170 mil jovens saem da Faculdade, após queda da presidenta Dilma

O aumento expressivo do desemprego entre os jovens durante os anos de crise não preocupa apenas pela queda na renda das famílias. Ele se reflete na formação. Mais de 170 mil brasileiros, com idades de 19 a 25 anos, abandonaram a graduação só no ano passado e tiveram de adiar o sonho de ascender socialmente pelos estudos. Estadão Na fila do seguro-desemprego, Miguel Júnior, de 23 anos, admitia que a faculdade de Engenharia ficaria para depois. Filho de uma empregada doméstica, ele dependia do emprego em um centro de distribuição de medicamentos para pagar os estudos, mas o corte de funcionários começou há dois meses. “Já escolhi a faculdade, mas preciso fazer uma poupança antes de começar o curso. O que mais tenho são amigos que tiveram de parar a faculdade na metade, quando a crise apertou.” A desistência não cresce apenas em anos de crise, mas esse movimento havia sido bem menor em anos anteriores, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, compilados pela consultoria LCA. A média do aumento do estoque de estudantes que tiveram de abandonar seus cursos de graduação era de cerca de 5% ao ano, entre 2013 e 2016. Essa evasão aumentou 47,8% entre 2016 e o ano passado, acompanhando o movimento de fechamento dos postos de trabalho e a redução da oferta de financiamento estudantil. “Isso também tem a ver com o aumento da oferta do ensino superior e com o maior acesso às universidades nos anos anteriores à crise. A evasão é naturalmente grande, mas em 2017 foi pior pelas restrições de emprego e de renda”, avalia o economista Cosmo Donato, da LCA. “O aumento da evasão faz todo o sentido, também pela redução da oferta do Fies (programa de financiamento estudantil) nesse período. O que a gente chama de restrição de crédito para os estudantes foi muito grande nos anos de crise, sem financiamento e, vendo a renda da família diminuir, o jovem acaba não tendo uma outra saída.” Com a erosão das contas públicas, o governo também restringiu o acesso ao Fies. Em 2017, foram 98,9 mil contratos. Esse número tem caído desde 2014, quando foram 732,7 mil. (…)
Não os vejo, nem os escuto – Por Tiago Muniz Cavalcanti

“Agora observo as ruas vazias Não há músicas, danças, alegoriasCoreografiasDe repente, tão de repente, um silêncio devolutoJá não os vejo, nem os escuto Onde estão as detenções, as conduções, as coerções, as manifestações?Subitamente, restaram apenas convicçõesE oraçõesPresunções, suposições, delações, powerpoint e jejum absolutoEu não os vejo, nem os escuto Por que se escondem? Por que se calam?Íntegros, moralistas e legalistas nesta hora apenas paramE já não falamTodos sumiram, não há ninguém, nenhuma sombra, tampouco um vultoNão, eu não os vejo, nem os escuto Andavam informados, indignados, revoltados, inconformadosEstão quietos, mudos, fechados, caladosAmuadosNão ouço fogos, não ouço gritos, está tudo muito confusoJá não os vejo, nem os escuto Desfilavam de verde, de amarelo, hasteavam a bandeira nacionalSímbolo do amor à pátria, de um nacionalismo sem igualIncondicionalHoje vendem a terra, a água e o óleo, entregam tudoEu não os vejo, nem os escuto Se diziam apartidários, imparciais, desapaixonadosNovos heróis, festa no prostíbulo, na parede seus retratosCaricatosMudam a lei, cortam direitos, transformam o que é justo em injustoJá não os vejo, nem os escuto Havia panelas, bandeiras, cartazes contra corrupçãoBradavam pela moral, pela ética, clamavam por saúde e educaçãoMera ilusãoJá não há vigília, zelo e desvelo,o país está em lutoÓ, meu Deus, eu não os vejo, nem os escuto Onde ficaram a razão, a emoção, a compaixão, a determinação?Livraram os ratos, as quadrilhas, os bandidos que comandam a naçãoTosca armaçãoOnde estão as pessoas, os patos, os bonecos? Não há nada, não há ninguémNão os vejo nem os escuto, mas os conheço muito bem.” Poesia de Tiago Cavalcanti, Procurador do Trabalho. * Tiago Muniz Cavalcanti é Procurador do Trabalho
Zé Dirceu: Subestimamos a direita e politizamos pouco a sociedade

O EM CIMA DA NOTÍCIA reproduz a entrevista que o ex-Ministro José Dirceu concedeu a Rafael Tatemoto, do Brasil de Fato, na segunda-feira 14/V – 4 dias antes de se entregar à Polícia Federal para cumprir prisão perpétua: ENTREVISTA Brasil de Fato | Ex-ministro Zé Dirceu analisa conjuntura brasileira e avalia deficiências de governos petistas Dirceu participa de encontro do PT em porto Alegre em 2013 / Foto: PT Apesar da convicção de que seria preso em breve, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no governo Lula e um dos principais formuladores políticos do Partido dos Trabalhadores (PT), se mantinha calmo quando recebeu o Brasil de Fato, na segunda-feira (14), para a última entrevista formal que daria antes de ter sua prisão determinada pela segunda vez. Dirceu se apresentou à Polícia Federal (PF) na tarde desta sexta (18) para cumprir a pena de 30 anos e nove meses de prisão confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) na última quinta (17). Quatro dias antes do prazo para, mais uma vez, ser encarcerado, o petista expressou apenas preocupações pessoais em relação à sua família. A grave situação não o impediu de realizar uma autocrítica em relação aos governos de que participou. Para ele, as questões centrais foram “subestimar a direita” e a “pouca politização e pouca disputa política” por parte do PT. De outro lado, um diagnóstico otimista: “Não é impossível derrotar os golpistas nesta eleição”. Para isso, é necessário ter “um candidato único no segundo turno”. A conversa abordou também temas como junho de 2013, a relação do PT com a mídia e as opções políticas tomadas nos últimos anos. Confira a íntegra abaixo. Dirceu é empossado ministro da Casa Civil pelo presidente Lula, em 2003 Brasil de Fato: A conjuntura atual é marcada pela queda de Dilma Rousseff. Quais deficiências da esquerda permitiram que isso acontecesse? Zé Dirceu: O golpe tem razões estruturais. Se você olhar a História do Brasil, vai verificar que de tempo em tempo –conforme o nível de organização, politização e, principalmente, ocupação de espaços institucionais, no sentido eleitoral, de governo e parlamentar, como também de auto-organização das classes populares— sempre há uma interrupção do processo. Foi assim em 1964 e se repetiu em 2016. Em outros momentos houve tentativa de golpe, como em 1955, tentativa de impedir a posse de Juscelino. Em 1945, Getúlio foi deposto por um golpe da cúpula das Forças Armadas, elegeu Dutra, voltou nos braços do povo e foi “suicidado” em 54. O golpe foi dado pelo que representavam histórica e estruturalmente a médio prazo as transformações que estávamos fazendo e o empoderamento político. As classes trabalhadoras criaram muitas vezes partidos, entidades, movimentos, mas foram abortadas pela repressão. Se você olhar a questão do pré-sal, dos bancos públicos, a política externa. A capacidade que o Brasil estava adquirindo, de ter autonomia, soberania e crescimento. As bases que estavam sendo criadas para um mercado interno, através da distribuição de renda. Participação nos Brics. Aqui a Unasul. O processo de crescimento de governos progressistas. Tudo isso pesou no golpe. Nós estamos em uma situação muito diferente de outros momentos. Nós temos um candidato que ganharia as eleições, temos partidos políticos, movimento social, seja rural, urbano ou sindical. Tem um nível de organização. A correlação de forças é desfavorável a nós, mas temos uma base social e política, um legado. Há um nível de conscientização razoável para travar a luta, até mesmo a luta institucional. Tanto é que eles, para fazer a eleição, têm que inabilitar o Lula. Já fizeram outras vezes. Os militares cassaram Jango, Juscelino, Jânio, Lacerda, Magalhães Pinto, Adhemar de Barros. Eles perderam as eleições em 66 e perderem de novo em 74, para o MDB. E perderiam no Colégio Eleitoral em 78. Liderança do movimento estudantil, Dirceu integrou a resistência armada à ditadura No caso particular, nós estivemos no governo um período maior: 13 anos e meio. Um processo bem longo de hegemonia política. Ganhar quatro eleições em um país como o Brasil não é para amador. Nossa debilidade talvez tenha sido não ter o nível de organização e mobilização para se contrapor ao tipo de golpe que tem sido dado agora em vários países, que é a mobilização de classes médias, às vezes de classes populares, muito apoio da mídia, a partir de razões muitas delas reais, muita intervenção externa e uso do Parlamento e do Judiciário. Foi o caso de Honduras, Paraguai e depois Brasil. O golpe foi a saída que tiveram para abortar a volta do Lula em 2018, que seria natural. Em 2014, ele deveria ter sido o candidato, mas optou por não ser. Elegeu a Dilma, mas poderia ter sido candidato. Mas o nível de conscientização, mobilização e capacidade de luta das classes populares foi de grande fragilidade, e continua sendo até hoje. Nós subestimamos muito a questão da luta contra a corrupção. A história do Brasil é a luta contra a corrupção. O Jânio foi isso. O Collor foi isso. O Golpe de 64 era contra a corrupção. Nós não nos preparamos para a possibilidade de ter um golpe. Desde 2005, no chamado Mensalão, nós erramos na avaliação do que estava acontecendo. Fomos recuando, fomos perdendo terreno. Por fim, eles puseram a cara para fora. Agora eles estão aí, querendo institucionalizar o golpe. Daqui a pouco criam um sistema político-eleitoral de mentira. Tirando o Parlamento, em que é difícil fazer maioria –por isso falam em semi-presidencialismo toda hora, porque a Presidência da República a gente pode chegar, se não for agora, daqui quatro anos. Eles não têm como impedir que a gente ganhe uma eleição presidencial. Ganhar quatro eleições em um país como o Brasil não é para amador. Nossa debilidade talvez tenha sido não ter o nível de organização e mobilização para se contrapor ao tipo de golpe que tem sido dado agora em vários paísesRepito: a prova disso é o banimento do Lula. Por que só ele está banido? Por que nenhum outro acusado “de corrupção”? Os processos contra os
Desalento – 27,7 milhões de pessoas sem emprego no Brasil

PESQUISA do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), publicada na quinta (17), mostra que o desemprego é ainda pior do que vem se anunciando. Falta trabalho para 27,7 milhões de pessoas. Destes, 13,7 milhões procuraram emprego mas não encontraram.A situação é ainda pior no Nordeste, a taxa chega a 15,9%. Esse é o maior contingente desde o início da série histórica, em 2012. A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui os desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais e aqueles que desistiram de buscar emprego, bateu recorde no primeiro trimestre, chegando a 24,7%.O IBGE aponta recorde para a taxa de desalento da força de trabalho, que indica as pessoas que desistiram de procurar trabalho.No primeiro trimestre esse índice atingiu 4,1% – são 4,6 milhões de pessoas nessa condição, 60,6% deles na região Nordeste. Pesquisa revela descrença da sociedadeO avanço brutal do desemprego e arrocho da renda, sociedade sinaliza descrédito em relação às reformas de Michel Temer.Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que 31,5% dos entrevistados a geração de emprego no país vai piorar. Em março, o percentual era 31%. Houve queda para aqueles que acham que a geração de emprego vai melhorar (21,7%), em março esse índice era de 28,9%. No quesito renda, 20,6% avaliaram que a renda pode aumentar nos próximos 6 meses, mas esse quantitativo também caiu. Em março essa expectativa era de 23,3%. O país do “se vira”Por Fernando Brito – Tijolaço Dias atrás, o senhor Michel Temer inovou na ciência econômica ao proclamar que os números que davam conta do aumento da desocupação de milhões de brasileiros eram fruto do “desemprego psicológico”. Na estranha e cínica deformação da mente temerina, o resultado se devia ao fato de que, com a “retomada” da economia, as pessoas que estava desalentadas, desistindo de procurar uma colocação, teriam “se animado” a procurar uma vaga, tamanha a nova pujança econômica. Aí vem o IBGE e prova que aquilo que parecia uma idiotice, afinal, uma idiotice mesmo. Porque aconteceu, sim, mas o contrário: desde o golpe, quase dois milhões de brasileiros desistiram de procurar um emprego e, como não podem desistir de viver e de dar comida para as crianças, foram “se virar”. Do comércio de rua, aos bicos – que rareiam – até o inimaginável. Diz a chamada de capa de O Globo, cruamente, que a taxa de desemprego só cedeu alguns décimos porque 500 mil pessoas saíram no mercado de trabalho para a inatividade em apenas um trimestre. Dá para imaginar o que nos aguarda logo adiante, agora que o que era ruim piorou e até a mídia oficialista aceita que estamos à beira de uma novo espasmo de crise? Segunda-feira, assisti uma destas operações de retirada da “casa” de moradores de rua, um amontoado de tapumes de obra feito para proteger um casa e seus dois fihos do frio da noite. Ontem, estavam lá outra vez, mas sem os tapumes e, claro, com o frio e a chuva. O que vi, qualquer um pode ver nas ruas de nossas cidades maiores, onde a solidariedade diminui à medida em que os prédios crescem. Vai piorar e piorar. O “Super-Homem Moro” e seus coleguinhas da Liga da Justiça, que transformaram o Brasil no paraíso da honestidade deveriam, ao menos, entender que o único auxílio-moradia que esta gente sem esperança está recebendo são os restos de tapume para abrigar sua miséria. Mas não vão, vão usar o mesmo conceito canalha do “desistiu de buscar emprego” como prova de indolência, como se os miseráveis deste país tivessem resolvido “viver de renda”.
Moro perdeu o decoro? Como perder o que não se tem? Por Fernando Brito

A polêmica em torno da foto posada ao lado de João Doria Jr, ontem, em Nova York foi classificada pelo juiz Sérgio Moro como “uma bobagem”. A esta altura, deve-se concordar com Sua Excelência. Não há mais decoro algum a preservar em sua figura e, portanto, não deve chocar ninguém que, outra vez, ele apareça, sorridente, ao lado de um tucano e, agora, de um candidato. E, igualmente, não há quem ponha freios na falta de decoro de juízes, há muito tempo. GIlmar Mendes, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Luís Alberto Barroso pisaram e sapatearam na discrição que deles se deveria esperar e, claro, só ganharam com isso na mídia. Moro quebra, faz tempo, não apenas o decoro, mas a legalidade e, disso, também só lhe advém aplausos e elogios. Como diz o jornalista Kennedy Alencar, em seu blog, nada espante porque, afinal, Moro “pode tudo”. Uma virtude, porém, deve-se encontrar na atitude desavergonhada do pequeno magistrado de província que se viu alçado à condição de juiz supremo do Brasil. É que sua desfaçatez tornou-se tão evidente que, a cada dia, a menos gente engana. Cada vez há menos iludidos, todos os que lhe permitem estes esparramos passam a merecer, mesmo, o nome de cúmplices. Moro nada seria não fosse tal cumplicidade, a de um Judiciário que nem mesmo se vexa de um escandaloso descumprimento da Constituição, com os privilégios de um auxílio-moradia “fake”, pago a quem mora no seu próprio e confortável imóvel. Decisão judicial não se discute, se acata, mesmo quando elas significam manter preso um ex-presidente que foi condenado em um processo pré-resolvido e soltar tantos outros em que há provas, contas no exterior e riqueza e ostentação inquestionáveis? Será que as coisas não se ligam, porque envolvem o mesmo conceito que Kennedy Alencar usou em seu texto? Eles podem tudo.
Roberto Requião candidato a presidente da República pelo MDB

O senador Roberto Requião enviou uma carta à bancada do MDB no Senado, nesta terça-feira (15), informando coloca-se à disposição do partido na disputa pela Presidência da República e que baterá chapa na convenção nacional de julho com o ex-ministro dos bancos Henrique Meirelles. “É um insulto à consciência emedebista e à própria cidadania que dirigentes do Governo, os mesmos que levaram ao descalabro a economia, agora, confiados apenas em dinheiro, se apresentem como postulantes às eleições presidenciais”, diz um trecho da carta referindo-se a Meirelles, sem citá-lo nominalmente. O senador paranaense critica no documento as privatizações e a reforma da previdência, enfim, o modelo neoliberal que visa reduzir o espaço do Estado, ampliar o do setor privado e degradar o valor do trabalho, para facilitar os ganhos do grande capital financeiro. “Move-me unicamente o espírito da absoluta necessidade de colocar o PMDB na trilha de uma mobilização comum, para regenerar o País do virtual derretimento das instituições republicanas. Não é um ato de aventura”, diz a carta de Requião. Leia em seguida o texto integral da carta. Prezado companheiro senador(a)… Dirijo-me aos companheiros tanto como colegas da bancada do PMDB no Senado quanto na condição de participantes à convenção do que, em julho, definirá os rumos do partido em relação à sucessão presidencial. Acredito que todos partilham da mesma angústia que me tem assaltado nos últimos anos, quando reflito sobre o destino do Brasil e sobre o papel que nosso partido está desafiado a desempenhar no próximo quatriênio. Paira sobre nossas costas, como convencionais, o peso de uma responsabilidade jamais suportado por integrantes do PMDB, inclusive nos momentos históricos da redemocratização. Estamos caminhando para o quarto ano seguido de uma depressão econômica sem precedentes. Milhões de cidadãos e cidadãs, sobretudo jovens, estão sendo lançados fora do mercado de trabalho, sem perspectiva à vista de retomada do emprego. O sistema de seguridade social está esgarçado, com o propósito aparente de torná-lo ruim para facilitar sua privatização. Empresas estratégicas como Petrobrás e Eletrobrás, essenciais para o funcionamento da economia, estão igualmente listadas para privatização retalhada. O Governo está vendendo a água e a terra a estrangeiros. Este mesmo Governo, com nomes do PMDB mas sem a alma histórica do MDB, recusa-se a tomar qualquer medida efetiva de combate ao desemprego, confiando nas forças “cegas” do mercado, para revitalizar a economia. Acabamos de ver os resultados desse tipo de política na Argentina, levada mais uma vez ao caos pelos neoliberais. É o caminho que seguiremos, inevitavelmente, se não houver uma reversão radical da política econômica. A estratégia do Governo é simples: reduzir o espaço do Estado, ampliar o do setor privado e degradar o valor do trabalho, para facilitar os ganhos do grande capital financeiro. É um insulto à consciência emedebista e à própria cidadania que dirigentes do Governo, os mesmos que levaram ao descalabro a economia, agora, confiados apenas em dinheiro, se apresentem como postulantes às eleições presidenciais. São os feitores da emenda 95, a mesma que estabelece o congelamento do orçamento público por 20 anos, como se, nesse período, o país também ficasse congelado. Essa lei é uma das que temos a obrigação de submeter a referendo revogatório, como condição fundamental para a retomada do desenvolvimento, pois os neoliberais, naturalmente, não fariam isso. O projeto neoliberal está em derrocada na Europa, em vários países sul-americanos e especialmente na Argentina. No Brasil a derrocada avançou consideravelmente. E uma vitória completa desse modelo seria a privatização da Previdência, da Saúde, da Petrobrás e da Eletrobrás. E é isto que está na pauta também de pré-candidatos à Presidência que se preparam descaradamente para a convenção do PMDB, tentando dar legitimidade a iniciativas tão violadoras da tradição do partido como a tal Ponte para o Futuro, rejeitada nas instâncias partidárias próprias e realizada pelo Governo. Move-me unicamente o espírito da absoluta necessidade de colocar o PMDB na trilha de uma mobilização comum, para regenerar o País do virtual derretimento das instituições republicanas. Para tanto, estou disposto, desprovido de qualquer ambição pessoal que não o serviço ao povo, a apresentar meu nome à convenção do partido. Não é um ato de aventura. Esta carta serve como consulta prévia aos convencionais, e se encontrar parceiros nessa empreitada seguirei em frente. Posteriormente, encaminharei o discurso que pretendo dirigir à convenção, caso tenha apoio para disputá-la. Dos companheiros e companheiras espero que se movam com razão e emoção. A razão indica que temos poucas alternativas para tirar o país da crise econômica e institucional, mas com a liderança do PMDB reestruturado podemos fazê-lo a curto prazo, depois das eleições, pois a direita não tem alternativas viáveis, e a centro-esquerda ainda busca articulação unitária. A emoção indica que temos de nos mobilizar para oferecer um horizonte de esperança a nossas famílias e especialmente nossos jovens, tendo como primeiro passo de uma iniciativa vigorosa para afastar os entreguistas que tomaram conta dos postos chave da República. Embora essa iniciativa pareça solitária, tomo-a, para que ninguém, amanhã, possa dizer que me omiti. Filiado número um ao PMDB do Paraná, sempre PMDB, Roberto RequiãoSenador da República
Sem um líder popular no Planalto, a festa será dos ratos de sempre

A charge do Laerte, na Folha de hoje, é o retrato pronto e acabado do que nos aguarda caso não ocorra a cada vez mais improvável normalização da disputa eleitoral, deformada pela intervenção autoritária de Sérgio Moro, com o afastamento de Lula. Por Fernando Brito – Tijolaço Teremos um presidente fraco – mesmo que de perfil autoritário, como Bolsonaro – numa situação que Bruno Boghossian, no mesmo jornal, define como “emparedado pelo Congress”. Congresso, claro, que ante à desgraça atual de sua composição, tende a confirmar a máxima de Ulysses Guimarães: “acha o Congreso ruim? Espere o próximo”. Como será capaz de sobreviver um presidente em uma selva onde políticos, juízes e mídia sabem que, se não for uma nulidade, não leverá mais que meses para que contra ele se arme um impeachment. Há alguém com lastro na opinião pública para resistir, chamando o povo? Mesmo Lula teria dificuldade, mais ainda Ciro Gomes, o único outro que admite que o novo presidente precisará remeter ao povo as suas decisões. Só que, antes disso, terá de passar pelo Congresso e pela Justiça, pois não tem poder legal para convocar plebiscitos. Eleições anormais não podem trazer de volta a normalidade. O que nasce torto nunca se endireita.
Lula diz que seu maior desafio é não odiar os que armaram contra ele
“De saúde, estou bem, sereno e firme no que é meu projeto de vida que é servir ao povo brasileiro como atualmente tenho consciência de que eu posso e devo. Você veio me trazer um apoio espiritual. E o que eu preciso é como lidar cada dia com uma indignação imensa contra os bandidos responsáveis por essa armação política da qual sou vítima e ao mesmo tempo sem dar lugar ao ódio”, disse o ex-presidente Lula ao monge Marcelo Barros, que o visitou ontem; no encontro, o monge disse a Lula que o Brasil sabe da inocência dele – a despeito da condenação sem provas no processo capitaneado por Sergio Moro e Deltan Dallagnol – e que seu sacrifício pessoal servirá como um instrumento de libertação do povo brasileiro A indignação profética de quem ama, por Marcelo Barros, monge beneditino – Desde que a justiça liberou visitas religiosas, fui o segundo a ter graça de visitar o presidente Lula em sua prisão. (Quem abriu a fila foi Leonardo Boff na segunda-feira passada). Eram exatamente 16 horas quando cheguei na dependência da Polícia Federal onde o presidente está aprisionado. Encontrei-o sentado na mesa devorando alguns livros, entre os quais vários de espiritualidade, levados por Leonardo. Cumprimentou-me. Entreguei as muitas cartas e mensagens que levei, algumas com fotografias. (Mensagem do Seminário Fé e Política, de um núcleo do Congresso do Povo na periferia do Recife, da ASA (Articulação do Semi-árido de Pernambuco) e de muitos amigos e amigas que mandaram mensagens. Ele olhou uma a uma com atenção e curiosidade. E depois concluiu: – De saúde, estou bem, sereno e firme no que é meu projeto de vida que é servir ao povo brasileiro como atualmente tenho consciência de que eu posso e devo. Você veio me trazer um apoio espiritual. E o que eu preciso é como lidar cada dia com uma indignação imensa contra os bandidos responsáveis por essa armação política da qual sou vítima e ao mesmo tempo sem dar lugar ao ódio. Respondi que, nos tempos do Nazismo, Etty Hillesum, jovem judia, condenada à morte, esperava a hora da execução em um campo de concentração. E, naquela situação, ela escreveu em seu diário: – “Eles podem roubar tudo de nós, menos nossa humanidade. Nunca poderemos permitir que eles façam de nós cópias de si mesmos, prisioneiros do ódio e da intolerância”. Vi que ele me escutava com atenção e acolhida. E ele começou a me contar a história de sua infância. Contou como, depois de se separar do marido, dona Lindu saiu do sertão de Pernambuco em um pau de arara com todos os filhos, dos quais ele (Lula) com cinco anos e uma menina com dois. Lembrou que quando era menino, por um tempo, ajudava o tio em uma venda. E queria provar um chiclete americano que tinha aparecido naqueles anos. Assim como na feira, queria experimentar uma maçã argentina que nunca havia provado. No entanto, nunca provou nem uma coisa nem outra para não envergonhar a mãe. E aí ele prosseguia com lágrimas nos olhos: _Agora esses moleques vêm me chamar de ladrão. Eu passei oito anos na presidência. Nunca me permiti ir com Marisa a um restaurante de luxo, nunca fiz visitas de diplomacia na casa de ninguém… Fiquei ali trabalhando sem parar quase noite e dia… E agora, os caras me tratam dessa maneira…_ Eu também estava emocionado. O que pude responder foi: – O senhor sabe que as pessoas conscientes, o povo organizado em movimentos sociais no Brasil inteiro acreditam na sua inocência e sofrem com a injustiça que lhe fizeram. Na Bíblia, há uma figura que se chama o Servo Sofredor de Deus que se torna instrumento de libertação de todos a partir do seu sofrimento pessoal. Penso que o senhor encarna hoje, no Brasil essa missão. Comecei a falar da situação da região onde ele nasceu e lhe dei a notícia de que a ASA (Articulação do Semi-árido) e outros organismos sociais estão planejando um grande evento para o dia 13 de junho em Caetés, a cidadezinha natal dele. Chamar-se-á _“Caravana do Semi-árido pela Vida e pela Democracia” (contra a Fome – atualmente de novo presente na região – e por Lula livre). A partir daquela manifestação, três ônibus sairão em uma caravana de Caetés a Curitiba para ir conversando com a população por cada dia por onde passará até chegar em Curitiba e fazer uma festa de São João Nordestino em frente à Polícia Federal. Ele riu, se interessou e me pediu que gravasse um pen-drive com músicas de cantores de Pernambuco, dos quais ele gosta. Música de qualidade e que não estão no circuito comercial. Vergonha. Nunca tinha ouvido falar de nenhum e nem onde encontrar. Ele me disse que me mandaria os nomes pelo advogado e eu prometi que gravaria. Distenção feita, ele quis me mostrar uma fotografia na parede na qual ele juntou os netos. Explicou quem é cada um/uma e a sua bisneta de dois anos (como parece com dona Marisa, meu Deus!). Começou a falar mais da família e especialmente lembrou um irmão que está com câncer. Isso o fez lembrar que quando Dona Lindu faleceu, ele estava na prisão e o Coronel Tuma permitiu que ele saísse da prisão e com dois guardas fosse ao sepultamento da mãe. No cemitério, havia uma pequena multidão de companheiros que não queriam deixar que ele voltasse preso. Ele teve de sair do carro da polícia e falar com eles pedindo para que deixassem que ele cumprisse o que tinha sido acertado. E assim voltou à prisão. A hora da visita se passou rápido. Perguntei que recado ele queria mandar para a Vigília do Acampamento e para as pessoas às quais estou ligado. Ele respondeu: – Diga que estou sereno, embora indignado com a injustiça sofrida. Mas, se eu desistir da campanha, de certa forma estou reconhecendo que tenho culpa. Nunca farei isso. Vou até o fim. Creio que na realidade atual brasileira, tenho condições de ajudar
CNT/MDA: MESMO PRESO, LULA LIDERA FOLGADO COM 32,4%

– Pesquisa realizada pelo instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é mantido como preso político de 7 de abril em Curitiba, segue liderando a preferência da maioria dos eleitores brasileiros. Na modalidade estimulada, Lula 32,4%, Jair Bolsonaro 16,7%, Marina Silva 7,6%, Ciro Gomes 5,4%, Geraldo Alckmin 4,0%, Álvaro Dias 2,5%, Fernando Collor 0,9%, Michel Temer 0,9%, Guilherme Boulos 0,5%, Manuela D´Ávila 0,5%, João Amoêdo 0,4%, Flávio Rocha 0,4%, Henrique Meirelles 0,3%, Rodrigo Maia 0,2%, Paulo Rabello de Castro 0,1%, Branco/Nulo 18,0%, Indecisos 8,7%. Confira as simulações para o segundo turno, onde Lula vence em todas: CENÁRIO 1: Lula 44,9%, Geraldo Alckmin 19,6%, Branco/Nulo: 30,0%,Indecisos: 5,5%. CENÁRIO 2: Lula 45,7%, Jair Bolsonaro 25,9%, Branco/Nulo: 23,3%,Indecisos: 5,1%. CENÁRIO 3: Lula 47,1%, Henrique Meirelles 13,3%, Branco/Nulo: 33,0%,Indecisos: 6,6%. CENÁRIO 4: Lula 44,4%, Marina Silva 21,0%, Branco/Nulo: 29,3%,Indecisos: 5,3%. CENÁRIO 5: Lula 49,0%, Michel Temer 8,3%, Branco/Nulo: 37,3%,Indecisos: 5,4%. A Pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas das cinco regiões do país. Leia abaixo o material divulgado pela CNT: A 136ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 9 a 12 de maio de 2018 e divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) no dia 14 de maio, aborda as eleições de 2018, trazendo as preferências eleitorais dos entrevistados em cenários de primeiro e segundo turnos de votação. O levantamento também apresenta as características ideais dos candidatos na opinião dos entrevistados, além do seu potencial de voto. A pesquisa ainda trata de temas como a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; a Justiça no Brasil; a confiança nas instituições; fake news e a Copa do Mundo. Traz, além disso, avaliações do governo federal e do desempenho pessoal do presidente Michel Temer e avaliações dos governos estaduais e municipais. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o número BR-09430/2018. • Avaliação de governo Governo federal: A avaliação do governo do presidente Michel Temer é positiva para 4,3% dos entrevistados, contra 71,2% de avaliação negativa. Para 21,8%, a avaliação é regular e 2,7% não souberam opinar. A aprovação do desempenho pessoal do presidente atinge 9,7% contra 82,5% de desaprovação, além de 7,8% que não souberam opinar. Governo estadual: 2,9% avaliam o governador de seu Estado como ótimo. 16,6% como bom; 33,2% como regular, 14,8% como ruim e 26,1% como péssimo. Governo municipal: 5,1% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo. 21,3% como bom, 32,2% como regular, 12,8% como ruim e 24,2% como péssimo. • Expectativa (para os próximos 6 meses) Emprego: vai melhorar: 21,7%, vai piorar: 31,5%, vai ficar igual: 43,4%Renda mensal: vai aumentar: 20,6%, vai diminuir: 16,5%, vai ficar igual: 59,3%Saúde: vai melhorar: 18,5%, vai piorar: 35,6%, vai ficar igual: 42,9%Educação: vai melhorar: 21,0%, vai piorar: 28,8%, vai ficar igual: 46,6%Segurança pública: vai melhorar: 17,9%, vai piorar: 41,9%, vai ficar igual: 37,2% • Eleição presidencial 2018 1º turno: Intenção de voto ESPONTÂNEA Lula: 18,6%Jair Bolsonaro: 12,4%Ciro Gomes: 1,7%Marina Silva: 1,3%Geraldo Alckmin: 1,2%Joaquim Barbosa: 1,0%Álvaro Dias: 0,9%Outros: 1,8%Branco/Nulo: 21,4%Indecisos: 39,6% 1º turno: Intenção de voto ESTIMULADA CENÁRIO 1: Lula 32,4%, Jair Bolsonaro 16,7%, Marina Silva 7,6%,Ciro Gomes 5,4%, Geraldo Alckmin 4,0%, Álvaro Dias 2,5%, Fernando Collor 0,9%, Michel Temer 0,9%, Guilherme Boulos 0,5%, Manuela D´Ávila 0,5%, João Amoêdo 0,4%, Flávio Rocha 0,4%, Henrique Meirelles 0,3%, Rodrigo Maia 0,2%, Paulo Rabello de Castro 0,1%, Branco/Nulo 18,0%, Indecisos 8,7%. CENÁRIO 2: Jair Bolsonaro 18,3%, Marina Silva 11,2%, Ciro Gomes 9,0%, Geraldo Alckmin 5,3%, Álvaro Dias 3,0%, Fernando Haddad 2,3%, Fernando Collor 1,4%, Manuela D´Ávila 0,9%, Guilherme Boulos 0,6%, João Amoêdo 0,6%, Henrique Meirelles 0,5%, Flávio Rocha 0,4%, Rodrigo Maia 0,4%, Paulo Rabello de Castro 0,1%, Branco/Nulo 29,6%, Indecisos 16,1%. CENÁRIO 3: Jair Bolsonaro 19,7%, Marina Silva 15,1%, Ciro Gomes 11,1%, Geraldo Alckmin 8,1%, Fernando Haddad 3,8%, Branco/Nulo 30,1%, Indecisos 12,1%. CENÁRIO 4: Jair Bolsonaro 20,7%, Marina Silva 16,4%, Ciro Gomes 12,0%, Fernando Haddad 4,4%, Henrique Meirelles 1,4%, Branco/Nulo 31,7%, Indecisos 13,4%. 2º turno: Intenção de voto ESTIMULADA CENÁRIO 1: Lula 44,9%, Geraldo Alckmin 19,6%, Branco/Nulo: 30,0%,Indecisos: 5,5%. CENÁRIO 2: Lula 45,7%, Jair Bolsonaro 25,9%, Branco/Nulo: 23,3%,Indecisos: 5,1%. CENÁRIO 3: Lula 47,1%, Henrique Meirelles 13,3%, Branco/Nulo: 33,0%,Indecisos: 6,6%. CENÁRIO 4: Lula 44,4%, Marina Silva 21,0%, Branco/Nulo: 29,3%,Indecisos: 5,3%. CENÁRIO 5: Lula 49,0%, Michel Temer 8,3%, Branco/Nulo: 37,3%,Indecisos: 5,4%. CENÁRIO 6: Jair Bolsonaro 28,2%, Ciro Gomes 24,2%, Branco/Nulo: 37,8%,Indecisos: 9,8%. CENÁRIO 7: Jair Bolsonaro 27,8%, Geraldo Alckmin 20,2%, Branco/Nulo: 42,5%,Indecisos: 9,5%. CENÁRIO 8: Jair Bolsonaro 31,5%, Fernando Haddad 14,0%, Branco/Nulo: 43,4%,Indecisos: 11,1%. CENÁRIO 9: Jair Bolsonaro 30,8%, Henrique Meirelles 11,7%, Branco/Nulo: 46,3%,Indecisos: 11,2%. CENÁRIO 10: Marina Silva 27,2%, Jair Bolsonaro 27,2%, Branco/Nulo: 37,8%,Indecisos: 7,8%. CENÁRIO 11: Jair Bolsonaro 34,7%, Michel Temer 5,3%, Branco/Nulo: 49,5%,Indecisos: 10,5%. CENÁRIO 12: Ciro Gomes 20,9%, Geraldo Alckmin 20,4%, Branco/Nulo: 48,1%,Indecisos: 10,6%. CENÁRIO 13: Geraldo Alckmin 25,0%, Fernando Haddad 10,0%, Branco/Nulo: 53,2%, Indecisos: 11,8%. CENÁRIO 14: Marina Silva 26,6%, Geraldo Alckmin 18,9%, Branco/Nulo: 46,0%,Indecisos: 8,5%. CENÁRIO 15: Ciro Gomes 25,7%, Henrique Meirelles 9,0%, Branco/Nulo: 52,6%,Indecisos: 12,7%. CENÁRIO 16: Ciro Gomes 30,4%, Michel Temer 5,6%, Branco/Nulo: 52,9%,Indecisos: 11,1%. LIMITE DE VOTO – PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CIRO GOMES: é o único em que votaria (2,9%); é um candidato em que poderia votar (31,7%); não votaria nele de jeito nenhum (46,4%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (15,3%). FERNANDO HADDAD: é o único em que votaria (0,9%); é um candidato em que poderia votar (15,7%); não votaria nele de jeito nenhum (46,1%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (34,1%). GERALDO ALCKMIN: é o único em que votaria (1,6%); é um candidato em que poderia votar (30,3%); não votaria nele de jeito nenhum (55,9%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (8,4%). HENRIQUE MEIRELLES: é o único em que votaria (0,2%); é um candidato em que poderia votar (14,1%); não votaria nele de jeito nenhum (48,8%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar
FIM DO ‘PLANO B’: O PT COMEÇA A MONTAR CAMPANHA DE LULA

– A direção nacional do PT deu início à montagem da campanha à presidência da república de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente indicado ao Nobel da Paz. O PT afasta, assim, as discussões sobre o “plano B”, que começavam a truncar o cenário eleitoral, já confuso em função da sucessão de ‘balões de ensaio’ e desistências. O PT entende que a situação legal da candidatura Lula não é assunto encerrado e promete dar início a uma campanha histórica pela volta da democracia diante da inédita situação de um preso político que lidera todas as pesquisas de intenção de voto e de um partido que voltou a crescer a a conquistar a confiança em escala da população. “Na semana passada, a corrente majoritária do partido Construindo um Novo Brasil (CNB), que preside o PT, decidiu insistir na candidatura de Lula até o fim, mesmo que isso leve o partido ao isolamento na eleição presidencial. O próprio ex-presidente, em carta, deu o recado: “Se aceitar a ideia de não ser candidato, estarei assumindo que cometi um crime”. A ideia é transformar a campanha em um palco para a defesa de Lula. “Só estamos pedindo o direito de seguir apoiando nosso candidato”, disse na sexta-feira o ex-ministro Gilberto Carvalho. Lideranças da CNB vão levar para deliberação da executiva nacional propostas para a criação imediata de dois comitês físicos de pré-campanha em São Paulo e Brasília, agilizar o processo de apresentação das diretrizes do programa de governo, intensificar as conversas com o PR sobre a possibilidade de o empresário Josué Gomes da Silva ser o vice de Lula – o que passaria também pelo processo de convencer o filho do ex-vice-presidente José Alencar aceitar ser registrado – e a definição dos nomes autorizados a representar o ex-presidente em debates e entrevistas.” Leia mais aqui. DIRETORA DO IBOPE: SEM LULA, ELEIÇÃO É SÓ DESALENTO E DESESPERANÇA – Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência afirma que uma eleição sem Lula tem um peso específico, que vai além do partido do ex-presidente. Ela diz que “apesar da baixa preferência partidária dos brasileiros, há cerca de 30% com simpatia pelos partidos de esquerda. Sem o Lula, o que pode acontecer é uma reorganização dos partidos de esquerda, para que não percam essa fatia do eleitorado. A diretora do Ibope diz que “os únicos com taxas significativas são Lula, Bolsonaro e Marina e que o restante dos votos parece estar muito pulverizado. “(…) Acho que deve acabar ocorrendo uma recomposição dos partidos, de maneira que não tenhamos tantos candidatos concorrendo. Será uma campanha curta, que terá emoção até o último momento. ficou recentemente sensibilizada ao acompanhar os depoimentos de entrevistados em uma pesquisa qualitativa promovida por seu instituto. Reunidos em volta de uma mesa e convidados a falar sobre suas expectativas em relação ao futuro, grupos de eleitores de perfis diversos só manifestaram desesperança e angústia. “Foi uma tristeza”, disse ela, em entrevista ao Estado. Em relação às notícias falsas, nossas pesquisas mostram que os eleitores se preocupam muito com isso. Eles acham que o ambiente da internet é mais propício para as pessoas divulgarem e passarem notícias falsas sem checar a fonte. Sabem e declaram que não podem acreditar em tudo o que veem na internet. A credibilidade maior é dos veículos de comunicação tradicionais: jornal, rádio, TV. É onde se sentem mais seguros em relação à informação que recebem. Existe interesse maior pelas notícias políticas. É claro que isso se verifica de maneira mais forte nos grupos urbanos e de maior escolaridade, mas também vemos essa preocupação de buscar mais informação nas classes mais baixas”. Leia mais aqui.