Dividida, direita confirma desistência de Moro e tenta agora Doria ou Huck para 2022

O presidente Jair Bolsonaro não terá refresco se se confirmar a divisão no campo da direita. O espectro lavajatista busca agora alternativa entre Doria e Huck, depois que ficou órfão com a desistência do ex-ministro Sergio Moro, que vai morar nos EUA. O site de direita O Antagonista expressa bem essa angústia. Primeiro anunciou Moro com um candidato que tinha nascido, porém, com o tempo, provou-se um projeto eleitoral natimorto. Nesta semana, a página estimula o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ou o apresentador Luciano Huck (Globo) para a eleição presidencial de 2022. “Luciano Huck e João Doria frequentam os mesmos salões, cultivam amigos em comum e adotam estilos semelhantes na maneira de se portar e vestir”, diz a publicação direitista. “O linguajar político de ambos muitas vezes se confunde”, destaca. Mas o Anta também mostra as vulnerabilidades de ambos: “Algumas ações são realmente idênticas, como a compra de jatinhos com financiamento do BNDES.” A luta da direita é pela encarnação anti-Bolsonaro em 2022 e isso, de acordo com o Antagonista, deixou o tucano fulo da vida com os recentes movimentos do apresentador da Globo. Por outro lado, a esquerda contou as garrafas e chegou à conclusão que perde a eleição se chegar dividida na disputa contra Jair Bolsonaro. O presidente parece consolidado um terço do eleitorado, segundo sondagem divulgada pela Paraná Pesquisas. Via Blog do Esmael
Moro virou sócio de americanos que ajudam empresas investigadas pela Lava Jato

– O ex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro é o novo membro do comitê de crise da Odebrecht. Ele foi contratado a ‘peso de ouro’ pela consultoria americana Alvarez & Marsal. Moro, inclusive, vai morar nos Estados Unidos. Ele está em dúvida entre Washington e Nova Iorque. Para Reinado Azevedo, da Band e do UOL, foi a notícia mais “especiosa” desta segunda-feira (30), que “roubou” as manchetes dos resultados no segundo turno. “A Alvarez & Marsal, uma consultoria americana especializada em gestão de empresas, anunciou, em pleno vuco-vuco eleitoral, a contratação de ninguém menos do que Sergio Moro, que o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo, considera um verdadeiro herói da Lava Jato. Ele vai atuar na área de “Disputas e Investigações” da A&M em escala global. Ah, agora sim!”, ironizou o jornalista. Ele recordou recente entrevista em que a mulher do ex-juiz, Rosângela Moro, “única conja do País”, disse no programa “Conversa com o Bial” que o casal precisa pagar boletos no final do mês. “Todos os problemas acabaram!”, espezinhou Reinaldo. O jornalista da Band e do UOL destacou que “Moro, o ex-juiz da Lava Jato, cujo trabalho provocou os sortilégios que provocou nas empresas, na economia e na política é agora sócio-diretor da empresa encarregada de cuidar da recuperação judicial da empreiteira que a força-tarefa ajudou a quebrar.” Reinaldo Azevedo afirma que Moro está pronto para lotar a A&M de clientes e oferecer a “cura” depois de provocar o estrago que provocou no Brasil. O jornalista questiona ainda os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Edson Fachin –se eles enxergam algum indício de suspeição “na atuação daquele juiz que agora assume as vestes de empresário global”, qual seja, Sérgio Moro.
Confira quais candidatos do campo progressista se elegeram neste segundo turno

Candidatos do PT, PSOL, PDT e PSB venceram em 11 das 24 cidades em que o campo progressista disputou segundo turno As eleições de 2020 mostraram um recuo do bolsonarismo e o fortalecimento dos partidos tradicionais de direita e centro-direita. No campo progressista, não se pode falar em derrota, mas também não pode se falar em um avanço significativo eleitoralmente. Neste domingo (15), candidatos de partidos que se colocam como “progressistas” (PT, PDT, PCdoB, PSOL e PSB) concorreram em 24 cidades das 57 que tiveram segundo turno. Essas candidaturas foram vitoriosas em 11 municípios, com destaque para a capital do Pará, Belém, cujo prefeito eleito é Edmilson Rodrigues (PSOL). A vitória de Rodrigues, inclusive, foi a ínica conquistada pelo PSOL neste segundo turno. O PT, por sua vez, elegeu neste domingo 4 prefeitos, enquanto PDT e PSB elegeram três prefeitos cada, com destaque para Fortaleza (CE), cujo vencedor foi Sarto Nogueira (PDT), e Recife (PE), que elegeu João Campos (PSB). O PCdoB, que disputava segundo turno em Porto Alegre com Manuela D’Ávila, por sua vez, não venceu em nenhuma das cidades nesta segunda volta do pleito eleitoral. Confira, abaixo, a lista completa das cidades e candidatos do campo progressista que se elegeram neste domingo. Aracaju (SE) Edvaldo Nogueira (PDT) – 57,86% Danielle Garcia (Cidadania) – 42,14% Belém (PA) Edmilson Rodrigues (PSOL) – 51,76% Delegado Eguchi (Patriota) – 48,24% Contagem (MG) Marília (PT) – 51,35% Felipe Saliba (DEM) – 48,65% Diadema (SP) Filippi (PT) – 51,35% Taka Yamauchi (PSD) – 48,65% Fortaleza (CE) Sarto Nogueira (PDT) – 51,69% Capitão Wagner (Pros) – 48,31% Juiz de Fora (MG) Margarida Salomão (PT) – 54,98% Wilson Rezato (PSB) – 45,02% Maceió (AL) JHC (PSB) – 58,64% Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB) – 41,36% Mauá (SP) Marcelo Oliveira (PT) – 50,74% Átila Jacomussi (PSB) – 49,26% Petrópolis (RJ) Rubens Bomtempo (PSB) – 55,18% (candidatura sob judice) Bernardo Rossi (PL) – 44,82% Recife (PE) João Campos (PSB) – 56,27% Marília Arraes (PT) – 43,73% Serra (ES) Sergio Vidigal (PDT) – 54,90% Fabio (Rede) – 45,10%
Bruno Covas consolida hegemonia tucana em São Paulo, mas Boulos ganha força

Prefeito frustrou planos de ‘frente ampla’ da esquerda e obteve mais de 59% dos votos válidos, mas representante do Psol despontou como possível liderança Marcada por reviravoltas e surpresas desde o primeiro turno, a eleição de São Paulo teve como desfecho a escolha pela continuidade. Com 59,38% dos votos válidos, o atual prefeito Bruno Covas (PSDB) consolidou a hegemonia tucana na cidade e frustrou os planos da “frente ampla” da esquerda, liderada por Guilherme Boulos (Psol) – que, apesar da derrota, despontou nacionalmente como um eventual nome do campo progressista para o pleito de 2022. O candidato Bruno Covas (PSDB) venceu a eleição para prefeito da capital paulista e estenderá seu mandato até 2024. Com 98,18% das urnas apuradas, o tucano acumulava 59,34% dos votos válidos, enquanto o adversário no segundo turno, Guilherme Boulos (PSOL), possuía 40,66% dos votos válidos. Bruno Covas, candidato da coligação Todos por São Paulo (PP / MDB / Podemos / PSC / PL / Cidadania / DEM / PTC / PV / PSDB / PROS) tem 40 anos e ensino superior completo. Ele declarou R$ 104,9 mil em bens. Já o candidato derrotado, Guilherme Boulos, da coligação Pra Virar o Jogo (PCB / PSOL / UP) é professor de ensino superior e tem 38 anos. Ele declarou R$15,9 mil em bens. Boulos em ascensão A derrota frustrou os planos da frente de esquerda formada no segundo turno em São Paulo, mas não impediu Boulos de se fortalecer como possível candidato à Presidência em 2022. No pleito de 2018, ele teve pouco mais de 617 mil votos em todo o Brasil – número que se multiplicou por mais de três e alcançou 2,1 milhões no segundo turno da capital paulista neste ano. “O recado de mais de 40% da população de São Paulo é claro: dá para fazer política sem abrir mão dos nossos sonhos, dos nosso valores. Quero cumprimentar o Bruno Covas e desejar que ele tenha sorte nos próximos quatro anos e que, acima de tudo, governe a cidade sabendo que uma imensa parcela da cidade quer mudança”, disse Boulos em pronunciamento divulgado nas redes sociais. Com COVID-19, o representante do Psol não votou nesse domingo. De acordo com os analistas ouvidos pela reportagem, ainda é cedo para apontar quem serão os rivais de Bolsonaro daqui dois anos. Porém, o fortalecimento de Boulos foi consenso entre as avaliações, apesar do provável protagonismo de outros partidos. “É a principal liderança ascendente da esquerda, mas o Psol é um partido pequeno, não tem tempo de televisão e não tem expressão nacional. PT e PDT são partidos organizados nacionalmente. Tem muitas conversas pela frente”, apontou Carlos Ranulfo, professor do departamento de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Moro trabalha para bilionário israelense investigado por corrupção, denuncia o Intercept

Ex-juiz da Lava Jato, ex-ministro de Jair Bolsonaro e suposto símbolo de combate à corrupção, Sergio Moro está trabalhando para um bilionário de Israel investigado por suspeitas de corromper governantes, lavar dinheiro, sonegar impostos e violar direitos humanos e leis ambientais, de acordo com revelação do site Intercept Brasil. Benjamin “Beny” Steinmetz, cliente de Moro, atua na área de mineração e já foi preso na Suíça e Israel e investigado pelo FBI. O serviço de Moro, requisitado pelo próprio bilionário, consiste na elaboração de um parecer jurídico, que, segundo o Intercept, trata-se de “um diagnóstico sobre uma questão legal ou do direito, das provas existentes num caso e das leis sob as quais ele será avaliado”. O parecer elaborado por Moro lhe renderá R$ 750 mil. O ex-ministro ainda fará mais dois pareceres, mas os clientes estão sob sigilo.
PM temporário que fazia bico no Carrefour é um dos assassinos do homem negro

Ele e um segurança do supermercado foram detidos e devem responder por homicídio qualificado. Uma terceira pessoa também é investigada Um dos assassinos de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos que morreu espancado em uma loja do Carrefour em Porto Alegre, na noite desta quinta-feira (19), é um policial militar temporário. A identidade dele ainda não foi revelada. Segundo informações preliminares, o homem seria funcionário de uma empresa de segurança terceirizada e estava trabalhando no local. Contudo, de acordo com o delegado Leandro Bodoia, testemunhas afirmam que o PM estava na loja como cliente. Além do PM, um segurança do Carrefour também foi detido em flagrante e levado a um prédio da Polícia Civil. Ainda, de acordo com o Gaúcha ZH, há uma terceira pessoa cujo envolvimento deve ser investigado. Os homens detidos devem responder por homicídio qualificado. O vídeo da agressão passou a circular nas redes sociais no final da noite desta quinta. Imagens mostram dois homens com roupas pretas dando socos no rosto da vítima, que já está no chão e grita de dor. Uma mulher que estava próxima deles parece filmar a ação dos agressores. Segundo informações do UOL, a vítima teria sido conduzida pelo segurança até o estacionamento, no andar inferior, após ter discutido com uma funcionária da loja. Funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram até o local e fizeram massagem cardíaca, mas a vítima acabou não resistindo. VIDAS NEGRAS IMPORTAM É revoltante que na véspera do dia da consciência negra, um homem negro tenha sido agredido até a morte por seguranças de uma loja do @carrefourbrasil. É urgente que a sociedade se una em um comportamento antirracista para acabar com situações como essa. pic.twitter.com/h8KFLQGgny — Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) November 20, 2020
Na véspera do Dia da Consciência Negra, seguranças matam homem negro a socos em Carrefour de Porto Alegre

– Os autores do crime seriam dois seguranças do Carrefour do bairro de Passo d’Areia, na Zona Norte da capital gaúcha – Barbárie em Porto Alegre em plena véspera do feriado pelo Dia da Consciência Negra. Dois seguranças da loja do Carrefour no bairro de Passo D’Areia espancaram um homem negro, identificado como João Alberto Silveira Freitas. A vítima tinha 40 anos e morreu em decorrência da agressão que sofreu. https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/11/20/video-mostra-homem-sendo-e-espancado-por-segurancas-do-carrefour-no-rs.htm Relatos de testemunhas afirmam que o espancamento teria sido justificado por uma suposta discussão entre a vítima e uma mulher que seria funcionária do supermercado. Segundo o Zero Hora, uma testemunha contou que João Alberto teria ameaçado a agredir a mulher, mas depois foi embora, mas acabou sendo seguido pelos seguranças, que depois o agrediram. Homem NEGRO é espancado até a morte, EM PORTO ALEGRE, por seguranças do SUPERMERCADO CARREFOUR. Covarde e bárbaro homicídio !!! Homem é morto após ser espancado por seguranças em supermercado da zona norte de Porto Alegre https://t.co/HR3smaDJVd pic.twitter.com/xUPJ1hkLgp — Pedro Ruas (@PedroRuasPsol) November 20, 2020 A Brigada Militar do Rio Grande do Sul (similar à Polícia Militar nesse estado) informou que os dois seguranças foram presos em flagrante e que a versão deles é que a vítima teria sido agredida por “se negar a deixar o estabelecimento”, o que contrasta com a versão das testemunhas, que indicam que ele saiu voluntariamente, foi seguido e agredido somente na saída do local. Também em entrevista ao Zero Hora, o delegado Leandro Bodoia, que está analisando o caso, afirmou que “no momento, ainda não podemos determinar o que de fato ocorreu. Não encontramos nenhum armamento no local. Agora, vamos ouvir todos os envolvidos e ver o que está nas câmeras para saber o que exatamente aconteceu”. Manuela D’Ávila, candidata à Prefeitura de Porto Alegre pelo PCdoB, comentou o caso poucos minutos depois de terminado o debate na Band. “Estava no debate da Band e na saída soube do assassinato de um homem negro pela abordagem violenta dos seguranças do estacionamento do Carrefour. Sei q já há pedido de investigação sendo feito por parlamentares e pela bancada antirracista recém eleita. Mas as imagens dizem muito”, declarou”. Estava no debate da Band e na saída soube do assassinato de um homem negro pela abordagem violenta dos seguranças do estacionamento do Carrefour. Sei q já há pedido de investigação sendo feito por parlamentares e pela bancada antirracista recém eleita. Mas as imagens dizem muito — Manuela 65 (@ManuelaDavila) November 20, 2020
Somente 1 dos 78 candidatos com Bolsonaro no nome de urna é eleito no País

Números do TSE apontaram que 78 candidatos apareceram com o sobrenome “Bolsonaro” nas urnas. Do total o único eleito foi o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), que dará continuidade ao seu mandato. Recebeu 35 mil votos a menos. Em Montes Claros, o representante comercial João Bolsonaro, do DEM, teve apenas 37 votos Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontaram que 78 candidatos apareceram com o sobrenome “Bolsonaro” nas urnas, sendo três candidaturas a prefeito, dois a vice-prefeito e 73 a vereador. Dos quase 80 postulantes, apenas um foi eleito, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), que dará continuidade ao seu mandato, após ter recebido 71 mil votos. Em 2016 ele recebeu 106 mil votos. A mãe de Carlos não teve o mesmo sucesso. Ex-mulher do presidente, Rogéria Bolsonaro teve apenas 2.034 votos e não conseguiu um mandato. Jair Bolsonaro apoiou 45 candidatos a vereador, que apareceram no “horário eleitoral gratuito” dele. Apenas sete conquistaram uma vaga no legislativo de suas cidades. Somente dois dos 13 candidatos a prefeito apoiados por Bolsonaro passaram ao segundo turno.
Adélio Bispo, autor da facada em Bolsonaro, já protestou contra o PT e tentou filiar-se à direita

Adélio deixou o PSOL por não conseguir lançar candidatura de deputado e tentou se filiar ao PSD, partido que é base do governo Bolsonaro no Congresso Responsável pela facada em Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG), Adélio Bispo revelou em depoimentos que já participou de protestos contra o PT, em especial contra o “mensalão”, e que tentou filiar-se a um partido de direita depois de deixar o PSOL. Um dia após o atentado contra Bolsonaro, no dia 7 de setembro de 2018, Adélio contou à Polícia Federal que participou de manifestações em Curitiba contra o governo Lula em 2005. “Principalmente em relação aos fatos conhecidos como ‘mensalão’”, afirmou. As informações são do UOL. Ele disse ainda que, durante o protesto, “carregava um caixão funerário, pintado de preto que ele mesmo mandou confeccionar, uma vez que não queriam lhe vender”. No depoimento, Adélio também elogiou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, relator do caso. O autor da facada conta ainda que, em 2014, procurou o diretório do PSD em Uberaba (MG) para se filiar, partido que compõe a base do governo Bolsonaro no Congresso. A filiação, no entanto, não se concretizou. Ele disse que resolveu procurar o partido depois de se desvincular do PSOL. Segundo ele, a sigla não teria aceitado homologar a sua candidatura a deputado federal. A antiga filiação de Adélio ao PSOL é utilizada por Jair Bolsonaro como forma de atacar e responsabilizar o partido pela facada. Em diversas vezes, o presidente se referiu a Adélio como “um cara filiado ao PSOL” que tentou matá-lo. Adélio foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014, quando pediu desfiliação. A saída dele do partido se deu quatro anos antes do episódio da facada que fez o presidente ficar quatro meses internado. O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), inclusive, faz parte de uma teoria que o liga com Adélio Bispo. O filho do presidente esteve em clube de tiro no mesmo período que o esfaqueador. Adélio Bispo, que era de Montes Claros (MG), foi para São José (SC) e esteve em um clube de tiro no dia 5 de julho, dois dias antes de Carlos, que passou um final de semana todo confinado no local. O esfaqueador ficou em SC até agosto e de lá foi direto para Juiz de Fora (MG), onde aconteceu o atentado, em setembro. Naquela ocasião, Carlos Bolsonaro acompanhava o pai na comitiva, algo que nunca tinha feito antes. O laudo psiquiátrico forense encaminhado ao juiz da 3ª Vara Federal Criminal de Campo Grande diz que Adélio é portador de transtornos delirantes permanentes Via Revista Fórum
Ministro do Supremo Tribunal Federal envia notícia-crime contra Bolsonaro à PGR

Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal, enviou à Procuradoria-Geral da República uma notícia-crime contra o presidente Bolsonaro por suposto envolvimento na defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das ‘rachadinhas’. A ação é de autoria da deputada Natália Bonavides (PT-RN) e cita possíveis crimes como tráfico de influência, advocacia administrativa e improbidade administrativa. Em agosto deste ano, o presidente Bolsonaro mobilizou vários órgãos da esfera federal para tentar ‘melar’ as investigações sobre as movimentações financeiras entre Fabrício Queiroz, ex-assessor da família, e Flávio Bolsonaro, filho do presidente. Convocados pelo presidente, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), a Receita Federal e a Serpro (empresa pública de tecnologia da informação) estiveram presentes, para tentar encontrar alguma prova de irregularidade nos relatórios de movimentações atípicas produzidos pelo Coaf. O encontro aconteceu no Palácio do Planalto e contou com a presença e duas advogadas de Flávio, Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, de acordo com a reportagem da revista Época. Agora, não só Flávio está encrencado, mas o pai que tentou ajudá-lo usando a máquina da Presidência pode ser implicado também. A familícia presidencial está realmente ‘no bico do urubu’.