Vaias a Ciro na CNI refletem mente escravagista de parte do empresariado

Chama mais atenção a exploração dos jornalistas sobre as vaias dadas a Ciro Gomes hoje, na Confederação Nacional da Indústria por defender a revisão da reforma trabalhista do que alguns empresários apuparem uma proposta de rediscussão da legislação do trabalho. Por Fernando Brito – Tijolaço Afinal, não é de hoje que uma parcela do empresariado acha que o trabalho é uma mercadoria como outra qualquer, que se compra ao preço que houver quem venda. O que, no Brasil que temos, significará gente trabalhando por um prato de comida apenas, “melhor” até que a escravatura, sem gastos com a senzala. O episódio, porém, deve advertir Ciro Gomes dos limites de uma política de “agrado” à elite do dinheiro e à mídia, sobretudo no que tange à sua postura ao absurdo político-judicial que está gerando uma eleição deformada pela ausência de Lula. Hoje, ele próprio fez uma menção transversa ao assunto, mas muito pequena ainda para curar as cicatrizes que suas declarações anteriores causaram. Disse que o Ministério Público e o Judiciário devem “voltar ao seu quadrado” e reclamou que “um juiz do Supremo possa impedir um Presidente de nomear seus ministros”, numa referência ao veto de Gilmar Mendes à nomeação de Lula, pouco antes do impeachment, como Chefe da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff. As pesquisas mostram claramente que não haverá, ao menos em grau maciço, uma transferência de votos de Lula para ele sem que o ex-presidente tome esta iniciativa. Legitimar a perseguição judicial a Lula, é bom que Ciro entenda, é a porta aberta para, na eventualidade de ser eleito, ele próprio ser bloqueado (ou algo pior) pela coalizão de conservadores selvagens, Judiciário e mídia. As vaias de hoje – e os aplausos efusivos a Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin – demonstraram que há combustível de ódio suficiente para esta caldeira autoritária continuar fumegando.
Gilberto Gil pede Lula livre e denuncia perseguição

– Antes de um show em Lisboa, o cantor e compositor Gilberto Gil, um dos maiores nomes da cultura brasileira, listou os motivos pelos quais o ex-presidente Lula deve ser libertado: seu caráter simbólico, a explícita perseguição que vem sendo movida pelo Poder Judiciário e também o fato de o povo brasileiro desejar vê-lo novamente na presidência. Gil falou ainda da sua razão pessoal, que ele disse ser imotivada. “Eu quero Lula livre porque eu quero Lula livre”. Já se manifestaram pela liberdade de Lula gigantes da cultura nacional, como Chico Buarque, Caetano Veloso e, agora, Gilberto Gil. Lula, no entanto, vem sendo mantido como prisioneiro político com manobras explícitas do Supremo Tribunal Federal, por parte de ministros como Cármen Lúcia e Edson Fachin. A prisão de Lula também atende a interesses internacionais, contrários à soberania nacional, dos que se beneficiam com a entrega de riquezas nacionais, como o pré-sal
PT: DEFESA DE LULA FAZ COMBATE HISTÓRICO AO ARBÍTRIO

– Em nota, o Partido dos Trabalhadores faz uma homenagem à equipe de defesa do ex-presidente Lula, que têm à frente advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins, além de José Roberto Batochio e José Paulo Sepúlveda Pertence. “É preciso ter coragem e coerência, amor ao direito e à justiça, para defender um preso político nas mais difíceis circunstâncias, como vêm fazendo a equipe”, diz trecho da nota. Leia a íntegra: Nota do PT: Defesa de Lula faz combate histórico ao arbítrioÉ preciso ter coragem e coerência, amor ao direito e à justiça, para defender um preso político nas mais difíceis circunstâncias, como vêm fazendo a equipe A cada dia que passa fica mais claro que o presidente Lula é vítima de uma farsa judicial tramada por Sergio Moro e pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região (TRF-4), ao mesmo tempo em que seu direito constitucional de recorrer em liberdade da sentença injusta é alvo de manobras protelatórias no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Diante de tantas injustiças e manipulações, o Partido dos Trabalhadores manifesta seu reconhecimento e solidariedade à defesa do presidente Lula, que conduz com extrema competência uma batalha histórica contra o arbítrio de setores do Judiciário em cumplicidade com a grande mídia, que representa os interesses do golpe de 2016. Os advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins, que construíram a defesa do presidente desde o início da perseguição da Lava Jato e são responsáveis por sua repercussão internacional; José Roberto Batochio, que agregou à defesa sua excelência no Direito Penal e na oratória, e José Paulo Sepúlveda Pertence, de impecável reputação construída ao longo de uma vida dedicada à justiça, merecem toda nossa confiança. Nenhum líder político na história do país foi tão perseguido quanto Lula: pelos interesses econômicos internos e externos ao país, pela Rede Globo e toda a mídia que a segue bovinamente, pelos golpistas, pelos entreguistas, pelos inimigos do povo. Pelos que não toleram o projeto de país inclusivo, mais justo e soberano que Lula representa. É preciso ter coragem e coerência, amor ao direito e à justiça, para defender um preso político nas mais difíceis circunstâncias, como vêm fazendo os advogados do presidente Lula. Por isso eles têm se tornado, assim como o cidadão que defendem, alvo de notícias maliciosas como as divulgadas pela mídia dos poderosos esta semana. Cabe a nós, que estamos aqui fora, longe da torturante restrição de liberdade, somar esforços aos que conduzem, nos tribunais, a grande batalha pela justiça e pela democracia, que certamente levará a verdade triunfar sobre a farsa e sobre as manobras indecentes que tentam barrar o caminho de Lula até a presidência da República. A verdade vai vencer! Basta de injustiça contra Lula! Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados Lindbergh Farias, líder do PT no Senado Federal
Nenhuma surpresa: advogado do PCC nega pedido de liberdade de Lula

O militante do PSDB e advogado do PCC, também conhecido como ministro-tucano Alexandre de Moraes negou a liberdade para o ex-presidente e também rejeitou outro pedido para que o recurso seja julgado pela Segunda Turma da Corte, e não pelo plenário. A defesa de Lula recorreu da decisão do relator do pedido de liberdade, ministro Edson Fachin, que, na sexta-feira (22), enviou pedido de liberdade ou prisão domiciliar do ex-presidente para julgamento pelo plenário, e não na turma, como queria a defesa.No colegiado, há maioria de três votos a favor de mudar o entendimento que autoriza prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça. A turma é formada pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, além de Fachin e Celso de Mello. TIJOLAÇO: STF FAZ MALANDRAGEM PARA MANTER LULA PRESO O jornalista Fernando Brito avalia que a reclamação apresentada pela defesa de Lula à 2ª Turma do STF não terá, é provável, efeito jurídico imediato; “Porque há uma evidente interdição extrajurídica a qualquer decisão que coloque o ex-presidente, ainda que provisoriamente, em liberdade enquanto luta pela revisão das absurdas sentenças que lhe foram impostas” Por Fernando Brito, do Tijolaço – A reclamação apresentada pela defesa de Lula à 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal não terá, é provável, efeito jurídico imediato, porque há uma evidente interdição extrajurídica a qualquer decisão que coloque o ex-presidente, ainda que provisoriamente, em liberdade enquanto luta pela revisão das absurdas sentenças que lhe foram impostas. Mas terá, para vergonha do STF, imensa valia para os historiadores jurídicos, porque descreve algo que não se apagará da trajetória da corte suprema (neste caso, assim mesmo, com minúsculas). É a crônica, detalhada, de como a “malandragem” foi usada para burlar o curso natural do processo e evitar que o caso fosse julgado por quem o deveria ser – e foi, no caso de José Dirceu: 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal. Está aí, por parte de um Ministro do STF, Luiz Edson Fachin, a burla de um princípio constitucional essencial: o do juiz natural. Art. 5°, XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção;” (…) Art. 5°, LIII – ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;” De forma inteligente, a reclamação reproduz os argumentos para lá de insuspeitos da imprensa antilula para demonstrar que é evidente que ” teria havido intenção deliberada em remeter o processo do Reclamante para apreciação por outro órgão colegiado ante o temor de que o resultado do julgamento por seu juiz natural, a 2ª Turma, pudesse conduzir a resultado que lhe fosse favorável – situação aparentemente indesejada pelo Relator [Edson Fachin]. É irrespondível e está aí a razão para o “recado” anônimo que se mandou através da coluna de Monica Bergamo, na Folha, avisando que “Lula não teria sido libertado caso seu recurso tivesse sido julgado na terça”. Não há o que se alega ser a “diferença entre o caso do ex-presidente e os demais que foram analisados na terça é que o plenário do STF já tinha considerado a prisão legítima ao negar a ele o habeas corpus que poderia tê-la evitado, em abril”. O exame do pedido suspensivo do recurso extraordinário é matéria diversa da que foi tratada no “habeas corpus” negado pelo Plenário, onde se pedia a garantia contra prisão diante do que o STF decidira antes – que a prisão “poderia” acontecer, contra a política do TRF-4, flagrantemente insubmissa à Corte, dizendo que “deveria” necessariamente ser feita. O que se pede, agora é que, diante da plausibilidade dos argumentos esgrimidos no recurso, fosse concedido o efeito suspensivo à condenação, porque, se afinal reconhecidos as razões, não haveria maneira de repor a liberdade negada. Tanto não era o caso de se enviar a plenário, mas de julgar na 2ª Turma, que o mesmo recurso havia sido pautado para terça-feira por iniciativa do mesmo Edson Fachin. A negativa, marota, do TRF-4 à admissibilidade do recurso não muda, é evidente, o seu teor e sua natureza. Não muda, portanto, o órgão julgador. Ou não deveria mudar. No mesmo recado dado na Folha, está a chave do que se pretende: “trocar” com Lula a concessão de uma “prisão domiciliar” que não lhe tire a condição de “preso” e não crie, pela concessão do efeito suspensivo à execução da sentença durante o julgamento do recurso, um obstáculo, até, a discutir a elegibilidade do ex-presidente. E o nome disso não é Justiça, mas chantagem.
Vitória atė por correspondência – Por Manoel Gusmão

Muitos que querem a verdade, não conseguiam enxergá-la e muitos ainda não conseguem, por falta de discernimento ante a poderosa força da insistente repetição da mentira, por aqueles que vivem dela. Mas a maioria quer a verdade. Por isso é que a mentira perde poder a cada dia.Os golpistas não imaginavam que precisariam de tantas ações em cadeia para sustentar o golpe. E a cada dia aumenta o desespero. É um retarda daqui, acelera dali, pressiona aqui ameaça daqui, prende daqui solta dali, e nada. Os números não se movem. Se movem, movem em sentido contrário às pretensões. E parece não ter mais o que se fazer. Mas continuarão no intento. São muitos interesses no jogo maquiavélico, ou melhor, satânico, pois Maquiavel não ousou tanto. Só que, o que se percebe é que a eleição é de Lula. O golpe em Dilma foi para enterrar todos os projetos de governo da esquerda, aniquilando as forças de Lula, líder maior desses projetos. Tendo a população brasileira, especialmente os excluídos, beneficiado deles. Por tudo que se viu e se vê desde o início do golpe, o massacre diário da imagem de Lula, através da mídia golpista e as decisões esdrúxulas e ilegais do judiciário para mantê-lo preso, e, mesmo assim não se consegue dobrar a consciência da maioria, só depende da esquerda para retomar o poder, a democracia e estancar o entreguismo.E Lula com sua sabedoria, conduzirá todo processo. Solto, por viva voz ou preso, por correspondência.E aqui segue o melhor antídoto ao golpe: Lula presidente e Gleisi Hoffmann vice. Ninguém terá medo em uma eventual cassação forjada do líder. A vice já provou que é a melhor opção dentre todos os demais candidatos. É a vice líder brasileira. Única capaz de executar os projetos sociais, de crescimento econômico e distribuição de renda, com indicação e orientação de Lula. * Manoel Gus,ão é contador e colaborador do EM CIMA DA NOTÍCIA
LEWANDOWSKI PROÍBE PRIVATIZAÇÕES SEM AVAL DO CONGRESSO

– O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski proibiu que o governo Michel Temer privatize empresas sem autorização do Congresso Nacional. Ele criticou a “crescente” tendência de “desestatizações que vem tomando corpo em todos os níveis da Federação” e disse que “poderá trazer prejuízos irreparáveis ao país”. Decisão atende a um pedido de liminar da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que questionavam a constitucionalidade de uma lei de 2016. O pedido foi atendido enquanto a ação não for questionada pelo plenário do Supremo. Lewandowski lembrou ainda que a Constituição Federal indica que a alienação de bens públicos deve atender a lei de licitações, que gere “igualdade de condições a todos os concorrentes”.
A ascensão da vulgaridade no Roda Viva de Manuela D’Ávila

O jornalismo brasileiro sofreu um apagão na noite desta segunda-feira (25). Não há outra forma de definir a tempestade de estupidez e machismo em que se transformou o Roda Viva sob o comando de Ricardo Lessa. Por Renato Bazan – Via Diario do Centro do Mundo O que deveria ser ser uma sabatina com a pré-candidata à presidência Manuela D’Ávila, do PCdoB, tornou-se a vitrine da malícia reacionária que domina a nossa imprensa. Por uma hora, Manuela se viu cercada de jornalistas menos interessados em seu projeto e mais em vê-la tropeçar nas perguntas-pegadinha normalmente direcionadas à esquerda brasileira. Não a levaram a sério. Interromperam-na centenas de vezes. Foi o equivalente midiático de um fuzilamento, ao vivo e em cores. No pelotão, estavam o próprio Lessa (mediador), Vera Magalhães (Estadão/Jovem Pan), Letícia Casado (Folha), João Gabriel de Lima (Exame), Joel Pinheiro da Fonseca (não-jornalista do Insper), e Frederico d’Avila (diretor da Sociedade Rural Brasileira) – uma composição questionável, no melhor dos casos, por representar somente tons do conservadorismo nacional. Mas talvez, sob o comando de um profissional competente, esse consórcio de oponentes apresentasse à Manuela a chance de confrontar os preconceitos que a impedem de crescer como candidata. Numa realidade em que o mediador do Roda Viva fosse Heródoto Barbeiro ou Paulo Markun, as perguntas teriam chance de serem respondidas, e não seriam transformadas em armadilhas para render manchetes nas redes sociais. A maior vítima da hostilidade desta noite não foi Manuela D’Ávila, mas o próprio Roda Viva, e com ele o departamento jornalístico da TV Cultura. Para que serve uma entrevista na qual o único objetivo é desestabilizar o entrevistado? Estariam transmitindo de algum porão do DOPS? O grau de desleixo foi tamanho que o próprio mediador pôs-se a rir sarcasticamente de sua convidada quando desistiu de provocá-la. Repetiu 5 vezes a mesma pergunta: “Você considera Lula inocente?”. Em todas ouviu a mesma coisa, e não a deixou terminar. Essas foram duas tendências inescapáveis, inclusive: a obsessão por Lula, e o silenciamento sistemático de Manuela no meio de suas falas. O terceiro bloco, pior de todos eles, foi quase todo dedicado ao ex-presidente, e uniu os 6 da bancada em um coro de acusações sem o menor auto-controle. A determinada altura, Manuela disparou atônita: “Vocês gostam de falar mais do que eu”. Por isso, foi chamada de “advogada do Lula”. Foi o momento mais vulgar. A entrevista adquiriu ares de Inquisição, como se quisessem extrair dela a confissão que não conseguiram do líder do PT. Como se quisessem transferir a ela o peso de suas acusações. Tentaram também colocar palavras em sua boca. A ela foi perguntado nada menos que três vezes se desistiria de sua candidatura, apesar de negar com firmeza. Machismo exemplar, sob um fino véu investigativo. Criaram paralelos impossíveis entre sua candidatura e os governos de Stalin e Mussolini, ditadores mortos há mais de 60 anos, ancorados em bordões de WhatsApp que deixariam qualquer tio do pavê orgulhoso. Em dois diferentes momentos, Frederico D’Ávila, que participa da campanha de Jair Bolsonaro, tomou minutos para falar da “vida miserável na União Soviética”, e finalmente desaguou na mãe de todas as falácias: “o fascismo é de esquerda”. Nenhum membro da bancada foi melhor. Envergonharam o ofício do jornalismo ao basearem suas perguntas em leituras ignorantes e fake news encontradas em redes sociais. O menino Joel, desesperado, acusou-a de criar “discurso de ódio” por criticar a nave-mãe de todos os discursos de ódio, o Movimento Brasil Livre. Minutos antes, havia acusado Manuela de mentir sobre estatísticas que ele mesmo desconhecia. Em outro momento, Frederico tentou desandar uma resposta sobre feminismo para um bate-boca sobre castração química. Vera Magalhães encarnou a ignorância de seus leitores depois de pedir colaborações no Twitter. Frederico D’Ávila foi desmascarado por Manuela quando afirmou que a CLT de Getúlio Vargas foi inspirada na Carta Del Lavoro do Benito Mussolini. Resumidamente, ele ficou empurrando uma tese de que o PCdoB havia apoiado uma lei trabalhista que era fascista tentando criar uma confusão para colar a pecha do autoritarismo no PCdoB. Manuela explicou que a lei garante os direitos e que o exercício do apoiador de Bolsonaro era curioso, considerando que é o seu pré-candidato que tem um projeto anti-democrático, defendendo torturadores como o Brilhante Ustra. Nenhum jornalista é obrigado a aderir a uma ou outra ideologia, mas espera-se do mais medíocre que saiba se portar diante de uma câmera. Que não precise perguntar: “É machista elogiar sua beleza quando estamos discutindo política?”, como fez Ricardo Lessa. O nível foi este: abismal. Manuela D’Ávila sai gigante do programa, após delimitar seu espaço em meio a um inferno de desonestidade intelectual. Já sobre a TV Cultura, pode-se dizer o contrário. Se os próprios jornalistas perderam a capacidade de pensar com coerência, que esperança temos de um debate civilizado até outubro? Este Roda Viva foi o retrato da ruína de nossa profissão. Leia também a nota do site do PT: Uma gigante chamada Manuela e o triste fim de uma emissora pública
Manobra de Fachin prova que Lula está sequestrado para não ser candidato

Ao jogar para o plenário o pedido de liberdade de Lula, numa decisão que ficará para agosto, em meio ao processo de registro de candidaturas, o ministro Edson Fachin demonstrou, para quem ainda não havia entendido, que o ex-presidente Lula não é um presidiário, mas sim um cidadão sequestrado pelo Poder Judiciário, com uma única finalidade: não disputar as eleições presidenciais de 2018, que ele venceria com facilidade; ou seja: na prática, o Judiciário sequestrou a própria democracia – Por que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso, se um dos ministros mais experientes do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, acaba de declarar que sua prisão é inconstitucional? Se ainda havia alguma dúvida, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, fez questão de dar transparência ao jogo. Depois de suspender o julgamento de Lula na segunda turma do STF, que tem perfil garantista e fatalmente libertaria Lula nesta terça-feira 26, Fachin reconsiderou sua decisão, mas jogou o recurso de Lula para o plenário, não sem antes pedir parecer da Procuradoria-Geral da República. Como os ministros do STF têm recesso em julho, a decisão sobre a liberdade de Lula, que vem sendo mantido como preso político há mais de 80 dias, ficará para agosto, justamente o mês em que serão registradas as candidaturas presidenciais. Assim, o STF poderá fazer uma operação casada com o Tribunal Superior Eleitoral, libertando Lula, mas, ao mesmo tempo, impedindo o registro de sua candidatura presidencial. Essa nova manobra de Fachin, que ontem foi alvo de um manifesto de 271 juristas, apenas comprova que Lula não é um prisioneiro da Justiça, mas apenas um cidadão temporariamente sequestrado pelo Poder Judiciário para que seus direitos políticos sejam cassados até as eleições. Como todas as pesquisas indicam que Lula venceria a disputa presidencial com facilidade, na prática, o que Fachin fez foi sequestrar a própria democracia brasileira – o que despertou o repúdio até daqueles que se colocavam entre seus melhores amigos. Confira, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a nova manobra de Fachin: O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu hoje (25) enviar o pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para julgamento no plenário da Corte. A decisão do ministro foi motivada por uma petição feita, mais cedo, pelos advogados de Lula. Os defensores pediram que o ministro reconsidere decisão que rejeitou analisar o caso, na sexta-feira (22). Além disso, a defesa também pretendia que a questão fosse julgado pela Segunda Turma do tribunal, formada por Fachin e os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello. Com a decisão do ministro, o caso deverá ser julgado somente em agosto, após o recesso de julho na Corte. Nesta semana, o plenário fará as duas últimas sessões antes do recesso e as pautas de julgamento já foram definidas. Antes disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá enviar parecer sobre a questão. Após a tramitação formal, caberá à presidente do STF, Cármen Lúcia, pautar o pedido. Ministro Edson Fachin durante sessão da Segunda Turma do STF para jugar ação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.Ministro Edson Fachin decidiu enviar processo pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para julgamento no plenário da Corte – Nelson Jr./SCO/STFPedido rejeitadoNa sexta-feira (22), Fachin rejeitou o pedido protocolado pela defesa do ex-presidente para aguardar em liberdade o julgamento de mais um recurso contra a condenação na Operação Lava Jato. Com a decisão, Lula continuou preso. A decisão foi tomada após a vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Maria de Fátima Freitas Labarrère, rejeitar pedido para que a condenação a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP), um dos processos da operação, fosse analisado pela Corte. No novo pedido, a defesa alega que Lula está preso ilegalmente há 80 dias e pede urgência no julgamento. “O dano concreto que se objetiva cessar é dirigido à liberdade do Agravante, custodiado na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba há 80 dias, mesmo a liberdade sendo bem jurídico de primeira importância em qualquer Estado Democrático de Direito”, sustentam os advogados.
Comitê Popular em Defesa de Lula condena judiciário que age fora da lei

Em nota divulgada na noite deste sábado, o boletim do Comitê em Defesa de Lula destaca a entrevista do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que disse que o ex-presidente vem sendo mantido preso de forma ilegal. “Ninguém devolve ao cidadão a liberdade perdida”, disse Mello. O boletim também destaca o artigo de Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça, sobre a chicana jurídica adotada pelo ministro Edson Fachin, também do STF, para que Lula seja mantido como preso político no Brasil, em pleno século 21. Leia abaixo: *Boletim 125 – Comitê Popular em Defesa de Lula e da Democracia* Direto de Curitiba – 23/06/2018 – 22h50 1. Em artigo publicado neste sábado (23), no site Diário do Centro do Mundo, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão chama de “chicana” a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de cancelar o julgamento na 2ª turma do STF, marcado para a próxima terça-feira (26), da medida cautelar que poderia colocar em liberdade o ex-presidente Lula, mantido como preso político em Curitiba há mais de 70 dias. Aragão, que também foi sub-procurador-geral da República, menciona o curto intervalo entre o despacho do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e a decisão de Fachin e questiona a suprema corte brasileira: “o STF se dobrará à chicana ou colocará ordem no processo para devolver a respeitabilidade à tão abalada justiça brasileira?”. Leia aqui a íntegra do artigo 2. Em entrevista à TV portuguesa RTP, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, afirmou que a prisão de Lula é ilegal porque viola a Constituição Federal. “Ninguém devolve ao cidadão a liberdade perdida”, disse Mello, fazendo menção à possibilidade de absolvição de Lula, já que a condenação dele ainda é provisória e precisa ser analisada pelo Supremo. “Eu não concebo, tendo em conta minha formação jurídica, tendo em conta a minha experiência judicante, eu não concebo essa espécie de execução”, afirmou Mello. Confira aqui a entrevista, exibida nesta sexta-feira (22) 3. Em sua participação no programa “Conversando com Correa”, do canal Russian Today, o ex-jogador de futebol Roberto Carlos disse que a situação atual do Brasil é “desastrosa” e elogiou a gestão do ex-presidente Lula. “Se existia uma classe média, uma rica e uma pobre, com Lula conseguimos acabar com a pobreza. Mas agora temos ainda outros problemas como o aumento da gasolina, das passagens de avião, aumento da comida. Voltamos a ser um país de terceiro mundo, coisa que não éramos mais”, afirmou Roberto Carlos na entrevista conduzida pelo ex-presidente do Equador, Rafael Correa, e veiculada esta semana. Assista ao trecho no qual o ex-atleta fala sobre o Brasil aqui. 4. Durante ato político-cultural na Cidade Tiradentes, distrito da zona leste de São Paulo, na noite de sexta-feira (22), a sambista e deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP) afirmou que a prisão de Lula faz parte de um “sequestro de direitos” do povo brasileiro. “Quero saber qual o crime que o Lula cometeu, porque até agora, ninguém provou nada”, questionou Leci no ato que também contou com os rappers GOG e Rincon Sapiência, entre outros artistas. *Boletim 125 – Comitê Popular em Defesa de Lula e da Democracia*Direto de Curitiba – 23/06/2018 – 22h50
No mesmo dia em que manobrou contra Lula, Fachin livrou Temer

Da Rede Brasil Atual – No mesmo dia em que negou recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cancelou julgamento que poderia libertá-lo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, arquivou uma investigação da Polícia Federal (PF) que recaía contra o presidente golpista Michel Temer. A apuração era sobre um manuscrito apreendido no gabinete do senador pelo Piauí Ciro Nogueira (PP), mencionando “Fundo 1.000 Imp 200 RT 200 2 Temer 300 300”. A operação mirava Nogueira, acusado de compra de silêncio de testemunha e obstrução à Justiça. No dia 24 de abril deste ano, a PF havia deflagrado uma série de buscas e apreensões no Congresso Nacional, apreendendo documentos no gabinete de Ciro e do deputado federal também do PP Eduardo da Fonte (PE). Ciro Nogueira e Fonte estariam atuando em associação criminosa junto com outros parlamentares do PP, Aguinaldo Ribeiro, Arthur Lira, Benedito de Lira, José Otávio Germano, Luiz Fernando Faria e Nelson Meurer. A investigação é parte de denúncia do Ministério Público Federal (MPF), de setembro do último ano. Os políticos do PP integrariam uma organização criminosa para cometer crimes dentro da Câmara dos Deputados, para arrecadar “propina por meio da utilização de diversos órgãos públicos da administração pública direta e indireta”, diz a denúncia. Durante as investigações aventou-se a suspeita de que os parlamentares estariam tentando destruir provas ou atrapalhar as apurações. Porém, entre tantos documentos apreendidos, um poderia recair diretamente contra o atual presidente Michel Temer. Ele é relacionado ao lado de números em um arquivo. Aparecem os caracteres “fundo 1.000, Imp 200, RT 200 2”, ao lado de “Temer 300 300”. A PF não identificou o que significam tais números e tampouco quis prolongar a apuração. Por isso, o pedido de arquivamento foi feito pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge. Em resposta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo, acatou ao pedido. “À exceção das hipóteses em que a Procuradora-Geral da República formula pedido de arquivamento de inquérito sob o fundamento da atipicidade da conduta ou da extinção da punibilidade, é pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte considerando obrigatório o deferimento do pedido, independentemente da análise das razões invocadas”, afirmou o ministro em seu despacho. Fachin afirmou ainda que a investigação poderá ser retomada, caso surjam novas provas contra Temer. “Ressalto, todavia, que o arquivamento deferido com fulcro na ausência de provas suficientes não impede o prosseguimento das investigações caso futuramente surjam novas evidências”.