Lula vence no 1º turno com 39% das intenções de voto, diz Vox Populi

O ex-presidente Lula vence no primeiro turno com 39% das intenções de voto, informa nesta segunda-feira (28) o instituto Vox Populi. O petista tem mais votos que a soma dos 13 adversários pesquisados. Neste domingo (27), o PT lançou a candidatura de Lula em 70 cidades brasileiras. O petista é mantido preso político da lava jato há 52 dias na Polícia Federal de Curitiba. O objetivo da prisão é tirá-lo da disputa eleitoral deste ano. Cut/Vox: Com 39% das intenções de voto, Lula vence no primeiro turno O ex-presidente Lula tem mais votos do que a soma dos 13 adversários pesquisados pelo Instituto. Ainda se houvesse segundo turno, ele derrotaria qualquer outro candidat Mesmo preso há 52 dias e atacado ferozmente pela mídia golpista, o ex-presidente Lula mantém a vantagem sobre os demais candidatos a presidente da República e seria eleito no primeiro turno se as eleições fossem hoje. E se houvesse segundo turno, Lula também derrotaria qualquer adversário por ampla margem de votos. No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula alcançou 39% das intenções de voto contra 30% das soma dos adversários, mostra pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 19 a 23 de maio e divulgada nesta segunda-feira (28). O diretor do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, chama a atenção para o pífio desempenho dos candidatos ligados ao ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) que, juntos com o presidente, deram o golpe de estado e levaram o Brasil para o caos atual. “Apesar do proselitismo de parte da imprensa brasileira, eles patinam em índices muito baixos. Entre eles, o que mais chama a atenção é o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que está aquém do que alcançaram outros candidatos tucanos no passado”. “Parece que a opinião pública não perdoa o comportamento do partido de 2014 para cá”, diz Coimbra. Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, os brasileiros não esquecem que Lula aqueceu a economia, gerou mais de 20 milhões de empregos e distribuiu renda, apesar da crise de 2008 que derrubou bolsas em todo o mundo e levou a economia da Europa e dos Estados Unidos à bancarrota. “O que temos agora são quase 14 milhões de desempregados, fora os subempregados, aumentos absurdos da gasolina, diesel e gás de cozinha e um governo acuado, desacreditado e sem capital político sequer para negociar o fim de uma mobilização de caminhoneiros”, pontua Vagner. Na pesquisa estimulada, o segundo colocado, com praticamente um terço das intenções de voto de Lula, está o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 12%; seguido de Marina Silva (Rede), com 6%; Ciro Gomes (PDT), com 4%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 3% e Álvaro Dias (Podemos), com 2%. Henrique Meirelles (MDB-GO), Manuela D’Ávila (PC do B) e João Amoedo (Novo-RJ) têm cada um 1% das intenções de votos. Já Flávio Rocha (PRB-RN), Guilherme Boulos (Psol-SP), João Vicente Goulart (PPL), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Paulo Rabelo de Castro (PSC) não pontuaram. O percentual dos que não vão votar em ninguém, brancos e nulos totalizou 21% e não sabem ou não responderam, 9%. No Nordeste, Lula tem 56% das intenções de votos, contra 7% de Bolsonaro e Ciro, que empatam na Região; Marina tem 6% e Alckmin apenas 1%. Os demais não pontuaram. No Sul, 31% dos entrevistados votariam em Lula, 18% em Bolsonaro e 10% em Álvaro Dias; Marina e Ciro empatam, com 4% cada e Alckmin aumenta para 2%, empatando com João Amoedo. Meirelles, Manuela e outros têm 1%. Pesquisa espontânea No cenário espontâneo, Lula também está bem na frente dos demais candidatos. O ex-presidente tem 34% das intenções de votos, Bolsonaro surge em segundo lugar, com 10%; Ciro e Alckmin voltam a empatar, com 3% cada; Marina e Joaquim Barbosa, que desistiu da candidatura, surgem com 2% cada; e Álvaro Dias, com 1%. E 5% dos entrevistados disseram que vão votar em outros, 25% ninguém, brancos e nulos, e 16% não sabem ou não responderam. Segundo turno Nas simulações de segundo turno, Lula venceria todos os adversários com larga vantagem. Venceria Marina com 45% contra 14% da candidata da Rede; Já contra Alckmin e Bolsonaro, Lula alcançaria 47% dos votos contra 11% e 16%, respectivamente. A pesquisa CUT/Vox Populi foi realizada com brasileiros de mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos. Foram ouvidas 2.000, em entrevistas feitas em 121 municípios. Estratificação por cotas de sexo, idade, escolaridade e renda. A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Frangos pagam o pato e morrem com a greve dos caminhoneiros

 Milhares de frangos estão morrendo de fome diariamente em decorrência da paralisação dos caminhoneiros, que chegou ao 7º dia neste Domingo (27), e da consequente dificuldade de abastecimento das granjas de regiões produtoras.  Segundo informações divulgadas pela Associação Baiana de Avicultura (ABA), por causa dos bloqueios dos caminhões em rodovias federais e estaduais de todo o país, as granjas ficam desabastecidas, sem milho, sorgo e sem insumos para alimentar as aves.Na Bahia, mortes de frangos já foram registradas em granjas dos municípios de Conceição da Feira, Santo Antônio de Jesus, e Governador Mangabeira. Conforme a ABA, somente no município de Governador Mangabeira foram contabilizadas, até ontem (26), cerca de 50 mil aves mortas. Caçambas e até uma retroescavadeira foram utilizadas para retirar os animais mortos dos locais. O órgão disse que não é possível, ainda, precisar quantas aves já morreram em todo o estado e nem o prejuízo.“A situação nos planteis está calamitosa, muito preocupante, porque, com a greve, não chega ração. As aves morrem em questão de horas. E, se continuar desse jeito, vai virar caso de saúde pública, porque não vai local onde descartar tantas aves mortas”, disse a diretora executiva da ABA, Patrícia Nascimento.Em toda a Bahia, segundo a ABA, há 12 frigoríficos de frangos e 485 granjas. Eles abastecem o mercado baiano, o de estados vizinhos e até importam para outros países. Em muitos deles, segundo o órgão, o estoque de alimentos para as aves terminou na sexta-feira (25).“Cada um tem uma situação diferente, de armazenamento de frango, de estoque de alimentos, de ração. Uns conseguem ter mais dias de ração e outros já estão há três ou quatro dias sem alimento já. É uma situação preocupante, porque não tem como resolver até que as estradas sejam liberadas”, destacou Patrícia.

Caminhoneiros pedem a volta dos militares. E estão conseguindo

 – Por Alex Solnik –  O caso é o seguinte. A questão mais urgente, agora, não é tirar Parente da Petrobras; é tirar os caminhões dos bloqueios. É claro que a política de preços da companhia, com aumentos diários e abusivos precisa ser exterminada, mas todo o esforço agora tem que ser dirigido para o país voltar ao normal. Para voltar a ser normal ver as ruas cheias de ônibus ou parar num posto de gasolina e mandar encher o tanque. Ou as cirurgias não serem canceladas porque o sangue parou num bloqueio dos caminhoneiros. Discutir agora quem provocou esse caos não adianta muita coisa. Eu quero saber é como vamos sobreviver por mais uma semana sem combustível – que é a previsão das chamadas autoridades. É claro também que esse movimento monstro, que eu nunca tinha visto nos 60 anos de Brasil que tenho, só foi possível porque temos um governante de segunda, o vice, no Palácio do Planalto. Para piorar a situação, o maior estado e a maior cidade do país são governados também por vices. Todos os três – Temer, França e Covas – são marinheiros de primeira viagem. Agora, se a política de preços da Petrobrás é insana – e é – a reação dos caminhoneiros não fica atrás. Eles estão provocando uma situação que pode gerar, sim, a queda de Temer, esse inepto, esse vil, mas para em seu lugar colocar alguém pior. Os caminhoneiros não querem eleições, querem soluções rápidas, golpistas. O que esses caminhoneiros podem provocar é a volta dos militares ao poder, é o que pedem suas faixas. Eles quiseram derrubar Dilma, agora miram em Temer. Não porque Temer seja de esquerda, mas porque ele é de direita e os caminhoneiros (ou quem os lidera) são de extrema-direita. São fãs e eleitores de Bolsonaro. As pessoas que estão apoiando essa greve assassina achando que ela pode derrubar Temer e imaginam que derrubado Temer vamos respirar aliviados e tempos democráticos vão raiar no horizonte poderão ter uma desagradável surpresa. Os grevistas já conseguiram, em parte, o que pretendiam: Temer chamou o Exército. Contra eles, está certo, mas, de repente, de tanto serem chamados para resolver pepinos os generais poderão dizer: espera aí, em vez de vocês nos chamarem de quinze em quinze minutos para resolver os pepinos que vocês criam, que tal entregar o poder para nós de uma vez? * Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais “Porque não deu certo”, “O Cofre do Adhemar”, “A guerra do apagão” e “O domador de sonhos”

Caminhoneiros não Temer governo e nem as Forças Armadas

 CAMINHONEIRO IRONIZA AMEAÇA DE TEMER “O que vão fazer? Levar nossos caminhões? São 40 mil parados somente na Dutra. Onde vão colocar? Não estamos obstruindo. Estamos apenas parados”, disse o líder sindical Francisco Wild   – Reportagem do Valor Econômico demonstra a ineficácia das ameaças feitas por Michel Temer: O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Volta Redonda e Região Sul Fluminense (Sinditac-VR), Francisco Wild, disse que o presidente Michel Temer (MDB), em seu pronunciamento nesta sexta-feira (25), piorou uma situação que pouco havia avançado, em sua opinião. O Temer disse que vai usar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas. No caso das vias federais, deve ser acionada a Polícia Militar (PM). “O que vão fazer? Levar nossos caminhões? São 40 mil parados somente na Dutra. Onde vão colocar? Não estamos obstruindo. Estamos apenas parados”, disse o líder sindical, em referência à paralisação dos caminhoneiros que entrou, nesta sexta-feira, em seu quinto dia

Intervenção militar: caminhoneiros pediram e Temer chamou o Exército

 Governo colocou as Forças Armadas contra os caminhoneiros e recebeu o apoio do STF e de Moro   Michel Temer, que tomou o poder por meio de um golpe, entregou as reservas do pré-sal e implantou uma política de preços na Petrobras, com Pedro Parente, que instalou o caos no Brasil, decidiu colocar as Forças Armadas contra os caminhoneiros. “O acordo está assinado e cumpri-lo é a melhor alternativa. Mas o governo saberá exercer sua autoridade”, disse Temer. Tropas estão sendo mobilizadas e o Brasil pode estar a um passo do caos generalizadoar as Forças Armadas contra os caminhoneiros. “Comunico que acionei as Forças Federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo”, disse ele. “O acordo está assinado e cumpri-lo é a melhor alternativa. Mas o governo saberá exercer sua autoridade”, afirmou. Ministro do STF autoriza uso de força e impõe multa para desbloqueio de rodovias O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu uma liminar (decisão provisória) em que autorizou o uso das forças de segurança pública para o desbloqueio de rodovias ocupadas por caminhoneiros grevistas. A liminar de Moraes atende a um pedido do governo federal. A pedido do governo, Moraes impôs multa de R$ 100 mil por hora às entidades que atuarem nas interdições de vias, além de multa de R$ 10 mil por dia para motorista que esteja obstuindo a pista. Caminhoneiros entraram nesta sexta-feira (25) no quinto dia consecutivo de paralisações em todo o país. Eles reivindicam, entre outros itens, a retirada de impostos que incidem sobre o óleo diesel. O movimento grevista continuou mesmo após, na noite de quinta (24), o governo ter anunciado um acordo com a categoria, que previa uma “trégua” de 15 dias. Moro critica greve dos caminhoneiros em despacho e pede “bom senso” Por conta da greve, Sergio Moro suspendeu uma audiência prevista para a próxima segunda-feira 28 em que o ex-presidente FHC seria ouvido como testemunha do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia; Moro, que já tirou foto com Pedro Parente, presidente da Petrobras, aproveitou o despacho para fazer novas considerações políticas e criticou a greve dos caminhoneiros; Moro diz ser “excessivo” o bloqueio de estradas e pede “bom senso” aos manifestantes, sem citar a alta abusiva constante dos combustíveis

Forças Armadas são convocadas para frear os caminhoneiros

O golpista Michel Temer autorizou o uso das Forças Armadas para desobstruir vias bloqueadas devido aos protesto, além de mandar seu ministro Alexandre de Moraes, do STF, legitimar sua decisão Temer chama Exército e pede carta branca ao STF para usar a força Por Fernando Brito – Tijolaço O Governo Federal acaba de pedir ao Supremo Tribunal Federal- e não há dúvidas de que será atendido – a decretação da ilegalidade do movimento dos caminhoneiros e a liberação para o uso de força, inclusive militar, para o que diz ser a “desobstrução das estradas”, mais especificamente a circulação de cargas. Claro que, com o grau de acirramento dos ânimos dos manifestantes, há quatro dias “donos” do país, tudo é muito arriscado e, se o governo não garantir, ele próprio, que haja veículos de transporte de combustíveis para formar comboios escoltados, o risco é imenso. A demora é critica e perdeu-se a surpresa que deveria ser um fator a mais de segurança contra os que queira, eventualmente, provocar conflitos com as Forças Armadas. É isso o que acontece num país onde se destroem as lideranças e se promove a radicalização sem limites. Vamos para uma aventura, a olhos vistos. Por tropa na rua é sempre ruim. Por tropa na rua, com atraso, sem planos e sem autoridade, ou não dá em nada ou dá em desastre. É a segunda “jogada de mestre” do Sr. Temer usando o Exército. A primeira, todos percebem, deu em nada com a intervenção na segurança do Rio de Janeiro. Que a segunda não dê em desastre

Governo fecha acordo com parte das entidades, mas fim da greve é incerta

 Nove das 11 entidades presentes aceitaram as propostas Após sete horas de reunião entre governo e representantes dos caminhoneiros, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) anunciou na noite desta quinta-feira, 24, que houve acordo pela suspensão da greve por 15 dias. Nove das 11 entidades presentes aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel. Esta era uma das principais demandas dos caminhoneiros, que queriam mais previsibilidade nos reajustes. Reunião com caminhoneiros desloca impostos para o rombo do déficit Na imagem, aqueles que fizeram os canalhas reféns: os abutres (de NY) – Reprodução/Sul21 Representantes de caminhoneiros e do Governo se reuniram por quatro horas no Palácio do Planalto e chegaram a um acordo que mantivesse a hegemonia do Pedro Malan Parente e da Míriam Lúcia sobre a República Federativa da Cloaca. O acordo, em resumo, é assim: -a greve ou lockout é suspensa enquanto o Governo e o Congresso retiram impostos federais do preço do diesel (e só do diesel); – assim, espera-se que o preço do diesel para o caminhoneiro fique mais barato; – como o Governo não vai recolher esses impostos, terá que ser recompensado – com o lombo do povo – e, no que não for recompensado, vai abrir mais o rombo do orçamento, aquele buraco do Meirelles (que fugiu…); – com menos dinheiro, já que o rombo aumentou, o Governo vai investir menos e prestar menos serviços, o que prejudicará, sobretudo, povo; – tudo isso porque os canalhas e canalhas se tornaram reféns dos acionistas minoritários da Petrobras, os abutres da Bolsa de Nova York (porque os majoritários são o povo brasileiro); – e tudo isso, porque o Governo tira dinheiro de tudo, sobretudo do povo, mas não deixa de pagar os juros dos rentistas, financistas e banqueiros! Veja o que decidiram os canalhas, com os caminhoneiros: Governo e entidades anunciam acordo para suspender paralisação por 15 dias Representante de uma associação, contudo, disse que manterá o movimento. Após sete horas de reunião, o governo e um grupo de caminhoneiros anunciaram a suspensão, por 15 dias, da paralisação que afetava estradas de 22 estados e do Distrito Federal. *** No G1: Eliseu Padilha [ministro-chefe da Casa Civil,] diz que foi celebrado um termo de acordo com representantes dos líderes do movimento. Ele faz a ressalva de que apenas um dos participantes da rodada de negociações, ao fim do processo, optou por não assinar o termo. “Nós vamos reduzir a zero a Cide para o ano de 2018. Recebemos com grande satisfação a notícia do ministro Pedro Parente dizendo que a Petrobras estava reduzindo o preço do diesel nas refinarias em 10% e assumimos essa redação do preço”, disse Padilha. (…) [ O ministro da Fazenda, Eduardo] Guardia anunciou que o governo vai criar um programa de subvenção econômica para que a gente possa passar esse custo que é a diferença entre o preço que está fixado e o preço que seria praticado pela política da Petrobras. Segundo o ministro da Fazenda, durante 15 dias a Petrobras vai assumir os custos com a redução de R$ 0,23 centavos no valor do litro do diesel. “A partir do 15º dias vamos assumir o restante dos 15 dias para completar o mês. Completado o mês, você vai fazer um reajuste dos preços com base na política da Petrobras e fixa o preço nos próximos 30 dias.” “Do ponto de vista fiscal, é uma despesa fiscal que vai requerer dotação orçamentária específica. Vamos abrir um crédito extraordinário. Por ser uma despesa nova, ela vai ter que ser compensada nas despesas do Orçamento da União para manter a meta fiscal. Do ponto de vista fiscal, vai ser compatível com a nossa meta”, disse o ministro da Fazenda. (…) Via Conversa Afiada

Gasolina chega a R$ 10 em Brasília e vira motivo de brincadeiras

 A ameaça de faltar combustível fez postos aumentarem o preço da gasolina para até R$ 9,99 no Distrito Federal. Com isso, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) determinou que o Procon fosse às ruas para fiscalizar aumentos abusivos. Via Conversa Afiada O órgão fez uma série de autuações nesta quinta-feira – um balanço do número de postos autuados será divulgado no fim da tarde. De acordo com a assessoria de imprensa do Procon, o entendimento é que não há justificativa para aumentos, uma vez que os custos dos revendedores não aumentaram. Falta de gasolina vira meme nas redes sociaisCaminhoneiros param o Brasil e internet faz piada com falta e alta dos combustíveis  

Em queda livre, Temer sofrerá impeachment

SENADO ABRE ESPAÇO PARA ELEIÇÃO INDIRETA SE TEMER VIER A SER AFASTADO  – Em meio a uma profunda crise política que paralisa o governo Temer, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou ontem (23) a regulamentação da eleição indireta para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância de ambos os cargos nos dois últimos anos do mandato presidencial. O autor do projeto é o o senador Ronaldo Caiado (DEM), que o havia apresentado em meio à crise política do golpe contra Dilma. Arovado agora, cabe como uma luva à pretensão do DEM e de segmentos da direita parlamentar e empresarial de alçar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também do DEM, à Presidência da República. Se não houver recurso para análise em Plenário, o projeto segue para a Câmara dos Deputados. O projeto de lei (PLS 725/2015), do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), regulamenta o parágrafo 1º do artigo 81 da Constituição, onde já está previsto que essa eleição será indireta, ou seja, ficará a cargo do Congresso Nacional, e será realizada 30 dias após a vacância dos cargos.— O projeto vem normatizar a situação, os partidos poderão apresentar candidatos, sejam deputados e senadores ou qualquer outra pessoa, desde que seja do entendimento. Que se coloque como pré-candidato e seja eleito à votação de deputados e senadores — explicou Caiado. Regras Os sucessores escolhidos nesse processo deverão exercer suas funções pelo tempo que falta para o término do mandato presidencial. Nos 15 dias seguintes à vacância, os partidos ou coligações poderão registrar seus candidatos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os candidatos a presidente e a vice-presidente da República vão ser registrados em chapa única. De acordo com o PLS 725/2015, os deputados federais e senadores que estejam exercendo seu mandato, reunidos em sessão unicameral convocada exclusivamente para essa finalidade, serão os habilitados a votar nessa eleição indireta. O voto será secreto e registrado em cédulas. Concluída a votação, a Mesa do Congresso Nacional vai apurar os votos e, se nenhuma chapa alcançar a maioria absoluta, um segundo turno será realizado com as duas chapas mais votadas. Depois de proclamado o resultado, o presidente e o vice-presidente da República eleitos tomarão posse e prestarão compromisso na mesma sessão em que ocorrer a eleição. Impeachment e lacuna constitucional Caiado apresentou o PLS 725/2015 em meio à crise instaurada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando se cogitava um processo de impeachment para afastá-la da Presidência da República. O parlamentar aproveitou o momento político do país, em que se questionava o mandato de Dilma, para encaminhar a regulamentação dos dispositivos da Constituição Federal que tratam da vacância dos cargos de presidente e vice-presidente da República. “Torna-se imperiosa a colmatação dessa lacuna no ordenamento jurídico, mediante a edição de lei que regule o processo de eleição do Presidente da República pelo Congresso Nacional”, defendeu Caiado na justificação do projeto. Linha de argumentação similar foi adotada pelo relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ao recomendar a aprovação do PLS 725/2015. “No mérito, o PLS é absolutamente louvável, não só por buscar suprir uma inolvidável lacuna normativa, mas também por fazê-lo de forma técnica e constitucionalmente impecável, inclusive com a necessária obediência às regras de eleição por maioria absoluta; de possibilidade de segundo turno; e de realização de sessão unicameral”, destacou Anastasia no parecer. Voto secreto e emendas Ao analisar a eleição indireta proposta, Anastasia admitiu a possibilidade de se questionar a constitucionalidade da adoção do voto secreto. Mas, para afastar esse risco, o relator invocou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) — relativa às constituições estaduais — afirmando que a definição do tema cabe à “discricionariedade do legislador”. E reforçou a tese ao considerar que “a opção pelo voto secreto é bastante plausível, já que os parlamentares estão, no caso, atuando como eleitores, a quem se assegura o sigilo do voto”. Anastasia corrigiu o que considerou duas omissões no texto. Estabeleceu, nesta eleição presidencial suplementar, que as candidaturas devem obedecer a todas as condições de elegibilidade e hipóteses de inelegibilidade previstas na Constituição e na legislação eleitoral. Também deixou claro que, enquanto os cargos de presidente e vice-presidente da República estiverem vagos e os eleitos ainda não tiverem tomado posse, serão chamados a exercer a Presidência da República, sucessivamente, o presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do STF. Determinou, ainda, que a eleição indireta será descartada se a última vacância ocorrer a menos de 30 dias do fim do mandato presidencial.

Greve de caminhoneiros e seus efeitos são problemas de governo

 Janio:  “pararam um país parado” Janio de Freitas, hoje, detalha a evidência que, ontem, já era possível perceber: o governo nacional entrou em profundo colapso de autoridade e, pior, colapso de perspectivas. Como o processo eleitoral foi amputado de Lula, todos os diminutos neoprotagonistas de uma eleição sem tendências brigam pelos fiapos de poder que bailam ao vento, diante de um governismo sem chefe e um oposicionismo sem feição. Janio, com maestria, já resume tido na primeira frase: “Os caminhoneiros param um país parado”. O que não significa que não irá se mexer. Mais para baixo, ainda. Greve de caminhoneiros e seus   efeitos são problemas de governo                                                                                                                                                      Janio de Freitas, na Folha Os caminhoneiros param um país parado. Sua greve atinge o que ainda respira, aos estertores, no dia a dia do país. A lenga-lenga da retomada de crescimento, propagada por uma articulação entre temerosos das eleições e economistas do bolsão neoliberal, já ruíra sob o jorro dos números mais ou menos reais. Como o do desemprego crescente e o da produção industrial em coma. Greve de caminhoneiros e seus efeitos são problemas de governo. Este, por sua vez, dotado de todos os meios para encaminhar soluções. Eis o que de fato aconteceu: não o governo, mas os presidentes da Câmara e do Senado tomaram a iniciativa de pensar em resoluções que, se capazes de dissolver a greve, ambos fariam aprovar nas respectivas Casas. Presidência, ministérios, Petrobras, trocavam mensagens, marcavam reuniões para o dia seguinte, contrapunham-se em hipóteses e rejeições. O governo que não chegou a governar proclamou sua inexistência. Temer, o perplexo, fez renúncia branca, com a admitida passagem da responsabilidade do Executivo para o Legislativo. Não foi melhor nem pior para o país, porque, embora melhor que a omissão, foi mais um avanço na bagunça institucional. Como os anteriores, prenúncio de outros. Mas o passo de Rodrigo Maia e Eunício Oliveira pede cautela na apreciação. Mesmo como resposta devida, e não dada pelo governo, à situação de emergência, é duvidoso que não o inspirasse (também) outra motivação: o proveito eleitoral. Um, imaginado candidato à Presidência; o outro, já concorrendo ao governo do Ceará. As TVs deram-lhes o ganho, entre grevistas e em mais partes do eleitorado, por sua atitude. São desnecessárias sondagens para saber-se o que Temer recebeu. Nada muito diferente do que, se lembrado, coube a Henrique Meirelles, agora candidato oficioso do desistente Temer e, até prova contrária, futuro candidato do MDB. O que dá certa força a tal possibilidade é a disposição de Meirelles de pagar sua campanha, deixando a parte que a ela caberia, no Fundo Eleitoral e no MDB, aos candidatos em geral do partido. A cenoura pendente diante do burrico. Mas não só. A doação da dinheirama ameaça Meirelles de ser mais candidato à cristianização do que à Presidência. Cristianizado, no jargão político, é o candidato que, como Cristiano Machado, se vê sucumbido pela adesão dos correligionários, com a bênção do partido, a outro candidato. No caso original, o apoio eficaz e indeclarado foi dos políticos do então PSD, de Cristiano, ao favorito e vencedor Getúlio. Engordar os bolsos da campanha e os próprios com a parte alheia não exige acompanhar o doador para o fundo. E, se ele for bem, é só desarmar a traição e viver o pequeno constrangimento de passar por leal. Via Fernando Brito – Tijolaço