STF proíbe Bolsonaro de suspender isolamento social nos Estados e o aponta como “irresponsável”

  – Alexandre de Moraes impede Bolsonaro de flexibilizar quarentena em qualquer estado do País – Decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes impede Jair Bolsonaro de adotar qualquer medida unilateral para flexibilizar a política de isolamento e aponta o mandatário como “irresponsável” por atuar contra os protocolos internacionais de saúde – “O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes proferiu nesta 4ª feira (8.abr.2020) decisão liminar (provisória) que proíbe o presidente da República de adotar medidas para suspender ações de Estados e municípios para o isolamento social no combate ao coronavírus. Eis a íntegra da decisão (176 KB)”, aponta reportagem do site Poder 360. O ministro atendeu parcialmente a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), segundo o qual o presidente Jair Bolsonaro tem atuado como “agente agravador da crise“. A Ordem alega que o governo “nem sempre tem feito uso adequado das prerrogativas que detém para enfrentar a emergência de saúde pública, atuando constantemente de forma insuficiente e precária” e pratica “ações irresponsáveis e contrárias aos protocolos de saúde aprovados pela comunidade científica e aplicados pelos Chefes de Estado em todo mundo“.

O “capetão” enfia a caneta no bolso – por Altamiro Borges

Antes da reunião com o “capetão”, Luiz Henrique Mandetta admitiu que “limpou suas gavetas” no Ministério da Saúde. Mas, temendo o desgaste e o isolamento, Bolsonaro recuou. O valentão, que rosna não ter “medo de usar a caneta”, abdicou de governar. Como disse aquele haitiano no portão do Palácio da Alvorada: “acabou, Bolsonaro”! A Folha afirma que a permanência de Mandetta foi uma vitória da ala militar do governo. “Capitaneada pelo ministro Fernando Azevedo (ministro da Defesa) e operacionalizada por Walter Braga Netto (chefe da Casa Civil), ela está buscando reduzir a temperatura dos movimentos abruptos do chefe”. A conferir! *** Mas a própria Folha lembra que a tal “ala militar” já sofreu derrotas no laranjal e que Bolsonaro “se guia pelo que dizem suas redes sociais, em especial o que é filtrado pelo filho vereador Carlos, aquele que acusou o vice-presidente Hamilton Mourão de conspiração contra seu pai”. *** No jornal O Globo, Bernardo Mello Franco resume o drama do “capetão” com a permanência do ministro da Saúde. “Bolsonaro terminou o dia ainda mais esvaziado. Ele virou um presidente que não preside: ameaça demitir e não demite; anuncia que não tem medo de usar a caneta e refuga diante do papel”. *** Já no jornal Estadão, Eliane Cantanhêde, aquela da “massa cheirosa tucana”, avalia que o capitão saiu bem chamuscado do caso. “Bolsonaro está esfarelando seu capital eleitoral e sua credibilidade mundial e nacional com sua incrível teimosia e, quanto mais ele cai, mais Mandetta sobe”. *** O recuo do “capetão”, que enfiou sua canetinha no bolso, também repercutiu na mídia internacional, com despachos nas agências de notícias Reuters e EFE e reportagens nos principais jornais do mundo. Nos EUA, o Washington Post tratou Bolsonaro como “o primeiro chefe de Estado cético no mundo do coronavírus”. *** Já o jornal francês Libération acusou Bolsonaro de “causar intencionalmente o caos e semear a morte”. E a revista estadunidense Time afirmou que o presidente brasileiro é “o único líder que resta no mundo a rejeitar o consenso de cientistas e estatísticos sobre a gravidade do surto”. Via Blog do Miro

Celso de Mello reassume cadeira no STF e suspeição de Moro já pode ser votada

– Retorno do decano do STF estava sendo aguardado pelo ministro Gilmar Mendes para colocar em julgamento o habeas corpus em que Lula pede a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro e a anulação da sentença do triplex do Guarujá – – O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) retornará aos trabalhos na Corte na próxima segunda-feira, 13, após um período de afastamento por motivos de saúde. O retorno de Celso de Mello, que integra a Segunda do STF, estava sendo aguardado pelo ministro Gilmar Mendes, para colocar em julgamento o habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pede a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na ação que condenou Lula no caso do triplex do Guarujá. Moro é acusado de parcialidade e de perseguição política contra Lula. “Inicialmente eu tinha sugerido que esse tema fosse decidido em plenário, mas fiquei vencido e decidiu-se que seria definido na turma. E depois se colocou esse impasse. Eu não trouxe neste período porque teríamos depois o debate, com a ausência do ministro Celso, se o empate favoreceria ou não, um eventual empate favoreceria ou não o réu”, afirmou o ministro em entrevista ao site Jota. Caso a Segunda Turma declare a suspeição de Moro, a condenação de Lula deve ser anulada e seus direitos políticos restabelecidos. Leia, abaixo, reportagem do Conjur, sobre o assunto: O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, retomará os julgamentos na Corte na próxima segunda-feira (13). Ainda não em Brasília — mas a todo vapor. Segundo técnicos do tribunal, o ministro, mesmo afastado por licença médica, continuou estudando os casos distribuídos a seu gabinete — o que deve resultar na liberação de uma batelada de decisões monocráticas já na semana que vem. No mês de janeiro, o ministro submeteu-se a cirurgia de prótese de quadril no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde foi assistido pelo dr. David Uip. Posteriormente, em virtude processo infeccioso, sem qualquer conexão com a cirurgia, Uip novamente o assistiu. O médico seria acometido, mais tarde, pela Covid-19, o que levou o ministro a passar pelo teste RT-PCR, que utiliza biologia molecular (com o uso de swab para coletar secreção nasal e da garganta), para verificar a presença do vírus. Dez dias depois, sobreveio o resultado negativo. Por recomendação médica do próprio Uip pelo estrito isolamento social, o ministro continuará em São Paulo, trabalhando de casa. Para as sessões colegiadas é possível que o ministro participe por videoconferência. A intenção de Celso de Mello é voltar o mais rápido possível para Brasília. Em 52 anos de serviço público, em que se iniciou em 1968, essa foi a terceira ou quarta licença médica que o ministro viu-se na contingência de utilizar para se afastar, forçosamente, do trabalho.

Negacionista do racismo, Sérgio Camargo diz ter vergonha de ser jornalista

 – Presidente da Fundação Palmares afirmou que “não há o que comemorar” no Dia do Jornalista – Jair Bolsonaro e Sergio Camargo Nascimento, da Fundação Palmares (Reprodução/Twitter) Sérgio Nascimento Camargo, presidente da Fundação Palmares, afirmou, nesta terça-feira (7), no Twitter, que tem vergonha de ser jornalista. Segundo ele, não há motivos para comemorar o dia de hoje, em que se celebra o Dia do Jornalista. Na publicação, Camargo atacou o trabalho da profissão que ele mesmo diz exercer: “Reafirmo minha VERGONHA por pertencer a esta profissão, que sempre exerci com dignidade. Não há o que comemorar!”. https://twitter.com/sergiodireita1/status/1247518419341029377 Na última semana, Camargo já havia feito uma publicação em que atacava a profissão e o trabalho exercido pelos seus colegas: “São canalhas que trabalham diariamente pela desgraça do povo. Deveriam pedir desculpas ao País. Merecem nosso repúdio e desprezo”. Ele ainda reforçou declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. “Jornalistas são os seres humanos mais desonestos da Terra”, afirmou. https://twitter.com/sergiodireita1/status/1245140328270770176 O jornalista também questionou as medidas de isolamento social contra a pandemia de covid-19, concordando com o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro. “O isolamento, exceto para os que são do grupo de risco, precisa ser imediatamente suspenso. É a maior imbecilidade da história da humanidade”, afirmou. Revista Fórum

Brasil tem 667 mortes e 13.717 casos confirmados de coronavírus, diz Ministério da Saúde

 – Nas últimas 24 horas foram registradas 114 mortes e 1.661 novos casos – – Sputnik – O balanço do Ministério da Saúde desta terça-feira (7) sobre a COVID-19 no Brasil apontou que o país agora soma 667 mortes, 13.717 casos confirmados da doença e a taxa de letalidade do novo coronavírus entre a população brasileira é de 4,9%. Nas últimas 24 horas foram registradas 114 mortes e 1.661 novos casos. O ministério, porém, tem informado que o número real de casos tende a ser maior, já que são testados apenas os casos graves, de pacientes internados em hospitais, e há casos de testes à espera de confirmação. #AoVivo: Governo Federal @govbr atualiza ações e divulga novos dados sobre a situação do #coronavírus no Brasil. Acompanhe coletiva no Palácio do @planalto: https://t.co/kpNYDbc5sL — CanalGov (@canalgov) April 7, 2020

Brasil tem 445 mortes e mais de 10,3 mil casos de coronavírus em 4 de abril

 – Brasil tem 445 mortes e mais de 10,3 mil casos confirmados de coronavírus, às 20h30, deste sábado (4), o que revela a aceleração do avanço da Covid-19 no início deste mês  – O Ministério da Saúde confirmou 73 novas vítimas nas últimas 24h, e secretarias estaduais contabilizaram outras 12 após o balanço oficial. Segundo as autoridades sanitárias, apenas dois estados ainda não registraram mortes: Acre e Tocantins. Mandetta alerta que #Covid-19 ainda não atingiu bairros operários no Brasil Mandetta pediu que as autoridades sanitárias tenham atenção redobrada com a quarentena neste fim de semana. “A Covid-19 não entrou nos bairros operários do Brasil e por isso requer a atenção redobrada no final de semana”, disse o ministro. #NasRuas5DeAbril pode ser o maior fiasco de Bolsonaro O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem dado azo às manifestações pelo fim da quarentena, adotada para conter a infeção do coronavírus, e contra as instituições democráticas brasileiras. Neste domingo, dia 5 de abril, o “Capitão Corona” poderá experimentar seu maior fiasco com a falta de público nas manifestações, que foram convocadas nas redes sociais sob o rótulo da hashtag #NasRuas5DeAbril. Bolsonaro busca apoio nas ruas para levantar o isolamento social determinado pelas autoridades sanitárias, desde que a Covid-19 virou uma ameaça concreta no Brasil. Coronavírus já matou mais de 60 mil pessoas pelo mundo Dados da Universidade Johns Hopkins divulgados neste sábado (4) apontam que a pandemia de coronavírus já provocou a morte de 60.874 pelo mundo desde o registro dos primeiros casos, em dezembro. O país que acumula mais mortes é a Itália (14.681). Em seguida aparecem a Espanha (11.744), os Estados Unidos (7.460) e a França (6.507). O mundo tem 1,1 milhão de casos confirmados. A nação com maior quantidade de casos são os EUA (278.458). A Espanha ocupa a segunda posição (124.736) e a Itália a terceira (119.827). Jornalismo da TV Globo tem oito infectados pelo coronavírus O departamento de jornalismo da TV Globo já registrou 17 casos suspeitos de coronavírus. Destes, nove testaram negativos e oito, positivos. Cinco deles têm sintomas leves, um está assintomático e dois, internados. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, a própria direção comunicou os números aos jornalistas. Os profissionais passaram a usar máscaras nas redações e nas ruas, destaca a coluna. Datafolha 109% é fraude, denunciam apoiadores de Bolsonaro Segundo o instituto, o Ministério da Saúde tem 76% de aprovação ante 33% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os bolsominions somam, somam, fazem a prova dos nove, mas dá o resultado 109. Para os correligionários de Bolsonaro, há uma evidente fraude na pesquisa que deveria totalizar 100%. 76 + 33 _______ 109 “As 02 perguntas sobre aprovação foram efetuadas ao mesmo entrevistado, logo, não se deve somar os resultados”, reclamou no Twitter um bolsonarista. Como não poderia ser diferente, no âmbito bolsonarista, sobrou até para o PT que nada tem a ver com isso: “Será que foi a Dilma Rousseff que fez a pesquisa e calculou?” O Datafolha informa que ouviu 1.511 pessoas entre os dias 1 e 3 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos. O instituto de pesquisa não deu nenhuma explicação aos bolsonaristas sobre o resultado de 109%, o que, entre os apoiadores do presidente da República, aumentam as desconfianças no levantamento específico e nas pesquisas em geral. O imbróglio ocorre num momento em que ocorre a disputa da narrativa –envolvendo Bolsonaro, o ministro Henrique Mandetta e a velha mídia–acerca do enfrentamento da pandemia de coronavírus. Câmara aprova PEC do orçamento de guerra em 2º turno; texto vai ao Senado O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta sexta-feira (3), a chamada PEC do “orçamento de guerra” (PEC 10/20), que permite a separação do orçamento e dos gastos realizados para o combate à pandemia de coronavírus do orçamento geral da União. A proposta, de autoria do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros nove deputados de vários partidos, é a primeira a ser aprovada com o Sistema de Deliberação Remota (SDR) e precisa ser votada ainda pelo Senado. O relator do texto foi o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). As regras terão vigência durante o estado de calamidade pública, e os atos de gestão praticados desde 20 de março de 2020 serão convalidados. A intenção da proposta é criar um regime extraordinário para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais, afastando possíveis problemas jurídicos para os servidores que processam as decisões sobre a execução orçamentária. Um comitê de gestão de crise aprovará as ações com impacto orçamentário relacionadas ao enfrentamento do vírus, com poder de criar e destituir subcomitês. O comitê poderá ainda pedir informações sobre quaisquer atos e contratos celebrados ou que vierem a ser assinados pela União, suas autarquias, empresas públicas e fundações públicas, tendo poder de anulá-los, revogá-los ou ratificá-los. Ministério da Saúde atualiza dados sobre #Covid-19 em 4 de abril de 2020; assista ao vídeo Via Blog do Esmael

Coronavírus: Assessor de Bolsonaro pede demissão após ser obrigado a voltar ao trabalho no Planalto

 – Presidente determinou que todos os servidores do Palácio do Planalto com menos de 60 anos retornem ao expediente presencial – – Em meio à pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro determinou que servidores do Palácio do Planalto voltem a cumprir com o expediente presencial. Grande parte dos funcionários havia sido dispensado por seus diretores para trabalhar de casa. O jornal O Globo informou nesta quinta-feira (2) que, segundo interlocutores do governo, a decisão do presidente resultou na demissão do “número dois” da Subchefia para Assuntos Jurídicos, Felipe Cascaes. O assessor pediu demissão ao ministro da Secretaria Geral da Presidência, Jorge Oliveira, a quem era subordinado. Em nota, o ex-secretário diz não comentar os motivos que o levaram a pedir exoneração, alegando se tratar de questões de “cunho pessoal”. Com isso, todos os funcionários com menos 60 anos tiveram que retornar às atividades, o que compreende servidores dos três ministérios que ficam no Palácio do Planalto: Casa Civil, Secretaria Geral, Secretaria de Governo e Gabinete de Segurança Institucional.

Médicos e profissionais de saúde são infectados em massa pelo coronavírus

 – Profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao coronavírus estão sendo infectados em massa nos hospitais e obrigados a se afastar do trabalho. Levantamento da jornalista Mônica Bergamo indica que em apenas 4 hospitais de São Paulo mais de 600 já foram afastados desde o início de março – Um sem-número de médicos, enfermeiras, técnicos e fisioterapeutas estão sendo infectados pelo coronavírus nos hospitais de São Paulo e, certamente, de todo o país. Só em quatro hospitais de São Paulo, mais de 600 profissionais foram afastados do trabalho desde o início da epidemia no país, informa a jornalista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo. O número em apenas quatro instituições indica que pode estar já na casa dos milhares a quantidade de profissionais de saúde infectados em todo o país. Segundo levantamento da jornalista, o cenário em alguns dos principais hospitais de São Paulo é dramático. O infectologista Pedro Mathiasi, do HCor, diz que “Há tensão e medo e um sentimento de autoproteção”, que os profissionais têm também uma sensação “de impotência” quando recebem a notícia de que um colega foi contaminado e que “a situação é agravada por muitos permanecerem longe das famílias, para preservá-las do risco”. Veja o levantamento de Mônica Bergamo: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior hospital público do país: 125 afastados, 108 já testaram positivo para a Covid-19. 50 aguardam o resultado do exame. Hospital Albert Einstein: 348 profissionais diagnosticados com a doença. Hospital Sírio Libanês: 104 funcionários estão afastados. HCor: 32 médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas foram afastados. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/03/30/o-brasil-nao-pode-ser-destruido-por-bolsonaro/

O Brasil não pode ser destruído por Bolsonaro

 – Em nota suprapartidária, líderes pedem a cabeça de Bolsonaro – Lideranças do MDB, PSB, PDT, PT, PSOL, PCB e PCdoB divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (30) pedindo a cabeça do presidente Jair Bolsonaro, que, segundo o documento, “não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia.” O texto afirma que o presidente da República tem sido irresponsável no trato da pandemia de coronavírus e que ele é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. “Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país”, pedem os subscritores. Além das lideranças suprapartidárias, a nota é assinada pelos ex-presidenciáveis Ciro Gomes (PDT-CE), Guilherme Boulos (PSOL) e Fernando Haddad (PT-SP); ex-senador Roberto Requião (MDB-PR); ex-governador Tarso Genro (PT-RS); Manuela D’ávila (PCdoB) e Sonia Guajajara (PSOL), ex-candidatas a vice; e o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB). Os presidentes dos seguintes partidos encabeçaram o manifesto pela renúncia de Bolsonaro: Gleisi Hoffmann, PT; Carlos Lupi, PDT, Carlos Siqueira, PSB; Edmilson Costa, PCB; Juliano Medeiros, PSOL; e Luciana Santos, PCdoB. O documento inédito lançam também as premissas para enfrentar a COVID-19 no âmbito econômico, visando preserva empregos e retomar as atividades produtivas no País. Dentre as propostas do movimento suprapartidário estão: Manter o isolamento social Criar leitos e UTI provisórios Importar testes massivos Renda Mínima Urgente para todos os trabalhadores Suspensão de cobrança de luz e água, dentre outras tarifas públicas Taxação das grandes fortunas para arcar os custos da COVID-19 Leia a íntegra da nota suprapartidária: O BRASIL NÃO PODE SER DESTRUÍDO POR BOLSONARO O Brasil e o mundo enfrentam uma emergência sem precedentes na história moderna, a pandemia do coronavírus, de gravíssimas consequências para a vida humana, a saúde pública e a atividade econômica. Em nosso país a emergência é agravada por um presidente da República irresponsável. Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países. Antes mesmo da chegada do vírus, os serviços públicos e a economia brasileira já estavam dramaticamente debilitados pela agenda neoliberal que vem sendo imposta ao país. Neste momento é preciso mobilizar, sem limites, todos os recursos públicos necessários para salvar vidas. Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo. Ao mesmo tempo, ao contrário de seu governo – que anuncia medidas tardias e erráticas – temos compromisso com o Brasil. Por isso chamamos a unidade das forças políticas populares e democráticas em torno de um Plano de Emergência Nacional para implantar as seguintes ações: -Manter e qualificar as medidas de redução do contato social enquanto forem necessárias, de acordo com critérios científicos; -Criação de leitos de UTI provisórios e importação massiva de testes e equipamentos de proteção para profissionais e para a população; -Implementação urgente da Renda Básica permanente para desempregados e trabalhadores informais, de acordo com o PL aprovado pela Câmara dos Deputados, e com olhar especial aos povos indígenas, quilombolas e aos sem-teto, que estão em maior vulnerabilidade; -Suspensão da cobrança das tarifas de serviços básicos para os mais pobres enquanto dure a crise, -Proibição de demissões, com auxílio do Estado no pagamento do salário aos setores mais afetados e socorro em forma de financiamento subsidiado, aos médios, pequenos e micro empresários; -Regulamentação imediata de tributos sobre grandes fortunas, lucros e dividendos; empréstimo compulsório a ser pago pelos bancos privados e utilização do Tesouro Nacional para arcar com os gastos de saúde e seguro social, além da previsão de revisão seletiva e criteriosa das renunciais fiscais, quando a economia for normalizada. Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública, atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e patriotismo. ASSINAM (por ordem alfabética): Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB. Carlos Lupi, presidente nacional do PDT. Ciro Gomes, ex-candidato a Presidência pelo PDT. Edmilson Costa, presidente nacional do PCB. Fernando Haddad, ex-candidato à Presidência pelo PT. Flavio Dino, governador do estado do Maranhão. Guilherme Boulos, ex-candidato a Presidência pelo PSOL. Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT. Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL. Luciana Santos, presidenta nacional do PC do B. Manuela D’Avila, ex-candidata a Vice-presidência (PC do B). Roberto Requião, ex-governador do Paraná. Sonia Guajajara, ex-candidata à Vide-presidência (PSOL) Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul

JN, da Globo, confronta Bolsonaro e destaca eficácia do isolamento contra pandemia do coronavírus

 – Jornal criticou ataques de Mandetta à imprensa e disse que atitude é tentativa do ministro em “agradar” o presidente após boatos de que seria demitido – ‌A edição deste sábado (28) do Jornal Nacional, da TV Globo, destacou a defesa de diferentes países pelo isolamento social como medida contra o avanço do coronavírus. O jornal também mostrou trechos da fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva neste sábado, pedindo a permanência das pessoas em casa. Uma das primeiras notícias do jornal foi sobre o pedido do presidente norte-americano, Donald Trump, para que alguns estados do país apliquem a quarentena. Moradores de Nova York, Nova Jersey e Connecticut deverão ficar em isolamento obrigatório durante duas semanas, para evitar que população espalhe o vírus para outros estados do país. Em seguida, o jornal falou sobre o pedido do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, para que as pessoas fiquem em casa. “Agora, o que queremos é que todos saiam, que estejam em casa, com suas famílias, também nos ajudem a manter uma distância saudável e que haja higiene”, disse Obrador, em mensagem transmitida na noite de sexta-feira (27) em suas redes sociais. O jornal também deu amplo destaque à fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em coletiva de imprensa neste sábado. O ministro contrariou o presidente Jair Bolsonaro em diferentes pontos e defendeu o isolamento social como medida contra o coronavírus. Em outros momentos, no entanto, Mandetta foi mais cauteloso e disse que a economia tem igual importância neste momento, também pedindo uma maior flexibilização da quarentena em algumas regiões do país. ‌Em determinado momento, os âncoras do jornal criticaram Mandetta por seus ataques à imprensa e disseram que tal atitude é tentativa do ministro em “agradar” Bolsonaro. Por seus posicionamentos em geral contrários ao que o presidente tem defendido contra a pandemia, boatos sobre a demissão de Mandetta passaram a circular.