SEM CONVERSA, MUDANÇA APROVADA – E o SUS vai deixando de ser universal…

Gestores aprovam modelo de competição para o financiamento da atenção básica: proporcional aos pacientes cadastrados nas unidades e ao desempenho em certos indicadores – Por Maíra Mathias e Raquel Torres Uma “competição saudável” é o que, segundo o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, vai se instaurar na saúde a partir de 2020, com o novo financiamento da atenção básica aprovado ontem. A Comissão Intergestores Tripartite, que reúne gestores das esferas municipal, estadual e federal, deu sinal verde para a proposta do governo, anunciada pela primeira vez em meados de julho. Já havia apoio do Conasems, formado pelos secretários municipais de saúde – mas, como temos falado aqui na newsletter, o governo passou longe de fazer o debate adequado sobre isso, e sequer apresentou uma proposta formal ao Conselho Nacional de Saúde. O site do Ministérionão detalha minimamente as mudanças. Apenas diz que agora o governo vai “enviar mais recursos para quem melhorar a saúde da população”, e que o novo modelo vai ser anunciado em breve por Jair Bolsonaro. Na Folha, a repórter Natália Cancian elenca as alterações, que já eram conhecidas: o repasse de recursos pelo governo federal vai levar em conta o número de pacientes cadastrados nas unidades de saúde e o desempenho delas a partir de certos indicadores. Haverá recursos extras para locais com maior vulnerabilidade socioeconômica. O secretário de atenção primária em saúde, Erno Harzheim, diz que a medida vai aumentar a verba repassada à maior parte das cidades em R$ 2,6 bilhões. Porém… a perda estimada para os outros municípios é da ordem de R$ 290 milhões. E há uma preocupação grande por parte de especialistas pelo fato de o novo financiamento só levar em conta os usuários cadastrados, e não a população total das cidades. “É o desmonte da concepção de acesso universal do SUS”, resumiu Francisco Funcia, especialista em economia da saúde, na reportagem da Folha. Já Mandetta acredita que a medida vai estimular as unidades a cadastrarem os usuários. E, para o ministro, é bom que a remuneração venha a partir dos indicadores, já que assim os municípios vão competir para buscar melhoria no desempenho. Fica sempre aquela dúvida sobre como melhorar o desempenho sem a remuneração adequada… O Conselho Nacional de Saúde editou ontem um ofício anunciando que, na sua 325º reunião ordinária, o assunto entra como principal item da pauta. Mas, pelo calendário do órgão, esse encontro não é o próximo, nem o marcado para dezembro… No ofício, o presidente do CNS informa ainda que o governo vai enviar aos conselheiros, finalmente, documentos sobre o novo modelo de financiamento. MEDO E NOJO Em 1988, o Ministério da Saúde levou ao ar uma campanha de alerta à Aids que tinha como força motriz o medo da morte (e também um tanto de crítica moralista ao fato de as pessoas terem vários parceiros sexuais). Ela pegava carona no poema de Drummond: João que amava Tereza, que amava Raimundo… Em 2019, a Pasta resolveu ressuscitar o medo e mobilizar o asco da população na sua mais nova campanha contra as infecções sexualmente transmissíveis (IST). Ao custo de R$ 15 milhões, a publicidade mostra pessoas jovens fazendo caretas de nojo e espanto diante das telas de seus celulares. Cada um dos personagens está olhando imagens de uma doença diferente: gonorreia, herpes genital, sífilis, cancro mole, etc. O slogan? ‘Sem camisinha você assume o risco’. “Quem fez a campanha não estuda, não entende IST e não segue as estratégias mais modernas de prevenção. Preferem apostar no medo e na culpa”, criticou Rico Vasconcelos, médico infectologista da USP, em entrevista ao Estadão. “Ao investir no medo, no nojo, o resultado mais simples é que pessoas se afastem de informações relacionadas à doença e à prevenção”, afirmou Veriano Terto, vice-presidente da Associação Interdisciplinar de Aids, também ao jornal. Para o ministro Mandetta, contudo, a campanha é “instigante”. Os especialistas ouvidos pelo Estadão também apontam que a campanha tem um problema de informação. Em primeiro lugar, ela não segue o manual do próprio Ministério da Saúde sobre o assunto, que preconiza que a estratégia mais eficiente em esforços do tipo é a prevenção combinada, que enfatiza a testagem e o tratamento na população. A lógica é que quanto menos pessoas infectadas, menor o risco de contaminação. Em segundo lugar, a nova campanha é considerada desonesta porque há infecções que são transmitidas mesmo com o uso de camisinha, caso da herpes e do HPV. “Se você considerar o sexo oral, que menos de 2% das pessoas fazem com preservativo, os riscos são ainda mais expressivos. Pessoas podem pegar com essa prática desprotegida clamídia ou herpes”, lembrou Rico Vasconcelos. “Para falar sobre estratégias combinadas é preciso falar sobre sexualidade, e é algo que o Ministério quer evitar”, concluiu, por sua vez, Veriano Terto. ADEUS AO ALERTA Já faz um tempo que a Anvisa anunciou seu novo marco legal para classificar e rotular agrotóxicos. A principal alteração é nos critérios que levam a definir um produto como “extremamente tóxico” – agora, só entram aí substâncias que trazem risco de morte. Com isso, centenas de substâncias antes consideradas extremamente tóxicas mudaram de status. Inclusive o produtos formulados à base de glifosato, segundo levantamento da Agência Pública: antes, 24 desses produtos eram considerados extremamente tóxicos. Agora, nenhum. Ao todo, 93 venenos à base do herbicida tiveram sua classificação de toxicidade reduzida, e apenas três se mantiveram na mesma classe. “Esse alerta vai sair da embalagem do glifosato, um produto que pode corroer a córnea. A embalagem agora será igual a de qualquer produto de uso doméstico. Estamos seguindo contra todos os alertas que o mundo está abrindo para o glifosato”, afirma Luiz Cláudio Meirelles, pesquisador da Fiocruz, na reportagem. Temos visto aqui como a Bayer, atualmente dona da Monsanto, responde hoje a mais de 18 mil ações que responsabilizam o glifosato pelo desenvolvimento de tumores. A Europa discute retirá-lo do mercado, o que já aconteceu na Áustria. PRAZO NOVO O vice-presidente Hamilton Mourão, que estava no exercício da Presidência durante a
Quem matou Marielle Franco? Bolsonaro mandou Queiroz destruir o celular

Além de obstruir as investigações sobre o caso Marielle Franco, Jair Bolsonaro também determinou que Fabrício Queiroz desse um sumiço no seu aparelho celular, segundo revela neste domingo o colunista Lauro Jardim 3 de novembro de 2019, 06:05 h Atualizado em 3 de novembro de 2019, 08:41 “Em janeiro, um mês depois de o caso Fabrício Queiroz/Flávio Bolsonaro espoucar, Jair Bolsonaro mandou um emissário de confiança dar a seguinte instrução ao ex-faz-tudo da família: que Queiroz jogasse o aparelho de celular fora e comprasse uma nova linha. E assim foi feito”, informa o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no Globo. – Jair Bolsonaro afirmou a um grupo de jornalistas que interferiu diretamente nas investigacões sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco, ao pegar a gravação na portaria de seu condomínio para que não fosse adulterada. Recentemente, um dos suspeitos de assassinar Marielle Franco, Élcio Queiroz, teve entrada liberada na casa de Jair Bolsonaro na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, depois de dizer que iria na casa 58 – a de Jair Bolsonaro – e não a de Ronnie Lessa, outro suspeito do assassinato. “Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha”, declarou Bolsonaro, numa confissão que revela sua interferência direta no caso.
Promotora bolsonarista “pede para sair” da investigação do assassinato de Marielle

A promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho pediu o afastamento das investigações sobre a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes. O motivo foi a preferência política bolsonarista claramente expressa pela procuradora nas redes sociais. Com a associação do nome do presidente Bolsonaro ao crime, a atuação de Carmem ficou insustentável. A Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro instaurou procedimento para análise das postagens de Carmen. Ela inda publicou uma carta aberta jurando imparcialidade. Mas não explicou porque ela e suas colegas correram para negar o envolvimento do presidente e de sua família no caso. Com informações do G1. Promotora bolsonarista do caso Marielle defende a escravidão A promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho, do Ministério Público do Rio de Janeiro, defende a escravidão. Para ela, o combate ao crime passa pelo combate à “ideologia abolicionista”. Carmem pediu o afastamento das investigações sobre a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes após ser revelada sua militância bolsonarista. No vídeo a seguir, ela ainda diz que não acredita que a criminalidade seja fruto das desigualdades sociais. Confira aqui
Fenaj: Bolsonaro ataca jornalistas pelo menos duas vezes por semana

Não se pode institucionalizar a ameaça à liberdade de imprensa! Via Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) – O presidente Jair Bolsonaro ataca profissionais jornalistas e o jornalismo por meio de discursos, entrevistas e postagens em mídias sociais, ao menos duas vezes por semana. Até 31 de outubro, foram 99 declarações vistas como ataques a jornalistas (11 ocorrências) e descredibilização da imprensa (88 ocorrências), que visam deslegitimar o trabalho jornalístico, colocando a imprensa e os jornalistas como adversários políticos, ou descredibilizando o trabalho de profissionais e veículos. O levantamento é da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), divulgado na véspera do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, lembrado em 2 de novembro. O mapeamento se refere a dados coletados no período de 1º de janeiro a 31 de outubro deste ano, com base em todas as postagens de Bolsonaro no microblog twitter e no facebook este ano (as contas são sincronizadas), além das transcrições dos discursos e entrevistas oficiais, que constam no site do Palácio do Planalto. Foram avaliadas todas as ocasiões em que o presidente se refere a jornalistas, mídia, imprensa e produção de notícias. A FENAJ divulgará o balanço mês a mês. Em uma sociedade democrática, a imprensa é livre para reportar o que considera noticioso, e todo cidadão também tem o direito de exercer a crítica sobre o trabalho jornalístico. Porém, quando autoridades públicas usam de sua visibilidade para colocar profissionais jornalistas ou a imprensa em si como oponentes políticos, abre-se o espaço para ataques às liberdades de imprensa e de expressão, e descredibilização do trabalho jornalístico, função essencial para a manutenção de um espaço público democrático. “A FENAJ e todas as instituições que prezam pela democracia não podem aceitar a institucionalização da violência contra jornalistas e das ameaças à liberdade de imprensa como prática de um governo”, afirma a presidenta da FENAJ, Maria José Braga. Ocorrências O levantamento da FENAJ mostra que os ataques à imprensa tiveram início dois dias depois da posse, via conta pessoal no twitter do presidente, em 3 de janeiro, quando Bolsonaro afirmou que um de seus ministros fala o que “parte da grande imprensa omite”. De janeiro a junho, foram entre duas e 12 declarações por mês contra jornalistas e o jornalismo, contudo, houve um aumento significativo nos meses de julho e agosto, totalizando 39 registros. Em setembro, houve queda no número de ocorrências, com o mapeamento registrando oito, contudo, cinco desses ataques foram proferidos pelo presidente Bolsonaro durante seu discurso na 74ª. Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 24 de setembro, diante de chefes de Estado de todo o mundo. A forma como o presidente se refere ao trabalho dos jornalistas e à publicação de conteúdo informativo pela imprensa contém expressões com questionamento da veracidade, atribuindo às instituições o papel de adversárias, conclama para que a população não acredite nas notícias, ataca profissionais jornalistas chamando de “idiota”, afirmando que cometem “excessos”. Bolsonaro também afirma reiteradas vezes que a imprensa “esculacha”, “massacra”, “acusa”, “está na oposição”, “que tem lado”, “presta desserviço”, que “publica mentiras”. No dia 13 de setembro, Jair Bolsonaro chegou a afirmar, em sua conta no twitter, que a imprensa é inimiga: “Nossa inimiga: parte da GRANDE IMPRENSA. Ela não nos deixará em paz. Se acreditarmos nela será o fim de todos”. No mês de outubro, foram 13 ocorrências de menções à imprensa de forma a descredibilizar o trabalho do profissional jornalista. O episódio da “live” do dia 30 de outubro aparece somente uma vez na contagem, ainda que o presidente tenha proferido diversos ataques nos 20 minutos de vídeo, pois na base de dados elencada pela FENAJ não são analisadas declarações do presidente que não estejam transcritas de forma oficial. “Nesse mapeamento, que produzimos de forma a seguir uma metodologia de busca e de categorização para visibilizar esses ataques à nossa profissão por parte do presidente, entendemos que é uma postura deliberada de Jair Bolsonaro colocar profissionais jornalistas como inimigos e a imprensa, de uma maneira geral, como sem credibilidade para apurar, produzir e publicizar informações. Enquanto entidade de defesa dos trabalhadores jornalistas, vamos expor essa postura institucionalizada”, explica Paula Zarth Padilha, diretora da FENAJ. Ataques a jornalistas A contaminação do ambiente democrático pelo acirramento das disputas políticas tem feito aumentar os episódios de violência contra jornalistas. O Relatório de Violência Contra Jornalistas e a Liberdade de Imprensa no Brasil, da FENAJ, aponta que em 2018 o número de agressões a jornalistas chegou a 135 casos, contra 227 jornalistas, um aumento de 36% nos casos de violência contra os profissionais, em relação ao ano anterior. Em 22% das violências no último ano, os autores de violência foram manifestantes ou eleitores. “Percebemos que o discurso que coloca jornalistas como adversários tem impacto na segurança de todos os profissionais, seja na cobertura de assuntos do dia-a-dia, quando estão sujeitos a intimidações e a violência física, seja no ambiente digital, quando jornalistas têm seus perfis nas redes sociais expostos e começam a sofrer diversos ataques, xingamentos, ameaças e exposição de informações pessoais, como endereço residencial e fotos da família. Não são poucos os casos de jornalistas que tiveram que fechar suas contas em redes sociais por causa de ameaças”, diz Márcio Garoni, diretor da FENAJ. Mapeamento O mapeamento de posicionamentos do Presidente da República, Jair Bolsonaro, contra os profissionais jornalistas, a produção de notícias e as instituições de produção de notícias, representadas pelos veículos de imprensa, produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), no ano de 2019, tem como objetivo divulgar, denunciar e visibilizar os ataques e reafirmar a defesa dos jornalistas, do jornalismo e da democracia. Acesse aqui a Linha do Tempo dos ataques Acesse aqui a planilha com os dados
Hacker de Araraquara revela conversa macabra da ministra dos coxinhas

Comentário de Cármen Lúcia sobre morte de parente de Lula teria feito Rosa Weber sair de grupo de ministros do STF Segundo reportagem da revista Veja, Walter Delgatti Neto, o hacker de Araquara, teria mencionado a conversa, que estaria entre os materiais da Vaza Jato, para convencer Manuela D’Ávilla a passar o contato do jornalista Glenn Greenwald Reportagem de Thiago Bronzatto, na revista Veja que vai às bancas nesta sexta-feira (1º), revela que o hacker de Araraquara, Walter Delgatti Neto, ao negociar com Manuela D’Ávilla um contato com o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, disse que teria conversas de grupos de whatsapp de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que mostrariam a parcialidade de magistrados da corte em relação ao ex-presidente Lula. Delgatti teria dito à Manuela que, em uma das conversas, a ministra Cármen Lúcia fez piada sobre a morte de um sobrinho de Lula, que teria feito Rosa Weber sair do grupo. “Eu tenho uma conversa da carmem (que era para ser imparcial, segundo o princípio do juiz natural) dizendo sobre a norte (morte) do sobrinho do Lula. Fazendo até piada”, escreveu o hacker. “E ainda ela disse exatamente assim: quem faz mal para outrem, um dia o mal retorna, e pode ser até no sobrinho. A Rosa Weber saiu do grupo na hora!”, disse o hacker, sobre uma das conversas no material que hoje está com o site The Intercept. Para Delgatti, isso mostraria a falta de imparcialidade dos ministros, o que, segundo ele, poderia “invalidar todos atos da operação lava-jato” e “libertar Lula”. Na conversa não fica claro se o hacker falava realmente do sobrinho de Lula, Marcelo Rúbio Lima Gomes – filho de José Rubens Góes, irmão de Lula por parte de pai – que foi morto em 2016 no Guarujá após discussão em um bar, ou do neto do ex-presidente, Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu em março deste ano. A reportagem da Veja procurou a ministra Cármen Lúcia, que não respondeu. Rosa Weber e Luís Roberto Barroso – que também teria sido citado pelo hacker – teriam dito que não formaram grupo de whatsapp entre eles. Procurada pela reportagem da Fórum, Manuela D’Avilla confirma essa conversa publicada em print scream entre ela e Delgatti: “Apesar de Veja ter acesso a documentos que estão sob sigilo, os documentos exibidos são legítimos”.
Deus acima de todos é expressão fascista que esconde sede de poder

“ O slogan de Bolsonaro é uma expressão fascista. É a projeção do presidente sobre Deus. “Ele usa essa expressão para esconder uma sede de poder e arrogância” Henrique Vieira vai contra o conservadorismo cristão e prega o amor e a aceitação acima de qualquer coisa “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.” Já em sua campanha residencial, o ex-capitão Jair Bolsonaro mostrava sua linha. Quase tudo “em nome de Jesus”. Muitos religiosos o seguiram no discurso. Foto com arminha dentro de igreja e manifestações de ódio contra LGBTs, mulheres e negros foi algo que veio, com cerca naturalidade, na sequência. Assim caminha o Brasil, em um casamento da religião cega com o conservadorismo. E dessa união nefasta surgem também vozes potentes e esclarecidas. De resistência. Como a do pastor carioca Henrique Vieira. O evangélico, que é líder da Igreja Batista do Caminho, rema contra a maré atual e defende uma igreja progressista e aliada aos direitos humanos. Para o pastor, o slogan de Bolsonaro é uma expressão fascista. É a projeção do presidente sobre Deus. “Ele usa essa expressão para esconder uma sede de poder e arrogância. Deus está ao lado do povo e não acima”, afirma Henrique. O pastor, que falou com exclusividade a CartaCapital, defende o direito das minorias e prega que igreja seja um local de aceitação. “Precisamos perceber o grito de Deus nos rostos daqueles que sofrem. Fico imaginando Jesus olhando para essas pessoas e falando: eles não entenderam nada.” Via Carta Capital
Moleque de Bolsonaro ameaça implantar novamente a ditadura no Brasil

Eduardo Bolsonaro diz que governo irá aplicar um novo AI-5 se a esquerda continuar a pressionar O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) voltou a defender o regresso da ditadura militar no Brasil e informou, em entrevista, que o governo irá aplicar um “novo AI-5”, caso a esquerda brasileira pressione em suas ações. “Tudo é culpa do Bolsonaro. Se a esquerda radicalizar neste ponto, a gente vai ter que dar uma resposta. Uma resposta que pode ser um novo AI-5. Alguma resposta será dada “, disparou ele. Veja: Eduardo diz que resposta à radicalização pode ser via AI-5 Pela segunda vez na semana, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) flertou com a ditadura militar. https://t.co/ZILVTcbyCi pic.twitter.com/Gar3NhTzLz — BR Político (@brpolitico) October 31, 2019 O que foi o AI-5 O AI-5, o mais duro de todos os Atos Institucionais, foi emitido pelo presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968. Isso resultou na perda de mandatos de parlamentares contrários aos militares, intervenções ordenadas pelo presidente nos municípios e estados e também na suspensão de quaisquer garantias constitucionais que eventualmente resultaram na institucionalização da tortura, comumente usada como instrumento pelo Estado.
Moro obedece Bolsonaro e coloca PF para perseguir porteiro

Sérgio Moro obedeceu Jair Bolsonaro, e enviou ofício à PGR pedindo a instauração de um inquérito em conjunto com a PF para apurar as circunstâncias do depoimento do porteiro do condomínio de Bolsonaro. O ministro da Justiça Sérgio Moro obedeceu Jair Bolsonaro, e enviou ofício à Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo a instauração de um inquérito em conjunto com a Polícia Federal para “apuração” das circunstâncias do depoimento do porteiro do condomínio de Bolsonaro no qual ele informou ter avisado o então deputado da presença de Elcio Queiroz, um dos assassinos de Marielle Franco, na portaria. Queiroz foi à casa de Ronnie Lessa, morador do mesmo condomínio e pessoa da relação de Bolsonaro, e de lá saíram para matar Marielle. A ação de perseguição e coação ao porteiro é ilegal e pode levar ao impeachment de Bolsonaro, assegura o jurista Pedro Serrano. Com isso, Moro blinda Bolsonaro das investigações que ligam seu clã ao assassinato de Marielle Franco. A informação é da jornalista Tábata Viapiana, repórter do Conjur. Veja: Tabata Viapiana ✔ @tah_viapiana Atenção: ministro Sérgio Moro acaba de enfiar ofício à PGR pedindo a instauração de um inquérito em conjunto com a PF para apurar as circunstâncias do depoimento do porteiro do condomínio de Bolsonaro. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2019/10/30/brasil-ganha-novamente-a-figura-do-engavetador-geral-da-republica-da-era-fhc/
Brasil ganha novamente a figura do Engavetador Geral da República, da era FHC

Jair Bolsonaro nomeou um PGR subordinado ao Planalto, para fazer continência e arquivar tudo contra seu governo O ainda presidente indicou o atual procurador-geral da República, Augusto Aras, que tem prerrogativa de encaminhar denúncia ao Supremo contra o próprio presidente, parlamentares federais, ministros etc, mesmo estando fora da lista tríplice, da mesma forma que fez o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que escolheu Geraldo Brindeiro, tão fiel ao presidente que foi apelidado de engavetador-geral da República. E uma das primeira ações de Aras foi arquivar as informações sobre citação de porteiro a Bolsonaro no inquérito de Marielle O novo engavetador-geral da República recebeu e arquivou informações sobre a citação do nome de Jair Bolsonaro por um dos suspeitos de executar a vereadora Marielle Franco (PSDB-RJ), segundo depoimento do porteiro do condomínio onde o então deputado federal Bolsonaro tem duas casas. Ele entendeu que não há fundamento nas referências a Bolsonaro e, por isso, decidiu pelo imediato arquivamento do caso. O nome do atual presidente foi citado por Élcio Queiroz, segundo o porteiro, quando tentava entrar no condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro. Por outro lado, Aras acolheu um pedido do ministro da Justiça, Sergio Moro, e repassou para o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro requisição para investigar suposta irregularidades no depoimento do porteiro. Moro diz que pode ter ocorrido “eventual tentativa de envolvimento indevido do nome do presidente da República no crime em questão, o que pode configurar crimes de obstrução à Justiça, falso testemunho ou denunciação caluniosa”. Caso o MPF remeta o caso à Justiça Federal, a Polícia Federal passaria a atuar no caso e, assim, poderia tomar o depoimento do porteiro, como pediu Bolsonaro. Leia também: Ele está desesperado… Assassinato de Marielle chega a condomínio de Bolsonaro https://emcimadanoticia.com/2019/10/30/ele-esta-desesperado-assassinato-de-marielle-chega-a-condominio-de-bolsonaro/ Leia também: Será que o cartucho que matou Meirelles estava na casa 58? https://emcimadanoticia.com/2019/10/30/sera-o-cartucho-que-matou-meirelles-estava-na-casa-58/
Ele está desesperado… Assassinato de Marielle chega a condomínio de Bolsonaro

Antes de se dirigir ao local da execução de Marielle e Anderson, acusados passaram pelo condomínio Vivendas da Barra, onde moram Jair e Carlos Bolsonaro, diz “JN” Bolsonaro dirigiu ameaças à Globo por revelar trechos de inquérito que corre sob sigilo de Justica São Paulo – Em 14 de março de 2018, dia do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), do Rio de Janeiro, e do motorista Anderson Gomes, um dos suspeitos do crime teria entrado no condomínio Vivendas da Barra, pedindo para ir à unidade 58, onde mora Jair Bolsonaro. Segundo depoimento do porteiro, “seu Jair” teria atendido o interfone autorizando a entrada, mas o carro de Élcio Queiroz teria se dirigido à casa de Ronaldo Lessa, suposto autor da execução. As informações foram tema de reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta terça-feira (29). O jornal informou que, naquele 14 de março, Bolsonaro estava na Câmara dos Deputados, em Brasília. E que a citação do nome do presidente pode levar o caso a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Cerca de meia hora depois da reportagem, Jair Bolsonaro fez uma live em sua página no Facebook. Durante 23 minutos, o presidente atacou a Globo e mais de uma vez mencionou o fato de que a TV terá de renovar sua concessão em 2022. O presidente da República, muito alterado, falou em perseguição e usou várias vezes o termo “patifaria” para se referir à Globo. Algumas frases de Bolsonaro dão aparência de um suposto descontrole. O risco de uma live é se expor a contradições. Bolsonaro caiu em contradições, usou palavras de baixo calão e alternou momentos de calma com destempero. Nos primeiros 10 minutos, tinha 40 mil observadores. O volume da audiência ia subindo, e o tom de voz de Bolsonaro subia junto. Em determinados momentos, punha os óculos, como que alterando o ponto de visão. Como se recebesse alguma orientação de alguém que o dirigisse para que elevasse o “descontrole”. Pausas davam a impressão de que recebia alguma mensagem, escrita ou falada. E xingava muito. Até a pronúncia errada do nome, “Mariella”, era repetida. Calculada como as menções a Adélio Bispo, o autor da suposta facada que o tirou da campanha para colocá-lo no topo da disputa eleitoral. Lembrou que Adélio foi filiado ao Psol e que gostaria que seu crime fosse melhor investigado. Isso no mesmo dia em que a bancada do Psol travou na Câmara uma batalha em defesa das aposentadorias e pensões do baixo escalão do segmento militar, apoiadores de Bolsonaro que o classificaram de traidor, e que acabou em privilégios reservados ao pessoal de alta patente. Bolsonaro manteve o tom elevado quando a audiência chegava perto de 105 mil views, e a curva começou a descer. Seria o ápice. “Parem de trair o brasil. Vocês não estão traindo a mim, estão traindo o Brasil”, disse, avisando à Globo que acabou a “mamata”, lembrando o fim do aporte de “bilhões” em publicidade estatal. “Peço ao Conselho do Ministério Público que supervisione esse processo, o meu e o do Flávio. E vejam as ilegalidades. Estão investigando também meu filho Eduardo, o Carlos melhor dizendo. Informações da minha família do Vale do Ribeira, foram investigados… Esculacharam a avó da minha esposa, que foi presa por tráfico. Foi presa sim por tráfico, uma senhora que está com 80 e poucos anos de idade. Faz a covardia com ela para atingir minha esposa. O que minha esposa tem a ver com a avó dela que foi presa sim por tráfico? Também a acusação da mãe da Michele, que tem problema na Justiça com falsidade ideológica. Teve sim problema, mas por que essa exposição? A mesma revista Época é a fonte das mentiras, dos fake news contra minha família”, disse, reconhecendo os crimes de que são acusados alguns de seus familiares. “Vocês apostaram me derrubar no primeiro ano e não conseguiram”, disse à Globo o presidente que completa 10 meses de governo esta semana. “Estou fazendo uma viagem de sacrifício, 10 dias longe da família, ralando o dia todo. E vocês, Rede Globo, o tempo todo infernizam a minha vida, porra”, espumou o presidente da República, que desde o último dia 21 se encontra em viagem iniciada pelo Japão, passando pela China, Emirados Árabes e Arábia Saudita, em encontro com príncipes em hotéis cujas diárias chegam a R$ 35 mil. “Se vocês tivessem o mínimo de decência, por saber que o processo corre em segredo de Justiça, não poderiam divulgar. O caso Flávio é a mesma coisa: é laranjal, laranjal, laranjal o tempo todo”, disse, perturbado com a investigações que tratam de caixa 2 no seu partido, o PSL, e da coleção de funcionários fantasmas ligados a seu gabinete, de seu filho, e da relação destes com sua família e sua história política no estado do Rio de Janeiro. Insinuou que os vazamentos das informações poderiam ter a mão do governador Wilson Witzel (PSC), que comanda o sistema de segurança do Rio. Endereçou ao governador, pretenso candidato presidencial em 2022, algo parecido com um recado: só venceu a eleição por estar “colado” em Flávio o tempo todo durante a campanha em 2018. “É um desgaste pra todo mundo da minha família, todo mundo é suspeito na minha família. Querem prender um filho meu. Quando prender um filho meu, vão estar satisfeitos. Quem sabe agora ele capture, venha conversar conosco. Não vou conversar com vocês da TV Globo”, afirmou, apesar de, durante a mesma live, ter criticado a repórter Delis Ortiz, que faz a cobertura da viagem presidencial para a Globo, por não ter tentado ouvi-lo sobre a reportagem que seria veiculada pelo Jornal Nacional. “Temos uma conversa em 2022. Tenho de estar morto até lá. Porque o processo de renovação da concessão não vai ser perseguição. Nem para vocês, nem para TV, nem rádio nenhuma. O processo tem de estar enxuto, tem de estar legal. Não vai ter jeitinho para vocês nem para ninguém. É essa a preocupação de vocês? Continuem fazendo essa patifaria