Ministro que negou habeas corpus a Lula recebeu propina, diz ex-presidente da OAS

Atual corregedor Nacional de Justiça no CNJ, Martins é quem negou há um ano habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, o petista estava na iminência de ser preso pela lava jato. A propina delatada pelo ex-presidente da OAS e a negação do habeas corpus ao ex-presidente Lula, porém, não tem nexo causal. São eventos distintos. Segundo delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, a propina foi paga em troca de ajuda com um recurso que tramitava no STJ. O esquema teria sido intermediado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o dinheiro recebido por meio do filho do ministro, o advogado Eduardo Filipe Alves Martins, que inicialmente pediu R$ 10 milhões. O recurso em questão foi proposto pela OAS contra uma decisão do TJ (Tribunal de Justiça) da Bahia, que deu ganho de causa à Prefeitura de Salvador em ação da empreiteira em razão de créditos da obra do canal Camurujipe. A delação premiada assinada pela Procuradoria Geral da República (PGR) ainda depende da homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Brasil registra a 1ª morte por coronavírus, e o retardado presidente volta a chamar esta peste de histeria

 – O Estado de São Paulo registrou a primeira morte do coronavírus, e investiga quatro mortes no mesmo hospital – Os casos confirmados do novo coronavírus alcançaram 301 nesta terça-feira (16), segundo a atualização divulgada pelo Ministério da Saúde. É mais do que o dobro de três dias atrás. Na sexta-feira (13), o total passou de 100 pela primeira vez e agora já ultrapassa os 200. Ontem, o balanço registrou 200 pessoas infectadas. O Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip, confirmou a 1ª morte por COVID-19 no estado e afirmou que outras 4 mortes no mesmo hospital estão sendo investigadas por suspeita de terem sido causadas pelo novo coronavírus. “Infelizmente, confirmamos o primeiro óbito por coronavírus no estado de São Paulo. Outras quatro mortes ocorreram no mesmo hospital, mas ainda estamos investigando a causa”, disse Uip nesta terça-feira (17) durante uma entrevista coletiva. O Estado de São Paulo registrou nesta segunda-feira a primeira morte causada pelo coronavírus. A vítima é um homem de 62 anos. “Coronovírus” Enquanto isso, o boçal presidente voltou a usar o termo “histeria” para se referir à pandemia do novo coronavírus. Durante entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, nesta terça-feira 17/III, ele ainda chamou duas vezes o novo vírus de “coronovírus”. “A economia estava indo bem, fizemos umas reformas, a taxa de juros lá em baixo, a questão de Risco Brasil também. Esse vírus trouxe certa histeria. E alguns governadores estão tomando medidas que vão prejudicar muito a nossa economia. Se for nos ônibus do Rio, Metrô de São Paulo, está tudo lotado. A vida continua, não tem que ter histeria. Tem que tirar a histeria. A histeria leva a um baque da economia.” “Nós íamos passar por isso. O que está errado é a histeria, como se fosse o fim do mundo. Uma nação como o Brasil, por exemplo, só estará livre quando um certo número de pessoas for infectado e criar anticorpos”, finalizou o ignorante Bolsonaro.

Bolsonaro, o retardado, coloca em risco a vida de meio milhão de brasileiros

 – CORONAVÍRUS: POUCO CASO DE BOLSONARO PODE CUSTAR 478 MIL VIDAS AO BRASIL – PESQUISADORES DA UNIVERSIDADE DE OXFORD, no Reino Unido, publicaram neste domingo um estudo preliminar calculando e comparando as prováveis mortes pelo novo coronavírus no Brasil e na Nigéria. Aqui, de acordo com a projeção, deve haver até 478 mil mortes. Trata-se de um preprint, ou seja, um estudo que ainda não foi revisado por outros pesquisadores, nem validado por uma publicação científica, mas que é antecipado para acelerar a circulação de informações de interesse público em emergências – exatamente como a crise que estamos vivendo. “Esse processo de peer review [revisão por colega] leva meses, então acaba retardando o processo de disseminação da informação”, explicou ao Intercept Jadel Kratz, gestor de pesquisa na Drugs for Neglected Diseases initiative, uma ONG que pesquisa medicamentos e vacinas para doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica por não darem lucro. Como se trata de um estudo preliminar, ele ainda será discutido pela comunidade científica nos próximos dias. É possível que os autores decidam fazer correções na sua versão final. Por isso, é necessário olhar para os números com cautela. Para chegar aos números, os pesquisadores analisaram a proporção entre jovens e idosos da população de vários países. O novo coronavírus é particularmente fatal para a população mais velha. Para entender o padrão de mortalidade da doença, os cientistas analisaram dados da Itália, onde 1.809 pessoas já morreram, e da Coreia do Sul, que, apesar de ser a quarta nação mais afetada do mundo, com mais de 8.200 casos, teve apenas 75 mortes. A população dos dois países é parecida em números absolutos, mas diferente em estrutura demográfica: a Coreia do Sul tem mais jovens, e a Itália, mais velhos. Analisando os padrões de letalidade da doença, os pesquisadores projetaram seus efeitos nos países que ainda não chegaram ao pico dramático da pandemia – caso do Brasil. Aqui, 2% da população têm mais de 80 anos. Embora qualquer pessoa a partir de 60 anos já seja considerada vulnerável, é esse o grupo que corre maior risco de vida com a Covid-19, a doença provocada pela nova variedade do coronavírus, que começou a se espalhar na China e já contaminou mais de 160 mil pessoas no mundo e matou outras 6 mil. Analisando a taxa de mortalidade da doença em diferentes idades e fazendo as projeções para cada população, os pesquisadores chegaram ao cenário de possíveis 478.629 mortos no Brasil, número maior que o da Nigéria, que tem uma população mais jovem. A pesquisa parte do princípio de que 40% da população de cada país será infectada pelo novo coronavírus. A porcentagem é baseada em uma outra pesquisa, da Universidade de Harvard, nos EUA, que afirma que a proporção de contaminados em escala global será de 40% a 70%. É uma premissa razoável, considerando que especialistas indicam que a Alemanha, com pouco mais de um terço do número de contaminados na Itália, atual epicentro da pandemia, terá até 70% de seus habitantes infectados. O negacionismo de Bolsonaro diante dos perigos do coronavírus é catastrófico. “Hipóteses podem ser ajustadas, mas a forte relação entre a estrutura demográfica de uma população e o número de mortes se mantém”, escreveu uma das autoras da projeção, Jennifer Dowd. “Isso deve afetar a intensidade necessária das medidas tomadas em uma população para reduzir o número de casos mais críticos e a sobrecarga do sistema de saúde”. Numa troca de e-mails com o Intercept, Dowd explicou que a pesquisa não estima em quanto tempo esse número seria atingido. “É óbvio que medidas de contenção podem reduzir esse número, mas escolhemos [usá-lo] como uma ilustração do que é possível”, escreveu a pesquisadora de Oxford, especialista em demografia e saúde populacional. Dowd nos explicou que o estudo não têm condições de projetar qual seria a redução de mortes caso o governo tome medidas intensas, como o isolamento compulsório da população. Leia mais

Imbecil presidente será denunciado à OMS por expor brasileiros ao risco de morte por coronavírus 

  – Denúncia será apresentada pelo Psol depois que Jair Bolsonaro, com 12 pessoas infectadas em sua comitiva, saiu apertando as mãos de seguidores fanáticos – Jair Bolsonaro será denunciado à Organização Mundial de Saúde por expor a população brasileira ao risco de morte por coronavírus – um vírus altamente letal, que provoca preocupações em todo o mundo, O anúncio da denúncia foi feito pelo deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ): @MarceloFreixo 12 pessoas que estiveram com Bolsonaro em Miami estão com o coronavírus. Hoje o presidente mostrou que está se lixando p/ a vida dos brasileiros e participou do ato em Brasília. Nós do @psolnacamara vamos denunciá-lo à OMS. Bolsonaro se comporta como um líder de facção fanático. Um imbecil – Por Fernando Brito – Tijolaço Jair Bolsonaro perdeu o último dos limites: o do respeito à vida de seus próprios simpatizantes. Leia o relato da Folha,  sobre seu comportamento, apesar e lhe ter sido determinado, pelo médicos, o isolamento até que se afastem ou confirmem as suspeitas de que ele possa ter contraído coronavírus na expedição-moléstia à Flórida, na qual já se confirmaram seis pessoas como portadoras do novo coronavírus: Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta do meio-dia e seguiu para a Esplanada dos Ministérios, onde um grupo de apoiadores realiza o ato. O presidente não desceu do comboio presidencial e, de carro, passou a ser seguido por veículos com simpatizantes. O comboio percorreu diferentes pontos de Brasília até entrar no Palácio do Planalto, de onde, do alto da rampa e sob os gritos de ‘mito’, o presidente acenou aos manifestantes por volta das 13h. O presidente desceu a rampa em seguida e passou a esticar o braço para tocar nos manifestantes, separados por uma grade. Havia cerca de cem simpatizantes diante do Planalto. O presidente também manuseou o celular de alguns manifestantes para fazer selfies. “Isso não tem preço”, disse, durante transmissão ao vivo em suas redes sociais. Não, não tem preço expor a saúde alheia a risco. É inominável. Jair Bolsonaro não tem de ser impichado, tem de ser interditado psiquiatricamente. Queria saudar sua matilha? Mandasse para lá o palhaço que usou com os jornalistas, dava no mesmo. Aquele nem de rir mata.

No curé – Acuado, STF vira refém dos do imbecil presidente e de seus asseclas

– Toffoli decide se calar diante de protesto que pede fechamento do STF – Questionado sobre os protestos que pedem o fechamento do Congresso e do STF deste domingo, 15, o presidente do STF, Dias Toffoli, disse que não iria comentar os atos e enviou, por sua assessoria, manifestação anterior em que diz que “o Brasil não pode conviver com um clima de disputa permanente” O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, preferiu não se manifestar sobre as manifestações de apoiadores de Jair Bolsonaro deste domingo, 15, que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do próprio STF. Segundo o jornalista George Marques, ao ser questionado se iria se manifestar, Toffoli respondeu, por meio da assessoria, que não vai comentar sobre os atos. “Optou por reenviar a mesma nota do dia 26/02/2020 e manter o que já havia dito”, disse o jornalista. Na nota, Toffoli diz que não existe democracia sem parlamento atuante e sem um Judiciário independente. “O Brasil não pode conviver com um clima de disputa permanente. É preciso paz para construir o futuro. A convivência harmônica entre todos é o que constrói uma grande nação”, disse Tofolli em nota. Jair Bolsonaro usou seu perfil no Twitter para estimular os protestos golpistas, compartilhando imagens de protestos em várias cidades. Mais tarde, ele deixou o isolamento, que tinha sido recomendado a ele para evitar infecção de coronavírus, e resolveu participar das manifestações. Ele deixou o Palácio da Alvorada por volta do meio-dia e seguiu para a Esplanada dos Ministérios, onde um grupo de apoiadores realiza o ato. O país amanheceu com cerca de 120 casos comprovados da infecção e pelo menos 1,4 mil suspeitos em 13 estados.

Em artigo, OAB, ABI e CNBB defendem a neutralização urgente das ameaças às instituições

Em artigo publicado neste domingo (15) no jornal Folha de S.Paulo, os presidentes da OAB, ABI, CNBB e Comissão Arns defendem a democracia, a Constituição Federal de 1988 e a neutralização urgente das ameaças às instituições brasileiras. “É preciso reafirmar, no momento atual do país, com todas as nossas forças, que a democracia é o único regime político capaz de implementar a sociedade prevista na Carta Cidadã”, argumentam no texto, argumentam no texto. Eles acrescentam que “é necessário e urgente, por uma lúcida compreensão e práticas democráticas, neutralizar e vencer as ameaças a essas instituições (Congresso e Supremo), pela obrigação moral de todos de defendê-las e fortalecê-las. Não se pode, absolutamente, fomentar o risco de levar os brasileiros ao caos do enfraquecimento e até à destruição da nossa democracia”. Leia o artigo na íntegra: Constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil, entre outros, “construir uma sociedade livre, justa e solidária, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Isto está escrito com todas as letras na nossa Constituição Federal de 1988 e é aspiração do povo brasileiro. É preciso reafirmar, no momento atual do país, com todas as nossas forças, que a democracia é o único regime político capaz de implementar a sociedade prevista na Carta Cidadã. A democracia, considerados seus próprios limites, é um dom a ser desdobrado em valores e dinâmicas que garantam a participação, a liberdade e o incondicional respeito aos princípios de defesa da vida e da dignidade de toda pessoa humana. Por isso, é incontestável e merece defesa a democracia no Brasil, fruto sofrido e amadurecido da redemocratização inspirada na ação de destacados atores políticos, aos quais reverenciamos; entre eles, um povo que soube reconquistar a liberdade e os direitos confiscados. Foi esse povo que também legitimou, por lutas sociais, os direitos cidadãos registrados na Carta Magna de 1988, comprometendo a todos na sua obediência irrestrita e práticas transformadoras, pelo dever cidadão da edificação de nossa sociedade sobre os alicerces da igualdade e da solidariedade, garantindo o tratamento de todos como iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. O Brasil, por seus Três Poderes, segmentos e cidadãos todos, no horizonte e nos parâmetros sacramentados pela Constituição Federal, sobre os alicerces do Estado democrático de Direito, não pode permitir o enfraquecimento de suas instituições democráticas de poder-serviço, garantindo equilíbrio entre os Poderes da República, considerados, especialmente, o papel institucional do Poder Executivo, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, sem os quais a democracia mergulhará na escuridão e se pagará um preço ainda mais alto. Os Poderes exercem funções diferentes, mas nenhum é maior que outro. Sem eles, não há democracia. É necessário e urgente, por uma lúcida compreensão e práticas democráticas, neutralizar e vencer as ameaças a essas instituições, pela obrigação moral de todos de defendê-las e fortalecê-las. Não se pode, absolutamente, fomentar o risco de levar os brasileiros ao caos do enfraquecimento e até à destruição da nossa democracia. É no Estado democrático de Direito que se vai avançar na urgente busca do indispensável equilíbrio para a sociedade brasileira, detentora de todos os recursos para a superação dos vergonhosos cenários de misérias, com tanta pobreza, corrupção, privilégios, milhões de desempregados, com situações de crises humanitárias, exigindo velocidade e lucidez em respostas novas na economia, na educação e na saúde; avançar por meio de posturas adequadas no tratamento do meio ambiente, já tão pressionado pelos interesses econômicos; e avançar no cuidado prioritário dos pobres e pela exemplaridade responsável no exercício da política. Por isso, preocupados com os riscos do clima de afrontas e de fomento à intolerância, juntamos forças em nossas entidades para levar esta mensagem ao povo brasileiro. Marcados pelo sentido da solidariedade, sintam-se todos convocados a gestos e compromissos com a vida, superando bravamente as crises humanitárias, efetivando ações que façam o conjunto da sociedade brasileira trilhar os caminhos da Justiça, com lógicas e dinâmicas novas, na verdade e pela paz! Felipe Santa Cruz Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Paulo Jeronimo de Souza Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) José Carlos Dias Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns (Comissão Arns) https://www.facebook.com/brisa.machado.121/videos/162259818578469/?t=3

Há mais de 40 anos, feito um profeta, Raul Seixas previu que a terra iria mesmo parar

 – Pequenas considerações sobre a crise do coronavírus e a canção “O dia em que a terra parou”, de Raul Seixas e Cláudio Roberto – Raul Seixas, o nosso Raulzito, sempre teve um quê de profeta. Não à toa, seus fãs, muitas vezes, parecem mais seguidores. Uma espécie de Antônio Conselheiro do rock tupiniquim – e Raul lidava com essas distâncias entre o hemisfério Norte e o Sul de maneira magistral – nos deixou canções inesquecíveis, como todos sabem e cantam. Uma delas, no entanto, soprada pela internet, nesta semana em que o planeta está ameaçado e acuado, com as pessoas trancafiadas em suas casas, nos fez subir um nó na garganta acompanhada de uma inevitável vontade de rir: “O dia em que a terra parou”. Lançada em seu álbum de 1977, um dos últimos de sua curta e profícua carreira, a canção batiza o disco. Na mesma bolacha que trazia a emblemática “Maluco Beleza”, uma espécie de autobiografia do Raulzito, está lá a profecia fulminante do cantor, que nem os seus fãs mais ardorosos sonharam que, um dia, tantas décadas depois, poderia fazer algum sentido. Na canção, feita em parceria com Cláudio Roberto – a linda fase com Paulo Coelho já havia passado – Raul parecia prever a crise do coronavírus. Descreve com maestria o que se passa em diversos países da Europa, sobretudo na Itália. Ela antevê também, e não se iludam os caros leitores, o que está prestes a ocorrer nas Américas, se os seus governos tiverem algum juízo. Em um texto declamado entre o refrão e a primeira estrofe, Raul dispara: Foi assim No dia em que todas as pessoas Do planeta inteiro Resolveram que ninguém ia sair de casa Como que se fosse combinado em todo O planeta Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém ninguém Logo a seguir, com maestria, ele descreve o Estado em plano estacionário, através dos seus profissionais, remunerados ou não, e suas relações de trabalho: O empregado não saiu pro seu trabalho Pois sabia que o patrão também não tava lá Dona de casa não saiu pra comprar pão Pois sabia que o padeiro também não tava lá E o guarda não saiu para prender Pois sabia que o ladrão, também não tava lá E o ladrão não saiu para roubar Pois sabia que não ia ter onde gastar O ciclo de Raul se completa nas coisas espirituais, da alma e do aprendizado, nos pedindo a mesma reflexão que o coronavírus nos desperta hoje, presos em um todo que ninguém mais consegue entender como e porque ainda funciona: E nas Igrejas nem um sino a badalar Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá E os fiéis não saíram pra rezar Pois sabiam que o padre também não tava lá E o aluno não saiu para estudar Pois sabia o professor também não tava lá E o professor não saiu pra lecionar Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar Ao final, em uma súbita mudança, o compositor salta para as forças do mesmo Estado que aprisiona, cria a doença e cobra a cura: O comandante não saiu para o quartel Pois sabia que o soldado também não tava lá E o soldado não saiu pra ir pra guerra Pois sabia que o inimigo também não tava lá E o paciente não saiu pra se tratar Pois sabia que o doutor também não tava lá E o doutor não saiu pra medicar Pois sabia que não tinha mais doença pra curar Coincidência ou não, nesses tempos de medos e incertezas, Raul nos traz mais uma vez alento e sabedora. Naqueles idos também obscuros, mas de tantas esperanças, de 1977, não poderíamos jamais imaginar que, 43 anos depois, a terra iria de fato, parar. Via Revista Fórum

URGENTE: Bolsonaro testa positivo em primeiro exame do Coronavírus, diz jornal

 – A mesma fonte da coluna informa que até o comandante do avião presidencial que voltou dos Estados Unidos estaria contaminado – O primeiro exame realizado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (12) teve resultado positivo para o coronavírus. Caso a contraprova do teste confirme a primeira versão, o ex-capitão será o primeiro chefe de Estado a contrair a doença. O resultado final será divulgado ainda nesta sexta-feira (13). A informação é da coluna Esplanada, do Jornal O Dia, do jornalista Leandro Mazzini. Antes mesmo do resultado final do exame, presidente proibiu visitas de aliados ao Palácio do Planalto e já dizia que poderia estar doente. Na noite desta quinta, Bolsonaro realizou sua live presidencial ao lado do ministro da Saúde, Henrique Mandetta, usando uma máscara cirúrgica. A suspeita de infecção fez o presidente cancelar uma entrevista que daria à rede CNN Brasil na sexta-feira. O presidente passou a ter suspeita de infecção pelo novo coronavírus após viagem aos Estados Unidos. O chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo, Fábio Wajngarten, está com a doença e o acompanhou na comitiva. Ambos tiveram encontros com o presidente norte-americano Donald Trump. A mesma fonte do jornal O Dia informa que até o comandante do avião presidencial que voltou dos Estados Unidos estaria contaminado. De acordo com o Ministério da Saúde, o país tem 77 casos confirmados e 1.422 suspeitos de coronavírus. Contudo, o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, anunciou na noite desta quinta a confirmação de 60 novos casos de Covid-19, totalizando 98 apenas na unidade. Esse números não foram contabilizados no levantamento do Ministério da Saúde. Até então, não foi registrado nenhum óbito em decorrência da doença. Fonte: Revista Fórum

Coxinhas desrespeitam o mito e mantém protesto contra a democracia

 Bolsonaro ‘murcha’ protestos e bolsominions pedem #DesculpeJairMasEuVou –  O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desencorajou manifestações no próximo domingo, 15 de março, de correligionários contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro disse que é desaconselhável aglomerações por causa do coronavírus, apesar de considerar os protestos “justos” e “legítimos”. Ele disse que, se houver contaminação em massa, pode faltar leitos nos hospitais. Bolsonaro desmobilizou as manifestações em duas oportunidades, na noite desta quinta-feira (12). Por volta das 19h, durante sua tradicional live nas redes sociais, e num pronunciamento em rede de televisão que foi ao ar às 20h30. Depois de o presidente ‘murchar’ os protestos contra o STF e o Congresso, desenxabidos, bolsominions pediram ‘desculpa’ e prometeram desobedecer Bolsonaro neste domingo indo às ruas. O presidente Jair Bolsonaro jogou contra o movimento “Foda-se” mais por medo de um impeachment do que do coronavírus. No entanto, usando da esperteza, colocou o acordão que fez com o Congresso –acerca do orçamento impositivo– na conta do vírus e dos bolsominions. A ducha de água fria nos manifestantes veio após Bolsonaro açulá-los diversas vezes para participarem dos protestos. O oportunismo do presidente da República também pode ser enxergado como “traição” pelos seus fiéis seguidores. Via Blog do Esmael

Não vai ter ato: República de Curitiba cancela manifestação pró-Bolsoanro

 – Há poucos dias, movimento que convoca atos contra as instituições tirava sarro: “Robô não pega vírus. Dia 15 eu vou” – O aumento dos casos de coronavírus no Brasil parece estar frustrando os planos daqueles que pretendiam sair às ruas para defender Jair Bolsonaro e pregar o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 15 de março. Nesta quinta-feira (12), pelas redes sociais, o “República de Curitiba”, um dos principais movimentos que vem convocando para as manifestações, anunciou que não participará do ato na capital paranaense por conta do coronavírus. “O movimento República de Curitiba por zelar sobretudo pela vida, informa que suspenderá sua participação na Manifestação do dia 15/3, devido ao avanço e proliferação do Coronavírus que já atingiu vários países e foi classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde. Continuaremos através de nossas redes sociais e equipe combatendo a corrupção e lutando por um Brasil melhor, apoiando o governo eleito democraticamente do presidente Jair Messias Bolsonaro”, diz nota do movimento, que acrescenta ainda que não promoverá boicote àqueles que decidirem manter a manifestação. Há poucos dias, no entanto, o movimento tirava sarro do coronavírus nas redes sociais: “Robô não pega vírus. Dia 15 eu vou”, dizia um meme divulgado na página do grupo no Facebook. Além do “República de Curitiba”, deputados bolsonaristas e organizadores de atos em outras cidades já estão discutindo, em grupos de WhatsApp, a possibilidade de suspender todas as manifestações, mas o martelo ainda não foi batido. O próprio presidente Jair Bolsonaro chegou a divulgar e convocar seus apoiadores para os atos, o que já faz parlamentares se mobilizarem para um possível pedido de impeachment, já que atentar contra as instituições pode configurar crime de responsabilidade. Coronavírus no Brasil O Ministério da Saúde atualizou na tarde desta quinta-feira (12) o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil: saltou de 60 para 73. A maioria dos casos foram registrados em São Paulo. Segundo o Ministério, há 930 casos suspeitos e 947 já foram analisados e desconsiderados. Os 73 casos estão espalhados por 9 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal. Coronavírus no governo Também nesta quinta-feira, foi confirmado que o chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo, Fábio Wajngarten, está com a doença. Jair Bolsonaro também pode estar com coronavírus, já que esteve com o secretário nos EUA, onde contraiu a doença. O presidente passou por testes e os resultados saem na sexta-feira (13). Via Revista Fórum