Vaza Jato revela: como a força-tarefa boicotou governo do PT

 – Matéria da Agência Pública mostra que o governo Dilma era o último a saber…  – Na Agência Pública – No dia 5 de outubro de 2015, Deltan Dallagnol, procurador-chefe da força-tarefa da Lava Jato, mal dormiu; chegou de uma viagem e foi direto para a sede do Ministério Público Federal (MPF) no centro de Curitiba, onde trabalhou até depois da meia-noite. No dia seguinte, acordou às 7 da manhã e correu de volta para o escritório. Ele já havia avisado a diversos interlocutores que aquela seria uma semana cheia e não poderia atender a nenhuma demanda extra. Não era para menos. Naquela terça-feira, uma delegação de pelo menos 17 americanos apareceu na capital paranaense para conversar com membros do MPF e advogados de empresários que estavam sob investigação no Brasil. Entre eles estavam procuradores americanos ligados ao Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) e agentes do FBI, o serviço de investigações subordinado a ele. Todas as tratativas ocorreram na sede do MPF em Curitiba. Em quatro dias intensos de trabalho, receberam explicações detalhadas sobre delatores como Alberto Youssef e Nestor Cerveró e mantiveram reuniões com advogados de 16 delatores que haviam assinado acordos entre o final de 2014 e meados de 2015 em troca de prisão domiciliar, incluindo doleiros e ex-diretores da Petrobras. Mas nem tudo foram flores para a equipe de Deltan Dallagnol. No final do dia 6 de outubro, às 23h16, ele foi chamado ao Telegram pelo diretor da Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) da Procuradoria-Geral da República (PGR), Vladimir Aras: “Delta, MSG DO MJ”. A mensagem era grave. O Ministério da Justiça acabara de tomar conhecimento da visita dos americanos pelo Itamaraty – quando eles já estavam em Curitiba. Segundo um acordo bilateral, atos de colaboração em matéria judicial entre Brasil e Estados Unidos – tais como pedir evidências como registros bancários, realizar buscas e apreensões, entrevistar suspeitos ou réus e pedir extradições – normalmente são feitos por meio de um pedido formal de colaboração conhecido como MLAT, que estipula que o Ministério da Justiça deve ser o ponto de contato com o Departamento de Justiça americano. O procedimento é estabelecido pelo Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal, tratado bilateral assinado em 1997. Naquela época, o ministério era chefiado pelo ministro José Eduardo Cardozo, sob a presidência de Dilma Rousseff (PT). A mediação é feita pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, o DRCI, então chefiado pelo delegado da Polícia Federal (PF) Ricardo Saadi. Era dele a interpelação que dizia que o governo não fora informado da visita dos procuradores e agentes americanos. No final, o encontro ocorreu à revelia do Executivo, em tratativas diretas entre os americanos e os procuradores de Curitiba. O email enviado por Saadi dizia o seguinte: “Fomos informados hoje pelo Ministério de Relações Exteriores (MRE) sobre possível vinda de autoridades americanas para o Brasil para conversar com autoridades brasileiras e/ou realizar investigações no âmbito da Operação Lava Jato. Considerando que, até a presente data, este DRCI não tinha qualquer conhecimento dessa possibilidade, pergunto: 1. O MPF tem conhecimento sobre eventual vinda de autoridades norte-americanas para o Brasil para conversar com autoridades brasileiras e/ou para praticar atos de investigação ? 2. Em caso positivo, qual o período que ficariam em solo nacional ? 3. Foi feito algum contato oficial nesse sentido ? 4. Quais seriam as atividades desenvolvidas pelos norte-americanos em solo nacional ? 5. O MPF teria nome/função das autoridades americanas que viriam ? 6. Outras informações que entender relevantes”. O recado foi compartilhado no chat “FTS-MPF”, onde membros da Lava Jato coordenavam ações com outros procuradores. Especialistas ouvidos pela Agência Pública e The Intercept Brasil afirmam que quaisquer diligências – atos de investigação que vão gerar um processo e provas criminais – em solo nacional teriam que ser oficializadas por meio de um MLAT. Procurado pela reportagem, procurador Vladimir Aras respondeu, por nota, que “as reuniões prévias e o intercâmbio de informações no curso da investigação compreendem a etapa chamada ‘pré-MLAT’. O MP e a Polícia não estão obrigados a revelar ou a reportar esses contatos a qualquer autoridade do Poder Executivo”. Mas os diálogos demonstram que, como a cooperação internacional não é regulamentada por lei nacional que estabeleça procedimentos padrões, os membros da Lava Jato exploraram zonas cinzentas que permitiram aos americanos avançar suas investigações, escondendo esse fato do governo federal – em especial, durante a época em que Dilma Rousseff ainda era presidente. Os contatos geraram questionamentos dentro da PGR e são ainda mais sensíveis por terem como alvo a empresa de economia mista Petrobras. Em um chat de 13 de fevereiro de 2015, Deltan Dallagnol demonstra desconfiança em relação ao DRCI – e ao governo Dilma. Questionado por Vladimir Aras sobre se estaria “tudo tranquilo” com o delegado federal Isalino Antonio Giacomet Junior, que era assessor do DRCI, Dallagnol responde: “Tranquilo, obrigado, embora eu não goste da ideia do executivo olhando nossos pedidos e sabendo o que há. Ainda bem que é o Saadi e não o Tuminha lá”, diz, referindo-se ao ex-delegado Romeu Tuma Júnior. Em setembro de 2019, a força-tarefa da Lava Jato afirmou ao site The Intercept Brasil e ao UOL que “diversas autoridades estrangeiras de variados países vieram ao Brasil para a realização de diligências investigatórias, algumas ostensivas, outras sigilosas, conforme interesse dessas autoridades. Sendo um caso ou outro, todas as missões de autoridades estrangeiras no País são precedidas de pedido formal de cooperação e de sua autorização”. A primeira visita americana a Curitiba, porém, ocorreu sem nem mesmo o conhecimento do MJ. Durante quatro dias, os americanos foram apresentados a advogados de delatores e já começaram negociações de colaboração com a Justiça dos EUA. Depois, a força-tarefa orientou os americanos a convencer os colaboradores a ir aos EUA para depor, a fim de não ficarem sujeitos às limitações da lei brasileira. Se isso não fosse possível, eles ofereceriam sugestões sobre interpretações “mais flexíveis” das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). E a

Congresso impõe derrota a Bolsonaro e derruba veto sobre pagamento de BPC

 – Com voto de deputados e senadores, limite para acesso ao benefício sobe de um quarto para meio salário mínimo – O governo Bolsonaro sofreu derrotas em duas votações seguidas, nesta quarta-feira (11), no Congresso Nacional. Ao analisar veto presidencial ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 55/1996, tanto o Senado como a Câmara aumentaram a faixa de acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC): a renda familiar per capita subiu de um quarto para meio salário mínimo (R$ 522,50, pelo atual piso). O governo tentava reduzir o acesso ao pagamento do BPC. A primeira votação foi no plenário do Senado, onde o veto foi derrubado por 45 a 14. Em seguida, na Câmara, foram 302 deputados contra o veto e apenas 137 favoráveis. O pagamento do BPC é feito a idosos e pessoas com deficiência que não têm como se manter sozinhos ou contar com sustento da família. O governo usou a Lei de Responsabilidade Fiscal para justificar o veto ao projeto, que ficou quase 20 anos parado na Câmara, depois de aprovação no Senado, em 1997. No final do ano passado, o Senado rejeitou mudanças feitas pelos deputados. Excluídos e orçamento “Criamos a lei que estabelece o critério de meio salário mínimo. O presidente da República veta e está dizendo que quem ganha R$ 250 têm condições de se manter. Este veto é um crime contra a população excluída deste país”, declarou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). Já a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) afirmou que o projeto até então vetado ajuda “pessoas que vivem na miséria”. “É tirar da condição de miséria extrema famílias que têm pessoas com deficiência e que estão em miséria extrema e moram em casas precárias e não estão tendo sequer ao Sistema Único de Saúde, a educação, a direitos, a medicamentos”, disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS). “Porque tudo desde a Emenda Constitucional, aquele teto de gastos, começou a ser cortado da população”, acrescentou. “Não se trata só de derrotar o governo, aqui é o direito humano de pessoas com deficiência.” Já o deputado governista Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro de Bolsonaro, disse que aumentar o limite do BPC “inviabiliza todo o orçamento”. Com informações da Agência Senado

Deputados fazem ‘bolão’ sobre duração do governo Bolsonaro

O repórter Igor Gielow, da Folha, registra que deputados fizeram ontem à noite um ‘bolão’ sobre a duração do governo Jair Bolsonaro (sem partido). “O consenso apurado entre presentes não foi dos mais otimistas para Bolsonaro”, escreveu. De acordo com o colunista do jornalão paulistano, era uma reunião política que virou evento improvisado para celebrar os 60 anos do deputado Aécio Neves (PSDB-MG). Aliás, de golpe o parlamentar tucano entende bem. Vide o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. O palco do ‘bolão’ foi a residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o que deixa o pescoço de Bolsonaro mais próximo da forca. O repórter da Folha declinou ainda a lista de convidados, que compartilhavam suas apostas sobre o tempo resta ao governo Bolsonaro. Eram as seguintes autoridades (dos três poderes): Gilmar Mendes (Supremo Tribunal Federal) Wilson Witzel (governador do Rio de Janeiro) Sarney Filho (secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal) Deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) Deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) Deputado Paulo Teixeira (PT-SP) Senador Davi Alcolumbre (presidente do Senado) Segundo Igor Gielow, nas rodas de conversa, prevaleceu a avaliação sobre a disputa entre Bolsonaro e Congresso acerca do manejo de R$ 30 bilhões do Orçamento foi de que o esgarçamento da relação demonstrou que não haverá possibilidade de interlocução com o Planalto.

Número de casos do coronavírus no Brasil sobe para 73, segundo o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde atualizou na tarde desta quinta-feira (12) o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil: saltou de 60 para 73. A maioria dos casos foram registrados em São Paulo. Segundo o Ministério, há 930 casos suspeitos e 947 já foram analisados e desconsiderados. Os 73 casos estão espalhados por 9 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal. Em pronunciamento, o Ministério afirmou que vai dobrar os leitos disponíveis para atender à demanda dos casos da doença. O vírus surgiu na província de Wuhan, na China, e já chegou a mais de 110 países, resultando em mais de 4,2 mil mortes. Já são 118 mil infectados, segundo a Organização Mundial da Saúde, que declarou na quarta-feira (11) pandemia global

8 de Março: mulheres defendem direitos e gritam ‘Fora Bolsonaro’

Protestos neste Dia Internacional da Luta das Mulheres reforçam a defesa pela democracia, contra a violência e retrocessos sociais e econômicos promovidos pelo atual governo Milhares de mulheres, espalhadas por todo o Brasil, saíram às ruas durante todo o domingo (08) por igualdade de direitos e contra a violência. Os atos aconteceram em diversas cidades do país desde o início da manhã. Os principais temas foram o fim da violência contra a mulher, fora Bolsonaro e direitos iguais. O assassinato da vereadora Marielle Franco, que completa dois anos no dia 14 de março, também foi relembrado em diversas manifestações. Montes Claros “Mulheres em luta mudam o mundo” e foi com esse lema que centenas de norte-mineiras caminharam, na manhã deste sábado (7), pela ruas de Montes Claros. Sob chuva e com sombrinhas coloridas, a marcha seguiu pelas principais ruas do centro da cidade trazendo reivindicações e pautas de direito, como o funcionamento 24 da Delegacia de Mulheres, pela igualdade, por políticas públicas de geração de trabalho e renda, entre outras demandas do campo e da cidade. A Marcha é realizada em referência ao Dia Internacional das Mulheres, e é organizada por diferentes organizações e coletivos de Montes Claros há 10 anos. Em 2020, a Marcha das Mulheres trouxe a memória de Celecina Rodrigues Madureira, lutadora das causas sociais, que sempre esteve envolvida na articulação desse momento e que faleceu no início deste ano. Com Mídia NINJA  

PEGA NA MENTIRA – Cuidado com fake news sobre coronavírus

 – Pesquisadora da USP rebate informações falsas que circulam nas redes e reforça: não há motivo para pânico. Lavar as mãos é uma das dicas reais de prevenção contra o coronavírus – – Fake news é uma praga moderna. Alastra-se pelas redes sociais e aplicativos de forma viral. As mais recentes, além das disseminadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, são as que tratam de formas de prevenção contra o coronavírus. Em reportagem do Jornal da USP, a farmacêutica-bioquímica Laura de Freitas desmente algumas das muitas informações falsas que estão circulando país afora. Mestra e doutora em Biociências e Biotecnologia, a pesquisadora da USP pede para quem receber alguma mensagem duvidosa ou tiver mais dúvidas, entrar em contato com a equipe do Nunca vi 1 Cientista, pelo Facebook ou Instagram. E, claro, nunca compartilhar mensagens sobre as quais não se possa checar a fonte das informações. Isso vale para qualquer mensagem, não só as que tratam do coronavírus. “Se uma mensagem cita um artigo, mas não o mostra, desconfie. São grandes as chances de ser uma mensagem falsa”, ressalta a pesquisadora. Por exemplo, lembra ela, não existem artigos que tenham medido quanto tempo o vírus dura nas mãos, mas é verdade que as mãos são as principais transmissoras de vírus e bactérias. “Lave as mãos após cumprimentar várias pessoas e tocar em objetos públicos, como corrimãos e maçanetas, e após usar o transporte público. Se não tiver como lavar as mãos imediatamente, o álcool em gel é uma boa alternativa.” Laura Freitas ressalta: não há motivo para pânico. “Em pessoas jovens (menos de 40 anos) ele causa uma gripe e a taxa de mortalidade é de 0,2%, ou seja: morrem 2 pessoas a cada 1.000 infectadas.” Coronavírus não causa fibrose Uma das fake news sobre o coronavírus alerta que, como o infectado pode não mostrar sinais de infecção por muitos dias, quando tiver febre e/ou tosse e for ao hospital, os pulmões geralmente terão 50% de fibrose e será tarde demais. Assim, a falsa informação relata que “especialistas de Taiwan” ensinam uma autoavaliação “simples” que pode ser feita todas as manhãs em “ambiente com ar limpo”. “Respire fundo e prenda a respiração por mais de 10 segundos. Se você completá-lo com sucesso sem tossir, sem desconforto, congestão ou aperto etc, isso prova que não há fibrose nos pulmões, basicamente indicando que não há infecção.” A cientista da USP desmistifica: “É verdade que após ‘pegar’ o vírus podemos passar vários dias sem ter nenhum sintoma até a doença ‘aparecer’. Chamamos isso de período de incubação. Mas não é verdade que ao termos tosse e febre os pulmões já estão com 50% de fibrose”. A fibrose pulmonar, lembra Laura Freitas, é uma condição em que o pulmão “ganha várias cicatrizes”, ficando mais “duro”, e isso dificulta a respiração. “Mas isso leva anos para acontecer. A fibrose acontece quando a pessoa tem uma doença crônica, como doenças reumáticas, ou fica exposta no trabalho a coisas que causam inflamação nos pulmões. Infecção pelo coronavírus não causa fibrose pulmonar”, explica. Além disso, de acordo com a doutora, o diagnóstico de fibrose envolve sete etapas diferentes de exames, além de toda uma avaliação clínica pelo médico. “Prender o ar por 10 segundos não faz parte das etapas de diagnóstico.” Beber água não mata o vírus Outra fake news começa com uma frase célebre desse tipo de falsa informação: “conselhos excelentes sérios por médicos japoneses”. E segue receitando garantir boca e garganta sempre úmidas. “Tome alguns goles de água a cada 15 minutos, pelo menos… Mesmo que o vírus entre em sua boca, beber água ou outros líquidos os lavará pelo esôfago e pelo estômago. Uma vez lá na barriga, seu ácido do estômago matará todo o vírus. Se você não beber água suficiente com mais regularidade, o vírus pode entrar nas traqueias e nos pulmões. Isso é muito perigoso.” A farmacêutica-bioquímica Laura de Freitas reforça que manter a hidratação do nariz e da boca realmente dificulta a infecção pelo vírus, mas não tem nada a ver com “lavar” o vírus pelo esôfago ou estômago. “Nosso nariz produz um muco natural que nos protege contra vírus e bactérias ao formar uma camada protetora em cima das nossas células”, informa a cientista. “Quando estamos desidratados ou o tempo está muito seco, a quantidade desse muco diminui, e isso facilita a entrada dos vírus e bactérias. Manter-se hidratado ajuda o corpo a se proteger de infecções respiratórias, mas não é uma garantia: depende do número de vírus que entrar no seu nariz/boca.” E reforça: “as melhores medidas para se proteger são: lavar as mãos após cumprimentar pessoas e usar o transporte público (ou tocar em qualquer coisa pública), manter-se hidratado, comer de forma saudável e evitar aglomerações de pessoas”. Calor e gargarejos não funcionam Outra fake news afirma que vírus é fraco e não resiste ao calor. “Temperaturas de 26 ou 27° C já matam o dito cujo”, prega a mentira. A doutora, no entanto, lembra: a temperatura média do nosso corpo varia entre 36°C e 37°C. “Se o vírus ‘morresse’ a 26°C não seria capaz de causar uma infecção em humanos. Se o vírus estiver fora do corpo em um ambiente com temperatura alta, entre 30°C e 40°C, ele dura menos tempo ‘vivo’, porque vai ‘desidratar’ rápido, mas continua sendo capaz de causar infecção por bastante tempo.” Ela avisa também que chá quentinho é gostoso, mas não vai matar o vírus. “O vírus infecta os pulmões, e o chá não chega até lá”, diz, desmentindo a receita que manda beber água quente ou chá quente para matar o coronavírus. Outra informação falsa que circula nas redes sociais diz que uma das características do vírus é a tosse seca. E que por 3 a 4 dias ele ficaria restrito à garganta. “Assim, nesta fase fazer gargarejos já ajuda a minimizar o impacto. A 2a fase da doença dura 5 a 6 dias e nesta fase o vírus causa coriza e também infecta os pulmões causando pneumonia. A doença

Brasil tem 433 casos suspeitos de coronavírus, informa Ministério da Saúde

O Brasil tem 433 casos suspeitos de coronavírus. O número de casos confirmados continua sendo dois. Outros 162 casos foram descartados. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (2) pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, todas as regiões do país possuem casos suspeitos de coronavírus, sendo São Paulo o estado com o maior número (163), seguido por Rio Grande do Sul (73), Minas Gerais (48) e Rio de Janeiro (42). O Ministério da Saúde está atualizando diariamente na Plataforma IVIS os números do coronavírus no Brasil.

Homenageado em Paris, Lula diz que governo Bolsonaro é uma ameaça ao planeta

 Cidadão honorário de Paris, o ex-presidente Lula bateu duro em Jair Bolsonaro e denunciou as “políticas irresponsáveis e criminosas de um governo que ameaça o planeta” – “É meu dever falar em nome de milhões de famílias de agricultores, das populações que vivem à margem dos rios e nas florestas, dos indígenas e dos povos da Amazônia, para denunciar a deliberada destruição das fontes de vida em nosso país, por causa das políticas irresponsáveis e criminosas de um governo que ameaça o planeta”, disse o ex-presidente Lula, ao receber o título de cidadão honorário de Paris, depois de passar 580 dias como preso político no Brasil. “O que está ocorrendo no Brasil é o resultado de um processo de enfraquecimento do processo democrático, estimulado pela ganância de uns poucos e por um desprezo mesquinho pelos direitos do povo; desprezo que tem raízes profundas, fincadas em 350 anos de escravagismo”, afirmou ainda o ex-presidente.

Bloqueiro chama Bolsonaro de vagabundo e imundo

 – Bolsonaro é movido a sordidez – Por Fernando Brito, em seu blog: O vagabundo que preside este país disse hoje que os torturados pelo regime militar não sofreram nada. “É tudo cascata para ganhar indenização”, disse aos aduladores do cercadinho na porta do Alvorada. Pau-de-arara, cadeira o dragão – onde se aplicavam choques elétricos aos presos – farpas de bambu e agulhas enfiadas sob as unhas, tudo isso era, claro, para ganhar uma”graninha”. Só uma mente podre como a de Jair Bolsonaro pode, gratuitamente, fazer a apologia da brutalidade covarde da tortura. Sua cabeça, seja lá o que tem dentro dela, é movida a sordidez. Este é o tipo de “combate” que militares como ele gostam: o adversário amarrado, algemado, sangrando e indefeso como objeto de sua “valentia”. O Brasil fez um imenso esforço para se pacificar e este sujeito vem ofender o mortos e debochar de quem passou por dores, sofrimentos e humilhações e, agora, no final da vida, ainda segue assombrado pelas sessões e horror pelas quais passou. Muitos deles, militares honrados, que cometeram o “crime” de serem legalistas. O general Ernesto Geisel tinha toda razão ao referir-se a Jair Bolsonaro como um “mau militar”. E o que Geisel, então, iria dizer dos generais que, hoje, servem de escolta ao ex-capitão? Que laurel para o fim de suas carreiras, não é? Virarem vovôs de miliciano e torturadores ad hoc.

Greve de policiais no Ceará termina sem anistia aos agentes envolvidos

 – A proposta elaborada pelo poder público e representantes dos militares foi aceita na noite deste domingo (1º) – A greve dos policiais militares do Ceará, em Fortaleza, foi encerrada na noite deste domingo (1º). Os agentes de segurança aceitaram uma proposta definida e enviada no mesmo dia por uma comissão formada por representes dos policiais e membros dos três poderes no estado. Eles retornaram aos postos de trabalho às 8h desta segunda-feira (2). O acordo põe fim aos 13 dias de motim dos policiais no 18º Batalhão da PM, mas não os anistia do devido processo legal, ou seja, das sanções aplicadas àqueles que participaram do movimento. Isso porque uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de abril de 2017, proíbe que servidores públicos que atuam na área de segurança pública façam greve. Durante o motim, 230 policiais foram afastados por 120 dias e ficarão fora da folha salarial no período. Outros 47 foram presos, 43 por deserção (por não terem aparecido para trabalhar em operação especial de Carnaval). Segundo o acordo firmado entre as partes, os policiais terão acesso ao apoio de instituições não ligadas ao governo, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Defensoria Pública da União (DPU), e a garantia de um investimento de R$ 495 milhões no salário de policiais até 2022. As proposições foram apresentadas pelo líder dos policiais amotinados, o ex-deputado federal Cabo Sabino, que tem um mandado de prisão em aberto por motim. Após a votação a favor da proposta da comissão, ele afirmou que os policiais assinaram sua “demissão”. A greve Desde o dia 5 de dezembro de 2019, o Ceará convive com protestos dos policiais militares, que reivindicam melhoria salarial para a categoria. O governador Camilo Santana (PT) enviou à Assembleia Legislativa do estado, uma proposta de aumento de R$ 3,2 mil para R$ 4,2 mil, com reajustes até 2022. A categoria rejeitou. Em 13 de fevereiro, dia em que a proposta de aumento do governo foi levado à Assembleia Legislativa, os policiais organizaram uma grande manifestação na frente da Casa, fechando a avenida Desembargador Moreira. Diante da resistência, Santana enviou uma nova proposta de aumento de 29% elevando o salário da categoria para R$ 4,5 mil até 2022. Porém, a categoria pediu um reajuste de 35%. Quatro dias depois, a Justiça decidiu que os policiais militares poderiam ser presos, caso organizassem manifestações, uma vez que o motim e movimentos grevistas são proibidos para policiais, conforme a Constituição Federal. O Ministério Público do Ceará recomendou ao comando da Polícia Militar que impedisse as manifestações. No dia 18 de fevereiro, três policiais militares foram presos por cercarem um batalhão e murcharem os pneus de diversas viaturas. Já no dia 19, batalhões da PM foram atacados e homens encapuzados ordenaram que comerciantes fechassem as portas de seus estabelecimentos. Foi aí que a situação dramática no Ceará se agravou e ganhou repercussão nacional. O senador Cid Gomes (PDT) foi alvejado por dois tiros de arma de fogo ao tentar furar um bloqueio de policiais militares usando uma retroescavadeira, na cidade de Sobral. Para conter a onda de protestos em diversos municípios, Jair Bolsonaro autorizou a ida das Forças Armadas ao estado por meio Garantia da Lei e da Ordem (GLO) de 21 a 28 de fevereiro. O governado Camilo Santana (PT) fez um pedido de extensão das tropas no Ceará, mas na quinta-feira (27), véspera do vencimento, mas Bolsonaro, que não condenou publicamente o motim dos policiais, afirmou durante transmissão ao vivo em suas redes sociais, que a GLO “não é eterna”, e que o governador deve “resolver esse problema”. Com a possibilidade de tensionamento da situação com a saída das tropas federais do Ceará, governadores de ao menos quatro estados se organizaram para enviar forças de segurança ao Ceará caso Jair Bolsonaro não renovasse a GLO. De acordo com a reportagem da Folha de S. Paulo, o governador Flávio Dino (PCdoB-MA), do Maranhão, os governadores do Rio de Janeiro, da Bahia, do Piauí e ele próprio acertaram o envio de tropas ao estado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública estadual, o Ceará registrou 198 homicídios no período de 19 a 25 de fevereiro. No dia 24 de fevereiro, o ministro da Justiça, Sergio Moro, visitou Fortaleza para acompanhar a operação de GLO, mas mesmo após uma série de mortes, o ministro afirmou que situação estava “sob controle”. Via Brasil de Fato