Cidadão de bem: homem que matou família no RS fazia parte de “milícia airsoft”

– Dionatha Vidaletti e sua mãe, que estava presente no momento do crime, ainda estão foragidos – O responsável por matar, na tarde deste domingo (26), três pessoas da mesma família durante uma discussão de trânsito no bairro Lami, extremo sul de Porto Alegre, fazia parte de um grupo chamado “Milícia Airsoft”. Dionatha Bitencourt Vidaletti, de 24 anos, ostenta fotos portando armas utilizadas no esporte de tiro em suas redes sociais. Os perfis, no entanto, foram deletados após o crime. O jovem, que estava com a mãe no momento do crime, fugiu após os disparos e não foi mais localizado. Ele matou um homem e uma mulher, Rafael Zanetti Silva e Fabiana da Silveira Innocente Silva, assim como um de seus dois filhos, Gabriel Zanetti. A Justiça decretou na manhã desta segunda-feira (27) a prisão temporária do suspeito, devido justamente a seu sumiço. O titular da 4ª Delegacia de Homicídios da Capital, Rodrigo Garcia, afirma que agentes estiveram em cinco endereços, na Capital e em outras cidades da Região Metropolitana, mas ele não foi encontrado. Em revista na casa de Vidaletti, a Polícia Civil encontrou uma pistola, um revólver, carregadores e munição. O jovem já foi do Exército, mas não possui porte de armas. A pistola 380 tem registro no nome da mãe do suspeito, mas o revólver, calibre 38, não tem registro. Confira: Via: Revista Fórum
PT 40 anos: Crise e derrota – Por Tarso Genro

– A vitória de Bolsonaro cai sobre os ombros da nossa geração como a derrota mais significativa nos últimos 50 anos. Ela foi também gerada pela nossa incapacidade de defender a democracia, a ética republicana e os valores de uma utopia democrática socialista Na transição da globalização econômica do pós-guerra para uma economia de sentido liberal-rentista, aceleraram-se os efeitos tendentes a uma maior desigualdade social nos países fora do núcleo orgânico do sistema-mundo. A quebra do contrato socialdemocrata teve efeitos particularmente perversos nos países com experiências tardias de combate à miséria e a desigualdade, como no Brasil. Tanto nos governos do Presidente Lula como nos governos da Presidente Dilma, a esquerda socialista e socialdemocrata desenvolvimentista não estava preparada para conduzir novas alternativas de gestão política e “técnica”, que bloqueassem essas inibições de forma duradoura. Neste contexto, por variados motivos – tanto de âmbito nacional como de âmbito internacional– o sistema das alianças partidárias no Brasil, se é verdade que ele ensejou algumas alianças importantes para a promover certas políticas de redução das desigualdades sociais e regionais, também mostrou os seus limites. Principalmente os governos do Presidente Lula, sustentados nos preços das commodities, consagraram um ciclo de sucessos no combate à miséria e à pobreza absoluta, mesmo sem ter realizado reformas estruturais. A reforma tributária e a reforma política, que poderiam abalar – pelo menos na superfície – o sistema de poder das oligarquias regionais e do grande capital, não puderam ser implantadas por falta de apoio no Poder Legislativo e nas instituições participativas e/ou burocráticas do Estado Social. O “bloco histórico” permaneceu o mesmo e o projeto de integração do país no sistema global, baseado na cooperação interdependente com soberania (que começara de forma expressiva já no primeiro Governo Lula) não conseguiu redefinir as relações de poder internas e não ensejou condições políticas favoráveis para dar maior efetividade aos direitos fundamentais do pacto de 1988. O resultado foi a manutenção, não só do velho sistema burguês-oligárquico de governabilidade, mas também – em termos ideológicos – a sobrevivência dos valores conservadores e antidemocráticos históricos, presentes tanto na origem escravista como na tradição autoritária do Estado brasileiro. Este sistema sempre funcionou moldado por uma elite política conservadora e de direita que, em momentos críticos – mesmo quando afastada apenas parcialmente dos Governos – soube promover situações de ingovernabilidade para aumentar suas posições reais de força no próximo período de dominação. O atual período, por exemplo, foi reciclado conforme o assessoramento e planejamento dos think tanks americanos e nacionais, financiados por grandes empresários nacionais e globais, implicitamente acordados com uma nova direita agressiva e ultrarreacionária. No quadro de golpismo em curso os novos e velhos sujeitos – inclusive alguns originários do modelo “lulopetista” de governabilidade – promoveram uma “cruzada” de conteúdo político manipulado, por meio de duas narrativas tradicionais largamente difundidas: (a) a luta contra a corrupção, que seria uma característica fundamental do Estado Social, do petismo e da esquerda; (b) a luta contra o “comunismo”, na forma de uma guerra contra o “marxismo cultural”, que estaria representado pela esquerda e pelo PT, na academia, na área da educação e nas instituições de luta por direitos na sociedade civil. A impossibilidade política dos governos petistas realizarem reformas estruturais de cunho democrático e social, ainda que parciais, deixou intactos os núcleos de poder autônomo (inclusive dentro do Estado), que se articularam a partir de junho de 2013 para derrubar o governo Dilma. A campanha orquestrada pelo oligopólio da mídia, ungido à condição de corregedoria dos bons costumes políticos – articulada com a direita política de todo os matizes (inclusive apoiada em vários erros cometidos por parte dos nossos governos) permitiu que um grupo de insanos e medievalistas chegasse ao Governo Nacional e ao Palácio do Planalto. O Governo Dilma era atravessado por ambiguidades originárias tanto do sistema político-eleitoral e partidário, como vindas das flagrantes dificuldades de lidar com a crise fiscal, para enfrentar um sistema tributário regressivo, historicamente mantido no Brasil. Às dificuldades políticas para governar nesta situação se somaram às características da própria Presidenta – como liderança política – com suas notórias dificuldades para formar um núcleo dirigente operativo e coeso no seu entorno. A oneração de impostos sobre os mais pobres e de menor renda média, o aparato estatal coercitivo (burocratizado e atravessado por lutas corporativas) manteve –assim– plenamente as velhas estruturas de poder intactas. Elas deram vazão ao ativismo do Poder Judiciário e à politização (pela direita) do Ministério Público, que, aliás, passou – por meio da operação Lava-jato situada no Juizado de Curitiba– a controlar a pauta política do país e a personificar com seus Magistrados e Procuradores, o pólo orientador da direita e do conservadorismo privatista, abrindo uma etapa da luta política de novo tipo em âmbito nacional. O oligopólio da mídia, os think-tanks do liberal-rentismo e os políticos conservadores (ou simplesmente reacionários) dos diversos partidos tradicionais formaram, assim, um formidável arco de alianças destinado a expurgar –por qualquer meio– os resquícios do que era uma moderada esquerda socialdemocrata presente na gestão do Estado. Os velhos partidos do campo liberal e neoliberal foram neutralizados ou enquadrados neste movimento histórico, no qual o bolsonarismo protofascista veio ocupar um papel de destaque e tornar-se, nas eleições – com seus novos partidos liberais – uma “reserva de valor” da maioria do empresariado, cujo objetivo era não permitir a volta do PT ao Governo, no momento que suas políticas sociais e educacionais já começavam a ter um razoável efeito de concretização do Estado Social. As insuficiências do governo da Presidente Dilma no plano da gestão do Estado e as limitações políticas da própria Presidenta, mulher honesta que jamais se curvou à corrupção – mas que não soube montar nem coordenar um “grupo dirigente” no seu entorno – agravaram a situação já tensa na economia, em função da crise mundial. Este agravamento ocorreu, tanto pela subestimação do caráter corrosivo da crise de 2013, como pela incapacidade de o governo reconhecer que – no transcurso das manifestações daquele ano – estavam sendo finalizadas as
Bolsonaro defende deportação de brasileiros por Trump

– Sputinik – O presidente Jair Bolsonaro comentou a recente deportação de brasileiros dos EUA e afirmou que as leis devem ser respeitadas. Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro comentou a autorização do Brasil para que os EUA realizem a deportação brasileiros ilegais. Esse seria o primeiro caso do Brasil aprovar uma deportação em massa de brasileiros. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/01/26/trump-e-bolsonaro-estao-chutando-os-brasileiros-dos-estados-unidos/ O político conversou sobre o assunto com jornalistas em Nova Délhi, no âmbito de sua visita de Estado à Índia e alertou que não pretende evitar deportações de brasileiros. “O que eu falar aqui vai dar polêmica: eu acho que qualquer país, as suas leis têm que ser respeitadas. Qualquer país do mundo onde pessoas estão lá de forma clandestina é um direito daquele chefe de Estado, usando da lei, devolver esses nacionais”, disse Bolsonaro, citado pelo jornal O Globo. O presidente aproveitou para criticar a Lei de Migração brasileira, sancionada em 2017, em substituição ao antigo Estatuto do Estrangeiro. “Se você for ler a nossa lei de imigração, nenhum país do mundo tem isso que nós temos lá. É uma vergonha a nossa lei de imigração. Eu fui o único a votar contra, foi simbólico, e o único a discursar contra quando ela foi elaborada e votada. Fui muito criticado pela mídia. O pessoal chega no Brasil com mais direitos do que nós. Então isso não pode acontecer. Afinal de contas, nós devemos preservar o nosso país. E se abrir as portas, como está previsto na lei de imigração, o país pode receber um fluxo de gente muito grande e com muitos direitos”, declarou. Os EUA iniciaram a deportar brasileiros em massa em outubro, com 70 brasileiros enviados para Belo Horizonte. Neste sábado, Belo Horizonte recebeu mais um voo do governo americano, desta vez com 80 a cem brasileiros.
Regina Duarte recebe pensão militar de quase R$ 7 mil – Benefício é pago desde 1999

Prestes a assumir a Secretaria Especial da Cultura, a atriz global Regina Duarte recebe pensão militar no valor de R$ 6.843,34, segundo dados do Ministério da Defesa fornecidos ao Estadão. Jesus Nunes Duarte, pai de Regina, foi primeiro-tenente do Exército e faleceu em 1981, em um acidente de carro. A atriz recebe o benefício desde 1999. O jornal informa que, no caso de servidores e parlamentares da Câmara e do Senado, novas pensões para filhas deixaram de ser concedidas em 1990. Nas Forças Armadas, o benefício foi limitado em 2000, passando a valer para filhos ou enteados de até 21 anos, ou 24 se forem universitários – mas o privilégio vitalício segue para as filhas de militares admitidos nas três Forças Armadas até dezembro de 2000. Assume ou não assume? Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira 24/I que o “casamento” com a atriz global Regina Duarte como nova secretária especial de Cultura deve se confirmar na semana que vem. “Continuo namorando”, respondeu após questionamento de repórteres. “Acredito que na quarta ou quinta a gente assina no cartório e faz o casamento”. Bolsonaro está em Nova Délhi, na Índia, onde permanecerá por quatro dias. Mesmo sem a confirmação oficial da posse, Regina Duarte já escolheu como “número 2” da secretaria a reverenda Jane Silva, atual secretária de Diversidade Cultural na pasta. O governo de Jair Bolsonaro tem bancado com dinheiro público as despesas da atriz Regina Duarte em Brasília. Mesmo sem a garantia formal de que ela aceitará o cargo de secretária da Cultura, o governo tem pago passagens e hospedagens, segundo a Folha de S.Paulo. “O Ministério da Cidadania informa que custeou as despesas de deslocamento e estadia de Regina Duarte e de seus assessores”, informou a pasta, que, inicialmente, tinha a Secretaria da Cultura sob seu guarda-chuva. O ministério se recusou a informar quantos assessores estão sendo bancados e qual o valor total das despesas. Via Carta Capital
Pressionado por demissão de Moro, Bolsonaro descarta divisão de ministério

– O caso desencadeou uma crise no governo – O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) afirmou nesta sexta-feira (24), ao chegar a Nova Déli, na Índia, que que está descartada a possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro. “O Brasil está indo muito bem, na segurança pública os números demonstram que estamos no caminho certo. É minha máxima, né, em time que está ganhando não se mexe”, afirmou. Perguntado se a mudança estava descartada, Bolsonaro respondeu que sim: “Lógico que está descartado. Nem precisava responder”. “A chance no momento é zero. Tá bom ou não? Tá bom, né? Não sei amanhã. Na política, tudo muda, mas não há essa intenção de dividir [o Ministério da Justiça]. Não há essa intenção”, completou. Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, que, mesmo contra a vontade de Moro, que atualmente é o responsável pela área, o governo estuda a possibilidade de recriar o Ministério da Segurança Pública. O caso desencadeou uma crise no governo. A informação de que, caso ocorresse a divisão Moro poderia deixar o ministério foi o destaque do Jornal Nacional, da TV Globo, desta quinta-feira. Sergio Moro teria confidenciado a pessoas próximas que está chateado e arrumando as gavetas, caso os planos do chefe para ele se concretizem. General Heleno O general Augusto Heleno (Segurança Institucional) está na comitiva à Índia com Bolsonaro. Na crise de agosto, onde Moro quase foi demitido, a jornalista Thais Oyama conta em Tormenta que, entre outras coisas, pesou a avaliação do general Heleno, que teria dito a Bolsonaro que se ele demitisse Moro seu governo acabaria. Fazia todo sentido. Heleno se mostrou mais perspicaz do que parece neste episódio, diga-se. Naquele momento o governo atravessava uma crise e Bolsonaro sequer tinha entregado a reforma da Previdência. Mourão era uma sombra e já havia quem o defendesse para o dia seguinte de um possível impeachment. JN A informação de que, caso ocorra a divisão Moro pode deixar o ministério foi o destaque do Jornal Nacional, da TV Globo, desta quinta-feira. Sergio Moro teria confidenciado a pessoas próximas que está chateado e arrumando as gavetas, caso os planos do chefe para ele se concretizem. Via Revista Fórum
O condenado Pancrácio é cotado para o Ministério da Segurança e pode derrubar Moro

– Se Moro cair, as apostas em Brasília são de que o Ministério da Segurança Pública vai cair no colo do ex-líder da bancada da bala e condenado em primeira instância a quatro anos, dois meses e 20 dias de prisão, em regime semiaberto num processo. E a seis anos e oito meses no segundo. Por Renato Rovai O livro Tormenta, de Thais Oyama, começa com um diálogo que teria acontecido no início da legislatura da Câmara Federal de 2015. Era a primeira vez que os amigos Jair Bolsonaro e Alberto Fraga se encontravam desde o fim do recesso parlamentar. Fraga, ex-coronel da Polícia Militar em seu quarto mandato na Câmara, Bolsonaro ex-capitão do Exército e que estava entrando no seu sétimo mandato. A autora do livro lembra que Bolsonaro e Fraga se conhecem desde os anos 1980, quando cursavam a Escola de Educação Física do Exército. A intimidade é tanta que às vezes o ex-capitão chamava o amigo de Pancrácio, nome de uma modalidade de luta da Grécia Antiga em que um contendor só era declarado vitorioso quando o outro já estava quase morto. “Fraga ganhou o apelido depois de afundar o nariz de um adversário numa luta de boxe na escola militar — tinha 26 anos e a força de um mamute”, conta Oyama. No dia da conversa, Eduardo Cunha, já eleito presidente da Casa, abria a sessão e Fraga teria dito: “Tô cansado disso aqui, vou tentar uma majoritária.” Bolsonaro respondeu: “Eu também.” Fraga continuou: “O Senado tá garantido pra mim, mas vou tentar o governo”. E de fato o fez. Candidatou-se a governador do DF e terminou a eleição em sexto lugar, com 5,9% dos votos. Bolsonaro respondeu: “Eu vou tentar a Presidência da República.” Fraga retira respondido: “Cê tá louco?”. Bolsonaro teve 57 milhões de votos e hoje comanda o país. Como a conversa era apenas entre duas pessoas, Pancrácio, ou melhor, Fraga, foi quem contou essa história a Thais Oyama, pois a autora diz que não conseguiu entrevistar o presidente. Pode haver algum exagero aqui ou ali, mas é este o nível da intimidade do ex-deputado, que está prestes a se tornar ministro da Segurança Pública, com o atual presidente da República. Desde o dia 1 de janeiro ele é considerado em Brasília como “ministro reserva”. Ou seja, um pau para toda obra que tem portas abertas no gabinete presidencial e que a qualquer momento pode assumir uma vaga. Suas declarações de ontem, polemizando com Moro e dizendo que o ex-juiz não é o responsável pela diminuição da criminalidade não são nada mais nada menos do que falas autorizadas pelo amigo presidente. “Todo mundo sabe que os números que aí estão foram consequência da criação do Ministério da Segurança Pública quando era isolado (no governo de Michel Temer). Isso é importante dizer. O mérito da redução da criminalidade é das polícias estaduais. É uma covardia dizer que é do Ministério da Justiça e da Segurança Pública”, declarou Fraga, em entrevista ao Jornal O Globo. Se Moro precisava de um sinal forte para saber qual a exata medida do carinho que o presidente lhe reserva, teve uma excelente demonstração ontem. Pancrácio arrebentou seu nariz publicamente. Se Moro cair, as apostas em Brasília são de que o Ministério da Segurança Pública vai cair no colo do ex-líder da bancada da bala e condenado em primeira instância a quatro anos, dois meses e 20 dias de prisão, em regime semiaberto num processo. E a seis anos e oito meses no segundo. Motivo, ter recebido propina de uma empresa, quando era secretário de Transportes do ex-governador José Roberto Arruda, cujos vídeos comprando deputados o levaram a perder o cargo no comando do Estado.
Líderes evangélicos que apoiam Bolsonaro devem 276 milhões ao governo

– No topo do ranking está a Igreja Internacional da Graça de Deus, do pastor R. R. Soares Apesar de serem isentos de uma série de impostos no Brasil, os principais líderes evangélicos que ajudaram a eleger Jair Bolsonaro possuem uma dívida acumulada de 276 milhões de reais com o governo federal, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Grande parte desse dinheiro deveria ter sido pago através de taxas como o INSS de funcionários. No topo do ranking está a Igreja Internacional da Graça de Deus, do pastor Romildo Ribeiro Soares, que deve ao governo 139,7 milhões. Em segundo, a Igreja Mundial do Poder de Deus, com 85,9 milhões, seguida pela Igreja Renascer em Cristo (31,3 milhões), Igreja Evangélica Assembleia de Deus (9,8 milhões) e Igreja Batista da Lagoinha (9,4 milhões). Para retribuir o apoio dos líderes evangélicos, Bolsonaro já fez diversos acenos tributários ao longo de seu primeiro ano de governo, como é o caso do Fisco. O aumento para 4,8 milhões de reais do teto para que empresas se tornem isentas de declarar suas movimentações financeiras diariamente beneficiou de modo direto as igrejas. Outra medida de agrado recente envolve a intenção do presidente de isentar os templos religiosos de pagar a conta de luz. Alguns pastores também acumulam dívidas através de suas empresas privadas, que ficam de fora da imunidade tributária concedida às igrejas. A produtora de TV Rede Mundial de Comunicação, do pastor Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Reino de Deus, aparece no sistema do Fisco como devedora de 6,1 milhões em impostos. A Mundial também se destaca no ranking das igrejas devedoras, com 85,9 milhões de reais. Entre as companhias privadas, consta a gravadora de música gospel de Silas Malafaia, com 1,2 milhão de reais de impostos devidos. Revista Fórum
“In Fux We Trust” – Fux prova sua afinidade com Moro e Dallagnol e revoga o “juiz de garantias”

O ministro Luiz Fux que foi mencionado nas conversas divulgadas pelo site The Intercept Brasil – que publica, desde junho, mensagens atribuídas a membros da Lava Jato, quando o então juiz Sérgio Moro escreveu para o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol “In Fux We Trust” (em Fux, nós confiamos), acaba de mostrar tal fidelidade. A decisão de Luiz Fux, no exercício interino da presidência do STF, ter revogado a decisão do presidente efetivo do tribunal, Dias Toffoli, que adiava a aplicação da lei que criava os “juízes de garantia”, separando instrução judicial e julgamento, significa, na prática, que o grupo “morista” da Justiça usurpou o papel do legislador e, na prática, invocou para si o papel de Executivo (o direito de vetar) e o do Legislativo, porque derruba uma lei. Explico: ao adiar, sem prazo determinado, a vigência de uma lei e definir que o Supremo só se manifestará sobre ela quando ele próprio, como relator, disser que o caso está pronto para a deliberação plenária quando ele próprio, relator das ações de inconstitucionalidades, assim o decidir. Fux, no caso do auxílio moradia dos juízes e promotores, mostrou como sabe “sentar ” sobre um processo, assegurando três anos de gratificações imorais às corporações. Agora, pelo menos, garante a suspensão do dispositivo que impedia a tirania de um juiz único sobre um processo ao menos até setembro, quando assumirá. Mas só deixará a posição e relator se quiser e igualmente só se desejar o colocará em pauta. Como ficará dois anos no posto – durante os quais dois ministros serão nomeados por Jair Bolsonaro – isso significa que está em suas mãos a lei entrar em vigor somente em fins de 2022 ou…nunca. Trata-se, é obvio, de uma usurpação de poder ante a qual Fux não hesitou. Arbitraria e monocraticamente revogou uma lei, decretando que “não vale” a decisão do poder Legislativo ou a sanção presidencial. Como com Luís XIV, a peruca real orna a cabeça de outro que proclama que “L’Etat c’est moi“. Decisão de Fux põe Supremo ante rendição a Moro A decisão de Luiz Fux de suspender, até as calendas gregas, o trecho do “pacote anticrime” que institui o juiz de garantias, joga luz sobre as posições no jogo de xadrez num país onde o Judiciário deixou, faz temo, a posição de mediador e se tornou ativíssimo personagem da disputa política. Em menos de nove meses, se cumprido o rodízio tradicional, Fux será o presidente do Supremo. E não há dúvidas de que, lá, será a longa manus de Sérgio Moro, a quem – provam-no os vazamentos do The Intercept – é parceiro ou cúmplice, conforme se olhe. Jair Bolsonaro sabe que esse será um trunfo para o jacaré que mantém em seu quintal, o Governo. E que, ao contrário do maneiroso Toffoli, não é ao presidente da República – ou não a ele somente – que haverá obséquios e gentilezas. E Rodrigo Maia que Fux, na cadeira hoje de Toffoli, será – como demonstrou agora – uma espada sobre qualquer “insubordinação” do Legislativo ao ministro. Os demais integrantes do Supremo sabem, igualmente, que Fux manobrará prazos e pautas até que um “terrivelmente evangélico” venha a ocupar a cadeira agora de Celso de Mello. As peças estão dispostas para a guerra e Fux, na semana que tem de exercício na presidência do Supremo já sinalizou que será, no cargo, o bispo de um rei não coroado. Nas contas dele, não ainda. Reação de Maia a Fux indica conversa com Toffoli O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que tanto gosta e deixar que fluam as versões de que o Brasil vive um semiparlamentarismo capitaneado por ele no Parlamento reagiu à usurpação de poder desfechada por Luiz Fux, revogando a criação do juiz de garantias. Disse que a decisão de Fux é “desnecessária e desrespeitosa com o Parlamento” mas em lugar de apontar a usurpação, preferiu falar na “insegurança jurídica” para o “investidor estrangeiro”. Maia não preside um comitê de investimentos, mas a casa que, em tese, é a representação do povo brasileiro. Ele, porém, eu uma pista de que ouviu algo de Toffoli: “Eu confio no STF, confio nos seus ministros e confio principalmente na presidência do presidente Dias Toffoli, que na sua volta eu tenho certeza de que vai restabelecer a normalidade na relação de equilíbrio entre os Poderes” É sinal de que, tal como já ocorreu uma vez – em sentido contrário, com uma decisão a favor da entrevista de Lula a Monica Bergamo e a Florestan Fernandes, do El País – Toffoli pode usar o seu poder e anular a liminar concedida por Luís Fux? Difícil dizer, depois de tantos episódios de leniência com as agressões à democracia. Com Fernando Brito, do Tijolaço
PESQUISA CNT – Bolsonaro tem a pior avaliação em relação ao primeiro ano de mandato

– Com avaliação negativa entre 31% dos brasileiros, o capitão apresenta o pior índice em relação aos seus antecessores O estudo foi realizado a partir de aproximadamente duas mil entrevistas / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Cerca de 31% da população avalia o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) como negativo, de acordo com a pesquisa MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta quarta-feira (22). O índice é o mais negativo desde 2004, quando 15% da população avaliou o primeiro ano do governo Lula como ruim, e também perde para o primeiro ano do mandato de Dilma Rousseff, avaliado como negativo por 7% dos brasileiros. Não há dados sobre o primeiro ano de governo de Fernando Henrique Cardoso, uma vez que série histórica começou em 1998. Quanto às avaliações positivas, Bolsonaro também mantém o pior índice em relação aos governos anteriores, com 34,5% da população avaliando o primeiro ano do mandato do capitão reformado como positivo. Em 2004, cerca de 40% da população avaliou o primeiro ano de Lula como positivo. Com Dilma Rousseff, o índice subiu para 56,6%. O estudo é trabalhado em cima da percepção da população acerca do desempenho pessoal de Bolsonaro na Presidência da República e de questões relacionadas ao governo, como economia, Congresso Nacional, Segurança Pública, endividamento da população e imprensa. O estudo foi realizado a partir de aproximadamente duas mil entrevistas, entre 15 e 18 de janeiro, em 137 municípios, e apresenta uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Em relação à situação do Brasil após um ano do governo Bolsonaro, a opinião de 36,2% dos entrevistados é de que está melhor, 37,4% consideram que permanece igual e 25% apontam que está pior. Entre aqueles que consideram a situação melhor, os principais motivos são: “economia melhorou” (48,7%) , “menos corrupção” (46,8%), “segurança pública melhorou” (30,5%) e “melhor utilização do dinheiro público” (21,4%). Entre os que consideram a situação do país pior sob o governo Bolsonaro, os principais motivos são: “economia piorou”, (54,3%), “saúde piorou” (42,7%), “educação está pior”, (30,5%) e “segurança pública piorou”, (27,7%). Pior primeiro mês de mandato Em fevereiro de 2019, uma mesma pesquisa de avaliação do governo, também feita pela CNT, mostrou que Bolsonaro foi o presidente com menor índice de aprovação no primeiro mês do mandato desde 1998, quando o estudo começou a ser realizado. Na ocasião, o capitão era visto por 29% da população como regular, e como ruim ou péssimo por 19%. Do outro lado, anunciou que o governo era bom ou ótimo para 38,9%; 13,1% não soube ou não quis responder. A fim de comparação, a pesquisa CNT no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, apontava uma aprovação de 56,6%. Já o início do primeiro governo de Dilma Rousseff foi considerado bom ou ótimo por 49,2% da população. Por sua vez, o governo de Michel Temer (MDB), teve uma aprovação de 11% nos primeiros meses. De fevereiro a agosto de 2019, a rejeição ao desempenho pessoal de Bolsonaro passou de 28,2% para 53,7% entre os entrevistados – em todas as pesquisas, o número de entrevistados é o mesmo.
Bolsonaro disse que o próximo encontro com a namoradinha do Brasil tem que ser escondido da primeira-dama

– Regina Duarte virá a Brasília nesta quarta-feira para conhecer o funcionamento do órgão em que vai trabalhar – Um dia depois de se reunir com a atriz Regina Duarte no Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite desta terça-feira (21), já estar com saudades e evitou dizer para jornalistas o horário e local do próximo encontro dos dois. “Eu já estou com saudade dela…. [o encontro] não sei [quando], tem que ser escondido da primeira-dama”, disse a jornalistas na entrada do Palácio da Alvorada. Regina Duarte, que foi convidada para assumir a Secretaria Nacional de Cultura, virá a Brasília nesta quarta-feira para conhecer o funcionamento do órgão. Os detalhes da agenda ainda não foram divulgados. Aos apoiadores que estavam no local, Bolsonaro comentou rapidamente sobre o convite feito a Regina Duarte para assumir a secretaria: “A namoradinha do Brasil. Amanhã ela vai estar aqui”. Vídeo nazista Iniciando seu “estágio” na secretaria de Cultura, Regina Duarte teria confidenciando a um amigo que desistiu de criticar o vídeo nazista do antecessor na pasta, Roberto Alvim, após receber um telefone de Jair Bolsonaro. Caso aceite definitivamente o convite de Bolsonaro, abrindo mão do salário de no mínimo R$ 60 mil que recebe na Globo, a atriz vai comandar um orçamento de R$ 2 bilhões somente neste ano. Com informações da Folha