Veja quem deve sair e quem continua preso da Lava Jato com a decisão do STF

cunha e Raquel

 Cunha e Sérgio Cabral devem permanecer presos. Saiba aqui a razão A decisão dessa quinta-feira (8) do Supremo Tribunal Federal (STF) que acaba com a condenação em segunda instância pode tirar da cadeia 13 presos da Operação Lava Jato no Paraná. Entre os condenados que podem deixar a prisão, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão o ex-ministro petista José Dirceu e o ex-executivo da Engevix Gerson Almada, ambos presos no Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Também pode ser beneficiado o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, mesmo local que Lula. O levantamento mostra ainda que outros quatro condenados em segunda instância e que também estão na cadeia permaneceriam presos. Entre eles, o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Eles estão cumprindo penas em regime fechado, semiaberto e aberto, mas também estão presos preventivamente em outras ações. Presos da Lava Jato que podem deixar a cadeia: Alberto Elísio Vilaça Gomes Enivaldo Quadrado Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura Gerson Almada João Augusto Rezende Henriques José Dirceu Julio Cesar dos Santos Luiz Eduardo de Oliveira e Silva Luiz Inácio Lula da Silva Márcio de Andrade Bonilho Pedro Augusto Corte Xavier Renato Duque Sérgio Cunha Mendes Com informações do G1

Antes tarde do que nunca. STF derruba prisão em 2ª instância e Lula está Livre

 Com o voto do ministro Dias Toffoli, o Supremo formou maioria contra a prisão após condenação em segunda instância Mesmo com a pressão das milícias bolsonaristas, Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve seu entendimento prévio e votou contra a prisão após condenação em segunda instância e garantiu uma maioria em favor das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) nº 43, 44 e 54. Essa decisão pode beneficiar o ex-presidente Lula, preso em Curitiba sem ter seu processo transitado em julgado. “Nós estamos julgando um caso abstrato”, alertou Toffoli logo no início de seu voto. “O que eu vou analisar é se esse dispositivo [o artigo 283 do Código de Processo Penal] é compatível com a Constituição ou não”, acrescentou. “Ante o exposto, voto pela procedência das ADCs, com o relator”, finalizou. O artigo diz o seguinte: “Ninguém poderá ser preso se não em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. O ministro baseou seu voto em uma interpretação feita pelo Parlamento sobre o artigo, alterado em 2011 por meio da Lei 12.403/2011. Toffoli jogou para o Legislativo a responsabilidade de uma possível liberação de prisão após condenação em segunda instância e disse que caberia aos parlamentares alterar o CPP, caso seja o entendimento. “A opção legislativa não se confunde com a presunção da inocência”, disse ainda. Ao acompanhar o relator Marco Aurélio Mello, o presidente da Corte se juntou a Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello, formando uma maioria em favor da inconstitucionalidade da execução provisória da pena antes de processo transitado em julgado. Os outros cinco ministros – Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia – divergiram. O voto de Toffoli era um dos mais esperados. Apesar de manter uma posição prévia de contrariedade com relação à prisão em segunda instância, o presidente da Corte sofria grande pressão do governo Bolsonaro e seus aliados. A posição de Rosa Weber também era aguardada por sempre ter sido contra a prisão em segunda instância, mas, em 2018, ter dado voto contra habeas corpus ao ex-presidente Lula. “Não é dado ao intérprete ler o preceito constitucional pela metade, como se tivesse apenas o princípio genérico da presunção da inocência, ignorando a regra que nele se contém – até o trânsito em julgado”, disse a ministra durante o julgamento das ADCs. O ex-presidente é um dos possíveis beneficiários desta decisão, tendo em vista que o processo do triplex do Guarujá não foi transitado em julgado. Lula foi condenado pelo ex-juiz federal Sérgio Moro, em julho de 2017, e foi preso em abril de 2018, após o TRF-4 chancelar a decisão de Moro. Apesar de ter passado pela 5ª turma do STJ, o processo ainda não foi finalizado e a defesa ainda pode recorrer. Vaza Jato A série de reportagens do Vaza Jato, publicadas pelo The Intercept Brasil em parceria com uma série de veículos jornalísticos, também foi citada no julgamento. O ministro Gilmar Mendes leu trechos das matérias, em crítica explícita à operação Lava Jato e ao Ministério Público. O voto do relator Em seu voto, proferido no dia 23 de outubro, Marco Aurélio Mello acatou os questionamentos levantados pelas ações e afirmou que a Constituição garante a presunção da inocência. “A Constituição de 1988 consagrou a excepcionalidade da custódia no sistema penal brasileiro, sobretudo no tocante à supressão da liberdade anterior ao trânsito em julgado da decisão condenatória”, disse.”O pressuposto da execução provisória é a possibilidade de retorno ao estágio anterior, mas quem vai devolver a liberdade ao cidadão?”, completou. Início do julgamento O julgamento começou no dia 17 de outubro com falas dos advogados do Patriota, da OAB e do PCdoB – responsáveis pelas três ações. Pelo PCdoB,na ADC 54, falou o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que criticou o sistema prisional brasileiro e ainda disse que a condenação após “trânsito em julgado” não foi escolhida por acaso. “Ela tem uma lógica sistêmica, ela tem uma lógica axiológica. A lógica é que esta Constituição Cidadã garante acima de tudo e de todos a dignidade da pessoa humana e a liberdade. Por isso que se assegura que a restrição a esses valores só podem ser dados quando a certeza jurídica alcança o seu grau máximo”, declarou. “Foi essa a Constituição que juramos defender. Há que se respeitar”, disse ainda.

Tem caroço neste angu, que foi feito na casa cinquenta e oito

 Acusado de assassinar Marielle é fã de Bolsonaro e usava sua foto no perfil do WhatsApp O ex-policial, Ronnie Lessa acusado de ser o assassino da vereadora Marielle Franco, faz parte do fã-clube de Jair Bolsonaro, ao ponto de usar uma foto do titular do Executivo em seu perfil do WhatsApp – No inquérito sobre o assassinato de Marielle Franco, investigadores detalharam dados sobre um dos telefones que concluíram ser de Ronnie Lessa, o ex-policial acusado de assassinar a vereadora. O perfil de Lessa no WhatsApp, apontam na investigação, exibia uma foto de Jair Bolsonaro. A informação é da coluna Painel da Folha de S.Paulo. Na imagem, Bolsonaro aparece entre duas bandeiras de Israel.

Veríssimo: no condomínio de Bolsonaro, Batman e Coringa são quase vizinhos

“Quem se espanta com a presença do suposto assassino da Marielle morando tão perto de um presidente da República vai se espantar ainda mais com a revelação de que as armas — sobre as quais nunca mais se ouviu falar — tinham chegado para a milícia da zona, via Sedex, e foram recebidas pelo porteiro do condomínio”, diz o colunista Luis Fernando Verissimo Em artigo publicado nesta quinta-feira, o escritor Luis Fernando Verissimo ironiza a proximidade e a promiscuidade de Jair Bolsonaro com as milícias e o mundo do crime. “No mesmo condomínio da Barra, no Rio, onde mora o presidente da República quando não está em Brasília, mora um filho do presidente, mora um dos suspeitos de ter matado a Marielle (preso, no momento), mora o dono até agora não identificado da casa onde encontraram todas aquelas armas, moram os Três Porquinhos pobres e o Lobo Mau, que, compreensivelmente, não se falam quando se cruzam na área social do condomínio, moram Cinderela e suas irmãs invejosas, que também não podem se enxergar, e uma lista de condôminos inimagináveis que só agora começa a ser conhecida. A lista é enorme e cheia de surpresas”, diz ele. “No estranho condomínio, Batman e o Coringa são quase vizinhos. Quem se espanta com a presença do suposto assassino da Marielle morando tão perto de um presidente da República vai se espantar ainda mais com a revelação de que as armas — sobre as quais nunca mais se ouviu falar — tinham chegado para a milícia da zona, via Sedex, e foram recebidas pelo porteiro do condomínio. Mais tarde, o porteiro diria que vira o tamanho dos pacotes e as pontas de ferro aparecendo e concluíra que eram patinetes”, aponta ainda o escritor.

Acuado, o covarde presidente do STF deverá rasgar a Constituição

 Senadores de direita conversam com Toffoli e dizem que Supremo Tribunal Federal deve derrubar prisão em 2ª instância – Um grupo de 12 senadores se reuniu nesta terça-feira (5) com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e entregou ao ministro uma carta contra a execução da pena após condenação em segunda instância. A Corte retoma a discussão sobre o tema nesta quinta, 7. O voto de Toffoli pode libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba (PR) epois e ser condenado na segunda instância. O senador Marcos do Val (Podemos-ES) saiu do encontro com a impressão de que Toffoli vai votar pela possibilidade de prisão apenas depois do esgotamento de todos os recursos (o chamado “trânsito em julgado”, em juridiquês). “O sentimento que tivemos é que o STF vai votar pelo trânsito em julgado, derrubando assim a prisão em segunda instância. O ministro disse que não vê como cláusula pétrea, portanto caberá ao Congresso a alteração no Código Penal ou na própria Constituição”, disse. “Nós que compomos os 43 senadores que assinaram a carta aberta, representando quase 70 milhões de brasileiros, iremos dar velocidade no Senado para essa alteração na Constituição dando à sociedade a resposta na continuidade do combate à corrupção, não dando portanto ao corruptos muito tempo de comemoração da provável decisão do voto de minerva do presidente (ministro Dias Toffoli)”, acrescentou. Seu relato foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo. Ainda faltam votar quatro ministros: Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Toffoli. Já se posicionaram contra a execução antecipada da pena os ministros Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, e o relator das ações, Marco Aurélio Mello. Os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso votaram favoráveis a possibilidade de prisão após condenação em segundo grau.

10 meses de Bolsonaro: 10 escândalos que chocaram o Brasil e o mundo

 Sem motivos para comemorar, gestão do impopular presidente coleciona problemas das mais variadas naturezas: de suspeitas de corrupção à ligação com milícias Quando Jair Bolsonaro (PSL) completou 100 dias como presidente da República, os números já eram alarmantes: cortes em direitos sociais e trabalhistas, falta de políticas claras de geração de emprego e renda, fim de programas antes considerados prioritários e incontáveis crises. Agora, quando encerra o seu décimo mês à frente do cargo máximo da nação, a gestão de extrema-direita sugere futuro ainda pior diante de uma trajetória deplorável até aqui. A tragédia é tão grande que qualquer um que se disponha a enumerar os problemas nestes primeiros 10 meses deve, via de regra, delimitar a análise e ainda assim abrir mão de muitos erros cometidos desde, literalmente, o dia 1º de janeiro. Nesta lista que segue, o recorte leva em conta “apenas” os escândalos que envolvem não só o presidente como sua equipe e família. Aos que têm conseguido ânimo para acompanhar em tempo real os desdobramentos políticos do país, pode parecer pouco. Aos olhos da história, no entanto, este governo (só pelo que você verá abaixo) já pode, sim, ser considerado um completo fracasso. 1. O ministério dos criminosos e investigados Sem apresentar uma proposta sequer e ausente de todos os debates, Jair Bolsonaro construiu sua candidatura à Presidência à base de notícias falsas e promessas que, antes mesmo de assumir o cargo, já começam a ser descumpridas. A principal delas era o combate à corrupção, conforme destacou reportagem da revista Carta Capital. Sem dar a mínima para os seus próprios eleitores, o militar não só ampliou o número de ministérios prometidos como formou um time repleto de nomes com problemas na Justiça. Ao menos nove dos futuros ministros anunciados até agora são investigados ou réus em ações judiciais. A lista vai do caixa 2 confesso por Onyx Lorenzoni (DEM) ao calote no INSS do desconhecido deputado Marcelo Álvaro (PSL), que veio a ser seu ministro do Turismo. 2. A rachadinha e os funcionários fantasmas Embora tenha acontecido antes de assumir o cargo como presidente, a revelação de que Jair Bolsonaro manteve funcionários fantasmas em seu gabinete enquanto era deputado federal só veio à tona em abril deste ano. Bárbara de Oliveira Ferraz, Denise Marques Felix, Patrícia Cristina Faustino de Paula, Dulcineia Pimenta Peixoto e Mirian Melo Lessa Glycério de Castro recebiam entre R$ 1.023 e R$ 4.188 para assessorá-lo como parlamentar. O problema é que nenhuma delas apareceu uma única vez para trabalhar – as cinco secretárias sequer tinham crachá, item obrigatório para entrar no Congresso. As funcionárias fantasmas, denunciadas em reportagem publicada pela Agência Pública nesta segunda (29), engordam a lista de casos que contrariam todo o discurso de combate à corrupção que Jair usou durante a campanha eleitoral, marcada ainda pelo escândalos das fakes news. 3. As declarações machistas, misóginas, racistas… Quem ainda se lembra do bizarro caso do “Golden Shower” hoje avalia a declaração do presidente durante como um prenúncio das aberrações que viriam em seguida. Aliás, foram tantas as declarações racistas, machistas, misóginas, preconceituosas e desinformadas que fica até difícil de listar. Teve dia em que, logo no café da manhã, Bolsonaro declarou a jornalistas de veículos estrangeiros que no Brasil “passa-se mal, não come bem. Agora passar fome, não”. Teve também ataque ao Nordeste (algo que sempre fez como parlamentar): no dia 19 de julho, ao criticar os governadores da região, usou a expressão “paraíba” – termo ultrajante usado em tom pejorativo para desqualificar os nordestinos. No mesmo mês, voltou a evocar a memória da ditadura militar numa provocação ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. Bolsonaro disse saber detalhes sobre a forma como Fernando Santa Cruz, pai de Felipe, morreu. O atestado de óbito, contudo, diz que Santa Cruz foi morto por agentes da ditadura. Também teve desdém às políticas ambientais (“questão ambiental só importa aos veganos que comem só vegetais”) e o ataque medonho, infantil, misógino à primeira-dama francesa Brigitte Macron. 4. As candidaturas laranjas Entre os nove ministros com problemas na Justiça, o do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi o que viu o cerco se fechar de maneira mais aguda. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais no âmbito do inquérito da Operação Sufrágio Ostentação, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos por meio de candidaturas femininas laranjas do PSL de Minas Gerais nas eleições de 2018 – com suspeitas de que ao menos parte da verba tenha sido usada para impulsionar a campanha presidencial de Bolsonaro. Os investigadores atribuem ao ministro, que foi eleito deputado federal como o mais votado em Minas, a articulação do esquema. O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais o denunciou por três crimes envolvendo candidaturas laranja do partido em 2018 – falsidade ideológica, apropriação indébita eleitoral, pela qual o candidato se apropria de recursos destinados ao financiamento eleitoral, e associação criminosa. 5. A cocaína no avião da Presidência Com imagem internacional já em completa falência, isso ainda no mês de julho, mais uma bomba atingiu em cheio o governo federal quando um militar da Aeronáutica foi preso por porte de drogas em uma aeronave militar no aeroporto da cidade espanhola de Sevilha, onde o presidente Jair Bolsonaro faria escala na viagem rumo ao Japão . O militar era tripulante do voo que transportava a equipe avançada do presidente da República. Embora não haja qualquer indício de envolvimento de Jair com o caso, a família do mandatário da nação tratou de reavivar a história com mais, digamos, problemas: o acusado de tráfico, sargento Manoel Silva Rodrigues, entrou com processo em setembro contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL)por ter sido impedido de se defender até o momento. 6. O desmoronamento do PSL A pecha de “partido salvador da pátria” durou pouco e o PSL, como se sabe, já é o partido mais odiado do país. Isso porque o descontrolado presidente tratou de explodir a própria legenda internamente a partir de uma declaração surreal

Delegado que pediu prisão da ex-presidente Dilma é aliado de Moro

 O processo foi entendido na Câmara como um aviso de Moro a Rodrigo Maia, já que o delegado Bernardo Guidali Amaral é apontado como sendo da extrema confiança do ministro Por Renato Rovai – O pedido de prisão de Dilma Rousseff, de Renan Calheiros, Jader Barbalho, Guido Mantega, Vital do Rego Filho e Valdir Raupp é assinado pelo delegado da Polícia Federal Bernado Guidali Amaral, o mesmo que em agosto concluiu um inquérito que foi enviado no dia 26 daquele mês ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, ele apontava “elementos concretos e relevantes” de que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometeu os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A investigação tinha como base delações premiadas de executivos da construtora Odebrecht. Além do presidente da Câmara, a acusação envolvia o seu pai, o ex-prefeito César Maia (DEM), que eram acusados de aceitarem e pedirem colaborações financeiras ilegais da Odebrecht em 2008, 2010, 2011 e 2014. O processo foi entendido na Câmara como um aviso de Moro a Rodrigo Maia, já que o delegado Bernardo Guidali Amaral é apontado como sendo da extrema confiança do ministro. O delegado é o mesmo que pediu a prisão de Dilma Rousseff e de Renan Calheiros, entre outros políticos, em processo de 161 páginas que Fórum teve acesso e que foi negado por Edson Fachin. Além da prisão temporária, o delegado pede busca e apreensão nos escritórios e nas residências dos citados. No caso de Dilma as buscas se dariam no apartamento de Porto Alegre. O processo em questão diz respeito a suposta compra de apoio do PMDB por parte da campanha da ex-presidenta na eleição de 2014. O delegado considerado como homem de confiança de Moro ainda pedia busca e apreensão nos gabinetes das autoridades citadas no caso: Ressalta-se que as medidas de busca estão sendo solicitadas também para os gabinetes dos Senadores Federais, dos Governadores de Estados e de Ministro do Tribunal de Contas da União com envolvimento nos fatos, tendo em vista a necessidade de exaurir o esforço investigativo sobre os efetivos beneficiários das condutas praticadas – ou seja projetar a investigação para além da figura dos intermediários utilizados , de modo a permitir que todos os atores do Sistema de .Justiça Criminal tenham um juízo cognitivo completo a respeito do envolvimento ou não das autoridades públicas nas práticas criminosas investigadas”, argumentou no pedido.

PF de Bolsonaro e Moro tenta prender Dilma na véspera da entrega do pré-sal

 Ao autorizar a nova fase da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin negou pedidos da Polícia Federal para prender a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB), o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (PT) e o ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rego. O pedido da PF de Sergio Moro, ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, foi feito um dia antes do megaleilão da cessão onerosa do pré-sal, que pode gerar perda de mais de US$ 300 bilhões ao País, de acordo com estudo dos engenheiros da Petrobrás. A PF sustentou ao Supremo que os alvos poderiam atrapalhar as investigações e seria necessária a prisão temporária. A Procuradoria-Geral da República foi contra o pedido da PF sob argumento de que não há elementos para justificar a restrição de liberdade. Fachin seguiu o entendimento do Ministério Público Federal. Fachin intimou os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM) a prestar depoimento no âmbito da investigação. Estão sendo investigadas supostas doações de R$ 40 milhões feitas pelo grupo Grupo J&F a senadores do MDB para as eleições de 2014. A informação partiu da delação de Ricardo Saud, que serviu como base para a instauração do inquérito. Dilma: Nota sobre o pedido de prisão da PF A ex-presidenta sempre colaborou com investigações e jamais se negou a prestar testemunho perante a Justiça Federal, nos casos em que foi instada a se manifestar É estarrecedora a notícia de que a Polícia Federal pediu a prisão da ex-presidenta Dilma Rousseff num processo no qual ela não é investigada e nunca foi chamada a prestar qualquer esclarecimento. A ex-presidenta sempre colaborou com investigações e jamais se negou a prestar testemunho perante a Justiça Federal, nos casos em que foi instada a se manifestar. Hoje, 5 de novembro, ela foi convidada a prestar esclarecimentos à Justiça, recebendo a notificação das mãos civilizadas e educadas de um delegado federal. No final da tarde, soube pela imprensa do pedido de prisão. O pedido de prisão é um absurdo diante do fato de não ser ela mesma investigada no inquérito em questão. E autoriza suposições várias, entre elas que se trata de uma oportuna cortina de fumaça. E também revela o esforço inconsequente do ministro da Justiça, Sérgio Moro no afã de perseguir adversários políticos. Sobretudo, torna visível e palpável o abuso de autoridade. Ainda bem que prevaleceu o bom senso e a responsabilidade do ministro responsável pelo caso no STF, assim como do próprio Ministério Público Federal. Assessoria de Imprensa Dilma Rousseff

Lava Jato deixou Rosa Weber no escuro ao pedir apoio a investigação sobre Lula

  Ela não precisa saber… Procuradores esconderam informações de ministra do STF; força-tarefa defende sigilo para atender interesse público A reportagem da Folha, em parceria com o The Intercept, revela que os procuradores da Força Tarefa da Lava Jato sonegaram, deliberadamente, da Ministra Rosa Weber, do STF, trechos da escuta feita sobre os telefones de Lula e de seu advogado, Roberto Teixeira, às vésperas da condução coercitiva que prendeu, por algumas horas, o ex-presidente no Aeroporto de Congonhas, no início de março de 2016. Tinham medo – alegavam – que as informações vazassem no Supremo Tribunal Federal – vazamento bom eram só os que faziam – e chamasse a atenção para o “bote” sobre Lula que já estava determinado por Sergio Moro e se realizaria poucos dias depois. E pedem a interferência de Moro junto à Ministra, de quem tinha sido assessor, para deixar com eles o caso: Deltan– Não tem nada de errado tentar convencer a Rosa Weber ou um diálogo com ela… e a simples publicidade vai colocá-la na parede, aí sim concordo, quanto às decisões que ela vai proferir… Não há informações para dizer que Moro fez este contato, mas fica evidente que a Lava Jato o fez, enviando o chefe de gabinete de Rodrigo Janot, Eduaro Pelella, para uma conversa com seu homólogo no gabinete de Weber: Eduardo Pelella – Informações entregues. Memoriais entregues, de novo, também. Boa conversa com o chefe de Gabinete dela. Mas o cara é fechadão Deltan– Sensacional!!!! Obrigado!!! Rosa Weber não deu a decisão liminar pedida pela defesa de Lula e, com isso, abriu espaço para a realização da espalhafatosa condução coercitiva do ex-presidente. Na prática, fica caracterizada a deslealdade processual, tanto que, ao recusar o pedido de Lula para que se sustasse as investigações até que se decidisse se o processo contra ele seria de competência da Justiça de São Paulo ou, como ficaria sendo, da de Curitiba. Mas, a esta altura, falar em lealdade e Operação Lava Jato chega a soar debochado.

O cachorro doido já amanhece enfurecido e atacando todo mundo

Jair e Carlos Bolsonaro surtam de manhã, confessam crime mais uma vez e atacam PT – Mais uma vez, Jair Bolsonaro e seu filho Carlos admitiram o crime de obstrução de Justiça nas investigações do assassinato de Marielle Franco em tweets no início da manhã desta terça-feira (5). Antes das 7h, eles já haviam confessado mais uma vez que tiveram acesso a gravações da portaria do condomínio onde moram depois de elas terem se tornado peças de uma investigação policial. E partiram para o ataque ao PT. Os tweets foram claramente coordenados, com redações quase idênticas. Os alvos da agressão do clã foram a presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), e os líderes do partido na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Humberto Costa (PE). Ela deve-se ao fato de os três, em nome do PT, terem ingressado nesta segunda-feira (4) no STF com ação solicitando que sejam determinadas busca e apreensão de todo o material apropriado de forma ilegal por Bolsonaro e seu filho, com a realização de perícia para que sejam verificadas eventuais alterações nas provas (aqui). Veja os tweets de Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos: