Boulos: a ambulância sempre chega, e rápido, para socorrer tucanos
O presidenciável Guilherme Boulos (PSOL), pelo Twitter, ao comentar a decisão que soltou Paulo Preto, operador do PSDB, comparou neste sábado (12) o ministro do STF Gilmar Mendes a uma ambulância que rapidamente socorre tucanos. “Gilmar Mendes soltou ontem Paulo Preto, operador do PSDB e suspeito de receber R$173 milhões de propina em SP. Ele havia sinalizado que delataria se o largassem “ferido na estrada”. A ambulância sempre chega, e rápido, para socorrer tucanos”, tuitou o psolista. O ministro do Supremo determinou a soltura de Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, empresa paulista de infraestrutura rodoviária, que estava preso desde 6 de abril. O operador financeiro que estava preso por desvios nas obras do Rodoanel Sul, Jacu Pêssego e Nova Marginal Tietê ameaçava delatar os mandachuvas do PSDB. Ele serviu aos governos paulistas de José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin. “Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do decreto de prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, o qual deverá ser posto em liberdade, se por outro motivo não estiver preso”, decidiu Gilmar Mendes. Por outro lado, na quinta (10), Mendes votou pela manutenção da prisão do ex-presidente Lula que está cumprindo pena antecipação de uma condenação sem provas (caso tríplex). Resumo da ópera: se Paulo Preto fosse do PT, muito provavelmente, continuaria preso.
Nos últimos dois anos, milhares de pessoas perderam o emprego
Trabalhadores que tinham carteira assinada e com curso superior viram camelôs Há décadas a gente ouve a classe média reclamando dos camelôs nas calçadas. Desde o velhissimo chororô dos comerciantes – “eles não pagam imposto” – até as senhoras que reclamam de estarem estorvando a passagem. Contra eles, nunca falta polícia: o famoso rapa, com seus bastões e caminhonetes, arrastando as pobres bugigangas que lhes garantem a sobrevivência. Daiane Costa, em O Globo, mostra que a crise e o receituário neoliberal atiraram, em 2 anos, mais 200 mil brasileiros para esta condição de vendedores de rua. 50 mil em São Paulo, 40 mil na Bahia, quase 25 mil no Rio de Janeiro. Gente de todas as profissões e, até, de todos os graus de instrução – às vezes, até curso superior – que têm como traço em comum a impossibilidade de conseguir um trabalho regularizado. Formada em Administração, Marianne Silva, 26, trabalhou por cinco anos no setor administrativo de uma fabricante de doces. Há três, ela vende quentinhas na rua.— Eu e muitos colegas fomos demitidos juntos. Na época, minha mãe já vendia comida na rua e estava cansada. Como não consegui mais emprego, resolvi ajudá-la e aqui fiquei — conta a jovem. Aliás, nem mesmo regularizarem-se como ambulantes 95% deles conseguem. Ficam à espera de que os guardinhas não passem, ou se contentem com as “mordidas” de 10 ou 20 reais e os deixem trabalhar. Ou ficar atentos às cordinhas de seu “paraquedas”, a lona com barbantes que se fecham com a mercadoria dentro na hora de correr
Lula e Dilma foram responsáveis no resgate da ralé brasileira

O escritor Jessé de Souza faz a relação do preconceito social com os avanços obtidos nos últimos anos. “O pouco do que foi feito nos governos progressistas foi rechaçado pela sociedade conservadora, a batucada verde amarela demonstra isso. Posso dizer que Lula e Dilma foram os que mais se esforçaram para resgatar essa ralé, os primeiros que olharam para os mais excluídos, isso incomodou muito a classe média, uma extraordinária burrice”, denuncia. O programa “Batalha de Ideias” da última quarta-feira (9) com a participação do professor e escritor Jessé Souza, destacou trechos do seu livro “A Ralé Brasileira, Oprimidos e Odiados”, onde ele aborda a construção histórica do preconceito e invisibilidade com a classe menos favorecida da sociedade brasileira. O livro, escrito por Jessé, contém várias entrevistas com parcelas da sociedade classificadas como “ralé “por significativa parcela da elite brasileira. “É a empregada doméstica, o vigilante, o evangélico e o bandido que são irmãos e inimigos. É muito difícil observar unidade política nos excluídos, pois são os que mais sofrem com a segregação, estigmas e preconceitos”, explica. Jessé elucida que não usou o termo ralé em seu livro de forma pejorativa. “A ideia não é insultar essas pessoas, mas denunciar uma situação histórica. A verdade sempre é dura, nunca agradável. A direita coloca sempre a culpa na vítima, como vimos na tragédia do desabamento do Prédio Wilton Paes de Almeida “, esclarece. “Então chegamos ao ponto central, a origem histórica da ralé, e chegamos na escravidão, “passadas as gerações, a elite reproduz aquele mecanismo de ordem e obediência estabelecido no período da escravista, levando os piores castigos e humilhações. Passada cinco gerações, essa humilhação continua, essa classe ainda é tratada como inferior até os dias atuais”, resgata Jessé Souza. Voltando a atualidade, Jessé contextualiza as mazelas que são fruto dessa construção social. “Todas as questões brasileiras têm a ver com a invisibilidade. É necessário capacitar seu povo, se o trabalhador não tem conhecimento, não tem espaço no mercado de trabalho. Podemos citar os analfabetos funcionais, pois, acesso ao pensamento abstrato é um privilégio de classe, são pré-condições para ser absorvido no capital cultural. Então, quando a classe menos favorecida não possui essas habilidades adquiridas, eles são culpados por não terem tais atributos”, condena. Jessé faz a relação do preconceito social com os avanços adquiridos nos últimos anos. “O pouco do que foi feito nos governos progressistas foi rechaçado pela sociedade conservadora, a batucada verde amarela demonstra isso, posso dizer que Lula e Dilma foram os que mais se esforçaram para resgatar essa ralé, os primeiros que olharam para esses excluídos, isso incomodou muito a classe média, uma extraordinária burrice”, denuncia. Em relação a tragédia anunciada do desabamento do Prédio Wilton Paes Almeida, que deixou mais de 400 pessoas desabrigadas, Jessé explica a sociedade é reflexo de uma sociedade doente. “Você tinha o MCMV e agora não tem nenhuma política de habitação, agora essas famílias estão jogas ao relendo, crianças brincando no esgoto, isso gera doenças. É preciso resgatar essas pessoas. Essas pessoas foram desumanizadas, só isso explica esse tratamento dado a essas famílias”, conclui.
O CORONEL POÇA D’ÀGUA QUE QUERIA SER UM OCEANO

* Por Carlos D’Incao O dever da esquerda hoje é separar o joio do trigo, os aliados verdadeiros dos aliados estratégicos, os amigos da classe trabalhadora dos seus inimigos, sejam eles históricos ou aqueles que se revelam nos dias de hoje. Ciro Gomes é o personagem político que revelou a sua essência de forma surpreendentemente rápida… Mas isso não é novidade… É apenas a confirmação de sua personalidade destemperada e desequilibrada que o faz agir de forma precipitada, como sempre faz… O coronel que reivindica ter tornado o Ceará na Suíça brasileira finalmente se lançou de vez em sua “operação abutre” em busca dos votos de um suposto moribundo PT e um já falecido Lula. Seus cabos eleitorais – sempre atentos e muito bem pagos – estão de prontidão para berrar: “Se o PT não apoiar Ciro, vai dar Bolsonaro ou Alckmin!” A arrogância de Ciro não tem dimensões… É um homem já de cabelos brancos e vivido… deveria saber qual é o seu verdadeiro tamanho. Mas se ele não sabe, cabe a nós da esquerda mostrarmos com quem ele está lidando quando fala que o PT deveria abandonar Lula nas masmorras de Curitiba e se submeter a sua candidatura. Vamos começar pelo que temos de concreto e estabelecermos uma linha comparativa: O PT tem 20% da preferência do eleitorado, o PDT tem 1%; O PT tem 60 deputados federais, o PDT tem 20; o PT possui governos de Estado que representam 28% do eleitorado brasileiro, o PDT tem 1,8% ; o fundo partidário do PT é 300% maior do que o do PDT. Vejamos um pouco sobre gestão… O PT governou o Brasil por 13 anos, Ciro nunca passou de um governador de Estado. O governo do PT retirou 40 milhões de brasileiros da miséria e fez o país se tornar a sexta economia mundial, ameaçando as grandes potências internacionais. O PDT nunca governou o Brasil e não compôs a base das reformas sociais do Brasil. Vejamos um pouco sobre representatividade social… O PT está à frente diretamente de mais de 4 mil sindicatos em todo o país e em todas as suas grandes cidades; o PDT não está à frente de nenhum. O PT está à frente dos maiores movimentos sociais da América Latina e um dos maiores do Mundo, o MST; o PDT não tem nenhuma relação orgânica com nenhum movimento social. Vejamos um pouco sobre a biografia de Ciro e das principais lideranças do PT… Enquanto Ciro era filiado ao ARENA, partido que apoiava a Ditadura Militar, as lideranças do PT estavam na luta armada ou na construção de um novo sindicalismo e um novo partido de massas do campo da esquerda. Enquanto Ciro militava no PMDB e no PSDB e era o lambe botas de suas atuais lideranças, as lideranças do PT lutavam nas ruas contra esses governos reacionários, obtendo heróicas vitórias em grandes cidades. Vamos aos anos 90… Enquanto Ciro Gomes era um dos cabeças do lado mais perverso do Plano Real e caminhava de mãos dadas com os bandidos que privatizaram nossas principais riquezas, as lideranças do PT lutavam contra as reformas neoliberais tentando reunir todas as forças progressistas. Estavam ao lado do povo em seus momentos mais críticos… alguns foram assassinados, como Chico Mendes e outros foram massacrados, como as vítimas de Carajás. E nos dias atuais… Ciro foi ministro de Lula e já quis se tornar no autor da geração de empregos de seu governo… Virou um usurpador e começou a tentar encontrar um partido para seu projeto autocrático de poder. Mudou de partidos como se muda de cuecas… Em 2010 deu explícito apoio a Aécio Neves como pré-candidato do PSDB e quando o golpe chegou, quis se valer de uma conjuntura em que apostou todas as suas fichas em um cenário onde Lula e o PT seriam destruídos pelas forças do capital. Queria ocupar esse “espaço vazio”… Errou de maneira grosseira… Ciro Gomes se esqueceu que ele mesmo construiu para si próprio sua própria dimensão, ao longo de sua própria história. Ele é uma poça d’àgua, rasa e reacionária, que sonha ser um oceano. Como tem espírito de coronelzinho, gostaria que o mundo desaguasse nele… Mas não percebe que é o oposto que ocorre – caso a poça tenha sorte. No geral a poça acaba por secar com o tempo. Por isso tudo aqui exposto, resta admirar como pode alguém imaginar que um cenário de apoio do PT ao Ciro poderia ser possível. Não apenas pelo seu tamanho, mas pelo que ele é de fato. Seus asseclas quando escutam essas verdades partem para o ataque: acusam os petistas de serem fanáticos, de terem um plano de poder, que não pensam no país, que não querem largar o osso, etc… Enfim, falam exatamente como a direita, porque – na verdade – é isso que são. E Ciro Gomes tem a ilusão de que nós – que somos da esquerda – não sabemos o que ele realmente pensa sobre tudo o que vivemos atualmente. Todos nós sabemos que ele acha que na verdade Lula é um arrogante e que está colhendo o que plantou, que merece o castigo de sua prisão; todos nós sabemos que ele, machista que é, odeia a Dilma como mulher e como expoente da política nacional, chamando sempre a sua gestão econômica de “burra e irresponsável”, como a rede Globo faz cotidianamente. Todos nós sabemos que ele despreza o PT e todas as suas lideranças pois ele nunca se desenraizou dos ideais de Roberto Campos que acreditava que o “povo é uma massa ignóbil e incapaz de desenvolver o país, cabendo aos técnicos e intelectuais as transformações estruturais, por cima”. Por isso, despreza os movimentos sociais e os sindicatos; por isso, nunca “sujou os pés no barro” para além das épocas de campanha eleitoral. Por isso, despreza a democracia e foi apoiador do regime militar. Ciro é a expressão política mais perversa na atualidade e que hoje quer se passar por tudo: de esquerda à direita; de
Gilmar Mendes manda soltar Paulo Preto, o operador do PSDB

O tucano ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (11) a soltura de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa – empresa paulista de infraestrutura rodoviária. Ele estava preso desde 6 de abril em razão das suspeitas de desvios nas obras do Rodoanel Sul, Jacu Pêssego e Nova Marginal Tietê. Ele é suspeito de participar de desvio de recursos públicos em obras do governo estadual entre os anos de 2009 e 2011. Neste período, o governo paulista foi comandado por José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. “Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do decreto de prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, o qual deverá ser posto em liberdade, se por outro motivo não estiver preso”, afirmou o ministro em sua decisão. DenúnciaNo dia 22 de março, a força tarefa da operação Lava Jato em São Paulo ofereceu denúncia contra Souza e mais 4 suspeitos de desviar R$ 7,7 milhões de 2009 a 2011 (valores da época) de obras públicas. Eles foram denunciados pelo MPF pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema público e peculato, que é a apropriação de recursos públicos. Segundo a denúncia,, Paulo Vieira de Souza comandou o desvio de dinheiro como o destinado ao reassentamento de desalojados por obras do trecho Sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê, na região metropolitana de São Paulo. A denúncia foi feita após uma investigação iniciada no Ministério Público Estadual de São Paulo pelos desvios de apartamentos e de pagamentos de indenizações. Durante as investigações, a Promotoria da Suíça informou que Souza mantinha o equivalente a R$ 113 milhões em contas fora do Brasil. Os documentos suíços revelaram que o dinheiro estava em quatro contas bancárias, abertas em 2007, por uma offshore sediada no Panamá, cujo beneficiário é Paulo Vieira de Souza e que, em fevereiro de 2017, o dinheiro foi transferido da Suíça para um banco nas Bahamas. Paulo Vieira de Souza foi diretor da estatal que administra as rodovias em São Paulo entre 2005 e 2010. Os procuradores pediram a quebra do sigilo bancário dele. A Justiça determinou o bloqueio dos eventuais saldos que existam nas contas dele no exterior. JustificativasGilmar Mendes relatou na decisão que o Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva de Paulo Vieira “para garantia da instrução criminal, em razão de supostas ameaças à integridade física da também acusada Mércia Ferreira Gomes”. Mércia Ferreira Gomes, que teria sido ameaçada, era responsável pelo cadastro dos beneficiários do programa de desapropriação para as obras do trecho sul do Rodoanel. Ela acusou o ex-diretor da Dersa de incluir pessoas ilegalmente no cadastro, entre elas ex-empregadas domésticas da filha e da mulher, além de babas dos netos e uma secretária do genro. Nenhuma delas morava no traçado das obras do Rodoanel. A defesa recorreu ao Tribunal Regional Federal da Terceira Região e ao Superior Tribunal de Justiça, mas já teve pedidos negados naqueles tribunais. Os advogados argumentam que as supostas ameaças não formam comprovadas e se referem a fatos antigos. Gilmar Mendes concordou que não há razão para prisão preventiva porque a denúncia de ameaça era antiga, embora a pessoa estivesse indo à juízo somente agora relatar os fatos. “As três ameaças teriam ocorrido nos anos de 2015 e 2016 e a prisão preventiva foi decretada em abril de 2018. De acordo com os fundamentos da prisão preventiva, a atualidade do interesse em ameaçar decorria da nova denúncia, baseada em depoimentos prestados pela corré ao Ministério Público, até então sem o conhecimento do paciente. A prisão preventiva não se justifica para permitir o depoimento da corré em juízo. A versão de Mércia Ferreira Gomes foi dada no curso da investigação. Sua reiteração, ou não, em Juízo, dificilmente teria o efeito de prejudicar ainda mais os delatados”, diz Mendes na decisão.
Métodos da Lava-Jato são semelhantes aos que levaram reitor ao suicídio
– O colunista Reinaldo Azevedo afirma em sua coluna no jorna Folha de S. Paulo que os métodos empregados pela Lava-Jato são os mesmos empregados contra o reitor Luiz Carlos Cancellier, que se suicidou depois de ser acusado e preso pela Polícia Federal. Para Azevedo, “a imprensa descobriu que a Polícia Federal meteu algemas nas mãos, correntes nos pés e uniforme laranja em Luiz Carlos Cancellier de Olivo, então reitor da UFSC, embora não tenha uma miserável prova contra ele”. “Em 6.000 páginas de inquérito e 800 de relatório, só se encontram ilações e arranjos narrativos ao gosto destes tempos. Olivo se matou. Os métodos empregados contra o reitor são os consagrados pela Lava Jato. Moral da história: você caiu vítima do Papol? Resta o suicídio. Nestes dias, só existe inocente morto. Ainda vão me obrigar a reler a carta de Getúlio e a rever o que este país produziu de mais trágico e patético”. Leia aqui a coluna do jornalista.
1 milhão de manifestoches deixaram as classe A e B e foram para a C
– Mais de 900 mil dos “manifestoches” que saíram às ruas para derrubar Dilma em 2015 e 2016 foram derrubados por Temer: deixaram as classes A e B e muitos deles passaram a engrossar a classe C em 2017. É o que mostram estimativas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do banco Bradesco e da consultoria LCA publicadas pelo jornal Valor Econômico. O movimento é o contrário dos verificados nos governos do PT, quando 32 milhões ascenderam das classes D e E à classe C. Relata a reportagem que os cálculos do Bradesco, baseados em pesquisas domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que quase um milhão de pessoas deixaram de integrar as classes A e B no ano passado. Somente na classe A – composta por famílias com renda mensal de R$ 11.001 ou mais – foram 500 mil a menos. Essa elite passou a ser formada por 10,3 milhões de indivíduos em 2017, o que representava 4,9% da população. Ou seja, o topo da pirâmide social brasileira tornou-se ainda mais estreito. Nas contas da LCA, o Sudeste foi a região com maior redução do número de pessoas nas classes A e B. A região tinha 40 milhões de pessoas nesses grupos em 2017, queda de 2,5%. Esse achatamento da renda na região mais rica do país foi percebida por outras pesquisas do IBGE. O Índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou para 0,529 no Sudeste, por exemplo. A queda ocorreu exatamente pela menor renda dos mais ricos. Boa parte das pessoas que desceram o degrau social passou a integrar a classe C. Essa tendência também foi identificada nas duas estimativas: do banco e da consultoria. O Bradesco estimou que a classe C era composta por 113,1 milhões de pessoas no ano passado, 3,9 milhões a mais na comparação ao ano anterior. A diferença em relação aos governos do PT é que a classe C aumentava devido à ascensão social; agora, aumenta porque muitas famílias ricas e de classe média estão descendo na escala social. Nos governos do PT a ascensão de famílias para a classe C foi um dos grandes fenômenos sociais do país com repercussão mundial. Pelas contas do Bradesco, 18,8 milhões de pessoas passaram a integrar essa nova classe média de 2007 a 2012, impulsionados pelo crescimento econômico, oferta de empregos e crédito mais farto. Mais brasileiros viajaram, compraram carro e entraram na faculdade. A classe C ascendente está sendo empurrada para as classes D e E e muitos dos “ex-ricos” que saíram às ruas contra Dilma agora ingressam na classe que sempre desprezaram. Leia aqui a matéria completa do jornal Valor
O Brasil era mais feliz com Dilma e não sabia, diz pesquisa

O instituto Paraná Pesquisas assegura que, após o impeachment de Dilma Rousseff, a vida melhorou somente para 8,3% dos brasileiros. Traduzindo a sondagem: o Brasil era mais feliz com Dilma e não sabia. A Paraná Pesquisas entrevistou 2.002 eleitores brasileiros entre os dias 27 de abril e 2 de maio, cuja margem de erro é de 2% para mais ou para menos. A sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR- 02853/2018. Prisão de Lula não melhorou o Brasil para 88,3%, diz pesquisa Ontem, o mesmo instituto Paraná Pesquisas informou que a maioria dos brasileiros não veem melhora no país após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há um mês. De acordo com a sondagem, 88,3% não percebeu melhora após o encarceramento do petista na Polícia Federal de Curitiba. Apenas 9% dos entrevistados perceberam uma “melhora” no Brasil após o ex-presidente cumprir antecipadamente a pena de 12 anos e um mês, por determinação do tribunal de segunda instância TRF4; e 2,6% não souberam responder à pergunta. Ao detalhar o levantamento, 22,3% disseram que o Brasil piorou com a prisão de Lula e 66% afirmaram que permaneceu igual (que não houve melhora, portanto). A Paraná Pesquisas entrevistou 2.002 eleitores brasileiros entre os dias 27 de abril e 2 de maio, cuja margem de erro é de 2% para mais ou para menos. A sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR- 02853/2018. O ex-presidente Lula é mantido preso político na capital paranaense desde 7 de abril. Ele é o líder absoluto em todas as pesquisas de intenção de votos, um dos motivos para o seu encarceramento antecipado antes mesmo do esgotamento dos recursos nos tribunais superiores. Fonte: Blog do Esmael
Ação da PF mira no prefeito Ney Santos, de Embu das Artes (SP)
Prefeito alvo de operação da Polícia Federal era figura carimbada em protestos por prisão de Lula A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta quarta-feira, dia 9, contra fraudes e desvio de dinheiro público em licitações. Via Diário do Centro do Mundo O principal alvo é o prefeito de Embu das Artes, em SP, Ney Santos (PRB). Agentes da PF cumpriram um mandato de busca e apreensão em sua casa em Barueri. Pelo menos 19 prefeituras estão sendo investigadas pela PF em licitações de merenda. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão de diversos acusados, mas o Tribunal Regional Federal da 3ª Região não autorizou. Ney Santos é acusado pelo Ministério Público de envolvimento com lavagem de dinheiro em postos de gasolina. Além disso, o MP aponta uma ligação com o PCC e o tráfico de drogas em Osasco, Embu das Artes, Taboão da Serra, Carapicuíba, Cajamar e São Paulo
Dólar sobe, gasolina dispara e produção industrial despenca, após o golpe
Onde andam os paneleiros?O Brasil idealizado por Michel Temer e pela mídia sucumbiu, ganhou dramaticidade. O IBGE informa nesta quarta (9) que a produção industrial caiu em março nas oito regiões pesquisas. E o dólar disparou hoje a R$ 3,60 pela primeira vez em dois anos.De acordo com o IBGE, a produção industrial despencou na Bahia (-4,5%), Rio de Janeiro (-3,7%) Região Nordeste (-3,6%), Santa Catarina (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,9%), Paraná (-0,9%), Minas Gerais (-0,5%) e Ceará (-0,2%).Na manhã de hoje, o dólar rompeu a barreira dos R$ 3,60 diante das incertezas internas provocadas pelo golpe de Estado, com a crise democrática e a prisão ilegal do ex-presidente Lula, e repercussão da derrocada do modelo neoliberal na vizinha Argentina — o mesmo adotado pelo Vampirão Neoliberalista brasileiro.Só uma saída para o atual estado de coisas: eleições livres e democráticas com a participação de Lula. Redação com Blog do Esmael