Com Bolsonaro não dá mais, sacramenta o jornal O Globo

A mídia conservadora, que foi peça-chave na perseguição a Lula e no golpe contra Dilma Roussef, agora volta-se contra sua “criatura” e novamente sob a liderança de O Globo tenta definir os destinos do país. Agora, decreta o fim do governo Bolsonaro. O jornal da família Marinho, a Folha de S.Paulo e o Estado de S.Paulo publicaram editoriais hoje praticamente “derrubando” o presidente. O Globo decretou: “Não é possível governar assim”. O próximo passo será a adesão da mídia conservadora ao projeto de impeachment já em curso. Em seu editorial, sob o título “Não se governa por meio de confrontos” O Globoafirma: “Parece não se tratar apenas de uma fase de adaptação do candidato ao cargo que conquistou pelo voto. Casos como este das universidades, o da atuação de milícias digitais contra supostos adversários de Bolsonaro, além de outros exemplos, apontam para um perigoso estilo de governar pelo confronto, em meio a bate-bocas e xingamentos. Por óbvio, não dará certo na democracia. Não é possível governar assim.” O editorial da Folha de S.Paulo proclama:”O obscurantismo agressivo do governo Jair Bolsonaro (PSL) converteu o crucial debate sobre o financiamento do ensino superior público, já tardio no país, em um confronto de bandeiras ideológicas.” Já O Estado de S.Paulodecreta: “Invocando sempre a necessidade de satisfazer seus eleitores, malgrado o fato de que foi eleito para governar para todos, Bolsonaro tem contribuído para transformar debates importantes em briga de rua.” E prossegue: “Bolsonaro isola-se, num momento em que o País precisa de liderança e inteligência política para construir as soluções para a gravíssima crise ora em curso. São cada vez mais preocupantes os sinais de que o presidente não tem os votos necessários para aprovar no Congresso nem mesmo projetos de lei banais”.

Investigação sobre Flávio Bolsonaro pode atingir milícias, PSL e primeira-dama

A ampla quebra de sigilo bancário e fiscal pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pode atingir todo o entorno do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente e atingir até mesmo a primeira-dama, Michele Bolsonaro. Reportagem de Catia Seabra e Italo Nogueira na Folha de S.Paulo aponta que a investigação poderá ter desdobramentos em outras apurações no entorno de Flávio Bolsonaro. Milícias, a atuação do PSL no estado do Rio de Janeiro, liderado pelo hoje senador Flávio Bolsonaro, a primeira-dama e a ex-mulher do presidente Bolsonaro podem ser atingidos pela investigação. A quebra dos sigilos poderá esclarecer episódios relacionados a esses grupos de pessoas. Um dos mais implicados, o ex-assessor de Flávo Bolsonaro, Fabrício Queiroz indicou para o gabinete do então deputado estadual duas parentes de um ex-PM acusado de comandar uma das milícias mais violentas do Rio. A investigação pode chegar ao cheque de R$ 24 mil, correspondente a um pagamento feito por Queiroz à primeira-dama, diz a reportagem.

Em editorial, Folha de São Paulo critica idiota inútil de Bolsonaro

O jornal Folha de S.Paulo publica editorial criticando a “idiotia inútil” do presidente da República Jair Bolsonaro e seu “obscurantismo agressivo”. “O obscurantismo agressivo do governo Jair Bolsonaro (PSL) converteu o crucial debate sobre o financiamento do ensino superior público, já tardio no país, em um confronto de bandeiras ideológicas”, diz o editorial. O jornal destaca que as grandes manifestações da última quarta-feira (15) em todo o país em defesa da educação evidenciaram o “desgaste precoce do governo Bolsonaro. O editorial critica as declarações do presidente da República contra os manifestantes que foram xingados pelo titular do Planalto de “idiotas úteis” que estariam sendo “usados como massa de manobra”. Leia a íntegra

Ele está descontrolado: Bolsonaro agride repórter da Folha

Demonstrando novamente falta de traquejo com a imprensa, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (16) que a Folha de S. Paulo não tem que contratar “qualquer uma” para trabalhar no jornal. A declaração foi dada nos Estados Unidos, após a repórter Marina Dias questionar o chefe do Planalto sobre o bloqueio de recursos no orçamento da educação. De acordo com o presidente, a jornalista tinha que entrar de novo “numa faculdade que presta e fazer bom jornalismo”. Bolsonaro disse ainda que esta Folha não pode contratar “qualquer uma para ser jornalista, ficar semeando a discórdia e perguntando besteira e publicando coisas nojentas por aí. É isso que vocês da Folha têm que fazer”, disse.​ Segundo a matéria do jornal, “enquanto respondia a pergunta, o presidente foi orientado pelo secretário de comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, a usar a palavra ‘contingenciamento’ e não ‘corte’ — expressão que o próprio Bolsonaro já havia utilizado em outros momentos durante a mesma entrevista”. Pela falta de recursos se faz contingenciamento. Todos os governos já fizeram isso, inclusive na Educação. Aqui nos Estados Unidos uma repórter da Folha desconhecia a diferença entre corte e contingenciamento. Nós explicamos. Assista: pic.twitter.com/Lz6WoAuecX

O arrependimento que não apaga as injustiças – Por Florestan Fernandes Júnior

Tenho visto muita gente arrependida por ter acreditado nas “boas” intenções do juiz que comandou a Lava Jato. Arrependimento que veio tarde, o estrago já está feito. E não foi pouco. A reputação de muita gente séria e honesta foi levada na correnteza das águas de uma lavagem que retirou pouca sujeira para o prejuízo que causou. Durante cinco anos, delações foram vazadas para a mídia corporativa dentro de um cronograma eleitoral e de manipulação política. Delações arrancadas a fórceps de empresários e políticos que foram trancafiados por meses e até anos em celas na República de Curitiba. O que se queria deles eram delações, de preferência as que comprometessem o PT e o ex-presidente Lula. E elas foram feitas, verbalmente, poucas com provas materiais. A condenação de Lula sobre o triplex do Guarujá é desprovida de qualquer prova material ou documental. O ex-presidente foi condenado a mais de 12 anos de prisão baseado apenas nas convicções de Sergio Moro, que aceitou como provas verdadeiras as declarações do presidente da OAS, Léo Pinheiro. Não vou aqui discutir a sentença. Centenas de juristas em todo o planeta são unanimes em afirmar que a condenação carece de provas. Recentemente o ministro Marco Aurélio Mello do STF afirmou ter dúvidas seríssimas sobre os crimes pelos quais Lula foi condenado no caso do triplex. Quando Sergio Moro aceitou o convite para ser ministro da Justiça de um presidente eleito que foi beneficiado pela condenação e prisão de Lula, feitas a toque de caixa e em tempo recorde, a máscara caiu. Já a roupa do ex-juiz caiu dias atrás, deixando-o nu em público, quando o presidente da República afirmou em entrevista que manterá seu acordo com Sergio Moro, para indicá-lo à primeira vaga que abrir no Supremo Tribunal Federal: “Eu fiz um compromisso com ele. Ele abriu mão de 22 anos de magistratura. A primeira vaga que tiver lá (no STF), estará à disposição”, afirmou Bolsonaro. A vaga deve abrir em novembro do ano que vem, quando o ministro Celso de Mello se aposentar. Portanto, o arrependimento dos que apoiaram a Lava Jato não é em relação ao Moro ministro que tropeça na língua pátria ou que não sabe dizer qual foi a última biografia que leu. É o Sergio Moro lá de trás, agigantado artificialmente pela Lava Jato, o da época em que condenou sem provas e retirou das eleições o mais impor tante líder político do país. Ao aceitar o Ministério e o acordo que teria feito por uma cadeira na Corte Suprema, Moro legitima a crença de que Lula é mesmo um preso político. Gostem ou não do ex-presidente, jornalistas, cineastas, intelectuais e artistas arrependidos, mais do que pedir desculpas, deveriam defender a liberdade de Lula. Sem ela não retomaremos nossa democracia, levada por jatos pouco republicanos. Florestan Fernandes Júnior é jornalista, escritor e integrante do Jornalistas pela Democracia

A fórmula Collor – Por Fernando Brito, do Tijolaço

Começa-se a sentir um cheiro de Collor no ar, como alguns percebem o cheiro da chuva antes que ela caia das nuvens. E, desta vez, sem o relâmpago e o trovão que foram, para aquele presidente, o confisco da poupança. Fora isso, vão se repetindo as “condições de temperatura e pressão” daqueles tempos. Um presidente eleito apenas contra a esquerda e – com um discurso antipolítica e contra “corruptos” e privilegiados, sem um partido, sem maioria própria no Congresso, acossado por manifestações crescentes da juventude e por escândalos de corrupção envolvendo seu círculo íntimo, inclusive com um personagem sombrio, como PC Farias, então. A fórmula da água, viu-se ontem, é bem sabida pelos que o Presidente chamou de “idiotas”, que foram se juntando e desabaram como um temporal sobre a aura de apoio majoritário que Jair Bolsonaro construiu com seu poderio nas redes sociais e o barulho de seus seguidores. Como se sabe, hidrogênio e oxigênio só viram H²O com uma descarga elétrica como a que tivemos ontem, em 200 cidades do país e que escorreu, caudalosa, por ruas, praças e avenidas. Resta saber se o ex-capitão vai, como o antecessor alagoano, vai continuar seguindo a fórmula do isolamento, aquela que levou ao enunciado do “não me deixem só”, ao método da “tropa de choque” e à aposta na privatização e no arrocho como programa econômico. Não há dúvidas que sua natureza pessoal e as forças políticas que dele se serviram o atraem para esta instável combinação entre comportamento autoritário e desastre administrativo. Uma descarga elétrica, ontem, cintilou pelas as ruas do país. Talvez Bolsonaro não saiba, mas ela é a fonte de ignição necessária para outro tipo de reação que produz – e muita – água. É a do nosso oxigênio, este pai da vida, com o metano, gás que exalam os organismos em putrefação.

Mulher de Bolsonaro entra na mira do Ministério Público

A versão de Jair Bolsonaro sobre os famosos cheques de Fabrício Queiroz depositados na conta da primeira-dama Michelle parece ser falsa, suspeitam os promotores do Ministério Público Federal encarregados do caso do caixa do clã. Bolsonaro garante que os dez cheques que Fabrício Queiroz depositou na conta de Michelle seriam devolução de um suposto empréstimo de R$ 40 mil. A informação sobre a suspeita do MP é do jornalista Guilherme Amado em sua coluna na Época. Segundo um investigador do caso, a quebra de sigilo bancário de Michelle não foi pedida pelo MP porque ampliaria demasiadamente o escopo dos alvos, composto de 95 pessoas. “O foco neste momento é em três núcleos: o da loja de Flávio, o do gabinete e o familiar. Em um eventual desdobramento, a primeira-dama pode se tornar alvo”, explicou um investigador do caso. Na avaliação dos investigadores, a quebra do sigilo de Flávio, de Queiroz e dos demais assessores e familiares irá esclarecer em definitivo se é falsa ou não a versão de Bolsonaro.

Bolsonaro tem 13 parentes nomeados em gabinetes da família

No documento que traz a lista dos 95 nomes cujos sigilos fiscais e bancários foram quebrados por TJ-RJ, constam os nomes de nove parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de seu filho mais novo, Jair Renan, informa reportagem de Juliana Dal Piva, Bruno Abbud e Ana Clara Costa na revista Época. “Além dos nove, outros três parentes de Ana Cristina ocuparam cargos no gabinete de Jair. A própria, inclusive, foi nomeada por Carlos Bolsonaro em seu gabinete na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Ana Cristina viveu em união estável com Jair por cerca de dez anos, entre 1998 e 2008. Assim, as 13 contratações podem configurar nepotismo”, diz trecho da matéria. Segundo a Época, entre as nomeações, está a do pai de Ana Cristina, José Cândido Procópio da Silva Valle, a irmã Andrea Siqueira Valle, os primos Juliana Vargas, Francisco Diniz, Daniela Gomes e os tios Guilherme Hudson, Ana Maria Siqueira Hudson, Maria José de Siqueira e Silva e Marina Siqueira Diniz. Ps parentes foram nomeados para exercer cargos de confiança no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) entre 2007 e o ano passado. Ao menos cinco deles também trabalharam como assessores no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, entre 2002 e 2007.

Por unanimidade, sexta turma do STJ decide soltar Temer e Coronel Lima

  A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (14), por unanimidade, conceder uma liminar (decisão provisória) para que o ex-presidente Michel Temer seja solto. Ele está preso preventivamente desde 9 de maio em São Paulo, no âmbito da Operação Lava Jato. A decisão vale também para o coronel João Baptista Lima, amigo do ex-presidente que é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como operador financeiro de Temer. Ambos devem ser soltos após comunicação às autoridades competentes. Os ministros do STJ determinaram ainda que, após a soltura, Temer e Lima não podem mudar de endereço, ter contato com outras pessoas físicas ou jurídicas investigadas ou deixar o país, além de ter de entregar seus passaportes à Justiça, caso já não o tenham feito. O ex-presidente ainda ficou proibido de exercer cargos políticos ou de direção partidária. No julgamento desta terça, prevaleceu o entendimento do relator do habeas corpus de Temer no STJ, ministro Antônio Saldanha Palheiros, para quem o decreto original de prisão foi incapaz de apontar algum ato delitivo recente que justificasse a prisão preventiva do ex-presidente. No momento, Temer está preso no Comando de Policiamento de Choque (CPChoque) da Polícia Militar, na região da Luz, centro da cidade de São Paulo. O coronel Lima encontra-se custodiado em um presídio militar. Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começa a julgar o habeas corpus protocolado pela defesa do ex-presidente Michel Temer. Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga habeas corpus protocolado pela defesa do ex-presidente Michel Temer – Superior Tribunal de Justiça Julgamento Em seu voto, o relator Antônio Saldanha Palheiro disse que além dos fatos que embasavam a prisão serem antigos, Temer não goza mais do prestígio político que tinha, pois “deixou a presidência no início deste ano e não exerce mais cargo de relevo”. O ministro acrescentou que no decreto de prisão “não foi tratado nenhum fato concreto recente do paciente para ocultar ou destruir provas”, um dos motivos pelos quais ele deve ser solto. Acompanharam o relator os ministros Laurita Vaz, Rogério Schietti e Nefi Cordeiro. O ministro Sebastião Reis Júnior se declarou impedido por já ter atuado em escritório que, no passado, prestou serviços à Usina de Angra 3, que é alvo das investigações que resultaram na prisão de Temer. Em seu voto, a ministra Laurita Vaz destacou ser normalmente rígida em casos envolvendo desvios de dinheiro público e disse que o Brasil “precisa ser passado a limpo”, mas ressalvou que “essa luta não pode virar caça às bruxas com ancinhos e tochas na mão, buscando culpados sem preocupação com princípios e garantias individuais que foram construídos ao longo de séculos”. O ministro Rogerio Schietti reconheceu que “o que se tem são sinais de corrupção sistêmica”. Ele, porém, considerou que, no caso específico, “nós temos fatos que isoladamente considerados se distanciam um pouco no tempo, trazendo dificuldades para a sustentação do decreto preventivo [de prisão]”. Já o ministro Nefi Cordeiro argumentou que se o ex-presidente e seu amigo forem condenados, merecerão a mais grave pena, mas, enquanto isso não ocorrer, a regra é que se responda ao processo em liberdade. “Não se pode prender no processo como resposta a desejos sociais de justiça instantânea”, disse. Prisão Temer e coronel Lima foram presos preventivamente pela primeira vez em 21 de março, por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Entre as razões, o magistrado citou a “gravidade da prática criminosa de pessoas com alto padrão social, mormente políticos nos mais altos cargos da República, que tentam burlar os trâmites legais”. Quatro dias depois, entretanto, o desembargador Ivan Athié, do TRF2, concedeu liminar libertando os dois, por considerar insuficiente e genérica a fundamentação da prisão preventiva, uma vez que não apontava ato recente específico que demonstrasse tentativa de obstruir as investigações. O Ministério Público Federal (MPF) recorreu e, em 8 de maio, a Primeira Turma Especializada do TRF-2 derrubou a liminar que determinou a soltura de Temer por 2 votos a 1. A posição de Athié foi vencida pelos votos dos desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo. Temer voltou ao cárcere no dia seguinte, em São Paulo, onde tem residência. Operação Descontaminação O pano de fundo das prisões e liberações de Temer e Lima é a Operação Descontaminação, que apura a participação de ambos no desvio de recursos na obra da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro. Segundo os procuradores responsáveis pelo caso, os desvios na construção da unidade de geração de energia chegam a R$ 1,6 bilhão, em decorrência de diferentes esquemas. No início de abril, Bretas aceitou duas denúncias do MPF, tornando Temer, Lima e outras 11 pessoas réus no caso. O ex-presidente foi acusado dos crimes de corrupção passiva, peculato (quando funcionário público tira vantagem do cargo) e lavagem de dinheiro. O esquema detalhado nesta denúncia específica teria desviado R$ 18 milhões das obras de Angra 3, dos quais R$ 1,1 milhão teriam sido pagos como propina, por intermédio da empresa Argeplan, do coronel Lima. Temer é réu ainda em outras cinco ações penais, a maioria delas na Justiça Federal do Distrito Federal (JFDF). Ele ainda responde a outras cinco investigações em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Defesas No pedido de liberdade ao STJ, a defesa do ex-presdente havia afirmado que ele “nunca integrou organização criminosa nem praticou outras modalidades de crime, muito menos constitui ameaça à ordem pública”. Os advogados acrescentaram que ele “é um pai de família honrado, que não merece, aos 78 anos de vida, ver-se submetido ao cárcere”. A defesa do coronel Lima, por sua vez, havia alegado que el deveria ser solto por estar em estado de saúde “gravíssimo e periclitante”, sendo portador de diabetes e tendo sido vitimado por dois acidentes vasculares cerebrais (AVC´s) recentes, segundo os advogados. Em relação à denúncia apresentada pelo MPF, o advogado de Temer disse que “as acusações insistem em versões fantasiosas” e que as imputações de atos criminosos ao ex-presidente terá como destino

Movimento Negro interrompe homenagem a Princesa Isabel na Câmara

Movimento Negro protesta em homenagem a Princesa Isabel na Câmara (Agência Câmara)

 Com faixa com o rosto da vereadora Marielle Franco (PSol/RJ), assassinada por milicianos no Rio de Janeiro, e gritos de “parem de nos matar”, os integrantes do movimento negro entraram no plenário durante a sessão. Os apoiadores da homenagem feita por Eduardo Bolsonaro e Luis Phillipe de Orleans e Bragança chamaram a manifestação de “vitimismo” e “mimimi” Integrantes do Movimento Negro ocuparam o plenário da Câmara Federal e interromperam na manhã desta terça-feira (14) a sessão solene proposta pelos deputados Eduardo Bolsonaro e Luis Phillipe de Orleans e Bragança, do PSL/SP, em homenagem à Princesa Isabel pelos 131 anos do ato sancionada pela monarca que oficializou a abolivação da escravatura. Com faixa com o rosto da vereadora Marielle Franco (PSol/RJ), assassinada por milicianos no Rio de Janeiro, e gritos de “parem de nos matar”, os integrantes do movimento negro entraram no plenário durante a sessão. Os apoiadores da homenagem chamaram a manifestação de “vitimismo” e “mimimi”. De um lado, simpatizantes da monarquia gritavam o nome da Princesa Isabel. De outro, os manifestantes bradavam por Marielle. A sessão precisou ser interrompida por alguns minutos. A deputada Talíria Perone (PSol/RJ) publicou em seu Twitter uma mensagem sobre o ato. “Momento em que o movimento negro interrompeu a sessão solene em “homenagem” à Lei Áurea que foi convocada pelos deputados Oleans Bragança e Eduardo Bolsonaro. Não veio das mãos de Isabel! Resistência! #FalsaAbolição”. Momento em que o movimento negro interrompeu a sessão solene em “homenagem” à Lei Áurea que foi convocada pelos deputados Oleans Bragança e Eduardo Bolsonaro. Não veio das mãos de Isabel! Resistência! #FalsaAbolição pic.twitter.com/c3Gy5PVceT — Talíria Petrone (@taliriapetrone) 14 de maio de 2019 Herdeiro da monarquia A sessão solene em homenagem à Princesa Isabel foi convocada pelo filho de Jair Bolsonaro e pelo “herdeiro” do trono, trineto da monarca. “Há 131 anos, minha trisavó, Princesa Isabel do Brasil, assinou a Lei Áurea, que decretou a libertação dos escravos no país. Convido a todos para uma sessão solene que prestará homenagem”, tuitou o deputado Orleans e Bragança, com imagem do convite. A data em que oficialmente foi decretado o fim da escravidão no Brasil, no entanto, não é comemorada pelo movimento negro. A razão é o tratamento dispensado aos que se tornaram ex-escravos no País. “É desrespeitoso com a luta histórica dos movimentos negros e incompatível com os princípios constitucionais de igualdade e não discriminação a celebração da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel no dia 13 de maio”, afirmam Elisiane Santos e Ludmila Reis Brito Lopes, procuradoras do Trabalho, integrantes do Grupo de Trabalho de Raça da COORDIGUALDADE – Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do Ministério Público do Trabalho, em artigo no portal Geledés nesta segunda-feira (13). Fórum em Brasília, apoie a Sucursal Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.