado, eu também sou e ainda não sabia ???? #coisadeviado pic.twitter.com/Lh0Ip9Y5IK — Eduardo Abreu (@eduardopipico) July 8, 2020 A última atualização do Ministério da Saúde, publicada ontem, informa que o Brasil já registrou 66.741 mil mortes e 1.668.589 milhão de casos em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Foram 1.254 novas mortes e 45.305 novas pessoas infectadas registradas entre o boletim de domingo e o de ontem. Reforce a proteção contra o vírus A SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) orienta que a população tome algumas medidas de higiene respiratória para evitar a propagação da doença, são elas: Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool. Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas. Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente. Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo. Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência. Por Guilherme Gurgel BHAZ

Bolsonaro abrigou em seu gabinete na Câmara nove ex-assessores de Flávio investigados por “rachadinha”

 Levantamento feito por repórteres da Folha em documentos dos 28 anos de atuação de Bolsonaro na Câmara revela modelo de gestão usado para fraudar cofres públicos com contratação de pelo menos 350 assessores em cargos comissionados no período Ao menos nove ex-assessores investigados no suposto caso das rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que foi comandado por Fabrício Queiroz, foram empregados em cargos comissionados pelo pai, Jair Bolsonaro, durante os 28 anos em que o presidente atuou como deputado federal. As informações são de Ranier Bragon e Camila Mattoso, na edição deste domingo (5) da Folha de S.Paulo, que fizeram uma investigação detalhada dos documentos relativos às quase três décadas de mandato parlamentar do atual presidente, que ocupou gabinete na Câmara entre 1991 e 2018, quando se candidatou à Presidência. A análise mostra que Bolsonaro empregou cerca de 350 funcionários em cargos comissionados e, segundo os jornalistas, revela um “modelo de gestão” que “incluiu ainda exonerações de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos”. Parte desses assessores estariam agora atuando nos gabinetes de Flávio no Senado e dos irmãos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro. Entre os assessores contratados por Bolsonaro está Nathália Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, que teria passado por oscilações salariais no gabinete até ser demitida, em 15 de outubro de 2018, mesmo dia em que seu pai foi exonerado por Flávio. Ao mesmo tempo em que Nathália estava registrada como assessor de Bolsonaro em Brasília, ela dava aulas como personal trainer no Rio de Janeiro. A reportagem cita ainda Walderice Santos da Conceição, a Wal do Açaí, que seria a recordista das movimentações, passando por 26 alterações de cargos no gabinete de Bolsonaro entre 2003 e 2018. Entre os assessores investigados no caso das rachadinhas de Flávio Bolsonaro, está Marselle Lopes Marques, que ficou lotada no gabinete de Bolsonaro em 2004 e 2005, entrando com um salário de R$ 261 à época. Três meses depois, foi mudada de cargo e dobrou a remuneração. Com um ano, passou a ganhar o maior contracheque entre todos os assessores, R$ 6.011. Três meses depois, o salário foi cortado em 90%. De acordo com a reportagem, essa montanha-russa funcional se dava por meio de exonerações de fachada, em que o auxiliar tinha a demissão publicada e, no mesmo dia, era renomeado para o gabinete, geralmente para outro cargo. De acordo com o ato da mesa da Câmara 12/2003, a prática tinha como único objetivo forçar o pagamento da rescisão contratual dos assessores, com 13º salário proporcional e indenização por férias, não raro acumuladas acima do período permitido em lei. A partir de 2 de abril de 2003, a Câmara passou a só permitir a readmissão após 90 dias da saída e acabou com o pagamento de rescisão para trocas de cargos, que passaram a ser feitas pelos parlamentares sem necessidade de exoneração. Revista Fórum

Brasil lidera as mortes diárias por Covid-19 com 1.290 óbitos em 03/06

 O balanço diário publicado pelo ministério (quartel) da Saúde do governo Bolsonaro mostra que o Brasil teve 1.290 mortes por Covid-19 registradas nas últimas 24 horas. O número mantém o País na liderança mundial de mortes diárias, a frente do México com 741 e dos Estados Unidos com 725 óbitos nesta sexta. Confira os principais números do balanço: 1.290 mortes registradas nas últimas 24 horas; 63.174 mortes desde o início da pandemia; 42.223 novos casos registrados nas últimas 24 horas; 1.539.081 casos registrados desde o início da pandemia; 4,1% de letalidade. O epidemiologista do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP, Márcio Bittencourt, avaliou que são múltiplas as causas que explicam os números expressivos de infecções e mortes pela COVID-19 no país. “O primeiro, obviamente, é o tamanho da população, então o número de [pessoas] suscetíveis no Brasil é muito maior, mas muito mais do que isso eu acho que foi a falta de medidas ou a limitação na quantidade e na intensidade de medidas não farmacológicas ou medidas comunitárias que foram implantadas no país”, afirmou ele, que também é professor da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, em São Paulo. Bittencourt explicou que, na sua avaliação, a falta de uma liderança do governo federal, conduzido pelo presidente Jair Bolsonaro, é outro elemento que não pode ser menosprezado. Como em um efeito em cascata, isso resultou em desacertos nas estratégias entre estados e municípios – estes com menos estrutura para planejamento e implementação de medidas. O epidemiologista foi ouvido pelo Sputnik Brasil. Brasil soma 1,5 milhão de casos e 61.884 mortes nesta quinta-feira (02/07) O Brasil está prestes a atingir 1,5 milhão de casos de coronavírus e, nesta quinta-feira (2 de julho), somou 61.884 mortes desde o início da pandemia. Somente hoje, foram 1.252 novas mortes em relação a ontem. Os dados são do Ministério da Saúde. Nas últimas 24 horas, o governo federal também somou 48.105 novos casos da doença — a alta é a segunda maior no período, perdendo apenas para as 54.771 do dia 19 de junho. O país tem 1.496.858 de infectados, segundo os dados apurados junto às secretarias estaduais de Saúde. O Brasil continua em segundo lugar na quantidade de casos e mortes no mundo. A liderança pertence aos Estados Unidos, com 2.830.472 casos confirmados e 131.415 mortes desde o início da pandemia. Rússia, Índia e Espanha vêm logo na sequência de países com mais casos e mortes.

Lulu Santos derruba Flávio Bolsonaro e José Serra com apenas uma frase

 O cantor e compositor soltou a frase para comentar investigação sobre Serra e sua filha. Com uma frase só, o cantor e compositor Lulu Santos derrubou dois coelhos: os senadores José Serra (PSDB) e Flávio Bolsonaro (Republicanos). Lulu escreveu, sobre a denúncia que envolve Serra e a sua filha Verônica, alvos de mandato de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (03): O Serra abriu uma loja da Kopenhagen na Suiça. — Lulu Santos (@LuluSantos) July 3, 2020 Lulu Santos se refere à loja de chocolates onde o filho do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) teria conseguido ter um “bom lucro”. Investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) concluíram que o senador Flávio Bolsonaro lavou até R$ 2,3 milhões com sua loja de chocolates Kopenhagen no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca, e com transações imobiliárias. A origem do dinheiro, aponta a Promotoria, é o esquema de corrupção praticado no gabinete do então deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Nossa ‘teoria da conspiração’ estava correta, diz advogado de Lula sobre parceria Lava Jato e FBI

 “Essa turma de Curitiba traiu a pátria. É criminoso. Pisotearam a ordem jurídica e a soberania nacional”, diz Wadih Damous – “Essa reportagem de hoje da Vaza Jato mostra que a ‘teoria da conspiração’ que apresentamos desde 2016 sobre a cooperação ‘informal’ dos EUA para construir casos no Brasil, usar o FCPA (Foreign Corrupt Practices Act, ou Lei de Práticas de Corrupção no Exterior) para ‘entrar’ em empresas brasileiras etc. estava absolutamente correta.” A afirmação, postada no Twitter, é de Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comentando a parceria do FBI com a força-tarefa da Operação Lava Jato. A revelação foi trazida pela reportagem de Natalia Viana e Rafael Neves, em parceria entre a Agência Pública e o site The Intercept Brasil. A matéria mostrou que a força-tarefa de Curitiba foi auxiliada pelo Federal Bureau of Investigation (FBI, Departamento Federal de Investigação, em português) dos Estados Unidos. E iniciada sob pretexto de “quebrar” a criptografia do sistema de pagamentos ilegais da construtora Odebrecht. De acordo com a reportagem, a agente especial Leslie R. Backschies esteve diversas vezes no Brasil, trabalhando para a Divisão de Operações internacionais do FBI. Em 2012, ela se mudou para a América do Sul e passou “a viver em local não revelado, de onde supervisionava os escritórios do FBI nas capitais do México, Colômbia, Venezuela, El Salvador e Chile”, diz a matéria. Suporte a investigações A agente, que era especialista em armamentos e terrorismo, “passou a se dedicar a investigar casos de corrupção e lavagem de dinheiro na América Latina – com destaque para o Brasil”. Em 2014, passou a usar o know how e o suporte do FBI para ajudar nas investigações da Lava Jato. Em outubro de 2015, Leslie foi membro de comitiva de 18 agentes norte-americanos que foram à capital paranaense e reuniu-se com procuradores e advogados de delatores, sem passar pelo Ministério da Justiça (MJ). Segundo a legislação, o MJ tem a competência de fazer a ponte da assistência jurídica com os Estados Unidos. Para Wadih Damous, advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ), a Lava Jato operar com o FBI em território brasileiro é ilegal. “É criminoso. Pisotearam a ordem jurídica e a soberania nacional”, escreveu, no Twitter. “Essa turma de Curitiba traiu a pátria. Por essas e outras é que não querem permitir o acesso da Procuradoria-Geral da República (PGR) a seus arquivos. Eles têm muito a esconder.” Cooperação internacional Em sua página do Facebook, a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), destaca o fato de a reportagem revelar mensagem em que o procurador Paulo Roberto Galvão diz que o canal de comunicação da força-tarefa com o FBI é muito mais direto até mesmo do que o canal da embaixada dos Estados Unidos no país. “O MPF (Ministério Público Federal) precisa dizer se essas informações trocadas com os EUA seguiram as regras legais de cooperação internacional. Do contrário, seria uma comunicação ilegal”, diz Gleisi. A ligação entre o FBI e a Lava Jato “é a comprovação de tudo o que vínhamos falando sobre o papel do Deepartamento de Justiça dos EUA no Golpe de 2016”, escreveu o ex-senador pelo PT Lindbergh Farias. As afirmações ou insinuações sobre o consórcio FBI/Lava Jato não são recentes. Em vídeo publicado no dia 3 de julho de 2016, a filósofa Marilena Chaui afirmou que o juiz federal Sergio Moro, condutor da Lava Jato, foi treinado pelo FBI. “Ele recebeu um treinamento que é característico do que o FBI fez no macarthismo e depois do 11 de Setembro, que é a intimidação e a delação”, disse ela na época. Segundo a filósofa, por trás da parceria entre a força-tarefa de Curitiba e o FBI, a intenção sempre foi tirar do Brasil a soberania sobre o pré-sal. “Por que isso ficou claro para mim? Por que Sergio Moro foi treinado, nos Estados Unidos, pelo FBI”, destacou Rede Brasil de Fato