Seu Jair, por acaso, tem dedo do seu filho Carlos, na morte de Marielle?

Polícia trabalha com tese de envolvimento de Carlos Bolsonaro no caso Marielle Informação foi publicada pelo jornalista Kennedy Alencar. “Segundo essa linha de investigação, o vereador teria uma relação próxima com o Ronnie Lessa”, diz ele – O jornalista Kennedy Alencar trouxe uma informação de bastidor sobre as investigações da execução da vereadora Marielle Franco na Rádio CBN na noite desta quarta-feira 30: A Polícia Civil do Rio trabalha com hipótese nova, de envolvimento do vereador Carlos Bolsonaro neste caso, que está há 616 dias sem solução. Segundo essa linha de investigação, o vereador teria uma relação próxima com o Ronnie Lessa, acusado de ter disparado contra Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Carlos e Marielle tiveram uma discussão forte na Câmara Municipal. Havia um clima de hostilidade entre os dois. A polícia trata com cautela essa hipótese, mas ela faz parte da apuração do caso. O leque está em aberto.

O genocídio da juventude negra no Brasil – Por Leonardo Queiroz –

 A morte sistemática de jovens negros no Brasil é uma realidade que estampam capas de noticiários dentro e fora do país. O movimento negro, além de enterrar os corpos, daqueles que não desaparecem misteriosamente, vem diariamente denunciando o assombroso aumento do número de homicídios da nossa juventude. Alguns grupos definem este cenário de morte como sendo de extermínio da juventude negra, outros defendem a existência de genocídio. Meu objetivo é tentar analisar, ainda que de maneira preliminar, se há elementos suficientes para considerar que esse conjunto de homicídios pode ser enquadrado como crime de genocídio. As linhas que seguem visam contribuir para um debate que é definidor dos rumos do país e vital para comunidade negra. O signo genocídio surgiu da junção da palavra grega génos que significa raça, povo, tribo ou nação e da palavra latina caedere que quer dizer destruição, aniquilamento, ruína ou matança. Assim, genocídio quer significar a destruição de uma raça. A ONU, após os absurdos produzidos pelo Nazismo, onde se tentou destruir uma raça dita inferior, e a instituição do tribunal de exceção de Nuremberg em 1948 para julgar estes crimes, criou a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio. Embora a norma internacional tenha sido editada há quase sete décadas, foram vários casos os de mortandade direcionados a grupos específicos durante a vigência da regra em comento. Situação que leva a alguns estudiosos a afirmarem que a Convenção apenas pune este tipo de delito, porém não impede sua realização. Em terras estrangeiras são diversos os episódios de genocídio pós Convenção, a exemplo do assassinato de cerca de 800 mil pessoas em Ruanda, ou das vidas ceifadas nos conflitos no Camboja, no Oriente Médio, na Chechênia, Timor Leste dentre outros. No plano nacional vale ressaltar que a República Federativa do Brasil ratificou a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio em 1952, por meio do Decreto nº 30.822. A aludida Convenção define genocídio como sendo crime contra a humanidade e que consistente em matar membros de um grupo nacional, étnico, religioso ou pertencente a determinada raça, com o fim de destruição total ou parcial desse grupo. Assemelha-se, ao crime de genocídio, a conduta de causar lesões graves a membros de grupo, submetê-los a condições de existência, físicas ou morais, capazes de ocasionar a eliminação de todos os seus membros ou parte dele, forçá-los à sua dispersão, impor medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo e efetuar coativamente a transferência de crianças do grupo para outro grupo. Além de exemplificar as condutas que configuram o crime genocídio, a ONU traz, ainda, expressamente a possibilidade de acionar o Tribunal Penal Internacional para atuar nestes casos. Por ter ratificado a norma internacional e em cumprimento a determinação disposta em seu Art. 5, o ex-Presidente Juscelino Kubitschek sancionou a Lei nº 2.889/56 cujo o objetivo é definir as práticas criminosas e culminar as respectivas penas. Aqueles condenados pelo crime de genocídio podem sofrer pena de detenção de até 33 anos. Oportuno é enfatizar que a lei em debate ainda vigora no país, mesmo sem a devida eficácia. Após a ter delineado o conceito de crime de genocídio, o exercício agora é observa se existe a subsunção do fato a norma. O reinterado assassinato de jovens negros no Brasil pode ser definido como genocídio? Enquadra-se em algumas das possibilidades trazidas pela Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio e/ou pela Lei nº 2.889/56? No meu sentir, a resposta para esta indagação teima, infelizmente, em ser positiva, se não, vejamos… Ao analisar os dados do Mapa da Violência no Brasil observo que na década compreendida entre 2002-2012 há uma significativa queda no número de homicídios de jovens brancos, ao passo que aumenta o morticínio de jovens negros. Enquanto em 2002 morriam 10.072 jovens brancos para cada 100 mil habitantes, esse número decai para 6.823 em 2012. Não obstante, o número de homicídios de jovens negros saltou de 17.499 para 23.160 no mesmo período. Houve um decréscimo de 32,3% na morte de jovens brancos ao passo que os jovens negros vitimados aumentaram 32,4%, é dizer que para cada branco morto, morrem 2,7 negros. Outro dado a ser observado é que no ultimo ano da série (2012) houve um crescimento de quase 10% nos homicídio de jovens negros, com atenção especial para Bahia que a taxa de jovens negros mortos duplicou, números inadmissíveis em tempos de paz. A partir da análise da Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio, da Lei nº 2.889/56 e do paulatino crescimento do número de homicídios onde as vítimas são majoritariamente jovens negros, é fácil a percepção que vivenciamos o crime de genocídio da juventude negra brasileira. Neste ínterim, as linhas que estas antecedem demonstram indubitavelmente que o caso concreto enquadra-se, de modo evidente, nos tipos penais contidos na citada convenção e na lei penal extravagante. Isso posto, cabe ao Estado brasileiro, além de adotar medidas para por fim ao genocídio, atuar na direção de sedimentar algumas medidas que ajudarão a diminuir a mortalidade de nossa juventude, a exemplo da extinção do auto de resistência, da descriminalização do uso de drogas e a permanência da maioridade penal em 18 anos. Via Portal Geledés

Presidente disse que preferia um príncipe do seu lado do que um milico

Bolsonaro ofende Hamilton Mourão ao dizer que não o queria como vice Acossado pela presença de Lula no cenário político, Jair Bolsonaro volta a olhar para Hamilton Mourão como uma sombra indesejada. Ele disse que preferia o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança como seu vice, e não o general. Ele disse: “você deveria ter sido meu vice, e não esse Mourão aí. Eu casei, casei errado.” A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “o príncipe diz nunca ter nutrido um sentimento negativo por ter sido preterido. “Basicamente ele reconheceu publicamente o que estava nos bastidores. Eu entendo que no mundo político há muitas artimanhas, conspirações.” A matéria ainda sublinha a fala do príncipe: “o Bolsonaro não precisava de mim para ganhar a eleição. Precisava de alguém que fosse simplesmente leal. Na época, até fiquei aliviado porque ele me liberou para fazer outras coisas.” Eduardo Bolsonaro também queima Mourão e diz que “príncipe” não foi vice por dossiê sobre agressões a mendigos ‘Quem era Marielle?’, pergunta Eduardo Bolsonaro Difícil entender a motivação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) numa postagem em que tenta esclarecer os bastidores da escolha do vice do pai. Isso porque, nos seus tweets, ele conseguiu rifar o atual vice Hamilton Mourão e também lançar a suspeita de que o “príncipe” Luiz Bragança seria um agressor de mendigos. Confira: Eduardo Bolsonaro ✔@BolsonaroSP Sinto-me na obrigação de falar sobre a questão do Príncipe @lpbragancabr pois fui testemunha ocular Qnd JB pagou missão para Bebiano, q só andava c/ Julian Lemos, encontrar um vice todas as tentativas sempre davam errado: (siga lendo a thread) https://twitter.com/lpbragancabr/status/1194655419043586048 … Luiz P. O. Bragança ✔@lpbragancabr O presidente não mencionou o Mourão na conversa com os deputados. Eduardo Bolsonaro ✔@BolsonaroSP  · 18h Replying to @BolsonaroSP Porém,no caso do Príncipe há uma particularidade. Carlos e eu havíamos conversado com ele,JB estava de acordo e até sábado ele seria o vice.O último dia do prazo era domingo. De sábado para domingo chegou p JB um informe de que Príncipe saia de madrugada a agredir mendigos na rua Eduardo Bolsonaro ✔@BolsonaroSP Mesmo sendo algo estranho essa nova informação trouxe receio. No final optou-se pelo Gen.Mourão faltando horas para encerrar o prazo p oficializar a chapa. O PRTB fazia a sua convenção em SP, assim como nós do PSL, e JB compareceu ao evento do PRTB p junto c/ Mourão dar a notícia.   Luiz Philippe de Orleans e Bragança diz que não é gay e nem sabe onde se faz suruba gay De acordo com Frota, Bolsonaro não o escolheu por ter um vídeo onde ele participava de uma “suruba gay” Será que este príncipe do Bozo morde fronha?  O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-RJ), conhecido como “Príncipe”, enviou áudio a um grupo de ativistas onde afirma que não é gay e “nem sei onde é que faz suruba gay”. Ele responde à coluna de Mônica Bergamo a revelação feita pelo deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) sobre os motivos que levaram o presidente Jair Bolsonaro a vetá-lo como vice. De acordo com Frota, Bolsonaro não o escolheu por ter um vídeo onde ele participava de uma “suruba gay”. “Eu não sou gay afirma Orleans e Bragança no áudio, rindo. Segundo ele, “talvez isso até me ganhe vários pontos aí com a comunidade LGBT”. Mas não seria verdadeiro. Segundo o “Príncipe”, Bolsonaro explicou que não o convidou porque recebeu dossiês de Gustavo Bebianno, então coordenador de sua campanha presidencial, que o desabonariam. “Ele [Bolsonaro] falou alguma coisa que o Bebianno armou para cima de mim, montou um monte de dossiê lá contra mim. E que ele, baseado nisso, tomou a decisão. Falou ‘não, é Mourão [que será candidato a vice]’. Mas deveria ter sido eu porque em função desses dossiês que ele tomou a decisão”, afirma Orleans e Bragança. “Ele não falou assim ‘ah, o Mourão é uma porcaria’”, diz o deputado. Veja abaixo a transcrição completa do áudio: Bom dia, amigos. Eu queria esclarecer algumas coisas que estão circulando com relação a essa Mônica Bergamo aí. A reunião lá com o presidente de formação do partido, da Aliança, ela foi muito boa. Ele só reconheceu publicamente que ele falou alguma coisa que o Bebianno tava, armou para cima de mim, montou um monte de dossiê lá contra mim. E que ele baseado nisso tomou a decisão. Falou ‘não, é Mourão’. Mas deveria ter sido eu porque em função desses dossiês que ele tomou a decisão. Ele não falou assim “ah, o Mourão é uma porcaria”, ou “que pena que não foi você, é esse Mourão”. Ele nunca falou nesse contexto. Então a Mônica obviamente que está querendo criar uma divisão aí que não existe. Tá? O Mourão tá muito bem com o Jair e eu estou muito bem com o Mourão e com o Jair. Não tem divisão nenhuma aí. Com relação ao Frota, falando de fotos e o cacete a quatro. Parece que fazia parte aí desse dossiê do Bebianno que tinha fotos minhas fazendo sei lá o que de suruba gay com não sei o que. Ou de uma outra denúncia também fake que era, que eu batia em mendigo, alguma coisa assim. Então, ou seja, não tem notícia nenhuma, não tem como me pegar. E inventam coisas, né? Então eu não sou gay nem sei onde é que faz suruba gay (rindo). Mas, enfim, talvez isso até me ganhe vários pontos aí com a comunidade LGBT (risos). De qualquer maneira, é disso que o louco lá do Frota tá se referindo. Enfim. Só deixando isso claro para o grupo. E talvez nas redes aí afete aí alguma coisa. Mas eu vou ter que escrever alguma coisa. Porque esses idiotas ficam escrevendo essas babaquices. Mas, enfim, só queria posicionar isso aí com relação à criação partido internamente e com essas fake news aí do Frota. Um bom dia pra vocês todos e estou disponível. Um abraço.

TRF-4 derruba a sentença “Ctrl C e Ctrl V” da juíza morista Gabriela Hardt

 A 8ª Turma do Tribunal Federal da 4ª Região acatou apelação e anulou a sentença da juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal em Curitiba. Um trecho do despacho destaca de maneira devastadora a inconsistência da sentença: “reproduzir, como seus, argumentos de terceiro, copiando peça processual sem indicação da fonte, não é admissível” Do Conjur – Reproduzir, como seus, argumentos de terceiro, copiando peça processual sem indicação da fonte, não é admissível. Com esse entendimento, a 8ª Turma do Tribunal Federal da 4ª Região acatou apelação e anulou a sentença da juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal em Curitiba. O cargo hoje é ocupada pelo titular juiz Luiz Antônio Bonat. Em sua manifestação, o desembargador Leandro Paulsen afirmou que acompanha integralmente o voto do relator João Pedro Gebran Neto e salientou que a sentença é nula por afronta ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, que determina que todos os julgamentos do Poder Judiciário serão públicos e fundamentadas todas as decisões. O magistrado ainda argumenta que no caso em questão se constatou, de fato, que a “sentença apropriou-se ipsis litteris dos fundamentos das alegações finais do Ministério Público Federal, sem fazer qualquer referência de que os estava adotando como razões de decidir, trazendo como se fossem seus os argumentos, o que não se pode admitir”. Paulsen ainda pondera que se admite as citações de alegações do MPF, mas reitera que copiar peça processual sem indicação da fonte não é admissível. O magistrado ainda salienta que decidiu se manifestar no acórdão para que em futuras sentenças o mesmo vício não seja reproduzido. Outra irregularidade do processo é o uso de grampo telefônico de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná que tem prerrogativa de foro, e omitiram essa irregularidade da juíza. Mesmo a defesa demonstrando essa irregularidade com base nas contas do telefone funcional do conselheiro, a magistrada proferiu a sentença e depois mandou abrir um inquérito policial. A defesa dos apelantes foi feita pelos advogados Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto e Rodrigo Castor de Mattos. Similaridade O argumento aceito pelo colegiado da 8ª Turma do Tribunal Federal da 4ª Região nesse caso é muito similar ao alegado pelos advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin e Valeska Martins no caso do sítio de Atibaia (SP). Na ocasião, a defesa do ex-presidente pediu em fevereiro deste ao Supremo Tribunal Federal que fosse juntada ao processo uma perícia feita pelo Instituto Del Picchia que sustenta que a juíza Gabriela Hardt copiou trechos da sentença do então juiz Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá (SP). O argumento de Zanin é que a perícia mostra que a juíza, que substituiu Moro no julgamento da “lava jato” quando ele deixou a função, não julgou o caso e apenas formalizou uma condenação pré-estabelecida. O parecer pericial, feito por Celso Mauro Ribeiro Del Picchia, diz que existem provas de forma e de conteúdo da cópia. No primeiro caso, paridades de cabeçalhos e rodapés, determinações das margens, a extensão das linhas, os espaçamentos interlineares e entre parágrafos, as fontes e seus tamanhos, os títulos e trechos destacados em negrito e centralizados. Quanto ao conteúdo, ressalta a existência de trechos repetidos e até mesmo um ponto no qual a juíza Gabriela Hardt cita o “apartamento”, quando estava julgando o caso do sítio. A confusão seria com a outra ação penal em que Lula foi condenado, que envolve um apartamento no Guarujá, em São Paulo.

In Fux We Trust: Ministro suspende processo contra Dallagnol

 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux decidiu que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) não poderá julgar na sessão desta terça-feira (12) uma ação disciplinar contra o procurador Deltan Dallagnol. Mesmo assim, outras duas ações contra o procurador estão pautadas para sessão desta terça (12), que deve começar às 9h. A ação suspensa por FUX foi aberta para apurar suposta “manifestação pública indevida” em uma entrevista à rádio CBN, concedida em agosto de 2018. Na fala, Dallagnol criticou a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que passam à sociedade uma mensagem de leniência com a corrupção. O procedimento foi aberto a pedido do presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Leia também: –Intercept revela que Barroso, Fachin e Fux blindaram a Lava Jato no STF -Dallagnol e Fux não têm limites: em conluio com banqueiros falam de Lava Jato e eleições –Novas mensagens indicam que Moro e Dallagnol agiam em conluio com Fux Em outro caso, que deverá ser julgado nesta terça-feira, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) alega que Dallagnol compartilhou detalhes sigilosos sobre uma investigação da Lava Jato. Também está em tramitação outra ação proposta pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Com informações da Agência Brasil.

Aras manda pedido de prisão de Lula pra MP de São Bernardo

 A mando de Bolsonaro, deputados do PSL recorreram à Lei de Segurança Nacional (LSN) para pedir novamente a prisão de Lula, alegando que ele incitou a violência em seu discurso sábado (9) em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Alçado por Jair Bolsonaro à Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras informou aos deputados do PSL que protocolaram um pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente Lula nesta segunda-feira (12) que o caso será enviado ao Ministério Público de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde o ex-presidente tem residência fixa. A mando de Bolsonaro, os deputados recorreram à Lei de Segurança Nacional (LSN) para pedir novamente a prisão de Lula, alegando que ele incitou a violência em seu discurso no último sábado (9), em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Em entrevista ao site O Antagonista, porta-voz da Lava Jato e de Sergio Moro, Bolsonaro já havia ameaçado usar a LSN contra Lula. “Temos uma Lei de Segurança Nacional que está aí para ser usada. Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse elemento, que por ora está solto, infringem a lei. Agora, nós acionaremos a Justiça quando tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos”. O medo de Bolsonaro é que o país vá às ruas, como acontece no Chile, onde manifestantes reivindicam mudanças no governo Sebastián Piñera. O filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), disse em entrevista que se ocorrer no Brasil o que acontece no país andino, é possível reimplantar um novo AI-5.

Milton Nascimento, o Bituca, sobre Lula: ‘Ele vai voltar”

 Cantor mencionou ex-presidente durante show em Brasília A surpreendente reação do Bituca – apelido carinhoso de Milton Nascimento, ao coro de “Lula Livre” e o delírio do público Durante apresentação de Milton Nascimento, em Brasília, na quinta-feira (7) passada, o público puxou o tradicional coro de “Lula Livre”. O fato premonitório se deu um dia antes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser libertado. A surpresa, no entanto, ficou por conta da reação do cantor. Milton esperou o silêncio da plateia para dizer: “Ele vai voltar”. O público foi ao delírio. *Com Guilherme Amado – Época Quem é Milton Nascimento? Milton Nascimento (1942) é um cantor e compositor brasileiro, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. Ele nasceu no Rio de Janeiro, no dia 26 de outubro de 1942. Ainda criança já mostrava interesse pela música. Com dois anos ficou órfão de mãe, passando a morar com a avó em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Com seis anos foi morar em Três Pontas com os pais adotivos, o bancário e professor de Matemática Josino Campos e a professora de Música Lília Campos. Com 13 anos ganhou seu primeiro violão. Aos 15 anos, Milton criou com Wagner Tiso, seu amigo de infância, o grupo vocal Som Imaginário. Logo depois criaram o W’s Boys, com Milton, Wagner, e seus irmãos Wesley e Wanderley. O grupo se apresentava nos bailes da região. Em 1963, Milton mudou-se para Belo Horizonte, para fazer o vestibular para Economia, mas a música predominou. Na época, formou com Lô Borges, Beto Guedes, Márcio Borges e Fernando Brant, o Clube da Esquina. Em 1966 foi para São Paulo, mas estava difícil conseguir que suas músicas fossem gravadas. A sorte começou a mudar em setembro desse mesmo ano, quando conheceu Elis Regina, que gravou “Canção do Sal”, sua primeira música. Em 1967, Milton Nascimento teve três músicas classificadas no Festival Internacional da Canção da TV Globo, que consagrou o cantor como o melhor intérprete, e a música “Travessia”, composta em parceria com Fernando Brant, conquistou o segundo lugar no festival. As outras duas canções classificadas foram “Maria, Minha Fé” e “Morro Velho” que ficou em sétimo lugar. Nesse mesmo ano lançou seu primeiro disco solo e realizou diversos shows. Em 1968, deu início à sua carreira internacional, excursionando pelos Estados Unidos, onde gravou o disco “Courage”. Em 1972 lançou, junto com Lô Borges, o álbum “Clube da Esquina”. Com o sucesso, Milton gravou com Wayne Shorter e Sarah Vaughn e, em 1994, em “Angelus”, reuniu vários convidados internacionais, como o ex-vocalista do grupo inglês Yes, John Anderson. Com uma longa carreira, Milton lançou diversos álbuns e conquistou vários prêmios, entre eles, quatro Grammy. Seu nome esteve diversas vezes na lista dos melhores das publicações “Down Beat” e “Billboard”. Entre suas músicas de sucesso estão: “Travessia” (1966), “Sentinela” (1969), “Clube da Esquina” (1970), “Cais” (1972), “Nada Será Como Antes” (1972), “Fé Cega, Faca Amolada” (1975), em parceria com Beto Guedes, “Ponta de Areia” (1975, “Maria, Maria” (1979), “Canção da América” (1980), “Caçador de Mim” (1981), “Coração de Estudante” (1983) e “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor” (2002). Em 2013, o cantor lançou o álbum “Uma Travessia, 50 anos de Carreira Ao Vivo”. Em 2015, Milton Nascimento lançou o CD “Tamarear”, junto com Dudu Lima Trio, uma homenagem aos 35 anos do Projeto Tamar, que trabalha na proteção das tartarugas marinhas

O MPF do B. B, de Bolsonaro e de barbárie – Por Fernando Brito

 O Valor publica hoje matéria do repórter Cristian Klein mostrando como se alastrou no Ministério Público o bolsonarismo militante. – Direito deles, embora surpreenda que alguém possa ser fiscal da lei e das garantias individuais e, ao mesmo tempo, defender quem faz apologia da tortura, da ditadura e até do assassinato dos que merecem ser “levados para a ponta da praia”. O problema é que, em lugar de objetarem por seu impedimento, quando tratam de casos que possam envolver o capitão do qual são adeptos, seguem dizendo que têm completa imparcialidade para conduzi-los, como aconteceu com a promotora do MP do Rio que se apressou em dizer que o porteiro do Vivendas da Barra mentiu quando disse que foi a voz do “Seu jair” que autorizou a entrada de um pistoleiro no condomínio e acontece com o promotor federal Douglas Ribeiro, encarregado do inquérito pedido por Sérgio Moro contra o malsinado porteiro. O grupo, autointitulado “MP-Pro Sociedade”, prega abertamente o endurecimento não só das leis, mas também dos militares: “Se você é militar, juiz, MP, deve priorizar a sociedade, a vítima inocente. Não seja promofofo!!!”. Promofofo, esclarece-se, é o membro do Ministério Público que se preocupa com a garantia dos direitos humanos. Reproduzo um trecho do extenso trabalho de Klein: Entre os fundadores do movimento estão promotores e procuradores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) que não escondem a preferência política nas redes sociais, como Marcelo Rocha Monteiro, Flávia Ferrer e Eduardo Paes Fernandes. Monteiro é ex-marido de Carmen Eliza, que teve a imparcialidade questionada depois de serem reveladas postagens em que posou com uma camisa com o rosto do então candidato ao Planalto e a legenda: “Bolsonaro presidente”. Um dos porteiros do condomínio de Bolsonaro associou o presidente aos acusados de matar Marielle, mas as promotoras do caso, entre elas Carmen, desmentiram a versão. Um dos integrantes mais atuantes da ala conservadora do MP, Monteiro não vê problema em ter, em suas próprias palavras, um “monte” de postagens políticas no Facebook. No ano passado, o procurador de Justiça publicou foto em ato de campanha em que vestia camisa de apoio a Bolsonaro e Wilson Witzel, eleito governador. À frente do boneco inflável Pixuleco, representando o ex-presidente Lula como presidiário, fazia o gesto de arma com as mãos popularizado pelo atual presidente da República. Monteiro diz que é “meio inevitável” que a corrente mais à direita do MP apoie Bolsonaro. “Para quem se identica com o conservadorismo a liderança é o Bolsonaro. A ala progressista não está identicada com o Psol e com o PT?”, rebate. Uma única pergunta desmonta estes argumentos: e se promotores do caso Marielle estivessem com camisetas do “Lula Livre”, o que ele iria dizer? Via Tijolaço

Seja bem-vindo, Lula. Por Fernando Brito

Estávamos mesmo precisando de você, presidente. Enquanto você estava lá, naquela cela-sala (ou sala-cela, sei lá), a coisa aqui piorou um bocado. Ficamos mais pobres, ficamos mais brutos, ficamos mais tristes, encolhemos nossas esperanças. Em lugar de matar a fome, como se fez nos seus tempos, simplificaram o programa: o negócio virou só matar, mesmo. Não era melhorar as cabecinhas, era mirar nelas. Aquelas “arminhas” com os dedos, da campanha, viraram de verdade, com o sujeito que puseram na presidência dizendo que uma Glock na cintura era o caminho da paz. As universidades, que você abriu como nunca antes na história deste país, deixaram de ser progresso para virarem, dizem eles, balbúrdia. Aposentadoria voltou a ser coisa de vagabundo, como aquele presidente boca-mole – até hoje recalcado de nunca ser amado como você – dizia. Aquele petróleo, que a sua turma descobriu e que ia ser nosso bilhete de loteria, tentaram vender, mas nem assim compraram, porque nossa imagem está mais suja que praia do Nordeste. Até este mal fizeram aos “paraíbas”, que é como eles chamam os nordestinos. O salário não subiu, como no seu tempo, nem vai subir, já prometeram. O emprego empacou em 12,5 milhões de desempregados e a garotada pedala, de caixa térmica nas costas, para ganhar cinco reais por encomenda. É o que temos, já dizia o outro, não é. Porque, sem isso, é a calçada, a cama de papelão, o “o senhor me dá uma ajuda para comprar um pão?”. Está cheio de gente na rua, Lula, você não faz ideia de quantos. Dá tristeza andar na rua, presidente. Tanta, que às vezes não o perdoo por nos ter feito acreditar que isso ia acabar, me desculpe. E nem falei como anda a nossa cara lá fora, humilhada por toda a parte, como se aqui fosse um país de selvagens. Selvagens, não índios, porque estes estão mais ameaçados que a ararinha-azul. É garimpo ilegal, é agrotóxico liberado, é cana na Amazônia, é tanta sandice que parece que querem nos tornar malditos no mundo. Não convém, para quem recém se achega de volta neste Brasil da rua, dar tanta má notícia, eu sei, mas nada é pior do que a gente ter virado bruto, ao ponto de ter gente urrando por ditadura, tortura, por porrada e tiro. Por isso, paro por aqui, porque esta é uma carta de boas-vindas, num dia de festa. Só não posso deixar de pedir uma coisa, injusta até para quem tem 74 anos e, depois desta provação, merecia descansar. Nos tire da prisão, Lula. Estamos enfiados num buraco imundo e triste, onde não podemos viver, onde não podemos sonhar, de onde não podemos ver nossos filhos e netos saindo, onde não podemos querer o melhor para eles, que para nos não queremos mais nada, que muito a vida já nos deu. Precisamos de você, Lula, porque é você quem pode catalisar a imensa força de um povo que não é mau, que não é insensível, que não é obtuso como as elites que o dirigem para o caos. Obrigado, Lula, por voltar para nós.

A suspeição de Moro e a condenação de Deltan Dallagnol estão a caminho

 Tudo leva a crer que a Lava Jato sofrerá duas importantes derrotas: a suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, no julgamento do caso Triplex do Guarujá, e da provável condenação do Procurador Deltan Dallagnol, que será julgado na próxima terça-feira Em pânico com a possibilidade de Lula deixar a prisão nos próximos dias, a revista Crusoé – ligada ao mesmo grupo do Antagonista, que se protagonizou por fazer o papel de porta-voz da Lava Jato -, diz em edição liberada nesta sexta-feira (8) que a “nova postura” do Supremo Tribunal Federal (STF), após derrubar a prisão em segunda instância que pode libertar Lula, abre caminho para a suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, no julgamento do caso Triplex do Guarujá. A defesa do ex-presidente Lula alega uma porção de eventos que indicaria a suspeição do juiz, como a divulgação ilegal de um grampo também ilegal de uma conversa sua com a então presidente Dilma; a intervenção de fato descabida quando um juiz substituto do TRF-4 concedeu habeas corpus ao ex-presidente, suspenso em seguida; a liberação de trechos do depoimento de Palocci com acusações contra o PT dias antes das eleições e, por óbvio, o fato de o juiz ter aceitado o cargo de ministro da Justiça. Sim, a defesa do ex-presidente anexou diálogos entre Moro e Deltan Dallagnol, em que fica escancarada a intervenção do então juiz no processo que dizia respeito ao tríplex Dallagnol A previsão é que Deltan Dallagnol seja condenado por 8 votos a 3. A ação, movida pelo presidente do STF, Dias Toffoli, pede que o procurador seja punido por dizer em entrevista que as decisões tomadas por ministros da corte passam a mensagem de leniência com a corrupção Nas cordas desde que as conversas divulgadas pela Vaza Jato revelaram o conluio político em torno da Lava Jato, Deltan Dallagnol está prestes a sofrer uma grande derrota na próxima terça-feira (12), quando o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deve julgar a ação movida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, pedindo punição ao procurador por afirmar que decisões da corte passam uma mensagem de “leniência”. A previsão é que Dallagnol seja condenado por 8 votos a 3, o que pode influenciar em uma possível destituição do procurador do comando da Lava Jato. A única possibilidade de Dallgnol se safar da punição está nas mãos do procurador-geral da República, Augusto Aras, que pode não listar o processo para julgamento. Dessa forma, a ação corre o risco de prescrever, se for julgada este ano, criando embaraço na relação do PGR com o Supremo. Processo A ação que será levada a julgamento no CNMP tem origem em uma entrevista à rádio CBN em agosto de 2018, quando Dallagnol afirmou que decisões tomadas pelos ministros Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski passam a mensagem de leniência com a corrupção. Com informação da Revista Fórum e do blog de Reinaldo Azevedo