Partidos de esquerda e movimentos sociais unificam agenda contra o golpe de Bolsonaro

Os partidos de esquerda – PT, PSOL, PCdoB, PSTU, UP e PCB -, as centrais sindicais e os movimentos sociais unificaram a agenda de mobilização contra o golpismo do presidente Bolsonaro, que nesta semana convocou via redes sociais atos públicos pelo fechamento do Congresso Nacional e do STF. As organizações políticas e sociais iniciaram a convocação de suas bases para as manifestações e concentrações populares de caráter nacional. Ao mesmo tempo, o governo da extrema-direita e empresários bolsonaristas financiam e preparam os atos golpistas chamados para o dia 15 de março. Confira o calendário unificado dos partidos de esquerda e dos movimentos sociais: • Dia Internacional de Luta das Mulheres, dia 8 de março, em todo país; • Ato Dois Anos do Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, dia 14 de março em todo país; • Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação, Serviço Público, Estatais, Emprego e Salário, Soberania, Defesa da Amazônia e Agricultura Familiar – 18 de março (#18M)

Quem são os empresários do Brasil 200 que apoiam o golpe convocado por Bolsonaro

 – O grupo reúne nomes como Flávio Rocha, da Riachuelo, e Luciano Hang, Havan – Apoiadores fervorosos de Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, os empresários do grupo Brasil 200 agora usam sua influência, poder e recursos para financiar ataques contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e apoiar o ato golpista do próximo 15 de março convocado por Bolsonaro. O grupo é liderado por Gabriel Rocha Kanner, sobrinho do empresário Flávio Rocha, e por Helcio Honda, advogado da Fiesp e de Paulo Skaf. O instituto também traz donos de grandes redes do atacado e varejo nacional, tais como a Havan, Centauro e Riachuelo. O grupo é o mesmo que, em dezembro de 2018, lançou o projeto “Empregue Mais Um” para estimular a criação de vagas e turbinar o início do governo Bolsonaro. Os empresários também atuaram ao longo do primeiro ano do governo Bolsonaro em prol de pautas liberais, como a reforma da Previdência. No começo do ano passado, o grupo chegou a abrir um escritório em Brasília e contratar 12 lobistas para atuar em prol da reforma. Além de Rocha e Honda, fazem parte do Brasil 200 Luciano Hang (Havan), João Apolinário (Polishop), Sebastião Bonfim (Centauro), Washington Cinel (Gocil), Edgar Corona (Smart Fit e Bio Ritmo), Cris Arcangell (Beauty’in e Shark Tank Brasil), Marcelo Pessoa (Galápagos Capital Gestora de Fundos), Afrânio Barreira (Coco Bambu) e Marcelo Braga (BNZ e Instituto Eu Amo o Brasil). Juntas, as empresas do Brasil 200 faturam mais de 40 bilhões de reais. Via Revista Fórum

Moro diz que se “confundiu” ao pedir investigação de Lula em lei da ditadura

 “Nesse caso, não era ameaça, era calúnia”, disse o ex-juiz da Lava Jato ao justificar o erro no pedido de abertura de investigação na Lei de Segurança Nacional, que foi descartada pela PF Ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Sergio Moro disse ter se confundido ao pedir à Polícia Federal a abertura de um investigação contra o ex-presidente Lula baseada na Lei de Segurança Nacional, usada pela ditadura para perseguir inimigos políticos. “Houve uma confusão, já que quando há ameaça ao presidente temos requisitado inquérito com base no Código Penal e na Lei de Segurança Nacional. Nesse caso, não era ameaça, era calúnia. Não se faz referência [no pedido de abertura de inquérito] à Lei de Segurança Nacional”, disse Moro, negando o uso da lei da ditadura, à coluna Painel, na edição desta segunda-feira (24) da Folha de S.Paulo. Em despacho em novembro de 2019 à PF, Moro, que foi o responsável por condenar Lula na Lava Jato e tirá-lo da disputa presidencial contra Bolsonaro, pede abertura de investigação sobre declaração do petista, que chamou o atual presidente de miliciano, citando a possibilidade de existência de crime contra honra. Após ouvir Lula, a PF concluiu que a declaração não se enquadra na Lei de Segurança Nacional. “Resta demonstrada a inexistência de qualquer conduta praticada, por parte do investigado, que configure crime previsto na Lei de Segurança Nacional”, disse o órgão em nota

Moro e família Bolsonaro mentem ao reivindicar queda nos índices de homicídios

 Pesquisadores apontam papel dos estados e dinâmica do narcotráfico como principais motivos para diminuição de homicídios   – Por Igor Carvalho – Brasil de Fato O número de homicídios no Brasil sofreu uma importante redução no ano passado. Dados divulgados pelo site G1, em parceria com o Fórum de Segurança Pública e o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP), apontam que o índice teve uma queda de 19% em 2019 em comparação com o ano anterior. A diminuição era esperada pelo governo federal. No último dia 16 de janeiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública já havia anunciado uma queda de 21,4% nos assassinatos nos primeiros nove meses de 2019. Desde então, o ministro titular da pasta, Sérgio Moro, e o presidente Jair Bolsonaro, se revezaram na imprensa e nas redes sociais celebrando a conquista. Porém, especialistas em Segurança Pública escutados pelo Brasil de Fato refutam a possibilidade de que a redução nos índices de homicídios estejam atreladas a políticas implementadas pelo governo federal. “2019, nosso primeiro ano de governo: o menor índice de assassinatos na década. Estamos do lado certo”, celebrou Bolsonaro no Twitter. “Ainda há muito a fazer, mas o resultado mostra que estamos no caminho certo! Seguimos firmes na missão de devolver aos cidadãos a segurança e liberdade que lhes foi tirada”, continuou o presidente em outra publicação na mesma rede social. No último sábado (15), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República, estreou o programa O Brasil precisa saber, em seu canal no Youtube, com uma entrevista com Sérgio Moro e abordou o assunto. “Com o senhor à frente do ministério da Justiça, vimos a redução de cerca de 22% no número de homicídios”, afirmou o parlamentar. Instigado a falar sobre o tema, Morou reivindicou a queda nos índices para o governo, com ênfase para a pasta que comanda. “Tem um mérito dos governos dos estados e alguns municipais, mas igualmente do governo federal. Foi uma queda significativa e, o que podemos identificar, foram várias ações tomadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Também pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, principalmente, para reduzir esses indicadores”, afirmou. Bruno Paes Manso, pesquisador do NEV, lembra que a queda de 19% no número de homicídios confirma uma tendência de recuo nos indicadores, que vem desde 2018, quando o Brasil reduziu em 13% os assassinatos, em relação a 2017. Em números reais, o Brasil terminou 2019 com 41.635 homicídios, em 2018 foram 51.558 e em 2017, o país chegou a 59.128. Para Manso, os números, mesmo com a redução, são “terríveis”. Perguntado se o governo federal é responsável pela redução dos indicadores, o pesquisador é enfático. “Não, isso não teria nem tempo, na verdade. Os homicídios começaram a cair em 2018, em dezembro de 2017 já começou a tendência de queda e seguiu em 2018, assim como em 2019. Agora, se formos pensar no que o governo fez na esfera federal, para tentar controlar a violência, foi praticamente zero, ele perdeu muito tempo com as pautas relacionadas à flexibilização do porte e posse de armas. Ainda bem que deu errado. Também perdeu muito tempo tentando aprovar o plano de segurança do ministro Sérgio Moro. Essas foram as duas iniciativas que não produziram nenhum efeito prático no dia a dia. O que nós estamos vendo são ações dos governos estaduais, que tem o protagonismo da Segurança Pública”, explica Manso. Queda nos estados O Ceará, que enfrenta uma crise na Segurança Pública, com policiais organizando motins e manifestações, uma delas culminou na tentativa de assassinato do senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE), é o estado com maior queda nos homicídios e responsável direto pela marca expressiva alcançada. Em 2017, foram 5.134 assassinatos, já em 2018, uma importante redução para 3.780. Porém, é em 2019 que esse recuo se confirma, com uma queda de 52%, baixando para 1.764. Infográfico sobre homicídios no Brasil em 2019 / Brasil de Fato Luis Fábio Paiva, professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará e pesquisador do Laboratório de Estudos de Violência (LEV), aponta 2017 como o “ano mais letal” dos cearenses, com “intensa guerra entre as facções que atuam no estado”. Para o acadêmico, a redução no estado nordestino tem diversas justificativas, mas nenhuma passa pela atuação do governo federal. “Primeira coisa que temos que observar é se o governo Bolsonaro teve algum programa para a área de Segurança Pública. Eu desconheço. O ministro da Justiça, que não tem competência e nem conhecimento sobre a área de Segurança Pública, apresentou projetos de lei que vão demorar muitos anos para que os efeitos sejam sentidos na sociedade, se o forem”, critica Paiva. Ainda de acordo com o sociólogo, “você não pode pegar só o dado de 2019 e comparar com o de 2018. Nós tivemos dois anos de muitos homicídios. Nós saltamos para 5 mil homicídios. No ano de 2019, nós tivemos uma queda muito significativa, mas ainda estamos com quase 2 mil homicídios. Não podem esquecer que 2018 começou com ataques de facções, um mês inteiro de ataques, e violência policial também.” O governo cearense, que nos últimos cinco anos contratou dez mil policiais, tem sufocado a atuação da Guardião do Estado (GDE), uma das facções que atuam no estado. Porém, ainda sofre com a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Família do Norte nos presídios cearenses. Em 2018, 24 das 27 unidades da federação tiveram queda nos índices de homicídios. Agora, em 2019, todos os estados tiveram redução. O Mato Grosso do Sul, com apenas 3,1%, foi quem apresentou a menor baixa. Hegemonia do narcotráfico Para Manso, a dinâmica das facções cooperam para compreender o nível de tensão nas ruas. “O que costuma acontecer, nessa lei da narcoeconomia, é que quando existe competição no mercado de drogas, como não é um mercado mediado por regras públicas, essa mediação acaba sendo feita na bala e a lei do mais forte acaba prevalecendo. Então, quando o mercado é competitivo e existe

Bolsonaro aumenta preço da gasolina pela trigésima vez

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) resolveu “homenagear” os consumidores autorizando um novo aumento no preço dos combustíveis nesta quinta-feira (20). O reajuste será de 3% nas refinarias da Petrobras, mas nas bombas poderá ser ainda maior. Com medo de uma greve dos caminhoneiros, Bolsonaro resolveu segurar “por ora” o preço do óleo diesel. Os profissionais da estrada estão com “sangue nos olhos” e a categoria ensaia parar o Brasil após o Carnaval. Os caminhoneiros pararam no Porto de Santos, na última segunda-feira (17), em alguns pontos voltaram a parar hoje (19). Eles protestam contra o preço abusivo do diesel e contra e pedem tabela do frete. A título de comparação, a gasolina na época de Dilma Rousseff (PT) custava R$ 2,69 o litro. Agora, sob Bolsonaro, o combustível custa até R$ 5 o litro. O gás de cozinha de 13 kg é outro produto que dobrou de preço. Na era PT, ainda em Dilma, custava R$ 43. Hoje o mesmo botijão custa R$ 80. Desde o golpe de 2016, que derrubou o PT, os combustíveis começaram a ser aumentados de acordo com a cotação internacional do petróleo e a flutuação do dólar. Somente no governo Bolsonaro, em um ano de dois meses, os combustíveis subiram 30 vezes.

BARBÁRIE – Cid Gomes foi baleado por policiais em motim no Ceará

 – Militares encapuzados atiraram no senador, que tentava furar um bloqueio grevista. Dia foi de medo em Sobral – O senador Cid Gomes (PDT-CE) foi baleado por policiais militares amotinados na cidade de Sobral, cidade natal e reduto eleitoral do pedetista. Os dois tiros foram disparados por policiais mascarados em frente a um batalhão. O senador tentava furar um bloqueio do movimento grevista com uma retroescavadeira. A greve dos policiais impôs um clima de medo na cidade, a 230 quilômetros de Fortaleza. Relatos e imagens que circulam nas redes sociais mostram viaturas passando pela cidade deserta. Comerciantes teriam sido instruídos a fechar seus estabelecimentos. “Polícia ou milícia?”, questionam internautas. Cid Gomes está estável e deve ser transferido para Fortaleza nesta manhã Após ser baleado por um motim de policiais, no finaL da tarde desta quarta-feira (19), o senador licenciado Cid Gomes deverá ser transferido para o hospital Monte Klinikum, em Fortaleza, já no começo da manhã. As primeiras horas após Cid ser baleado foram de observação sobre possíveis sangramentos, hidratação intensa e reposição de oxigênio. O governador Camilo Santana (PT) deverá visitar Cid Gomes nas primeiras horas da manhã desta quinta. A informação é do jornal O Povo. “Clinicamente, acho que vai ter condição de transferência, porque o quadro clínico é estável. Não tem sinal de sangramento e nenhum órgão foi acometido”, explica Dr Cabeto. CIRO GOMES O ex-governador cearense e ex-ministro Ciro Gomes publicou uma nota de repúdio. “Meu irmão Cid Gomes foi vitima de dois tiros de arma de fogo por parte de policiais militares amotinados e mascarados em Sobral, nossa cidade. Até aqui as informações médicas são de que as balas não atingiram órgãos vitais apesar de terem mirado seu peito esquerdo.” Ciro completou: “Novos exames estão sendo feitos, mas a palavra aos familiares e amigos é de que Cid não corre risco de morte. Espero serenamente, embora cheio de revolta, que as autoridades responsáveis apresentem prontamente os marginais que tentaram este homicídio bárbaro às penas da lei.” Assista ao vídeo do momento do confronto: Repare que os policiais amotinados estão todos encapuçados. O vídeo é do Jornal O Povo.

Nem os aliados suportam mais o “boçalnaro” na Presidência da República

 – IstoÉ pede impeachment de Bolsonaro – Capa da revista que circula nas redes e que deve ir às bancas nesta sexta-feira prega o impeachment de Bolsonaro; durante as eleições, no entanto, a mesma revista colocou Fernando Haddad como um “cavalo de Tróia” A revista IstoÉ vem dando sinais de que pretende desembarcar de vez do apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Conhecida por ser uma das principais referência do antipetismo, a publicação vem adotando um tom mais crítico com relação ao governo e deve ir às bancas no próximo final de semana com uma capa em que prega o impeachment do presidente. “Basta!”, diz a chamada de uma versão de capa que foi antecipada e que circula nas redes sociais e em ferramentas de clipping na noite desta quarta-feira (19). Na imagem, Bolsonaro aparece fazendo uma “banana” com os braços. “Ao fazer menções abjetas de conotação sexual contra a jornalista Patrícia Campos Mello, Bolsonaro volta a dar demonstrações inequívocas de que fere o decoro e a liturgia do cargo que ocupa. De acordo com a Constituição, o chefe de Estado já deu caudalosas razões para a abertura de processo de impeachment. Cabe agora aos demais poderes o papel e o dever de investigar e julgar a conduta do inquilino do Planalto”, diz o texto que acompanha a manchete. Incoerentemente, no entanto, a mesma IstoÉ, em outubro de 2018, às vésperas do segundo turno das eleições, fez uma capa colocando o adversário de Bolsonaro, Fernando Haddad, como um “cavalo de Tróia”, em um claro apoio à eleição do presidente que agora critica.

Machismo, racismo, homofobia e preconceito de classe sustentam o bolsonarismo

 – A esquerda não pode cair na armadilha de trair seus princípios e usar das mesmas armas para atingir adversários – Em sessão da CPMI das Fake News, o depoente Hans River Nascimento, convocado pelo petista Rui Falcão, que caiu feito patinho na arapuca articulada pelo bolsonarismo, ataca Patricia Campos Mello, jornalista da Folha de S.Paulo, dizendo que ela ofereceu sexo em troca de informação. Imediatamente, perfis governistas no twitter, entre eles o próprio filho do presidente, Eduardo, se unem no ataque machista à repórter. Eita! Sr. Hans diz que Patrícia Campos Mello, correspondente internacional da Folha, se insinuou sexualmente para conseguir extrair informações dele. Agora imagine se fosse um homem se insinuando para cima de uma mulher? pic.twitter.com/3eZOeDO9Oc — Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) February 11, 2020 Cotado para assumir a Secretaria de Comunicação do Planalto, o “jornalista” Allan Santos, do canal Terça Livre, um dos expoentes da esgotosfera bolsonarista e que volta e meia acompanha o presidente em suas viagens internacionais, lidera a turba no linchamento virtual. Santos, que no dia anterior entrevistara o ministro das Relações Exteriores, passa a chamar a Folha de “prostíbulo” e divulga memes em que a jornalista é comparada a uma prostituta. Essa operação toda cheia de print FAKE é só para tentar desfazer a possibilidade de uma foda por um furo? pic.twitter.com/PvJKWPJgPY — Allan dos Santos (oficial) (@allantercalivre) February 12, 2020 Eu achando que botei pra foder na CPMI, aí aparece o Negão do Zap e diz que jornalista queria até fazer 69 com ele. Senti-me um garoto perto da moral que esse cara tem. O cara é um general. — Allan dos Santos (oficial) (@allantercalivre) February 11, 2020 No mesmo dia, num seminário em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, expõe descaradamente o preconceito de classe do governo ao criticar o dólar baixo dos tempos do PT, que permitia “até empregada doméstica” viajar para o exterior. “Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Pera aí, pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu”, disse o ministro, que passou as últimas férias em Miami. “Todo mundo indo para Disneylândia, EMPREGADA DOMÉSTICA indo para Disneylândia, uma festa danada” – Paulo Guedes. A ELITE ODEIA POBRE NA UNIVERSIDADE, ODEIA POBRE EM AVIÃO, ODEIA POBRE VIAJANDO, A ELITE ODEIA POBRE. pic.twitter.com/WHdtMqyLKS — Haddad Debochado (@HaddadDebochado) February 13, 2020 Guedes acabou sendo comparado ao personagem Caco Antibes, do programa Sai de Baixo, aquele que tinha horror a pobre. “Eu tenho HORROR a pobre”. Essa frase é de Caco Antibes, mas poderia ser do Paulo Guedes. pic.twitter.com/MhC6qg1lIG — Fernanda Melchionna (@fernandapsol) February 13, 2020 Como se não bastasse o sincericídio de Guedes, um dia após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) liberar o governo para colocar na presidência da Fundação Palmares um negro que nega o racismo, Bolsonaro reafirmou sua intenção de empossá-lo no cargo. Sergio Camargo já disse ser contra o dia da Consciência Negra, criado para homenagear Zumbi, líder do quilombo dá nome à fundação, e que a escravidão foi “benéfica” para os descendentes dos escravos porque, segundo ele, “os negros do Brasil vivem melhor que os negros da África”. Não é de se espantar a escolha, partindo de um presidente que chegou a ser condenado por racismo (e logo absolvido) após insultar quilombolas, a quem equiparou a animais, pesados em “arrobas” e que “só servem para procriar”, num evento no Clube Hebraica do Rio de Janeiro. Homofobia, então, é o que há de mais comum em Bolsonaro e seu entorno, a ponto de o próprio tuitar em inglês para o jornalista Glenn Greenwald que ele “queima a rosca”. “Do you burn the donut?” I don’t care! Be happy! Hugs for you! https://t.co/MjOCxvK94n — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) September 4, 2017 O racismo, o machismo, a homofobia e o preconceito de classe estruturais na sociedade brasileira funcionam como pilares visíveis, porém não assumidos, do bolsonarismo. Quando um deles por acaso escorrega e expõe o real pensamento do grupo, como aconteceu com o ex-secretário nazional de Cultura Roberto Alvim, é que isso vira um problema. Não que alguém acredite que o superpoderoso Guedes terá o mesmo destino de Alvim… Sem racismo, machismo, homofobia e preconceito de classe o bolsonarismo não existiria. É sobre estes valores –e não Deus, Brasil e Família, como o presidente costuma escrever na mão– que este movimento se sustenta. A fábrica de memes do “gabinete do ódio” deixa isso claro quando quer atingir um adversário: se ele for gay ou lésbica, recorrerão à homofobia; se for negro, a racismo; se for mulher, a machismo; se for pobre, ao preconceito de classe. Não falha. O próprio Hans River, o mais novo aliado dos bolsonaristas, se tornou alvo do preconceito atávico dessa gente, sendo chamado de “negão do zap” em montagens sexistas com a repórter e piadas em torno do clichê racista do negro de pênis avantajado. Sem racismo, machismo, homofobia e preconceito de classe o bolsonarismo não existiria. É sobre estes valores –e não Deus, Brasil e Família, como o presidente costuma escrever na mão– que este movimento se sustenta É por isso que nós, de esquerda, também afetados por estes preconceitos estruturais na sociedade, devemos sempre tomar o dobro de cuidado quando nos manifestamos nas redes. Devemos saber dominar a raiva para não nos igualarmos a eles. Cada vez que combatemos nossos adversários lançando mão desses golpes baixos, damos margem à comparação feita reiteradas vezes pela mídia comercial de que somos duas faces da mesma moeda. Não somos. Não podemos usar de machismo para atingir mulher alguma, nem as que estão num governo machista. Não podemos usar de racismo para atingir negro algum, nem os que estão num governo racista. Não podemos usar de homofobia para atingir homossexual algum, nem os que estão num governo homofóbico. Não podemos usar de classismo para atingir os pobres, nem para criticar um governo

Glauber Braga chama Sérgio Moro de capanga da milícia e juiz ladrão

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) voltou a enfrentar o ministro da Justiça, Sérgio Moro, em audiência na Câmara dos Deputados. O parlamentar questionou o silêncio do ex-juiz federal sobre o elo da família Bolsonaro com as milícias. “Eu não tenho outra coisa a dizer a não ser chamar o ministro da Justiça, que blinda a família Bolsonaro em relação a esses temas, de capanga da milícia. É isso que ele é”, disparou o parlamentar. ‌Antes de falar do ministro, Glauber criticou os parlamentares bolsonaristas presentes na sessão. “Vocês ficam inquietos com a minha fala porque querem que a milícia no Brasil não seja devidamente apontada como crime organizado porque ela faz parte da estruturação do projeto de poder dos senhores”, afirmou. Moro ainda respondeu chamando o parlamentar de “incompetente” e a sessão teve que ser encerrada antes do previsto para não gerar uma confusão maior. A sessão tinha como objetivo debater a PEC 199/19, da Prisão em Segunda Instância, proposta pelo ministro. ‌“Juiz Ladrão” Durante audiência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, em julho do ano passado, com a presença de Sérgio Moro, Braga afirmou que o ministro entraria para história como um juiz ladrão. “O senhor vai entrar para história como um juiz ladrão e corrompido que ganhou uma recompensa para fazer com que a democracia brasileira fosse atingida”, declarou.‌ A fala veio em meio às revelações das reportagens da Vaza Jato. Braga chegou a ser mandado para o Conselho de Ética por bolsonaristas, mas foi absolvido. “Sou do tempo em que chamavam-se as pessoas de senhor e senhora”, diz Moro após ser chamado de “capanga da milícia” Ministro fez postagem um tanto quanto confusa após a sessão na Câmara em que foi confrontado pelo deputado Glauber Braga Sergio Moro ✔@SF_Moro Sou do tempo em que chamavam-se as pessoas de senhor e senhora e os erros dos outros de equívocos.Usava-se muito por favor ou por gentileza nas frases.Alguns infelizmente, ainda bem que de deputados a absoluta minoria,perderam muito da urbanidade.Grato pela solidariedade Ministro Revista Fórum

Petardos: Trump escorraça vira-lata Bolsonaro – Por Altamiro Borges

A Folha informa que “EUA retiram Brasil da lista de nações em desenvolvimento e restringem benefícios comerciais ao país”. O servilismo do “capetão” diante do Trump vai custar anos de atraso para o Brasil. A cloaca burguesa que tira selfies com o subserviente também sairá perdendo. *** Do UOL: “Para CNI, medida de Trump sobre Brasil é ‘ilegal’ porque quebra regras da OMC”. Ao invés de bajularem o “capetão”, empresários deviam exigir do governo postura mais altiva diante dos EUA. Cloaca burguesa é cúmplice do servilismo de Bolsonaro, que prejudica as exportações. *** Como aponta o sociólogo Marcelo Zero, a decisão de Trump de retirar o Brasil da lista do sistema de preferências dos EUA para países em desenvolvimento (Generalized System of Preferences-GSP) “deverá afetar aproximadamente US$ 4,45 bilhões das exportações brasileiras”. *** Com seu complexo de vira-lata, Bolsonaro respalda ataque de Trump às exportações brasileiras. “Agora, todos os produtos terão de pagar a tarifa máxima para entrar nos EUA e não terão mais cotas preferenciais… No Brasil de Bolsonaro, vigora o America First”, ironiza Marcelo Zero. *** A mesma Folha revela que “Bolsonaro trava Bolsa Família em cidades pobres e fila chega a 1 milhão”. Já em evento na Fiesp, chefiado pelo “patinho amarelo” Skaf, líderes da cloaca burguesa bajulam as maldades do “capetão”. Na outra ponta, ele inferniza a vida dos mais necessitados. *** “Não quis ofender e peço desculpas, diz Guedes após chamar servidor de parasita”, destaca o site UOL. Cinismo puro do “parasita” da especulação financeira! Esse abutre odeia os servidores públicos – inclusive os otários que apoiam o laranjal bolsonariano. *** Manchete da Folha: “Tempestade inunda e trava São Paulo”. Do Estadão: “Temporal faz São Paulo viver dia de caos”. Do jornal O Globo: “São Paulo para com chuva forte, ‘novo normal’ no país”. A mídia tucana, porém, quase não cita o PSDB, partido que afunda a capital e o Estado. *** “Doria, em Dubai, manda paulistanos ficarem em casa. 25 anos de governos tucanos em SP e enchentes seguem sem solução”, critica o imperdível blog Viomundo. Via: Blog do Miro